Quase todo tablet barato no Brasil é de procedência duvidosa, com tela resistiva e versões bem velhas do Android. Um modelo básico de um conhecido fabricante por aqui já está à venda em diversas lojas de varejo, sendo aparentemente uma boa opção frente aos tablets chineses sem marca: o Motion Tab T733 da CCE.
O preço sugerido é de R$ 400. Ele é um tablet de 7″ com tela capacitiva (multitoque de 5 pontos), com Android 4.0. O Android 4.0 não é exatamente o mais novo, mas está bem mais maduro do que qualquer outra versão anterior adaptada para telas maiores.
A lista com as especificações no site da CCE traz algumas informações. O processador é o AML 8726 – M3 (aparentemente baseado no Cortex A9 dual core com uma GPU Mali 400, considerando dispositivos com o mesmo SoC; o site da CCE não deixa os detalhes explícitos). Ele tem 512 MB de RAM. Há 4 GB de espaço interno e suporte a até 32 GB via cartão microSD. Há uma câmera traseira de 2 MP e uma frontal de 0,3 MP. Acelerômetro, sensor de luminosidade e giroscópio são padrões na categoria, também presentes. Apesar das baixas especificações ele deve suportar a reprodução de vídeos 1080p, pelo menos é o que diz no site. A falta de uma saída HDMI torna esta possibilidade não tão útil assim na prática.
A tela de 7″ tem resolução de 1024 X 600 (16:9). Sendo vendido oficialmente no Brasil, o aparelho é certificado pela Anatel e tem garantia de um ano, em oposição aos milhares de aparelhos chineses importados ou contrabandeados.
Por R$ 400 parece valer a pena, considerando que há tablets com especificações bem inferiores custando até mais por aqui. Mas pagando um pouco mais certamente você leva algo melhor.
Um dos atrativos dele mesmo fica por conta do Android 4.0, já que diversos aplicativos exigem no mínimo esta versão do sistema (como o Chrome). Muitos tablets de fabricantes grandes não são atualizados, então este não é tão diferente assim dos demais nesse quesito. Vários tablets de marcas famosas não receberam o Jelly Bean. Em alguns casos há divergências dependendo dos interesses dos fabricantes, como a Motorola, que atualizou o Xoom original nos EUA para o Android 4.1 mas no Brasil ele parou no 4.0.x. Definitivamente, quem espera atualizações oficiais por mais tempo deve optar por empresas mais comprometidas com seus clientes.
