Mercado global de tablets desacelera — mas duas marcas seguem crescendo

Mercado global de tablets recua 4,4%, mas Apple e Xiaomi seguem crescendo. Entenda o impacto dos dazos de Trump e o novo ciclo do setor.

Após um ano e meio de avanços consecutivos, o mercado global de tablets perdeu fôlego. Segundo dados da IDC Research, as vendas mundiais caíram 4,4% no terceiro trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior, encerrando um ciclo de seis trimestres de alta. A retração, porém, não afetou todos da mesma forma.

Gigantes resistem, marcas pequenas desabam

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No total, foram vendidos cerca de 38 milhões de tablets entre julho e setembro. Enquanto as grandes marcas mostraram força, os fabricantes menores enfrentaram queda acentuada de 28%. A nova fotografia do setor mostra um mercado cada vez mais concentrado.

Os cinco líderes globais seguem firmes:

  • Apple – 13,2 milhões de unidades (+5,2%)

  • Samsung – 6,9 milhões (-1,9%)

  • Lenovo – 3,7 milhões (+22,6%)

  • Huawei – 3,4 milhões (+3,7%)

  • Xiaomi – 8,3 milhões (+7,2%)

A força dessas empresas revela uma maturidade no segmento em que o consumidor aposta em ecossistemas confiáveis e integração com notebooks, smartphones e acessórios inteligentes.

O impacto das tarifas de Trump

A IDC destaca um fator crucial por trás da oscilação recente: a corrida por estoques antes da entrada em vigor dos novos dazos aplicados pelo governo Trump sobre produtos tecnológicos importados da Ásia.
Muitas empresas anteciparam envios para os Estados Unidos no primeiro semestre de 2025, inflando artificialmente as vendas do período. O resultado aparente de queda agora, portanto, é mais um ajuste técnico do que um declínio real de demanda.

Com o cenário ainda instável e novas revisões tarifárias em debate, o verdadeiro ritmo de consumo de tablets só deverá ficar claro nos próximos trimestres — quando os efeitos das políticas comerciais se dissiparem.

Tablets entram em fase de maturação

A desaceleração reforça uma tendência já observada: os tablets deixaram de ser dispositivos de massa para se tornar ferramentas complementares, voltadas a produtividade leve, consumo de mídia e ensino remoto.
A aposta das fabricantes agora é investir em diferenciais de software, integração com IA e modelos híbridos que se aproximam de notebooks finos.

Mesmo com os números em baixa, o mercado não dá sinais de colapso — apenas de reajuste. Na prática, os tablets estão encontrando seu espaço em um ecossistema pós-pandemia mais racional e segmentado.

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Editor-chefe no Hardware.com.br/GameVicio Aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br
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