Dicionário técnico - E

Índice do dicionário técnico

E-CD

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Um padrão que permite criar CDs de áudio que incluam uma trilha de dados. Como um CD-ROM possui capacidade para armazenar 74 ou 80 minutos de música e a maioria dos CDs utiliza apenas 60 minutos, o espaço livre pode ser usado para incluir vídeos, clipes, entrevistas, ou mesmo jogos e programas, que podem ser abertos no PC. Como são utilizadas duas trilhas separadas, o trecho com dados fica "invisível" para os cd-players, evitando que o aparelho seja danificado ao tentar reproduzir o trecho de dados na forma de som.

Este formato é utilizado por vários jogos, onde a trilha sonora é armazenada no CD na forma de uma faixa de áudio. Isto tem dois objetivos: melhorar a qualidade do som, fazendo com que as musicas tenham qualidade de CD e também dificultar a pirataria, já que muitos programas de gravação não reconhecem a faixa de áudio e copiam apenas os dados, gerando um CD do jogo que roda sem música.

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e-Home

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Um padrão de redes domésticas apresentado pela Microsoft. A idéia é criar uma plataforma de software que pretenda interligar dispositivos de diferentes padrões de rede, tendo o PC como centro.

Nos próximos anos teremos disponíveis pelo menos 6 arquiteturas de rede diferentes. Além das tradicionais redes Ethernet, do Bluetooth e do 802.11b teremos também o HomePNA, HomePlug e HomeRF. Isso se não aparecer mais nenhum novo padrão pelo caminho. Como os padrões são complementares, é bem possível que você acabe usando 3 ou 4 deles ao mesmo tempo. Você pode ter por exemplo uma rede Ethernet entre os dois PCs da casa, uma rede sem fio 802.11b para conectar o notebook (já que no trabalho ele também se conecta a uma rede sem fio) e ainda uma rede bluetooth para integrar o Palm, o Celular e outras bugigangas que tenha em casa.

Os objetivos do e-Home são basicamente dois: permitir que todos os dispositivos formem uma única rede, tendo o PC como centro e criar aplicativos que explorem os recursos desta integração.

Uma das primeiras idéias é compartilhar música entre os dispositivos da rede, incluindo aparelhos de som que tenham algum tipo de conectividade de rede (via bluetooth por exemplo), palmtops, etc. Existe até mesmo a possibilidade de compartilhar músicas através da Internet e ouvi-las de qualquer lugar, até mesmo a partir de um Celular 2.5G ou 3G, que terão conexões contínuas. No futuro devem aparecer com várias outras aplicações para a tecnologia.

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E-Paper

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Eletronic Paper. Este termo refere-se a um dispositivo eletrônico que se parece com uma folha de papel e pode ser utilizado para ler textos carregados na memória. A idéia é que estes dispositivos tornem-se baratos o suficiente para substituir livros, revistas e outros impressos, que poderiam ser comprados em formato digital por preços módicos e serem lidos através do dispositivo. Isto permitiria que os autores vendessem seus trabalhos diretamente através da Web, eliminando atravessadores (como as editoras e livrarias) que encarem o material.

Existem várias tecnologias de E-paper. As duas que mais se destacam são a tecnologia Gyricon, desenvolvida pela Xerox e 3M e a E-Ink, desenvolvida pela Lucent.

Na Gyricon a tela é formada por duas folhas de plástico, contendo milhões de pequenas esferas, brancas de um lado e pretas do outro, que podem ser giradas utilizando eletricidade estática para formar a imagem. Na E-Ink são usados transístores e diodos emissores de luz. O princípio de funcionamento é semelhante ao dos monitores LCD, mas as telas são flexíveis e mais baratas. Existe também a possibilidade de criar telas coloridas. Nenhuma das duas tecnologias está pronta para o mercado, mas ambas prometem para os próximos anos.

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E1

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Um link de alta velocidade que pode ser alugado na Europa, que oferece acesso bidirecional a 2 Mbps.

