Notícias do mês de Maio de 2008

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Livro Kurumin 7 disponível (completo) para leitura online

Por Carlos E. Morimoto em 26 de maio de 2008 às 08h37

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O livro Kurumin 7, Guia Prático está disponível na íntegra para leitura online no site da GDH Press. Ele é um guia completo sobre o Kurumin 7, que aborda desde o uso e instalação do sistema, até detalhes sobre os componentes internos e solução de problemas, passando pelos programas disponíveis e outros detalhes.

Mesmo se você não utiliza o Kurumin, o livro serve como um bom guia para aprender mais sobre o uso do Linux em geral, sobretudo os capítulos 3 e 4 do livro, que falam, respectivamente, sobre os programas disponíveis e solução de problemas. Se você está começando agora, o capítulo 1 serve como uma boa introdução sobre as origens do Linux, as diferenças entre as distribuições e o funcionamento geral do sistema.

Embora a tiragem já esteja no fim, este livro está disponível também em versão impressa então, se gostou do livro ainda dá tempo de comprar o seu. Veja também os outros livros disponíveis no site da GDH Press.

Sem comentáriosPostado 26 de maio de 2008 às 08h37 por Carlos E. Morimoto

Criando pacotes no Slackware Linux

Por Júlio César Bessa Monqueiro em 24 de maio de 2008 às 10h10

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O Slackware é uma excelente distribuição que possui muitos fãs em todo mundo, por ser originalmente dotada de uma série de características e conceitos próprios, tornando-a uma distro altamente personalizável, curiosa, pura e avançada - principalmente pelo fato de nela tudo ser feito "na unha"; daí o afeto dela fundamentalmente por usuários antigos do mundo Linux.

Aos usuários e/ou curiosos do Slack: já pararam para pensar como funciona internamente o sistema de pacotes SlackBuild, e como criar um pacote próprio e "zerinho"?

Francisco Ambrozio publicou no site Viva o Linux um interessante texto chamado "Criando pacotes no Slackware Linux". Veja a descrição:

"Rápido e objetivo: neste artigo abordarei as formas de criar pacotes para o Slackware Linux."

E um trecho (conclusão): "Como tudo nesta maravilhosa distro, criar pacotes no Slackware é simples e poderoso!

Os exemplos citados aqui servem para o fim prático de entendermos como funciona um SlackBuild e como criar um pacote à mão. E baseia-se no processo "old school": ./configure, make && make install. Para a compilação de pacotes à esta maneira ele cumpre o seu propósito, só sendo necessário o ajuste de algumas variáveis quando for criar outro pacote.

Quando nos depararmos com pacotes que exigem uma abordagem diferente, devemos fazer os necessários ajustes. "

O artigo está dividido entre as seguinte seções:

  1. Introdução - uma breve geral no sistema de pacotes do Slackware
  2. Manual
  3. Criando um SlackBuild
  4. Conclusão e referências

Veja o artigo completo em:

http://www.vivaolinux.com.br/artigos/verArtigo.php?codigo=8259

Sem comentáriosPostado 24 de maio de 2008 às 10h10 por Júlio César Bessa Monqueiro

Intel lançará seus próprios SSDs

Por Júlio César Bessa Monqueiro em 23 de maio de 2008 às 15h37

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A Intel está revelando planos para lançar sua própria linha de SSDs (Solid State Disks) antes do início do inverno brasileiro. Se referindo à linha como "High Performance SSD", os drives terão as vendas iniciadas até o final do terceiro trimestre deste ano, tanto o Client X18-M, com o formato de 1,8 polegadas e designado para ultraportáteis, como o Client X25-M, de 2,5" com foco em notebooks convencionais e servidores corporativos. Ambos os modelos serão essenciais para o lançamento da plataforma de notebooks Centrino 2, que começará em junho e terminará em setembro, com os chips Core 2 Duo de baixo consumo.

