Dicionário técnico - B

Índice do dicionário técnico

B2B

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Business to Business, negócios entre empresas, envolvendo produtos, serviços ou parcerias. Este termo é mais usado em relação aos sites que promovem este tipo de comércio, oferecendo toda a praticidade e infra-estrutura necessária, cobrando em troca uma mensalidade ou comissão sobre as transações.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

B2C

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Business to Consumer, vendas diretas ao consumidor. É geralmente usado em relação aos sites que vendem produtos no varejo.

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Baby-AT

Criado 10/ago/2007 às 17h50 por Carlos E. Morimoto

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O formato AT foi introduzido junto com os micros 286, onde a placa-mãe media nada menos que 36 x 32 cm. Placas tão grandes acabam sendo caras de se produzir, de forma que pouco depois, em 1986, foi introduzido o formato Baby-AT, em que a placa mede apenas 24 x 33 cm.

O formato Baby-AT teve uma sobrevida surpreendente. Além de ser utilizado nas placas para micros 286, 386, 486 e Pentium, ele também foi utilizado nas placas Super 7, usadas nos micros K6-2 e K6-3, que foram produzidas até o final de 2002.

A principal característica das placas Baby-AT é que, com exceção do teclado, todos os conectores são presos no gabinete e ligados à placa-mãe através de cabos flat, o que tornava a montagem dos micros um pouco mais trabalhosa e contribuía para o amontoamento de cabos dentro do gabinete, prejudicando a ventilação. Elas também utilizavam, tipicamente, conectores DIN para o teclado, em vez dos conectores mini-DIN usados atualmente. Para ligar um teclado atual, você precisaria usar um adaptador.

Existiram também placas Baby-AT de tamanho reduzido, com 24 x 24 ou mesmo 22 x 22 cm, geralmente chamadas de micro-AT ou 2/3-Baby. Esse formato foi extremamente popular nas placas soquete 7.

2 comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 10/ago/2007 às 17h50

Back End

Criado 7/jul/2005 às 13h51 por Carlos E. Morimoto

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O Back End é a parte do processador que finalmente processa as instruções, sendo composto basicamente pelas unidades de execução.

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Back Office

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Uma suíte de aplicativos da Microsoft voltada para o mercado empresarial. Não confundir com o Trojam Back Orifice.

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Back-Orifice

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Trojan bastante famoso, que uma vez instalado no micro da vítima, abre a máquina a acesso externo, permitindo quase tudo, até mesmo ejetar CDs ou resetar o micro remotamente. O Back-Orifice opera de uma forma muito semelhante aos programas de administração remota, com possibilidade de alterar a porta TCP escutada pelo programa, ou mesmo estabelecer uma senha de acesso, tanto que algumas pessoas chegam a utiliza-lo para tal. O problema é que o BO não dá nenhum aviso ou advertência ao usuário e é difícil de detectar uma vez ativo. A menos que o executável seja alterado, ele aceitará comunicações de qualquer um através da porta 31337. Ou seja, basta que alguém mal intencionado faça uma varredura de portas em algumas centenas de micros para encontrar alguns com o BO server ativo e começar a brincar, ou então enviar o executável, que possui pouco mais de 100 kb para algumas vítimas escolhidas, usando um estratagema qualquer e esperar que algumas executem o arquivo.

O programa foi desenvolvido por um grupo de crackers chamado Cult of the Dead Cow Communications, encontrado no endereço http://www.cultdeadcow.com/

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Backbone

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Links de alta velocidade, usados geralmente como a espinha dorsal de grandes redes. A Internet é formada por inúmeros backbones que interligam as redes de universidades, empresas, provedores de acesso, etc. A organização lembra muito nosso sistema circulatório, onde as veias e artérias (backbones) se dividem em vários capilares. Estas divisões são feitas através de roteadores, que dividem o link do backbone em vários links mais estreitos (conexões Ethernet de 100 megabits por exemplo) que podem novamente ser divididas através de novos roteadores, ou dispositivos mais baratos, como hubs. Na outra ponta está o usuário, que geralmente recebe um link de 256 kb, ou mesmo uma simples conexão via modem.

