Dicionário técnico - F
Índice do dicionário técnico
Failover
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0Um sistema de "backup" que visa aumentar a confiabilidade de sistemas de missão crítica, grandes servidores de banco de dados por exemplo. Caso algum componente, um processador, ou mesmo um servidor inteiro apresente algum problema, ou mesmo seja intencionalmente desligado para manutenção, o sistema de backup entra em cena, substituindo o sistema titular. Naturalmente este tipo de solução é mais cara, pois é necessária redundância, ou seja, mais de um componente para fazer o trabalho de um.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
Fake RAID
Criado 28/ago/2007 às 15h17 por Carlos E. Morimoto
0O termo RAID significa "Redundant Array of Inexpensive Disks", indicando justamente o uso de HDs padronizados e baratos como "blocos de montagem" para a criação de sistemas que se comportam como um único disco, maior, mais rápido e/ou mais confiável do que suas peças individuais.
Existem três categorias de RAID. A primeira é a das controladoras que realizam todas as operações via hardware, o que inclui a maior parte das controladoras SCSI e SAS. Este modo é o ideal tanto do ponto de vista do desempenho, quanto do ponto de vista da compatibilidade e confiabilidade, já que a própria controladora executa todas as funções necessárias, de forma independente. O sistema operacional apenas acessa os dados, como se houvesse um único HD instalado. Em seguida, temos o RAID via software, onde todas as funções são executadas diretamente pelo sistema operacional e os HDs são ligados diretamente às interfaces da placa-mãe. Neste caso, temos um trabalho adicional de configuração, mas em compensação não é preciso gastar com uma controladora dedicada. É possível criar arrays RAID via software tanto no Linux, quanto no Windows 2000, XP, 2003 Server e Vista.
O terceiro modo é o fake RAID utilizado pela maioria das controladoras baratas, incluídas nas placas-mãe para desktop. No fake RAID é utilizada uma combinação de funções adicionais no BIOS da placa e um driver que roda pelo sistema operacional. No final, tudo é processado via software, de forma que não existe ganho de desempenho em relação a utilizar RAID via software. Apenas a configuração é simplificada.
Na maioria das placas-mãe, a configuração segue uma lógica simples. Você começa indicando quais drives farão parte do array através do setup. Em seguida, usa a tecla F10, Ctrl+C, Ctrl+F, ou outra tecla de atalho para acessar as opções de configuração do array RAID, onde você pode escolher que tipo de array será criado, o tamanho dos fragmentos e assim por diante.
Na Asus K8N4-E, por exemplo, a opção para ativar o suporte a RAID e indicar quais drives serão usados está escondida na seção "Advanced > Onboard Device Configuration > NVRAID Configuration".
A partir daí, o BIOS da controladora RAID passa a ser inicializado durante o boot e você pode acessar a configuração pressionando a tecla "F10" durante o boot.
Dentro da configuração, adicione os drives que serão usados no array na coluna da direita e escolha entre usar RAID 1 (Mirroring) ou RAID 0 (Stripping) na opção superior. Você pode ainda ajustar o tamanho dos fragmentos, através da opção "Stripping Block".
As controladoras fake RAID IDE suportam, via de regra, apenas os modos RAID 0, 1 e 10. Não é recomendável utilizar mais do que um HD por porta IDE, de forma que, numa controladora com duas portas, o ideal é utilizar apenas dois drives, escolhendo entre usar RAID 0 ou RAID 1.
Algumas controladoras SATA oferecem a opção de utilizar RAID 5, neste caso utilizando um mínimo de 3 drives. Também é possível criar um array RAID 5 via software no Linux (consulte o "software RAID howto", disponível no tldp.org), neste caso tudo é feito via software, de forma que é possível utilizar tanto HDs IDE, quanto SATA ou SCSI.
Assim como nas controladoras via hardware, as controladoras fake RAID possuem um BIOS próprio (na verdade uma extensão que faz parte do BIOS principal), que permite criar os arrays. Muitas vezes, está disponível também um utilitário acessível através do Windows.
Como estas controladoras precisam de um driver adicional, você precisa copiar os arquivos do driver para um disquete e fornecê-lo durante a instalação (pressionando a tecla "F6" durante a mensagem "Pressione F6 se precisar instalar um driver SCSI ou RAID de TERCEIROS") ao instalar o Windows XP diretamente dentro do array RAID. No caso do Vista, os drivers podem ser carregados a partir de um pendrive. Tanto o XP SP2, quanto o Vista incluem drivers para diversas controladoras, mas naturalmente não para todas.
