Pelo que dá para ver o Firefox de 64-bit para Windows está sendo muito bem recebido. Até pouco tempo era difícil falar de navegadores de 64-bit por falta de compatibilidade com plugins populares, como Flash e Java. A migração para os 64-bit é natural e caminha razoavelmente bem embora as aplicações de 32-bit continuam dominando em vários casos.
No que depende do Firefox, finalmente a versão 8 terá compilações oficiais de 64-bit para Windows. Testes realizados com a suíte Peacekeeper mostram resultados interessantes: o Firefox de 64-bit foi cerca de 10% mais rápido do que o de 32 num teste do ExtremeTech (usando um i7 930 com 6GB de RAM e uma Nvidia GTX 460).
Em alguns casos o desempenho não é muito melhor, e outros usuários reportaram que a versão de 64-bit até se saiu pior nos seus computadores. Seja como for, é bom ver a Mozilla avançando nesta área. O que se percebe é que o Firefox de 64-bit consome mais memória do que o de 32, mas isso não deve afetar de forma significante a maioria das configurações atuais.
Até agora o Chrome e Opera só têm versões de 32-bit. O Firefox 8 de 64-bit deve ser lançado em novembro, mas já está disponível há algum tempo para testes.
É curioso ver que boa parte dos usuários de Windows de 64-bit dependem de aplicações de 32, mesmo tendo um hardware bem equipado e muitas vezes com quantidade generosa de memória RAM. O IE9 de 64-bit tem alguns problemas, muita gente acaba usando o de 32 mesmo.
Apesar dos benefícios de uma versão de 64-bit, a discussão se vale ou não a pena não faz tanto sentido para fins práticos – pelo menos por enquanto. Os programas de 32-bit atendem perfeitamente às exigências do mercado e da maioria dos usuários, o que não deve mudar tão cedo. Deve demorar para que uma aplicação web precise de mais de 4 GB de RAM. Com a onda de navegadores baseados em vários processos o problema fica ainda mais distante, já que raramente o processo controlador do navegador precisará de mais de 4 GB por um bom tempo (pelo menos se as abas rodarem em processos separados, como ocorre no Chrome).
Os resultados do teste do ExtremeTech podem ser vistos aqui.

