Dicionário técnico - I
Índice do dicionário técnico
i-Mode
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0Serviço de acesso à Internet desenvolvido pela NTT DoCoMo. No i-Mode a transferência de dados é feita por meio de pacotes de dados. A principal vantagem para o usuário é que a tarifa é paga por quantidade de dados transferida e não por tempo de conexão. Na verdade, os celulares ficam conectados 24 horas.
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I/O
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0Input/Output, ou "entrada e saída". Descreve qualquer troca de dados entre dois dispositivos (a memória RAM e o processador por exemplo) ou mesmo entre o computador e o usuário (um texto digitado no teclado (entrada), uma página impressa na impressora (saída), etc.). Um "dispositivo de I/O" é um periférico qualquer que permite esta troca de dados. No caso do processador e a memória, o responsável é o controlador de memória, um dos dispositivos que forma o chipset da placa mãe. No caso do computador e usuário, ou dispositivos de entrada são o teclado, mouse, joystick, etc. e os dispositivos de saída são o monitor, impressora, caixas acústicas, leds, entre outros.
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I/O Plate
Por Carlos E. Morimoto em 1 de agosto de 2007 às 06h48
0I/O plate é a "chapinha" ou tampa metálica para os conectores do painel ATX, que acompanha a placa-mãe. Ele passou a ser usado no final da década de 1990, com a transição dos gabinetes AT para os ATX.
Cada placa-mãe utiliza uma combinação própria de conectores, de forma que o que vem com o gabinete é inútil, já que nunca combina com os conectores da placa-mãe. Por isso, ao montar o micro, substituímos o protetor do gabinete pelo I/O plate que acompanha a placa-mãe, feita sob medida para ela.
É importante guardar o I/O plate da placa-mãe junto com ela, pois eles são personalizados para o modelo da placa e não são vendidos separadamente. Se você perdê-lo a única chance de arrumar outro seria retirando de outro micro, que utilizasse uma placa mãe similar e tivesse dado defeito. Em alguns casos você vai encontrar gente vendendo I/O plates em sites de leilão, mas invariavelmente eles são retirados de placas usadas (embora neste caso isso não faça nenhuma diferença).
Além da questão estética, o I/O plate contribui para a sustentação da placa-mãe dentro do gabinete, reduzindo o stress mecânico sobre ela ao conectar e desconectar dispositivos.
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i440BX
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0Este foi provavelmente o chipset mais popular em toda a história da Intel. O i440BX foi originalmente lançado para suportar os processadores Pentium II de 350 MHz em diante, com recursos interessantes para a época, como suporte a até 512 MB de memória slot AGP 2X e ATA 33. Mas, o BX acabou indo muito mais longe, graças ao seu excelente desempenho e seu baixo custo. Como o BX é totalmente compatível com o Pentium III, ele continuou sendo utilizado mesmo depois do aparecimento de chipsets mais atuais, como o Via Apollo 133 e o Intel i820. Na época muitos fabricantes chegaram a lançar placas com uma versão overclocada do BX, capaz de operar a 133 MHz, que tinha problemas de estabilidade com algumas placas AGP, mas era um campeão em termos de desempenho, apesar do AGP 2X.
O BX só foi realmente aposentado com o aparecimento do i815, também da Intel, que possui um desempenho semelhante, mas foi atualizado com o suporte a AGP 4X, ATA 100 e já vem com um chipset de vídeo integrado.
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i810
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0O i810 foi uma tentativa da Intel de lançar um chipset para processadores Pentium III que pudesse substituir o antigo i440BX. O i810 traz um chipset de vídeo 3D Intel 752 integrado, que oferece um desempenho muito fraco em jogos, mas serve bem para os usuários que utilizam o micro apenas para aplicativos de escritório. O i810 foi o primeiro chipset Intel a trazer suporte a slots AMR e não traz suporte a slots ISA. Alguns fabricantes chegaram a produzir placas com slots ISA adicionando um controlador externo, mas isso não durou muito, pois a demanda por parte dos usuários foi diminuindo e o uso do controlador aumentava os custos de produção das placas.
A grande falha do i810 foi o simples fato de não trazer suporte a slot AGP. Isso foi suficiente para que o chipset fosse um fracasso de vendas até ser substituído pelo i815.
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i815
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0Este foi o chipset para processadores Pentium III mais usado a partir de 2000. Apesar de suportar apenas 512 MB de memória e não oferecer um desempenho melhor que o antigo i440BX, o i815 trouxe avanços importantes, como o suporte a AGP 4X e ATA 100. Além disso, o chipset era muito estável e já trazia um chipset de vídeo onboard, que o que permitiu o desenvolvimento de placas mãe de baixo custo com componentes onboard. O prestígio da Intel entre os fabricantes de placas mãe se encarregou do resto.
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i820
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0Este foi o primeiro chipset para Pentium III com suporte oficial a bus de 133 MHz lançado pela Intel. O lançamento de i820 foi um dos maiores erros de estratégia da Intel, pois o chipset oferecia suporte exclusivo a memória Rambus, numa época em que um pente de memória desta tecnologia custava quase 500 dólares e simplesmente não conseguia apresentar um desempenho superior ao do i440BX, o chipset anterior.