As versões inicias dos SSDs terão 80 GB em capacidade de armazenamento, usando uma interface Serial ATA, de acordo com a empresa. O lançamento é dito como essencial para notebooks medianos e 'topos de linha', já que a Intel acredita usar cada vez mais os SSDs como forma padrão de armazenamento.

Fonte:

http://www.electronista.com/articles/08/05/23/intel.80gb.ssd.in.q3/

Sem comentáriosPostado 23 de maio de 2008 às 15h37 por Júlio César Bessa Monqueiro

'Computador vivo' é construído com bactérias modificadas

Por Júlio César Bessa Monqueiro em 23 de maio de 2008 às 14h59

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Continuando a saga da construção de eletrônicos usando materiais vivos, uma nova experiência afirmou ainda mais a idéia da computação que usa organismos biológicos em seu funcionamento. Dessa vez, cientistas desenvolveram um "computador vivo", usando bactéricas modificadas geneticamente.

Esse é o assunto da notícia ""Computador vivo" é construído com bactérias geneticamente modificadas", postada no site "Inovação Tecnológica":

"Recentemente, dois pesquisadores fizeram um levantamento de todos os estudos que envolvem o processamento biológico da informação e concluíram que podemos estar a caminho de um futuro não-eletrônico (veja Processamento biológico da informação abre caminho para um futuro não-digital).

Agora, uma equipe de biólogos e matemáticos adicionaram genes a bactérias Escherichia coli que as transformaram em computadores bacterianos, capazes de resolver um enigma matemático que os pesquisadores chamam de "problema das panquecas queimadas.""

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Veja a notícia original em:

http://www.inovacaotecnologica.com.br

Sem comentáriosPostado 23 de maio de 2008 às 14h59 por Júlio César Bessa Monqueiro

Blizzard testando os limites da lei do direito autoral

Por Jake Edge em 23 de maio de 2008 às 09h32

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Blizzard tests the reach of copyright law

Autor original: Jake Edge

Publicado originalmente no: http://lwn.net/

Tradução: Roberto Bechtlufft

Os usuários de software livre raramente precisam se preocupar com a licença que governa os aplicativos que usam. Ao contrário de desenvolvedores e distribuidores, os usuários dificilmente reparam se um programa é regido pela BSD, GPL ou por qualquer outra licença - mas com software proprietário as coisas mudam. Se a Blizzard Entertainment conseguir o que quer, as coisas podem ficar muito piores, com os fabricantes de software proprietário controlando o comportamento de seus usuários e impondo sua vontade por meio da Lei dos Direitos Autorais americana.

A Blizzard, criadora do RPG online World of Warcraft (WoW), entrou com uma ação contra a MDY, Inc., que desenvolveu uma ferramenta que ajuda os jogadores a subir níveis no jogo. Basicamente, o Glider joga o jogo pelo usuário, criando um personagem mais poderoso e com mais dinheiro, enquanto o usuário se ocupa com outras coisas. Alguns alegam se tratar de uma maneira legítima de evitar o tédio de subir níveis com um novo personagem, outros acham que é trapaça. Seja como for, é uma clara violação aos Termos de Uso (TOU) do WoW.

Mas os usuários só aceitam esses termos quando concordam com o Contrato de Licença de Usuário Final (EULA) que vem com o jogo. A Blizzard parece ter bastante munição para agir contra os jogadores que usam o Glider, mas ao invés de processar os consumidores por quebra de contrato - talvez eles tenham aprendido alguma coisa com a indústria da música - eles foram atrás de um alvo mais fácil. Se a Blizzard tivesse processado a MDY apenas por "interferência de terceiros na relação contratual" ela não teria chamado muita atenção. Mas a tentativa da Blizzard de alargar os limites da lei de direitos autorais americana acabou atiçando o interesse da "The Electronic Frontier Foundation (EFF)", da Public Knowledge e de outros.