Outro problema é que muitas controladoras fake RAID não possuem suporte no Linux e muitas não possuem sequer drivers para o Vista. Neste caso, a solução é partir para o RAID via software.
Depois de configurar o RAID, é interessante simular a falha de um dos discos para ter certeza de que o sistema reagirá como esperado. A melhor forma é simplesmente desligar o micro e desconectar um dos drives. Se você está usando RAID 1, 10 ou 5, o sistema deverá continuar funcionando de forma normal depois de novamente ligado, exibindo avisos durante o boot, ou incluindo entradas no log do sistema (ao utilizar RAID via software). Ao utilizar RAID 0 o sistema simplesmente deixará de dar boot, já que a falha de um dos drives implica na perda de todos os dados.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 28/ago/2007 às 15h17
Falt Torerance
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0Veja: Tolerante a falhas
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
FAQ
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0Frequently Asked Questions. As perguntas mais comuns sobre algum tema. Para ler antes de perguntar. :-)
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
Fast Ethernet
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0A especificação para redes Ethernet de 100 megabits. Apesar de mais rápidas, as placas Fast Ethernet mantém compatibilidade com as placas antigas, mas as exigências de cabeamento tornaram-se mais rígidas. Deixaram de ser suportados os cabos coaxiais e os cabos de par trançado categoria 3. Os cabos cat 5 passaram a ser o mínimo necessário.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
FAT
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
1File Allocation Table. Num HD armazena a lista dos endereços ocupados por cada arquivo guardado, permitindo localiza-los. A função da FAT é servir como um índice, armazenando informações sobre cada cluster do disco. Através da FAT, o sistema operacional sabe se uma determinada área do disco está ocupada ou livre, e pode localizar qualquer arquivo armazenado. Cada vez que um novo arquivo é gravado ou apagado, o sistema operacional altera a FAT, mantendo-a sempre atualizada.
A FAT é tão importante, que além da tabela principal, é armazenada também uma cópia de segurança, que é usada sempre que a tabela principal é danificada de alguma maneira. Uma curiosidade é que, quando formatamos um disco rígido usando o comando Format, nenhum dado é apagado, apenas a FAT principal é substituída por uma tabela em branco. Até que sejam reescritos porém, todos os dados continuam lá, podendo ser recuperados através de programas como o Lost & Found (Power Quest) ou o Easy Recovery (Ontrack).
1 comentárioPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
FAT12
Criado 22/ago/2007 às 13h23 por Carlos E. Morimoto
0Antes do sistema de arquivos FAT16, que bem conhecemos, existiu o FAT12, um sistema ainda mais primitivo, utilizado em disquetes e também nas primeiras versões do MS-DOS. Nele, são usados endereços de apenas 12 bits para endereçar os clusters, permitindo um total de 4096 clusters de até 4 KB, o que permitia partições de até 16 MB.
Em 1981, quando o IBM PC foi lançado, 16 MB parecia ser uma capacidade satisfatória, já que naquela época os discos rígidos tinham apenas 5 ou 10 MB. Claro que, em se tratando de informática, por maior que seja um limite, ele jamais será suficiente por muito tempo. Um excelente exemplo é a célebre frase "Por que alguém iria precisar de mais de 640 KB de memória RAM?" dita por Bill Gates em uma entrevista, no início da década de 80. Logo começaram a ser usados discos de 40, 80 ou 120 MB, obrigando a Microsoft a criar a FAT 16, e incluí-la na versão 4.0 do MS-DOS.
Apesar de obsoleto, o FAT12 ainda continua vivo até os dias de hoje, fazendo compania para outro fantasma da informática: os disquetes. Por ser mais simples, o FAT12 é o sistema padrão para a formatação dos disquetes de 1.44, onde são usados clusters de apenas 512 bytes.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 22/ago/2007 às 13h23
FAT16
Criado 22/ago/2007 às 13h18 por Carlos E. Morimoto
1O FAT16 é uma espécie de "pau pra toda obra", já que é compatível com praticamente todos os sistemas operacionais e também dispositivos como câmeras, palmtops, celulares e MP3players. Ele é o sistema de arquivos usado por padrão nos cartões SD e também nos pendrives de até 2 GB. Só recentemente os cartões passaram a utilizar FAT32, com a introdução do padrão SDHC.
