Dicionário técnico - X
Índice do dicionário técnico
X-10
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0Um sistema de automação doméstica, que já existe a quase 20 anos, mas que está ganhando destaque atualmente. Este sistema permite ligar e desligar luzes e outros aparelhos via controle remoto ou através do PC. Os módulos são instalados nas tomadas elétricas entre a fiação e o aparelho a ser controlado. O módulo de controle envia sinais através do cabos elétricos que fazem os módulos ligarem ou desligarem.
Cada módulo deve ser configurado com um ID único. É possível fazer com que dois ou mais dispositivos (todas as lâmpadas da sala por exemplo) liguem ao mesmo tempo dando o mesmo ID a todos os módulos do grupo.
Este sistema é relativamente barato. Um kit básico, com o módulo de controle, dois módulos e o controle remoto custam apenas US$ 50 nos EUA.
Existem ainda módulos mais sofisticados (e mais caros) que suportam comandos de voz, podem monitorar câmeras e sensores de vigilância, etc. http://www.x10.com
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X2
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0Veja: V.90
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X86
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0Os processadores para PCs utilizam todos o mesmo conjunto básico de instruções, o conjunto x86. Independentemente de serem Intel ou AMD, Pentium ou 486, todos suportam este mesmo conjunto de instruções, por isso são compatíveis entre sí. O uso das instruções x86 permite que todos os processadores usados em micros PC sejam compatíveis entre sí, mas por outro lado dificulta o desenvolvimento de novos processadores, já que ao tentar desenvolver um novo projeto, é preciso se preocupar em preservar várias estruturas ultrapassadas, a fim de manter a compatibilidade.
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x86-64
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
2O x86-64 é o conjunto de instruções utilizado pelos processadores de 64 bits da AMD e adotado também pela Intel.
Ao invés de repetir o mesmo erro da Intel (com o Itanium), lançando uma plataforma completamente nova, incompatível com os softwares atuais, a AMD decidiu desenvolver um projeto mais simples, que adicionasse suporte a instruções de 64 bits no Athlon (incluindo novos registradores, suporte a endereços de memória de 64 bits, etc.) sem entretanto quebrar a compatibilidade com os softwares de 32 bits, nem prejudicar o desempenho do processador ao executá-los.
Com isso chegaram a um processador de 64 bits, que desfruta de um número maior de registradores e maior capacidade de endereçamento de memória, mas que é capaz também de rodar aplicativos de 32 bits nativamente, sem perda de desempenho.
No x86-64, os 8 registradores x86 foram expandidos de 32 para 64 bits e foram adicionados 8 novos registradores de 64 bits, o que resultou em um espaço de armazenamento 4 vezes maior. Foram adicionados ainda 8 novos registradores para instruções SSE ou SSE2, mas neste caso não houve expansão, já que o SSE utiliza registradores de 128 bits.
No modo "legacy", o processador funciona como um processador x86 comum, executando instruções de 32 bits e utilizando apenas os registradores padrão. Ao mudar para o modo "long", o processador tem acesso a 16 registradores de 64 bits cada um e passa a suportar as instruções e endereços de memória de 64 bits. O chaveamento entre os dos modos é feito de maneira muito rápida, de forma que o processador pode inclusive rodar aplicativos de 32 bits dentro de um sistema operacional de 64 bits, assim como era possível rodar aplicativos DOS ou Windows 3.x (de 16 bits) dentro do Windows 98 (que já era um sistema de 32 bits).
O conjunto de instruções da AMD foi batizado de x86-64 (e posteriormente renomeado para AMD64) e acabou sendo adotado também pela Intel, na forma do EM64T, um conjunto compatível, incluído sem muito alarde a partir do Pentium 4 com core Prescott. Pela primeira vez na história, a AMD ditou o novo padrão e a Intel se viu obrigada a segui-lo.
Ao utilizar um processador Athlon 64 ou um Intel equipado com o EM64T, existem 3 possibilidades.
