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Configurando servidores DNS, no muque, parte 1

Criado 8/mai/2008 às 23h28 por Carlos E. Morimoto

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Introdução

A poucos dias, publiquei um artigo explicando como funciona o sistema DNS e o processo de registro de domínios que serve como uma boa introdução ao tutorial de hoje. Se você já leu o artigo, sinta-se à vontade para pular para a segunda página:

Com frequência, ouvimos dizer que o sistema de DNS é a maior base de dados do mundo. Sob certos aspectos, realmente é, mas existe uma diferença fundamental entre o DNS e um sistema de banco de dados tradicional (como um servidor MySQL usado por um servidor Web, por exemplo), que é o fato do DNS ser uma base de dados distribuída.

No topo da cadeia, temos os root servers, 14 servidores espalhados pelo mundo que têm como função responder a todas as requisições de resolução de domínio. Eles são seguidos por diversas camadas de servidores, que culminam nos servidores diretamente responsáveis por cada domínio.

Um nome de domínio é lido da direita para a esquerda. Temos os domínios primários (chamados de top level domains, ou TLD's), como .com, .net, .info, .cc, .biz, etc., e, em seguida, os domínios secundários (country code TLD's, ou ccTLD's), que recebem o prefixo de cada país, como .com.br ou .net.br. Nesse caso, o "com" é um subdomínio do domínio "br".

Embora normalmente ele seja omitido, todo nome de domínio termina na verdade com um ponto, que representa o domínio raiz, de responsabilidade dos root servers. Quando um dos root servers recebe um pedido de resolução de domínio, ele encaminha a requisição aos servidores da entidade responsável pelo TLD (como ".com") ou pelo ccTLD (como ".com.br") do qual ele faz parte. Eles, por sua vez, encaminham a requisição ao servidor DNS responsável pelo domínio, que finalmente envia a resposta ao cliente.

Ao acessar o endereço "www.gdhn.com.br", o cliente começaria enviando a requisição ao servidor DNS informado na configuração da rede (o DNS do provedor). A menos que tenha a informação em cache, o servidor consulta um dos root servers, perguntando: "quem é o servidor responsável pelo domínio gdhn.com.br?".

O root server gentilmente responde que não sabe, mas verifica qual é o servidor responsável pelos domínios ".br" (o registro.br) e orienta o cliente a refazer a pergunta, dessa vez a um dos servidores da entidade correspondente. O processo pode envolver mais um ou dois servidores, mas eventualmente o cliente chega ao servidor DNS do responsável pelo site (informado ao registrar o domínio) que finalmente fornece o endereço IP do servidor ao cliente:

61b16aa8

Assim como no caso do "com", que é um subdomínio do "br" de responsabilidade do Registro.br, você pode criar subdomínios, como "www.gdhn.com.br" ou "ftp.gdhn.com.br" livremente. Estes subdomínios podem apontar para seu próprio servidor, para um servidor separado, ou mesmo serem usados como aliases para outros domínios. Dentro da sua zona, ou seja, do seu domínio, a autoridade é você.

Configurar o servidor DNS é uma etapa importante na configuração de qualquer servidor que vai disponibilizar serviços para a Internet, sobretudo hospedar sites, já que nenhum visitante vai querer acessar os sites hospedados através do endereço IP.

4 comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 8/mai/2008 às 23h28

Comentários

Muito bom tutorial
Criado 8/mai/2011 às 19h20 por Alysson Possebon (anônimo)
Parabéns pelo artigo e pela riqueza das explicações.
Já pensou em escrever um livro?

Att.'.
Belo Suporte!
Criado 16/mar/2011 às 09h32 por Guilherme Renz (anônimo)
Para quem está iniciando ou não trabalha com isso todo dia, é uma mão na roda.
Me surpreendi ainda com o nível de detalhamento dos livros. Recomendo a todos o investimento da aquisição.
Linux parece sempre ser uma dor de cabeça para quem não entende, se você está começando agora e não tem muita prática, é extremamente recomendável a aquisição.

Parabéns ao Morimoto!
Bi-Campeão Mundial (Santástico :)
Criado 26/nov/2010 às 10h12 por kapitaokaverna (anônimo)
Faz muito tempo que procuro um tuto assim. Está bastante claro e detalhado.
Geralmente as informações que se encontra sobre o assunto na internet são muito resumidas.
Parabéns.
Apaxe
Criado 22/nov/2010 às 16h58 por Apaxe (anônimo)
Morimoto parabéns por mais um excelente artigo.

Eu instalei o Bind em Chroot no CentOS 5.5 e copiei os ficheiros necessários para o seu funcionamento para os seguintes directórios:

# cp -r /usr/share/doc/bind-9.3.6/sample/etc/* /var/named/chroot/etc/

# cp -r /usr/share/doc/bind-9.3.6/sample/var/named/* /var/named/chroot/var/named/

Depois também tive de apagar a partir da linha nº48 toda a configuração do ficheiro "/var/named/chroot/etc/named.conf" para que o Bind pode-se iniciar.

O meu problema é que não estou a conseguir adicionar Domínios no Bind!!
Eu para adicionar um domínio exemplo fiz o seguinte:

1)Adicionei o seguinte Domínio no final do ficheiro "/var/named/chroot/etc/named.conf":

zone "exemplo.teste" IN {

type master;

file "/var/named/chroot/etc/db.exemplo";

allow-transfer { 192.168.72.201; };

};

2)Criei o ficheiro "db.exemplo"
# touch /var/named/chroot/etc/db.exemplo

3) Adicionei a seguinte configuração no ficheiro "/var/named/chroot/etc/db.exemplo":

@ IN SOA servidor.exemplo.teste. apaxe.exemplo.teste. (

20101122 3H 15M 1W 1D )

NS servidor.exemplo.teste.

IN MX 10 servidor.exemplo.teste.

exemplo.teste. A 192.168.72.201

www A 192.168.72.201

ftp A 192.168.72.201

smtp A 192.168.72.201

4)Quanto tento reiniciar o serviço named recebo a seguinte mensagem de erro:

[root@servidor ~]# service named restart

A parar o named: [ OK ]

A iniciar o named:

Erro na configuração do 'named':

zone exemplo.teste/IN: loading master file /var/named/chroot/etc/db.exemplo: file not found

_default/exemplo.teste/IN: file not found

[FALHOU]

O que me está a falhar?
Obrigado.