Índice do dicionário técnico

GNU/Linux

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

1

O nome "Linux" surgiu por sugestão de um dos participantes da lista de discussão sobre o Minix onde Linus Torvalds fez o anúncio do sistema operacional que estava começando a desenvolver. Na época ele estava indeciso sobre que nome dar ao projeto.

Aliás, um dos maiores perigos para o Linux que já existiu ocorreu nesta época, quando ele considerou usar o nome "Freax" (de Freak, ou "anormal", no sentido pejorativo da palavra). Alguma boa alma sugeriu então "Linux", uma variação do nome do criador. Linus a princípio rejeitou a idéia, mas logo a maioria dos participantes da lista estavam chamando o sistema de Linux e ele não teve escolha.

A questão é que o Linux foi desenvolvido usando o editor EMacs e o compilador GCC, além de incorporar outras ferramentas desenvolvidas pela Free Software Fundation. Estes componentes fazem parte do sistema GNU, o sistema Unix livre que estava sendo desenvolvido desde a década de 80, mas ainda não tinha Kernel.

"Se não nos derem crédito vamos ser esquecidos" pensou Richard Stallman que reivindicou que o termo "GNU" fosse incluído no nome do sistema, dando crédito ao trabalho da Free Software Fundation. Mais que isto, o "GNU" deveria vir antes do "Linux", já que somados, os aplicativos da FSF possuem muito mais linhas de código que o Kernel do Linux.

Existe uma certa polêmica em torno do "GNU/Linux" até hoje. Em primeiro lugar ninguém gosta de ter seu trabalho diminuído, o que pode render muitos argumentos a favor dos dois lados. Se não fosse o trabalho da FSF o Linux não existiria e se não fosse o Kernel desenvolvido por Linus o código da FSF não teria atingido a proeminência que alcançou. O Kernel para o sistema GNU, o GNU/Hurd está em desenvolvimento até os dias de hoje, ainda longe de alcançar os recursos incorporados no Linux.

Outro ponto é que a licença GPL não prevê a obrigação de usar o termo "GNU" em softwares livres desenvolvidos com base ou utilizando as ferramentas da FSF, apenas que o código resultando continue livre.

Um terceiro ponto e mais prático, é que GNU/Linux é um nome extenso de se pronunciar; imagine você falando sobre ele a seu chefe e ouvindo um "gê o quê???" como resposta. Simplesmente "Linux" soa muito mais simpático e menos intimidatório para novos usuários e um sistema acaba sendo chamado da forma com que as pessoas querem chamá-lo.

1 comentárioPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

Comentários

peitinhooo
por ronaldooo (anônimo) em 27 de outubro de 2010 às 16h47
adorei esse conteudooo coloquem mais coisas diferentes