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Tudo sobre a memória RAM, parte 2

Criado 8/set/2010 às 13h12 por Carlos E. Morimoto

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Introdução

Clique aqui para ler a primeira parte

Seguindo a tendência inaugurada pelas memórias DDR, as DDR2 novamente duplicaram a taxa de transferência, realizando agora 4 transferências por ciclo. Novamente, as células de memória continuam trabalhando na mesma frequência anterior e o acesso inicial continua demorando aproximadamente o mesmo tempo. Entretanto, as demais operações dentro do burst passaram a ser realizadas em apenas um quarto de ciclo de clock. Usando memórias DDR2, um burst de 8 leituras demoraria apenas 6.75 ciclos de clock (5-¼-¼-¼-¼-¼-¼-¼), contra 8.5 ciclos nas DDR e 12 nas SDR.

Como você pode imaginar, a diferença é maior em aplicativos que precisam manipular grandes blocos de dados e menor em aplicativos que leem pequenos blocos de dados espalhados. Em nenhuma situação prática a transferência chega realmente a dobrar; dizer que as "DDR2 são duas vezes mais rápidas" é apenas uma figura de linguagem.

Em 2005, quando os primeiros módulos DDR2-533 chegaram ao mercado, eles rapidamente ganharam a fama de "lentos", pois eram comparados a módulos DDR-400 ou DDR-466, que já estavam entrincheirados.

Embora um módulo DDR2 ganhe de um DDR da mesma frequência em todos os quesitos (um DDR2-800 contra um DDR-400, por exemplo), o mesmo não acontece se comparamos módulos de frequências diferentes. Um módulo DDR2-533 opera a apenas 133 MHz, por isso acaba realmente perdendo para um DDR-400 (200 MHz) em muitas aplicações, já que o ganho ao realizar 4 operações por ciclo acaba não sendo suficiente para compensar a diferença na frequência de operação das células de memória. Vale lembrar que um módulo DDR2-533 trabalha com tempos de latência similares a um módulo DDR-266.

Realizar bursts de leituras rápidas pode não ser a forma mais perfeita de criar memórias mais rápidas (devido ao lento ciclo inicial), mas é sem dúvida a mais simples e barata. A frequência de operação das memórias aumenta de forma gradual, conforme são melhoradas as técnicas de produção. Realizar mais leituras por ciclo de clock é a única forma simples de melhorar exponencialmente a taxa de transferência dos módulos.

A dificuldade em criar chips de memória capazes de operar a frequências (reais) mais altas é similar à que temos no caso dos processadores. Não é possível criar um processador capaz de operar ao dobro do clock de uma hora para a outra, mas é possível criar um processador dual-core ou quad-core, por exemplo. No caso das memórias é mais simples, pois você pode ler vários endereços simultaneamente (ou quase), fazendo apenas mudanças nos circuitos

5 comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 8/set/2010 às 13h33

Comentários

DDR3 1666
Criado 31/jan/2012 às 15h55 por Jonny.br (anônimo)
...
DDR3-1666 (200 MHz) = PC3-12800...

Houve discrepância no cálculo.

12800/8bits = 1600MHz, tão logo sua célula trabalha a 200MHz.
Excelente!
Criado 15/set/2010 às 11h35 por Aldi (anônimo)
Como sempre, conteúdo de qualidade em linguagem acessível! Parabéns!
obrigado por mauriciomcs (anônimo)
Aa esqueci por mauriciomcs (anônimo)
dica
Criado 22/out/2010 às 00h30 por Alex nights up
"Embora um módulo DDR2 ganhe de um DDR da mesma frequência em todos os quesitos (um DDR2-800 contra um DDR-400, por exemplo), o mesmo não acontece se comparamos módulos de frequências diferentes. Um módulo DDR2-533 opera a apenas 133 MHz, por isso acaba realmente perdendo para um DDR-400 (200 MHz) em muitas aplicações"

seria legal separar melhor isso..
DDR-400 >> Clock dos chips=200MHz , Clock real=200MHz, 5.0ns
DDR2-533 >> Clock dos chips=133MHz , Clock real=266MHz, 7.5ns
DDR2-800 >> Clock dos chips=200MHz , Clock real=400MHz, 5.0ns

facilita a leitura e não deixa duvidas para os leigos em relação a chips/modulos/frequencia.

Obrigado e ótima leitura.