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Backdoor

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Porta dos fundos. É uma porta aberta no sistema, não documentada, que permite ao criador ter acesso a ele (legitimamente ou não). As backdoors podem ser criadas tanto pelo responsável, como um meio de acesso emergêncial ao sistema, quanto por alguém interessado em invadi-lo, roubar informações etc. Neste último caso, o meio mais usado é convencer algum usuário do sistema a executar o programa que abrirá a backdoor, enviando-o via e-mail com algum estratagema, uma comunicação do chefe, um jogo, etc.

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Background Process

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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É usado em relação a um programa que está sendo executado em segundo plano, sem receber comandos do usuário. Este recurso é muito usado quando se opera o Linux em modo texto. É possível deixar a compactação de um grande arquivo, ou outra tarefa demorada sendo executada em background enquanto trabalha-se em outra coisa. Alguns processos ficam em background sem nunca solicitar comandos ao usuário (alguns daemons por exemplo), enquanto a maioria fica em background apenas temporariamente.

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Backlight

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Encontrada em monitores LCD, e telas de cristal líquido em geral é uma fonte de luz nos cantos ou atrás da tela, que permite ver a imagem no escuro, além de melhorar bastante o contraste e brilho da imagem.

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Backside Bus

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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É o barramento rápido que conecta o núcleo do processador ao cache L2 em processadores que trazem cache L2 incluído no cartucho do processador, mas composto de chips separados, como nos processadores Pentium II e nos processadores Pentium III e Athlon em formato de cartucho.

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Backslash

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Barra invertida, a tecla do teclado. "Slash" é a barra comum, usada em urls e na estrutura de diretório do linux, "coma" é um espaço e "dot" é um ponto. "Dot slash" é o "./", usado para executar arquivos no prompt do Linux.

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Backup

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Cópia de segurança. Copiar dados em um meio separado do original, de forma a protegê-los de qualquer eventualidade. Essencial para dados importantes.

Os backups podem ser feitos em vários tipos de mídias, incluindo CDs graváveis ou regraváveis, fitas DAT, ou até mesmo um segundo HD. Cada tecnologia oferece seus prós e contras, as fitas DAT por exemplo oferecem uma grande capacidade e um custo por megabyte muito baixo, mas em compensação o drive é muito caro, os CDs são muito baratos, mas não armazenam uma grande quantidade de dados e assim por diante. A melhor opção varia de acordo com a quantidade de dados, a regularidade dos backups, o nível de confiabilidade necessário e o quanto pode ser investido.

Além do backup total, simplesmente copiar todos os dados, existe o backup incremental, que consiste em copiar apenas os arquivos que foram alterados desde o último. Praticamente todos os programas de backup suportam esse recurso, descobrindo quais arquivos foram alterados através do número de bytes ou dos atributos.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

Bad Block

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Veja: Badblock

1 comentárioPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

Bad Cluster

Criado 3/set/2007 às 18h25 por Carlos E. Morimoto

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Veja: Badblock

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Bad Sector

Criado 3/set/2007 às 18h26 por Carlos E. Morimoto

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Veja: Badblock

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Badblock

Criado 3/set/2007 às 18h24 por Carlos E. Morimoto

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Os badblocks são defeitos físicos na mídia magnética do HD. Como não é possível abrir o Hd e reparar a mídia, não existe muito o que fazer com relação a eles. O jeito é marcar os badblocks, de forma que eles não sejam mais usados.

Os HDs atuais são capazes de marcar automaticamente os setores defeituosos. A própria controladora faz isso, independentemente do sistema operacional. Existe uma área reservada no início do disco chamada "defect map" (mapa de defeitos) com alguns milhares de setores que ficam reservados para alocação posterior. Sempre que a controladora do HD encontra um erro ao ler ou gravar num determinado setor, ela remapeia o setor defeituoso, substituindo-o pelo endereço de um setor "bom", dentro do defect map. Como a alocação é feita pela própria controladora, o HD continua parecendo intacto para o sistema operacional.

De fato, é normal que os HDs já venham de fábrica com alguns setores remapeados, causados por pequenas imperfeições na superfície da mídia. Como eles não são visíveis para o sistema operacional, nem causam problemas no uso normal, acabam passando despercebidos.