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E7500

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Veja: Plumas

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EasyNow! n

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Um padrão para o desenvolvimento de PCs de baixo custo proposto pela AMD, onde são eliminadas todas as portas de legado, como as portas seriais, paralelas, slots ISA, etc. Isso ajuda a diminuir o custo das placas mãe, mas a principal idéia é aumentar a facilidade de uso através do uso do USB e outros padrões plug-and-play.

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EAX

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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O A3D é a API de áudio 3D utilizada na maioria das placas atualmente, mas não é a única; outra forte concorrente é a EAX, ou "Enviromental Audio Extensions" utilizada pelas placas que utilizam o chipsets EMU10K1, como a Sound Blaster Live. Assim como o A3D, o EAX também tem suas versões 1.0 e 2.0. Apesar dos efeitos sonoros serem bem parecidos, a maneira como são criados é muito diferente do A3D.

No EAX os efeitos são aplicados pelo programador do jogo. É ele quem determina quais efeitos serão usados em quais áreas, em quais superfícies, etc.; o programador tem liberdade para incluir sons específicos, etc. resultando em efeitos mais previsíveis.

O A3D por sua vez, não depende tanto do trabalho do programador, os efeitos são calculados com base na geometria das cenas, justamente por isso temos uma utilização maior do processador. Enquanto está desenhando os frames, o processador é incumbido de simultaneamente realizar os cálculos sonoros, baseado na posição dos objetos dentro do cenário 3D criado.

Na prática, os sons gerados pelo A3D são mais reais, porém, ao mesmo tempo mais imprevisíveis. É mais difícil perceber a localização do inimigo no Quake 3 usando o A3D do que usando o EAX, justamente porque no EAX os efeitos são mais previsíveis. Devido a isso, muitos jogadores preferem o EAX, dizendo que com ele têm um melhor domínio do jogo, sendo capazes de detectar as posições com mais facilidade. Outros jogadores preferem o A3D, argumentando que os efeitos são mais reais.

Por sinal esta é mais uma guerra santa dentro do mundo da informática, cada lado tem seus prós e contras, tornando a questão mera preferência pessoal. O ideal seria você ouvir as duas APIs em funcionamento para decidir qual prefere. A maioria dos jogos suporta as duas APIs, apesar de em alguns casos ser preciso baixar e instalar patches para ativar o suporte.

Um lançamento recente é a EAX 3.0, desenvolvida pela Creative. Esta nova API utiliza os recursos do EMU10K1 de maneira diferente da EAX 2.0, permitindo algumas melhorias sobre os efeitos gerados pela EAX 2.0.

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EBPP

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Electronic bill presentment and payment, apresentação e pagamento de contas por meio eletrônico. É como é chamado o envio de contas e boletos via Internet. Ao assinar um serviço qualquer, ou comprar numa loja online, você recebe um boleto, que pode ser impresso e pago num banco, ou mesmo online.

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ECC

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Por melhor que seja a qualidade, todos os tipos de memória são passíveis de erros, que podem ser causados por inúmeros fatores, desde variações na tensão da tomada que não são completamente absorvidos pela fonte de alimentação, estática, diversos tipos de interferências eletromagnéticas e, por incrível que possa parecer, até mesmo raios cósmicos, que num PC doméstico causam um soft-error em média a cada poucos meses: http://www-1.ibm.com/servers/eserver/pseries/campaigns/chipkill.pdf

Ao contrário dos "hard-errors", que são danos físicos nos módulos de memória, causados por eletricidade estática ou outros tipos de descargas, os soft-erros são erros momentâneos, onde um ou alguns poucos bits são alterados, sem que os chips de memória sejam danificados.

