Dicionário técnico - J

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Jabber

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Jabber é um conjunto de protocolos XML que torna possível dois pontos na Internet trocarem mensagens instantâneas. Toda essa especificação é livre e está registrada no IETF como padrão sob o nome XMPP. O serviço Jabber funciona da mesma forma que um ICQ, ou MSN Messenger. Cada estação de trabalho possui um software com uma lista de contatos. Ele pode ser usado em redes locais, mesmo quando não se tem acesso à Internet. Atualmente, vários clientes possuem suporte a esse protocolo, tal como Gaim, Kopete, Miranda IM, Trillian, SIM, entre outros. Pode-se citar inclusive o Google, que usa o Jabber como base de seu messenger, o Google Talk. A arquitetura da rede Jabber é similar ao e-mail; como resultado, qualquer um pode ter o seu próprio servidor Jabber, permitindo às pessoas e organizações terem total controle sobre suas mensagens instantâneas. (significado por Julio Bessa)

Jabber é também o nome um defeito que pode atingir placas de rede. A placa passa a continuamente transmitir dados para a rede, fica repetindo uma comunicação anterior ou simplesmente pacotes corrompidos. Este defeito, pode até mesmo deixar a rede fora do ar (dependendo da arquitetura de rede usada), até que a placa faladora seja desconectada da rede. Outra forma de Jabber, é quando a placa de rede, por qualquer motivo, transmite um pacote de dados maior que 1518 bytes, outro motivo de confusão para as demais placas da rede. Este segundo tipo não acontece mais atualmente, pois as placas de rede atuais incorporam um sistema de proteção contra o problema.

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Java

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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O Java é uma linguagem de programação multiplataforma, com uma sintaxe até certo ponto parecida com o C++, porém com bibliotecas diferentes. Os programas em Java podem ser executados em qualquer sistema operacional, desde que o interpretador esteja instalado.

A JVM é um programa que converte o código Java em comandos que o sistema operacional possa executar. Existem máquinas virtuais para vários sistemas operacionais: o problema é que, devido ao processamento executado pela máquina virtual, o programa torna-se mais pesado do que seria caso escrito diretamente para a plataforma. Um exemplo de programa desenvolvido desta forma é o Mercury (um cliente MSN com versões para Linux e Windows, um dos primeiros a oferecer suporte a webcam e por isso bastante famoso). Embora o código fonte do programa seja relativamente simples e bem escrito, ele é bem mais pesado que outros programas similares, por causa da máquina virtual.

Explicando de forma mais elaborada, linguagens de programação "tradicionais", como o C e o C++, utilizam um compilador diferente para cada plataforma ou sistema operacional em que o programa irá rodar. O código fonte em si pode ser escrito de forma a ser facilmente portável, ou seja, rodar em diferentes versões do Unix ou em várias famílias de processadores diferentes sem muitas alterações, mas ainda assim será necessário recompilar o código fonte, gerando um binário diferente para cada caso.

Embora o trabalho inicial seja maior, a vantagem desta abordagem é que o desempenho é o melhor possível, já que sempre teremos um programa binário otimizado para a plataforma.

O Java utiliza um conceito diferente. Ao invés de gerar um binário diferente para cada plataforma, é gerado um binário que pode ser executado em qualquer plataforma, dentro de uma máquina virtual. Este binário "universal" é chamado de bytecode.

A idéia é criar aplicativos que possam ser escritos uma vez e a partir daí serem executados em qualquer plataforma, reduzindo os custos de desenvolvimento. Apenas o software da máquina virtual é que precisa ser reescrito para cada plataforma, mas isso é problema dos desenvolvedores da linguagem, não do programador.

Existe ainda a opção de abrir mão da flexibilidade do bytecode em troca de um maior desempenho, passando a compilar os programas com otimizações para uma determinada plataforma. Isso é muito útil quando o programa será executado apenas dentro de computadores de uma certa plataforma, como PCs rodando Linux, por exemplo.

No caso do Java, a máquina virtual que executa os programas é chamada de Java Virtual Machine. Muitas páginas web utilizam applets Java, por isso a maioria das pessoas acaba instalando o suporte a Java. Hoje em dia, além do Java da Sun, temos versões alternativas, como o Blackdown e o Kofee, que possuem conjuntos de recursos variados, mas são a princípio compatíveis com o código gerado para o Java da Sun.

