Notícias do mês de Abril de 2008

Navegar no histórico de notícias

Cientistas descobrem geometria da música

Por Júlio César Bessa Monqueiro em 25 de abril de 2008 às 16h07

0

Já pensou em representar graficamente uma música? Pensando neste tema, foi publicada uma interessante notícia publicada no site Inovação Tecnológica:

"A conexão entre música e matemática tem fascinado os estudiosos por séculos. Mais de 2000 anos atrás, Pitágoras descobriu que os agradáveis intervalos musicais podem ser descritos utilizando proporções simples.

E a chamada musica universalis, ou música das esferas, emergiu na Idade Média por meio da idéia filosófica de que as proporções nos movimentos dos corpos celestiais - o Sol, a Lua e os planetas - poderiam ser visualizadas na forma de música, inaudível, mas perfeitamente harmoniosa.

Agora, três professores de música - Clifton Callender da Universidade Estadual da Flórida, Ian Quinn da Universidade Yale e Dmitri Tymoczko da Universidade de Princeton - descobriram uma nova forma de analisar e categorizar a música que aproveita a profunda e complexa matemática que eles descobriram imersa na sua estrutura mais interna."

Parece meio estranho você tentar colocar em imagens aquilo que ouve - normalmente, colocamos em uma linguagem apropriada, como cifras e notas para tocar melodias, o texto para as letras, etc. Estudar a música a partir de imagens pode abrir novos caminhos para a criação de novos instrumentos e na forma de se ensinar e compor músicas, afinal, trata-se de um "novo ângulo" de observação da mesma; isso graças ao desenvolvimento e programação de aplicativos por tais pesquisadores. Será que funciona?

img

Veja a notícia original em:

http://www.inovacaotecnologica.com.br

Sem comentáriosPostado 25 de abril de 2008 às 16h07 por Júlio César Bessa Monqueiro

Atualização do Boot Camp 2.1, da Apple

Por Marcos Elias Picão em 25 de abril de 2008 às 16h01

0

A Apple lançou ontem uma nova versão do Boot Camp, visando melhorar a compatibilidade. O Boot Camp, para quem não sabe, é um software da Apple que permite que seus computadores (Macs) inicializem uma instalação do Windows também, mantendo dual boot entre Windows e o Mac OS X.

Há uma versão para quem pretende rodar Windows XP, e duas para o Vista (uma de 32 e outra de 64-bit), de cerca de 200 MB de tamanho cada.

A Apple recomenda fortemente a atualização. Ela não deu muitos detalhes das reais mudanças na atualização, simplesmente afirma que melhorará a compatibilidade, eliminando alguns problemas anteriores. O Windows XP SP3 só deverá funcionar no Mac se o usuário tiver instalado o Boot Camp 2.1.

Os downloads estão disponíveis em:

http://www.apple.com/support/downloads/

Sem comentáriosPostado 25 de abril de 2008 às 16h01 por Marcos Elias Picão

Gerenciando usuários e grupos

Por Carlos E. Morimoto em 25 de abril de 2008 às 15h59

0

Aproveitando o clima de sexta-feira, aqui vai uma dica rápida sobre o gerenciamento de usuários via linha de comando no Linux, incluindo algumas dicas e detalhes que você talvez ainda não conheça.

Embora desenvolvido de forma independente, o Linux é um sistema Unix, que herda os recursos multiusário desenvolvidos desde os primeiros sistemas Unix, usados nas décadas de 70 e 80. Isso permite que o sistema seja usado por inúmeros usuários simultâneamente, sem que um atrapalhe as atividades do outro, nem que possa alterar seus arquivos. Dois exemplos extremos seriam um servidor LTSP, onde dezenas de usuários podem rodar aplicativos simultâneamente, através de terminais burros conectados ao servidor principal via rede e um servidor web de shared hosting, que pode hospedar milhares de sites diferentes, cada um administrado por um usuário diferente.

As restrições básicas de acesso são implementadas através de um sistema de permissões simples, porém eficiente, que consiste num conjunto de três permissões de acesso (ler, gravar e executar) e três grupos (dono, grupo e outros), que combinadas permitem fazer muita coisa.

Os dois comandos mais básicos são o "adduser" e o "passwd", que permitem, respectivamente adicionar novos usuários e alterar as senhas de acesso posteriormente, como em:

# adduser joao

(cria o usuário joao, especificando uma senha inicial)

# passwd joao

(altera a senha posteriormente)

O próprio usuário pode alterar a senha usando o comando "passwd", desde que ele saiba a senha antiga. Se o usuário esqueceu a senha, você pode definir uma nova executando o comando como root; nesse caso o sistema pede a nova senha diretamente, sem solicitar a senha antiga.