A primeira é continuar usando as versões de 32 bits do Windows XP, Vista ou Linux, utilizando apenas aplicativos de 32 bits. Neste modo o processador se beneficia do controlador de memória integrado (no caso dos AMD) e outras melhorias na arquitetura, mas não utiliza os novos registradores, nem é capaz de endereçar mais do que 4 GB de memória nativamente.
A segunda possibilidade é utilizar um sistema operacional de 64 bits, como as versões de 64 bits do XP, Vista e de diversas distribuições Linux. Neste caso você tem um pequeno ganho de desempenho devido ao uso dos novos registradores e o processador passa a suportar mais de 4 GB de memória RAM. A maior parte dos aplicativos não exibe grandes ganhos de desempenho ao serem recompilados para rodarem em modo 64 bits, mas alguns (sobretudo bancos de dados) podem obter 15 ou mesmo 20% de ganho de desempenho em alguns casos.
A grande dificuldade em utilizar um sistema de 64 bits é encontrar versões nativas de todos os aplicativos. Chegamos então à terceira possibilidade, que é rodar um sistema de 64 bits, mas utilizar o modo de compatibilidade para executar aplicativos de 32 bits quando necessário. Neste modo, o sistema operacional precisa de mais memória, pois acaba tendo que manter carregadas muitas bibliotecas e componentes duplicados, mas o desempenho do processador não é prejudicado.
Como vimos, os aplicativos de 32 bits podem utilizar apenas 4 GB de memória (menos na prática, devido à limitações por parte dos sistemas operacionais). Um efeito colateral interessante é que, em um PC com 8 GB de memória, por exemplo, os aplicativos de 32 bits enxergarão e utilizarão apenas os primeiros 4 GB. A memória adicional poderá ser usada pelo sistema operacional e aplicativos de 64 bits, mas não ajudará muito em casos em que os aplicativos de 32 bits sejam os aplicativos principais.
Com relação à memória, os processadores AMD64 são capazes de endereçar até 1 terabyte de memória física, o que corresponde a 40 bits de endereços. Os 64 bits completos não são usados por questões relacionadas ao desempenho, já que não existem módulos e placas que permitam utilizar tanta memória atualmente.
Apesar de o AMD64 de reservar "apenas" 40 bits para o endereçamento da memória física, estão disponíveis 48 bits de endereçamento para o virtual address space, o que permite endereçar até 256 terabytes. Esse limite não tem apenas a ver com o uso de memória swap, mas indica o volume total de memória que o processador é capaz de endereçar, incluindo não apenas a memória RAM, mas também a memória da placa de vídeo (e outros dispositivos) e está relacionado também com o suporte a arquivos grandes, como bancos de dados. Você poderia imaginar esses dois limites em ação no caso de um grande servidor, com muita memória RAM e diversos HDs em RAID, que armazenam um grande banco de dados.
Quando criamos um array RAID, o sistema passa a enxergar um único e grande disco, ao invés de vários HDs separados, de forma que podemos usar todo o espaço somado para armazenar um único e gigantesco arquivo. Com o sistema de endereçamento do AMD64, o nosso hipotético servidor poderia ter até 1 TB de memória RAM, e um sistema operacional seria capaz de gerenciar um banco de dados de até 256 TB espalhado pelos diversos HDs, sem que fosse necessário recorrer a truques ou gambiarras para aumentar o espaço de endereçamento, como é necessário ao acessar mais do que 4 GB de RAM, ou gerenciar arquivos maiores do que 4 GB em um processador de 32 bits.
Quando esse limite se tornar um empecilho, daqui a talvez mais uma década, novas revisões dos processadores podem estender os limites de endereçamento 56 ou mesmo 64 bits completos, permitindo gerenciar volumes virtualmente ilimitados de endereços.
Esta tabela, divulgada pela AMD, mostra os diferentes modos de operação suportados. Note que, além dos três modos que citei (64-Bit mode, que corresponde ao modo de 64 bits nativo; Compatibility Mode, onde são usados aplicativos de 32 bits, sob um sistema operacional de 64 bits e Protected Mode, onde são executados um sistema operacional e aplicativos de 32 bits) existe suporte também ao modo Virtual-8086 e ao Real Mode, que são os modos de legado, também suportados pelos processadores atuais. Neles o processador executa aplicativos de 16 bits, escritos para o DOS ou Windows 3.x.
