Dicionário técnico - K
Índice do dicionário técnico
K5
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0Até o 486 a AMD licenciava os projetos de processadores da Intel, os produzia e os vendia sob sua própria marca, mediante o pagamento de royalties. Mas, a partir do Pentium, a Intel parou de licenciar seus processadores e, para manter-se no mercado a AMD desenvolveu um projeto próprio, o K5. O K vem de "Kryptonite", fazendo uma analogia entre o Super Homem (encarnado pela Intel) e a arma secreta da AMD que prometia derrota-lo. O 5 por sua vez indica que o processador é de quinta geração, como o Pentium. Na verdade, o K5 tinha um desempenho em inteiros superior ao do Pentium, mas era muito caro e ao mesmo tempo não era capaz de operar a frequências muito altas. Para tentar tornar seu processador mais atrativo, a AMD passou a vendê-lo segundo um índice Pr, que comparava seu desempenho ao do Pentium. O K5-Pr 120 operava a apenas 90 MHz, o K5-Pr 133 operava a 100 MHz, enquanto o K5-Pr 166, o modelo mais rápido, operava na realidade a 116 MHz. Estes números não correspondiam bem à realidade e não resolveram o problema do preço. No final das contas o K5 foi um grande fracasso de vendas.
O K5, porém, não chegou a tornar-se muito popular devido ao seu lançamento atrasado. Quando finalmente saíram as versões Pr 120 e Pr 133 do K5, a Intel já havia lançado as versões de 166 e 200 MHz do Pentium, ficando difícil a concorrência. Ao invés de simplesmente tentar copiar o projeto da Intel, a AMD optou por desenvolver um processador completamente novo, tecnicamente superior ao Pentium.
O K5 também utiliza uma arquitetura superescalar, mas ao invés de duas, possui quatro canalizações. O cache L1 também foi ampliado, passando a ser de 24 KB, dividido em dois blocos, um de 16 KB para instruções e outro de 8 KB para dados.
O coprocessador aritmético porém não foi muito melhorado desde a época do 5x68, apresentando um desempenho quase 50% inferior ao apresentado pelo coprocessador do Pentium, devido principalmente à ausência de Pipeline. Este acabou sendo o calcanhar de Aquiles do K5, que a AMD sempre fez o possível para tentar esconder.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
K6
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0Depois do fiasco do K5, a AMD trabalhou duro para atualizar seu projeto e lançar o K6 a tempo de competir com o MMX da Intel.
Em termos de recursos, o K6 trazia 64 KB de cache L1 integrado ao processador e compatibilidade com as instruções MMX. Uma grande sacada da AMD com o K6 foi mantê-lo compatível com as placas mãe soquete 7 usadas pelo Pentium e Pentium MMX, facilitando bastante a vida dos usuários.
Por causa de sua arquitetura mais avançada, o K6 supera em desempenho não somente o Pentium clássico, mas também o Pentium MMX, chegando perto até mesmo do Pentium II em muitos aplicativos.
O calcanhar de Aquiles do K6 porém, foi seu coprocessador aritmético, que possui uma arquitetura muito mais simples do que os modelos utilizados pela Intel no Pentium MMX e no Pentium II, sendo por isso bem mais lento.
Apesar deste defeito não atrapalhar o desempenho do K6 em aplicativos de escritório, fez com que seu desempenho em aplicativos gráficos, como processamento de imagens ou vídeos, jogos com gráficos tridimensionais (como o Quake II) ficasse bastante prejudicado. Nestes aplicativos o K6 chegava a ser mais de 20% mais lento que um Pentium MMX do mesmo clock e uma porcentagem ainda maior se comparado com processadores Pentium II ou Pentium III.
Na época do lançamento, o K6 não era exatamente um processador de baixo custo, pelo contrário, o mais enfatizado pela AMD era o seu bom desempenho em inteiros e sua arquitetura mais avançada. Na verdade, o K6 já era um processador de sexta geração, com uma arquitetura muito semelhante à dos processadores Pentium II e Pentium III. A principal diferença entre a arquitetura destes processadores e do Pentium e Pentium MMX antigos é que esta nova safra de processadores já incorpora um núcleo RISC, são na verdade processadores Post-RISC.