Naturalmente, o defect map é uma área limitada, que corresponde normalmente a uma única trilha. Caso o HD possua algum problema crônico, eventualmente os endereços se esgotarão e os badblocks realmente passarão a se tornar visíveis.

Deste ponto em diante, entram em cena utilitários como o scandisk (no Windows) e o badblocks (no Linux), que permitem realizar um exame de superfície, marcando os setores defeituosos encontrados. Estes setores não são marcados no defect map, mas sim em uma área reservada da partição.

Um grande número de setores defeituosos são indício de problemas graves, como envelhecimento da mídia, defeitos no mecanismo de leitura ou mesmo contaminação do HD por partículas provenientes do ambiente. O ideal nesses casos é fazer backup de todos os dados e substituir o HD o mais rápido possível.

Entretanto, mesmo para estes HDs condenados, às vezes existe uma solução. É comum a maioria dos setores aparecerem mais ou menos agrupados, englobando uma área relativamente pequena do disco. Se houver muitos badblocks em áreas próximas, você pode reparticionar o disco, isolando a área com problemas.

Se, por exemplo, você percebesse que a maioria dos defeitos se encontra nos últimos 20% do disco, bastaria abrir o particionador, deletar a partição atual e criar uma nova, englobando apenas 80% do disco. Neste caso, você perderia uma boa parte da área útil, mas pelo menos teria a possibilidade de continuar usando a parte "boa" do HD (em algum micro usado para tarefas secundárias, sem dados importantes), até que ele desse seus derradeiros suspiros.

3 comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 3/set/2007 às 18h24

Balanceamento de carga (load balancing)

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Hoje em dia, praticamente todos os grandes sites e portais armazenam suas páginas em algum tipo de sistema de banco de dados, que monta as páginas dinâmicamente, sempre que solicitadas pelos clientes, juntando um conjunto de registros. Enquanto o site tiver pouco tráfego, digamos umas 20 ou 30 mil pageviews por dia, provavelmente um único servidor, de configuração média dará conta do recado sozinho. Mas, imagine que derrepente a audiência deste site aumentou muito, foi para 5 milhões de pageviews por dia, que é o que um grande portal costuma ter. Provavelmente, um único servidor, mesmo que tenha 2 ou 4 processadores, não vai dar conta de todo este tráfego.

Entra em cena então a idéia de balanceamento de carga, onde vários servidores ligados em rede dividem entre sí as requisições. Temos então uma ou várias máquinas que cuidam de repartir as requisições entre os servidores, de modo que cada um cuida de parte das requisições e envia de volta as páginas prontas, que serão enviadas aos usuários.

Todos os servidores mantém uma cópia integral de todos os dados do site, já que de qualquer forma cada servidor precisará de todos os dados para atender as requisições que chegarem até ele. Um software de controle se encarrega então de sincronizar os dados entre os servidores automaticamente. Caso algum dos servidores precise ser desligado, seja por alguma falha, ou então para algum tipo de manutenção, os outros continuam trabalhando normalmente. Ao voltar, o programa de controle sincroniza o servidor com os demais e ele volta à ativa.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

Bandwidth

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Largura de banda, se refere à capacidade de transmissão de uma rede ou um tipo qualquer de conexão. A largura de banda de uma conexão via modem é de 56 Kbits :-) Este termo pode ser usado também com relação à quantidade de dados que podem ser transferidos através de uma interface num determinado período de tempo. Por exemplo, um slot AGP 1X trabalha a 66 MHz e 32 Bits por transferência, resultando numa banda de 266 MB por segundo.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

Banias

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Com o lançamento do Pentium 4, em 2001, a Intel fez um movimento arriscado, investindo em um processador com um longo pipeline (a primeira versão do Pentium 4 trabalhava com 20 estágios, contra 10 do Pentium III e 11 das primeiras versões do Athlon). Dobrar o número de estágios no processador é como dobrar o número de funcionários em uma linha de produção, fazendo com que cada um faça metade do trabalho e a esteira corra duas vezes mais rápido. Por um conjunto de fatores, o Pentium 4 acabou se revelando um projeto bastante ineficiente e acabou dando lugar ao Core 2 Duo e seus derivados, a partir de 2006.

O Banias é a primeira geração do Pentium-M e justamente o ancestral do Core 2 Duo.

