Dicionário técnico - T

Índice do dicionário técnico

T1

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

0

Linha de alta velocidade que pode ser alugada nos EUA, oferece acesso bidirecional a 1.5 Mbps. Estas linhas são relativamente acessíveis por lá, sendo por isso alugadas por pequenos servidores de páginas Web, pequenos provedores, empresas, e até mesmo alguns usuários domésticos.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

T3

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

0

As T3 são conexões de alta velocidade, que oferecem uma banda de 45 megabits, o suficiente para um portal ou um grande provedor de acesso. Tanto as linhas T1 quanto as T3 são divididas em canais de 64 kbits cada, o suficiente para uma transmissão de voz. As linhas T1 (de 1.5 Mbps) são compostas por 24 destes canais, enquanto as poderosas conexões T3 englobam 672 canais. Naturalmente existe também uma grande diferença de preço entre as duas :-)

Antigamente estes links eram compostos por cabos de par trançado (com vários repetidores pelo caminho), mas atualmente são utilizadas fibras ópticas, que são muito mais eficientes.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

Tag

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

0

No HTML e outras linguagens de marcação de texto as tags são comandos que especificam como as diferentes partes do texto devem ser formatadas para exibição. No HTML, algumas tags básicas são: <br> para quebrar um linha; <p> para iniciar um novo parágrafo (opcionalmente, usa-se o </p> para fecha-lo posteriormente); <b> e </b> para negrito; <i> e </i> para itálico; <table> e </table> para criar uma tabela; </tr> e </tr> para inserir uma linha dentro da tabela e <td> </td> para inserir uma coluna.

Toda tabela deve ter pelo menos uma linha e uma coluna: <table><tr><td>olá mundo :-)</td><tr><table>. Para inserir um link usamos a tag <a href="url"> adicionando um </a> no final do texto a ser coberto pelo link. Para inserir uma imagem usamos a tag <img src="imagem.jpg">. Para centralizar um trecho de texto usamos a tag <center></center>.

Em todo documento HTML deve começar com as tags <html><body> no início e terminar com as tags </body> e </html>. Opcionalmente, usamos as tags <title>, <head> e <meta> no início do documento, entre as tags <html> e <body>.

As tags que são abertas por último devem sempre ser fechadas primeiro, por exemplo, ao colocar uma palavra em negrito itálico, o correto é usar <b><i>palavra</i></b> e não <b><i>palavra</b></i>. Apesar dos browsers modernos serem capazes de lidar com vários tipos de erros de sintaxe, páginas mal escritas podem ser exibidas com problemas em browsers mais simples ou antigos.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

Tag Line

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

0

Máxima, frase de encerramento. São citações ou frases engraçadas usadas por muitos no final das mensagens. As tag lines começaram a ser utilizadas em algum ponto da década de 70, na época dos BBS. Mesmo hoje em dia ainda é muito comum vê-las nos newsgroups ou mesmo em mensagens de e-mail. "Chefe saiu: (T)etris, (P)rince of Persia, P(A)ciência."; "Erro de usuário: Troque o usuário e pressione qualquer tecla para continuar"; "Eu, indeciso? Não tenho certeza." entre outras pérolas... :-)

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

Tag RAM

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

0

É uma pequena área de memória que faz parte do controlador de cache. Sua função é armazenar os endereços da memória RAM cobertos pelo cache. Sem memória TAG suficiente, não é possível que o cache cubra toda a memória RAM. Felizmente, a partir do Pentium II 350 e do Athlon, todos os processadores incluem memória TAG suficiente para cachear até 4 GB de memória RAM.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

Tahoe

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

0

Este é o nome código da arquitetura IA-64 desenvolvida pela Intel. O IA-64 é usado no Intel Itanium e outros processadores baseados nele. Como o nome sugere, o IA-64 utiliza um conjunto de instruções de 64 bits, que permite o acesso a mais memória RAM, facilita a geração de chaves de encriptação e melhora sensivelmente o desempenho em vários tipos de aplicativos. A grande desvantagem é que os processadores não são compatíveis com os programas de 32 bits usados atualmente.

