Dicionário técnico - G

Índice do dicionário técnico

G.SHDSL

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Este é um padrão internacional, também conhecido como G.991.2 desenvolvido pela ITU. Ao contrário do ADSL, popular atualmente, onde as taxas de upload são muito mais baixas que as de download (daí o assimetric), o G.SHDSL permite uma comunicação bidirecional com velocidades de 192 kbits a 2.31 megabits usando um par de fios de cobre (em outras palavras, um cabo telefônico comum), mesmo a grandes distâncias.

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G4

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Desenvolvido pela Motorola, o G4 é o sucessor dos G3, destinado aos Macintoshs. Apesar de utilizarem conjuntos de instruções diferentes, o que assegura as incompatibilidades a nível de software, tanto os G4, quanto os processadores utilizados em micros PC são semelhantes em termos de arquitetura. Ao contrário do que se costuma pensar, o G4 não é um processador RISC, mas pode ser definido como um processador Post-RISC.

O G4 possui um enorme conjunto de instruções, mas todas instruções que podem ser convertidas pelo Hardware decoder e em seguida processadas. O Hardware Decoder é extremamente rápido, não comprometendo o desempenho do processador. De fato, a perda de desempenho por usar este grande conjunto de instruções que precisam ser quebradas em instruções menores é de menos de 1%.

É por isso que os processadores atuais abandonaram a idéia RISC original: a perda de desempenho é ínfima perto do ganho de flexibilidade. Entretanto, o G4 paga um preço relativamente alto por este conjunto de instruções uniforme, que é o fato de não ser compatível com os processadores usados anteriormente nos Macs, com excessão naturalmente do G3, que usa o mesmo conjunto de instruções que ele. Mais um detalhe é que G4 traz um conjunto de instruções especiais unificado, o Altivec, que inclui tanto instruções 3D (como no 3D-Now!), quanto instruções multimídia (como no MMX).

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Gaim

Por Carlos E. Morimoto em 5 de julho de 2005 às 10h45

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O Gaim é equivalente ao Kopete, vindo da equipe do Gnome. Ele é um dos mensageiros mais antigos que existem e suas primeiras versões tinham poucos recursos e eram baseadas no GTK 1.x, o que também não ajudava no visual.

A partir da versão 0.6, o Gaim mudou para o GTK 2, ganhou muitos novos recursos e passou a seguir o Human Interface Guidelines, um padrão internacional de usabilidade. A interface do novo Gaim é simples e intuitiva.

Ele é um mensageiro multiprotocolo que oferece suporte a ICQ, AIM, MSN, Yahoo, IRC, Jabber, além de protocolos menos comuns como TOC, Zephyr, Gadu-Gadu e o protocolo de conversação do Napster.

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Galatin

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Este é o nome código do Intel Xeon MP, que será produzido numa arquitetura de 0.13 mícron. O Xeon Galatin é basicamente um Pentium 4 Northwood, com os mesmos 512 KB de cache L2, turbinado com um cache L3 de até 1 MB embutido no próprio die do processador e operando na mesma frequência que ele e com suporte a SMP com até 4 processadores (o Pentium 4 está limitado a 2). Naturalmente o Xeon é muito mais caro e por isso limitado a nichos onde estes diferenciais compensam o alto custo.

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Gate leakage

Por Carlos E. Morimoto em 8 de agosto de 2007 às 18h38

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Gate leakage é a perda de energia que ocorre a cada chaveamento de um transístor. A melhor explicação prática para o gate leakage é a história do Pentium 4, que foi sua vítima mais famosa.

O Pentium 4 original (core Willamette) possuía apenas 256 KB de cache L2, por isso era consideravelmente mais lento que um Athlon, ou mesmo um Pentium III do mesmo clock.

O core Northwood, lançado em seguida, trouxe 512 KB de cache e o Prescott (lançado em 2004) trouxe 1 MB completo.Com o Pentium 4 Northwood, a Intel voltou a ser competitiva, chegando rapidamente aos 3.4 GHz. Foi introduzido também o Hyper Treading, que visa melhorar a eficiência do processador, dividindo-o em dois processadores lógicos. O plano da Intel, de compensar a baixa eficiência do Pentium 4 com freqüências de clock maiores, parecia estar dando certo. Na época, o roadmap da Intel mostrava processadores Pentium 4 com core Prescott atingindo 5.2 GHz no final de 2004 e planos para o core "Tejas", que alcançaria impressionantes 10 GHz no final de 2005.