A Blizzard certamente conhece bem a lei do direito autoral - em particular, o odiadíssimo Digital Millennium Copyright Act (DMCA) - e já fez uso dela de formas que muitos consideram questionáveis. Mas a justiça, ao menos no caso Blizzard vs BNETD, deu razão à Blizzard, pondo fim ao desenvolvimento de um servidor alternativo para os jogadores de seus jogos. Por causa disso, sempre que a Blizzard faz alguma acusação envolvendo direitos autorais, é de se esperar um forte escrutínio de vários sentinelas.

A Blizzard afirma que, ao usar o Glider, os usuários não apenas estão violando o contrato com o qual concordaram, como também estão cometendo infração de direitos autorais. Como se tem visto em muitas ações de compartilhamento de arquivos, sempre que o direito autoral é supostamente violado em um computador, qualquer programa que esteja envolvido mesmo que de leve na violação é acusado de "infração contributiva"; essa é a segunda acusação feita pela Blizzard contra a MDY na ação. Pela interpretação da Blizzard, os usuários têm permissão para copiar o programa para a memória RAM de seus computadores desde que não violem os termos de uso. Se ele for violado, a licença de cópia para a RAM - passo necessário para o uso do programa - é invalidada; trata-se de infração dos direitos autorais da Blizzard e os infratores estarão sujeitos a multas de 750 dólares ou mais por cada cópia ilegal para a RAM.

Se a interpretação da Blizzard for validada pelos tribunais, muitas outras ações poderão ser enquadrados como infrações de direitos autorais: escolher um nome para um personagem que viole a lista de 13 nomes restritos nos termos de uso, transmitir ou postar "qualquer conteúdo ou linguagem que, pela única e absoluta discrição da Blizzard, seja considerado ofensivo..." ou "qualquer coisa que a Blizzard considere contrária à 'essência' do Programa", por exemplo. Nestas condições, a Blizzard poderia alegar infração de direitos autorais sempre que quisesse, faturando mais 750 dólares cada vez que o programa fosse usado.

O Public Knowledge ofereceu duas boas razões para que a alegação de infração de direitos autorais seja refutada. Já está bem estabelecido que quando a cópia é necessária para o uso do material, como no caso do software, ela não constitui infração de direitos autorais. O argumento da Blizzard de que, de acordo com os termos da EULA, aqueles que compram o WoW não são "donos" do jogo, mas sim licenciados, também é fraco. Os tribunais sempre encararam as transações de software como vendas, e não como aluguéis com licenças controladas por empresas, da mesma maneira que músicas e filmes são comprados. Os proprietários de direitos autorais adorariam eliminar a "doutrina da primeira venda", que permite aos donos venderem livros usados e outros materiais sob direito autoral, mas até agora os tribunais não cederam.

É de se esperar que os tribunais sejam persuadidos a não colocar esta disputa em termos de direitos autorais, mas sempre há o risco de uma ferramenta usada para "trapacear" não conseguir ser abordada de maneira razoável. Por diversas vezes as cortes americanas já tomaram decisões surpreendentes em casos de direito autoral. Sem dúvidas há vários empresas com processos na mesma veia esperando a decisão ser tomada. No fim das contas, nem a Blizzard nem aqueles que estão aguardando o desfecho para agir querem de fato perseguir os "infratores" - também conhecidos como consumidores. Eles querem mesmo é ir atrás dos que permitem aos usuários usarem (e às vezes abusarem) de seus softwares de maneiras que eles não aprovam. É uma estratégia clássica de controle de software proprietário e, felizmente, é algo com que os usuários de software livre não precisam se preocupar.

Porém, há uma comparação interessante a ser feita com o licenciamento do software livre. Licenças como a GNU GPL também restringem o comportamento baseando-se em direitos autorais; a GPL 3, por exemplo, faz exigências específicas quanto a acordos de patentes feitos com terceiros. Como a Blizzard, quem distribui seu software sob uma licença livre pode alegar infração de direitos autorais (não quebra de contrato) se os termos da licença não forem cumpridos. Mas há uma diferença crucial: as licenças de software livre não regulam o uso do software, apenas de sua distribuição. Ao alegar que os usuários de seu software violam direitos autorais porque ela não aprova o comportamento deles, a Blizzard está tentando estender o alcance da lei do direito autoral muito além de qualquer coisa já vista na comunidade do software livre.