Eles podem causar os mais diversos efeitos colaterais, como travamentos de programas, pequenos danos em arquivos salvos e assim por diante. Num desktop eles não costumam ser catastróficos, mas podem causar efeitos sérios em sistemas que manipulam informações sensíveis, como no caso dos bancos, por exemplo, onde um soft-error poderia mudar o saldo da sua conta bancária. ;)

Para aumentar o grau de confiabilidade dos sistemas, foram criados métodos de diagnóstico e correção de erros. Tudo começou com os sistemas de paridade, usados em muitos módulos de 30 e 72 vias.

A paridade é um método mais antigo, que somente é capaz de identificar alterações nos dados depositados nas memórias, sem condições de fazer qualquer tipo de correção. A paridade consiste na adição de mais um bit para cada byte de memória, que passa a ter 9 bits, tendo o último a função de diagnosticar alterações nos dados.

A operação de checagem dos dados na paridade é bem simples: são contados o número de bits "1" de cada byte. Se o número for par, o bit de paridade assume o valor "1" e caso seja ímpar, o 9º bit assume o valor "0". Quando requisitados pelo processador, os dados são checados pelo circuito de paridade que verifica se o número de bits "1" corresponde ao depositado no 9º bit.

Caso seja constatada alteração nos dados, ele envia ao processador uma mensagem de erro. Claro que esse método não é 100% eficaz, pois não é capaz de detectar a alteração de um número de bits que mantenha a paridade. Caso, por exemplo, dois bits zero retornassem alterados para bits um, o circuito de paridade não notaria a alteração nos dados. Felizmente, a possibilidade da alteração de dois ou mais bits ao mesmo tempo é remota. Veja:

Exemplo de Byte de dados Número de Bits "1" no Byte Bit de paridade

00000000 0 1

10110011 5 0

00100100 2 1

11111111 8 1

O uso da paridade não torna o computador mais lento, pois os circuitos responsáveis pela checagem dos dados são independentes do restante do sistema. Seu único efeito colateral é o encarecimento dos módulos de memória, que em vez de 8 ou 16 chips, passam a ter 9 ou 18, tornando-se pelo menos 12% mais caros.

Além do aumento no custo, o grande problema da paridade é que ela apenas permite identificar erros, mas sem corrigi-los. Isso acaba fazendo com que ela tenha pouca utilidade, pois ao receber um erro suas únicas opções são ignorá-lo, ou parar tudo e reiniciar o micro. Conforme os módulos de memória foram tornando-se mais confiáveis, os módulos com paridade entraram em desuso.

Em seguida temos o ECC, o sistema atual, que permite não apenas identificar, mas também corrigir erros simples. O ECC acaba sendo a solução perfeita, pois permite que um servidor continue funcionando, sem interrupções e de forma confiável, mesmo com um grande número de soft-errors, causados por fatores diversos.

O número de bits necessários para implementar o ECC decresce conforme aumenta a largura do barramento usado pelo módulo. Em um módulo de 32 bits (como os antigos módulos de 72 vias), são necessários 7 bits adicionais para cada 32 bits de memória, mas nos módulos DIMM de 64 bits atuais, são necessários apenas 8 bits para cada 64 bits de memória, ou seja, o mesmo que seria necessário para usar paridade.

Os módulos DIMM com ECC são fáceis de identificar, pois eles possuem 5, 9 ou 18 chips, em vez de 4, 8 ou 16. O uso de ECC é mais comum em módulos registered, que são específicos para servidores, mas também é possível encontrar alguns módulos unbuffered com ECC.

Quanto maior a quantidade de bits destinados ao ECC, mais complexos serão os códigos armazenados, e maior será a possibilidade de um eventual erro ser corrigido. Apesar de ainda não ser muito usado em memórias RAM, justamente devido à boa confiabilidade das memórias atuais, o ECC é item obrigatório em discos rígidos e CD-ROMs, pois neles o corrompimento de dados é muito comum. É justamente o uso do ECC que permite que estas mídias sejam confiáveis.