Foi esta mudança de filosofia que permitiu que a frequência dos processadores crescesse tanto nos últimos tempos. Veja, um Pentium MMX de 233 MHz utiliza uma arquitetura de 0.35 mícron. Quanto menores os transístores, mais alta será a frequência de operação que o processador será capaz de atingir. Seguindo esta regra, dá para imaginar que se fosse produzido numa técnica de 0.13 mícron, por exemplo, o 233 MMX pudesse operar a 500 MHz, ou talvez mais.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
K6-2
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0Durante a era Pentium, tivemos também os chips K5 e K6 (da AMD), o Cyrix 6x86 e o IDT C6, que eram compatíveis com as mesmas placas, mas que possuíam uma fatia relativamente pequena do mercado. A Cyrix foi comprada pela VIA em 1999, que usou sua tecnologia para desenvolver os processadores VIA C3 e VIA C7, que são vendidos atualmente. A IDT era uma fabricante menor, que desapareceu sem deixar rastros. Das antigas concorrentes, sobrou a AMD, que, com o lançamento do Athlon 64 e derivados, chegou a superar a Intel em volume de processadores vendidos em 2005 e 2006.
Na época, a AMD ainda era uma empresa menor, que enfrentava problemas financeiros depois das fracas vendas dos processadores K5 e K6. Para completar, a Intel passou a utilizar um barramento proprietário no Pentium II, impedindo que a AMD desenvolvesse processadores capazes de utilizar as placas-mãe para ele.
Sem escolha, a AMD apostou tudo no K6-2, um processador relativamente poderoso, que mantinha compatibilidade com as placas soquete 7. Em termos de processamento de inteiros, o K6-2 competia diretamente com um Pentium II do mesmo clock, o maior problema continuava sendo o co-processador aritmético, que era até duas vezes mais lento.
Para reduzir a diferença, a AMD investiu no desenvolvimento de um novo conjunto de instruções, o 3D-Now, formado por 27 novas instruções, com o objetivo de agilizar o processamento 3D, sobretudo em jogos. O 3D-Now só ajudava em aplicativos otimizados, mas ao contrário do MMX ele era realmente eficiente, o que levou muitas empresas a otimizarem seus títulos para ele. O K6-2 também incorporou, sem muito alarde, o suporte às instruções MMX.
Junto com a AMD, fabricantes de chipsets, como a VIA, SiS e Ali foram prejudicados pela decisão da Intel, pois não podiam desenvolver chipsets para o Pentium II sem o pagamento de licenças, o que continua até os dias de hoje. Isto causou uma certa "revolta" entre os fabricantes, que passaram a apoiar a AMD, desenvolvendo placas soquete 7 aprimoradas, que suportavam barramento de 100 MHz, utilizavam pentes de memória DIMM e possuíam slots AGP. Essas placas passaram a ser chamadas de placas super 7 e, junto com os processadores K6-2, se tornaram uma opção de baixo custo para quem não queria gastar com um Pentium II.
Umas das prioridades da AMD foi manter a compatibilidade com as placas soquete 7 antigas. Por isso, optaram por vender o K6-2 com o multiplicador destravado. Isso permitia instalar processadores K6-2 em placas antigas, que trabalhavam a apenas 66 MHz, desde que a placa suportasse a tensão de 2.2v (ou 2.4v nas versões mais recentes) utilizada pelo processador. Um K6-2 de 300 MHz podia ser utilizado tanto numa placa-mãe configurada para operar a 100 MHz com multiplicador de 3x quanto em uma placa configurada para operar a 66 MHz com multiplicador de 4.5x.
Naturalmente, o desempenho era melhor na placa de 100 MHz, pela diferença na freqüência de operação da memória e do cache L2, mas o esforço em manter compatibilidade com as placas antigas foi louvável.
Existiu também o K6-2+, uma versão do K6-2 produzida numa arquitetura de 0.18 mícron, que incorporava um pequeno cache L2 de 128 KB. Apesar de ser compatível com as placas para K6-2, o K6-2+ era destinado a notebooks, por isso não chegou a ser vendido em quantidade diretamente ao consumidor final.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
K6-2+
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0Veja: K6-2
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
K6-3
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0Em 1999 a AMD lançou uma última atualização para a plataforma K6, na forma do K6-3, o primeiro processador AMD a trazer cache L2 integrado ao processador. Além de manter os mesmos 64 KB de cache L1 do K6-2, o K6-3 incorporou 256 KB de cache L2 full-speed (operando na mesma freqüência do processador), assim como os processadores atuais. Ele também aproveitava o cache disponível nas placas soquete 7, que passava a funcionar como um cache L3, resultando em mais um pequeno ganho.
