Notícias do mês de Abril de 2008

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Novos drivers da NVIDIA para Linux, versão 173.08

Por Marcos Elias Picão em 11 de abril de 2008 às 19h00

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A NVIDIA lançou novos drivers das suas placas gráficas para Linux, dados como a versão 173.08. Eles suportam diversas placas, incluindo a série GeForce 9800. Há suporte experiemental para o X Server 1.5, e diversas correções para a compatibilidade com o kernel 2.6.25.

Entre os produtos suportados pelo driver binário 173.08 estão a GeForce 8400, 8400GS, 9500M GS, 9600GT, 9800GTX e 9800GX2. A GeForce 9600GT é suportada desde o release anterior do driver. A grande novidade do novo pacote é o suporte às placas mobile GeForce 9 e as séries GeForce 9800. Do lado das workstations, a Quadro FX 3600M, Quadro FX 4600/5600 SDI e Quadro G-Sync II são suportadas agora por este driver para Linux.

O release inclui versão de 32 e 64-bit, e permite renderização OpenGL extendida além da largura de 4096 pixels para as placas GeForce 8/9, o que era uma limitação desse driver. Há ainda correções nas texturas comprimidas, e algumas outras pequenas correções.

O suporte ao X Server 1.5 não é oficial ainda, e é dado como experimental. Para usá-lo, deve-se adicionar a opção -ignoreABI ao iniciar o X, e é recomendável desativar o GLX no xorg.conf.

O download dos novos drivers pode ser feito em:

http://www.nvidia.com/object/linux_display_ia32_173.08.html (x86)

http://www.nvidia.com/object/linux_display_amd64_173.08.html (x86_64)

Fonte:

http://www.phoronix.com/scan.php?page=article&item=nvidia_17308&num=1

Sem comentáriosPostado 11 de abril de 2008 às 19h00 por Marcos Elias Picão

Lançado NX 3.2.0, aplicação de acesso remoto para o X

Por Marcos Elias Picão em 11 de abril de 2008 às 18h27

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A NoMachine lançou a versão 3.2.0 do seu software de acesso remoto compatível com Linux, o NX, especial para clientes leves e aplicações remotas - usando pouca largura de banda. A versão open source do cliente NX 3.2.0 melhora o desempenho e comportamento quando rodando em tela cheia, segundo a NoMachine.

O NX coloca um servidor proxy em cada lado do sistema X Window. Com isso, reduz-se o tráfego de rede substancialmente, transferindo apenas dados que não estão no cache. Por exemplo, ele transmite somente os movimentos do cursor do mouse e alterações nos menus, em vez de redesenhar a tela inteira. A NoMachine afirma que esse NX pode reduzir o tráfego de rede em até 50 vezes, fornecendo escalabilidade similar às da Citrix.

A nova versão do NX consolida as correções da versão 3.1.0, segundo a empresa, ao mesmo tempo em que adiciona suporte melhorado para aplicações QGIS (Quantum GIS). Outras melhorias notáveis se dão com correções na tela de inicialização; na exibição de caracteres especiais alemãos; nos menus editar, copiar e colar; na inicialização do diretório .X11-unix; modo de operação de plugin; suporte a servidores rodando no Mac OS/X 10.5 Leopard; e encapsulamento durante sessões sem necessidade de acesso como root.

Lançado em 2003, o NX recebeu uma grande atualização na versão 3.0, em junho do ano passado, adicionando novas opções de conexão, perfis por servidor e por usuários, suporte para a plataforma x86_64, e melhorias nos scripts.

A nova versão está disponível em edição open source, demo e comercial.

Mais informações e download:

http://www.nomachine.com/news-read.php?idnews=236

Fonte:

http://www.linuxdevices.com/news/NS6855045944.html

Sem comentáriosPostado 11 de abril de 2008 às 18h27 por Marcos Elias Picão

Briga dos navegadores chega aos portáteis com Mozilla Fennec

Por Ryan Paul em 11 de abril de 2008 às 12h33

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First look: Mozilla Fennec takes browser fight to handhelds

Autor original: Ryan Paul

Publicado originalmente no: http://arstechnica.com/

Tradução: Roberto Bechtlufft

Primeiras impressões: a briga dos navegadores chega aos portáteis com o Mozilla Fennec

Com o Firefox 3 prestes a ser lançado, os grandes répteis brigões da Mozilla voltam suas atenções para o próximo alvo de seu plano de dominação do mundo dos browsers. A Mozilla Mobile, anunciada em outubro, desenvolveu seu primeiro protótipo funcional. Os desenvolvedores lançaram as versões de teste pré-alpha do protótipo do Firefox para portáteis - codinome: Fennec. Nós testamos o browser e conversamos sobre ele com o diretor da Mozilla Mobile, Jay Sullivan.

