Dicionário técnico - Z

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Z-Buffer

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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(ou Z-Buffering)

Numa imagem tridimensional, além das informações relativas à largura e altura (X e Y), temos as relativas à profundidade (Z). Estas informações são guardadas numa área reservada da memória de vídeo, e se destinam a determinar com precisão a posição de cada polígono na imagem.

Uma imagem 3D é composta por um grande número de polígonos, armazenados na forma de uma enorme sequência de equações matemáticas. Sobre estes polígonos, são aplicadas texturas e outros efeitos, destinados a tornar a imagem mais viva e real.

O uso do Z-Buffer é essencial para renderizar qualquer imagem 3D, pois ele permite à placa de vídeo determinar quais elementos da imagem estão visíveis e quais estão encobertos por outros e por isso não devem ser incluídos na imagem gerada.

Alguns games oferecem opções relacionadas ao Z-Buffer em suas configurações. Usar um Z-Buffer de 16 bits economiza memória, mas leva a pequenas imperfeições na imagem, com a distância entre objetos próximos sendo calculada incorretamente, dando a impressão de que eles estão "grudados". A configuração ideal do ponto de vista da qualidade é usar pelo menos 24 bits. Note que esta configuração não tem nada a ver com a profundidade de cor.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

Z80

Por Carlos E. Morimoto em 31 de julho de 2007 às 15h00

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O Z80 é um processador de 8 bits desenvolvido na década de 70, que devido à simplicidade e baixo custo se tornou incrivelmente popular, superando de longe as vendas de qualquer outro processador da história.

Versões modernizadas do Z80 (que conservam o mesmo projeto básico, mas são produzidos com técnicas modernas de fabricação e trabalham a freqüências mais altas) fazem sucesso até hoje, sendo utilizados em todo tipo de eletrônicos, incluindo impressoras, aparelhos de fax, controladores diversos, robôs de uso industrial, brinquedos, diversos tipos de calculadoras, video-games, diversos modelos populares de MP3Players, entre inúmeros outros exemplos. Apesar de não ser nenhum campeão de velocidade, o Z80 é um chip extremamente barato e fácil de programar, já que todos os seus truques são bem conhecidos e documentados.

Por ser um processador muito simples, de 8 bits, ele é incrivelmente barato e possui um baixíssimo consumo elétrico. Não seria possível incluir um Core Duo ou um Athlon X2 em um controle remoto, por exemplo, mas um Z80 cumpre bem a função. Lembra do game boy? Ele era justamente baseado num Z80, acompanhado de um controlador de áudio externo e outros circuitos. Outro exemplo são os S1 Mp3 players, aqueles Mp3 players genéricos em formato de pendrive, fabricados em massa pelos mais diversos fabricantes.

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ZAW

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Zero Administration for Windows. Uma coleção de utilitários desenvolvida pela Microsoft que visa diminuir o trabalho dos administradores de rede, centralizando a administração dos programas instalados nas estações de trabalho.

Através do ZAW, é possível instalar e atualizar os programas instalados em todos os PCs Windows da rede. Inicialmente, o ZAW foi implementado para uso no Windows NT 4. A partir daí seus recursos foram atualizados e incluídos em outras versões.

Parte do esforço se deve à popularização de soluções para terminais leves, como o LTSP, cuja principal vantagem é centralizar a administração das contras de usuário e softwares instalados. No LTSP, você tem todos os programas, processamento e configurações centralizados num servidor central. Ao instalar um novo programa no servidor, ele fica automáticamente disponível para todos os terminais. Ao criar um novo usuário no servidor, ele pode fazer login em qualquer um dos terminais e assim por diante.

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Zettabyte (ZB)

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Medida de armazenamento que corresponde a 2^70 bytes. Equivale a 1.024 Exabytes, 1.048.576 Petabytes, 1.073.741.800 Terabytes ou, para ser exato, 1,180,591,620,717,411,303,424 bytes.

Existe uma certa polêmica quanto ao número, pois os fabricantes de HDs e outras mídias de armazenamento calculam a capacidade de seus produtos baseado em múltiplos de 10, e não em potências de 2, como seria o correto.

Para um fabricante de HD, um zettabyte seria 1,000,000,000,000,000,000,000 bytes, o que é mais de 15% menos que o real. Devido à grande diferença, foi proposta a criação do Zebibyte, ou "zetta binary byte", que seria usado quando for necessário explicitar o uso do número correto, baseado em potências de dois (1,180,591,620,717,411,303,424), removendo a ambigüidade.

O nome "zeta" foi escolhido por ser a última letra do alfabeto do Latin e também como homenagem à deusa Zeta, da mitologia grega.

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ZIF

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Zero Insertion Force. É um padrão de encaixe utilizado pela maioria dos processadores com encaixe em formato de soquete. Para instalar ou desinstalar o processador, basta levantar uma alavanca ao lado do encaixe, encaixar o processador e baixa-la novamente. Não é preciso fazer força para realizar o encaixe, daí o nome.