Tenha em mente que a migração para os aplicativos de 64 bits é similar à migração dos sistemas operacionais de 16 bits (DOS e Windows 3.x) para os sistemas de 32 bits que ocorreu a partir de 1995. Ela acontecerá de maneira gradual, de forma que daqui a 10 anos ainda estaremos rodando alguns aplicativos de 32, ou mesmo de 16 bits, utilizando o modo de compatibilidade.
2 comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03
xD
Por Carlos E. Morimoto em 27 de agosto de 2007 às 08h24
0O xD é um formato proprietário, usado em câmeras da Olympus e da Fujifilm. Eles são relativamente rápidos se comparados com os SmartMedia e com os cartões MMC, mas são bem mais lentos que os cartões SD usados atualmente. Existiram duas atualizações para o formato: o "xD M" (que permitiu o desenvolvimento de cartões com mais de 512 MB) e o "xD H" (que melhorou a velocidade de transferência). Apesar disso, ambos acabaram sendo pouco usados, devido à concorrência dos cartões SD.
Assim como nos cartões SM, os contatos são ligados diretamente no chip de memória, sem o uso de um chip controlador. Isso em teoria baratearia os cartões, mas devido à pequena demanda (e conseqüentemente aos baixos volumes de produção), os cartões xD são atualmente bem mais caros. Isso acaba prejudicando a competitividade das câmeras dos dois fabricantes, que perdem mercado por insistirem no padrão.
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XDMCP
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0Este é nome do protocolo de compartilhamento de desktop utilizado pelo X. Originalmente o X foi desenvolvido para ser usado em mainframes rodando Unix, usados em conjunto com estações de trabalho que se limitavam a exibir as imagens de tela dos aplicativos executados no servidor. Na década de 80 o hardware necessário para rodar aplicativos gráficos e produzir efeitos era muito caro, por isso compartilhar um servidor caro entre vários clientes mais simples e baratos era o melhor custo benefício.
Graças a isso o X foi desenvovido sobre um protocolo bastante sólido e rápido de comunicação via rede. As imagens e gráficos são transmitidos na forma de comandos que consomem relativamente pouca banda da rede e são rapidamente processados pelo destinatário, fazendo com que apesar de rodar a distância, o usuário não perceba demora na atualização das imagens.
Em 93 o X foi portado para o Linux e rapidamente se tornou o servidor gráfico mais usado na plataforma. Hoje em dia o X utiliza drivers de vídeo com aceleração via hardware, que aproveitam os recursos das placas atuais, sem estar limitado à antiga arquitetura de envio de instruções via rede.
Apesar disso, a possibilidade de rodar aplicativos remotamente continua presente e vem sendo cada vez mais usada. É possível tanto rodar alguns aplicativos casualmente, como acessar a máquina do serviço ao trabalhar em casa ou dar manutenção e alterar configurações das máquinas via rede, quanto criar soluções de terminais leves, usando micros antigos ou montados com hardware barato, rodando aplicativos a partir de um servidor mais parrudo.
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xDSL
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0Este é um coringa que pode ser usado quando desejar se referir ao mesmo tempo às várias tecnologias DSL, que permitem conexões rápidas através de um par comum de fios telefônico. Entre as várias tecnologias estão o ADSL, o mais usado atualmente, que permite links de 2 megabits através de distâncias de até 5 KM; o VDSL, que permite links de até 55 megabits, mas a distâncias de no máximo 300 metros; o DSL lite, uma variação de baixo custo do ADSL, usado em várias cidades dos EUA e Europa e tecnologias menos conhecidas como o CDSL, HDSL, RADSL, SDSL e IDSL.
