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Lula: ‘IA não pode se tornar monopólio de poucos países e poucas empresas’

Para o presidente, inteligência artificial deve servir ao interesse público, e não à ganância corporativa

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil, à frente da presidência do Brics, pretende propor uma declaração global sobre a governança da inteligência artificial (IA). A proposta busca evitar que a tecnologia fique concentrada nas mãos de poucos países e grandes corporações, defendendo que o “interesse público e a soberania digital devem prevalecer sobre a ganância corporativa”.

A fala ocorreu ontem (26) na abertura da primeira Reunião de Sherpas do Brics, onde Lula destacou que, apesar das oportunidades trazidas pela IA, também há desafios éticos, sociais e econômicos. Segundo ele, a concentração da tecnologia em poucas mãos pode ampliar desigualdades e ameaçar a estabilidade digital. “Grandes corporações não têm o direito de silenciar e desestabilizar nações inteiras com desinformação”, afirmou.

Reunião do BRICS com delegados sentados à mesa sob a placa "Brasil", incluindo dois homens de terno, um deles com barba branca e outro de cabelo grisalho ao la…
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Ao mesmo tempo em que oferece oportunidades extraordinárias, a inteligência artificial traz desafios éticos, sociais e econômicos. Essa tecnologia não pode se tornar monopólio de poucos países e poucas empresas. Grandes corporações não têm o direito de silenciar e desestabilizar nações inteiras com desinformação”

O impacto da IA e a necessidade de regulação global

Lula defende que mitigar os riscos da revolução digital deve ser uma responsabilidade compartilhada entre os países. Para isso, os Brics precisam liderar um debate sobre governança justa e equitativa da IA, sob o amparo da ONU. O presidente ressaltou que qualquer avanço econômico no cenário atual passa pela inteligência artificial e que a distribuição desigual dessa tecnologia pode deixar o Sul Global ainda mais à margem.

A proposta brasileira se alinha a discussões já em andamento em outras frentes globais sobre regulamentação da IA, incluindo iniciativas da União Europeia e dos Estados Unidos para criar diretrizes mais rígidas para o uso da tecnologia.

O futuro da IA e a disputa pelo controle da tecnologia

Com o crescimento acelerado da IA, a disputa por sua regulamentação se torna um tema cada vez mais relevante. Empresas como OpenAI, Google e Microsoft estão na vanguarda do desenvolvimento da tecnologia, mas a concentração de poder e dados nessas gigantes levanta preocupações sobre a dependência de mercados emergentes e o impacto nas economias locais.

Recentemente, o ministro Alexandre de Moraes também adotou um tom crítico em relação as Big Techs. Na visão de Moraes, essas grandes empresas “querem dominar a economia e a política mundial”.

As big techs não são enviadas de Deus, como alguns querem, não são neutras. São grupos econômicos que querem dominar a economia e a política mundial, ignorando fronteiras, a soberania nacional de cada país e as legislações para terem poder e lucro”, afirmou.

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Foto de William R. Plaza
Postado porWilliam R. Plaza

Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br

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