Tudo começou com a idéia de desenvolver um processador de baixo consumo, que pudesse ser usado em notebooks, área que os processadores derivados do Pentium 4 não atendiam muito bem devido ao grande consumo elétrico.

O desenvolvimento deste processador de baixo consumo ficou a cargo de um grupo de engenheiros sediados em Israel, que passaram a trabalhar em uma versão aprimorada do antigo Pentium III, um processador com menos estágios e menos transístores, incapaz de atingir freqüências de operação muito altas, mas que, em compensação, oferecia um desempenho por clock muito superior ao do Pentium 4.

A idéia era trabalhar para reforçar os pontos fortes do Pentium III e minimizar seus pontos fracos, produzindo um processador com um desempenho por ciclo ainda melhor, mas que, ao mesmo tempo, consumisse menos energia e fosse capaz de operar a freqüências mais altas.

A primeira encarnação do novo processador foi o core Banias (lançado em 2003), que chegou ao mercado na forma da primeira versão do Pentium-M. Muitos defendem que o Banias recebeu tantas melhorias em relação ao Pentium III, que pode ser considerado um novo projeto em vez de uma evolução deste. Como neste caso os critérios são subjetivos, você pode aderir a qualquer uma das duas linhas, como preferir.

O Banias foi fabricado numa técnica de produção de 0.13 micron, com 64 KB de cache L1 e 1 MB de cache L2 e em versões de até 1.6 GHz. O barramento com o chipset (o principal ponto fraco do Pentium III) foi substituído pelo mesmo barramento de 400 MHz utilizado do Pentium 4, reduzindo o gargalo na conexão com a memória.

O Banias recebeu ainda o reforço das instruções SSE2 e uma versão aprimorada do SpeedStep, que gerencia dinamicamente o clock, tensão e componentes internos do processador, desativando os componentes que não estão em uso e reduzindo a freqüência nos momentos de pouca atividade, reduzindo bastante o consumo do processador. Um Banias de 1.6 GHz consome 24 watts ao operar na freqüência máxima, mas consome pouco mais de 4 watts quando ocioso, operando na freqüência mínima.

Junto com o Banias, veio a marca "Centrino", uma jogada de marketing da Intel, para vender o pacote completo, com o processador, chipset e placa wireless. Apenas os notebooks com os três componentes podem usar a marca "Centrino", criando uma certa pressão sobre os fabricantes.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

Banner

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Faixa. Atualmente é usado com relação às propagandas encontradas na Internet. Uma imagem retangular que quando clicada leva ao site do anunciante. Antigamente os banners eram aqueles impressos com letras garrafais, impressos em folhas de formulário contínuo, gerados por alguns programas.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

Barramento

Criado 10/ago/2007 às 18h20 por Carlos E. Morimoto

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Os barramentos são utilizados para interligar os diferentes componentes da placa-mãe e também permitir o uso de placas de expansão. Assim como os demais componentes, os barramentos evoluíram de forma expressiva durante as últimas décadas, passando do ISA e das portas seriais, aos slots PCI Express e portas USB 2.0, que utilizamos atualmente.

Não poderia ser diferente, pois o uso de um barramento lento cria um gargalo, que limita o desempenho dos componentes ligados a ele. Uma placa Gigabit Ethernet é capaz de transmitir dados a 1000 megabits, o que equivale a 125 MB/s. A grande maioria das placas Gigabit Ethernet atuais são ligadas no barramento PCI Express, que é capaz de alimentar a placa com um volume de dados mais do que suficiente.

Imagine agora que um fabricante resolvesse produzir placas Gigabit Ethernet em versão ISA, destinadas a micros antigos. Não existe nenhuma restrição técnica que realmente impeça o desenvolvimento de uma placa gigabit em versão ISA. O problema é que a placa ficaria limitada à velocidade oferecida pelo barramento e não seria capaz de operar a mais do que uma fração do seu desempenho real. Na melhor das hipóteses, ela transmitiria dados a pouco mais de 5 MB/s, o que representa apenas 4% do seu desempenho nominal.

