Dicionário técnico - H

Índice do dicionário técnico

Hacker

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Alguém que estuda sistemas ou qualquer tipo de conhecimento humano pelo simples desafio de dominá-los. No sentido original da palavra, o Hacker é alguém que usa seus conhecimentos para ajudar outros, direta ou indiretamente. Hackers foram os principais responsáveis pelo desenvolvimento da Internet, criaram o Linux, o MP3 e a filosofia do software livre. Atualmente o termo vem sendo muito usado em relação aos Crackers, que invadem sistemas e promovem outras modalidades de baderna virtual, criancices como desfigurar páginas ou ficar invadindo PCs de usuários leigos.

Hackers usam sua inteligência de maneira positiva, constróem coisas, crackers só destroem. Infelizmente, a confusão é tanta que existem casos de livros e mesmo filmes legendados, onde o termo "Cracker" é substituído por "Hacker" pelo tradutor, sem a menor cerimônia.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

HAL

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Hardware Abstraction Layer. Este é um mecanismo presente em todos os Windows baseados no Kernel do NT (incluindo o 2000 e o XP), que melhora a estabilidade do sistema, adicionando uma camada extra entre o Hardware e os drivers de dispositivos. Ao receber uma chamada, o HAL a verifica e permite que chegue ao hardware apenas caso seja considerada segura. Neste processo também é possível corrigir alguns erros causados por drivers mal escritos. No Windows 95/98/ME não existe este sistema, o que é um dos grande motivos para a diferença de estabilidade entre as duas famílias.

O Hal é uma espécie de driver, presente na forma do arquivo Hal.dll e variantes. No Windows XP e 2003 Server você pode escolher entre diferentes versões, de acordo com os recursos da máquina dentro do Gerenciador de dispositivos, no Painel de Controle. Estão disponíveis versões com suporte a dois processadores, suporte a ACPI e também versões com suporte ao Hardware de alguns modelos específicos de PCs, como o Compaq Systempro.

1 comentárioPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

Half-Duplex

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Este termo é usado em relação a placas de rede e outros dispositivos de comunicação. Operando neste modo, o dispositivo pode transmitir e receber dados, mas uma coisa de cada vez. É o oposto do modo full-duplex, onde existem dois canais de comunicação separados e o dispositivo pode enviar e receber simultâneamente.

A principal diferença entre os dois modos é o desempenho. Numa rede de 100 megabits operando em modo half-duplex, existe um canal único de 100 megabits, usado tanto para transmitir quanto para receber transmissões. Em situações onde o mesmo micro precisa transmitir e receber uma grande quantidade de dados simultâneamente (como o caso de um servidor de arquivos, que serve arquivos para os clientes da rede e ao mesmo tempo precisa baixar arquivos disponíveis num segundo servidor) o canal é dividido e é possível (numa situação ideal) no máximo enviar 50 megabits e receber 50 megabits.

Numa rede full-duplex existem dois canais de 100 megabits separados e o servidor poderia enviar 100 megabits e receber mais 100 megabits, ao mesmo tempo. Os dois canais não podem ser somados para apenas enviar ou apenas receber. Ou seja, quando é necessário apenas enviar dados, a transmissão continua sendo feita a apenas 100 megabits. O modo full-duplex representa ganho de desempenho apenas quando é necessário fazer as duas coisas simultâneamente.

Em redes Ethernet por exemplo, o modo de operação é detectado automaticamente pelo driver da placa de rede, de acordo com o cabeamento e o hub (ou switch) utilizado. Para que o modo full-duplex funcione é necessário que seja utilizado um switch ou hub-switch e cabos de par trançado.

Veja também: Full-duplex

2 comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

Hammer

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Hammer em inglês significa martelo. Este é um nome bastante sugestivo para a nova geração de processadores de 64 bits da AMD. A idéia é que se os processadores atuais, todos processadores de 32 bits são compatíveis com o DOS e outros sistemas projetados para rodar em processadores de 16 bits, por que não criar um processador de 64 bits que continue sendo compatível com os programas de 32 bits que temos hoje, sem que haja perda de desempenho?