A princípio não botamos muita fé na Mozilla Mobile porque parecia pouco provável que o Firefox fosse capaz de competir com o WebKit e o Opera em termos de desempenho e consumo de memória. No entanto, houve melhorias significativas nessas áreas que dissiparam nosso ceticismo e alavancaram dramaticamente a viabilidade do Firefox na arena dos portáteis. A adoção do jemalloc e de diversas outras otimizações de memória reduziram o consumo de recursos do Firefox. O desempenho do JavaScript também melhorou consideravelmente desde o lançamento das primeiras versões alpha.

Em um post recente em seu blog, o "pregador" oficial da Mozilla, Chris Blizzard, encarregado de propagandear o Firefox e demais produtos da empresa, disse que os ganhos de performance na arquitetura ARM chegam a ultrapassar os ganhos da x86. O Nokia N810 Internet Tablet vem com um browser chamado MicroB, que usa um fork do renderizador Gecko do Firefox, lançado na mesma época dos primeiros alphas do Firefox 3. Ao compararmos o MicroB à última versão do Fennec em um N810 fica evidente o quanto o desempenho do Firefox aumentou durante o ciclo de desenvolvimento do Firefox 3. A Blizzard usou o Sunspider para fazer alguns benchmarks de ambos os browser em um N810 e descobriu que o desempenho do Fennec na execução de Javascript é 5,9 vezes maior que o do MicroB.

fennec-bench


Os ganhos de performance que saltam aos olhos nos benchmarks são bastante perceptíveis no uso diário do browser. Navegamos por diversos sites (inclusive pelo nosso) com o Fennec no Nokia N810 e percebemos que ele é bem mais ágil que o MicroB.

É óbvio que o desempenho e o consumo de memória são muito importantes para uma navegação efetiva em um portátil, mas eles são apenas duas peças do quebra-cabeça. A Mozilla Mobile também trabalha em uma interface flexível e intuitiva para que o Firefox seja o vencedor nos dispositivos móveis. O protótipo do Fennec, que se baseia em uma das propostas da Mozilla para interface touchscreen em portáteis, já dá os primeiros passos nessa direção.

O Fennec ainda não está pronto para uso geral porque, por enquanto, sua interface ainda não dá acesso a boa parte da valiosa funcionalidade do Firefox. Embora ainda esteja engatinhando, o Fennec já tem recursos impressionantes que denotam um grande potencial. A maior vitória dentre a lista de recursos do Fennec é o suporte ao inertial scrolling que, como visto no iPhone, permite rolar a tela em diferentes velocidades com o dedo. O Fennec também traz o sistema de bookmarks-com-um-clique, semelhante ao do Firefox 3. Outras funções avançadas, como o suporte à AwesomeBar, estão nos planos, mas ainda não foram implementadas.

fennec

As próximas novidades

Conversamos com o diretor da Mozilla Mobile, Jay Sullivan, sobre a situação atual do Fennec e seus planos para o futuro. "A versão que você testou é apenas um ponto de partida para podermos experimentar, fazer testes de performance etc," disse Sullivan. "É como se estivéssemos olhando debaixo do capô, e você pode dar essa olhada graças ao nível único de abertura que temos aqui na Mozilla."

Sullivan nos explicou que o projeto Fennec pretende trazer a experiência de uso do Firefox nos desktops para os portáteis, mas que irá se focar em atender às exigências únicas dos usuários de portáteis. "Nosso objetivo nos portáteis é reforçar os princípios que fizeram do Firefox um sucesso no desktop, mas com a consciência de que os portáteis são diferentes - não no sentido de que sejam mais limitados, mas porque possibilitam novos tipos de experiência, e porque as pessoas não interagem com seus portáteis da mesma maneira que interagem com seus computadores, sentados diante da tela," afirmou. "Compatibilidade, segurança, desempenho e suporte a aplicativos ricos de internet serão pontos críticos."

Inovar na interface é um dos maiores objetivos, e há muitos conceitos criativos que a Mozilla espera testar nos portáteis. Quando demos uma olhada nos projetos de pesquisa da Mozilla Labs no mês passado, examinamos alguns planos que começavam a vir à tona, como o uso de serviços como o Weave para facilitar a transição entre a navegação no desktop e a navegação nos portáteis. A Mozilla também trabalha em melhorias na usabilidade básica em ambientes portáteis. "Nos browsers existentes para celulares é difícil fazer coisas básicas como digitar uma URL, navegar em páginas de conteúdo rico e alternar entre páginas, sem falar que o browser parece uma peça separada de todo o resto do telefone," comenta Sullivan. "Estamos exercitando nossa criatividade, bolando maneiras mais fáceis de fazer o usuário chegar ao conteúdo que deseja. Queremos facilitar a navegação nessas páginas, queremos facilitar a transição do PC para o celular."

