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Processadores AMD, parte 1: o Phenom
Por Carlos E. Morimoto em 12 de março de 2010 às 11h49
1Introdução
Todos os processadores atuais da AMD são descendentes da plataforma K7, que deu origem aos primeiros modelos do Athlon, com os quais a AMD deu combate às variações do Pentium III e do Pentium 4. Em 2003, a plataforma foi atualizada, ganhando suporte a instruções de 64 bits, o controlador de memória integrado e outras melhorias, o que deu origem à plataforma K8, usada nos diferentes modelos do 64, X2, FX e Opteron. Ela foi a plataforma mais bem sucedida da AMD, com a qual ela conseguiu roubar espaço da Intel tanto nos desktops quanto nos servidores, capitalizando sobre as deficiências da plataforma NetBurst.
Antes do Athlon 64, a Intel vinha tentando empurrar o IA64, um novo conjunto de instruções de 64 bits, que era usado no Itanium. A diferença fundamental entre o IA64 e o x86-64 (usado no Athlon 64) é que o IA64 era incompatível com o conjunto anterior (todos os softwares precisam ser rescritos), enquanto o x86-64 é uma atualização mais suave, que permite usar tanto sistemas operacionais e softwares de 32 bits, quanto sistemas e softwares de 64 bits.
Depois de uma rápida batalha, o padrão da AMD prevaleceu e é graças a isso que podemos escolher entre usar as versões de 32 bits e 64 bits do Windows ou de diversas distribuições Linux nos processadores atuais, sem nos preocuparmos com a questão da compatibilidade.
Em 2006 a Intel contra-atacou com a plataforma Core, que pegou a AMD de surpresa, oferecendo um desempenho clock por clock consideravelmente superior na maioria das aplicações e, ao mesmo tempo, um consumo elétrico mais baixo. Pressionada, a AMD foi obrigada a recuar, passando a competir com base no custo.
Não demorou para que começassem a surgir informações sobre o "Barcelona", um processador quad-core nativo, destinado a suceder a plataforma K8. Para evitar trocadilhos a AMD decidiu pular o "K9" (que é o nome da conhecida unidade de cães farejadores), adotando o codenome K10.
O Barcelona acabou sendo efetivamente lançado em 2007, na forma dos Opteron Quad-Core, destinados a concorrer com os Xeon quad-core da Intel no ramo dos servidores. A versão para desktops veio um pouco depois, dando origem à família Phenom.
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1 comentárioPor Carlos E. Morimoto. Revisado 12 de março de 2010 às 11h59


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