No sistema FAT, o HD é dividido em clusters, que são a menor parcela do HD vista pelo sistema operacional. Cada cluster possui um endereço único, que permite ao sistema localizar os arquivos armazenados. Um grande arquivo pode ser dividido em vários clusters, mas não é possível que dois arquivos pequenos sejam gravados dentro do mesmo cluster. Cada cluster pode ser composto por de 1 a 64 setores (ou seja, de 512 bytes a 32 KB), de acordo com o tamanho da partição.
A principal limitação é que, como o nome sugere, o FAT16 usa endereços de 16 bits para endereçar os clusters dentro da partição, permitindo um máximo de 65536 clusters, que não podem ser maiores que 32 KB. Isso resulta num limite de 2 GB para as partições criadas.
No caso de HDs (e também pendrives ou cartões) maiores que 2 GB, é possível criar várias partições de 2 GB cada uma, até utilizar todo o espaço disponível. Esta pode ser uma solução no caso de dispositivos com 4 ou 5 GB, por exemplo, mas naturalmente não é uma opção realística no caso de um HD de 60 GB, por exemplo, onde seria necessário criar 30 partições!
Numa partição de 2 GB, cada cluster possui 32 KB, o que acaba resultando num grande desperdício de espaço ao gravar uma grande quantidade de arquivos pequenos. Imagine que gravássemos 10.000 arquivos de texto, cada um com apenas 300 bytes. Como um cluster não pode conter mais do que um arquivo, cada arquivo iria ocupar um cluster inteiro, ou seja, 32 kbytes. No total, os 10.000 arquivos ocupariam um total de 10.000 clusters, ou seja, um total de 320 MB!
Como em toda regra, existe uma exceção. O Windows NT permitia criar partições FAT de até 4 GB usando clusters de 64 KB, mas este foi um recurso pouco usado, devido ao desperdício de espaço.
A versão original do Windows 95 suportava apenas o FAT16, obrigando quem possuía HDs maiores que 2 GB a dividi-los em duas ou mais partições e a lidar com o desperdício de espaço causado pelos clusters de 32 KB.
A solução foi a criação do sistema FAT32, que foi incorporado no Windows 95 OSR/2 e continuou sendo usado nas versões seguintes.
Veja também: FAT32
1 comentárioPor Carlos E. Morimoto. Revisado 22/ago/2007 às 13h18
FAT32
Criado 22/ago/2007 às 13h21 por Carlos E. Morimoto
0O sistema FAT16 é uma espécie de "pau pra toda obra", já que é compatível com praticamente todos os sistemas operacionais e também dispositivos como câmeras, palmtops, celulares e MP3players. Ele é o sistema de arquivos usado por padrão nos cartões SD e também nos pendrives de até 2 GB. Só recentemente os cartões passaram a utilizar FAT32, com a introdução do padrão SDHC. A principal limitação é que, como o nome sugere, o FAT16 usa endereços de 16 bits para endereçar os clusters dentro da partição, permitindo um máximo de 65536 clusters, que não podem ser maiores que 32 KB. Isso resulta num limite de 2 GB para as partições criadas.
A solução foi a criação do sistema FAT32, que foi incorporado no Windows 95 OSR/2 e continuou sendo usado nas versões seguintes.
A principal evolução foi o uso de endereços de 32 bits para o endereçamento dos clusters, o que possibilita a criação de partições muito maiores, de até 2 terabytes. Isto foi possível por que o Windows 95 era um sistema de 32 bits, ao contrário do MS-DOS e do Windows 3.1, que eram sistemas de 16 bits.
A princípio, o uso de clusters de 32 bits permitiriam o uso de clusters de 4 KB mesmo em partições muito grandes, mas por questões de desempenho, ficou estabelecido que por default os clusters de 4 KB seriam usados apenas em partições de até 8 GB. Acima disto, o tamanho dos clusters varia de acordo com o tamanho da partição (partições de de 16 GB a 32 GB, utilizam clusters de 16 KB, por exemplo).
Usando clusters de 4 KB, os 10.000 arquivos do exemplo anterior ocupariam apenas 40 MB, uma economia considerável. De fato, ao converter uma partição FAT16 para FAT32 é normal conseguir de 10 a 20% de redução no espaço ocupado, devido à redução do espaço desperdiçado.