O uso do cache L3 era capaz de aumentar em de 3 a 8% o desempenho do K6-3, dependendo da quantidade usada. Fora a inclusão do cache L2 trabalhando na mesma frequência do processador, e do uso do cache L3, o K6-3 trouxe poucas mudanças sobre o antigo K6-2. Foram feitas algumas alterações nos registradores do processador, mas nada gritante. O K6-3 continua utilizando as 21 instruções 3D-Now! e o mesmo coprocessador aritmético do K6-2.
Embora fosse perceptivelmente mais rápido que um K6-2 do mesmo clock, o K6-3 era mais caro e foi lançado no finalzinho da era soquete 7, quando a plataforma já caminhava para a obsolência. Por causa disso, ele acabou não fazendo muito sucesso, sendo substituído rapidamente pelos Athlons e Durons. Apesar disso, K6-3 teve como mérito o fato de ter sido a primeira tentativa da AMD em competir diretamente com os processadores topo de linha da Intel, que na época eram os Pentium II de 500 e 550 MHz.
Existiu ainda o K6-3+, uma versão do K6-3 produzida numa técnica de 0.18 mícron, que mantinha os mesmos 256 KB de cache L2. Ele foi um processador destinado a notebooks, onde levava uma certa vantagem sobre os processadores Intel por causa do baixo consumo elétrico.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
K6-3+
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0Esta é uma versão do K6-3 produzida numa técnica de 0.18 mícron, que mantém os mesmos 256 KB de cache L2. Assim como o K6-2+, este foi um processador destinado a notebooks, onde ambos levavam vantagem sobre os processadores Intel por causa do baixo consumo elétrico.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
K7
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0Esta foi a arquitetura usada na primeira geração do Athlon, ainda usando o antigo formato Slot A e com 512 KB de cache externo operando à metade da freqüência do processador. Estes pioneiros foram produzidos ainda na antiquada arquitetura de 0.25 mícron e existiram em versões de 500 a 700 MHz.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
K75
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0Foi a segunda geração do Athlon, ainda no formato slot A, ainda com os 512 KB de cache externo, mas já produzidos numa arquitetura de 0.18 mícron. Esta segunda leva existiu em versões de 600 a 1 GHz.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
K8
Criado 8/ago/2007 às 14h56 por Carlos E. Morimoto
0Veja: Athlon 64
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 8/ago/2007 às 14h56
Karma
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0No jargão, o termo "Karma" é usado em relação ao número de pessoas na Web que conhecem o seu trabalho e foram de alguma forma ajudadas por você, seja ao ter respondida uma pergunta num grupo de discussão, ter lido algum artigo esclarecedor escrito por você, usado um programa que você escreveu e assim por diante. Ou seja, pessoas que podem querer retribuir o favor no futuro caso você precise. Um "bom Karma" pode ser útil na hora de mudar de emprego, levantar fundos para alguma causa, conseguir contribuições (conteúdo, correções,etc.) para um novo projeto, etc.
Karma é ainda o nome de uma engine para grupos de discussão que permite aos usuários dar notas para as respostas recebidas, permitindo classificar os participantes de acordo com a qualidade das mensagens postadas.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
Katmai
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0Nome código da primeira geração de processadores Pentium III, lançados em versão de 450 a 600 MHz, todos em formato slot 1 (cartucho). Os Pentium III Katmai diferenciam-se dos atuais (que utilizam o core Coppermine ou Tualatin) por ainda utilizarem cache L2 externo, operando à metade da freqüência do processador, o que os torna perceptivelmente mais lentos.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
KDE
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0O KDE é mais que um simples gerenciador de janelas, pois inclui um grande número de bibliotecas e programas próprios. A idéia é que o usuário possa encontrar dentro do KDE um ambiente completo, com Navegador e gerenciador de arquivos (Konqueror), suíte de escritório (Koffice), jogos, editores de texto (Kedit, Kwrite e outros), programas de edição de imagem (Kpaint, Kooka, Kview, Kontour e outros), som e video (Kaboodle e aKtion) e assim por diante. O KDE tem seu próprio servidor de som, suas próprias ferramentas de configuração (Kcontrol, Kuser, etc.), uma ferramenta própria de programação visual (o Kdeveloper) e assim por diante.
Você poderia muito bem passar alguns dias usando só os aplicativos do KDE sem dar falta de muita coisa :-)
Todo o KDE, incluindo todos os programas do pacote são baseados na mesma biblioteca, a Qt, o que garante um visual semelhante, uma área de transferência que funciona em todos os aplicativos enfim, o que podemos chamar de um "ambiente consistente".