Nos CD-ROMs, por exemplo, são usados nada menos do que 276 bytes de códigos de correção de erros para cada setor de 2048 bytes. Em um HD, cada setor armazena, além dos 512 bytes de dados, mais algumas dezenas de bytes contendo os códigos ECC. A criação dos bytes de ECC, assim como sua utilização posterior é feita pela placa lógica, um processo automático que é feito de forma completamente transparente ao sistema operacional.

Quando um setor é lido pela cabeça de leitura, juntamente com os dados são lidos alguns dos códigos ECC, que visam apenas verificar se os dados que estão sendo lidos são os mesmos que foram gravados, uma técnica que lembra o sistema de paridade antigamente usado na memória RAM. Caso seja verificado um erro, são usados os demais códigos para tentar corrigir o problema. Na grande maioria dos casos, esta primeira tentativa é suficiente. Estes erros transitórios, que são corrigidos com a ajuda dos códigos ECC são chamados de "soft errors" e não causam nenhum efeito colateral além de um delay de alguns milissegundos na leitura.

Caso não seja possível corrigir o erro usando o ECC, a controladora faz uma nova tentativa de leitura do setor, pois é grande a possibilidade do erro ter sido causado por alguma interferência ou instabilidade momentânea. Caso o erro persista, ela fará várias tentativas sucessivas, reduzindo a velocidade de rotação dos discos e comparando o resultado de várias leituras, de forma a tentar recuperar os dados gravados no setor. Esse processo gera aquele ruído característico de HD sendo "mastigado" e quase sempre indica o aparecimento de um badblock.

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echo

Por Carlos E. Morimoto em 11 de julho de 2005 às 14h20

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O echo (procuncia-se "éco") é um comando do shell (no Linux e outros sistemas Unix) que permite escrever escrever coisas na tela, como por exemplo em:

$ echo olá olá

O echo pode ser usado também para adicionar texto no final de arquivos de configuração. Por exemplo, para que o módulo "orinoco_usb" seja carregado durante o boot, precisaríamos adiciona-lo no final do arquivo /etc/modules. Uma forma de fazer isso seria usando o echo:

$ echo orinoco_usb >> /etc/modules

Usando dois ">" fazemos com que o texto seja adicionado no final do arquivo, sem apagar o conteúdo existente. Usando apenas um (como em: echo orinoco_usb > /etc/modules), faríamos com que todo o conteúdo anterior do arquivo fosse apagado, deixando apenas o texto, o que neste caso não seria uma boa idéia ;)

O echo interpreta o conteúdo de variáveis: por exemplo, "echo $numero" escreve na tela o conteúdo da variável numero. É possível colocar o texto entre apóstrofos (') o que faz com que variáveis, quebras de linha ou qualquer outra coisa seja tratada como texto. É possível usar este recurso para screver um arquivo de texto ou um arquivo de configuração inteiro, como em:

echo '[Desktop Entry] Encoding=UTF-8 Exec=konqueror /mnt/pendrive/ GenericName=Acessar o Pendrive Icon=usbpendrive_unmount Name=Acessar o Pendrive StartupNotify=true Terminal=false Type=Application X-KDE-SubstituteUID=false' >> /home/$USER/Desktop/"Acessar o Pendrive.desktop"

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ECP

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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As portas paralelas encontradas nas placas mãe modernas, podem trabalhar em diferentes modos de operação. É possível configurar qual será usado no setup, onde geralmente estão disponíveis as opções: Normal, Bidirecional, ECP e EPP.

Os modos Normal e Bidirecional são bem mais lentos. A diferença entre eles é que o modo Bidirecional permite comunicação bidirecional. O modo ECP é mais rápido, sendo usado por impressoras um pouco mais modernas, além de ser compatível com a maioria dos Scanners, Zip Drives e outros dispositivos que utilizam a porta paralela. Temos também o EPP, com velocidade semelhante ao ECP, porém com menos recursos.

Geralmente, configuramos a porta paralela com ECP, pois este traz várias vantagens sobre os outros modos, como o uso de um canal de DMA, que diminui a taxa de ocupação do processador durante as transferencias de dados. Pode ser, porém, que uma impressora ou outro periférico mais antigo só funcione adequadamente em uma porta bidirecional. Neste caso, basta voltar aqui e mudar o modo de operação da porta.