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Xen
Por Carlos E. Morimoto em 1 de julho de 2005 às 12h01
0O Xen é mais um virtualizador, que permite rodar várias instâncias do Linux ou FreeBSD no mesmo servidor, algo similar ao VMware mas implementado de forma diferente.
Em resumo, o Xen utiliza um conceito chamado paravirtualização, onde o sistema operacional rodando dentro da máquina virtual tem a ilusão de estar sendo executado diretamente sobre o hardware. O Xen se encarrega de organizar as requisiões feitas pelas máquinas virtuais e repassá-las ao sistema principal. Ele se limita a repassar as instruções, sem interpretá-las como faria um emulador (como por exemplo o Qemu) o que causa uma diminuição de desempenho muito pequena.
O VMware usa uma técnica similar, mas incluindo uma série de funções de checagem destinadas a eliminar problemas de compatibilidade com diversos sistemas operacionais. Isso faz com que o VMware rode diretamente a maioria das versões do Windows, Linux e outros sistemas diretamente, bastando instalá-los na máquina virtual.
No caso do Xen, o sistema que vai ser executado dentro da máquina virtual precisa ser modificado. Ou seja, você precisaria de uma versão específica do Fedora por exemplo para poder executá-lo dentro do Xen. É necessário instalar um patch no Kernel para isso.
O objetivo inicial do Xen não é ser uma solução fácil de usar como o VMware, ele é mais voltado para uso em servidores, permitindo rodar vários servidores virtuais numa única máquina. Mesmo assim, o projeto está sendo desenvolvido de forma bastante ativa, com participação de empresas como a IBM, Sun e Red Hat. É de se esperar que no futuro ele torne-se cada vez mais simples de usar, quem sabe tornando-se uma opção viável também para uso doméstico.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 1 de julho de 2005 às 12h01
Xeon
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0Linha de processadores Intel destinada à servidores. Existem tanto o Pentium II Xeon, quanto o Pentium III Xeon e mais recentemente também o Xeon baseado na arquitetura do Pentium 4, que passou a ser chamado apenas de "Xeon".
Estas versões diferenciam-se dos processadores para micros de mesa por trazerem até 2 MB de cache (no caso dos Pentium II e Pentium III Xeon), sempre operando na mesma freqüência do processador. Outra vantagem é a possibilidade de utilizar até 4 processadores (ou 8 em cluster) na mesma placa mãe. Entretanto o Xeon é extremamente caro, já sendo uma opção discutível para servidores, quanto mais para um micro doméstico. O Pentium III Xeon com 2 MB de cache chegou a custar mais de 3.000 dólares. Pronuncia-se "Zion".
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03
XFCE
Por Carlos E. Morimoto em 2 de julho de 2005 às 00h11
0O XFCE é uma opção de desktop mais leve e simples que o KDE e o Gnome. Ele também é baseado na biblioteca GTK+ e traz alguns aplicativos próprios, como o xftree (gerenciador de arquivos) e uma ferramenta de configuração central que inclui configuração do mouse, cores, ícones e opções do gerenciador de janelas o XFwm. Este conjunto de utilitários é justamente o que faz com que o XFCE seja considerado um desktop e não apenas mais um gerenciador de janelas. Apesar disso os recursos são bastante limitados. A vantagem do XFCE é mesmo a leveza.
Embora tenha um número relativamente pequeno de usuários, o XFCE é incluído na maioria das distribuições, não custa fazer um teste. Além do Linux, o XFCE roda sobre várias versões do Unix, incluindo os BSDs, Solaris e até mesmo sobre o Cygwin, programa que permite (com limitações) executar programas do Linux sobre o Windows.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 2 de julho de 2005 às 00h11
Xfree86
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0O Xfree é uma versão livre do sistema X11, que roda em vários sistemas, incluindo o Linux, BSD, Unix e até mesmo sobre o Windows, utilizando o Cygwin (http://www.cygwin.com).
O Xfree serve como base para a execução de qualquer programa gráfico. É ele que controla o acesso à placa de vídeo, lê as teclas digitadas no teclado e os clicks do mouse e oferece todos os recursos necessários para os programas criarem janelas.