Os usuários são cadastrados no sistema através do arquivo "/etc/passwd". Se tiver curiosidade em olhar dentro do arquivo você verá uma entrada para cada usuário, incluindo o diretório home e o sheel usado, como em:

joao:x:1001:1001:,,,:/home/joao:/bin/bash

As senhas são salvas de forma encriptada em um arquivo separado, o "/etc/shadow". Dentro do arquivo você verá entradas contendo a senha encriptada, como em:

joao:$1$LpQPRMC5$eHXLjiW7ks80LQcepW0Rz.:13993:0:99999:7:::

As senhas são encriptadas usando um algoritmo de mão única, que permite apenas encriptar as senhas, mas não recuperá-las. Durante o login, o sistema aplica o mesmo algoritmo à senha digitada pelo usuário; se o resultado (depois de aplicado o algoritmo) for o mesmo armazenado no arquivo, o sistema sabe que a senha confere e o acesso é autorizado. Este sistema faz com que as senhas não sejam recuperáveis. Se o usuário esqueceu a senha, você pode usar o comando "passwd" para definir uma nova, mas não é possível recuperar a senha antiga.

Ferramentas como o John the ripper permitem descobrir as senhas armazenadas no arquivo "/etc/shadow" usando um ataque de força bruta, que consiste em simplesmente testar todas as possibilidades (incluindo alguns refinamentos, como descobrir senhas fáceis, baseadas em palavras do dicionário) até descobrir a senha. Este método funciona bem em senhas fáceis, com até 6 caracteres, mas é inviável no caso de boas senhas, com 8 caracteres ou mais.

A senha referente ao usuário "joao", que usei como exemplo, poderia ser descoberta rapidamente. Baixe o programa no http://www.openwall.com/john/ (ou instale-o usando o apt-get/yum) e tente descobrir qual é :)

Continuando, para remover um usuário anteriormente criado, utilize o comando "deluser", como em:

# deluser joao

Por questão de segurança, o comando remove apenas a conta, sem apagar o diretório home, ou outras pastas (como o diretório de spool dos e-mails). O diretório home é especialmente importante, pois ele guarda todas as configurações e os arquivos do usuário, de forma que em um servidor você só deve removê-lo depois de ter realmente certeza do que está fazendo. Para remover o usuário apagando também o diretório home, adicione o parâmetro "--remove-home", como em:

# deluser joao --remove-home

Como comentei, o diretório home é importante, por concentrar todos os arquivos do usuário. Uma opção saudável ao removê-lo é criar um backup, de forma que você possa restaurá-lo mais tarde caso necessário. Para isso, use a opção "--backup", que cria um arquivo compactado, contendo os arquivos do usuário, salvo no diretório onde o comando for executado:

# deluser joao --remove-home --backup

Se executasse o comando "ls" depois de remover o usuário "joao" usando a opção de backup, veria que foi criado o arquivo "joao.tar.bz2", referente ao backup.

Você também pode bloquear temporariamente um usuário, sem remover o home ou qualquer outro arquivo usando o comando "passwd -l", como em:

# passwd -l joao

O "passwd -l" realmente trava a conta, fazendo com que o sistema passe a recursar qualquer senha inserida na hora do login. Para desbloquear a conta posteriormente, use o "passwd -u", como em:

# passwd -u joao

O Fedora e o CentOS incluem o system-config-users, um utilitário gráfico de administração de usuários. Uma versão levemente modificada dele pode ser encontrada no Ubuntu e em outras versões baseadas no Debian, na forma do "users-admin", que faz parte do pacote "gnome-system-tools".

Sem comentáriosPostado 25 de abril de 2008 às 15h59 por Carlos E. Morimoto

MEC investe em iniciativas usando Linux

Por Júlio César Bessa Monqueiro em 25 de abril de 2008 às 15h31

0

O Ministério da Educação do Brasil, o MEC, está instalando Linux em seus laboratórios usados por mais de 52 milhões de estudantes, afirma o desenvolvedor do KDE Maurício Piacentini. Em seu blog, ele descreve a distribuição "Linux Educacional 2.0" como "uma distribuição muito limpa baseada no Debian, com o KDE 3.5, KDE-Edu, KDE-Games e várias outras ferramentas".