Graças a todos estes aplicativos, um usuário principiante não precisa lidar com a complexidade "do Linux" mas apenas utilizar as ferramentas disponíveis no KDE para configurar e personalizar o sistema, mais ou menos como é feito no Windows.
Mas, todos estes recursos e simplicidade possuem um preço: o KDE é muito grande, uma instalação completa consome quase 300 MB de espaço em disco e é preciso pelo menos um Pentium II com 128 MB para rodá-lo com qualidade. Esta pode ser uma verdadeira heresia para quem é adepto da filosofia "quanto mais leve melhor", mas como a lei de Moore continua em vigor e a cada upgrade nossos PCs ficam mais e mais rápidos, os requisitos do KDE cada vez mais deixam de ser um problema. Passa a valer então a lei do "quanto mais prático melhor" que é onde o KDE mostra seu brilho.
O projeto KDE foi fundado em 1996, por um grupo de desenvolvedores insatisfeitos com a qualidade dos gerenciadores de janelas disponíveis até então. Você pode sentir o drama instalando o Conectiva Marombi (a versão 2) por exemplo, que foi o meu primeiro contato com o Linux (nem tão agradável assim ;-) por volta do final de 96.
Em 97 já estava disponível a versão 1.0 que passou a evoluir rapidamente. Em 2000 foi lançada a versão 2.0 e em 2002 tivemos a versão 3.0 que trouxe mais aplicativos, uma grande evolução no pacote Koffice e no Konqueror além de várias melhorias visuais, como uma grande melhora no suporte ao recurso de antialising de fontes.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
Kentsfield
Criado 8/ago/2007 às 18h32 por Carlos E. Morimoto
0O Kentsfield é o processador Quad-Core da Intel, vendido sob a marca "Core 2 Quad". Assim como o Pentium D com core Presler, o Kentsfield é na verdade um processador dual-chip, onde temos dois processadores dual-core independentes, colocados dentro do mesmo encapsulamento e interligados através do front-side bus.
O Kentsfield nada mais é do que um Conroe adaptado para suportar a configuração multi-clip. Foram mantidos os mesmos 4 MB de cache L2 por processador (totalizando 8 MB, já que agora temos dois).
Cada chip é composto por 291 milhões de transístores, de forma que os dois totalizam nada menos do que 582 milhões, um número sem precedentes dentro da plataforma PC.
A versão inicial do Kentsfield, lançada em novembro de 2006, é o Core 2 Extreme QX6700 (2.66 GHz, 2x 4 MB, 1066 MHz) que era vendido por US$ 999, o mesmo preço do Core 2 Extreme X6800 (que apesar de possuir apenas dois cores, operava a 2.93 GHz). Em Janeiro de 2007 foi lançado o Core 2 Quad Q6600 (2.4 GHz, 2x 4 MB, 1066 MHz) uma versão mais barata, que passou a custar "apenas" US$ 530 (preço nos EUA) a partir de abril de 2007.
As diferenças na freqüência de operação em relação às versões dual-core é causada por dois motivos. O primeiro é que, assim como no caso do Presler (usado no Pentium D), o uso de dois chips separados gera problemas de sincronismo, que dificultam a operação do processador à freqüência máxima. A segunda é a própria questão da dissipação térmica, já que, a 2.66 GHz, o Kentsfield tem um TDP de 130 watts. Tanto a freqüência nominal de operação quanto a margem de overclock são menores no Kentsfield do que nos Core 2 Duo e Core 2 Extreme baseados no Conroe, o que, além de anular parte das vantagens trazidas pelos dois cores adicionais, faz com que ele realmente perca para as versões dual-core em muitos aplicativos.
Apesar disso, em abril de 2007 a Intel conseguiu lançar o QX6800 (2.93 GHz, 2x 4 MB, 1066 MHz), que, embora com 10 meses de atraso, conseguiu igualar a freqüência do X6800 dual-core.