Porém, nada disso aconteceu. Os 3.4 GHz se tornaram uma barreira difícil de transpor. A partir daí, a Intel conseguiu apenas pequenos incrementos de clock, atingindo a muito custo os 3.8 GHz com o Prescott, que além de ser produzido numa técnica de 0.09 micron, teve o pipeline esticado para um total de 31 estágios. Acima de 3.8 GHz, o gate leakage, ou seja, a eletricidade perdida pelos transístores do processador a cada ciclo, tornava o consumo e dissipação térmica altos demais.

Embora seja possível superar a barreira dos 4.0 GHz com o Prescott, via overclock, o resultado é um processador beberrão demais. É como se cada transístor do processador fosse um minúsculo cano, por onde passa água. Quanto menores os transístores, mais finos são os canos e quanto maior o clock, mais forte é a pressão da água.

Os transístores são compostos por filamentos muito finos, o que causa uma pequena perda de energia, chamada de "gate leakage" a cada chaveamento. É como se os canos do exemplo possuíssem pequenos furos por onde vaza uma pequena quantidade de água. Conforme o clock aumenta, a pressão se torna mais forte e cada vez mais água vaza pelos canos, gerando um desperdício cada vez maior. No caso do processador, toda a energia desperdiçada se transforma em calor, o que traz a necessidade de um cooler mais eficiente, gerando um ciclo vicioso.

No caso do Pentium 4, a barreira se materializa aproximadamente a partir dos 4 GHz. A partir daí é necessário um aumento cada vez maior no consumo e dissipação térmica, em troca de um aumento cada vez menor na freqüência de operação. O mesmo fenômeno pode ser notado em outros processadores atuais, embora a frequência de operação varie de acordo com a arquitetura.

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Gateway

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Pode ser traduzido como "portão de entrada". O gateway pode ser um PC com duas (ou mais) placas de rede, ou um dispositivo dedicado, utilizado para unir duas redes. Existem vários usos possíveis, desde interligar duas redes que utilizam protocolos diferentes, até compartilhar a conexão com a Internet entre várias estações. O endereço do gateway deve ser informado nas propriedades de rede, mas numa rede onde as estações estão configuradas para obter seus endereços automaticamente é possível configurar o servidor DHCP para enviar o endereço do gateway automaticamente. A estação enviará ao gateway qualquer requisição de endereço que não faça parte da rede local. Se, por exemplo você tiver uma rede com 3 micros, configurados com os endereços 192.168.0.1, 192.168.0.2 e 192.168.0.3, qualquer endereço fora do escopo 192.168.0.x será enviado ao gateway, que se encarregará de acessá-lo na outra rede, ou na Internet e entregar o resultado à estação. Quando você se conecta à internet através de um provedor de acesso qualquer, você recebe apenas um endereço IP válido. A princípio, isso permitiria que apenas um micro acessasse a web, mas é possível compartilhar a conexão entre vários micros via NAT, opção disponível tanto no Windows quanto no Linux. Quando você compartilha a conexão entre vários micros, apenas o servidor que está compartilhando a conexão possui um endereço IP válido, só ele "existe" na internet. Todos os demais acessam através dele. O default gateway ou gateway padrão é justamente o micro da rede que tem a conexão, é ele que os outros consultarão quando precisarem acessar qualquer coisa na internet. Por exemplo, se você montar uma rede doméstica com 4 PCs, usando os endereços IP 192.168.0.1, 192.168.0.2, 192.168.0.3 e 192.168.0.4, e o PC 192.168.0.1 estiver compartilhando o acesso à internet, as outras três estações deverão ser configuradas para utilizar o endereço 192.168.0.1 como gateway padrão.

