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YouTube: Flash versus HTML 5
Por Marcos Elias Picão em 30 de junho de 2010 às 17h47
2O pessoal do YouTube postou um artigo sobre Flash versus HTML 5, no que se refere aos vídeos da web. Em suma, o HTML 5 é muito bom mas ainda está engatinhando, não oferece todos os recursos que o Flash já possibilita há anos. Apesar da Apple odiar a Adobe e não permitir suporte ao Flash nos seus dispositivos móveis, o Flash Player não deve sumir dos navegadores nos desktops tão cedo.
O começo do artigo trata do formato de vídeo padrão. Alguns ficam com o H.264, mas navegadores livres que não queiram pagar a licença não pode utilizá-lo. O WebM, mantido pelo próprio Google, ainda não foi adotado em massa. Enquanto isso não se resolve fica complicado para os sites de vídeo usarem apenas a tag <video> do HTML 5, ficando uma lacuna: se optarem por um ou outro formato alguns navegadores não poderão tocar o vídeo, e por enquanto não dá para incluir suporte a todos.
Outro ponto citado é sobre a tecnologia de controle do streaming. O Flash provê controle dos dados transferidos, busca em posição do vídeo, além de ter um protocolo opcional para isso, RTMP. Via ActionScript (programação usada no Flash) os desenvolvedores podem alterar o comportamento do vídeo ou realizar algumas outras ações. Com o HTML 5 não há isso, pelo menos por agora. A tag <video> simplesmente entrega a URL do vídeo e diz ao navegador "pronto, agora é com você".
Proteção de conteúdo é outro problema. Alguns distribuidores querem manter seguros seus vídeos (com os do YouTube Rentals), garantindo que só um público específico tenha acesso (por exemplo, clientes). Com o HTML 5 isso ficaria um pouco mais difícil.
O empacotamento do vídeo em Flash é outra questão, além do player personalizado que facilita a inclusão de conteúdo (como legendas, anotações e anúncios). Em HTML 5 isso ainda não dá. O Flash também facilita que outros sites possam embutir conteúdo em vídeo (embed) sem que o conteúdo embutido tenha acesso a informações sigilosas ou importantes da página no qual está embutido.
Um item importante é o suporte a tela cheia: o Flash suporta aceleração por hardware em vários dispositivos, e os navegadores ainda estão sofrendo para implantarem algo assim. Em Javascript não é possível manipular o modo de tela cheia. Com o HTML 5 ainda é difícil embutir textos sobre o vídeo, outro ponto ruim.
Por fim o artigo cita a falta de suporte a webcam e microfone. Muitos sites permitem que os usuários gravem vídeos diretamente usando o Flash, incluindo o próprio YouTube. Ainda tem a questão de videoconferência, onde quase sempre o Flash é usado para puxar a imagem da webcam e, do outro lado, reproduzir o vídeo.
O Google e tantos outros produtores estão empolgados com o HTML 5, mas a realidade é essa, o Flash domina a área e não deve sair do trono muito cedo.
2 comentáriosPostado 30 de junho de 2010 às 17h47 por Marcos Elias Picão


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