Infelizmente, novos barramentos são quase sempre incompatíveis com os antigos. É por isso que de tempos em tempos acabamos sendo obrigados a descartar alguma placa antiga, para a qual ainda teríamos utilidade, ao trocar de placa-mãe. Foi assim com as placas de som e modems ISA e, em breve, acontecerá também com nossas placas de rede, placas de captura e outros periféricos PCI. É o preço a se pagar pela evolução da tecnologia.

1 comentárioPor Carlos E. Morimoto. Revisado 10/ago/2007 às 18h20

Barton

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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O core Barton foi o "pico evolutivo" dos processadores AMD soquete A de 32 bits, antes que eles fossem inteiramente substituídos pelos processadores baseados no Athlon 64.

O Barton é uma versão do Thoroughbred-B com 512 KB de cache. É interessante notar que os 256 KB adicionais de cache adicionaram quase 17 milhões de transístores ao processador (totalizando 54.3 milhões, contra 37.6 milhões do Thoroughbred-B), mas aumentaram a área do processador em apenas 21 mm², totalizando apenas 101 mm².

A princípio, poderia parecer que a AMD decidiu utilizar um cache mais lento, como no caso do Pentium 4 com core Prescott, mas isso felizmente não aconteceu. O Barton mantém o mesmo cache com 16 linhas de associação e os mesmos tempos de acesso, de forma que não existem "poréns" na nova arquitetura. O Barton é realmente mais rápido que um Thoroughbred em todas as situações, variando apenas a percentagem.

Como o Barton mantém os 128 KB de cache L1 e mantém o uso do sistema exclusivo, ele é capaz de armazenar até 640 KB de dados em ambos os caches, um número nada desprezível. Apesar disso, o ganho de desempenho em relação ao Thoroughbred é relativamente pequeno se comparado com o ganho do Pentium 4 Northwood sobre o Willamette, por exemplo, já que o Athlon já possuía um sistema de caches mais equilibrado, sem grandes gargalos.

Os maiores beneficiados pelo cache maior são os games 3D. Utilizando uma placa 3D rápida (onde o gargalo passe a ser o processador), o UT2003 roda com um FPS 9% maior, enquanto no Comanche 4 o ganho é de 7%. A maioria dos aplicativos de produtividade roda com ganhos modestos, de 3 a 6%. Apesar disso, o cache foi uma boa adição, que ajudou a tornar o processador mais equilibrado, sem aumentar o custo de forma considerável.

O Barton foi inicialmente lançado em três versões: 2500+ (1.83 GHz), 2800+ (2.08 GHz) e 3000+ (2.16 GHz). As três utilizavam bus de 166 MHz e mantinham compatibilidade com as placas anteriores, já que o Barton utilizava os mesmos 1.65v de tensão do Thoroughbred.

Mais adiante foram lançados os modelos 3000+ (agora a 2.1 GHz) e 3200+ (2.2 GHz). Estas duas versões utilizavam bus de 200 MHz, o que demandava uma placa-mãe compatível. Uma observação é que o Barton 3000+ de 2.1 GHz era levemente mais lento que o de 2.16 GHz, pois o aumento de 33 MHz na freqüência do barramento não era suficiente para compensar a diminuição de 66 MHz no clock do processador. Devido ao grande cache L2, o Barton era menos dependente do barramento com a memória, de forma que aumentar a freqüência do FSB tinha pouco efeito sobre o desempenho.

Outra questão é que o XP 2800+ baseado no Thoroughbred-B (que operava a 2.25 GHz) era capaz de superar o Barton 3000+ (que operava a 2.1 ou 2.16 GHz) em alguns aplicativos e benchmarks, (como, por exemplo, o teste Content Creation do Winstone 2003), já que, embora com menos cache, o clock do processador era maior. Como disse, o Barton ganha de um Thoroughbred do mesmo clock em todas as aplicações, mas comparações entre processadores de clocks diferentes podem sempre revelar surpresas.

O Barton 3000+ competia de igual para igual com o Pentium 4 Northwood de 3.06 GHz, embora a briga fosse apertada, com o Northwood ganhando em muitas aplicações. De uma forma geral, o Barton dominava os aplicativos de escritório e de produtividade e, embora com uma margem menor, também na maioria dos games. O Northwood, por sua vez, ganhava nos aplicativos de compressão de áudio e vídeo e também em alguns aplicativos profissionais.