26 comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

Gaveta de HD

Por Carlos E. Morimoto em 30 de agosto de 2007 às 15h09

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Antigamente, a opção mais simples para quem queria um HD removível era comprar uma gaveta interna, que era instalada numa baia de CD-ROM e permitia remover o HD depois de desligar o micro. Embora fossem baratas, estas gavetas não eram muito práticas, já que você só podia remover o HD com o micro desligado.

Em seguida vieram as gavetas USB, onde o HD externo é visto pelo sistema da mesma forma que um pendrive. Existem tanto gavetas para HDs de 3.5", que utilizam uma fonte externa, quanto gavetas para HDs de notebook, de 2.5" ou 1.8", que obtêm a alimentação necessária da própria porta USB (dependendo do consumo do HD usado é necessário usar um cabo extra, que usa energia de uma segunda porta USB). Graças a elas, você pode transportar algumas centenas de gigabytes com você, a um custo relativamente baixo.

As gavetas internas são ligadas diretamente à porta IDE e ao conector molex da fonte. Elas funcionam apenas como uma espécie de ponte, sem incluir nenhum circuito inteligente. É justamente por isso que elas são tão baratas. No auge da sua popularidade, essas gavetas chegavam a custar menos de 6 dólares, se compradas em quantidade, no exterior.

As gavetas USB são um pouco mais complexas, pois precisam incluir um controlador ATA/USB, que faz a conversão dos sinais, transformando as requisições

Existem também gavetas para HDs SATA, que seguem o mesmo projeto básico, normalmente mudando apenas o chip controlador. Graças a essa simplicidade, estas gavetas são relativamente baratas e por isso bastante populares.

As gavetas para HDs de notebook utilizam a energia da própria porta USB, sem a necessidade de uma fonte externa. Cada porta USB pode fornecer apenas 2.5 watts de energia, de forma que as gavetas utilizam duas portas, sendo a segunda apenas para reforçar o fornecimento elétrico. Apesar disso, é comum que a gaveta funcione mesmo ligada a uma única porta. Existem dois motivos para isso: o primeiro é que os HDs de 4200 RPM modernos realmente não consomem muito mais de 2 watts (os de 5200 consomem um pouco mais) e o segundo é que muitas placas-mãe são capazes de fornecer bem mais de 2.5 watts em cada porta USB. Embora este seja o padrão, os fabricantes costumam trabalhar com uma boa margem de tolerância.

No caso das gavetas para HDs de 3.5" é utilizada uma fonte externa, já que seriam necessárias 6 ou mais portas USB para conseguir alimentar um HD para desktop (sem falar nos circuitos necessários para converter os 5V fornecidos pelas portas USB nos 12V usados pelo motor de rotação do drive). Existem muitos relatos de problemas de estabilidade ao usar gavetas de 3.5" baratas, com o HD travando ou desligando durante a operação, muitas vezes causando corrupções diversas do sistema de arquivos. Dentro da minha experiência eles são normalmente causados por dois fatores.

O primeiro são variações de tensão na rede elétrica, que causam o desligamento do circuito controlador, ou do próprio HD. Essas variações normalmente não são suficientes para fazer o micro reiniciar, por causa dos capacitores da fonte de alimentação, mas as gavetas são mais vulneráveis a eles. A solução nesse caso seria ligar a gaveta em um nobreak.

O segundo é superaquecimento, que acontece principalmente nas gavetas mais baratas, que não utilizam coolers. Muitas delas são projetadas para trabalharem com HDs de 5400 RPM e por isso superaquecem e travam ao utilizar HDs de 7200 RPM, já que eles consomem mais energia e dissipam mais calor. A solução nesses casos é melhorar a ventilação (assim como você faria num PC), deixando a gaveta aberta, ou mesmo improvisando a instalação de um cooler sobre ela. Naturalmente, esse tipo de improviso só é eventualmente necessário em produtos de baixa qualidade. Fabricantes responsáveis testam seus produtos sob várias condições de uso, ou pelo menos indicam claramente suas limitações nas especificações.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 30 de agosto de 2007 às 15h09

GDI

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Graphical Device Interface, é a linguagem de gráficos nativa do Windows. Algumas impressoras como as Winprinters da HP possuem drivers que obtém as imagens a serem impressas através de comandos GDI do Windows. Com isto a impressora funciona apenas dentro do Windows, porém fica um pouco mais barata, pois não são necessários parte dos circuitos de processamento de gráficos.