Piacentini disse que o Linux Educacional 2.0 também inclui melhorias quando comparado à versão natural do KDE 3.5. Entre essas, está um "dock" no topo do ambiente de trabalho, esta lembrando o AWN usado no gOS da Everex. Ele ainda afirma que os laboratórios usam um servidor para sete PCs, cada um deles suportando duas estações KVM (teclado, vídeo e mouse) - então, a maior parte dos laboratórios possui quinze postos de trabalho; já em locais onde a eletrecidade é escassa, um computador suporta até sete KVM; para crianças com necessidades especiais, o ambiente terá um monitor de tamanho maior. Serão finalizados neste ano 29000 laboratórios, e 53000 no próximo ano.

O MEC também vem utilizando o Linux em um "projetor integrado", uma única unidade que integra projetor, CPU, tocador de DVD e outras ferramentas "empacotadas", sendo de fácil uso e por isso utilizando em diversas salas de aulas tradicionais. Uma outra iniciativa, chamada de "Um Computador por Aluno", ou UCA, pretende lançar 150000 PCs com KDE e Linux também, segundo Piacentini.

Pelo menos nisso nosso Brasil é exemplo lá fora, afinal esta notícia teve como fonte um site internacional sediado nos Estados Unidos :-) Fonte:

http://webeduc.mec.gov.br/

Leia em mais:

http://www.desktoplinux.com/news/NS9272932512.html

Sem comentáriosPostado 25 de abril de 2008 às 15h31 por Júlio César Bessa Monqueiro

Tablets da Nokia suportarão Ubuntu e aplicativos QT

Por Júlio César Bessa Monqueiro em 25 de abril de 2008 às 14h45

0

A Nokia revelou hoje que em breve adicionará suporte para novos aplicativos e também para uma nova versão do Linux em seus tablets Nseries, como o N8110. Na sequência da aquisição da Trolltech no início deste ano, a Nokia pretende fazer com que seu sistema opereracionai baseado em Linux, o Maemo, suporte aplicativos escritos em QT; isso permitirá não apenas rodar os aplicativos em QT do Linux, mas também vários outros programas de outras plataformas. A empresa ainda esclarece que um programa simples deverá trabalhar em telefones com Symbian e Maemo.

A finlandesa também está apoiando ativamente o desenvolvimento de tables Nseries baseados no Ubuntu, não permitindo apenas à tão famosa distribuição rodar em tablets que usam o processador ARM, mas também tirar vantagens do sistema interno de controle. A Nokia ainda está na metade dos testes do software, chamado de Handheld Mojo, e não possui ainda idéia em mente sobre a data de lançamento. No entanto, a empresa diz que os usuários podem experimentar o software imediatamente, através de um emulador ou diretamente a partir de um cartão SD instalado em qualquer dispositivo já existente. Vale lembrar que a Nokia não tem planos de substituir tão cedo o Maemo em troca de outra distribuição.

Fonte:

http://www.electronista.com/articles/08/04/24/nokia.n810.ubuntu.and.qt/

RelacionadosTablets

Sem comentáriosPostado 25 de abril de 2008 às 14h45 por Júlio César Bessa Monqueiro

Ubuntu portado para processadores ARM

Por LinuxDevices em 25 de abril de 2008 às 12h12

0

Ubuntu ported to ARM

Autor original: LinuxDevices

Publicado originalmente no: http://www.linuxdevices.com/

Tradução: Roberto Bechtlufft

Um projeto patrocinado pela Nokia está portando o Ubuntu Linux para os processadores ARM. A equipe Handheld Mojo já compilou duas versões do Ubuntu: o Feisty Fawn virou Frisky Firedrake, e o Gutsy Gibbon virou Grumpy Griffin. A compilação do Hardy Heron está a caminho.

O port do Ubuntu para o ARM pode ser testado no QEMU, um emulador de código aberto que suporta várias arquiteturas ARM. Outra alternativa é usar o chroot em um cartão SD para rodar o port num dos internet tablets com Linux da série N8xx, da Nokia. Como os ports foram compilados para as arquiteturas ARMv5EL e ARMv6EL-VFP, eles devem rodar em muitos outros dispositivos com núcleos ARM9 e ARM11.

Com poucas exceções, a maioria dos programas do Ubuntu pode ser compilada sem problemas para o ARM, de acordo com Andrew Christian, o engenheiro da Nokia que lidera a empreitada. Dentre as exceções dignas de nota estão Java, Mono, G77 (um compilador Fortran) e os programas que dependem deles.

Esta semana, na Embedded Linux Conference, em Mountain View, Christian usou um tablet N800 para rodar o GIMP, programa de código aberto para o processamento de imagens que, segundo ele, funciona bem no aparelho.

Christian disse aos presentes que a compilação cruzada é bem mais rápida que a compilação nativa. Porém, boa parte dos pacotes do Debian (e, por tabela, os do Ubuntu) não estão configurados corretamente para ambientes de compilação cruzada. Por isso a equipe optou pela compilação nativa, que exige menos intervenção humana.