Para conseguir vender o chipset enquanto esperava os módulos de memória Rambus caírem de preço a Intel lançou o chip MTH (memory translator hub) que permitia o desenvolvimento de placas mãe baseadas no i820 mas com suporte a memórias SDRAM comuns.
Mas, o uso do MTH trazia várias desvantagens. O chip encarecia as placas e ainda por cima degradava o desempenho do acesso à memória, já que antes de chegarem ao chipset os dados precisavam ser processados e convertidos.
Depois de alguns meses, todas as placas mãe baseadas no i820 equipadas com o chip MTH foram retiradas do mercado, num dos maiores recall de placas mãe da história. O motivo foi um bug descoberto no chip MTH, que causava instabilidade. Depois do problema, a Intel resolveu encerrar a produção do i820.
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i840
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0Este foi um chipset dedicado ao mercado de Workstations e servidores, sucessor do antigo i440GX que acabou sendo pouco conhecido entre os usuários de PCs domésticos. O primeiro recurso que chama a atenção no i840 é o uso de dois canais de memória RAM. Cada banco de memória é composto por dois módulos de memória Rambus, que são acessados simultaneamente pelo chipset. Isto dobra a largura do barramento, que passa a ser de 3.2 GB/s, e ajuda a diminuir a latência, melhorando a velocidade de acesso à memória. O outro lado da moeda é a exigência de usar módulos de memória aos pares. O i840 permite o uso de 4 slots RIMM, é preciso usar dois ou então quatro módulos, sendo que os dois módulos de cada banco devem ser idênticos.
Assim como o i820, este chipset nativamente suporta apenas memórias Rambus, suportando o uso de até 2 GB de memória (o dobro do i820). É permitido usar o MTH para obter compatibilidade com memórias SDRAM, mas, se no i820 um chipset voltado para o mercado doméstico, o uso deste recurso já não valia à pena, vale menos ainda no i840 que é voltado para máquinas de alto desempenho.
O i840 acabou sendo um fracasso de vendas, assim como o i820 por causa do auto custo das memórias Rambus e acabou sendo descontinuado depois do recall das placas mãe com o i820 e o chip MTH.
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i845
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0Este foi o primeiro chipset para Pentium 4 com suporte a memórias SDRAM, muito mais baratas que as memórias Rambus utilizadas pelo i850. Apesar do nome, o i845 foi lançado quase um ano depois do i850, o nome do chipset serve mais como um indicativo de desempenho, já que graças ao uso de memórias SDRAM, o i845 é mais lento que o i850. O i845 têm três variações. A versão original suportava apenas memórias SDRAM, a segunda versão, lançada no final de 2001 já suportava também memórias DDR, enquanto a terceira versão, o i845G que será lançado em abril de 2002, manterá o suporte a DDR e trará um chipset de vídeo integrado entre alguns outros pequenos aperfeiçoamentos.
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i850
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0O i850 foi o primeiro chipset para Pentium 4 e continuou sendo o único durante quase um ano. O i850 trouxe uma arquitetura de acesso à memória bastante inovadora, onde dois módulos de memória Rambus PC-800 são acessados simultâneamente, proporcionando um barramento de dados de 3.2 GB/s, responsável por uma boa parte do desempenho dos primeiros PCs baseados no Pentium 4. Apesar disso, o i850 ficou muito longe de se um sucesso de vendas. Durante os três primeiros trimestres de 2001 quando o i850 era a única opção para o Pentium 4 o preço das memórias Rambus foi caindo, mas continuou sendo muito mais alto que o das memórias SDRAM, além disso, tanto as placas baseadas no i850 quanto os processadores Pentium 4 eram caros, uma combinação que assustava os usuários. a partir do final de 2001 começaram a surgir chipsets mais acessíveis para Pentium 4, com suporte a memórias SDRAM ou DDR e o próprio processador caiu muito de preço. O i850 saiu de cena.
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IA64
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0O IA64 é o conjunto de instruções de 64 bits desenvolvido pela Intel e já em uso no Itanium, um conjunto de instruções 64 bits "puro", que abandona toda carga de legado do conjunto atual, mas em compensação não é compatível com os programas de 32 bits. O Itanium inclui um sistema de emulação, que permite rodar aplicativos de 32 bits, mas com um desempenho muito fraco.
A AMD optou por desenvolver o X86-64, usado nos seus processadores Opteron, que mantém a compatibilidade com os programas de 16 e 32 bits usados atualmente, mas em compensação não é compatível com o conjunto da Intel.
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IBM 350
Por Carlos E. Morimoto em 24 de agosto de 2007 às 16h40
0O IBM 350 foi o primeiro disco rígido, construído em 1956. Ele era formado por um conjunto de nada menos que 50 discos de 24 polegadas de diâmetro, com uma capacidade total de 4.36 MB (5 milhões de caracteres, com 7 bits cada um), algo espantoso para a época.
Comparado com os discos atuais, este pioneiro custava uma verdadeira fortuna: 35 mil dólares. Porém, apesar de inicialmente, extremamente caros, os discos rígidos foram tornando-se populares nos sistemas corporativos, pois forneciam um meio rápido de armazenamento de dados.