Os primeiros soquetes ZIF foram introduzidos ainda na época do 486 e continuam sendo usados até os dias de hoje, acompanhando os novos processadores. O primeiro foi o "soquete 1", usado nas primeiras placas mãe para 486, que possuía 169 pinos e fornecia uma tensão de 5 volts ao processador. Ele foi seguido pelo soquete 2 e pelo soquete 3, utilizado na última safra de placas para 486. As placas com o soquete 3 são compatíveis com todos os processadores da família 486, incluindo o Pentium Overdrive e o 5x86.

Depois, tivemos o Soquete 4 e 5, usados nas primeiras placas para processadores Pentium, e o venerável soquete 7, que foi utilizado durante muito tempo, dando suporte a todos os processadores da linha Pentium e, mais tarde, também ao K6-2 e K6-3 da AMD. Menos conhecido, mas também importante foi o soquete 8, usado pela família Pentium Pro.

Em seguida chegamos aos dias atuais, com o soquete 370, soquete A, 754, 939, AM2 e outros :).

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

Zoned Bit Recording

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Num disco rígido os dados são gravados em milhares de trilhas concêntricas, que começam na borda dos discos magnéticos e se estendem até o centro, como um monte de anéis de tamanhos diferentes, um dentro do outro.

A trilha mais externa de um disco rígido possui mais que o dobro de diâmetro da trilha mais interna e, consequentemente, possui capacidade para armazenar muito mais dados. Porém, nos primeiros discos rígidos, assim como nos disquetes, todas as trilhas do disco, independentemente de seu diâmetro, possuem o mesmo número de setores, fazendo com que nas trilhas mais externas, os setores ocupem um espaço muito maior do que os setores das trilhas mais internas.

Tínhamos então um grande espaço desperdiçado, pois é preciso nivelar por baixo, fazendo com que todas as trilhas possuam o mesmo número de setores permitido pelas trilhas mais internas, acabando por desperdiçar enormes quantidades de espaço nas primeiras trilhas do disco.

O recurso de Zoned bit Recording permite variar a quantidade de setores por trilha, de acordo com o diâmetro da trilha a ser dividida, permitindo uma organização mais racional do espaço em disco e permitindo aumentar a densidade de gravação. A quantidade de setores em cada trilha é definida durante a formatação física do disco rígido, feita no final do processo de fabricação.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

ZX-80

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Lançado em 1979 pela Sinclair, o ZX-80 faz parte da lista dos primeiros computadores pessoais da história. Ele não era tão poderoso quanto o Apple II, o sonho de consumo da época, mas tinha a vantagem de custar apenas 99 dólares (pouco mais de 400 em valores corrigidos) Foi provavelmente o primeiro computador popular da história.

O ZX-80 era baseado no NEC-780C, um clone do Z80, que operava a 3.25 MHz. Ele era relativamente poderoso para os padrões da época, mas aquecia bastante. Segundo as más línguas, o ZX-80 foi o primeiro computador pessoal a trazer um processador overclocado da história.

Para cortar custos ele vinha de fábrica com apenas 1 KB de memória RAM, combinados com 4 KB de memória ROM que armazenavam o interpretador BASIC, usado pelo aparelho. Como em qualquer sistema popular da época, os programas eram armazenados em fitas K7 e ele era ligado diretamente na TV.

Considerando preço, o ZX80 foi uma máquina surpreendente, mas claro, tinha pesadas limitações, mesmo se comparado com outras máquinas da época. Apesar dele já vir com uma saída de vídeo, a resolução gráfica era de apenas 64x48, mesmo em modo monocromático, já que o adaptador de vídeo tinha apenas 386 bytes de memória. Existia também uma opção de modo texto (usada para programas em BASIC, por exemplo), com 32x24 caracteres.

O processador Z80 se tornou incrivelmente popular, superando de longe as vendas de qualquer outro processador da história. Versões modernizadas do Z80 (que conservam o mesmo projeto básico, mas são produzidos com técnicas modernas de fabricação e trabalham a freqüências mais altas) fazem sucesso até hoje, sendo utilizados em todo tipo de eletrônicos, incluindo impressoras, aparelhos de fax, controladores diversos, robôs de uso industrial, brinquedos, diversos tipos de calculadoras, video-games (incluindo o Game Boy e Game Boy color), diversos modelos populares de MP3Players, entre inúmeros outros exemplos. Apesar de não ser nenhum campeão de velocidade, o Z80 é um chip extremamente barato e fácil de programar, já que todos os seus truques são bem conhecidos e documentados.

Aqui no Brasil tivemos os TK80 e TK82 da Microdigital e o NE-Z80 da Prológica, produzidos na época da reserva de mercado. Eles concorriam com os computadores compatíveis com os Apple, como o AP II, Exato, Craft II e Magnex M10. A linha CP (200, 300, 400 e 500) da Prológica era baseada em chips Z80 e tínhamos também clones da linha MSX, como os Expert 1.0 e Expert Plus.

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