A interface do Firefox é quase toda construída com o XUL, linguagem para criação de interfaces baseada no XML. Isso torna muito simples a tarefa de customizar e expandir o Firefox. A Mozilla espera usar essa vantagem para encorajar experiências com os novos conceitos de interface para portáteis. Os desenvolvedores podem aperfeiçoar ou reinventar a interface do Fennec modificando os arquivos browser.xul e browser.css no diretório chrome. Modificações no arquivo browser.js podem implementar novas funções via JavaScript Um dia o Fennec possuirá um sistema de extensões completo como o Firefox 3, que poderá ser usado pelos desenvolvedores para modificar o comportamento e a interface do browser.

"Outra coisa empolgante é que estamos oferecendo suporte total aos add-ons (os populares "complementos" do Firefox)," disse Sullivan. "Serão três tipos de add-ons: a maioria vai funcionar logo de cara; outros não farão muito sentido fora do PC; e uma classe nova surgirá, voltada para os portáteis.

Mas há outros aspectos da Mozilla Mobile que vão interessar aos desenvolvedores. O desenvolvimento de software para portáteis é difícil, e a Mozilla tem grandes chances de oferecer uma abordagem original para tornar o processo mais simples. A tecnologia XUL sobre a qual a interface do Firefox foi erguida pode ser usada de maneira independente, com o ambiente de execução XULRunner, para a criação de aplicativos multiplataforma para portáteis, usando XML e JavaScript.

Brad Lassey, desenvolvedor da Mozilla, compilou algumas versões do XULRunner para o Maemo que podem ser usadas para rodar aplicativos de desktop criados com o XUL diretamente nos dispositivos Nokia Internet Tablet. O guru do XULRunner, Mark Finkle, está muito empolgado com as possibilidades abertas para o desenvolvimento XUL em portáteis, e escreveu recentemente em seu blog que há planos para uma maior integração do XUL com a plataforma Maemo.

Lassey também teve algum êxito em suas primeiras tentativas de compilar versões do XULRunner para o Windows Mobile 6, o que reforça a neutralidade inata do XULRunner quanto à plataforma. Imagine a possibilidade de criar aplicativos baseados no XUL que funcionem de maneira idêntica nos três maiores sistemas operacionais e em múltiplas plataformas portáteis. Customizações na interface para plataformas específicas pode ser facilmente desenvolvidas com folhas de estilo CSS.

xulrunnerwinmo
O XULRunner e o Gecko no Windows Mobile (Foto cortesia de Brad Lassey)
A Mozilla também quer tornar os aplicativos web acessíveis aos usuários de portáteis, diminuindo a necessidade de aplicativos específicos para os dispositivos portáteis. "Para fazer um bom aplicativo para portáteis hoje os desenvolvedores precisam optar por uma plataforma; isso limita bastante seus esforços. Depois eles ainda precisam fazer esses aplicativos chegarem às mãos dos usuários. É um pesadelo. Então precisamos criar uma plataforma web viável para o desenvolvimento de aplicativos ricos para portáteis, da mesma forma que fizemos no desktop," afirmou Sullivan. "E é isso que estamos fazendo. Com suporte completo a AJAX, SQLite e acesso às funções dos portáteis por meio de JavaScript, vamos desencadear uma onda de criatividade."

Embora o Fennec não esteja pronto para o uso, essas versões pré-alpha são uma excelente oportunidade para os desenvolvedores fazerem novas experiências com os paradigmas de interface nos portáteis. O protótipo do Fennec é extremamente simples de se modificar e há muitos coisas criativas que os desenvolvedores podem fazer com o código. Para maiores informações, veja o roadmap do Fennec e o wiki da Mozilla Mobile. Para instalar as versões recentes do Fennec e do MineField no seu Nokia N810, clique aqui.

Créditos a Ryan Paul - http://arstechnica.com/

Tradução por Roberto Bechtlufft <robertobech at gmail.com>

Sem comentáriosPostado 11 de abril de 2008 às 12h33 por Ryan Paul

Pesquisadores desenvolvem nova bateria de íon de lítio

Por Júlio César Bessa Monqueiro em 11 de abril de 2008 às 02h11

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Pesquisadores da Argonne National Laboratory em Argonne, Illinois, EUA, desenvolveram um novo tipo de bateria de íon de lítio que pode armazenar até 30% mais energia que os modelos atuais. A nova concepção de bateria evita o super-aquecimento e melhora a estabilidade, além de ter vida útil e capacidade energética reforçadas.