O Windows 98 inclui um conversor, que permite converter partições FAT16 para FAT32 sem perda de dados. Atualmente ele não possui muita utilidade, já que o FAT16 é raramente usado fora dos pendrives e cartões de memória, mas de qualquer forma, caso precise dele, o ícone está disponível no Iniciar > Ferramentas de Sistema.
A grande limitação do sistema FAT32 está relacionado ao tamanho máximo dos arquivos. Mesmo usando uma grande partição, não é possível armazenar arquivos com mais de 4 GB, o que é um grande problema para quem trabalha com arquivos grandes, como vídeos em formato RAW (sem compressão). Não é possível sequer armazenar um ISO de DVD, já que a cópia ou transferência será sempre abortada depois de transferidos os primeiros 4 GB.
Não existe qualquer sinal de que futuras versões do sistema de arquivos derrubarão esta limitação, já que a Microsoft vem recomendando o uso do NTFS desde a primeira versão do Windows XP, de forma que a melhor opção, para quem usa Windows, é seguir a recomendação e migrar para ele.
Outra limitação é que o particionador usado durante a instalação do Windows XP se recusa a formatar partições FAT32 maiores do que 32 GB. Este é um limite do software e não do sistema de arquivos em si. A solução para criar partições FAT maiores é utilizar o PartitionMagic, Gparted ou outro particionador para criar a partição e em seguida apenas instalar o sistema na partição criada.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 22/ago/2007 às 13h21
FBGA
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0A sigla vem de "Fine pitch Ball Grid array", este é um tipo de encapsulamento derivado do BGA, utilizado em diversos tipos de chips, com destaque para a geração mais recente dos módulos de memória Rambus. Espera-se que no futuro os módulos de memória DDR e DDR-II também venham a aderir a este formato.
A grande vantagem deste encapsulamento sobre o TSOP tradicionalmente usado em módulos de memória é que no FBGA os pontos de contato do chip com o módulo são pequenos pontos de solda, presentes na parte inferior do chip. Além da solda ser muito mais precisa, a distância a ser percorrida pelo sinal elétrico é muito menor, permitindo que o módulo de memória opere a frequências consideravelmente superiores.

Os encapsulamentos baseados no BGA já são utilizados também em todos os processadores modernos, a partir do Pentium II, para soldar o chip ao seu encapsulamento. Outro destaque é o encapsulamento EBGA usado por algumas versões do processador Via C3, usado para soldar o processador à própria placa mãe.
Veja também: BGA e TSOP
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
FC-PGA
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0Este é o formato de encapsulamento utilizado pelos processadores Pentium III e Celerons atuais. O processador em sí é feito sobre um waffer de silício extremamente frágil, para protegê-lo e permitir que possa ser manuseado sem maiores riscos é preciso monta-lo sobre uma estrutura mais resistente. Nos processadores FC-PGA temos uma base feita de cerâmica e no centro a parte inferior do waffer de silício, que fica diretamente em contato com o cooler.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
FCC
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0Federal Communications Commission, uma agência independente, composta por 5 membros. Sua principal incumbência é regular frequências de radiotransmissão, classificando emissoras de rádio e TV e até mesmo frequências usadas por celulares e redes wireless. A FCC existe desde 1934, um pouco mais recentemente passou a classificar também todo tipo de periférico eletrônico, em três classes, A, B e C, de acordo com o nível de radiação emitido. Cada fabricante e cada periférico possui um número de identificação, o FCC ID, que por vir decalcado nas placas, ajuda a identificá-las quando estamos em busca de drivers ou manuais.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
FCC ID
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0O código de identificação fornecido pela FCC, Federal Communications Commission, que vem decalcado em quase todos os periféricos, modems, placas de som, placas mãe etc. o formato mais comum é FCCID: XXX-#####-YYY onde o "XXX" é o código do fabricante e o "######-YYY" é o código do produto. Este número pode ser usado para identificar a placa quando estiver em busca de drivers ou manuais. A busca pode ser feita através do http://www.fcc.gov/oet/fccid/
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
FDD
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0Floppy Disk Drive, o famoso drive de disquetes. Apesar de ter um funcionamento um pouco parecido com o de um disco rígido, um drive de disquetes é muito mais simples, muito mais primitivo até mesmo do que os jurássicos discos rígidos do início da década de 80.