Se você chamar o X sozinho (o que pode ser feito com o comando "X" ou "X :2" caso você queira abrir uma segunda seção do X), você verá apenas uma tela cinza, com um X que representa o cursor do mouse. Ou seja, o X é apenas uma base, ele sozinho não faz muita coisa.
Se você chama-lo com o comando "xinit" ou "xinit -- :2" você já abrirá junto uma janela de terminal, que poderá ser usada para abrir programas. Porém ao abrir qualquer programa gráfico você perceberá que algo está estranho. A janela do programa é aberta, mas fica fixa na tela, você não tem como minimizá-la, alterar para outra janela, etc.
Isto acontece por que estas tarefas são controladas pelo gerenciador de janelas, que não é carregado com o comando xinit. Existem vários gerenciadores de janelas, como o WindowMaker, blackbox, IceWM, KDE, Gnome, e assim por diante. A idéia é que você possa escolher qual lhe agrada mais.
Chamando o X através do comando "startx", ou configurando o Linux para já abrir o X durante a inicialização, finalmente carregamos o conjunto completo, com o X e algum gerenciador de janelas rodando sobre ele. Finalmente podemos usar o PC ;-)
O Xfree utiliza uma arquitetura cliente-servidor, onde o X em sí atua como o servidor e os programas como clientes, que recebem dele os clicks do mouse e as teclas digitadas no teclado e enviam de volta as janelas a serem mostradas na tela.
A grande vantagem deste sistema é que além de rodar programas localmente é possível rodar programas instalados em outras máquinas da rede. Existem várias formas de fazer isto. Você pode por exemplo abrir uma janela de terminal dentro do X, conectar-se à outra máquina via SSH (ssh -X IP_da_maquina) e começar a chamar os programas desejados ou mesmo obter a tela de login da máquina remota e a partir daí carregar um gerenciador de janelas e rodar todos os programas via rede. Neste caso você precisaria configurar a outra máquina para aceitar as conexões e inicializar o X com o comando "X -query IP_da_maquina" no PC cliente. Você pode encontrar mais informações sobre isto no capítulo 7 do meu e-book "Entendendo e Dominando o Linux".
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03
XG Station
Por Carlos E. Morimoto em 11 de agosto de 2007 às 09h17
0Uma aplicação "revolucionária" para os ExpressCard, divulgada pela Asus, é o XG Station, que permite conectar uma placa 3D PCI Express ao slot Express Card do notebook.
O desempenho do vídeo sempre foi um problema em notebooks, já que as placas 3D mais rápidas são volumosas, consomem muita energia e geram muito calor, tornando seu uso impraticável em notebooks. As versões "mobile" são mais lentas e na maioria dos casos usam memória compartilhada, fazendo com que os gamers fiquem amarrados a seus desktops.
A idéia do XG Station é mudar esse cenário, permitindo que você conecte qualquer placa ao seu notebook, usando também um monitor externo. Naturalmente, essa solução não faz sentido do ponto de vista do custo (se comparado a usar um desktop), mas pode agradar a quem usa o notebook para trabalho e quer ter um desempenho 3D melhor ao usá-lo em casa para jogar.
A principal limitação é que o slot ExpressCard utiliza apenas uma linha PCI Express (250 MB/s), o que é pouco menos que a banda oferecida por um slot AGP 1x. Esta pesada limitação com relação ao barramento de comunicação penaliza o desempenho da placa, fazendo com que fique abaixo do que seria obtido ao utilizá-la num desktop. Apesar disso, o desempenho ainda é bem superior ao da maioria das soluções mobile.
