Governo avalia acabar com a taxa das blusinhas e Shein pode dominar mercado

Governo estuda isentar compras abaixo de US$ 50, favorecendo consumidores e a China.

O governo brasileiro está considerando acabar com a taxa das blusinhas, imposto que incide sobre compras internacionais de até US$ 50. A medida surge em meio às tensões comerciais com os Estados Unidos após Donald Trump anunciar novas tarifas contra produtos brasileiros, e pode funcionar como um gesto de aproximação com a China, além de potencialmente melhorar a popularidade do presidente Lula.

Segundo informações divulgadas pelo site Metrópoles, membros do governo têm procurado parlamentares do centrão para discutir a possibilidade de isentar novamente as compras abaixo de US$ 50 de impostos federais. A articulação ocorre discretamente, enquanto o governo avalia as consequências econômicas e políticas da medida.

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Esta possível mudança é significativa porque o presidente Lula já havia se manifestado contrário à cobrança do imposto federal de 20%, mas acabou cedendo à pressão do Congresso Nacional. Agora, o próprio governo alega que a implementação da taxa das blusinhas foi resultado da pressão do centrão em conjunto com o lobby de varejistas nacionais, que temiam a concorrência de plataformas estrangeiras como a Shein.

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Recentemente, um debate entre o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, e o deputado Kim Kataguiri resultou na proposta de um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que visa acabar com a taxação. Embora o projeto exista, Farias, desafiado por Kataguiri, ainda não assinou o texto, deixando em aberto o futuro da iniciativa no Congresso.

O impacto no mercado brasileiro já começou a ser sentido. Apenas com o rumor do possível fim da taxa das blusinhas, algumas varejistas nacionais viram suas ações caírem na Bolsa de Valores. A preocupação faz sentido: caso a isenção retorne, empresas como a Shein seriam as grandes beneficiadas, potencialmente aumentando ainda mais sua participação no mercado brasileiro.

Vale lembrar que, apesar da polêmica, dados recentes mostram que a arrecadação com a taxa bateu recordes em 2024, indicando que o volume de importações de pequeno valor continua significativo mesmo com a tributação. Isso sugere que o consumidor brasileiro segue disposto a pagar mais para ter acesso a produtos internacionais.

O movimento do governo também pode ser interpretado como uma tentativa de agradar à China em um momento delicado das relações internacionais. Com as ameaças de Donald Trump de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, o Brasil busca diversificar suas parcerias comerciais e fortalecer laços com outros mercados importantes.

Até o momento, o governo federal não se pronunciou oficialmente sobre o assunto, mantendo as discussões nos bastidores enquanto avalia o timing político ideal para um possível anúncio.

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Cearense. 37 anos. Apaixonado por tecnologia desde que usou um computador pela primeira vez, em um hoje jurássico Windows 95. Além de tech, também curto filmes, séries e jogos.
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