Para conseguir isso, o Hammer tem dois modos de operação. No "Legacy Mode" ele é compatível com todos os programas que temos atualmente, onde, segundo a AMD, o Hammer é mais rápido que qualquer processador de 32 bits da mesma frequência de operação. Já no "Long Mode" o processador assume sua verdadeira identidade como um processador de 64 bits, rodando os novos aplicativos de 64 bits que utilizam todos os seus recursos.

A versão inicial do Hammer deverá ser lançada no final de 2002 e será produzida numa técnica de 0.13 mícron. A partir de 2003 será lançada uma segunda geração, já baseada numa técnica de 0.09 mícron.

O Hammer e o Itanium da Intel utilizam conjuntos de instruções diferentes (O Hammer utiliza o x86-64 enquanto o Itanium utiliza o IA-64) por isso os programas de 64 bits compilados para um não rodam no outro e vice-versa. Isto vai complicar bastante a vida dos usuários e provavelmente retardar adoção dos processadores de 64 bits.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

HAN

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Home area network. Este é um termo relativamente recente, que diz respeito a uma rede doméstica, que conecta vários computadores e outros dispositivos digitais. A rede neste caso abrange o espaço de uma única casa ou apartamento, em oposição às LANs (que abrangem um escritório ou edifício) e as WANs (redes de longa distância).

O termo HAN se aplicaria a uma pequena rede usada basicamente para compartilhar a conexão com a Internet, com por exemplo um modem ADSL configurado como roteador (compartilhando a conexão), um hub e alguns micros ligados a ele. Conforme a rede cresça, poderíamos adicionar mais um micro, configurado como firewall, proxy e servidor de arquivos, compartilhar a impressora, instalar um segundo hub (quando todas as portas do primeiro fossem ocupadas), adicionar um ponto de acesso, para que a rede pudesse ser acessada também por notebooks e PDAs com placas wireless e assim por diante. Neste caso já não temos uma rede tão "doméstica" assim e o termo "LAN" passa a ser mais apropriado.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

Handheld

Criado 5/jul/2005 às 10h28 por Carlos E. Morimoto

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A partir dos anos 90, tivemos a popularização de computadores portáteis como os handhelds e palmtops. Para quem precisa apenas de recursos mais básicos, como processamento de textos, planilhas, agenda eletrônica ou apenas armazenar informações, eles são uma boa opção, pois são muito mais leves e baratos que um notebook e em geral também mais resistentes, pois a tela é menor e o HD é substituído por um cartão de memória flash ou microdrive.

Os handhelds são uma espécie de notebook em miniatura, com o mesmo desenho básico, com o teclado de um lado e a tela do outro. Exemplos de handhelds são o Cassiopéia, HP 620, Psion Series 5 e Sharp HC-4600. Com exceção do Psion, estes aparelhos utilizam o Windows CE, que é uma versão simplificada do Windows 98, que apesar de não rodar os mesmos programas que temos nos micros de mesa, possui versões compactas do Word, Excel e Power Point, além de permitir a instalação de programas ou jogos desenvolvidos para ele. Hoje em dia, estes modelos com teclado são muito raros.

Os palmtops são os modelos mais compactos, que possuem apenas a tela de LCD e utilizam algum sistema de reconhecimento de ecrita para entrada de dados, como os Palms da Palm Inc.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 5/jul/2005 às 10h28

Hannacroix

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Este é o nome código de uma nova plataforma de placas mãe, também chamadas de legacy free, que está sendo desenvolvida pela Intel em parceria com outros fabricantes. O padrão substitui todos os dispositivos de legados que são utilizados nos PCs atuais por tecnologias mais recentes e eficientes (embora mais caras também). As interfaces seriais e paralelas foram substituídos por portas USB 2.0 e transmissores bluetooth, as interfaces IDE foram substituídas por interfaces Serial ATA, foram incluídas interfaces Fireware (já bastante utilizadas por câmeras de vídeo digitais) além de interfaces de rede wireless 802.11b. Até mesmo o velho drive de disquete perdeu a vaga para os cartões de memória flash.