Em julho de 2007 foi lançado o QX6850 (3.0 GHz, 2x 4MB, 1333 MHz), que apesar do pequeno incremento no clock, trouxe como novidade o uso do FSB de 1333 MHz, suportado pela nova geração de placas soquete 775. No caso do Kentsfield o aumento na freqüência do FSB é importante, pois além de ser usado para o acesso à memória, ele é responsável por toda a comunicação entre os dois chips. Como de praxe, ao ser lançado o QX6850 ocupou o posto de processador mais caro da Intel, vendido por US$ 999 (nos EUA), empurrando para baixo o preço dos antecessores.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 8/ago/2007 às 18h32
Kerberos
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0Este é um sistema de autenticação proprietário, desenvolvido pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology) para permitir o tráfego de dados sigilosos através de redes sem segurança. O Kerberos é dividido num módulo servidor e um módulo cliente, que deve ser instalado nas estações.
Cada usuário tem um login e uma senha que também ficam armazenadas no servidor. Ao requisitar qualquer serviço de rede, a estação envia apenas o nome de usuário através da rede e o servidor gera uma session key (ou chave de sessão), baseada no nome do usuário e no serviço requisitado, que funciona ao mesmo tempo como uma chave de encriptação e autenticação, já que para ser decifrada e usada o cliente precisa ter a senha do usuário. É como se o servidor enviasse um enigma, cuja resposta só pudesse ser descoberta através da senha.
Depois de decifrada a chave, o cliente envia de volta um pacote encriptado através dela e recebe de volta um "tíquete", que garante o acesso ao servidor. Todas as informações enviadas a partir daí são feitas de forma encriptada, o que garante a segurança dos dados.
Para aumentar a segurança, o tíquete é válido durante um pequeno espaço de tempo, geralmente oito horas, depois do qual o processo se repete.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
Kermit
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0Um protocolo de transferência de arquivos e emulação de terminal muito usado na época dos BBS´s. Porém é pouco usado atualmente, já que o protocolo de transferência de arquivos mais usado na Internet é o FTP.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
Kernel
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0Em qualquer sistema operacional, o Kernel é o núcleo, encarregado de controlar o acesso à memória de demais componentes de Hardware, gerenciar os programas abertos, dividir o tempo de processador entre eles, etc. É a base, sobre a qual rodam as demais partes do sistema operacional, drives de dispositivo e programas.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
Kernel Modules
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0Ao recompilar o Kernel do Linux, é possível incluir a maior parte dos componentes e drivers na forma de módulos. Os módulos são componentes separados, que podem ser carregados na memória conforme necessário, ao contrário do bloco principal, que fica carregado o tempo todo.
A maioria das distribuições Linux utiliza este recurso ao extremo, mantendo praticamente todos os componentes e drivers disponíveis no Kernel compilados na forma de módulos. Assim é possível manter um Kernel razoavelmente enxuto, sem sacrificar a compatibilidade com nenhum componente. Lembre-se que no Linux todos os drivers de dispositivo precisam ser incluídos no Kernel, seja no bloco principal, seja na forma de um módulo. A desvantagem de utilizar módulos é que o desempenho é um pouco inferior.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
Kernel Monolítico, Kernel Modular
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
1Existem duas "escolas" para o desenvolvimento de sistemas operacionais. Uma delas, aparentemente a com mais adeptos, defende a idéia de um kernel modular, onde o kernel é o mais simples possível e se encarrega de basicamente de coordenar a troca de mensagens e dados entre os diferentes componentes do sistema. Em teoria este sistema é mais simples, pois ao invés de um único e gigantesco Kernel com milhões de linhas de código você passa a ter vários componentes menores separados.
A idéia de kernel monolítico é defendida principalmente por Linux Torvalds, que a utiliza no kernel do Linux. O principal argumento a favor do kernel monolítico é que embora dividir o kernel em vários componentes facilite o desenvolvimento, coordenar a troca de informações entre as partes de uma forma confiável torna-se tão complicado que logo supera este ganho inicial.
Apesar disso, o kernel do Linux incorporou algumas características de um kernel modular, o que o torna atualmente uma espécie de kernel "semi-monolítico". Todo o kernel, incluindo os drivers de dispositivo e outros componentes ainda formam um único bloco de código (gigantesco, mais de 30 MB compactado) mas agora eles podem ser compilados separadamente na forma de módulos. Estes módulos podem ser carregados e descarregados a qualquer tempo, como seria possível num kernel modular, porém sem a perda de desempenho ou aumento da complexidade que existiria ao utilizar um kernel realmente modular.
A desvantagem é que os módulos compilados para uma determinada versão do kernel não podem ser usados em outras máquinas, que utilizem versões diferentes. Mesmo drivers binários, como os para softmodems precisam ser primeiro transformados em módulos, utilizando o código fonte ou os headers do kernel atual para só depois poderem ser usados.
