Dicionário técnico - Y

Índice do dicionário técnico

Y2K

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Ano 2000, refere-se ao famoso "bug do milênio".

O problema todo surgiu durante as décadas de 70 e 80. Para economizar memória, um artigo escasso na época, era comuns os programadores armazenarem datas com apenas dois dígitos para o ano, que ia de 0 a 99. O dígito "99" neste caso se refere a "1999" mas, ao chegar no ano 2000 o contador de data volta a ser zero, o que causa os mais diversos erros. Um programa que calcule diferenças entre datas, a fim de calcular juros por exemplo teria como resultado um número negativo, o que levaria a um resultado errado ou mesmo a um colapso no sistema.

Este problema ganhou atenção da mídia a partir do início da década de 90, fazendo com que todos os sistemas importantes, vulneráveis ao problema começassem a ser corrigidos em ritmo frenético. Profissionais especializados em linguagens antigas, como o Cobol passaram a ser contratados a peso de ouro para corrigir sistemas desenvolvidos durante a década de 70 e muitos softwares foram reescritos.

Para ter uma idéia da dimensão do problema, até mesmo firmwares e BIOS de diversos sistemas eram vulneráveis ao problema e precisaram ser corrigidos.

Graças aos colossais investimentos feitos pelas empresas e governos a fim de corrigir seus sistemas a tempo o bug felizmente passou sem causar maiores estragos.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

Yaboot

Criado 27/ago/2005 às 11h30 por Carlos E. Morimoto

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O Yaboot é o gerenciador de boot usado por distribuições Linux para Macs. O arquivo de configuração é o /etc/yaboot.conf e a sintaxe é muito similar à do lilo.

Por exemplo, a entrada principal, contendo a imagem do Kernel e parâmetros seria:

image=/vmlinux-2.6 label=Linux read-only append="quiet splash" initrd=/initrd.img-2.6

O comando para salvar as alterações no arquivo é: ybin -v

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 27/ago/2005 às 11h30

Yagi (antena)

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Esta é uma antena de grande potência, que pode ser usada tanto para transmitir sinais por distâncias relativamente grandes, quanto captar sinais fracos, que antenas menores não seriam capazes de captar.

Nas rede wireless, as antenas Yagi são as que oferecem um maior alcance, mas em compensação são capazes de cobrir apenas uma pequena área, para onde são apontadas. Estas antenas são mais úteis para cobrir alguma área específica, longe do ponto de acesso, ou interligar duas redes distantes.

Em ambos os casos, o alcance utilizando uma antena Yagi pode passar dos 500 metros. Usando um amplificador de 1 watt (o máximo permitido pela legislação) é possível atingir 2 KM ou mais. As Yagi são também o melhor tipo de antena a usar quando é preciso concentrar o sinal para "furar" um obstáculo entre as duas redes, como por exemplo um prédio bem no meio do caminho. Nestes casos a distância atingida será sempre mais curta, naturalmente.

A instalação da antenas Yagi é complicada, pois uma antena deve ficar apontada exatamente para a outra, cada uma no topo de um prédio ou morro, de forma que não exista nenhum obstáculo entre as duas. No final da instalação é usado um laser para fazer um ajuste fino "mirando" as duas antenas.

As famosas antenas feitas com tubos de batatas Pringles são justamente um tipo de antena Yagi de baixa potência.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

Yamhill

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Estamos à beira de mais um impasse no mundo da Informática. O conjunto de instruções IA32, que surgiu com o 386, mas que continua sendo utilizado em todos os processadores PC de 32 bits atuais atrapalha cada vez mais o desempenho do PCs. As limitações quanto ao gerenciamento de grandes quantidades de memória, a execução de instruções de forma serial, entre outros problemas já são um problema a muito tempo no ramo dos mainframes e está tornando-se uma limitação também nos PCs domésticos.

A solução definitiva são os processadores de 64 bits, que mais cedo ou mais tarde se tornarão o padrão. É aí que surge o problema. Intel e AMD optaram por criar conjuntos diferentes de instruções. A Intel apareceu com o seu IA64, que já é utilizado no Itanium, enquanto a AMD optou pelo x86-64, que será usado na família Hammer. Naturalmente os dois conjuntos são incompatíveis.