Já existem versões de 64 bits do Linux e o primeiro Windows de 64 bits deve ser lançado oficialmente até o final de 2002. Mas, como a oferta de aplicativos de 64 bits ainda é relativamente pequena, o IA-64 inclui um sistema de emulação de instruções, que permite rodar aplicativos de 32 bits, porém com um baixo desempenho.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

TAPI

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

0

Interface de programação que permite que programas Windows utilizem dispositivos de telefonia, como modems utilizando comandos padrão, oferecidos pela Interface, sem necessidade de acessar diretamente o dispositivo ou conhecer seu set de comandos.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

Taxa de amostragem

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

0

O número de amostras por segundo de um som digitalizado. Para ter qualidade de CD, são necessárias 44.000 amostras por segundo (44 kHz), com 16 bits de resolução por amostra. Para obter som de rádio, são necessárias 11.000 amostras por segundo (11kHz), com 16 bits de resolução, enquanto para ter qualidade de telefone são necessárias 8.000 amostras (kHz), com 8 bits de resolução.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

Taxa de Transferência Interna

Por Carlos E. Morimoto em 20 de setembro de 2007 às 16h12

0

A taxa de transferência interna é a velocidade "real" do HD ao ler arquivos gravados em setores seqüenciais. Se tivéssemos à mão todas as especificações do HD, incluindo o número de setores por trilha, seria simples calcular a taxa de leitura real do HD.

Em um HD que tivesse 1584 setores por trilha na área mais externa dos discos e 740 na área mais interna, com 2 patters, rotação de 7200 RPM, tempo de busca Track-to-Track de 0.8 ms e Head Switch Time de 0.6 ms, por exemplo, teríamos o seguinte:

Cada trilha externa possui 1584 setores, cada um com 512 bytes, de forma que temos 792 KB por trilha.

Os discos giram a 7200 RPM, de forma que temos 120 rotações por segundo. Dividindo um segundo por 120 rotações, temos 8.33 milissegundos para cada rotação completa do disco, que corresponde à leitura de cada trilha.

Como o disco tem 2 platters, temos um total de 4 trilhas por cilindro. Para ler cada cilindro, a cabeça de leitura precisa realizar 3 chaveamentos entre as cabeças (0.6 ms cada) e em seguida precisa mover o braço de leitura para o cilindro seguinte, o que demora mais 0.8 ms.

Somando tudo, a leitura de cada cilindro demora aproximadamente 36 ms, o que significa que temos a leitura de 27.7 cilindros por segundo.

Cada cilindro é composto por 4 trilhas, o que corresponde a 3.093 MB. Se o HD consegue ler 27.7 deles por segundo, significaria que o nosso HD hipotético teria uma taxa de transferência interna (nas trilhas externas) de aproximadamente 85.9 MB/s.

Nas trilhas internas a densidade cai para apenas 1.44 MB por cilindro (já que cada trilha possui apenas 740 setores), de forma que a taxa de leitura cai para apenas 40.1 MB/s.

Ao ler pequenos arquivos, temos a interferência do cache de disco, mas ao ler uma grande quantidade de arquivos, ele deixa de ser eficaz (já que armazena apenas uma pequena quantidade de dados), de forma que a taxa real de transferência cai para os valores da taxa de transferência interna, variando entre 85.9 MB/s e 40.1 MB/s, de acordo com a parte do disco que estivesse sendo lida.

Quando houver referências à "Internal Transfer Rate" ou "Buffer to Disc" nas especificações de um HD, pode ter certeza de tratar-se da velocidade "máxima", atingida quando são lidos setores seqüenciais nas bordas do disco. Tenha em mente que no centro do disco você obterá um pouco menos da metade do número divulgado.

No caso dos HDs de notebook, ou de HDs que utilizam platters de 2.5" (como o Raptor), a diferença entre a taxa de leitura nas trilhas internas e externas é menor, numa relação de aproximadamente 2/3 em vez de 1/2.

O grande problema é que os fabricantes raramente divulgam o número de setores por trilha, nem o Head Switch Time dos HDs, de forma que acaba sendo impossível calcular diretamente a taxa de transferência interna com base nas especificações. Normalmente, você encontrará apenas o número de setores por trilhas visto pelo BIOS (64), que não tem nenhuma relação com o número real.

Resta então usar o método empírico, realizando um teste longo de leitura, como o teste realizado pelo HD Tach, onde são lidos grandes volumes de dados, começando pela borda e prosseguindo até o centro dos discos. O cache pode ajudar o início da leitura, mas os dados armazenados logo se esgotam, deixando apenas a taxa real.

