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NVIDIA: a história curiosa por trás do nome da gigante das GPUs

Descubra a história curiosa por trás do nome NVIDIA. O significado provocador que moldou a gigante das GPUs.

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Em 1993, três engenheiros — Jensen Huang, Curtis Priem e Chris Malachowsky — se reuniam nos fundos de um restaurante Denny’s em San Jose, Califórnia.

A “sede” improvisada era uma simples cabine, onde eles passavam horas discutindo o futuro da nova empresa. Café sem fim, pratos de café da manhã e conversas estratégicas substituíam qualquer formalidade de escritório.

O objetivo era claro: criar uma companhia capaz de redefinir os gráficos para PCs, em um momento em que o barramento PCI e o Windows 3.1 abriam caminho para um salto na qualidade visual. Essa empresa recebeu o nome NVIDIA. 

A busca pelo nome perfeito — e as ideias descartadas

logo NVIDIA

O primeiro produto planejado receberia o nome NV1, um acelerador gráfico com mais cores e um buffer de quadros maior do que qualquer solução da época. O “NV” desse projeto logo se tornaria uma peça central na escolha do nome da empresa.

Placa de vídeo Diamond Edge 3D 3240 de 1995 com chip NV1 da NVIDIA, memórias e conectores VGA e de áudio visíveis na placa verde

Curtis Priem compilou dezenas de opções. Algumas tentavam unir os sobrenomes dos fundadores, como Primal Graphics (PRI de Priem + MAL de Malachowsky), mas foram descartadas por não incluir Huang.

Quando tentaram incluir todos, o resultado foi desastroso: combinações como “Huaprimal” ou “Prihuamal” soavam impronunciáveis.

Outras ideias exploravam o “NV” do NV1: iNVention, eNVironment, iNVision. Mas muitas já estavam registradas (inclusive por uma marca de papel higiênico chamada “Envision”),  ou simplesmente não soavam bem.

A palavra que mudou tudo

Logotipo da NVIDIA com o símbolo de olho em preto e verde sobre o nome da empresa em letras serifadas, em fundo cinza claro
Primeiro logo da NVIDIA

Foi então que Priem encontrou no latim a palavra Invidia, que significa “inveja”.

O termo fazia referência direta ao sucesso que ele e Malachowsky haviam alcançado na Sun Microsystems com o chip GX, tão avançado que despertava a inveja de concorrentes.

Para evitar conflitos com o passado, Huang sugeriu abandonar o “GX” e fundir Invidia ao “NV” do primeiro chip. Assim nasceu NVIDIA.

Um gesto simbólico no dia da fundação

A empresa foi registrada oficialmente em 5 de abril de 1993.

No mesmo dia, Priem foi ao Departamento de Veículos Motorizados e encomendou uma placa personalizada com a inscrição “NVIDIA” — marcando, literalmente, o nascimento da marca.

Ccom apoio do advogado James Gaiter, do escritório Cooley Godward, especializado em startups, aconteceu a primeira reunião para formalizar a empresa.

Duas pessoas posam sob um cartaz do Denny's, com uma placa dizendo "The booth that launched a  trillion company" em um restaurante
A CEO da Denny’s, Kelly Valard (à esquerda), e Huang (à direita) comemoram a capitalização de mercado de US$ 1 trilhão da Nvidia em uma Denny’s em San Jose, Califórnia, em setembro de 2023.

Gaiter perguntou a Jensen quanto tinha para investir. “Duzentos dólares”, respondeu. O advogado mandou entregar o valor ali mesmo — e, de volta ao Denny’s, Jensen pediu que Priem e Malachowsky colocassem a mesma quantia para “comprar” participações iguais na nova empresa. Anos depois, Jensen lembraria da cena com humor: “Foi um bom negócio”.

Mais que um nome: uma declaração de intenções

O nome não foi apenas uma jogada criativa. Ele carregava uma ambição secreta: um dia, a NVIDIA seria algo a ser invejado no mundo da tecnologia.

Essa filosofia se refletiria na liderança de Huang e na cultura interna, que encara a complacência como o maior inimigo. Desde a primeira reunião no Denny’s, a empresa buscou operar em alta velocidade, buscando inovar o suficiente para que ninguém pudesse alcançá-la.

Hoje, essa ambição encontra amplo respaldo nos números:

No primeiro trimestre de 2025, a NVIDIA alcançou um market share histórico de 92 % no mercado de GPUs para desktop e notebook, deixando AMD com apenas 8 % e Intel praticamente fora do campo.

No segmento de data centers e inteligência artificial, a marca detém mais de 80 % do mercado global de GPUs, e está presente em mais de 75% dos supercomputadores listados no TOP500

Sua capitalização de mercado superou os US$ 4 trilhões em julho de 2025, um marco inédito, mais do que o valor combinado de muitas gigantes do setor, e reforça o peso simbólico e real por trás do nome escolhido em 1993.

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Foto de William R. Plaza
Postado porWilliam R. Plaza

Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br

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