Embora tenha ganhado relevância com o Java, este conceito não é exatamente novo. Linguagens mais antigas como o LISP e o Prolog já utilizam bytecode e máquinas virtuais.

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Jaz Drive

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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É semelhante ao Zip drive, ambos desenvolvidos pela Iomega. A vantagem do Jaz é que enquanto o Zip armazena apenas 100 MB por disco, o Jaz existe em versões de 1 e 2 GB por disco. O drive em sí já é relativamente caro e o preço dos discos avulsos também não ajuda muito. Por esse motivo, os discos Jaz nunca foram e provavelmente jamais serão muito populares, principalmente se considerarmos a popularização dos gravadores de CD-ROM e o baixíssimo preço dos CDs virgens. Uma virtude do Jaz é a velocidade: os discos giram a uma velocidade semelhante à dos HDs, proporcionando um bom desempenho.

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JBOD

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Embora seja relacionado ao RAID, o JBOD não é um modo RAID, mas também é bastante usado, sobretudo em servidores de arquivos. No JBOD (Just a Bunch Of Disks) os HDs disponíveis são simplesmente concatenados e passam a ser vistos pelo sistema como um único disco, com a capacidade de todos somada. Os arquivos são simplesmente espalhados pelos discos, com cada um armazenando parte dos arquivos (neste caso arquivos completos, e não fragmentos como no caso do RAID 0).

No JBOD não existe qualquer ganho de desempenho, nem de confiabilidade. Caso um dos HDs apresente defeito, os arquivos armazenados nele são perdidos, mas os arquivos armazenados nos demais continuam intactos. Na verdade, o único ganho é o de praticidade, com a possibilidade de usar vários discos para formar um único volume de grande capacidade, ao invés de ter que espalhar os arquivos e pastas entre os vários HDs.

Ao contrário dos outros modos RAID, não existe nenhum problema em combinar HDs com capacidades e desempenho variados num sistema JBOD. Cada HD pode dar sua parcela de contribuição, independentemente de sua capacidade.

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JDK

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Java Development Kit. Uma ferramenta desenvolvida pela Sun que oferece o ambiente necessário para programar usando o Java. Existem JDKs para várias plataformas, não apenas Windows e Linux, mas também Solaris, várias versões do Unix e outros sistemas menos populares.

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Jewel Case

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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As caixas plásticas (e quebradiças :-) usadas para guardar CDs. Pelo preço absurdo que softwares e mesmo CDs de música costumam custar, não é à toa que as caixinhas tenham recebido este nome.

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Joilet

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Apesar de sua universalidade, o ISO 9660 tinha a grave limitação de permitir nomes de arquivos de no máximo 8 caracteres (como no DOS). Para quebrar esta limitação, outros fabricantes criaram extensões para o ISO 9660 original, que permitiam nomes de arquivos longos. Porém, ao contrário do ISO que é universal, cada um destes padrões pode ser lidos dentro de um sistema operacional em particular: a extensão que permite nomes longos dentro do Windows chamada-se “Joilet' a que se destina ao Unix chama-se “Rock Ridge' enquanto a “Apple Extensions' destina-se aos Macs.

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Joint Venture

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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É um negócio formado pela união de duas ou mais pessoas (ou de outras empresas já existentes) com um objetivo comum, dividindo os investimentos, riscos e lucros do negócio. Este empreendimento conjunto difere de uma sociedade tradicional por ser focado na realização de um único projeto ao invés de um relacionamento contínuo.

A Intel e a Motorola poderiam criar um Joint Venture para desenvolver uma nova técnica de produção de waffers de silício que poderia ser usada por ambas por exemplo, cedendo cada uma alguns de seus engenheiros e executivos e uma parte do investimento necessário, o que seria muito diferente de uma fusão entre as duas empresas.

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Journaling

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Este é um recurso suportado por alguns sistemas de arquivos, entre eles o EXT3, suportado pelas distribuições do Linux baseadas no Kernel 2.4 ou mais atual (o EXT3 é o sucessor do EXT2, usado em distribuições baseadas no Kernel 2.2 ou anterior). Basicamente, o sistema de arquivos mantém um journal (ou log) onde são armazenadas todas as mudanças feitas em arquivos do disco. Quando qualquer erro inesperado surge, ou o sistema é desligado incorretamente é possível localizar todas as operações que não haviam sido completadas, restaurando a consistência do sistema de arquivos sem a necessidade de vascular arquivo por arquivo, como faz o scandisk do Windows ou o FSCK no Linux.