Um bom lugar para pesquisar sobre as taxas de leitura (e outros índices) de diversos modelos é a tabela do Storage Review, disponível no: http://www.storagereview.com/comparison.html.

Outra tabela recomendada é a disponível no TomsHardware: http://www23.tomshardware.com/storage.html.

Outra curiosidade é que é comum que os fabricantes produzam alguns modelos de HDs onde não são utilizadas todas as trilhas dos discos, de forma a criar HDs com capacidades definidas, que se adaptem a determinados nichos do mercado. Imagine, por exemplo, que o fabricante X está produzindo todos os seus discos usando platters de 200 GB. Isso significaria que ele teria modelos de 200, 400, 600 e 800 GB, de acordo com o número de platters usados. Imagine agora que o fabricante Y, que ainda usa uma técnica anterior de produção, lança um HD de 160 GB, que é mais barato que o de 200 GB do fabricante X e por isso começa a roubar mercado dele.

Ao invés de reduzir o custo do HD de 200 GB e perder dinheiro na venda de todos os HDs, o fabricante X pode criar um HD de 160 GB fazendo uma simples alteração no firmware do HD de 200 GB, que faça a controladora deixar de usar as trilhas mais externas do disco. Ele pode agora vender estes HDs de "160 GB" a um preço mais baixo, sem ter que mexer no preço do restante da linha. Por incrível que possa parecer, isto é bastante comum.

Ao medir o desempenho deste HD "castrado", você perceberia que a diferença entre o desempenho nas trilhas internas e externas é bem menor que nos outros modelos. O tempo de acesso médio tende também a ser um pouco menor, já que a cabeça de leitura precisa se deslocar por uma área menor do disco.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 20 de setembro de 2007 às 16h12

TBEB

Por Carlos E. Morimoto em 15 de julho de 2005 às 09h11

0

É chamado de TBEB o processo onde as placas de rede detectam conflitos e esperam a sua vez de "falar". Ou seja, sempre que ocorre uma colisão de pacotes, as maquinas "faladoras" esperam alguns segundos para enviarem seus pacotes novamente. Inicialmente as placas escolherão entre 1 ou 2, se houver outra colisão escolherão entre 1 e 4, em seguida entre 1 e 8 milessegundos, sempre dobrando os números possíveis até que consigam transmitir os dados. Apesar de as placas poderem fazer até 16 tentativas antes de desistirem, normalmente os dados são transmitidos na segunda ou terceira tentativa.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 15 de julho de 2005 às 09h11

TCO

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

0

Total cost of ownership, custo total de propriedade. Este é um cálculo que visa levar em conta todos os custos envolvidos no uso de um determinado equipamento ou solução.

Por exemplo, o processador A custa US$ 100, enquanto o processador B custa US$ 200. Porém, o processador A consome mais energia o que encarece a conta de luz em US$ 5 ao mês. Levando em conta que os dois serão usados durante 10 anos antes de serem substituídos, então o TCO do processador A seria US$ 500 mais alto que o do processador B, mesmo que o custo inicial seja mais baixo.

Naturalmente este exemplo é apenas um exemplo simplificado. Os cálculos de TCO levam em consideração o custo do sistema como um todo, incluindo tanto o hardware quanto os softwares utilizados, mão de obra para instala-lo, treinamento de funcionários, energia elétrica, medidas de segurança (alarmes, vigias, no-break, para-raio, etc.) tempo de serviço perdido por panes no sistema, possibilidade de perda de dados e assim por diante.

Para ser honesto, o custo de TCO pode levar em conta tantos fatores diferentes, muitos deles subjetivos, que pode ser manipulado para justificar praticamente qualquer compra. Afinal, pouco importa comprar o papel da marca A por R$ 5 ou o da marca B por R$ 8, já que o papel representa apenas 0,00005% do TCO do relatório anual da empresa...

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

TCP/IP

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

0

O desenvolvimento das diferentes arquiteturas de redes começou bem antes do que se imagina e, como a maioria das grandes invenções, o propósito inicial era o uso militar, ainda na época da Guerra Fria. Uma das principais prioridades dentro de uma força militar é a comunicação, certo? No final da década de 60, esta era uma grande preocupação do DOD, Departamento de Defesa do Exército Americano: como interligar computadores de arquiteturas completamente diferentes, e que ainda por cima estavam muito distantes um do outro, ou mesmo em alto-mar, dentro de um porta aviões ou submarino?