O IBM 350 não era exatamente um "disco rígido" dentro da concepção que temos hoje em dia. O gabinete tinha 1.70m de altura e quase o mesmo de comprimento e pesava quase uma tonelada. Na época ele era chamado de "unidade de disco" (termo ainda usado hoje em dia por alguns) e podia ser acoplado a diversos computadores produzidos pela IBM. O termo "disco rígido" só surgiu duas décadas depois, junto com os modelos mais compactos.
Foram produzidas cerca de 1000 unidades do 350 entre 1956 e 1961, quando a produção foi descontinuada em favor de versões mais modernas.
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IBM PC
Por Carlos E. Morimoto em 13 de julho de 2005 às 11h21
2A IBM de 1980 era uma gigantesca empresa, especializada em mainframes e terminais burros. Entretanto, percebendo a crescente demanda por computadores pessoais, decidiram criar um pequeno grupo (que originalmente possuía apenas 12 desenvolvedores) para desenvolver um computador pessoal de baixo custo.
O PC era considerado um projeto menor dentro da IBM, apenas uma experiência para testar a demanda do mercado. O projeto chegou a ser marginalizado dentro da empresa, pois muitos executivos acreditavam que o IBM PC poderia concorrer com outros produtos do portfólio da IBM.
Depois de quase um ano de desenvolvimento, o primeiro PC foi lançado em 12 de agosto de 1981. Para cortar custos e acelerar o desenvolvimento, a equipe decidiu que usaria apenas componentes-padrão, que pudessem ser encontrados facilmente no mercado. O processador escolhido foi o Intel 8088, uma versão econômica do processador 8086, que havia sido lançado pela Intel em 1978. Quando a IBM estava desenvolvendo seu computador pessoal, chegou a ser cogitado o uso do 8086, mas acabou sendo escolhido o 8088 devido ao seu baixo custo.
Tanto o 8086 quanto o 8088 são processadores de 16 bits, considerados bastante avançados para a época. Um processador de 16 bits é capaz de endereçar mais memória (até 64 KB de memória de cada vez) e processar instruções muito mais complexas que os processadores de 8 bits usados até então.
O sistema operacional usado no PC original era o MS-DOS 1.0 (na época ainda chamado de PC-DOS), que foi desenvolvido às pressas pela Microsoft com base num sistema operacional mais simples, chamado QDOS, comprado da Seattle Computers, uma pequena empresa desenvolvedora de sistemas. Na verdade, a Microsoft foi a segunda opção da IBM, depois de ter sua proposta de licença recusada pela Digital Research, que desenvolvia versões do seu CP/M para várias arquiteturas diferentes.
A grande diferença entre os dois é que o 8086 é um processador de 16 bits "puro", enquanto o 8088 se comunica com os demais periféricos usando um barramento de 8 bits. Isso naturalmente prejudicava o desempenho, mas trouxe uma vantagem importante: a possibilidade de usar os componentes de 8 bits usados em outros computadores da época, que eram muito mais populares e baratos.
Essa arquitetura permitiu ao primeiro PC competir na mesma faixa de preço dos computadores de 8 bits mais populares e, ao mesmo tempo, possuir um desempenho bem superior devido ao seu processador de 16 bits. O 8088 é capaz de acessar até 1 MB de memória RAM (embora o PC original suportasse apenas 640 KB, devido a limitações por parte do BIOS e por parte da placa-mãe) e funciona a 4.77 MHz, recursos incríveis para a época, já que estamos falando de um processador lançado no final de 1979.
Lembre-se de que o principal concorrente do IBM PC era o Apple II que, embora fosse mais barato e contasse com mais softwares disponíveis, usava um processador de 8 bits, de apenas 1 MHz e meros 4 KB de memória RAM.
Entretanto, o aspecto técnico não foi o determinante para o sucesso do PC. Ele era um bom computador para a época, mas era caro e não tinha nada que os concorrentes não pudessem usar em seus produtos. Ele tinha tudo para ser apenas mais um no mercado, se não fosse um diferencial importante: a arquitetura aberta.
Diferente dos Apples e de outros computadores da época, qualquer fabricante podia desenvolver e vender acessórios para o PC, sem pagar royalties ou fazer acordos de licenciamento. Como todos os componentes podiam ser encontrados no mercado, era possível também desenvolver clones, computadores compatíveis com o PC, fabricados por outras empresas. Isso lentamente fez com que toda a indústria passasse a orbitar em torno do PC, fazendo com que a plataforma crescesse assustadoramente.
O PC original tinha, em sua versão mais simples, apenas 16 KB de memória RAM, com direito apenas ao gabinete e teclado. A partir daí, tudo era opcional, incluindo o monitor (você podia usar uma TV, embora a qualidade da imagem ficasse ruim), os drives de disquete e o HD. Também estava disponível um conector para um gravador de fitas K7 (localizado ao lado do conector para o teclado), mas ele nunca foi muito usado e desapareceu a partir do XT.
Na configuração básica, o PC custava "apenas" 1.564 dólares da época, mas incluindo mais 48 KB de memória, dois drives de disquete e um monitor mono de 12", o preço chegava facilmente a 2.500 dólares, que equivalem a mais de 7.000 dólares em valores atuais.