As primeiras placas devem ser lançadas apenas na segunda metade de 2002, mas a Intel demonstrou um protótipo funcional durante a Comdex americana de 2001.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

Hard Disk (HD)

Criado 30/jul/2007 às 17h46 por Carlos E. Morimoto

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Veja: Disco Rígido

1 comentárioPor Carlos E. Morimoto. Revisado 30/jul/2007 às 17h46

Hard Error

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Usado em relação a discos rígidos. Os HDs atuais implementam várias camadas de proteção para garantir a integridade dos dados. Em primeiro lugar, cada setor possui algumas dezenas de bytes adicionais com códigos ECC, usados para corrigir erros de leitura quando necessário. Assim cada setor do HD pode ter um total de 576 bytes por exemplo, onde temos 512 bytes de dados e mais 64 bytes adicionais com códigos ECC.

Sempre que é detectado um erro de leitura nos dados, a controladora usa estes bytes adicionais para tentar corrigir o erro. Caso muitos bytes estejam danificados e não seja possível fazer a correção, a controladora tenta ler o setor novamente, repetindo a operação até que consiga fazer a leitura corretamente.

Um Hard Error ocorre sempre que não é possível ler dados armazenados num setor qualquer do HD, mesmo depois de várias tentativas. O setor é marcado com defeituoso (bad cluster) por programas como o scandisk para que não seja mais usado. Mas de qualquer forma não é possível recuperar os dados anteriormente gravados. Este tipo de erro é causado por danos na superfície magnética do HD, não tem conserto.

1 comentárioPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

Hardened

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Encouraçado, protegido. Este é um termo usado em relação a sistemas operacionais com uma segurança reforçada, usados em aplicações onde a segurança é importante ou crítica. A idéia principal é adotar uma política proativa de segurança, eliminando todos os componentes que possam a representar qualquer risco de segurança, mesmo que atualmente eles sejam considerados seguros. É justamente o oposto da política reativa, que vemos atualmente nos maiores desenvolvedores de softwares, que simplesmente reagem às brechas de segurança descobertas em seus sistemas, tentando lançar patches o mais rápido possível.

Os sistemas baseados em políticas de segurança mais rígidas acabam apresentando um número muito menor de brechas de segurança a longo prazo. Dois exemplos populares de sistemas hardened são o Mandrake Security e o EnGarde Linux, dois sistemas Linux especializados, que podem ser utilizados em firewalls, gateways domésticos, ou outros sistemas que protejam uma rede interna conectada à Internet.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

Hardmodem

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Atualmente podem ser encontrados no mercado dois tipos bem diferentes de modems: hardmodems e softmodems, estes últimos também chamados de Winmodems, modems HCF, HSP ou HSF, controlados pelo hospedeiro etc..

Resumindo, os hardmodems são os modems completos que executam todas as funções de envio e recebimento de dados, correção de erro, controle de fluxo etc., são modems completos. Os softmodems por sua vez, funcionam apenas como uma interface de ligação com a linha telefônica, todas as tarefas são executadas pelo processador principal, o que claro degrada bastante o desempenho global do micro.

Como são compostos por muito menos componentes, os softmodems são muito mais baratos que os hardmodems. Tomando por base os preços de mercado da metade do ano 2000, encontramos softmodems de 56k por até 22 dólares, enquanto um hardmodem também de 56k, no caso um Sportster da US Robotics não sai por menos de 80 dólares em versão OEM.

Um hardmodem possui todos os componentes necessários ao seu funcionamento. Por isso pode funcionar (salvo limitações relacionadas com o plug-and-play) em qualquer micro PC, e em qualquer sistema operacional. Caso o modem utilize um slot ISA de 8 bits e possa ser configurado através de jumpers, você poderá utilizá-lo (no caso de um modem ISA) até num XT se quiser.