Após alguns anos de pesquisa, surgiu o TCP/IP, abreviação de "Transmission Control Protocol/Internet Protocol", ou protocolo de controle de transmissão/protocolo internet. O TPC/IP permitiu que as várias pequenas redes de computadores do exército Americano fossem interligadas, formando uma grande rede, embrião do que hoje conhecemos como Internet. O TCP/IP é composto de dois protocolos, o IP cuida do endereçamento, enquanto o TCP cuida da transmissão dos dados e correção de erros. O segredo do TCP/IP é dividir a grande rede em pequenas redes independentes, interligadas por roteadores. Como (apesar de interligadas) cada rede é independente da outra, caso uma das redes pare, apenas aquele segmento fica fora do ar, sem afetar a rede como um todo.

Apesar de inicialmente o uso do TPC/IP ter sido restrito a aplicações militares, com o passar do tempo o protocolo acabou tornando-se de domínio público, o que permitiu aos fabricantes de software adicionar suporte ao TCP/IP aos seus sistemas operacionais de rede. Atualmente, o TPC/IP é suportado por todos os principais sistemas operacionais, não apenas os destinados a PCs, mas a praticamente todas as arquiteturas, incluindo até mesmo celulares e handhelds. Qualquer sistema com um mínimo de poder de processamento pode conectar-se à Internet, desde que alguém desenvolva uma implementação do TCP/IP para ele, juntamente com alguns aplicativos. Até mesmo o MSX já ganhou um sistema operacional com suporte a TCP/IP e navegador que, embora de forma bastante limitada, permite que um jurássico MSX com 128k de memória (ligado na TV e equipado com um modem serial) acesse a web. Se duvida, veja com seus próprios olhos no: http://uzix.sourceforge.net/uzix2.0/ ;).

Veja também: Endereço IP Máscara de sub-rede Gateway DNS DHCP IPV4 IPV6

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 17 de junho de 2009 às 05h37

Tejas

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

0

Esta será a quarta encarnação do Pentium 4. A primeira foi o Pentium 4 Willamette, que tinha apenas 256 KB de cache e era fabricado numa técnica de 0.18 mícron. O atual é o Northwood, com 512 KB de cache e fabricado numa técnica de 0.13 mícron. O sucessor será o Prescott, que será lançado em algum ponto de 2003, já baseado numa técnica de 0.09 mícron, que provavelmente permitirá a ele quebrar a barreira dos 5.0 GHz.

O Tejas trará um novo aumento na quantidade de cache L2, que saltará para 1 MB (número ainda não confirmado). O Tejas também será o primeiro processador Intel a utilizar bus de 200 MHz, com 4 transferências por ciclo (800 MHz efetivos) e trará (de novo :-) novas instruções, o conjunto TNI (Tejas New Instuctions) que provavelmente se concentrarão em um melhor desempenho em aplicativos multimídia (sobretudo vídeo de alta resolução e jogos 3D) e possivelmente na melhoria do HyperThreading.

A primeira versão do Tejas será ainda fabricada numa técnica de 0.09 mícron, a mesma utilizada no Pentium 4 Prescott, mas entre 2005 e 2006 será lançada uma versão de 0.065 mícron, que poderá trazer um novo aumento no cache L2, desta vez para 2 MB. Espera-se que o Tejas de 0.065 mícron seja capaz de quebrar a barreira dos 7.0 GHz. Na mesma época, a AMD lançará uma versão de 0.065 mícron do Hammer, que será o concorrente do Tejas.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