Para configurar um ambiente de compilação nativo, a equipe Mojo montou seus próprios computadores de placa única com processadores Intel baseados no ARM. Segundo Christian, gavetas de 1U são usadas para empilhar os computadores em um rack, compilando os 25.000 binários que compõem uma distribuição Ubuntu completa (alguns pacotes geram mais de um objeto) em 10 dias. Sobre os coolers instalados para a tarefa, ele comenta: "acho que exageramos um pouco."

Para bootar um ambiente de desenvolvimento nativo no ARM, Christian usou o port ARM EABI, contribuído ao Debian em 2007 pela fabricante de computadores de placa única ADS. Segundo ele, isso poupou bastante tempo.

Christian também opinou sobre a maneira como o Debian realiza o empacotamento do código fonte das muitas variantes do ARM. Para ele, ao invés de tratar cada variante como uma arquitetura separada, o Debian deveria usar a estrutura de diretórios dos pacotes deb para organizar subarquiteturas, e preencher o campo de arquitetura nos metadados do pacote com a arquitetura alvo - "ARM-all", por exemplo.

Em entrevista ao LinuxDevices, Christian declarou que sua equipe pretende desenvolver sistemas mais poderosos para compilação nativa no ARM. Ele foi encorajado a experimentar servidores NAS baseados no ARM que com algumas modificações poderiam aceitar até 2GB de RAM, de acordo com declarações de hobbistas da internet. Segundo ele, as placas utilizadas hoje pela Mojo não passam dos 256MB, e a falta de memória atrapalha a compilação de pacotes maiores como o KDE.

Como alternativa às máquina baseados no ARM, a equipe Mojo também está testando servidores x86 com emulação QEMU-ARM. Rodando em PCs x86 mais recentes, o QEMU é mais rápido que hardware ARM de verdade.

Além de Christian, outros desenvolvedores importantes no projeto são Brian Avery, veterano do port para Linux do iPaq da HP e George France, antigo mantenedor do kernel para a arquitetura Alpha.

Análise

Há tempos a Nokia é pioneira no uso de programas para desktop em dispositivos embarcados. Seus internet tablets baseados no Linux, por exemplo, rodam X11 e GTK+ completinhos, ao invés de versões "embarcadas" mais leves de frameworks de desenvolvimento, como o Qt/Embedded. E ao invés de um navegador embarcado como o Opera, os novos TabletOSes da Nokia trazem o "MicroB", um navegador derivado do Firefox. O diretor de código aberto da Nokia, Dr. Ari Jaaksi, afirma que os programas para desktops são mais testados, além de serem mais familiares ao usuário e terem maior compatibilidade.

Com a Intel lançando o Atom Centrino no mercado de dispositivos, os ports da Mojo podem ajudar a diminuir a "vantagem no software" da arquitetura x86. Ainda que o ARM sempre ganhe em consumo de energia e tamanho devido às funções legadas do x86 (como a decodificação do conjunto de instruções), a ampla oferta de programas bem testados beneficia o x86. E como destaca o pioneiro do x86, Glenn Henry em uma entrevista recente, "software gera software."

A superioridade de programas permitiu que o x86 dominasse os mercados de desktops e servidores, em detrimento das mais "elegantes" arquiteturas RISC no passado. A longo prazo, por que seria diferente com os dispositivos móveis? Por outro lado, o ARM está consolidado em dispositivos, e vem dando uma surra na Intel em projetos para dispositivos embarcados nos últimos anos, de acordo com a pesquisa feita com os visitantes do LinuxDevices.com.

Espera-se que esteja nos planos da Mojo um port para o ARMv7, já que a Texas Instrument prometeu kits de desenvolvimento baratos para seus processadores OMAP35xx. Baseados em núcleos dual-issue Cortex-A8, esses processadores chegam a 600MHz, e podem oferecer a performance de um hipotético ARM11 de 1.2GHz, com o consumo de energia de um ARM11 de 600MHz.

Enquanto isso, o Ubuntu aprimora seu suporte a dispositivos com telas pequenas e dispositivos de entrada limitados, graças ao trabalho da equipe do Ubuntu Mobile and Embedded (e de seu antecessor, o EmbeddedUbuntu), bem como do projeto Moblin da Intel.

Disponibilidade

Mais detalhes sobre o projeto Mojo, incluindo downloads do Ubuntu para o ARM, estão disponíveis aqui.