Claro que é compreensível que a Blizzard prefira que seus usuários não utilizem o Glider ou outro software similar. Eles acreditam que isso desequilibra o jogo, que é injusto com os outros jogadores. A Blizzard já baniu temporária ou permanentemente jogadores que usam programas de bots (personagens controlados automaticamente, como robôs), mas é óbvio que detectar o Glider é mais difícil, o que levou a Blizzard a esta ação legal.

Cabe à Blizzard policiar o jogo, no entanto, e não esperar que outros façam isso por ela. Mas é difícil de imaginar que o Glider esteja fazendo algo particularmente errado, embora a Blizzard deva sair vitoriosa em ao menos uma de suas alegações (talvez nas duas). Se os jogadores quiserem descobrir maneiras de burlar as partes do jogo das quais não gostam, eles vão descobrir, a não ser que a Blizzard encontre meios tecnológicos de impedi-los. Parece que há uma substancial oportunidade de negócios em ajudar os jogadores a evitar algumas das partes mais entediantes e repetitivas do jogo - e a Blizzard ignora essa oportunidade.

Ainda que este litígio não seja uma ameaça direta ao software livre (a não ser que alguém esteja desenvolvendo bots livres para jogos), qualquer expansão em potencial do direito autoral é digna de ser observada. A comunidade se baseia na lei do direito autoral para garantir suas licenças, então vai ser interessante ver as decisões que os juízes tomarão a respeito do assunto. Embora talvez a Blizzard esteja certa em perseguir os "trapaceiros" e a empresa que os equipa, ela não deveria estar fazendo isso tentando expandir a tal extremo o conceito de direito autoral.

Créditos a Jake Edge - http://lwn.net/

Tradução por Roberto Bechtlufft <robertobech at gmail.com>

Sem comentáriosPostado 23 de maio de 2008 às 09h32 por Jake Edge

Citrix lança XenDesktop 2.0

Por Marcos Elias Picão em 23 de maio de 2008 às 04h03

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A Citrix, atual mantenedora do Xen, lançou uma versão desktop desse ambiente de virtualização. Muito comum para virtualização de servidores e de uso avançado, agora o Xen ganha novos rumos também com o XenDesktop.

Foi anunciado no começo desta semana, há cinco edições. Uma é gratuita, a Express Edition, oferecida mais para testes e divulgação, com o limite de até 10 usuários conectados.

Com o XenDesktop é possível instalar um sistema operacional numa máquina virtual no servidor e acessá-lo de outras máquinas, os clientes. Soluções de concorrentes, como produtos da VMware, já permitem isso de forma fácil faz tempo. Nos softwares de virtualização do Xen esse era um dos pontos fracos, afinal a operação dele se dá de forma diferente, exigindo um sistema operacional host preparado para executá-lo.

Várias empresas que já usam produtos da Xen, no entanto, podem continuar preferindo soluções como o XenApp. Ele fornece virtualização a aplicações isoladas, em vez de um sistema completo.

Mais informações e opcional download:

http://www.citrix.com/xenDesktop

É necessário fazer um cadastro para poder baixar, mesmo na edição gratuita - e pedem um monte de dados. O download do XenDesktop Express Edition é grandinho, o arquivo tem 2,8 GB (ISO). Para fazer o download é um pouco chato, insistem em um tal de download manager próprio que deve ser instalado no navegador.

1 comentárioPostado 23 de maio de 2008 às 04h03 por Marcos Elias Picão

Microsoft Office 2007 SP2 suportará ODF e PDF nativamente

Por Marcos Elias Picão em 23 de maio de 2008 às 03h05

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Quando não se pode vencer o inimigo, o jeito é aliar-se ao mesmo. É o que vem por aí no Microsoft Office.