Telnet

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

3

O bom e velho Telnet permite acesso remoto à qualquer máquina que esteja rodando o módulo servidor (assim como no SSH) mas é mais inseguro, pois os dados não são criptografados. Manter o servidor Telnet ativo representa um grande risco numa máquina conectada à Internet, pois qualquer um que descubra uma das senhas de usuário, ou pior, a senha de root, terá acesso à sua máquina, o que não é nada bom. E com o Telnet isso é muito fácil, pois bastaria snifar a sua conexão e pegar sua senha quando usasse o serviço... Se mesmo assim você quiser arriscar, basta ativar o serviço "telnet", que existe tanto no Linux quanto no Windows NT/2000 e XP e, no cliente, digitar "telnet endereço_ip" no prompt, como em "telnet 192.168.0.2" ou fazer o mesmo usando o nome da máquina. O comando existe tanto no Linux, quanto no Windows (no prompt do MS-DOS). Via Telnet você tem acesso via terminal como se estivesse sentado na frente da máquina, pode até mesmo abrir aplicativos de modo texto, como o Links, Vi, EMACs, etc. além de poder usar todos os comandos. Naturalmente, o que você poderá fazer estará limitado à conta de usuário que utilizar. Por questões de segurança você não poderá logar-se como root, embora nada impeça que você use um login de usuário para ter acesso ao sistema e depois use o comando "su" para virar root.

» Leia mais: Servidores Linux

3 comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

Tempo de acesso

Por Carlos E. Morimoto em 20 de setembro de 2007 às 16h09

0

O tempo de acesso é a combinação do tempo de busca e do tempo de latência, o tempo médio necessário para realizar um acesso a um setor aleatório do HD.

Assim que o comando é processado, a cabeça de leitura é movida para a trilha especificada (tempo de busca) e aguarda até que a rotação dos discos a faça passar pelo setor especificado (tempo de latência). Aos dois, somamos também o settle time (o tempo que a cabeça de leitura demora para estabilizar depois de movimentada) e o command overhead time, que é o tempo que a placa controladora demora para processar o comando e iniciar ambas as operações. Estes dois valores são bem menos significantes (somam algo em torno de 0.5 ms), por isso nem sempre são divulgados pelos fabricantes, embora também entrem na conta.

Os fabricantes calculam o tempo de latência dos HDs de formas diferentes, tornando difícil uma comparação direta. O ideal é que você mesmo calcule o tempo de acesso médio com base nas informações anteriores.

Para isso, basta somar o tempo de busca médio (Average) e o tempo de latência, calculado com base na velocidade de rotação dos discos. Como é muito difícil encontrar o settle time e o command overhead time nas especificações, você pode adicionar 0.5 ms, que é um valor aproximado.

O Samsung HD300LJ tem tempo de busca de 8.9 ms e latência de 4.15 ms. Adicionando os 0.5 ms temos um total de 14.55 ms.

Um Seagate ST3200822A (um modelo IDE, de 200 GB) tem tempo de busca de 8.5 ms. Como ele também é um modelo de 7.200 RPM, a latência também é de 4.15 ms, o que (incluindo os 0.5 ms) daria um total de 14.15 ms.

O Raptor X tem apenas 4.6 ms de tempo de busca e, por ser um HD de 10.000 RPM, tem latência de 3 ms. Somando os 0.5 ms, teríamos um total de 9.1 ms.

Veja que a diferença entre o HD300LJ ST3200822A é muito pequena. O Raptor consegue ser 35% mais rápido, mas em compensação é muito mais caro, como vimos.

Apesar de importante, o tempo de acesso é um fator que não deve ser superestimado. Ele afeta o desempenho do HD quando é lida uma grande quantidade de arquivos pequenos, espalhados pelo HD, mas não afeta muito a taxa de transferência seqüencial, que é o que você vê ao carregar um programa pesado ou copiar uma grande quantidade de arquivos, por exemplo.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 20 de setembro de 2007 às 16h09

Tempo de busca

Por Carlos E. Morimoto em 20 de setembro de 2007 às 16h07

0

Ao comparar dois HDs fabricados na mesma época, que utilizam a mesma velocidade de rotação e possuem uma capacidade e número de discos similar (o que indica que possuem mais ou menos a mesma densidade), o tempo de busca é provavelmente o único fator que pode diferir de forma significativa entre os dois.

O tempo de busca indica o tempo que a cabeça de leitura demora para ir de uma trilha à outra do disco, ou seja, indica a performance do actuator usado no HD. O tempo de busca é importante, pois ele é o fator que mais influencia no tempo de acesso e conseqüentemente na performance geral do HD.

Existem três índices diferentes para o cálculo do tempo de busca: Full Stroke, Track-to-Track e Average.