2 comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 13 de julho de 2005 às 11h21
IC
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0Veja: CI
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03
ICS
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0Internet Conection Sharing, o recurso de compartilhamento de conexão com a Internet disponível em todas as versões do Windows a partir do 98 SE. Para usar o ICS, é necessário ter uma conexão qualquer com a Internet, seja via Cabo ou ADSL, seja via modem. Para ativar o compartilhamento, basta, no Windows 98/ME, instalar o "Internet Conection Sharing" no painel de controle > adicionar/remover programas > Instalação do Windows. No Windows 2000, acesse as propriedades da conexão e marque a opção "ativar compartilhamento de conexão com a Internet para esta conexão". Com isto a conexão será compartilhada com os demais micros da rede.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03
IDC
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0Internet Data Center, empresas que concentram servidores, links rápidos, salas refrigeradas, equipe técnica, segurança e toda a infra estrutura para armazenar servidores. A infra estrutura é alugada a empresas interessadas. Em geral, alugar a infra-estrutura de um IDC sai mais barato que montar tudo localmente.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03
IDE
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0Interfaces antigas, como o MFM, RLL e o ESDI possuem uma característica em comum, que é o fato de a controladora fazer parte da interface (e não do próprio HD, como temos hoje em dia). Naturalmente, integrar a controladora ao HD oferece diversas vantagens, pois elimina os problemas de sincronismo causados pelo uso de cabos longos e simplifica todo o design.
Não demorou para que os fabricantes percebessem isso. Surgiu então o padrão IDE, abreviação de "Integrated Drive Eletronics" (que indica justamente o uso da controladora integrada), desenvolvido pela Quantum e a Western Digital.
Os primeiros HDs e interfaces IDE chegaram ao mercado em 1986, mas inicialmente não existia um padrão bem definido, o que fez com que os primeiros anos fossem marcados por problemas de compatibilidade entre os produtos dos diferentes fabricantes.
Em 1990 o padrão foi ratificado pelo ANSI, dando origem ao padrão ATA. Como o nome "IDE" já estava mais difundido, muita gente continuou usando o termo "IDE", e outros passaram a usar "IDE/ATA" ou simplesmente "ATA", fazendo com que os dois termos acabassem virando sinônimos.
As primeiras placas IDE traziam apenas uma ou duas portas IDE e eram instaladas em um slot ISA de 16 bits. Mas, logo os fabricantes passaram a integrar também outros conectores, dando origem às placas "super-ide", que eram usadas na grande maioria dos micros 386 e 486. As placas mais comuns incluíam uma porta IDE, uma porta FDD (para o drive de disquete), duas portas seriais e uma paralela, além do conector do joystick.
Estas placas eram configuradas através de um conjunto de jumpers, já que na época ainda não existia plug-and-play. Os jumpers permitiam configurar os endereços de IRQ, DMA e I/O usados, além de desativar os componentes individualmente. Se você precisasse de duas portas paralelas, por exemplo, utilizaria duas placas e configuraria uma delas para usar o IRQ 5 e endereço de I/O 378 e a outra para usar o IRQ 7 e o endereço de I/O 278.
A partir de um certo ponto, os fabricantes passaram a integrar os controladores diretamente no chipset da placa-mãe, dando origem às placas com conectores integrados que conhecemos. A exceção ficou por conta do conector do joystick, que passou a ser integrado nas placas de som. Uma curiosidade é que o conector inclui também os pinos usados por dispositivos MIDI (como teclados musicais), que também são ligados no conector do joystick, através de um adaptador.
Inicialmente, as interfaces IDE suportavam apenas a conexão de HDs. Devido a isso, os primeiros drives de CD utilizavam interfaces proprietárias, incorporadas à placa de som, ou mesmo controladoras SCSI. Na época eram comuns os "kits multimídia", que incluíam o CD-ROM, placa de som, caixinhas e microfone.
Para solucionar o problema, foi desenvolvido o protocolo ATAPI (AT Attachment Packet Interface) que tornou-se rapidamente o padrão, riscando as interfaces proprietárias do mapa. É graças a ele que você pode comprar um drive de CD ou DVD e instalá-lo diretamente em uma das portas IDE, sem ter que comprar junto uma placa de som do mesmo fabricante. :)
Na placa-mãe você encontra duas portas IDE (primária e secundária). Mesmo com a popularização das interfaces SATA, as portas IDE ainda continuam sendo incluídas nas placas recentes (muitas placas passaram a trazer apenas uma porta IDE, mas deve demorar mais um pouco até que elas desapareçam completamente).
Cada uma das portas permite instalar dois drives, de forma que podemos instalar um total de 4 HDs ou CD-ROMs na mesma placa.
Existem casos de placas-mãe com 4 portas IDE (permitindo usar até 8 drives) e também controladoras IDE PCI, que incluem duas portas adicionais, que podem ser usadas em casos onde você precise usar mais do que 4 drives IDE no mesmo micro.
Para diferenciar os dois drives instalados na mesma porta, é usado um jumper, que permite configurar cada drive como master (mestre) ou slave.