Para evitar super-aquecimento e combustão, substituíram o eletrodo de óxido de cobalto por óxido de manganês; já para aumentar a capacidade de carga, os pesquisadores formaram uma nova mistura composta por materiais inativos com outros eletroquimicamente ativos.

Graças à nova composição, laptops baseados na bateria podem ser carregados/descarregados mais de 1500 vezes, duas vezes mais que as baterias similares atuais, armazenando também entre 20 a 30% mais energia.

O laboratório possui a tecnologia licenciada para a empresa japonesa Toda Kogyo, que se especializou em produções baseadas em óxido de ferro. Segundo a empresa, ela é capaz de produzir 30 milhões de baterias para laptops com a nova tecnologia. Vale lembrar também que os pesquisadores estão de olho no desenvolvimento de baterias para carros.

Leia mais em:

http://techreport.com/discussions.x/14532

Sem comentáriosPostado 11 de abril de 2008 às 02h11 por Júlio César Bessa Monqueiro

Microsoft anuncia ClearFlow, software para automóveis

Por Júlio César Bessa Monqueiro em 11 de abril de 2008 às 01h58

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A Microsoft anunciou nesta quinta-feira o ClearFlow, uma tecnologia de software voltada para navegação em automóveis, ajudando os usuários a evitarem engarrafamentos. O ClearFlow ficou cinco anos em desenvolvimento coligado com grandes pesquisadores do ramo de inteligência artificial, e será disponibilizado gratuitamente para 72 cidades metropolitanas dos EUA. O programa levará em conta elementos como eventos esportivos, clima atual e horário para obter e transmitir ao usuário o caminho mais curto e rápido.

O novo software pode, por exemplo, instruir os motoristas para permanecerem em uma estrada movimentada, em vez de entrar em ruas durante a "hora do rush", já que na rua poderia demorar mais por conta dos semáforos. O ClearFlow não leva em conta, contudo, atualizações em tempo real, como acidentes ou desvios.

O processo de desenvolvimento usou os próprios empregados da Microsoft como voluntários, capturando dados ao longo de quatro anos em cerca de 17000 viagens, abrangendo mais de 125000 km em Seattle. Com esses modelos, a MS fará algoritmos padronizados para outras áreas.

Não há prévia para a data de lançamento ou quais cidades serão cobertas, e também não foi dito nada sobre comunicação com dispositivos portáteis. Seria uma boa se a MS implantasse o modelo na capital de São Paulo ;-)

http://www.electronista.com/articles/08/04/10/microsoft.clearflow.maps/

Sem comentáriosPostado 11 de abril de 2008 às 01h58 por Júlio César Bessa Monqueiro

União Européia reprova plano agressivo contra filesharers

Por Júlio César Bessa Monqueiro em 11 de abril de 2008 às 01h44

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O Parlamento Europeu votou para construir um plano para banir definitivamente os compartilhadores de arquivos ilegais, segundo fontes. De acordo as regras do plano, aquele que for capturado compartilhando música ou vídeo com direitos autorais será proibido de conectar à Internet por tempo indeterminado, ou até ter a "pena de morte" de nunca mais conectar. "A votação revela que os deputados (membros do Parlamento Europeu) desejam encontrar um equilíbrio entre os interesses dos passíveis de direitos e dos consumidores, e que medidas como um grande corte do acesso à Internet não devem ser utilizadas", disse a porta-voz Malene Folke Chaucheprat.

Os deputados ficaram divididos entre suas opiniões, com 313 votos contra a perspectiva de proibições, e outros 297 apoiando. Muitos europeus vêem esta política de proibições como muito extrema, contudo organizações como a IFPI (Federação Internacional da Indústria Fonográfica) tentaram erguer a bandeira com todas as forças. Seria essa uma medida inteligente?

Fonte:

http://www.electronista.com/articles/08/04/10/europe.cuts.filesharer.ban/

Sem comentáriosPostado 11 de abril de 2008 às 01h44 por Júlio César Bessa Monqueiro

Relatório do Linux Driver Project

Por Greg Kroah em 10 de abril de 2008 às 15h29

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Linux Driver Project Status Report as of April 2008

Autor original: Greg Kroah

Publicado originalmente no: http://www.kroah.com/

Tradução: Roberto Bechtlufft

Este é o relatório de abril de 2008 sobre as atividades do Linux Driver Project, o Projeto de Drivers para Linux, que descreve nosso trabalho no ano que passou. O relatório foi postado originalmente na lista de discussão para desenvolvedores.

