O lançamento do Fedora 7 está agendado para abril deste ano. Este release marca um conjunto de mudanças em relação aos anteriores, que vão interessar bastante a quem vem acompanhando o projeto.
Em primeiro lugar, os projetos Fedora Core e Fedora Extras serão combinados em um único grande repositório, eliminando uma grande quantidade de trabalho duplicado e tornando mais fácil a vida dos usuários. O Fedora deixa de se chamar “Fedora Core” e passa a se chamar apenas “Fedora”.
Em segundo lugar, além do conjunto completo, com 5 ou mais CDs, existirão várias versões especializadas, com o Gnome, KDE e para servidores, além de incluir a possibilidade dos usuários gerarem versões personalizadas, como nos live-cds.
Falando em live-cd, a partir desta versão existirá um live-cd oficial e, possivelmente, também um live-dvd, com um conjunto mais parrudo de pacotes.
Também estão sendo feitos avanços em duas áreas onde o Fedora 6 foi bastante criticado: suporte a redes wireless e o longo tempo para inicializar e desligar o sistema.
Com a inclusão do Kernel 2.6.20, passará a ser usado o novo conjunto de drivers IDE, incorporados ao subsistema SCSI. Na prática, a única grande mudança é que seus HDs IDE passarão a ser detectados pelo sistema como “/dev/sda” ou “/dev/sdb”, como se fossem HDs SATA. O Kernel 2.6.20 inclui também o KVM, um sistema de virtualização, que pode ser usado em conjunto com o Xen ou Qemu, proporcionando ganhos de desempenho.
Veja mais detalhes neste artigo do Phorix e no Wiki:
https://www.phoronix.com/scan.php?page=article&item=627&num=2