Dois drives instalados na mesma porta compartilham o barramento oferecido por ela, o que acaba sempre causando uma pequena perda de desempenho. Por isso, quando são usados apenas dois drives (um HD e um CD-ROM, por exemplo), é preferível instalar cada um em uma das portas, deixando ambos jumpeados como master. Ao adicionar um terceiro, você poderia escolher entre instalar na primeira ou segunda porta IDE, mas, de qualquer forma, precisaria configurá-lo como slave, mudando a posição do jumper.
Instalar cada drive em uma porta separada ajuda principalmente quando você precisa copiar grandes quantidades de dados de um HD para outro, ou gravar DVDs, já que cada drive possui seu canal exclusivo com o chipset.
No Windows, os drives são simplesmente identificados de forma seqüencial. O HD instalado como master da IDE primária apareceria no Windows Explorer como "C:" e o CD-ROM, instalado na IDE secundária como "D:", por exemplo. Se você adicionasse um segundo HD, instalado como slave da primeira IDE, ele passaria a ser o "D:" e o CD-ROM o "E:".
No Linux, os drives recebem endereços fixos, de acordo com a posição em que forem instados:
IDE primária
Master = /dev/hda
Slave = /dev/hdb
IDE secundária
Master = /dev/hdc
Slave = /dev/hdd
O cabo IDE possui três encaixes, onde um é ligado na placa-mãe e os outros dois são ligados cada um em um dos dois dispositivos. Mesmo que você tenha apenas um dispositivo IDE, você deverá ligá-lo no conector da ponta, nunca no conector do meio. O motivo para isto, é que, ligando no conector do meio, o cabo ficará sem terminação, fazendo com que os dados venham até o final do cabo e retornem na forma de interferência, prejudicando a transmissão.
Como de praxe, as interfaces IDE/ATA passaram por um longo caminho evolutivo. As interfaces antigas, usadas em micros 386/486 e nos primeiros micros Pentium, suportam (de acordo com seu nível de atualização), cinco modos de operação, que vão do PIO mode 0, ao PIO mode 4:
PIO mode 0: 3.3 MB/s
PIO mode 1: 5.2 MB/s
PIO mode 2: 8.3 MB/s
PIO mode 3: 11.1 MB/s
PIO mode 4: 16.6 MB/s
As mais recentes suportam também o Multiword DMA, que é um modo de acesso direto, onde o HD ou CD-ROM pode transferir dados diretamente para a memória, sem que o processador precise se envolver diretamente na transferência. O uso do DMA melhora bastante o desempenho e a responsividade do sistema, evitando que o micro "pare" enquanto um programa pesado está sendo carregado, ou durante a gravação de um CD, por exemplo.
Apesar disso, o Multiword DMA não chegou a ser muito usado, pois não era diretamente suportado pelo Windows 95 e os drivers desenvolvidos pelos fabricantes freqüentemente apresentavam problemas de estabilidade. Para piorar, muitos drives de CD e HDs antigos não funcionavam quando o DMA era ativado.
A solução veio com o padrão ATA-4, ratificado em 1998. Ele nada mais é do que o padrão Ultra ATA/33 (o nome mais popularmente usado) que é usado em placas para micros Pentium II e K6-2 fabricadas até 2000. Nele, a taxa de transferência máxima é de 33 MB/s e é suportado o modo UDMA 33, que permite transferências diretas para a memória também a 33 MB/s. É graças a ele que você pode assistir a filmes em alta resolução e DVDs no seu PC sem falhas
Você pode fazer uma experiência, desativando temporariamente o suporte a UDMA para o seu DVD-ROM para ver o que acontece. No Linux, use o comando "hdparm -d0 /dev/dvd" (como root). No Windows, acesse o gerenciador de dispositivos, acesse as propriedades do drive e desmarque a opção referente ao DMA.
Tente agora assistir a um DVD. Você vai perceber que tanto o vídeo quanto o som ficam cheios de falhas, tornando a experiência bastante desagradável. Isso acontece porque, com o UDMA desativado, o processador precisa periodicamente parar o processamento do vídeo para ler mais dados no DVD. Quanto mais rápido o processador, mais curtas são as falhas, mas elas persistem mesmo em um processador de 2 ou 3 GHz.
Para reverter, use o comando "hdparm -d1 /dev/dvd" ou marque novamente a opção do DMA, no caso do Windows.
Depois que o problema do DMA foi finalmente resolvido, os fabricantes se concentraram em aumentar a velocidade das portas. Surgiram então os padrões ATA-5 (Ultra ATA/66), ATA-6 (Ultra ATA/100) e ATA-7 (Ultra ATA/133), que é o usado atualmente. Eles suportam (respectivamente), os modos UDMA 66, UDMA 100 e UDMA 133, além de manterem compatibilidade com os padrões anteriores:
ATA-4 (Ultra ATA/33, UDMA 33): 33 MB/s
ATA-5 (Ultra ATA/66, UDMA 66): 66 MB/s
ATA-6 (Ultra ATA/100, UDMA 100): 100 MB/s
ATA-7 (Ultra ATA/133, UDMA 133): 133 MB/s
As portas ATA/133 usadas nas placas atuais são uma necessidade, por dois motivos. O primeiro é que os HDs atuais já superam a marca dos 70 ou 80 MB/s de taxa de transferência ao ler setores contínuos, e a interface precisa ser substancialmente mais rápida que o HD para absorver também as transferências feitas a partir do cache, que são bem mais rápidas. O segundo motivo é que só a partir das interfaces ATA/100 foi introduzido o suporte a HDs IDE com mais de 137 GB (decimais) de capacidade, como veremos em detalhes a seguir.