Resumo Executivo

O Linux Driver Project (LPD) está vivo e bem; ele conta com mais de 300 desenvolvedores dispostos a participar, já criou diversos drivers que foram aceitos na árvore do kernel e está desenvolvendo muitos outros. O maior problema é a falta de projetos. A verdade é que quase não existe hardware não suportado pelo Linux. Quase todo hardware lançado ultimamente já vem com um driver desenvolvido pelo fabricante, ou pela comunidade com o apoio do fabricante.

Há dois tipos de hardware que não são bem suportados no Linux, dispositivos de entrada de vídeo e placas de rede wireless, mas já há bastante trabalho nessas áreas e a questão dos drivers wireless já está praticamente resolvida, com poucas exceções.

Por isso, voltamos nossos esforços para a educação. Queremos ensinar aos fabricantes de hardware como eles podem se tornar membros da comunidade do kernel Linux, os padrões de código e procedimentos e como inserir seus códigos na árvore do kernel. Boa parte de nosso trabalho tem sido o de limpeza de código e sua incorporação aos lançamentos do kernel.org.

Estamos abertos ao desenvolvimento de drivers para qualquer dispositivo que precise deles. Vamos mudar nossa abordagem diante de novos projetos para refletir as lições aprendidas no ano passado. Com isso, esperamos facilitar a participação dos fabricantes e manter a comunidade mais informada sobre o que está se passando no projeto, oferecendo maneiras mais práticas para que ela colabore.

O Ano Passado

O Começo

O LDP nasceu há pouco mais de um ano, com um anúncio na lista de discussão do kernel e alguns posts em blogs. Ele nasceu das queixas de alguns usuários e empresas quanto ao "problema dos drivers no Linux". A impressão que se tinha era a de que o Linux não tinha um bom suporte a drivers, e que certos tipos de dispositivos já começavam a ser dominados por drivers de código fechado.

Eu percebi que se reduzíssemos as dificuldades das empresas em obter drivers para Linux a apenas alguns emails, um ou dois documentos e de preferência a doação de um equipamento para testes, esse problema desapareceria e nós poderíamos criar vários drivers de código aberto para esses equipamentos-problema, dos quais todo mundo parece reclamar.

Assim nasceu o LDP. Ele começou como um ponto de encontro para os fabricantes obterem de graça drivers para seus equipamentos. Oferecemos um termo de confidencialidade às empresas que que não gostariam divulgar as especificações de seus equipamentos. O termo de confidencialidade foi disponibilizado pela Linux Foundation, e é um documento legal em três vias, com toda a papelada necessária.

O engraçado é que eu esperava que o projeto fosse ser inundado por pedidos de empresas por drivers para seus equipamentos, mas isso não aconteceu.

Duas coisas que eu não esperava aconteceram:

  • A quantidade de desenvolvedores que se prontificaram a ajudar a criar os drivers foi incrível. Hoje contamos com mais de 300 desenvolvedores de drivers para Linux, que oferecem voluntariamente seu tempo e talento para ajudar o Linux. Esse numeroso grupo de desenvolvedores é um exemplo brilhante da força e do tamanho de nossa comunidade.
  • Poucas empresas solicitaram drivers.

É esse ponto que me preocupa. Sim, algumas empresas nos pediram drivers e nós os criamos, mas foram bem menos do que eu esperava. Nós estávamos escrevendo drivers para empresas e equipamentos interessantes, mas nada de muito destaque; a maior parte do trabalho era para o mercado vertical, que é bem restrito.

Afinal, onde estava todo esse hardware não suportado pelo Linux?

O Mito dos Drivers para Linux

Eu dei uma palestra no Ottawa Linux Symposium em 2006 sobre uma série de mitos que envolvem o kernel Linux. Um deles era o suporte a dispositivos e drivers. Eu disse na época, e repito:

O Linux é o sistema operacional que oferece suporte à maior quantidade de equipamentos na história da computação.

Posteriormente, um representante da Microsoft confirmou minha declaração, afirmando que as pesquisas deles estavam de acordo, logo essa não é uma declaração leviana.

Ainda assim, o "problema de drivers no Linux" persistia. Tanto a Linux Foundation quanto o Laboratório de Desenvolvimento de Código Aberto, o OSDL, tinham "drivers para Linux" como a segunda questão mais importante a ser resolvida. É óbvio que esses grandes fabricantes, que distribuem o Linux em seus equipamentos e lidam com os problemas dos usuários todos os dias, tinham lá os seus motivos.

Então o LDP foi criado.

E as empresas não vieram.

E eu fiz mais um pouco de divulgação.

E as grandes empresas ainda não tinham aparecido.

Fazer o quê.

