Um grupo de pesquisadores japoneses criou um material que poderá ser utilizado para fabricar um “super disco” a um preço baixo, e o melhor: com capacidade de 25 Terabytes. O material, chamado de uma nova forma cristalina do óxido de titânio, é capaz de alternar entre os estados de metal e semicondutor quando exposto à luz.
Shin-ichi Ohkoshi, químico e professor da Universidade de Tóquio, disse que “um material que muda de cor com a luz pode ser usado em dispositivos de armazenamento, já que as cores refletem a luz distintamente para conter diferentes informações. [Portanto, este é] um material promissor para um dispositivo de armazenamento óptico de próxima geração.”
O pesquisador ainda lembra que o óxido de titânio custa cerca de apenas um centésimo dos elementos raros, como o germânio, antimônio e telúrio, que são atualmente usados em discos Blu-Ray e DVDs regraváveis. Com isso, as indústrias não precisarão mais correr atrás de metais raros na natureza, e o óxido de titânio permitirá uma produção barata e segura, já que é utilizado atualmente em uma ampla gama de produtos, desde o pó facial das mulheres até a tinta branca do seu quarto.
Ohkoshi ainda afirmou que está planejando abrir negociações com empresas do setor privado, sobre a potencial comercialização do material. Será que daqui alguns anos, com pouco tempo de vida do Blu-Ray, já veremos outra guerra dos formatos?