Uma porta paralela ECP transmite dados a 12 mbps (ou 1.5 MB/s).

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Ecrã

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Monitor no Português de Portugal.

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Eden

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Depois das placas mini-iTX a Via desenvolveu uma plataforma ainda mais integrada, batizada de Eden.

A diferença básica entre as duas é que enquanto as placas mini-iTX são uma plataforma aberta, destinada a PCs de baixo custo baseados nos processadores C3 da Via, o Eden tem o como objetivo ser uma plataforma ainda mais integrada, destinada a Roteadores, Internet Appliances, incluindo Webpads e terminais de acesso além de video-games. A plataforma pode servir também como mais uma opção de PCs baixo custo.

Na verdade, as características não são muito diferentes das do mini-iTX. Uma placa mãe ultra integrada, com vídeo, som, rede e o que mais for necessário onboard e um único slot PCI para expansão.

O marketing da Via se baseia no baixo custo e no baixo consumo elétrico do conjunto. A placa Eden 1400 por exemplo consome menos de 6 Watts, mas menos de 6 Watts para todo o conjunto, processador, chipset, toda a parafernália integrada e outros componentes da placa mãe, o que é pouco mais do que consome uma TV de 20 polegadas em standby.

A plataforma Eden é dividida em duas famílias, a Eden 1000 e a Eden 2000, com três opções de processadores, o ESP4000, ESP5000 e ESP6000, com um total de 6 produtos.

A família 1000 inclui o Eden VE1400 (com o processador ESP4000), Eden VE1500 (ESP5000) e Eden VE1600 (ESP6000). A família 2000 por sua vez inclui o Eden VE2400 (ESP4000), Eden VE2500 (ESP5000) e Eden VE2600 (ESP6000).

Apesar dos nomes diferentes, os processadores nada mais são do que processadores C3 com encapsulamento EBGA, um formato onde o processador é soldado na placa mãe ao invés de ser encaixado para cortar custos. A VIA não divulgou as frequências de operação dos processadores, mas sabe-se que os ESP4000 e ESP5000 são baseados no core Samuel II enquanto o ESP6000 é baseado no core Erza. Em todos os três casos os processadores utilizam o LongHaul, um sistema de gerenciamento de energia bastante agressivo, inspirado no LongRun dos processadores Crusoé para conseguir apresentar um consumo elétrico tão baixo. Só para completar, nenhum dos três processadores precisa de cooler, o que é exaustivamente citado na apresentação da VIA.

Vale lembrar que os 6 Watts são para o Eden 1400, a versão mais simples, e mesmo assim apenas para a placa e processador. Ao incluir um pente de memória RAM e, uma fonte de 60 Watts e um HD de 5400 RPM, o consumo total do conjunto subiria para algo em torno de 29 Watts (5 Watts para o pente de memória, 15 Watts para o HD e 3 Watts perdidos na fonte).

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

Edge Effect

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Efeito de borda. Este é um problema encontrado pelos fabricantes de processadores. Qualquer chip é produzido sobre um waffer de silício, uma placa redonda, feita de silício extremamente puro, contaminado pelos materiais necessários para a construção dos transístores. O waffer de silício é sempre redondo, pois é uma fatia de um cilindro maior. Por outro lado, os processadores são sempre estruturas quadradas ou retangulares, construídas sobre o waffer. Essa diferença de formatos gera o Edge Effect, onde os processadores das bordas ficam incompletos e acabam inutilizados. Como os fabricantes utilizam waffers de 20 ou 30 centímetros de diâmetro, isto não chega a representar um grande prejuízo, já que o número de processadores inutilizados é pequeno em relação ao número de processadores bons.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

EDO

Por Carlos E. Morimoto em 22 de agosto de 2007 às 14h51

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As memórias EDO (Extended Data Output) são as sucessoras das memórias FPM. As memórias EDO foram introduzidas a partir de 1994 e trouxeram mais uma melhoria significativa no modo de acesso a dados. Nas memórias FPM, uma leitura não pode ser iniciada antes que a anterior termine, mesmo dentro do burst de 4 leituras dentro da mesma linha. O controlador precisa esperar que os dados referentes à leitura anterior cheguem, antes de poder ativar endereço CAS seguinte.