O primeiro (Full Stroke) indica o tempo que a cabeça de leitura demora para se deslocar da primeira até a última trilha do HD, o que normalmente demora entre 15 e 20 milissegundos. Como é o maior dos três, este valor não costuma ser divulgado muito abertamente pelos fabricantes.

O Track-to-Track é justamente o oposto; o tempo que a cabeça demora para mudar de uma trilha para a seguinte. Como a distância a ser percorrida é muito pequena, ele costuma ser muito baixo, inferior a 1 milissegundo. Como ele é o valor mais baixo dos três, muitos fabricantes divulgam o valor do Track-to-Track nas especificações, omitindo os outros dois.

Finalmente, temos o Average (valor médio), que é justamente um meio termo entre os dois. Ele indica o tempo médio que a cabeça demora para se locomover até um setor aleatório do HD. Ao pesquisar nas especificações, procure justamente se informar sobre o valor Average, já que ele é o mais indicativo dos três.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 20 de setembro de 2007 às 16h07

Terminal Burro

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

2

No início da década de 80, estavam em moda redes com um servidor poderoso (para a época) e terminais sem poder de processamento, que ligados ao servidor, apenas mostravam imagens na tela e enviavam os comandos digitados pelo usuário. Com o passar do tempo, este modelo foi tornando-se cada vez mais antiquado. Hoje em dia, a solução mais comum é uma rede composta por vários PCs completos e um servidor que centraliza apenas arquivos, conexão com a Internet, etc.

Mas, os terminais burros ainda sobrevivem. Existe por exemplo o Windows NT terminal server, que permite usar PCs 386 ou 486 com apenas 4 MB de memória e sem disco rígido como terminais de um servidor NT. Os terminais apenas mostram imagens na tela, enquanto o servidor processa e envia tudo pela rede, limitando muito o desempenho das estações.

Outra opção que é muito utilizada são servidores X, rodando o Linux. Nesta segunda opção temos um servidor com uma distribuição completa do Linux e todos os programas necessários e os clientes apenas contatam este servidor durante o boot, obtendo uma janela de login. Todos os programas rodam no servidor, que apenas envia a saída de tela aos clientes.

Além da economia de custos, por utilizar micros antigos ou até mesmo sem HD, este sistema facilita a administração da rede, já que todos os arquivos, programas e configurações ficam centralizadas no servidor.

2 comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

Terminal Leve

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

0

Os Terminais leves, ou Thin Clients são uma versão mais "chick" dos antigos terminais burros, embora a função continue basicamente a mesma ou seja, apenas exibir na tela a interface de aplicativos executados num servidor central e enviar de volta os clicks do mouse e teclas digitadas no teclado.

A grande vantagem de usar terminais leves ao invés de desktops tradicionais é que a todos os programas, arquivos e configurações ficam armazenados num servidor central, o que significa um único local para fazer backup e solucionar problemas.

Dependendo da estrutura usada, o desempenho também pode ser melhor, pois é possível ter um servidor com vários processadores e muita memória, ou mesmo um cluster formado por vários servidores rodando em paralelo. É como ter um único servidor Web, muito rápido compartilhado por vários sites, ao invés de vários servidores menores. Como geralmente um site é acessado de cada vez, na maioria do tempo ele acaba dispondo da capacidade total do servidor.

Utilizar uma rede baseada em terminais leves também tem suas desvantagens. A primeiro é o fato de passar a existir um único ponto de falha (o servidor ou o hub/switch que interliga os pontos da rede) que pode derrubar a rede inteira caso falhe. Além disso, é preciso investir numa boa estrutura de rede, que seja rápida e confiável, já que qualquer falha na rede pode deixar alguns terminais inoperantes. Outro ponto a considerar é que algumas soluções proprietárias podem ser mais caras que o mesmo número de desktops e ao implantar você mesmo uma solução baseada em Linux ou no Windows Terminal Server, passa a ser necessário uma certa dose de conhecimento.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

Texel

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

0

A quantidade de texturas que uma placa 3D é capaz de processar por segundo é medida em milhões de texels por segundo (megatexels). "Texel" é um termo semelhante a "pixel" ou seja, um dos pontos que forma uma imagem, porém, o termo "pixel" é usado para se referir à imagem mostrada no monitor, enquanto "texel" é usado para se referir aos pontos que compõe as texturas que serão aplicadas nos polígonos que compõe qualquer imagem 3D. É uma das medidas de desempenho bruto para placas 3D.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