Fiz o que eu podia, com um anúncio do tipo "Diga-me qual hardware você conhece que não funciona no Linux!" A resposta dos usuários foi enorme. Minha caixa de email foi inundada por centenas de mensagens, e foi criada esta página do wiki: http://www.linuxdriverproject.org/twiki/bin/view/Main/DriversNeeded

Essa é a melhor relação de hardware não suportado pelo Linux já feita pela comunidade.

Então eu decidi perguntar, uma a uma, às empresas que fazem parte do Conselho de Fabricantes da Linux Foundation de quais drivers elas precisavam.

O diálogo era quase sempre assim:

EU

"Quais equipamentos que vocês vendem não são suportados pelo Linux?"

FABRICANTE

"Todos são suportados."

EU

"Espera aí, por quê vocês dizem que "drivers para Linux" são a questão mais importante a ser resolvida no Linux?"

FABRICANTE

"Não sabemos."


Depois de muito bajular e encher o saco dos outros, fico feliz em dizer que o a lista de 10 necessidades primordiais do Linux elaborada pelo Conselho de Fabricantes da Linux Foundation já não menciona mais os drivers.

Então vamos enterrar esse mito de uma vez por todas.

Queixas dos Usuários

Mas espere, e quanto a todos esses emails que eu recebi? Eles podem ser divididos em quatro grupos:

Suporte a impressoras e scanners;

Hardware antigo que já não é mais fabricado e que as pessoas querem muito ver funcionando em seus PCs algum dia;

Suporte a hardware wireless;

Suporte a dispositivos de entrada de vídeo.

Do grupo 1 os projeto Linux Printing e SANE já estão cuidando muito bem. Os drivers para impressoras e scanners são programas em espaço de usuário e não têm nada a ver com o kernel. Se você tem problemas com esses tipos de hardware, entre em contato com os desenvolvedores desses projetos. Eles são muito bem informados, habilidosos e têm contatos entre os fornecedores, e podem ajudá-lo a resolver seus problemas. Essa área já está bem suprida por essas pessoas.

O grupo 2 é mais complicado. Seria ótimo que o Linux suportasse hardware ultrapassado, mas sem as especificações do hardware ou se seu fabricante já não existe mais fica muito difícil dar suporte. Engenharia reversa é uma coisa incrível, mas foi-se o tempo em que eu era bom nisso. É um trabalho enorme, e o LDP não foi criado para isso. Para nossa sorte, quase nenhum hardware moderno exige engenharia reversa.

Só faltaram os dispositivos de entrada de vídeo e os dispositivos wireless. Por sorte os dois grupos têm uma comunidade bastante ativa e produtiva de desenvolvedores.

O grupo de desenvolvedores Linux-Wireless fez um trabalho incrível no ano passado, adicionando uma pilha de protocolos wireless totalmente nova ao kernel, bem como diversos drivers diferentes, alguns criados inicialmente por fabricantes e outros criados por engenharia reversa sem o apoio ou a aprovação dos mesmos. Os últimos lançamentos do kernel.org têm um monte de hardware wireless que passou a ser suportado, e há um grande número de drivers em desenvolvimento na fila para serem adicionados num futuro próximo.

Ainda existem alguns fornecedores de dispositivos wireless que não apóiam o Linux diretamente. Para dois deles, a Atheros e a Broadcom, a comunidade já criou drivers por meio de engenharia reversa. Devido à falta de apoio do fabricante, esses drivers chegam ao kernel com um atraso de alguns meses. As duas empresas tem versões internas de seus drivers para esse tipo de hardware, mas até agora elas vêm resistindo aos apelos para que os lancem. Esperamos que isso mude no futuro.

Quanto aos dispositivos de entrada de vídeo, há uma comunidade ativa de desenvolvedores nessa área, mas parece que os progressos são prejudicados por um modelo de desenvolvimento diferente (árvores em repositórios Mercurial, externas ao fonte do kernel) e pela falta de desenvolvedores em tempo integral, sem falar nos freqüentes conflitos interpessoais que ocorrem por lá. O suporte a boa parte desse dispositivos vai lentamente pingando na árvore principal do kernel, sendo o driver de vídeo USB o mais importante, visto que ele oferecerá suporte a quase todos os novos dispositivos de vídeo USB no futuro, acabando com o maior problema encontrado pelos usuários ao comprar um novo dispositivo de vídeo.

O grupo LDP também está trabalhando ativamente em drivers para vários dispositivos de vídeo, e o código já está disponível para testes na árvore do linux-next. Esses drivers chegarão aos lançamentos do kernel.org em breve, assim que o desenvolvimento deles for concluído.