Para que os modos mais rápidos sejam utilizados, é necessário que exista também suporte por parte do HD e que o driver correto esteja instalado.
No caso do HD, não existe muito com o que se preocupar, pois os fabricantes são os primeiros a adotar novos modos de operação, de forma a diferenciar seus produtos. Se você tem em mãos um HD antigo, que só suporta UDMA 33, por exemplo, pode ter certeza de que a taxa de transferência oferecida por ele é baixa, o que torna desnecessário o uso de uma interface mais rápida em primeiro lugar.
Ao contrário dos HDs, os drivers de CD e DVD ficaram estagnados no UDMA 33, pois como eles trabalham com taxas de transferência muito mais baixas, os padrões mais rápidos também não trazem vantagens. É possível que alguns fabricantes eventualmente passem a lançar drives "ATA/133", usando a interface mais rápida como ferramenta de marketing, mas isso não faria diferença alguma no desempenho.
Continuando, junto com as interfaces Ultra ATA/66, veio a obrigatoriedade do uso de cabos IDE de 80 vias, substituindo os antigos cabos de 40 vias. Eles são fáceis de distinguir dos antigos, pois os fios usados no cabo são muito mais finos, já que agora temos o dobro deles no mesmo espaço.
A adição dos 40 finos adicionais é uma história interessante, pois eles não se destinam a transportar dados. Tanto os conectores quanto os encaixes nos drives continuam tendo apenas 40 pinos, mantendo o mesmo formato dos cabos anteriores. Os 40 cabos adicionais são intercalados com os cabos de dados e servem como neutros, reduzindo o nível de interferência entre eles. Este "upgrade" acabou sendo necessário, pois os cabos IDE de 40 vias foram introduzidos em 1986, projetados para transmitir dados a apenas 3.3 MB/s!
Os cabos de 80 vias são obrigatórios para o uso do UDMA 66 em diante. A placa-mãe é capaz de identificar o uso do cabo de 80 vias graças ao pino 34, que é ligado de forma diferente. Ao usar um cabo antigo, de 40 vias, a placa baixa a taxa de transmissão da interface, passando a utilizar o modo UDMA 33.
Veja que no caso dos CD-ROMs e DVDs, ainda é comum o uso dos cabos de 40 vias, simplesmente porque, como vimos, eles ainda utilizam o modo UDMA 33. Entretanto, se você precisar instalar um HD junto com o drive óptico, é interessante substituir o cabo por um de 80 vias, caso contrário o desempenho do HD ficará prejudicado.
Outra exigência trazida pelos novos padrões é o uso de cabos com no máximo 45 centímetros de comprimento, já que acima disso o nível de interferência e atenuação dos sinais passa a prejudicar a transmissão dos dados. O padrão ATA original (o de 1990) permitia o uso de cabos de até 90 centímetros (!) que não são mais utilizáveis hoje em dia, nem mesmo para a conexão do drive de CD/DVD.
Mais uma mudança introduzida pelos cabos de 80 vias é o uso de cores para diferenciar os três conectores do cabo. O conector azul deve ser ligado na placa-mãe, o conector preto é ligado no drive configurado com master da interface, enquanto o conector do meio (cinza) é usado para a conexão do segundo drive, caso presente.
Os cabos de 80 vias também suportam o uso do sistema cabe select (nos de 40 vias o suporte era opcional), onde a posição dos drives (master/slave) é determinada pelo conector do cabo ao qual eles estão ligados, eliminando a possibilidade de conflitos, já que instalar dois drives configurados como master na mesma interface normalmente faz com que ambos deixem de ser identificados no Setup.
Para usar o cable select é preciso colocar os jumpers dos dois drives na posição "CS". Consulte o diagrama presente no topo ou na lateral do drive para ver a posição correta.
Os HDs IDE de 2.5", para notebooks, utilizam um conector IDE miniaturizado, que possui 44 pinos (em vez de 40). Os 4 pinos adicionais transportam energia elétrica, substituindo o conector da fonte usado nos HDs para desktop.
Existem ainda adaptadores que permitem instalar drives de 2.5" em desktops. Eles podem ser usados tanto em casos em que você precisar recuperar dados de um notebook com defeito quanto quando quiser usar um HD de notebook no seu desktop para torná-lo mais silencioso.
