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Memtest86
Por Carlos E. Morimoto em 4 de julho de 2005 às 10h50
0Apesar da complexidade, não é muito comum um processador vir com defeito de fábrica, geralmente eles são testados antes do encapsulamentos e os que não funcionam são simplesmente descartados. O problema mais comum com relação a eles é superaquecimento que pode ser resolvido com uma ventilação adequada
Mas, não podemos dizer o mesmo dos pentes de memória, onde os defeitos são muito mais comuns e infelizmente mais difíceis de detectar. Um agravante é que existem muitos fabricantes diferentes de memórias, todos trabalhando com margens muito baixas. Como a maior parte dos usuários e integradores compra mais pelo preço, acaba levando pra casa módulos genéricos que muitas vezes não são adequadamente testados em fábrica.
A placa mãe também pode ser responsável por vários erros, já que ela é a encarregada de transportar os dados dos pentes de memória até o processador. Se a placa mãe corromper os dados pelo caminho você terá travamentos e outros sintomas semelhantes aos causados por um pente de memória com defeito.
Estes erros são cruéis pois são muitas vezes difíceis de perceber. Eles muitas vezes são confundidos com problemas do sistema operacional e o usuário acaba aprendendo a conviver com eles...
Não podemos nos esquecer ainda da nossa velha amiga, a eletricidade estática :-) Os danos causados por ela geralmente não imediatos, as descargas geralmente não destroem os filamentos dos circuitos, mas apenas causam o aparecimento de falhas microscópicas, que vão aumentando com o tempo até finalmente romper e inutilizar o componente. Este processo pode demorar meses ou até anos, mas de qualquer forma abrevia sua vida útil.
Seja qual for a causa, erros de memória podem causar muita dor de cabeça, então a melhor forma de lidar com o problema é rodar um teste completo sempre que você montar um PC ou instalar um novo pente de memória.
Existem inúmeros programas deste tipo, já testei vários deles, mas o melhor disponível atualmente é o memtest86 que está disponível no:
http://www.memtest86.com/
A grande vantagem dele é que além de pequeno, gratuito e de código aberto ele é quase automático. Você precisa apenas gravar um CD ou disquete e dar boot para que o teste seja iniciado automaticamente. Ele fica num loop eterno, repetindo os testes e indicando os erros que encontrar até que você se sinta satisfeito.
Existem duas opções de download. O mais prático é baixar uma imagem ISO, que pode ser usada para fazer um CD bootável. O arquivo tem apenas 64 kb compactado e 1.6 MB depois de descompactado. Você pode baixar a última versão no site ou pegar a versão 3.0 aqui.
No site você vai encontrar também os programas para gerarem o disquete de boot no Windows e Linux. Tanto faz usar o CD ou o disquete, o programa é exatamente o mesmo. É necessário dar boot diretamente no memtest para que ele possa testar realmente toda a memória do sistema. Caso ele rodasse sobre o Windows ou Linux ele não teria como acessar áreas utilizadas pelo sistema e programas e o teste não seria confiável.
O memtest realiza um total de 11 testes. Os 7 primeiros são relativamente rápidos, demoram cerca de 15 minutos num Celeron 900 com 128 MB. Os outros quatro testas são chamados de teste extendido, eles são muito mais rigorosos, capazes de encontrar erros não detectados pelo teste rápido mas em compensação eles são muito demorados, de 10 a 12 vezes mais! Ou seja, o ideal é deixar o PC ligado de madrugada enquanto você não for precisar dele.
Por default são feitos apenas os testes básicos. Pressionando a tecla C e depois 2 (test selection) você pode ativar os testes avançados ativando a opção 3 (all tests):
Se por acaso a tabela inicial do memtest informar incorretamente a quantidade de memória, acesse a opção 4 (memory sizing) e a opção 3 (probe). Isso fará com que o Memtest detecte a memória, desprezando as informações do BIOS. Na tela principal, pressione a tecla 5 para ter um sumário com todos os erros encontrados em cada teste:
Basicamente é isto, não existe muita configuração a fazer, a alma do negócio é ter paciência e deixar ele fazer eu trabalho, se possível tempo suficiente para realizar o teste longo.
O tempo necessário varia de acordo com o desempenho e, principalmente da quantidade de memória. Dobrar a quantidade de memória dobra o tempo do teste, usar um processador mais rápido faz o teste correr um pouco mais rápido mas usar memória DDR ou Rambus que oferecem um barramento de dados mais largo é o que faz o teste correr realmente bem mais rápido.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 4 de julho de 2005 às 10h50


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