A MS anunciou que o SP2 do Office 2007 trará suporte ao ODF, OpenDocument Format - padrão ISO para alguns tipos de documentos digitais, padrão adotado no OpenOffice.

A solução deve estar pronta no primeiro semestre de 2009. Na atualização, o formato ODF também poderá ser definido (pelo usuário) como o formato de arquivo padrão para a suíte do Office (o que já vem pré-selecionado ao salvar ou criar um novo arquivo). Além do ODF 1.1, o Office 2007 com SP2 trabalhará também com os padrões PDF 1.5, PDF/A e XPS. A Adobe certamente não vai gostar, mas também não vai poder fazer nada - visto ser um padrão ISO. O suporte a PDFs era esperado para vir nativamente no Office 2007, mas devido encrencas com a Adobe, ficou de fora - sendo necessário instalar um complemento, para a Adobe ficar feliz.

O mercado exige interoperabilidade e padrões abertos, não há como a MS fugir - afinal fugindo, como vinha fazendo até então, o MS Office tenderia a perder a popularidade cada vez mais.

Seu padrão, OpenXML, muito provavelmente ainda não será totalmente suportado pelo Office no SP2. Ele sofreu várias modificações durante a aprovação como padrão pela ISO. É engraçado: o Office será compatível com o ODF mas não com o OpenXML, da própria Microsoft (!). Atualizações suportando completamente o OpenXML deverão ser lançadas mais pra frente.

Para suportar os arquivos ODF já existem alternativas não-MS, como um plug-in da Sun para Office 2003, ou mesmo um com apoio da MS, que faz basicamente a mesma coisa, suportando ODF no Office 2007 e anteriores (veja na página do projeto OpenXML ODF Translator Add-ins for Office).

Como se não bastasse, a Microsoft também entrará para a Organization for the Advancement of Structured Information Standards (OASIS), para participar do desenvolvimento do ODF. Ela também trabalhará na padronização do XPS e PDF.

Leia mais em:

http://arstechnica.com/[...]office-2007-to-gain-native-odf-support-early-next-year.html

http://www.betanews.com/[...]will_include_ODF_PDF_support_options/1211343807

Divulgação feita pela própria:

http://www.microsoft.com/[...]2008/may08/05-21ExpandedFormatsPR.mspx

Sem comentáriosPostado 23 de maio de 2008 às 03h05 por Marcos Elias Picão

OpenMoko troca GTK+ pelo Qt

Por Marcos Elias Picão em 21 de maio de 2008 às 10h33

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O pessoal do OpenMoko, projeto que não somente cria um sistema Linux para telefones como também o hardware no qual ele vai rodar, anunciou grandes alterações no projeto. Estão abandonando o desenvolvimento em GTK.

Basicamente trocaram o Matchbox pelo Enlightenment (E17) como gerenciador gráfico, e as aplicações principais serão produzidas com base na Qtopia (mas usando o X11, claro).

O uso do Enlightenment é reforçado com a participação de Rasterman no projeto, o homem por trás do Enlightenment, que trabalha para a OpenMoko. O anúncio afirma que manterão suporte às aplicações em GTK+, apesar de a base do sistema e os programas principais usarem Qt.

Leia mais em:

http://gettingstartedopenmoko.wordpress.com/2008/05/19/openmoko-software-update/

Via osnews.com

Sem comentáriosPostado 21 de maio de 2008 às 10h33 por Marcos Elias Picão

eAR OS Free Edition 1.08, distro para uso como Media Center

Por Marcos Elias Picão em 21 de maio de 2008 às 09h42

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Foi lançado o eAR OS Free Edition versão 1.08. A distro promete estar mais rápida e estável agora.

O eAR é uma distro Linux baseada no Ubuntu, voltada a entretenimento e mídias digitais, servindo como media center. Ela roda relativamente bem com 256 MB de RAM, se comparada à outras distros com os mesmos objetivos, e traz uma grande variedade de aplicações relativas à multimídia.