TFT

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

0

Mesmo que Matriz ativa, tecnologia usada em monitores de cristal líquido. Veja também: Matriz Ativa.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

TFTP

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

0

Trivial File Transfer Protocol. No Inglês o "trivial" indica algo fácil, descomplicado, o que ilustra bem a função do TFTP. Ele é uma espécie de parente do FTP, mas que utiliza portas UDP para transferir arquivos, sem nenhum tipo de verificação de erros e sem muitos recursos de segurança. Os dados são simplesmente transmitidos da forma mais rápida e simples possível.

Um dos usos mais comuns para o TFTP é em terminais diskless, que dão boot através da rede. Por ser um protocolo extremamente simples, o software inicial necessário nos clientes é muito pequeno da ordem de poucos KB, que cabe comodamente na ROM da placa de rede ou num disquete. As imagens de boot utilizadas pelo LTSP por exemplo geralmente possuem menos de 50 KB, já incluído o driver da placa de rede.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

Thin Client

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

0

Terminal Magro. Este termo é geralmente aplicado à PCs usados como clientes de um servidor de aplicativos, rodando o LTSP, WindowsTerminal services ou outra solução onde o servidor fica encarregado de fazer todo processamento e armazenamento de dados, enquanto os clientes apenas exibem imagens na tela e enviam de volta os movimentos do mouse e caracteres digitados. Pode-se dizer que os ThinClients são versões modernizadas dos antigos terminais burros. A diferença é que agora ao invés de aplicativos de texto simples, são usados aplicativos gráficos quase sem limitações e com suporte a placas de som impressoras e drives de disquete locais nos terminais.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

Thoroughbred

Por Carlos E. Morimoto em 21 de agosto de 2007 às 06h21

0

O core Thoroughbred foi usado em diversos modelos do Athlon XP. Ele é o sucessor do core Palomino, que é, por sua vez, o sucessor do core Thunderbird. O Thoroughbred é também o antecessor do Barton.

Em 2001, com a arquitetura de 0.18 micron atingindo seu limite com o Palomino de 1.73 GHz, a AMD se apressou em terminar a atualização de suas fábricas e assim iniciar a fabricação dos processadores baseados na técnica de 0.13 micron.

O primeiro foi o Thoroughbred, uma versão modernizada do Palomino, que manteve os mesmos 256 KB de cache L2 e demais características, mas que oferecia uma dissipação térmica muito mais baixa e era assim capaz de trabalhar a freqüências de clock mais elevadas, o que era uma boa notícia tanto para quem queria processadores mais rápidos quanto para quem queria processadores bons de overclock. Para efeito de comparação, um Thoroughbred de 1.6 GHz consome 52.5 watts, contra 68 watts de um Palomino da mesma freqüência.

Existiu uma redução de 1% no número de transístores, mas ela foi causada por pequenas otimizações feitas durante a transição no processo de fabricação, sem efeito sobre o desempenho. Utilizando a mesma placa-mãe e os mesmos módulos de memória, um Thoroughbred e um Palomino do mesmo clock possuem rigorosamente o mesmo desempenho.

O Thoroughbred original foi produzido em versões de 1.46 a 1.8 GHz, dando origem ao Athlon XP 2200+ (1.8 GHz). Foram lançadas ainda as versões 1700+ (1.46 GHz), 1800+ (1.53 GHz), 1900+ (1.6 GHz) e 2000+ (1.66 GHz) e 2100+ (1.73 GHz), destinadas a substituir os antigos Palominos.

Uma forma simples de diferenciar os primeiros Thoroughbreds dos antigos Palominos é observar a posição dos capacitores incluídos no encapsulamento do processador. Nos Palominos os capacitores são posicionados na face inferior do processador, enquanto no Thoroughbred eles foram movidos para a face superior.

Outra diferença visível é que, graças à técnica de 0.13 micron, o núcleo o Thoroughbred é muito menor que o do Palomino. O Thoroughbred ocupa uma área de 80 mm², enquanto o Palomino ocupa 128 mm², cerca de 60% maior. A diferença salta à vista ao colocar os dois processadores lado a lado.