Nas memórias EDO, o controlador faz a leitura enviando o endereço RAS, como de costume, e depois enviando os 4 endereços CAS numa freqüência predefinida, sem precisar esperar que o acesso anterior termine. Os sinais chegam às células de memória na seqüência em que foram enviados e, depois de um pequeno espaço de tempo, o controlador recebe de volta as 4 leituras.

O resultado acaba sendo exatamente o mesmo, mas passa a ser feito de forma mais rápida. Usadas em uma placa soquete 7, operando a 66 MHz, as memórias EDO são capazes de trabalhar com tempos de acesso de apenas 6-2-2-2, ou mesmo 5-2-2-2 (nos módulos de 60 ns). Nos bursts de 8 ou mais leituras, o ganho acaba sendo ainda maior, com o módulo FPM realizando a leitura dos 8 endereços em 27 ciclos (6-3-3-3-3-3-3-3) e o EDO em 20 (6-2-2-2-2-2-2-2). Veja que o ganho é maior em leituras de vários endereços consecutivos, por isso alguns aplicativos se beneficiam mais do que outros.

Os módulos de memória EDO foram produzidos em versões com tempos de acesso de 70, 60 e 50 ns, com predominância dos módulos de 60 ns. Eles foram usados predominantemente na forma de módulos de 72 vias, usados nos micros 486 e Pentium fabricados a partir de 1995.

Existiram ainda alguns módulos DIMM de 168 vias com memória EDO. Eles foram bastante raros, pois foram logo substituídos pelos módulos de memória SDRAM.

As melhorias na arquitetura das memórias EDO tornaram-nas incompatíveis com placas-mãe equipadas com chipsets mais antigos. Basicamente, apenas as placas para processadores Pentium e algumas placas-mãe para 486 com slots PCI (as mais recentes) aceitam trabalhar com memórias EDO. Existem também placas para 486 "tolerantes" que funcionam com memórias EDO, apesar de não serem capazes de tirar proveito do modo de acesso mais rápido, e finalmente, as placas incompatíveis, que nem chegam a inicializar caso sejam instaladas memórias EDO.

Todos os módulos de 30 vias são de memórias FPM, enquanto (com exceção de alguns módulos antigos) todos os de 168 vias são de memórias SDRAM. A confusão existe apenas nos módulos de 72 vias, que podem ser tanto de memórias EDO quanto de memórias FPM. Para saber quem é quem, basta verificar o tempo de acesso. Todo módulo de memória traz seus dados estampados nos chips, na forma de alguns códigos; o tempo de acesso é indicado no final da primeira linha. Se ela terminar com -7, -70, ou apenas 7, ou 70, o módulo possui tempo de acesso de 70 ns. Se por outro lado a primeira linha terminar com -6, -60, 6 ou 60 o módulo é de 60 ns.

Como quase todos os módulos de 70 ns são de memórias FPM, e quase todos os módulos de memórias EDO são de 60 ns, você pode usar esse método para determinar com 95% de certeza o tipo de memória usada.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 22 de agosto de 2007 às 14h51

EDSI

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Enhanced Small Device Interface, um padrão de interface para a conexão de discos rígidos desenvolvido no início da década de 80 por um consórcio de fabricantes. Lento e problemático, o EDSI chegou a ser usado por algum tempo, mas foi logo substituído pelas interfaces SCSI e IDE, usadas atualmente.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

EDVAC

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Electronic Discrete Variable Automatic Computer, um computador desenvolvido por John Von Neumann que foi terminado em 1945.O EDVAC usava válvulas e condensadores para processar dados, cartões perfurados como forma de armazenamento e linhas de mercúrio como memória.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