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XGA
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0Extended Graphics Array, foi um padrão de vídeo criado pela IBM em 1990. Hoje em dia este termo é mais usado em relação a telas de cristal líquido (como as usadas em notebooks) que utilizam resolução de 1024 x 768.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03
XML
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0Extensible Markup Language. O XML é uma linguagem para páginas Web semelhante ao HTML até certo ponto. A principal diferença, é que ao invés de simplesmente usar as tags disponíveis, como no HTML, é possível criar tags personalizadas, daí o "Extensible". O XML ainda é um padrão relativamente novo, que vem ganhando espaço. Atualmente, todos os principais browsers suportam o padrão.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03
Xmodem
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0Um protocolo de transferência de arquivos via modem, desenvolvido em 1977 por Ward Christensen. Foi muito usado na época dos BBSs embora naturalmente tenha entrado em desuso depois da popularização da Internet.
Na versão original, eram transmitidos 128 bytes em cada bloco de dados e era usado um algoritmo simples de checagem para verificar a integridade de cada bloco. O tempo de transmissão de cada bloco variava de acordo com a velocidade do modem. Num modem de 2400 bps por exemplo, era possível transmitir dois blocos por segundo. Depois da transmissão de cada bloco, o emissor aguardava que o receptor fizesse a checagem e emitisse um sinal de ok antes de enviar o próximo.
Caso houvesse um erro de transmissão em algum trecho, o bloco inteiro era retransmitido, fazendo com que na prática a velocidade ficasse sempre abaixo do ideal. Em compensação, a checagem garatia que os dados fossem transmitidos sem erros, mesmo em lihas ruidosas.
O Xmodem original era adequado para uso em coneoes lentas, usando modems de até 4800 bps. Juntamente com modems mais rápidos começaram a surgir versões aperfeiçoadas do protocolo. O Xmodem-1K por exemplo usava blocos de 1024 bytes cada um, diminuindo o tempo perdido entre a transmissão dos blocos. Outras versões aprimoradas do Xmodem foram o Kermit, Ymodem e Zmodem
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Xwindow
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0O Xwindow, ou simplesmente "X" é a interface gráfica usada em diversos sistemas Unix, incluindo o Linux. A primeira versão foi desenvolvida em 1984, num projeto chamado "Projeto Athena".
Atualmente estão em uso no mundo Linux duas versões diferentes do X, o Xfree e o Xorg. O Xfree é o projeto mais antigo e tradicional, o grupo que originalmente portou o X para o Linux e foi o principal mantenedor do projeto desde então.
Com o passar o tempo, começaram a surgir críticas, principalmente direcionadas à demora para incluir correções e atualizações nos drivers existentes. Isto foi se agravando com o tempo, até que uma decisão dos desenvolvedores em fazer uma pequena mudança na licença em vigor a partir do Xfree 4.4 foi a gota d'agua para que um consórcio formado por membros de várias distribuições desenvolvedores descontentes com o modo de desenvolvimento antigo se juntassem para criar um fork do Xfree, o X.org.
O X.org utilizou como base inicial a última versão de desenvolvimento da série 4.3 do Xfree, disponibilizada antes da mudança da licença. Desde então foram incluídas muitas atualizações e correções, como novos drivers e vários recursos cosméticos, como por exemplo suporte à janelas transparentes. A página oficial é a http://x.org.
Inicialmente as diferenças eram pequenas, mas como o X.org tem o apoio das principais distribuições e está sendo desenvolvido num ritmo muito mais rápido, a tendência é que ele substitua inteiramente o Xfree num futuro próximo.
Para quem configura, a principal diferença está nos nomes do arquivo de configuração e utilitários. As opções dentro do arquivo continuam as mesmas, incluindo os nomes dos drivers (radeon, nv, intel, sis, etc.) é possível inclusive usar um arquivo de configuração de uma distribuição com o Xfree em outra (instalada na mesma máquina) com o X.org. Aqui vai uma pequena tabela com algumas diferenças:
Arquivo de configuração principal:
/etc/X11/XF86Config-4 = /etc/X11/xorg.conf
Utilitários de configuração:
xf86cfg = xorgfg xf86config = xorgconfig
É possível também eliminar estas diferenças criando um conjunto de links apontando para os nomes trocados. Assim o XF86Config-4 vira um link para o xorg.conf por exemplo, fazendo com que usuários desavisados e até utilitários de configuração consigam encontrar os arquivos sem muitos problemas.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