Assim como nos discos rígidos, os disquetes são divididos em trilhas e setores. A diferença é que, enquanto um disco rígido possui geralmente mais de 2,000 trilhas, um disquete de 1.44 MB possui apenas 80 trilhas. O número de setores também é menor, apenas 18 setores por trilha num disquete de 1.44, muito longe dos 200 ou 300 setores encontrados em cada trilha de um disco rígido. Como nos disquetes não é utilizado o recurso de Zoned Bit Recording, todas as trilhas possuem o mesmo número de setores.
A velocidade de rotação nos drives de disquete também é muitas vezes menor que a dos discos rígidos. Enquanto um HD topo de linha chega a ultrapassar 10,000 rotações por minuto, um drive de 1.44 trabalha com apenas 300 rotações por minuto, ou seja, apenas 5 rotações por segundo. Um dos motivos de ser utilizada uma velocidade de rotação tão baixa, é a fragilidade da mídia magnética dos disquetes, que fatalmente seria danificada durante a leitura e gravação de dados caso fossem utilizadas velocidades mais altas.
Ao contrário dos demais componentes do computador, o drive de disquetes pouco evoluiu nas últimas duas décadas, limitando-se a ter a capacidade dos discos ampliada de 360 KB para 1.44 MB, e seu tamanho reduzido de 5.25 para 3.5 polegadas. Isso é muito pouco se considerarmos que a velocidade dos processadores, assim como a capacidade dos discos rígidos foram ampliadas em quase 10,000 vezes neste período.
Apesar dos pesares, ainda hoje utilizamos disquetes, não devido à sua "alta tecnologia", mas simplesmente devido ao seu baixo custo, como meio de armazenamento e transporte de pequenos arquivos ou documentos.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
Fdisk
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0O fdisk é um utilitário de particionamento de discos, usado pelo MS-DOS, Windows 95 e 98. Apesar de ser um dos mais primitivos programas de particionamento ainda em uso, o fdisk é o defaut nestes sistemas e por isso ainda muito usado. Até o Windows 95 o fdisk era capaz de criar apenas partições FAT 16, limitadas em tamanho a 2 GB. Quem tinha HDs maiores precisava dividir o HD em várias partições, de 2 GB cada. A partir do Windows 95 OSR2 o fdisk passou a suportar também partições FAT32.
O comando "fdisk" executado no Linux chama um particionador próprio, que roda em modo texto. O cfdisk utiliza uma interface mais elaborada e é por isso mais utilizado. Ambos permitem criar partições em vários sistemas de arquivos, incluindo FAT16 e FAT32. Isso permite que eles sejam utilizado até mesmo para particionar HDs que serão usados no Windows.
Assim como o fdisk do DOS, eles não formatam, apenas criam a tabela de partições. A formatação em sí é feita no DOS usando o comando "format" e no Linux usando os comandos mkfs.ext2, mkfs.ext3, mkfs.reiserfs, mkfs.vfat ou mkfs.xfs, de acordo com o sistema de arquivos desejado. O comando "mkfs.vfat" permite formatar partições em FAT32.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
FED
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0Numa comparação direta entre os monitores CRT e LCD atuais, os CRT perdem de goleada. Praticamente o único motivo para ainda usarmos estes monitores antiquados, que mantém o mesmo princípio de funcionamento, descoberto no início do século é mesmo o preço. Pouca gente ainda compraria um CRT se os LCDs custassem o mesmo.
Infelizmente, este ainda é um futuro distante. Ainda demorará vários anos até que o custo dos monitores LCD caia a este ponto, isso considerando a possibilidade disto realmente chegar a acontecer.
Mas, existe uma tecnologia promissora, que pode servir muito bem como um meio termo, ou até mesmo como substituta para ambas as tecnologias. São os monitores FED, ou field emission displays (monitores de emissão de campos).
O princípio de funcionamento é o mesmo dos monitores CRT. Despejar elétrons sobre as células de fósforo do monitor que transformam a carga em luz, gerando a imagem. A diferença é que ao invés de um único e poderoso canhão de elétrons que se desloca para atualizar uma a uma todas as células de fósforo, como temos nos monitores convencionais, cada célula de fósforo passa a ser alimentada por um conjunto de mini-canhões, na forma de pontas metálicas minúsculas.
Existem duas grandes vantagens nesta técnica. A primeira é a possibilidade de produzir monitores CRT quase tão finos quanto os LCDs atuais e a segunda é uma brutal diminuição no consumo elétrico, pois não existe todo o desperdício feito pelo canhão de elétrons. Cada micro ponta utiliza apenas a energia necessária para manter a imagem.