Um softmodem por sua vez depende inteiramente do trabalho do processador. Para que o modem funcione é necessário instalar o programa que o acompanha, que coordenará suas funções. Como o programa precisa ser reescrito para que possa ser usado em vários sistemas operacionais, em geral o modem só funcionará dentro do Windows 95/98/2000. Nunca no Linux ou MS-DOS por exemplo. Enquanto escrevo este livro, existia um único softmodem com driver para Linux, com chip Lucent. mesmo assim a instalação dele Linux não era das mais simples.

Estes são os principais componentes encontrados num hardmodem:

  • UART: O circuito que coordena o envio e recebimento de dados através da porta serial.
  • Buffer: Armazena os dados recebidos, permitindo transmiti-los apenas quando o processador estiver ocioso (evitando qualquer degradação de performance)
  • DSP: Um processador relativamente poderoso, de 92 MHz que coordena o funcionamento do modem e executa as funções de correção de erros.
  • CODEC: Transforma os sinais digitais nos sinais analógicos a serem transmitidos através da linha te-lefônica e faz a decodificação dos sinais recebidos.
  • Memória Flash: Armazena o firmware do modem
  • Relay: Conecta fisicamente o modem à linha telefônica. É ele quem "pega" e "solta" a linha.
  • Transformador: Isola o computador da linha tele fônica, impedindo que qualquer surto de voltagem oriundo da linha possa danificar o modem.
  • MOV: Atua como um fusível, servindo como uma proteção adicional contra surtos de voltagem.
  • Speaker: Emite os sons que o modem faz ao conectar
  • Capacitores: Evitam que falhas momentâneas no fornecimento de eletricidade atrapalhem o funcionamento do modem.

Veja também: Host-Based, Softmodem, Winmodem, Linmodem

3 comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 21/jan/2011 às 16h54

Hardware Decoder

Criado 7/jul/2005 às 13h48 por Carlos E. Morimoto

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O Hardware Decoder faz parte de processadores Post-RISC, que são processadores que possuem um conjunto de instruções gigantesco, maior do que o conjunto de instruções de um processador CISC típico. A diferença é que toda essa gigantesca gama de instruções diferentes, podem ser decodificadas em instruções RISC simples, estas sim que serão processadas. A "conversão" das instruções é feita por um componente especial do processador, o Hardware Decoder.

Todas as instruções x86 que podem ser convertidas diretamente em instruções simples, são processadas pelo hardware decoder e executadas imediatamente. As instruções x86 mais complexas (que são raramente usadas nos programas atuais) são enviadas para um componente mais lento o "software-decoder", onde são divididas em uma série de instruções simples, que são em seguida processadas.

O Hardware Decoder é extremamente rápido, por isso não compromete o desempenho do processador. De fato, a perda de desempenho por usar este grande conjunto de instruções que precisam ser quebradas em instruções menores é de menos de 1%. É por isso que os processadores atuais abandonaram a idéia RISC original: a perda de desempenho é ínfima perto do ganho de flexibilidade.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 7/jul/2005 às 13h48

HD

Criado 3/set/2007 às 18h17 por Carlos E. Morimoto

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Veja: Disco Rígido

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 3/set/2007 às 18h17

HD de 2.5

Criado 3/set/2007 às 18h18 por Carlos E. Morimoto

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Veja: HD de 3.5"

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 3/set/2007 às 18h18

HD de 3.5

Criado 3/set/2007 às 18h18 por Carlos E. Morimoto

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Quando falamos em HDs de 2.5", ou Hds de 3.5", estamos nos referindo ao diâmetro dos discos magnéticos.

Os primeiros HDs eram gigantescos, e utilizavam discos de até 24 polegadas de diâmetro. Com o passar das décadas, os discos foram encolhendo, até chegar ao que temos hoje.

Como tudo na vida, existem receitas ideais para o tamanho dos discos magnéticos, de acordo com a área onde eles serão utilizados.

