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Lenha na fogueira: Google lança formato de vídeo WebM, para HTML5

Por Julio Cesar Bessa Monqueiro em 20 de maio de 2010 às 14h37

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A discussão sobre os codecs de vídeo para a correspondente tag no HTML5 estava acirrada. Apple, Google e Microsoft davam suporte exclusivo ao proprietário H.264, enquanto a Mozilla e a Opera só estavam oferecendo compatibilidade com o Ogg Theora, livre de royalties. Mas o Google está tentando resolver este impasse com o novo formato WebM, que combina o codec de vídeo VP8 que ela adquiriu na compra da On2, o codec de áudio Vorbis e o formato de conteúdo Matroska, tudo em um pacotão de código aberto e também livre de royalties.

O Google afirmou no lançamento: "A equipe que criou o VP8 é pioneira no desenvolvimento de codecs de vídeo há mais de dez anos. O VP8 proporciona vídeo de alta qualidade, ao mesmo tempo em que se adapta com eficiência às diversas condições de processamento e banda encontradas na ampla variedade de dispositivos conectados à web hoje em dia. O uso eficiente de banda do VP8 implicará na redução de custos com servidores para quem publica conteúdo e em vídeo de alta qualidade para usuários finais. A relativa simplicidade do codec faz com que seja fácil integrá-lo aos ambientes disponíveis atualmente, e exige menos ajustes manuais para produzir resultados de alta qualidade. Esses atributos já existentes e a rápida inovação esperada no processo de desenvolvimento aberto tornam o VP8 adequado aos requisitos únicos de vídeo na web."

A Microsoft já respondeu o recado, dizendo que "em seu suporte ao HTML5, o IE9 irá suportar a reprodução de vídeos H.264 e VP8, caso o usuário tenha instalado um codec VP8 no Windows". Várias outras empresas de software e hardware já estão trabalhando com o WebM, incluindo Adobe, Microsoft, Mozilla, Opera e Skype, além de ARM, Broadcom, Nvidia, Qualcomm e Texas Instruments, e segundo o Engadget, AMD e Imagination Technologies também fazem parte da lista.

É esperado que os snapshots (versões de desenvolvimento) do Google Chrome e do Mozilla Firefox ofereçam suporte ao WebM em breve, e o Google já adicionou o padrão à versão HTML5 do YouTube. A Apple, que tem uma certa antipatia com o Flash, ainda não anunciou participação. Tomara que, simplesmente por birra do Google, já que as duas andam concorrendo severamente em vários aspectos (como os smartphones), a Apple não deixe de oferecer suporte ao WebM no iPhone, iPad e no Safari.

6 comentáriosPostado 20 de maio de 2010 às 14h37 por Julio Cesar Bessa Monqueiro

Comentários

Infelizmente
por ddragoonss em 21 de maio de 2010 às 04h04
O H.264 já é amplamente usado e tecnicamente tem uma qualidade mil vezes superior que o VP8.

Nenhum usuário final pagara por patentes, então se deixar levar por FUD ridículos da FSF ou de outra empresa é plena ignorância.

Temos que nos deixar levar sim, é pela qualidade técnica do codec, e isso o AVC/H.264 ganha de lavada desses outros 2.
Será por Marcos FRM
Ooops por Marcos FRM
Exagero por gugamilare
Jogada de Mestre
por Marcos FRM em 21 de maio de 2010 às 00h53
Essa foi uma jogada de mestre do Google. Eles sabem que tem o YouTube como alavanca e tem o poder de reunir demais produtores de software/hardware na empreitada. Até mesmo aceleração via hardware do VP8 está a caminho por parte da ARM.

Não só a decisão de abrir o VP8, mas de usar Vorbis e um subconjunto do Matroska como conteiner, foi acertadíssima. Apple e Microsoft terão que dar o braço a torcer, cedo ou tarde, se o WebM "pegar". A MS inclusive já se antecipou. Veremos por quanto tempo a Apple fará birra...

O líder do projeto x264 (não lembro o nome do sujeito), fez alguma crítica à especificação do VP8, que segundo ele possui uma documentação ruim e ambígua em muitas partes. E deve ser; o Monty, da Xiph.Org, comentou que provavelmente ele tenha razão. Contudo, é o tipo de coisa que é possível ser consertada, com o único porém que talvez tenham que mudar a especificação. Contudo, agora, enquanto o codec recém começará a ser adotado, ainda dá para fazer.

Estão começando alguns FUDs que o Google (mesmo com a compra da On2) não teria propriedade de todas as patentes usadas no VP8 -- aquela velha história que o Steve Jobs disse que *não existe* codec que não viole patentes de tereciros --, porém eu confio que o Google tenha examinado a questão minuciosamente e tenha tomado a decisão com o aval do seu departamente jurídico, que deve ter *muita* gente... :)

Estou confiante. Tomara que o WebM enterre o H.264 como padrão do HTML 5. Eu não tenho nada contra o H.264. É um excelente codec. É que para o HTML 5 ele simplesmente não serve, pois não satisfaz o princípio básico que é (ou deveria) ser o norte do W3C: livre uso e implementação na web.
Finalmente
por gugamilare em 20 de maio de 2010 às 22h16
Esse parece ser o primeiro passo dado pela Google na direção certa com respeito ao HTML5. Até essa notícia parecia que o Google estava tentando propositadamente minar o Firefox, e não somente o Firefox, mas a adoção de padrões livres na web. Espero que com isso o Firefox não fique para trás no suporte ao vídeo pela internet.