Ex-funcionários processam o Twitter; rede social deve o equivalente a R$ 2 bilhões em indenizações trabalhistas

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O Twitter está enfrentando uma tempestade jurídica. Ex-funcionários da empresa moveram um processo alegando que a rede social deve cerca de R$ 2 bilhões em indenizações trabalhistas.

A questão central do processo é a alegação de que a empresa não cumpriu com as promessas de indenização feitas antes das demissões em massa que ocorreram em novembro do ano passado. Caso você não se lembre, na ocasião, cerca de 75% da força de trabalho do Twitter foi demitida.

O processo foi aberto na última quarta-feira (12) no Tribunal Distrital Federal da Califórnia. 

A ação pede que Elon Musk – o atual proprietário do Twitter – e a própria rede social paguem aproximadamente US$ 498 milhões (cerca de R$ 2,4 bilhões) em benefícios adicionais de indenização que os funcionários alegam não terem recebido.

Os benefícios em questão fazem parte de um plano de indenização criado pela rede social em 2019. Segundo o plano, caso os funcionários fossem demitidos, a maioria receberia dois meses de salário e mais uma semana de pagamento para cada ano trabalhado na empresa.

O processo foi aberto por Courtney McMillan, que supervisionava os programas de benefícios aos funcionários e foi demitida em janeiro.

McMillan alega que a empresa deve aos funcionários sêniores demitidos cerca de seis meses de salário base, além de outros benefícios. No entanto, o Twitter pagou apenas um mês de indenização. Sem falar que muitos funcionários sequer viram a cor do dinheiro.

Este é apenas um dos processos abertos após a aquisição do Twitter por Elon Musk, que demitiu cerca de 80% da equipe em apenas nove meses.

Em junho, Mark Schobinger, ex-diretor sênior de remuneração e incentivos do Twitter, entrou com uma ação judicial muito semelhante à atual, alegando que a empresa não pagou os bônus referentes ao ano de 2022 aos funcionários.

Além das ações por falta de pagamentos, a rede social enfrenta outros processos que acusam a empresa de demitir mais mulheres do que homens e discriminar trabalhadores com deficiência. O Twitter negou as acusações.

E para piorar a situação, o Twitter virou alvo de diversas grandes gravadoras. Nomes como Sony, Warner e Universal Music estão processando a rede social por usar músicas sem os devidos acordos de licenciamento. É, literalmente, uma enxurrada de processos.

A situação é delicada e coloca o Twitter em uma posição desconfortável. Afinal, se a empresa perder o processo, terá que desembolsar uma quantia significativa. E no momento, a plataforma precisa urgentemente gerar lucro.

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