O problema em produzir discos muito compactos é que a superfície de gravação fica exponencialmente menor, permitindo gravar um volume menor de dados. Apesar disso, os demais componentes continuam custando quase o mesmo (ou até mais, dependendo da escala de miniaturização necessária). Isso faz com que o custo por megabyte cresça, conforme o tamanho físico do HD diminui. Um exemplo prático disso é a diferença no custo por megabyte entre os HDs de 2.5" para notebooks e os modelos de 3.5" para desktops.

A partir de um certo nível de miniaturização, o custo por megabyte se torna mais alto que o dos cartões de memória Flash, e os HDs deixam de ser viáveis. O melhor exemplo é o HD de 0.85" apresentado pela Toshiba em 2005, que tinha como objetivo atender o mercado de palmtops e smartphones. Ele era tão pequeno que podia ser produzido no formato de um cartão SD e possuía um consumo elétrico baixíssimo. O problema é que ele seria lançado em versões de apenas 2 e 4 GB, com preços a partir de US$ 150. Com a rápida queda no custo da memória Flash, logo surgiram cartões de 2 e 4 GB que custavam menos, de forma que o mini-HD acabou não encontrando seu lugar no mercado e foi descontinuado silenciosamente.

O interessante é que o oposto também é verdadeiro. HDs com discos muito grandes também acabam sendo inviáveis, pois são mais lentos e mais passíveis de problemas que HDs baseados em discos menores. Isso se deve a vários fatores.

O primeiro é a questão da rotação, já que discos maiores são mais pesados e demandam um maior esforço do motor de rotação, consumindo mais energia e gerando mais calor e mais barulho. Discos maiores também acabam sendo menos rígidos, o que impede que sejam girados a velocidades muito altas e tornam todo o equipamento mais sensível a impactos. Dobrar o diâmetro dos discos faz com que a rigidez proporcional seja reduzida em até 75%.

O segundo é a dificuldade de produção. Com o avanço da tecnologia, a mídia de gravação precisa ser cada vez mais fina e uniforme. Quanto maiores os discos, mais difícil é recobrir toda a superfície sem o surgimento de um grande número de pontos defeituosos.

Como se não bastasse, temos o terceiro motivo, que é o maior tempo de acesso, já que com uma superfície maior as cabeças de leitura demoram muito mais tempo para localizar os dados (justamente devido à maior distância a ser percorrida). Se combinarmos isso com a velocidade mais baixa de rotação, acabamos tendo uma redução muito grande no desempenho.

Isso explica porque os HDs com discos de 5.25" usados nos primeiros PCs foram rapidamente substituídos pelos de 3.5". O pico evolutivo dos HDs de 5.25" foram os Quantum Bigfoot, produzidos até 1999, em capacidades de até 18 GB. Embora eles armazenassem um maior volume de dados por platter, a velocidade de rotação era bem mais baixa (apenas 3600 RPM), os tempos de acesso eram maiores e, ainda por cima, a durabilidade era menor.

Os HDs de 3.5" e de 2.5" atuais parecem ser o melhor balanço entre os dois extremos. Os HDs de 3.5" oferecem um melhor desempenho, mais capacidade de armazenamento e um custo por megabyte mais baixo (combinação ideal para um desktop), enquanto os HDs de 2.5" são mais compactos, mais silenciosos, consomem menos energia e são mais resistentes a impactos, características fundamentais no caso dos notebooks.

Temos ainda os HDs de 1.8" (mais finos e do tamanho de um cartão PCMCIA), que são usados em notebooks ultra-portáteis, além de mp3players e alguns dispositivos de armazenamento portátil.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 3/set/2007 às 18h18

HDA

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Head Disk Assembly, todos os componentes mecânicos do HD, incluindo as cabeças e braço de leitura, actuator, discos magnéticos e outros mecanismos, que ficam protegidos dentro de uma caixa lacrada.