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Entre os novos recursos está a possibilidade de gravar seus LPs ou fitas para o HD no formato FLAC, praticamente sem perda de qualidade. O dock foi recompilado, ficando agora visível em todas as áreas de trabalho. Em sistemas com memória RAM de sobra, podem ser ativados recursos 3D na interface.

Essa versão vem também com o Wine instalado e pré-configurado, pronta para rodar boa parte dos softwares disponíveis para Windows.

A instalação de drivers proprietários não é automática, mas quase, bem facilitada. Nessa versão ele suporta mais placas de áudio "out-of-the-box", e está disponível em mais de 50 linguagens. Ele vem também com o Linux Real-Time kernel 2.6.24, para melhor qualidade de áudio.

O eAR OS Free Edition 1.08 vem com 3 anos programados para atualizações automáticas via Internet, de forma que os usuários não precisam se preocupar em ficar atualizando para as novas versões da distro. Assim como diversas distribuições, ele pode ser usado como liveCD ou então ser instalado no HD.

O download está disponível apenas via BitTorrent.

Mais informações e download:

http://www.earos.dk

Sem comentáriosPostado 21 de maio de 2008 às 09h42 por Marcos Elias Picão

Como não vender o Linux embarcado

Por Jonathan Corbet em 21 de maio de 2008 às 09h10

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How not to sell embedded Linux

Autor original: Jonathan Corbet

Publicado originalmente no: http://lwn.net/

Tradução: Roberto Bechtlufft

Volta e meia é bom darmos uma olhada em alguns artigos que espalham medo, incerteza e dúvida (ou FUD, como nós o conhecemos). É bom saber o que o outro lado anda dizendo, o nível de humor não intencional costuma ser alto e, por vezes, dá até para aprender algumas coisinhas. A indicação de seu editor para FUD da semana vai para este artigo do Embedded.com escrito por Dan O'Dowd. Nele, vamos aprender sobre a morte iminente do Linux embarcado, contada pelas próprias empresas que o vendem.

O sr. O'Dowd analisou material publicitário da MontaVista e da Wind River e concluiu:

Este forte ataque ao Linux embarcado feito por seus maiores proponentes deve dar o que pensar àqueles que estão elaborando sua estratégia para o mercado de sistemas operacionais embarcados. Se os campeões do Linux embarcado dizem que o Linux embarcado é terrível, por que alguém arriscaria seus produtos ou sua empresa com ele?

É fácil encontrar inconsistências no artigo, a começar pela afirmação de que a MontaVista e a Wind River são as maiores proponentes do Linux embarcado." Também é fácil lembrar que já ouvimos tudo isso antes; em 2004, o sr. O'Dowd (que por acaso é fundador e CEO de uma fabricante de software para sistema embarcados proprietários) foi muito solícito ao nos avisar que "terroristas e agências de inteligência" contribuíam com "software subversivo" para o Linux e nos deu uma aula sobre a necessidade de manter o código fonte em segredo para obter segurança de verdade. Pode-se dizer que muitas das observações do sr. O'Dowd parecem pura fantasia. Mas se nos basearmos nesse contra-argumento, corremos o risco de perder um ponto importante do artigo - embora não seja o ponto que o sr. O'Dowd está tentando demonstrar.

O sr. O'Dowd obteve esses "fatos" de duas fontes: de uma propaganda da Wind River Systems (que eu não encontrei na internet) e, principalmente, de uma coluna do fundador da MontaVista, Jim Ready, na revista Military Embedded Systems. O propósito evidente do sr. Ready é aterrorizar os fabricantes de sistemas embarcados para que eles contratem os serviços de sua empresa; para isso, ele capricha no exagero:

Para se manter atualizado das mudanças ocorridas diariamente, o desenvolvedor precisa monitorar o tráfego de email de 11 projetos de código aberto diferentes e não sincronizados: kernel.org, a base do kernel do Linux; os projetos gcc e glibc (as ferramentas e bibliotecas de base da FSF em fsf.org) e no mínimo nove outros componentes que tipicamente compõem um ambiente de desenvolvimento Linux utilizável.