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Gecko

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Depois de ser comprada pela AOL, a Netscape abriu o código do Netscape 4.x, com o objetivo de receber o apoio da comunidade Open Source. Começou então o desenvolvimento do Mozilla, um browser open-source, coberto pela GNU, que aproveitou várias partes do código do Netscape, embora a maior parte do código tenha sido desenvolvido no zero.

Gecko é o nome da engine usada no Mozilla, o “coração' do browser, responsável por renderizar as páginas, utilizar plug-ins, etc. O Gecko é utilizado em vários navegadores, entre eles o Netscape 6 em diante e o Galeon.

Apesar do início conturbado, com os vários bugs dos primeiros betas do Mozilla e do Netscape 6.0, o projeto está evoluindo muito rapidamente. O número de páginas que não são exibidas corretamente cai a cada nova versão, o suporte a plug-ins e o desempenho estão cada vez melhores, a ponto da AOL já estudar o uso do Netscape ao invés do Internet Explorer no seu programa de navegação, usado por 30 milhões de usuários.

Apenas a título de comparação, a engine do Netscape 4.8 tinha nada menos que 11 MB, enquanto a do Gecko 0.98, muito mais atual, tem apenas 5.5 MB. É um projeto sem dúvida muito mais eficiente.

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Geek

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Originalmente este termo é usado em relação a pessoas com problemas sociais, com comportamentos estranhos, etc. Mas, com o surgimento da informática, e principalmente da Internet, o termo Geek começou a ser usado também em relação a aficionados ou hackers, que possuem profundos conhecimentos em alguma, ou várias área da informática. Muitos adotam espontaneamente esta designação.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

Gerador de Clock

Por Carlos E. Morimoto em 25 de julho de 2005 às 17h44

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Na verdade, o gerador de clock não é nada mais do que um cristal de Quartzo. Este cristal vibra alguns milhões de vezes por segundo, com uma precisão quase absoluta. As vibrações deste cristal são usadas para sincronizar os ciclos da placa mãe, que sabe que a cada vibração do cristal deve gerar um certo número de ciclos de processamento.

É mais ou menos como um farol, que abre e fecha algumas vezes por minuto. Quando o farol está fechado, o trânsito fica parado, voltando a fluir quando a farol abre. Um pulso de clock é justamente a abertura do farol, um "já!" que faz todos os periféricos trabalharem simultaneamente e de forma sincronizada. O funcionamento de todos os periféricos, da placa de vídeo ao disco rígido, é coordenado por este relógio.

O processador não possui um gerador de clock, e por isso trabalha usando o sinal recebido da placa mãe. Num Pentium MMX de 200 MHz, por exemplo, a placa mãe funciona a 66 MHz, e o multiplicador é 3x, o que significa que para cada ciclo da placa mãe, o processador gerará 3 ciclos.

Justamente por estar limitada à frequência indicada pela placa mãe, a frequência do processador não é fixa; pode ser maior ou menor do que o especificado, dependendo de como a placa mãe estiver configurada.

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Ghostscript

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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No início da década de 80 a Adobe desenvolveu o Postscript, uma linguagem "universal" de impressão, que permite imprimir textos e gráficos com uma excelente qualidade. Existia ainda a questão da compatibilidade: um aplicativo compatível com o Postscript pode imprimir diretamente em qualquer impressora Postscript. O problema é que o Postscript acabou não se tornando tão universal assim, apenas algumas impressoras mais caras suportam o formato.

O Ghostscript é uma espécie de emulador que permite imprimir em Postscript mesmo em impressoras baratas, que não suportam o formato, convertendo os comandos em chamadas suportadas pela impressora. O Ghostscript é um dos filtros de impressão mais usado no Linux e em outras versões do Unix.

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GIF

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Formato de compactação de imagem. As imagens compactadas em GIF não perdem qualidade como no JPG, mas em compensação os arquivos são maiores. Também existe a limitação de 256 cores. Como os dois algoritmos são muito diferentes, em alguns casos as imagens em GIF podem ocupar muito menos espaço que as em JPG, o caso por exemplo de imagens onde a maior parte da imagem é de uma única cor.