Ao contrário do que muitos acreditam, o HD não é fechado a vácuo. Eles internamente contêm ar, com pressão semelhante à ambiente. Não seria possível um disco rígido funcionar caso internamente houvesse apenas vácuo, pois as cabeças de leitura precisam do colchão de ar criado pela rotação dos discos para ler os dados sem tocar na superfície magnética dos discos. Os HDs são hermeticamente fechados, a fim de impedir qualquer contaminação proveniente do meio externo.

No Linux, "hda" é o dispositivo que representa um HD ou CD-ROM instalado como master na primeira porta IDE da placa mãe. O "/dev/hda1" por exemplo é o dispositivo que representa a primeira partição do HD. Em máquinas com mais de um HD ou um HD e um CD-ROM, podemos ter também o /dev/hdb (o slave da primeira IDE), /dev/hdc (master da segunda IDE) e o /dev/hdd (slave da segunda IDE).

1 comentárioPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

HDD

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Este termo possui dois significados. O primeiro é "Hard Disk Drive", ou "disco rígido". Veja o significado dentro do termo: Disco Rígido.

No Linux, "hdd" é também o dispositivo que representa um HD ou CD-ROM instalado como slave na segunda porta IDE da placa mãe. Temos duas portas IDE na placa mãe e cada uma suporta dois dispositivos. Para diferenciar os dois, todo HD ou CD-ROM possui um jumper, que permite configurá-lo como master (mestre) ou slave (escravo). O mais comum (e correto) em micros com um HD e um CD-ROM (ou DVD) é instalar o HD na primeira porta IDE e o CD-ROM na segunda porta, ambos jumpeados como master. Isso faz com que eles sejam reconhecidos no Linux como respectivamente "/dev/hda" e "/dev/hdc".

Ao adicionar um segundo drive (um gravador de DVD por exemplo), poderíamos jumpeá-lo como slave e instalá-lo na segunda porta IDE. Ele seria então visto pelo sistema como "/dev/hdd".

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

HDL

Criado 1/ago/2007 às 10h04 por Carlos E. Morimoto

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No começo (início da década de 70), os filmes usados para produzir as máscaras de litografia eram, literalmente, feitos a mão, usando rubylith, um filme plástico de duas camadas, que é ainda usado por artistas gráficos. O engenheiro cortava a camada superior usando um estilete, criando um desenho das trilhas e outros componentes que seriam posteriormente "impressos" no wafer de silício formando o chip. Eram usadas várias máscaras diferentes, que deveriam combinar-se com precisão absoluta.

Atualmente, o processo de produção das máscaras é completamente automatizado. O próprio desenvolvimento dos processadores mudou. Ao invés de projetar os circuitos manualmente, os engenheiros utilizam um HDL (hardware description language), como o VHDL ou o Verilog (os mais usadas atualmente), que são uma espécie de linguagem de programação para o desenvolvimento de processadores, onde o engenheiro "programa" as instruções que devem ser executadas e outras características do processador, e o HDL gera o projeto do chip.

Naturalmente, ainda é possível desenvolver processadores (ou otimizar componentes internos específicos) usando o processo manual (assim como é possível programar em assembly), mas o processo se torna muito mais lento e trabalhoso. É comum que os processadores passem por diversas revisões durante sua via útil, onde a equipe de desenvolvimento começa com um design produzido através de um HDL e depois trata de otimizá-lo sucessivamente, obtendo assim ganhos de performance e outras melhorias.

No final do processo, temos um grande arquivo, que é enviado para a fábrica, onde são produzidas as retículas e feitas as demais fases do processo. Uma vez terminado o projeto, os engenheiros precisam esperar várias semanas até que os primeiros chips funcionais sejam produzidos. Qualquer erro que chegue até a fase de produção geraria um prejuízo de vários milhões, por isso o projeto passa por inúmeras revisões.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 1/ago/2007 às 10h04