Educação

No ano passado várias empresas me pediram drivers para seus equipamentos, ou pediram ajuda para disponibilizar um driver já existente na árvore do kernel. Vários desses contatos resultaram numa tentativa de educar os fornecedores no sentido de como a comunidade do kernel funciona, esclarecer se há mesmo a necessidade de algum driver para o hardware em questão (muitas vezes não há) e explicar como deve ser feita a limpeza do código para que ele seja aceito.

Embora eu ache que o trabalho de desenvolvimento do kernel é muito bem documentado, e que também existam livros gratuitos que expliquem como desenvolver para o kernel, parece que ainda temos muito a fazer. Precisamos de ajuda para transmitir nossa mensagem para empresas que ainda estão engatinhando no desenvolvimento para o Linux. Talvez precisemos do departamento de marketing de algum grande distribuidor de Linux para nos ajudar nesse sentido.

No ano passado, dei diversas palestras em empresas de todo o mundo sobre o processo de desenvolvimento do kernel, e não pretendo encerrar esse trabalho tão cedo. Comecei a recrutar mais desenvolvedores para me ajudarem nesse processo educativo, e mais ajuda é sempre bem-vinda. Se alguém quiser participar, e souber explicar sem dificuldades os processos de desenvolvimento do kernel, me avise.

Esse tipo de trabalho educativo é o que tem se mostrado mais útil. Muitos drivers tiveram seu código limpo e foram incorporados à árvore do kernel graças a ele. Esse empenho vai continuar, e já inseriu muitos drivers na árvore principal do kernel.org.

Método de Desenvolvimento

Quando o projeto LDP foi iniciado, foi estabelecida uma estrutura na qual havia um gerente para cada projeto, e se estabelecia um grupo de desenvolvedores para trabalhar nele. Isso funcionou em alguns casos, e foi um fracasso em outros. Em algumas equipes, tanto o gerente quanto os desenvolvedores desapareceram. Isso é comum em projetos opensource, então precisamos de um modelo aberto de desenvolvimento que permita a participação de todos.

Para que isso aconteça eu passei a disponibilizar todo o código do LDP na forma de patches com o quilt. Você os encontra aqui: http://www.kernel.org/pub/linux/kernel/people/gregkh/gregkh-2.6/patches/ldp/

e agora eles são incluídos automaticamente nos lançamentos diários do linux-next. Os patches do quilt estão em uma árvore git

http://git.kernel.org/?p=linux/kernel/git/gregkh/patches.git

Essa é uma árvore na qual os desenvolvedores podem fazer mudanças, atualizações e ver onde podem ser úteis de maneira bem mais prática. Ela também dá às empresas uma maneira mais aberta de acompanhar o estado de seu código.

O Futuro

E agora? Estes são meus objetivos para o ano que vem:

  • Continuar a desenvolver drivers novos para as empresas que me pedirem. Todos esses drivers serão lançados sob a GPLv2 e incluídos árvore de código principal do kernel do kernel.org. A manutenção desses drivers será feita por membros da empresa ou da comunidade, de acordo com a vontade da empresa.
  • Continuar a ser um ponto de convergência para empresas que queiram aprender sobre o processo de desenvolvimento do Linux e que queiram se tornar parte da comunidade do kernel, se assim desejarem. Espero recrutar mais pessoas para nos ajudarem, mas mesmo que eu não consiga, continuarei viajando e dando palestras.
  • Trabalhar segundo um modelo mais aberto de desenvolvimento, hospedando todo o código experimental e de desenvolvimento em uma árvore git pública, testando-o diariamente em todas as arquiteturas na árvore do linux-next

Agradecimentos

Gostaria de agradecer ao meu patrão, a Novell, por me dar a oportunidade de trabalhar em tempo integral neste projeto. O apoio dela ao LPD é incrível e garante nossa sobrevivência, sendo responsável por nossos excelentes resultados em um período tão curto de tempo.

Também gostaria de agradecer a todos os desenvolvedores que se ofereceram para nos ajudar. O trabalho voluntário de vocês é incrível e mostra a força da comunidade de desenvolvedores do Linux.

Também gostaria de agradecer a Tomasz Grzegurzko por manter com tanta eficiência o domínio e os servidores do linuxdriverproject.org, apesar de todas as minhas eventuais tentativas de fazer besteira. Também agradeço ao Laboratório de Código Aberto da Universidade de Oregon pela ajuda com o domínio e a hospedagem do projeto.

Créditos a Greg Kroah - http://www.kroah.com/

Tradução por Roberto Bechtlufft <robertobech at gmail.com>

Sem comentáriosPostado 10 de abril de 2008 às 15h29 por Greg Kroah

Buracos negros da Internet são mapeados por Hubble virtual

Por Júlio César Bessa Monqueiro em 10 de abril de 2008 às 11h47

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Já entrou em um site, e deu com a cara nas portas? "Erro 404", "Erro 503", "Internal Server Error", "página não encontrada", entre muitas outra mensagens são informações dadas pelo su computador por não obter resposta de um servidor. Mas qual o motivo? Servidor lotado? Manutenção? Indisponível?