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Gigabit Ethernet

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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O padrão de redes Ethernet que atinge a fantástica velocidade de transmissão de 1 gigabit por segundo, sucessor das atuais redes de 100 megabits. Existem diferentes padrões de interfaces Gigabit Ethernet, com suporte a cabos de fibra óptica, cabos Twiaxiais (um tipo especial de cabo coaxial composto por um par de cabos ao invés de apenas um) e mais recentemente também aos cabos de par trançado categoria 5e, os mesmos utilizados nas redes de 100 megabits atuais, que são muito baratos. Apesar do baixo custo dos cabos cat 5e ainda existe o problema do alto custo das placas, hubs e demais equipamentos de rede, embora os preços devam cair com o tempo.

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Gigabit over Copper

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Gigabit sobre cobre. Esta é uma expressão usada em relação às placas e hubs Gigabit Ethernet que utilizam cabos de par trançado categoria 5e (os mesmos utilizados nas redes de 100 megabits) para diferenciá-los dos padrões que exigem o uso de fibra óptica ou cabos Twiaxiais.

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Gigaflops

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Medida de desempenho, bilhões de operações de ponto flutuante que um processador pode executar por segundo. Veja também: FLOPS

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GIMP

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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GNU Image Manipulation Program, é provavelmente o editor de imagens para Linux mais popular. Apesar de ser um programa gratuíto e de código aberto, o GIMP possui bons recursos, principalmente para gerar gráficos para a Web e é preferido por muitos à programas comerciais como o Photoshop. http://gimp.org/

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GNOME

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Assim como o KDE, o Gnome não é um simples gerenciador de janelas, mas sim um desktop, com um conjunto de bibliotecas e vários programas que facilitam o uso e configuração do sistema.

Os programas do KDE e do Gnome são perfeitamente intercompatíveis, você pode perfeitamente rodar o Konqueror dentro do Gnome ou o Nautilus dentro do KDE se quiser, desde que tenha tanto o Gnome quanto o KDE instalados no sistema.

O grande problema em misturar aplicativos é que o Gnome utiliza uma biblioteca diferente, a GTK+. Isto significa que ao carregar qualquer programa do Gnome no KDE ou vice-versa o sistema terá que carregar também a biblioteca correspondente, o que leva alguns segundos e consome uma quantidade considerável de memória RAM.

Para quem utiliza o Gnome o Konqueror demora uma eternidade para abrir, enquanto para quem utiliza o KDE ele abre sempre quase que imediatamente.

Mesmo depois de abertos os programas "não-nativos" apresentam uma velocidade de resposta um pouco abaixo do normal. O Evolution é um leitor de e-mails com muitos recursos e por isso também muito pesado, mas você verá que ele fica mais lento rodando sobre o KDE do que sobre o Gnome.

A biblioteca GTK+ é usada por um número muito grande de programas além dos que são normalmente relacionados com o Gnome. Alguns exemplos são o Mozilla, Gain, Gnumeric, Abiword, Gimp, Xcdroast, Sylpheed, Nautilus, Endeavour II, Bluefish e Evolution.

O GTK+ é extremamente popular entre os desenvolvedores devido à facilidade de desenvolvimento. Se você usa predominantemente programas baseados no GTK+ então prefira usar o Gnome, assim o desempenho do seu sistema será melhor.

O Gnome é a interface gráfica default do Linux Red Hat e de outras distribuições. A sigla "Gnome" signfica: GNU Network Object Model Environment.

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GNU

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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No início dos anos 80 Richard Stallman um destacado programador do MIT iniciou um projeto ambicioso, o desenvolvimento de um sistema Unix livre, cujo código pudesse ser visto, usado e alterado por qualquer interessado sem custo algum e sem as restrições comuns nos softwares comerciais.

