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Placas 3D, parte 2: Placas da ATI

Por Carlos E. Morimoto em 14 de outubro de 2009 às 10h41

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R300 e a Radeon 9700

Embora a Radeon 8500 tenha superado as GeForce 3 por uma boa margem (pelo menos depois de algumas atualizações dos drivers), o reinado acabou durando pouco, já que a nVidia voltou ao topo com o lançamento das GeForce 4 Ti. A resposta da ATI veio com o lançamento do chipset R300, usado na terceira geração da família Radeon, que chegou ao mercado em agosto de 2002.

O R300 é um chipset compatível com o DirectX 9.0/Shader Model 2.0, produzido usando uma técnica de 0.15 micron. Além do grande volume de transístores adicionais necessários para suportar o Shader model 2, a ATI optou por adicionar 4 novos pipelines de renderização, elevando a contagem para 8 e oferecendo basicamente o dobro do poder bruto do R200.

Em 2002, as memórias DDR2 e GDDR3 ainda estavam longe de entrarem em produção, por isso a única maneira de aumentar proporcionalmente o barramento com a memória foi adotar o uso de um barramento de 256 bits. Combinadas, todas as modificações elevaram a contagem de transistores do R300 para 110 milhões, o que o tornou o maior chipset 3D produzido até então. Ele foi também o primeiro chipset 3D a usar um encapsulamento FC-BGA, similar ao usado por processadores como o Pentium III e o Athlon XP:

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R300 em uma Radeon 9700

O R300 foi também o primeiro chipset da ATI a oferecer um sistema de multisampling antialiasing, o SMOOTHVISION 2.0 (concorrendo com o Quincunx da nVidia). Embora oferecesse uma boa qualidade visual, a versão original do SMOOTHVISION (disponível na ATI 8500) utilizava um algoritmo de supersampling, o que resultava em uma grande queda no desempenho. A partir do R300 as placas passaram a suportar os dois modos de antialiasing, assim como no caso das placas nVidia a partir da GeForce 3.

Hoje em dia, isso é irrelevante, já que ao tentar jogar usando uma destas placas você seria obrigado a desabilitar o AA e a maior parte dos efeitos visuais para obter um FPS aceitável, mas na época o multisampling antialiasing foi recebido como uma grande evolução.

O R300 foi originalmente usado em duas placas, a Radeon 9700 e a Radeon 9700 Pro. Ambas utilizavam memórias DDR, AGP 8x e o barramento de 256 bits com a memória, mas se diferenciavam pelas frequências de clock. A 9700 operava a 275/540 MHz e a 9700 Pro a 325/620 MHz.

O lançamento adiantado fez com que a Radeon 9700 Pro desfrutasse de um curto reinado como a placa mais rápida do mercado, superando a GeForce 4 Ti 4600 por uma boa margem. A resposta da nVidia veio pouco depois, com o chipset NV30 e a GeForce 5 FX.

Seguindo o curso natural, a ATI produziu também duas placas de médio custo baseadas em versões castradas do R300: a Radeon 9500 Pro e a Radeon 9500. Ambas as placas oferecem as mesmas frequências que a 9700 (275 e 540 MHz) mas oferecem um desempenho muito mais baixo. A 9500 Pro perdeu dois dos canais de acesso à memória, resultando em um barramento de apenas 128 bits (equivalente ao barramento de 128 bits das GeForce 4), enquanto a 9500 perdeu também metade dos pipelines de renderização, se tornando uma espécie de "meia 9700".

Em 2003 a ATI lançou o R350, uma versão levemente aperfeiçoada do R300 que (embora ainda produzido na mesma técnica de 0.15 micron) era capaz de atingir frequências mais altas. Ele deu origem à série 9800, que combinou placas de alto desempenho e versões castradas, com um barramento de apenas 128 bits com a memória.

As duas versões iniciais foram a Radeon 9800 (325/580 MHz) e a Radeon 9800 Pro (380/640 MHz), que se tornou o novo carro-chefe da ATI. Elas foram seguidas pela Radeon 9800 128bit e pela Radeon 9800 Pro 128bit, que foram as versões castradas, com um barramento de apenas 128 bits.

Perto do final de 2003 a ATI repetiu a fórmula usada na 9200 SE, produzindo duas versões castradas, com apenas 4 dos pipelines de renderização ativos: a Radeon 9800 SE 128bit e a Radeon 9800 SE 256bit. Embora as frequências de clock fossem as mesmas, elas eram consideravelmente mais lentas.

Em Outubro de 2003, foi lançada a Radeon 9800 XT, baseada em uma nova revisão do chipset. Ela usava clocks de 412 MHz para o core e 730 MHz para a memória, mantendo o barramento de 256 bits.

Entretanto, a grande maioria das placas produzidas foram baseadas no RV350, que foi a versão de baixo custo, com apenas 4 dos pipelines de renderização e um barramento de 128 bits com a memória. Ele foi usado na Radeon 9550 (250/400 MHz), Radeon 9600 (325/400 MHz), Radeon 9600 Pro (400/600 MHz) e Radeon 9600 Pro XT (500/600 MHz). Com exceção das 9600 Pro e XT (que já operavam perto do limite), as placas ofereciam uma boa margem de overclock, o que as tornou ainda mais atrativas.

Mantendo a tradição nefasta da série SE, a ATI lançou também a Radeon 9550 SE e a Radeon 9600 SE, duas versões capadas, com barramento de apenas 64 bits. Elas foram as placas mais lentas da série.

Todas as placas baseadas no R300/R350/RV350 foram produzidas apenas em versão AGP, que era o barramento dominante na época. Entretanto, a partir de 2004 o PCI Express passou a ganhar espaço rapidamente, o que levou a ATI a produzir também uma linha de placas PCI Express baseadas no RV370, uma versão de 0.11 micron do RV350, lançada em 2004.

A série incluiu a Radeon X300 (325/400 MHz), Radeon X300 SE (bus de 64 bits), Radeon X550 (400/500 MHz), Radeon X550 SE (400/500 MHz, 64 bits), Radeon X600Pro (400/600 MHz) e Radeon X600 XT (500/740 MHz). Além das versões com memória DDR, estas placas receberam também versões com memória DDR2, que na época já eram comuns.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 14 de outubro de 2009 às 11h15

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