Os monitores FED apresentam vantagens até mesmo sobre os monitores LCD, pois não existem limitações no ângulo de visão e o consumo elétrico é muito baixo, menos de 5 watts para um FED de 14 polegadas.
Já existem algumas empresas produzindo monitores FED, entre elas a Candescent, que fabrica monitores entre 4.4 e 13.2 polegadas, destinadas a várias aplicações. Por enquanto os monitores FED ainda são mais caros até mesmo que os monitores LCD, mas esta tecnologia tem potencial para cair bastante de preço nos próximos anos.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
Feed Forward
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
1Uma tecnologia desenvolvida pela Mitsubishi que promete monitores de LCD com tempos de resposta mais baixos que os atuais.
O tempo de resposta indica o tempo que um pixel demora para mudar de cor cada vez que a imagem é atualizada. Num monitor de CRT o tempo de resposta é proporcional à taxa de atualização. Se você está utilizando refresh de 75 Hz por exemplo, o tempo de resposta será de 13.3 milessegundos, bem baixo já que um filme em DVD tem apenas 25 quadros por segundo e mesmo com uma boa placa 3D é difícil atingir 75 FPS num jogo atual e a uma boa resolução.
O monitores de LCD por sua vez têm tempos de respostas bem mais altos. Um bom monitor de matriz ativa oferece tempos de resposta entre 25 e 55 milessegundos, dependendo da cor anterior e posterior à mudança.
Como a controladora é obrigada a atualizar a imagem conforme recebe novos quadros, acaba acontecendo dos pontos da imagem serem obrigados a mudarem novamente antes de terem atingido a cor exata no quadro anterior, já que nos LCDs a mudança é gradual. O resultado final nesse caso é uma perda considerável na qualidade da imagem em cenas de movimentação rápida.
Um dado interessante é que a mudança do preto para o branco demora menos que algumas mudanças para tons de cinza próximos. O motivo é que para chegar aos extremos são usados sinais elétricos mais fortes, que fazem o ponto mudar de cor muito rapidamente. Por outro lado, ao mudar para um tom pouca coisa mais claro, ou mais escuro é aplicada uma tensão levemente diferente, que faz o ponto mudar de tonalidade muito lentamente.
A tecnologia da Mitsubishi minimiza este problema através de uma técnica muito simples:
Ao mudar um ponto de tonalidade 255 para 160 por exemplo, ao invés de aplicar a tensão correspondente à tonalidade 160 e esperar que o ponto "apagasse" até chegar aos 160, o que demoraria quase 50 milessegundos, o controlador aplica uma tensão muito mais baixa, que faz com que o ponto mude de cor muito mais rápido. Em menos de 10 milessegundos o ponto já atingiu a tonalidade exata e basta substituir a tensão baixa pela tensão correta para a tonalidade 160 para que o ponto mantenha a tonalidade até a próxima atualização.
Um salto de quase 50 para menos de 10 milessegundos parece realmente fantástico. Se estes números divulgados pela Mitsubishi estiverem realmente dentro da realidade, finalmente cairá a última limitação grave dos monitores de LCD, sem que haja um aumento considerável no custo de produção, já que muda apenas o controlador e não a tela de LCD em sí.
1 comentárioPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
Fester
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0Este é o nome da primeira placa mãe para Athlon, projetada pela própria AMD. Esta placa não chegou a ser vendida comercialmente, foi uma placa de referência, distribuída apenas para revistas e sites especializados interessados em testar o novo processador, além de ter servido como modelo para os fabricantes interessados em produzir placas para Athlon.
É comum que os fabricantes de processadores e chipsets desenvolvam layouts de placas para seus produtos. Estes layouts podem ser cedidos gratuitamente para que os fabricantes de placas o estudem e adaptem, criando seus produtos finais, ou ser licenciado a um preço módico.