Pouco depois, em 1984 foi fundada a Free Software Fundation e publicada a licença GNU que basicamente prevê que você pode usar e redistribuir, ter acesso completo ao código fonte, alterá-lo conforme suas necessidades e até mesmo vendê-lo, desde que todas as modificações sejam compartilhadas com a comunidade e os compradores tenham os mesmos direitos e ver, alterar e redistribuir o código fonte. Na prática é possível ganhar algum dinheiro vendendo e dando suporte ao programa, mas como o código pode ser obtido gratuitamente por qualquer um, sempre haverá uma saudável concorrência.

A Free Software fundation passou a desenvolver um grande número de softwares, como o compilador GCC e o editor Emacs (que são a base de desenvolvimento da maioria dos programas livres). Estes programas podiam ser rodados sobre vários sistemas Unix como por exemplo o Minix, mas ainda faltava um kernel para que a Free Software Fundation tivesse um sistema completo.

Devido a isto, o uso dos programas ficou confinado durante muito tempo à uma pequena elite de universitários e programadores espalhados pelo mundo. O grande bum aconteceu a partir de 1991, quando Linux Torvalds iniciou o desenvolvimento do Kernel do Linux, que tornou-se rapidamente utilizável. O quebra-cabeças estava completo.

A rápida expansão do Linux e a possibilidade de compartilhar livremente informações e código atraiu um grande número de programadores espalhados pelo mundo que passaram a desenvolver um grande número de ferramentas de desenvolvimento e aplicativos. O sistema operacional "Linux" passou então a ser chamado de "GNU/Linux" por ser basicamente uma combinação dos dois projetos.

Por volta do ano 2000 o linux já dominava boa parte do mercado de servidores, roubando rapidamente espaço não apenas do Solaris e outros sistemas Unix proprietários, mas também do Windows. Projetos como o KDE e o Gnome, combinados com o trabalho de distribuições como a Red Hat, SuSe, Debian, Mandrake e Conectiva haviam transformado o Linux num sistema completo e fácil de usar, a ponto de começar a ganhar espaço também nos desktops.

Em outubro de 2002 a Linux Magazine Publica uma série de artigos mostrando que as últimas versões das principais distribuições já são mais fáceis de instalar que o Windows XP. O Linux já detêm uma participação de quase 50% nos servidores Web e pouco mais de 4% nos Desktops e é usado em dual-boot com o Windows em quase 10% deles. Novas versões do OpenOffice, Mozilla, Evolution, Ximian Connector, Gimp e outros aplicativos disputam com os principais aplicativos comerciais em recursos.

Em novembro de 2002 uma pesquisa realizada pela Microsoft entre seus principais consumidores para definição estratégica "vaza" e é publicada pela grande imprensa. O trabalho iniciado por Richard Stallman e Linux Torvalds é agora a principal ameaça à Microsoft (http://opensource.org/halloween/halloween7.php). Nada menos de 81% dos entrevistados dizem ter familiaridade com o Linux, e entre estes, 86% disseram ter uma posição favorável em relação ao sistema. Outra pesquisa feita pelo Gartner aponta que 60% dos profissionais de TI que utilizam produtos Microsoft "consideram seriamente" produtos alternativos, com destaque para o Linux.

A história ainda não acabou, mas mostra como algumas poucas pessoas na hora e locais certos e com a disposição necessária podem iniciar movimentos e projetos capazes de mudar o mundo.

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GNU/Linux

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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O nome "Linux" surgiu por sugestão de um dos participantes da lista de discussão sobre o Minix onde Linus Torvalds fez o anúncio do sistema operacional que estava começando a desenvolver. Na época ele estava indeciso sobre que nome dar ao projeto.

Aliás, um dos maiores perigos para o Linux que já existiu ocorreu nesta época, quando ele considerou usar o nome "Freax" (de Freak, ou "anormal", no sentido pejorativo da palavra). Alguma boa alma sugeriu então "Linux", uma variação do nome do criador. Linus a princípio rejeitou a idéia, mas logo a maioria dos participantes da lista estavam chamando o sistema de Linux e ele não teve escolha.

A questão é que o Linux foi desenvolvido usando o editor EMacs e o compilador GCC, além de incorporar outras ferramentas desenvolvidas pela Free Software Fundation. Estes componentes fazem parte do sistema GNU, o sistema Unix livre que estava sendo desenvolvido desde a década de 80, mas ainda não tinha Kernel.