HDSL

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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High-bit Rate Digital Subscriber Line. Uma nova tecnologia de transmissão de dados via DSL, capaz de manter uma velocidade 1.5 megabits através de uma distância de até 4 KM, utilizando cabos telefônicos comuns. O HDSL é uma alternativa ao ADSL, que já é largamente utilizado para fornecer acesso rápido à Internet. O ADSL permite velocidades de transmissão de até 8 megabits, mas a taxa decai com a distância. Acima de 1 KM é possível transmitir a apenas 2 megabits e acima de 3 KM a taxa continua a decair, até o sinal ficar fraco demais para estabelecer a conexão, o quer ocorre por volta dos 5 KM. Apesar das altas taxas permitidas pela tecnologia, geralmente as operadoras limitam o acesso a apenas 256k.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

HDTV

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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High-definition TV, um padrão de TVs de alta resolução, com 1080 linhas de resolução horizontal e um formato de tela de 16:9, o mesmo formato retangular das telas de cinema. Apesar de ainda serem extremamente caros, os aparelhos têm tudo para substituir os aparelhos atuais nos próximos anos. Muitas emissoras de TV já estão se preparando para transmitir no novo formato.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

Head Crash

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Impacto que pode danificar a cabeça de leitura, ou os discos magnéticos de um HD. Ocorre quando a cabeça de leitura acidentalmente entra em contato com os discos magnéticos, ou quando uma partícula de poeira choca-se com ambos. Para evitar este problema, os HDs são lacrados para evitar qualquer contaminação externa.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

Head Switch Time

Criado 20/set/2007 às 16h10 por Carlos E. Morimoto

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Um disco rígido é composto internamente por (na grande maioria dos casos) de 1 a 4 discos, sendo que cada disco possui duas faces e temos uma cabeça de leitura para cada face. Mesmo possuindo várias cabeças de leitura, apenas uma delas pode ser usada de cada vez, de forma que a controladora precisa constantemente chavear entre elas durante a leitura ou gravação dos dados.

Você poderia perguntar por que os dados não são organizados de forma que a controladora pudesse ler e gravar usando todas as cabeças simultaneamente, com cada uma armazenando parte dos arquivos, como em uma espécie de "RAID interno". O problema aqui é que é tecnicamente impossível manter as trilhas dos diferentes discos perfeitamente alinhadas entre si.

Quando a controladora chaveia de uma cabeça de leitura para a outra, é necessário executar o procedimento normal de posicionamento, onde ela verifica as marcações servo dos discos e o braço de leitura move-se para a posição apropriada.

Devido a isso, o chaveamento acaba demorando um pouco mais do que poderíamos pensar inicialmente. Ele é apenas um pouco menor que o tempo de busca Track-to-Track e quase sempre proporcional a ele.

Embora o Head Switch Time não seja um fator tão significativo quanto o tempo de acesso, ele acaba sendo um fator importante para a taxa de leitura seqüencial do HD, já que a controladora lê um cilindro por vez, chaveando entre todas as cabeças antes de ir para o próximo.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 20/set/2007 às 16h10

Headhunters

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Caçadores de talentos. São contratados por empresas para encontrar o candidato ideal a algum cargo executivo importante. Na grande maioria dos casos estes profissionais são encontrados trabalhando em outras empresas. A função do Headhunter é encontra-los e "seduzí-los" para mudarem de emprego.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

Heat-sink

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Dissipador, a chapa de metal que colocamos sobre o processador para resfriá-lo. Em geral colocamos sobre ele um Fan, o ventilador. O Heat-sink junto com o Fan forma o conjunto que chamamos de cooler.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

Hexadecimal

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Um sistema numérico com 16 dígitos, onde os dígitos de 1 a 10 são representados por números de 0 a 9, e os dígitos de 11 a 16 são representados por letras, que vão de A a F. Cada número em Hexa representa um grupo de 4 bits (que também permitem 16 combinações). Este sistema é muito usado para representar endereços e dados em sistema binário. Ao invés de seqüências como 1000 ou 1010, podem ser usados os equivalentes em hexa: 8 e A. Dois números em Hexa podem ser usados para representar um Byte, formato por 8 bits. O Byte 10001010 por exemplo, vira 8A.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03