Só o kernel.org deve ter umas 5.000 mensagens por dia, sendo que umas 1.000 são patches que devem ser avaliados e possivelmente aplicados à base de código. Ignorar o tráfego de email, achando que o sistema em uso parece funcionar bem, pode levar a conseqüências desastrosas. Por exemplo, um patch de segurança recente de 13 linhas de código para sistemas Linux embarcados teria mais de 800 mil linhas de patches se os patches anteriores tivessem sido ignorados. É um caso clássico de pague agora ou pague bem mais caro depois.

Alguém deve ter se divertido à beça juntando esses números todos. A geração tradicional de números aleatórios pode se dar por alguns lances de dados, pelo sorteio de papeizinhos numerados de dentro de um chapéu ou pela leitura de estimativas de ganhos de empresas. Uma aleatoriedade nesta escala, no entanto, só pode ser atingida com o uso de software específico.

Mesmo para os padrões do kernel.org, 5 mil mensagens é bastante coisa, ainda que este editor, assinante das listas linux-kernel, git-commits-head e mm-commits, possa atestar que ao menos a ordem de magnitude está correta. Mas este editor não pode nem sonhar com os mecanismos do pensamento que transforma treze linhas de um patch de segurança em 800 mil linhas de código. Imagine postar essa coisa na linux-kernel. "Pague agora ou pague bem mais caro depois", sem dúvida.

Mas nossa intenção não é descobrir a origem desses números. O sr. Ready está disseminando a falácia de que, para montar um sistema embarcado com Linux, deve-se começar integrando seus vários componentes, um a um. Se uma empresa tomasse esse caminho, teria grandes chances de cair nos altos custos alertados pelo sr. Ready. Criar sua própria distribuição - e mantê-la ao longo do tempo de vida de um produto - é, com certeza, um trabalho duro e caro.

Mas é raro um fabricante fazer isso; até os usuários do Gentoo deixam boa parte do trabalho de integração para o distribuidor. Por que algum fabricante criaria sua própria distribuição com tantas outras disponíveis como base? Personalizar uma distribuição para um aplicação embarcada não é um trabalho trivial, mas também não é engenharia espacial. O distribuidor vai acompanhar boa parte das lista de email, e ainda vai dar um jeito de distribuir atualizações de segurança que não envolvam 800 mil linhas de código. Não há motivos para os fabricantes de sistemas embarcados se envolverem nessa bagunça caríssima descrita pelo sr. Ready; a criação de uma distribuição adequada é bem mais fácil do que isso.

Mesmo assim, muitos fabricantes podem decidir que, de fato, não querem entrar na área de personalização de distribuições. Ao invés disso, eles podem procurar um fabricante que faça isso para eles. Faz todo o sentido do mundo para empresas como a MontaVista e a Wind River (dentre outras) oferecer uma plataforma estável, integrada e com suporte a fabricantes de sistemas embarcados por uma taxa. Há um valor honesto nessa linha de negócios.

Mas é preciso se perguntar por que essas empresas sentem a necessidade de aterrorizar outras empresas para que contratem seus serviços. Esses serviços, quando realizados de maneira adequada, têm um valor real que pode ser vendido sem que se recorra a um FUD descarado. A incapacidade de se focar nesse valor encoraja pessoas como o sr. O'Dowd, que ficaria muito satisfeito se o Linux embarcado sumisse do mapa. Essa não parece ser uma estratégia de negócios razoável. Empresas que pretendem fazer dinheiro com o Linux talvez devam pensar duas vezes antes de envenenar a água do poço do qual estão tentando beber. Essa é a verdadeira lição a ser aprendida com esse tipo de artigo.

Créditos a Jonathan Corbet - http://lwn.net/

Tradução por Roberto Bechtlufft <robertobech at gmail.com>

Sem comentáriosPostado 21 de maio de 2008 às 09h10 por Jonathan Corbet