Além da questão estética, a redução no tamanho físico do processador representou uma grande economia de custos para a AMD, que passou a ser capaz de produzir 60% mais processadores utilizando o mesmo número de waffers. Isso fez com que, depois de atualizadas as fábricas e solucionados os entraves inicias, os Palominos fossem rapidamente descontinuados.

Todas as versões iniciais do Thoroughbred utilizavam bus de 133 MHz, por isso mantinham a compatibilidade com a maioria das placas antigas. O único empecilho era a tensão, que passou a ser de 1.5, 1.6 ou 1.65v (variando de acordo com o clock e a revisão do processador), contra os 1.75v utilizados pelo Palomino. Devido a isto, muitas placas precisavam de atualizações de BIOS. Como de praxe, algumas placas antigas não eram compatíveis, devido a limitações dos reguladores de tensão, ou incompatibilidades diversas.

Em agosto de 2002 a AMD lançou uma atualização do core Thoroughbred, batizada de "Thoroughbred-B". Embora mantivesse a mesma arquitetura e fosse produzida utilizando o mesmo processo de fabricação, ela tinha 400 mil transístores a mais e utilizava uma camada metálica adicional (totalizando 9), incluída de forma a melhorar a comunicação entre os componentes internos do processador e assim permitir que ele fosse capaz de atingir freqüências mais altas.

O core Thoroughbred-B foi utilizado nos Athlon XP 2400+ (2.0 GHz) e 2600+ (2.13 GHz), que ainda utilizavam bus de 133 MHz e mais adiante nos modelos 2600+ (1.83 GHz), 2700+ (2.17 GHz) e 2800+ (2.25 GHz), que passaram a utilizar bus de 166 MHz (333). Devido à mudança na freqüência do barramento, estas duas versões exigiam uma placa-mãe atualizada, como as baseadas nos chipsets VIA KT333, nVidia nForce2 ou SiS 745. Muitas das placas antigas, baseadas nos chipsets VIA KT266A e SiS 735 suportavam trabalhar com FSB a 166 MHz em overclock, de forma que também podiam ser usadas em conjunto com as novas versões.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 21 de agosto de 2007 às 06h21

Thread

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

0

Um pequeno programa que trabalha como um sub-sistema independente de um programa maior, executando alguma tarefa específica. Um programa dividido em vários threads pode rodar mais rápido que um programa monolítico, pois várias tarefas podem ser executadas simultaneamente. Os vários threads de um programa podem trocar dados entre sí e compartilhar o mesmo espaço de memória e os mesmos recursos do sistema.

Para o programador, existem vantagens e desvantagens em dividir um programa em vários threads. Por um lado isso facilita o desenvolvimento, pois é possível desenvolver o programa em módulos, testando-os isoladamente, ao invés de escrever um único bloco de código. Mas, por outro lado, com vários threads o trabalho torna-se mais complexo, devido à interação entre eles.

Existem diferenças na maneira como os sistemas operacionais executam processos e threads. Por exemplo, o Windows têm mais facilidade para gerenciar programas com apenas um processo e vários threads, do que com vários processos e poucos threads, pois Windows o tempo para criar um processo e alternar entre eles é muito grande. O Linux e outros sistemas baseados no Unix por sua vez é capaz de criar novos processos muito rápido, o que explica o fato de alguns aplicativos, como por exemplo o Apache, rodarem muito mais rápido no Linux do que no Windows, ao serem portados para ele. Porém, ao serem alterados, os mesmos programas podem apresentar um desempenho semelhante nos dois sistemas. É o que a equipe do apache vem procurando fazer nas versões atuais do programa. Veja também: Processo e Hyperthreading

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

Throughput

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

1

Uma explicação simples é que o Throughput é a velocidade com que dados são transmitidos de um lugar para outro. Quanto mais dados um dispositivo é capaz de transmitir, maior é seu Throughput. Por exemplo, um módulo de memória SDRAM PC-100 trabalha a 100 MHz e é capaz de transmitir 64 bits de dados por ciclo, com isso o Throughput deste módulo de memória é de 800 Megabytes por segundo (64 bits x 100 milhões de ciclos / 8 bits por byte).

Este termo é utilizado também em relação à quantidade de dados que um processador é capaz de processar dentro de um determinado período de tempo.

1 comentárioPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03