O IA64 é um conjunto de instruções 64 bits "puro", que abandona toda carga de legado do conjunto atual, mas em compensação não é compatível com os programas de 32 bits. O Itanium inclui um sistema de emulação, que permite rodar aplicativos de 32 bits, mas com um desempenho muito fraco.

O x86-64 por sua vez é uma extensão do IA32, que é capaz de rodar aplicativos de 32 e 64 bits sem perda de performance. Em compensação, o compromisso em manter o processador compatível com os dois padrões torna-o mais complexo. A AMD já liberou o conjunto de instrução para uso de outros fabricantes, inclusive da própria Intel, mas a oferta foi recusada.

Quais são as chances de cada um dos dois padrões? Não dá para dizer, pois o Itanium está tendo uma aceitação muito abaixo do esperado e temos poucas informações sobre como será o desempenho dos Hammers, além dos gráficos divulgados pela própria AMD. Mas, a situação da Intel é um pouco mais arriscada, pois depende da vontade dos usuários e desenvolvedores em migrar para o novo conjunto de instruções, enquanto a solução da AMD permite que todos continuem utilizando os programas de 32 bits e migrem para os de 64 bits conforme houver interesse, algo parecido com a transição dos programas de 16 bits para os de 32 bits que tivemos com o lançamento do Windows 95: apesar das limitações, tem muita gente que utiliza programas de 16 bits até hoje.

Mas, a Intel também tem em mãos um conjunto de instruções híbrido, chamado Yamhill, que será implantado nos processadores Itanium com core Prescott, uma arquitetura de 0.09 mícron que estará disponível apenas em 2003. Porém, nada está decididdo ainda. Segundo o divulgado, a Intel ainda irá acompanhar a recepção do mercado aos processadores da AMD para só então decidir se irá ativar o conjunto ou se irá manter o Itanium um processador de 64 bits "puro".

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

Yottabyte

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Equivale à 2 elevado à 80º potência. Realmente muita coisa. Equivale a 1.024 Zetabytes, 1.048.576 Exabytes ou 1.073.741.800 Petabytes, sendo que 1 Petabyte equivale à 1024 Terabytes, ou 1.048.576 Gigabytes. O nome "Yottabyte" é baseado na penúltima letra do alfabeto do Latin, "iota".

Em números decimais, um Yotabyte equivale à 1,208,925,819,614,629,174,706,176 bytes.

Para armazenar um Yottabyte inteiro, usando tecnologia atual, seria necessário construir uma estrutura coloassal de servidores. Imagine que, para manter os custos baixos, fosse adotada uma estratégia estilo Google, usando PCs comuns, com HDs IDE. Cada PC seria equipado com 4 HDs de 250 GB, o que resultaria em aproximadamente 1 Terabyte por PC. Estes PCs são então organizados em enormes racks, onde cada rack tem espaço para 1024 PCs. Os PCs de cada hack são ligados a um conjunto de switchs Gigabit Ethernet (cada um com 48 portas) e cada grupo de switchs é ligado a um grande roteador. Uma vez ligados em rede, os 1024 PCs são configurados para atuar como um enorme cluster, trabalhando como se fossem um único sistema.

Construímos então um enorme galpão, capaz de comportar 1024 destes hacks, construindo uma malha de switchs e roteadors 10G (10 Gitabit Ethernet) capaz de ligá-los em rede com um desempenho minimamente aceitável. Este galpão precisa de um sistema de refrigeração colossal, sem falar da energia consumida pelo mais de um milhão de PCs dentro dele, por isso construímos uma usina hidrelétrica para alimentá-lo, represando um rio próximo.

Com tudo isso, conseguimos montar uma estrutura computacional capaz de armazenar 1 Exabyte. Ainda precisaríamos contruir mais 1.048.575 mega-datacenters como este para chegar a 1 Yottabyte. Se toda a humanidade se dividisse em grupos de 6.000 pessoas cada um e cada grupo fosse capaz de construir um ao longo de sua vida, deixando de lado outras necessidades existenciais, poderíamos chegar lá :-P

6 comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03