EEPROM

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Electric Enhanced Programable Read-Only Memory. É um tipo de memória não volátil, que pode ser desgravada com uma carga elétrica, podendo ser posteriormente reprogramada. As memórias EEPROM já foram mais populares, sendo usadas por exemplo para armazenar BIOS de impressoras, placas mãe etc. Hoje em dia estão sendo rapidamente substituídas pelas memórias Flash RAM, que tem características semelhantes, mas podem ser regravadas mais facilmente. Veja também: Flash RAM

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

EFI

Por Julio Cesar Bessa Monqueiro em 4 de outubro de 2010 às 11h35

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Veja: UEFI

Sem comentáriosPor Julio Cesar Bessa Monqueiro. Revisado 4 de outubro de 2010 às 11h59

EGA (Enhanced Graphics Adapter)

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Para equipar o PC AT (a primeira versão do 286), lançado em 84, a IBM desenvolveu um novo padrão de vídeo, batizado de EGA. Este novo padrão suportava a exibição de gráficos com resolução de até 640 x 350, com a exibição de até 16 cores simultâneas, que podiam ser escolhidas em uma palheta de 64 cores. Apesar dos novos recursos, o EGA mantinha total compatibilidade com o CGA, o padrão antigo. Uma placa de vídeo e um monitor EGA são o requerimento mínimo de vídeo para rodar o Windows 3.11. Apenas o Windows 3.0 ou 3.1 aceitam rodar em sistemas equipados com vídeo CGA. Já para rodar o Windows 95/98, o requisito mínimo é um vídeo VGA. Tanto o CGA quanto o EGA são padrões completamente obsoletos, sendo uma placa de vídeo e monitor VGA o mínimo utilizável atualmente. Veja também: MDA.

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Eiffel

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Uma linguagem de programação desenvolvida pela ISE. A linguagem foi disponibilizada em 1986, junto com um compilador para Windows, não sofrendo mudanças desde então. O compilador Eiffel gera código em C, que pode ser modificado e recompilado posteriormente usando um compilador C.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

Eight queens problem

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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O problema das oito rainhas é um enigma onde o objetivo é conseguir posicionar 8 rainhas, num tabuleiro de Xadrez de modo que uma não ataque a outra. A solução é bem mais complicada do que parece, tanto que este problema é um benchmark bastante usado para medir o desempenho do processador ao trabalhar com arrays de dados.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

EISA

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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EISA é a abreviação de "Extended Industry Standard Architecture".

Com o surgimento dos processadores 386, que trabalhavam usando palavras binárias de 32 bits, tornou-se necessária a criação de um barramento mais rápido que o ISA para o uso de periféricos como placas de vídeo e HDs, que logo passaram a ter seu desempenho severamente limitado por ele.

A primeira resposta veio por parte da IBM, que desenvolveu o barramento MCA. Ele era bastante avançado para a época: além de ser um barramento de 32 bits, ele operava a 10 MHz, o que resultava numa taxa de transferência teórica de 32 MB/s. Ele também foi o primeiro barramento a suportar plug-and-play (oito anos antes do lançamento do Windows 95) e a suportar bus mastering, o que permitia que o HD e outros periféricos transferissem dados diretamente para a memória RAM (ao carregar um programa, por exemplo), deixando o processador livre para executar outras tarefas. Isso tornava o sistema bem mais responsível em relação às máquinas equipadas com placas ISA.

O grande problema é que o MCA era um padrão proprietário, de forma que tanto outros fabricantes de PCs quanto fabricantes de periféricos precisariam licenciar a tecnologia e pagar royalties para produzir produtos compatíveis.