O Barton 3200+ acabou sendo o topo da evolução entre os processadores AMD de 32 bits, marcando o final da era dos processadores soquete A. Depois disso, a Intel entrou em seu período negro, andando para o lado com o core Prescott, enquanto a AMD tomou a dianteira lançando os processadores de 64 bits. Esse foi o período de maior crescimento da AMD, onde, mesmo trabalhando com margens de lucro mais folgadas, chegou ao ponto de superar as vendas da Intel. Em 2006 a balança voltou a pender novamente para o lado da Intel, com o lançamento do Core 2 Duo e os cortes de preços nos processadores antigos. Ao longo de 2007, a Intel recuperou boa parte do terreno perdido, enquanto a AMD se defendia reduzindo os preços dos processadores, assim como na época do K6-2.

Mas, voltando ao Barton e suas variações, temos também uma versão com metade do cache L2 desabilitado (provavelmente modelos com defeitos no cache, onde era aproveitada a metade boa), batizada de Thorton. Ele foi vendido em quantidades limitadas, com freqüências de 1.6 GHz (2000+) a 2.2 GHz (3100+). O índice de desempenho era calculado de forma diferente do Barton, já que com metade do cache desabilitado, o desempenho do Thorton era idêntico ao de um Thoroughbred do mesmo clock.

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Bash

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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O bash é um dos interpretadores de comandos do Linux. A sigla vem de "Bourne Again Shell", enfatizando que o Bash é uma versão aperfeiçoada do interpretador Bourne. Um interpretador de comandos é pequeno um programa que interpreta os comandos dados pelo usuário e os executa. No MS-DOS por exemplo, o interpretador de comandos é o Command.com. Apesar do Bash ser atualmente o interpretador de comandos para Linux mais usado, ele não é o único. Existem vários outros interpretadores, com pequenas diferenças nos recursos, comandos ou nas sintaxes.

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BASIC

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Beginner's All-purpose Symbolic Instruction Code. O BASIC é uma linguagem de programação voltada para principiantes, desenvolvida durante os anos 60. Praticamente todos os primeiros computadores pessoais lançados durante a década de 70 traziam compiladores BASIC.

Os programas em BASIC são construídos através da combinação de comandos simples, baseados em palavras do Inglês e rodam linha a linha, à medida que são "traduzidos" para linguagem de máquina pelo interpretador. Os compiladores BASIC atuais são bem mais rápidos e mais flexíveis que os desta primeira geração e, apesar de ainda não serem tão rápidos quanto programas em C, já são capazes de fazer praticamente tudo que é possível em outras linguagens Um exemplo de linguagem popular atualmente que é baseada no BASIC é o Visual Basic da Microsoft.

Este é um exemplo de programa em BASIC simples, que pede dois números e escreve o produto da multiplicação dos dois. Ele poderia ser usado em um ZX80 ou (com pequenas modificações) em qualquer computador de 8 bits antigo com um interpretador BASIC:

10 PRINT "MULTIPLICANDO" 20 PRINT "DIGITE O PRIMEIRO NUMERO:" 30 INPUT A 40 PRINT "DIGITE O SEGUNDO NUMERO:" 50 INPUT B 60 LETC=A*B 70 PRINT "RESPOSTA:", C

Este pequeno programa precisaria de 121 bytes de memória para rodar (os espaços depois dos comandos são ignorados, por isso não contam). Ao desenvolver programas mais complexos você esbarrava rapidamente na barreira da memória disponível (principalmente se usasse um ZX80, que tinha apenas 1 KB ;), o que obrigava os programadores a otimizarem o código ao máximo. Aplicativos comerciais (e o próprio interpretador BASIC) eram escritos diretamente em linguagem de máquina, utilizando diretamente as instruções do processador e endereços de memória, de forma a extraírem o máximo do equipamento.

Na época, existiam até programas de rádio que transmitiam softwares como parte da programação. O locutor avisava e em seguida "tocava" a fita com o programa. Os interessados precisavam ficar com o aparelho de som à mão para gravar a cópia. Esses programas de rádio foram a primeira rede de pirataria de softwares de que se tem notícia, décadas antes da popularização da internet. ;)

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