Entre as placas mãe são usados layouts que utilizam de 4 a 7 placas de circuito prensadas (tecnologia chamada de MPCB) de forma a criar uma única placa, onde são encaixados e soldados os soquetes, capacitores e demais componentes. Estas placas são ligadas entre sí em determinados pontos, permitindo a comunicação entre os componentes.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
FET
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0Field-effect Transistor. Um tipo especial de transístor usado como amplificador. Os FETs são capazes de amplificar tanto um sinal digital, quanto um sinal analógico e são o tipo mais antigo de transístor, que surgiu para substituir as válvulas em rádios e TVs. Hoje em dia eles continuam sendo vitais para uma infinidade de aplicações, qualquer coisa que envolva transmissão via sinais de rápido por exemplo, onde é preciso amplificar o fraco sinal captado pela antena, gerando um sinal forte o suficiente para ser reproduzido ou processado.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
FHSS
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0Frequency-hopping spread spectrum, uma técnica usada em várias tecnologias de rede sem fio, entre elas o IEEE 802.11b e o Bluetooth, com a finalidade de diminuir a interferência com outros dispositivos que também operam na faixa dos 2.4 GHz. Graças ao FHSS, os dispositivos mudam a frequência de transmissão dinamicamente, num espaço de no máximo 400 milessegundos, seguindo um padrão conhecido. Segundo as normas do FCC, os dispositivos devem possuir pelo menos 75 frequências diferentes, o que torna muito pequena a possibilidade de existir interferência, mesmo com várias redes operando nas proximidades.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
Fibre Channel
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0Um padrão de interface capaz de transmitir dados a 1 gigabit por segundo. Este padrão é especialmente projetado para interligar servidores a unidades de armazenamento e outros tipos de periféricos externos. As interfaces fibre channel também podem ser utilizadas para ligar micros em rede, apesar desta não ser a idéia original.
Apesar da alta velocidade, o padrão permite transmitir dados através de distâncias de até 10 KM usando cabos de fibra óptica. Também são suportados cabos coaxiais ou até mesmo cabos telefônicos comuns, claro que neste caso o sinal se mantém por uma distância menor.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
Ficheiro
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0É como nossos irmãos lusitanos se referem às pastas de arquivos. No Português de Portugal existem várias outras diferenças em termos de informática, como "disco duro" (disco rígido), "rato" (mouse), "ecrã" (monitor) e assim por diante.
As diferenças de nomenclatura são tantas que o português do Brasil e o de Portugal são tratados como línguas diferentes pelas equipes de tradução de diversos programas. No KDE por exemplo, temos dois pacotes de tradução separados: o "kde-i18n-ptbr" contém a tradução para o Português do Brasil, enquanto o "kde-i18n-pt" contém a tradução para o de Portugal. Para um Brasileiro, utilizar o KDE em Português de Portugal pode ser tão confuso quanto usar a tradução para o Espanhol por exemplo.
Este "fenômeno" do aparecimento de pacotes de tradução separados existe em diversos programas, sobretudo no Linux.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
FidoNet
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0Esta foi uma rede mundial de servidores BBS, baseada no uso do protocolo Fido, interligando computadores usando o sistema telefônico. Já foi bastante popular, interligando universidades, BBS regionais, empresas, etc. mas com o aparecimento da Internet entrou em vias de extinção.
Um detalhe curioso era a forma como os dados eram transmitidos através do sistemas.
Não haviam links de alta velocidade como na Internet atual, tudo era feito através do sistema telefônico. Também não havia um servidor central. Os BBS's interligados ao sistema sincronizavam os dados entre sí regularmente,através de chamadas telefônicas comuns, muitas vezes chamadas internacionais. Ao mandar um e-mail para um usuário da Alemanha por exemplo, você se conectaria ao BBS da sua cidade para dar o upload da mensagem, ente se conectaria a algum outro BBS ao final do dia este se conectaria a outro e outro e depois de alguns dias finalmente a mensagem chegaria ao seu amigo Alemão.
Como as chamadas eram relativamente curtas, o sistema funcionava a custos relativamente baixos, permitindo que muitos pudessem ter acesso ao sistema em troca de mensalidades módicas ou mesmo gratuitamente. A FidoNet entrou em operação em algum ponto da segunda metade da década de 80 e perdurou até por volta de 94.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
File Server
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0Veja: Servidor de arquivos
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
FIN Packets
Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto
0O "FIN" neste caso vem de "finish". Os pacotes FYN são enviados no final de cada transmissão TCP/IP, avisando o destinatário de que não existem mais pacotes a serem enviados. Após enviar o pacote o emissor ainda espera uma última resposta do destinatário, que ainda pode pedir a retransmissão de algum pacote que tenha chegado corrompido. Caso realmente não exista mais nada a ser feito, o destinatário envia um pacote de Acknowledgement ("entendido") que conforma que está tudo ok com todos os pacotes recebidos. O emissor encerra então a transmissão enviando um último pacote de confirmação.
Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03