1 comentárioPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
Kernel Panic
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0Esta é uma mensagem de erro característica do Kernel do Linux, que aparece quando algum componente do Kernel sofre um travamento inesperado e é impossível continuar. Embora sejam geralmente muito raros, os Kernel Panic's impedem que o sistema continue rodando, a única forma é mesmo dando um reset.
Existem várias coisas que podem causar este erro. Um módulo (driver) para um softmodem pode travar devido a algum bug não corrigido pelo fabricante, levando todo o sistema junto com ele. Outra possibilidade é a placa mãe ou o processador corromperem de alguma forma os dados que estão sendo processados de forma que seja impossível continuar.
Alguns dispositivos podem travar aos serem ativados, ou durante o processo de detecção. Seja por problemas com o hardware, seja por bugs nos próprios drivers. Nestes casos também não é incomum que tudo acabe num Kernel Panic.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
KGhostview
Criado 5/jul/2005 às 09h00 por Carlos E. Morimoto
0O KGhostview é um leitor de PDF livre. Ele faz parte do pacote KDE e integra-se muito bem com o Konqueror. Quando ele está instalado, ao clicar em um link para um arquivo PDF em uma página Web qualquer, ele o abre automaticamente em uma janela dentro do navegador, como se fosse apenas mais uma página html.
Ele é encontrado na maioria das distribuições, no Debian pode ser instalado pelo apt-get: apt-get install kghostview
Existem outros leitores de PDF para Linux, como o Xpdf, gv e também o próprio Adobe Acrobat Reader, que pode ser encontrado no http://www.adobe.com
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 5/jul/2005 às 09h00
Killer App
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0Este é um jargão usado em relação a aplicativos atrativos o suficientes para convencer um grande número de consumidores a adquirir um novo produto. Na década de 80, um bom exemplo era a planilha Lotus 1-2-3 que foi responsável pela venda de muitos PCs. Depois veio o Office, Corel Draw!, etc. Um único Killer App é suficiente para alavancar de forma formidável a popularização de uma nova plataforma.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
Kismet
Criado 28/jun/2005 às 23h19 por Carlos E. Morimoto
1Hoje em dia existem sniffers bastante poderosos, como o kismet, que podem descobrir muitas informações sobre a rede, incluindo o ESSID e a chave de encriptação em pouco tempo, principalmente ao usar chaves de encriptação Wep de 64 bits. Você pode baixa-lo no: http://www.kismetwireless.net/
Ele oferece um conjunto bastante completo de testes de segurança, que podem tanto ser usados para verificar a segurança da sua própria rede, quanto invadir redes mal configuradas. O principal obstáculo para usar o Kismet é que ele é compatível com um número relativamente pequeno de placas, basicamente apenas modelos baseados nos chips Orinoco, Prism, Intel IPW 2100, Atheros e Aironet. Ele não funciona por exemplo em conjunto com as placas suportadas através do ndiswrapper.
No site está descrito: "O Kismet funcionará com qualquer placa wireless que suporte o modo raw monitoring (rfmon) mode, e possa sniffar tráfego dos protocolos 802.11b, 802.11a e 802.11g."
1 comentárioPor Carlos E. Morimoto. Revisado 28/jun/2005 às 23h19
Klamath
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0Foi a primeira geração de processadores Pentium II, ainda fabricados usando a antiga arquitetura de 0.35 mícron, também usada nos processadores MMX. Esta primeira leva de processadores Pentium II inclui as versões de 233, 266 e os primeiros processadores de 300 MHz.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
KM-133
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0Este foi um chipset desenvolvido pela Via, usado em muitas placas mãe soquete A (para Athlon e Duron). O KM-133 utiliza bus de 100 (200 MHz, considerando as duas transferências por ciclo do bus EV6 do Athlon), mas permitem que a memória RAM opere de forma assíncrona a 133 MHz, daí muita gente fazer confusão e pensar que as placas suportam os Athlons que utilizam bus de 133 MHz. O KM-133 traz também um chipset de vídeo Savage Pro integrado.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
Knowledge Base
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0Reservatório de conhecimento. Concentra informações sobre um determinado programa ou sistema, de forma que os usuários possam encontrar as informações que necessitem para instalar, configurar ou fazer os reparos necessários em caso de necessidade. Em geral, todos os principais desenvolvedores e fabricantes mantém o Knowledge base como uma sessão dos seus sites de suporte.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