Inicialmente, os demais fabricantes continuaram produzindo micros 386 e 486 utilizando apenas periféricos ISA, o que resultava em limitações óbvias, sobretudo com relação ao desempenho do HD e vídeo, o que os tornava praticamente inutilizáveis para edição de imagens e vídeo, por exemplo, onde os Macs dominavam. Por utilizarem o mesmo barramento dos micros 286 (também chamados de PC-AT), eles eram chamados de "AT 386" ou "AT 486". O "AT" nesse caso indica uma limitação e não um recurso extra. :)

Não demorou para que a Compaq desenvolvesse o EISA e abrisse as especificações para os demais fabricantes, criando uma entidade sem fins lucrativos para impulsionar seu desenvolvimento.

O EISA é um barramento peculiar. As dimensões são as mesmas de um slot ISA de 16 bits, porém o slot é mais alto e possui duas linhas de contatos. A linha superior mantém a mesma pinagem de um slot ISA de 16 bits, de forma a manter a compatibilidade com todos os periféricos, enquanto a linha inferior inclui 90 novos contatos, utilizados pelas placas de 32 bits.

As placas ISA atingiam apenas os contatos superficiais do conector, enquanto as placas EISA utilizavam todos os contatos. Embora o uso de tantos contatos esteja longe de ser uma solução elegante, é preciso admitir que o EISA foi uma solução engenhosa para o problema da compatibilidade.

Assim como o ISA, o barramento EISA operava a 8.33 MHz. Entretanto, a transferência de 32 bits por ciclo e a eliminação dos tempos de espera entre um ciclo e outro faziam com que ele fosse até 4 vezes mais rápido.

O EISA acabou tendo uma vida curta, pois em 1993 surgiu o VLB (VESA Local Bus), outro padrão aberto de barramento de 32 bits, que conseguia ser muito mais rápido, trabalhando a uma freqüência nominal de 33 MHz e oferecendo taxas de transferência teóricas de até 133 MB/s.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

EL (eletroluminescent)

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Os monitores EL utilizam um tipo especial de fósforo que emite luz ao receber uma carga elétrica. Com excessão do material usado, o design destes monitores é semelhante ao dos monitores LCD de matriz passiva, com linhas e colunas de filamentos que ativam as células de fósforo, filtros coloridos verdes, vermelhos e azuis, onde cada trio é responsável por um pixel da imagem e uma camada de vidro sobre tudo.

A vantagem dos ELs é o fato dos materiais serem menos sensíveis à impurezas que os LCDs. Isso permite que estes monitores sejam fabricados fora das salas limpas, que respondem por uma percentagem considerável dos custos dos fabricantes de LCDs.

Esta é uma tecnologia emissiva, que têm um ângulo de visão muito parecido com os monitores CRT. Justamente por isso, esta tecnologia é cogitada como um substituto de baixo custo para os telões de plasma.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03

Eletromigração

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Este é um fenômeno que ocorre em processadores operando a frequências acima das permitidas pela arquitetura ou que estejam trabalhando com uma tensão (voltagem) mais alta que a recomendada. A combinação de eletricidade e calor faz com que átomos do metal que forma os filamentos do processador saiam da sua posição inicial. É como se os filamentos se fundissem.

Com isso, podem ser estabelecidas rotas que antes não existiam e as rotas originais podem ser perdidas. Em qualquer um dos casos o erro pode tornar o processador instável, fazer com que ele não seja mais capaz de executar algum tipo de função, ou inutilizá-lo definitivamente.

A maioria dos processadores possuem proteções contra superaquecimento, que desligam o processador ao ser atingida uma temperatura limite. Nesta lista podem ser incluídos os processadores Pentium II, Celeron, Pentium III, Pentium 4 e Athlon XP. Alguns processadores entretanto não possuem qualquer tipo de proteção e podem se queimar sem refrigeração adequada, ou caso sejam obrigados a trabalhar numa frequência mais alta que a original, o exemplo mais célebre é o Athlon Thunderbird. Fazer overclock nestes processadores ou usar um cooler inadequado ou instalado incorretamente pode ser realmente perigoso.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26 de junho de 2005 às 22h03