"Se não nos derem crédito vamos ser esquecidos" pensou Richard Stallman que reivindicou que o termo "GNU" fosse incluído no nome do sistema, dando crédito ao trabalho da Free Software Fundation. Mais que isto, o "GNU" deveria vir antes do "Linux", já que somados, os aplicativos da FSF possuem muito mais linhas de código que o Kernel do Linux.

Existe uma certa polêmica em torno do "GNU/Linux" até hoje. Em primeiro lugar ninguém gosta de ter seu trabalho diminuído, o que pode render muitos argumentos a favor dos dois lados. Se não fosse o trabalho da FSF o Linux não existiria e se não fosse o Kernel desenvolvido por Linus o código da FSF não teria atingido a proeminência que alcançou. O Kernel para o sistema GNU, o GNU/Hurd está em desenvolvimento até os dias de hoje, ainda longe de alcançar os recursos incorporados no Linux.

Outro ponto é que a licença GPL não prevê a obrigação de usar o termo "GNU" em softwares livres desenvolvidos com base ou utilizando as ferramentas da FSF, apenas que o código resultando continue livre.

Um terceiro ponto e mais prático, é que GNU/Linux é um nome extenso de se pronunciar; imagine você falando sobre ele a seu chefe e ouvindo um "gê o quê???" como resposta. Simplesmente "Linux" soa muito mais simpático e menos intimidatório para novos usuários e um sistema acaba sendo chamado da forma com que as pessoas querem chamá-lo.

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GPF

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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General Protection Fault, marca registrada dos sistemas operacionais Microsoft, especialmente do Windows 3.x. Um GPF acontece quando um programa invade uma área de memória já ocupada por outro programa, causando um travamento. É mostrada ao usuário uma linda tela azul :-)

O GPF ocorre quando um aplicativo invade uma área de memória ocupada por outro. No Windows 3.x isto era muito comum, pois os aplicativos rodavam num modo de multitarefa cooperativa, onde cada um podia fazer o que bem entendesse no sistema.

A situação melhorou no Windows 95/98/SE/ME (que são em essência o mesmo sistema), que já utilizam multitarefa preemptiva, onde o sistema é que determina quais áreas de memória cada programa deve ocupar. O problema é que ao rodar um programa de 16 bits todo o sistema cai em multitarefa cooperativa, como no Windows 3.x, ficando susceptível às GPFs.

No Windows NT/2000/XP o problema praticamente não existe, já que os programas de 16 bits rodam via emulação, mas as telas azuis ainda podem aparecer por causa de bugs no sistema ou falhas de hardware.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

GPPM

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Graphics pages per minute, ou páginas de gráficos por minuto. É uma medida de velocidade para impressoras quando são impressas páginas com imagens ou outros tipos de gráficos. Normalmente o número de páginas com gráficos por minuto é muito menor do que o número de páginas com texto por minuto.

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GPU

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Graphics processing unit. É o que costumamos chamar popularmente de chipset de vídeo, que por sua vez é usado para criar as placas de vídeo 3D. De maneira genérica, é um processador dedicado, especializado em criar imagens tridimensionais.

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Gracefully exit (gracefully shutdown)

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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"Gracefully" significa literalmente "gentil". Existem duas formas de desligar o sistema, você pode simplesmente arrancar o cabo de força da tomada (a maneira bruta) ou clicar no "desligar o sistema" e esperar até que o sistema operacional conclua todas as tarefas pendentes e desligue o micro (gracefully shutdown).

Do primeiro jeito você pode perder arquivos entre outras possibilidades desagradáveis, enquanto da forma correta seus arquivos e programas ficam seguros.

O mesmo se aplica ao fechar um programa. Você pode ir no "file > exit" e agurdar o programa concluir suas tarefas (gracefully exit) ou simplesmente ir no gerenciador de processos e matá-lo sem piedade, com possibilidade de perda de informações.

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Gravação longitudinal

Por Carlos E. Morimoto em 3 de setembro de 2007 às 18h06

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Veja: Gravação Perpendicular

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