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KDE
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0O KDE é mais que um simples gerenciador de janelas, pois inclui um grande número de bibliotecas e programas próprios. A idéia é que o usuário possa encontrar dentro do KDE um ambiente completo, com Navegador e gerenciador de arquivos (Konqueror), suíte de escritório (Koffice), jogos, editores de texto (Kedit, Kwrite e outros), programas de edição de imagem (Kpaint, Kooka, Kview, Kontour e outros), som e video (Kaboodle e aKtion) e assim por diante. O KDE tem seu próprio servidor de som, suas próprias ferramentas de configuração (Kcontrol, Kuser, etc.), uma ferramenta própria de programação visual (o Kdeveloper) e assim por diante.
Você poderia muito bem passar alguns dias usando só os aplicativos do KDE sem dar falta de muita coisa :-)
Todo o KDE, incluindo todos os programas do pacote são baseados na mesma biblioteca, a Qt, o que garante um visual semelhante, uma área de transferência que funciona em todos os aplicativos enfim, o que podemos chamar de um "ambiente consistente".
Graças a todos estes aplicativos, um usuário principiante não precisa lidar com a complexidade "do Linux" mas apenas utilizar as ferramentas disponíveis no KDE para configurar e personalizar o sistema, mais ou menos como é feito no Windows.
Mas, todos estes recursos e simplicidade possuem um preço: o KDE é muito grande, uma instalação completa consome quase 300 MB de espaço em disco e é preciso pelo menos um Pentium II com 128 MB para rodá-lo com qualidade. Esta pode ser uma verdadeira heresia para quem é adepto da filosofia "quanto mais leve melhor", mas como a lei de Moore continua em vigor e a cada upgrade nossos PCs ficam mais e mais rápidos, os requisitos do KDE cada vez mais deixam de ser um problema. Passa a valer então a lei do "quanto mais prático melhor" que é onde o KDE mostra seu brilho.
O projeto KDE foi fundado em 1996, por um grupo de desenvolvedores insatisfeitos com a qualidade dos gerenciadores de janelas disponíveis até então. Você pode sentir o drama instalando o Conectiva Marombi (a versão 2) por exemplo, que foi o meu primeiro contato com o Linux (nem tão agradável assim ;-) por volta do final de 96.
Em 97 já estava disponível a versão 1.0 que passou a evoluir rapidamente. Em 2000 foi lançada a versão 2.0 e em 2002 tivemos a versão 3.0 que trouxe mais aplicativos, uma grande evolução no pacote Koffice e no Konqueror além de várias melhorias visuais, como uma grande melhora no suporte ao recurso de antialising de fontes.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03


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