Nem sempre, quando você está conectado à Internet, tem o poder de acessar ela toda. Similar ao espaço sideral, há na rede mundial de computadores "buracos negros", que impede a comunicação momentaneamente mesmo que ela não tenha nenhum defeito.

Veja a introdução desta interessante notícia publicada no site Inovação Tecnológica: "A experiência é frustrante: você tenta visitar um site e ele não responde, apesar de sucessivas tentativas. Pode ser que o servidor esteja fora do ar ou passando por alguma manutenção. Mas o motivo pode ser bem mais misterioso.

"Há uma suposição de que, se você tem uma conexão funcionando com a Internet, então você tem acesso a toda a Internet. Nós descobrimos que não é bem assim," explica Ethan Katz-Bassett, um dos idealizadores do Hubble virtual.

Cientistas da Universidade de Washington, Estados Unidos, descobriram que existem verdadeiros buracos negros na Internet, interrupções nas comunicações que impedem que usuários de determinada região geográfica acessem servidores localizados em outra região, mesmo que os servidores estejam funcionando corretamente."

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Veja a notícia original em:

http://www.inovacaotecnologica.com.br

Sem comentáriosPostado 10 de abril de 2008 às 11h47 por Júlio César Bessa Monqueiro

Asus lança novo PC compacto

Por Júlio César Bessa Monqueiro em 10 de abril de 2008 às 11h02

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A Asus anunciou nesta terça-feira o seu mais novo PC compacto, o CS5110, que tem por destaque seu grande desempenho no processamento de vídeo. O novo produto é capaz de tocar vídeos de alta definição em 1080p através de seu drive Blu-Ray opcional e uma saída HDMI, enquanto no áudio temos saída para 7.1 canais surround. O foco na produção de uma experiência singular com vídeos é evidente pelo uso de uma solução térmica inédita 2-em-1, que produz apenas 24 db de ruído. O transmissor infravermelho embutido e o controle remoto Vista MCE permitem uma grande flexibilidade no gerenciamento do sistema.

A tecnologia de processamento de vídeo "Splendid" permite aos usuários otimizar os níveis de cores, brilho e contraste; o software faz adaptações para criar uma imagem que está claramente definida para o olho humano, aliviando cenas escuras e disparos de nitidez.

O CS5110 vem equipado com Wi-Fi 802.11n e suporte a Bluetooth, permitindo comunicação com fones de ouvido, handhelds e laptops. Vem com disco rígido variando de 250GB a 1 TB, e até 4 GB de memória RAM, com um processador Intel Dual Core 2 e uma placa de vídeo MXM MN8600M GT 256M. Não foram anunciados preços e nem disponibilidade.

imagemVeja mais em:

http://www.electronista.com/articles/08/04/08/blu.ray.demand.vs.supply/

http://timesonline.typepad.com/technology/2008/04/where-are-all-t.html

Sem comentáriosPostado 10 de abril de 2008 às 11h02 por Júlio César Bessa Monqueiro

Adobe lança versão 1.0 de seu 'Media Player'

Por Júlio César Bessa Monqueiro em 10 de abril de 2008 às 09h07

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A Adobe lançou a versão 1.0 de seu auto-intitulado "Media Player", que é gratuito e roda em Mac e Windows. O aplicativo foi construído em cima da tecnologia AIR, e executa várias resoluções de vídeo em Flash, a partir dos 480i até 1080p. Embora os usuários possam tocar vídeos baixados via internet, a Adobe está fortemente contrada em streaming ou download de conteúdo diretamente dentro do navegador: a empresa assinou acordos com CBS, Comedy Central, PBS e outras empresas, para teres suas respectivas transmissões catalogadas no programa.

Diferentemente de tocadores como o Google Flash player, está a possibilidade de se inscrever em transmissões, destacando novos episódios de um show assim que estes estiverem disponíveis. A versão Windows do programa exige um Pentium 4 de 2.33GHz ou melhor, com 1 GB de memória RAM e Windows XP ou Vista; já para o Mac é necessário MAc Os X 10.4.9 e um processador G5 de 1.8 GHz ou melhor.

imagem

Fonte:

http://www.electronista.com/articles/08/04/09/adobe.media.player.10/

Veja mais em:

http://www.adobe.com/products/mediaplayer/

Sem comentáriosPostado 10 de abril de 2008 às 09h07 por Júlio César Bessa Monqueiro