Estes adaptadores ao muito simples e baratos de fabricar, embora o preço no varejo varie muito, já que eles são um item relativamente raro.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03
IDE (2)
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0Integrated Development Environment ou sistema integrado de desenvolvimento. Esta segunda definição para o termo IDE está relacionada à programação e descreve ambientes de desenvolvimento "completos", onde estão incluídos editores, compiladores e outras ferramentas para o desenvolvimento de aplicativos. Bons exemplos são o VB e o Delphi para Windows e o Kdevelop, Kylix e EMacs para Linux.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03
IEEE
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0Institute of Electrical and Electronics Engineers. Uma organização composta por cientistas, engenheiros e estudantes que desenvolve padrões para a indústria. Entre os feitos mais conhecidos estão o barramento Fireware e o IEEE 802.11b, um padrão para redes sem fio, muito popular atualmente.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03
IEEE 1394
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0O Firewire surgiu em 1995 (pouco antes do USB), como um concorrente do barramento SCSI. Inicialmente ele foi desenvolvido pela Apple e depois submetido ao IEEE, quando passou a se chamar IEEE 1394. Embora seja mais popularmente usado, o nome "Firewire" é uma marca registrada pelo Apple, por isso você não vai encontrar referência a ele em produtos ou documentação de outros fabricantes. Outro nome comercial para o padrão é o "i.Link", usado pela Sony.
O Firewire é um barramento serial, muito similar ao USB em vários aspectos. A versão inicial do Firewire já operava a 400 megabits (ou 50 MB/s), enquanto o USB 1.1 operava a apenas 12 megabits. Apesar disso, o USB utilizava transmissores e circuitos mais baratos e era livre de pagamento de royalties, o que acabou fazendo com que ele se popularizasse rapidamente. Na época, a indústria procurava um barramento de baixo custo para substituir as portas seriais e paralelas e, como de praxe, acabou ganhando a solução mais barata.
Atualmente o Firewire enfrenta também a concorrência do eSATA, a versão externa do SATA, que permite a conexão de HDs e drives ópticos externos, o que o deixa em posição pouco confortável.
Assim como o USB, o Firewire é um barramento plug-and-play e suporta a conexão de vários periféricos na mesma por porta, utilizando uma topologia acíclica, onde um periférico é diretamente conectado ao outro e todos se enxergam mutuamente, sem necessidade de uso de hubs ou centralizadores. Você poderia, por exemplo, conectar um HD externo (com duas portas Firewire) ao PC e conectar uma filmadora ao HD e o PC enxergaria ambos.
O conector Firewire tradicional utiliza 6 pinos, sendo que 2 são usados para alimentação elétrica (como no USB) e existe também uma versão miniaturizada (sem os pinos de alimentação) que possui apenas 4 pinos e é muito comum em notebooks. Uma porta Firewire de 6 pinos é capaz de fornecer até 45 watts de energia, quase 10 vezes mais que no USB.
Inicialmente, o concorrente do Firewire não era o USB, mas sim o barramento SCSI, que na época também era usado para a conexão de scanners e outros dispositivos externos. Embora fosse um pouco mais lento (até 160 MB/s no SCSI, contra 50 MB/s no Firewire), o Firewire era um barramento mais simples e muito mais flexível, permitindo a conexão de todo tipo de armazenamento, impressoras, scanners, dispositivos de áudio e vídeo e até mesmo a comunicação direta entre PCs, funcionando como uma interface de rede.
Apesar disso, com o surgimento do USB, o Firewire acabou restrito a alguns nichos. O principal deles é a transferência de vídeos a partir de uma filmadora digital. Desde o final da década de 1990 as câmeras migraram das fitas analógicas para o padrão DV (digital video), onde o vídeo é gravado diretamente em formato digital (numa fita mini-DV, HD ou mesmo memória flash, como em alguns modelos recentes) e depois transferido para o micro através de uma porta Firewire para que seja editado e finalizado.
Embora seja um item de série nos Macs (as primeiras versões do iPod existiam apenas em versão Firewire), poucos chipsets para PC possuem controladores firewire integrados, fazendo com que os fabricantes de placas-mãe sejam obrigados a utilizar um controlador avulso. Como isso encarece a placa, as portas firewire são oferecidas apenas nos modelos mais caros, ou voltados para o mercado gráfico. Naturalmente, existem também controladoras firewire externas, na forma de placas PCI ou PCI Express, mas elas também representam um custo adicional.
Com a popularização das filmadoras digitais, os fabricantes passaram a incluir também portas USB nos aparelhos, eliminando o problema.
Atualmente estamos assistindo a uma lenta migração para o Firewire 800 (IEEE 1394B), um novo padrão, lançado em 2003, que dobra a taxa de transmissão, atingindo 800 megabits e utiliza um novo conector, com 9 pinos. Ele foi desenvolvido de forma que os cabos e periféricos antigos continuam sendo inteiramente compatíveis (usando o cabo apropriado, com um conector de 9 pinos em uma ponta e um de 6 ou 4 pinos na outra), embora não se beneficiem do aumento na velocidade.