O uso do EXT3, ReiserFS, ou outro sistema de arquivos com suporte a Journaling é importante sobretudo para quem não possui no-break, já que além do tempo necessário para rodar o FSCK após cada desligamento incorreto, o sistema EXT2 é muito suscetível à perda de arquivos, talvez até mais do que a FAT 16/32 usada no Windows.

Entre o EXT3 e o ReiserFS a principal diferença é que o EXT3 tenta guardar informações tanto sobre a metadata, ou seja, as informações sobre o espaço ocupado pelo arquivos e suas permissões quanto sobre os dados em sí, enquanto o ReiserFS guarda apenas informações sobre a Metadata.

No caso de um desligamento incorreto o ReiserFS é capaz de recuperar a consistência do sistema de arquivos em frações de segundo e a possibilidade de perda de pastas ou partições é nula. Em compensação, os arquivos que eventualmente estiverem sendo gravados no exato momento em que acabou a energia ficarão com seus dados alterados. Você continuará tendo acesso aos arquivos normalmente, mas o conteúdo estará truncado ou incompleto.

Já o EXT3 tenta sempre preservar não só a metadata mas também os dados dos arquivos em sí. Isto se revela ao mesmo tempo uma força e uma fraqueza. A vantagem é que existe uma possibilidade maior de recuperar os arquivos que estiverem sendo gravados no exato momento em que acabar a energia. Por outro lado o journal guarda mais informações e é acessado mais freqüentemente o que causa uma certa degradação no desempenho (é justamente por isso que o ReiserFS costuma se sair melhor nos benchmarks) e ao mesmo tempo faz com que exista a possibilidade do próprio journal se corromper durante o desligamento.

Este é o grande perigo do EXT3, pois sem o journal a tolerância à falhas é a mesma que no EXT2: o sistema passará o velho FSCK que demorará vários minutos e você corre um grande risco de perder completamente os arquivos que estiverem sendo acessados no momento do desligamento e em casos mais graves até mesmo pastas inteiras.

Ou seja, o ReiserFS oferece uma grande proteção contra corrompimento do sistema de arquivos, mas em compensação pouca proteção para os arquivos em sí. O EXT3 por sua vez oferece uma maior proteção aos arquivos, mas em troca oferece um menor desempenho e uma proteção mais frágil para o sistema de arquivos em sí.

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JPG

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Algoritmo de compactação de imagens muito usado na Internet. O algoritmo é bastante poderoso, mas seu uso envolve perda de qualidade da imagem, quanto mais compactado maior a perda.

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Jukebox

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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São dispositivos que arquivam vários CD-ROMs, que são manipulados com a ajuda de um braço mecânico ou outro mecanismo com a mesma função. Existem várias aplicações, que vão desde as máquinas de música automáticas, sucessoras das antigas que utilizavam discos de vinil, a até dispositivos usados pra ler e gravar grandes quantidades de CD-ROMs (mais de 500 em alguns casos) para permitir que os PCs da rede tenham acesso a um grande acervo de CDs, ou pra simplesmente automatizar a tarefa de gravar vários CDs. Este termo também é usado no nome de alguns aparelhos de som capazes de armazenar uma grande quantidade de músicas em MP3.

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Jumper

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Os jumpers são pequenas peças plásticas, internamente metalizadas para permitir a passagem de corrente elétrica, que são encaixadas em contatos metálicos encontrados na placa mãe ou em vários outros tipos de placas.

Os jumpers permitem a passagem de corrente elétrica entre dois pinos, funcionando como um interruptor. Alternativas na posição de encaixe dos jumpers, permitem programar vários recursos da placa mãe, como a voltagem, tipo e velocidade do processador e memória usados, além de outros recursos. Ao montarmos um PC, os jumpers da placa mãe devem ser corretamente configurados, caso contrário podemos, em casos extremos, até mesmo danificar alguns componentes.

Os jumpers são mais um componente em extinção nas placas mãe modernas, pois a maioria das placas atuais são "jumperless", ou seja, não possuem jumper algum, sendo toda a configuração das funções da placa feita através do CMOS Setup. No caso de placas que ainda trazem jumpers, muitas vezes estes são substituídos por dip-switches, que tem a mesma função, mas são um pouco mais práticos.

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