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Mercado de smartphones cresceu 2% em 2025: Apple domina com 20% das vendas globais

Vendas de smartphones sobem 2% em 2025 com Apple liderando (20%) e Samsung em segundo (19%), mas 2026 pode cair 2,1% por escassez de memória de IA.

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Resumo rápido!

A Counterpoint Research divulgou os números do mercado móvel em 2025, revelando crescimento modesto de 2% nas entregas globais. A Apple liderou com 20% de participação anual impulsionada pelo iPhone 17, enquanto a Samsung ficou logo atrás com 19% apoiada em modelos acessíveis da linha Galaxy A. O quarto trimestre viu a fatia da Apple explodir para 25%, recorde histórico — mas 2026 pode trazer retração de 2,1% devido à escassez de memória provocada pela corrida de IA.


 

iPhone 17 impulsiona crescimento de dois dígitos da Apple

iPhone 17 Pro laranja visto de frente e de costas, com o conjunto de três câmeras traseiras e o logo da Apple à mostra

As entregas de iPhones subiram 10% em 2025, o maior crescimento percentual entre os cinco principais fabricantes. O lançamento do iPhone 17 sustentou vendas robustas no segmento premium, mas curiosamente o modelo anterior também performou bem: iPhone 16 continuou vendendo com força no Japão, Índia e Sudeste Asiático.

Counterpoint Research atribui parte desse desempenho ao fim do ciclo de vida de dispositivos adquiridos durante a pandemia, entre 2020 e 2021. Consumidores que adiaram upgrades por três ou quatro anos decidiram finalmente trocar de aparelho. Geograficamente, a Apple fortaleceu posições em economias emergentes e mercados menores, especialmente onde a demanda por 5G ainda está em expansão.

No quarto trimestre isolado, a participação da Apple atingiu 25% — um recorde que reflete tanto o sucesso do iPhone 17 quanto a sazonalidade típica do período de festas.

Samsung mantém volume com estratégia dual

Três smartphones Samsung Galaxy da linha S lado a lado, de costas, em tons de cinza, azul-marinho e branco, sobre fundo azul claro

A Samsung Electronics encerrou 2025 com 19% do mercado global, praticamente empatada com a Apple. O crescimento de 5% nas entregas foi sustentado principalmente por modelos acessíveis da família Galaxy A, mas dispositivos premium Galaxy Fold 7 e Galaxy S25 também superaram gerações anteriores.

A estratégia dual funciona: enquanto a Apple depende de margens altas concentradas em poucos modelos, a Samsung distribui volume entre smartphones de entrada (Galaxy A), intermediários e dobráveis premium. Essa abordagem oferece resiliência em cenários de volatilidade econômica, capturando consumidores em diferentes faixas de renda.

Chinesas disputam posições do meio da tabela

Smartphone preto com textura de couro e módulo de câmeras circular com a marca Leica, segurado por uma mão contra um fundo espacial azul

Xiaomi manteve o terceiro lugar com 13% de participação, mas sem crescimento expressivo. O desempenho mais forte veio da América Latina e Sudeste Asiático, regiões onde a marca consolidou presença com produtos de custo-benefício elevado.

Vivo conquistou 8% do mercado global com crescimento de 3%, enfatizando deslocamento de demanda para modelos mais premium — estratégia similar à da Xiaomi. O mercado indiano foi especialmente receptivo aos lançamentos da Vivo em 2025.

Oppo tecnicamente ficou em quinto lugar com os mesmos 8%, mas com queda de 4% nas entregas. A empresa perdeu terreno em mercados asiáticos, compensando parcialmente com ganhos na Índia, Oriente Médio e África. Se considerada a decisão recente de integrar a Realme sob a marca Oppo, a posição conjunta seria de quarto lugar com 11% de participação.

Fabricante Market Share 2025 Crescimento Anual Regiões Fortes
Apple 20% +10% Emergentes, Japão, Índia
Samsung 19% +5% Global (dual strategy)
Xiaomi 13% ~0% América Latina, Sudeste Asiático
Vivo 8% +3% Índia, Ásia
Oppo 8% -4% Índia, Oriente Médio, África

Crescimento explosivo de marcas menores

Fora do top 5, Nothing e Google registraram expansões de 31% e 25%, respectivamente. Nothing consolidou apelo junto a entusiastas de tecnologia com design transparente e estratégia de marketing viral, enquanto o Google finalmente vê retorno dos investimentos na linha Pixel — especialmente após integração de recursos de IA generativa ao Android e hardware próprio Tensor.

Nuvem negra no horizonte: escassez de memória em 2026

A Counterpoint Research projeta retração de 2,1% nas entregas globais de smartphones em 2026. O culpado é o boom de inteligência artificial, que está direcionando componentes de memória para data centers, criando escassez e elevando preços para fabricantes de smartphones.

Empresas maiores como Apple e Samsung possuem poder de negociação e contratos de longo prazo com fornecedores, permitindo absorver aumentos com mais facilidade. Fabricantes chineses, por outro lado, enfrentarão pressão mais intensa sobre margens — potencialmente forçando aumentos de preço ou cortes em especificações.

Esse cenário reforça a consolidação do mercado em torno de poucos players globais com escala para negociar componentes críticos em condições favoráveis.

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Foto de William R. Plaza
Postado porWilliam R. Plaza

Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br

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