Uma observação é que, devido a uma combinação de implementação e drivers, o suporte a USB 2.0 nos Macs G5, PowerBook e outros da safra baseada em chips PowerPC é deficiente, fazendo com que as transferências feitas através das portas USB 2.0 acabem sendo mais lentas do que através das portas Firewire 400. De qualquer forma, apesar da polêmica em torno do USB 2.0 versus Firewire 400, o Firewire 800 é indiscutivelmente mais rápido.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03
IEEE 802.11
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0Este é um padrão para redes sem fio, que já é razoavelmente popular em países como os Estados Unidos e vem ganhando popularidade também no Brasil. O padrão original, o 802.11 permitia transmissões a apenas 1 mbps, enquanto o padrão atual, o 802.11b permite transmissões a 11 mbps, uma velocidade comparável à das redes Ethernet 10/10. Ambos os padrões usam frequências na casa dos 2.4 GHz, o que em teoria pode causar conflitos com outros padrões de rede sem fio, como o Bluetooth.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03
IEEE 802.11a
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0O 802.11a utiliza a faixa de frequência de 5 GHz, em oposição ao 802.11b e ao 8902.11g, que utilizam a faixa dos 2.4 GHz.
A faixa dos 5 GHz é mais "limpa" pois não existe a interferência potencial com aparelhos de microondas, nem com outras arquiteturas de rede, como o Bluetooth, o que pode, em casos extremos, diminuir perceptivelmente a velocidade das transferências. Graças à frequência mais alta, o IEEE 802.11a também é quase cinco vezes mais rápido, atingindo respeitáveis 54 megabits.
O grande problema é que o padrão também é mais caro, por isso a primeira leva de produtos vai ser destinada ao mercado corporativo, onde existe mais dinheiro e mais necessidade de redes mais rápidas. Essa diferença vai se manter por alguns anos. É de se esperar então que as redes de 11 megabits continuem se popularizando no mercado doméstico, enquanto as de 54 megabits ganhem terreno no mercado corporativo, até que um dia o preço dos dois padrões se nivele e tenhamos uma transição semelhante à das redes Ethernet de 10 para 100 megabits. Apesar do "a" no nome, este padrão é mais recente que o 802.11b.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03
IEEE 802.11b
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0Esta é a tecnologia de rede sem fio mais popular atualmente. O 802.11b opera na faixa dos 2.4 GHz e permite transferências de dados a 11 megabits, uma velocidade semelhante à das redes Ethernet de 10 megabits.
A topologia das redes 802.11b é semelhante à das redes de par trançado, com um Hub central. A diferença no caso é que simplesmente não existem os fios ;-) Existem tanto placas PC-Card, que podem ser utilizadas em notebooks e em alguns handhelds quanto placas para micros de mesa. O Hub é chamado de ponto de acesso, e tem a mesma função que desempenha nas redes Ethernet: retransmitir as transmissões de forma que todos os micros da rede as recebam.
Existe a possibilidade de conectar um ponto de acesso 802.11b a uma rede Ethernet já existente, unindo as duas redes. Para isto, bastaria conectar o ponto de acesso ao hub Ethernet, usando um cabo de par trançado, possibilidade oferecida pela maioria dos pontos de acesso.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03
IEEE 802.11g
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0Este é um padrão recentemente aprovado pelo IEEE, que é capaz de transmitir dados a 54 megabits, assim como o 802.11a.
A principal novidade é que este padrão utiliza a mesma faixa de frequência do 802.11b atual: 2.4 GHz. Isso permite que os dois padrões sejam intercompatíveis. A idéia é que você possa montar uma rede 802.11b agora e mais pra frente adicionar placas e pontos de acesso 802.11g, mantendo os componentes antigos, assim como hoje em dia temos liberdade para adicionar placas e hubs de 100 megabits a uma rede já existente de 10 megabits.
A velocidade de transferência nas redes mistas pode ou ser de 54 megabits ao serem feitas transferências entre pontos 802.11g e de 11 megabits quando um dos pontos 801.11b estiver envolvido, ou então ser de 11 megabits em toda a rede, dependendo dos componentes que forem utilizados. Esta é uma grande vantagem sobre o 802.11a, que também transmite a 54 megabits, mas é incompatível com os outros dois padrões.
Os primeiros produtos baseados no 802.11g devem chegar ao mercado a partir do final de 2002.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03
IEEE 802.16 (Wireless MAN)
Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03
0Este é o primeiro padrão oficial para redes wireless de longa distância, aprovado em Janeiro de 2003. Naturalmente, antes do 802.16 já existiam vários projetos de redes sem fio de longa distância, a maioria utilizando transmissores 802.11b e antenas de alta potência. Mesmo assim, as distâncias não superam a marca de alguns poucos kilómetros, fazendo com que fossem necessários vários repetidores pelo caminho para atingir distâncias mais longas. A partir de um certo limite a única opção eram as caras transmissões via satélite.
O IEEE 802.16 visa resolver este problema. Ao contrário do 802.11b o padrão utiliza um espectro variável, utilizando as faixas de frequência entre 10 e 60 GHz, com um padrão alternativo que utiliza frequências entre 2 e 11 GHz. Isto permite atingir altas taxas de transferência a distâncias de vários kilómetros. Existe ainda um recurso que permite aos dispositivos reconhecerem o tipo de dados transmitidos (voz ou dados por exemplo) e com base nisso priorizarem o tempo de latência ou a taxa de transferência de dados.
O principal uso previsto para o padrão é o fornecimento de acesso de banda larga, sobretudo em áreas rurais e cidades onde o acesso via cabo ou ADSL não está disponível. Os primeiros produtos devem aparecer no mercado em meados de 2004.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