Créditos a LinuxDevices - http://www.linuxdevices.com/

Tradução por Roberto Bechtlufft <robertobech at gmail.com>

Sem comentáriosPostado 25 de abril de 2008 às 12h12 por LinuxDevices

Google exibirá anúncios gráficos em páginas para celular

Por Marcos Elias Picão em 25 de abril de 2008 às 00h40

0

O Google ficava com um pé atras para colocar publicidade gráfica nas suas páginas para dispositivos móveis, mas agora se rendeu à essa forma de publicidade.

Segundo anúncio publicado na quarta-feira, haverão propagandas em banners nas páginas móveis do Google. Voltados basicamente a telefones celulares, os anúncios gráficos podem pesar um pouco no consumo de banda dos usuários, mas também não há como evitar. Os arquivos dos banners gráficos no Google estão limitados a no máximo 3k, atualmente. Outras empresas, como Yahoo, AdMob e AOL já usam publicidade em banners nas versões móveis das suas páginas.

Os anúncios estarão disponíveis para anunciantes e usuários de 13 países inicialmente, entre eles, Austrália, China, França, Japão, Rússia, Estados Unidos e Índia. Haverá também um pequeno texto indicando que o banner é um anúncio.

O sistema do AdWords, plataforma de publicidade do Google, é bom para os anunciantes e usuários. Para os usuários, exibe propagandas relacionadas ao conteúdo da página em que estão. Para os anunciantes, o sistema de pagamento base é pay-per-click, onde o anunciante só paga quando o anúncio é clicado - tendo retorno de acesso, pelo menos, garantido. Segundo analistas, o lado ruim das campanhas de algumas outras empresas é que cobram por exibição de banners, independentemente de cliques. As páginas móveis acabam tendo grande quantidade de exibições e pouco retorno para os anunciantes desta forma, que deveriam contratar muitas exibições.

No Brasil isso fica de fora, pelo menos por enquanto.

Fonte oficial:

http://googlemobile.blogspot.com/2008/04/new-mobile-image-ads.html

Sem comentáriosPostado 25 de abril de 2008 às 00h40 por Marcos Elias Picão

Lançado Ubuntu 8.04 LTS

Por Marcos Elias Picão em 24 de abril de 2008 às 13h20

0

A Canonical anunciou hoje o lançamento do Ubuntu 8.04 final (Hardy Heron), tanto a versão de servidor como desktop. Esse release é uma versão com longo tempo de suporte. Está planejado 3 anos de suporte na versão desktop e 5 na de servidor, onde atualizações de segurança serão disponibilizadas conforme forem surgindo. A divulgação foi feita no começo da semana, mas os downloads foram liberados hoje.

Indo um pouco além, o Ubuntu desta vez vem com o Firefox 3 (beta 5), que está muito melhor do que o Firefox 2 (apesar de ter ainda seus problemas). Pretendem trazer uma melhor experiência com a web para seus milhões de usuários.

As novas versões dos programas também animam, tornando-o mais amigável e interessante do que a versão anterior. O gerenciamento de imagens com o F-Spot foi melhorado, principalmente na detecção de câmeras. O upload, gerenciamento, impressão e compartilhamento de fotos ficou mais fácil.

Os usuários podem também plugá-lo num PSP, compartilhar as playlists com amigos, comprar música on line da loja Magnatune, disponibilizar áudio via stream e conectá-lo a mais dispositivos do que antes (com UpnP).

O novo player de vídeo padrão permite, entre outras coisas, a pesquisa de vídeos no YouTube e outros recursos na web, além do compartilhamento de vídeo.

Há várias outras melhorias que trazem uma melhor produtividade, além de vir os efeitos visuais ativos (Compiz Fusion) quando rodado em hardware compatível.

Junto com ele foi lançado também o Kubuntu, a versão do Ubuntu que vem com o KDE como ambiente gráfico.

Considere que o Ubuntu é uma distro largamente usada, então a corrida para baixar a nova versão é grande. Se estiver muito lenta a transmissão, procure algum outro mirror ou aguarde alguns dias, afinal é comum o site ficar congestionado em lançamentos como esse.

Anúncio:

https://lists.ubuntu.com/archives/ubuntu-announce/2008-April/000111.html

Download do Ubuntu:

http://www.ubuntu.com/getubuntu

Download do Kubuntu:

http://kubuntu.org/download.php

Sem comentáriosPostado 24 de abril de 2008 às 13h20 por Marcos Elias Picão

Alguns pontos fracos do Windows Vista

Por Marcos Elias Picão em 24 de abril de 2008 às 12h37

0

Seria o Windows Vista como um Windows Millennium Edition, tendo o trágico fim e curto tempo de vida do ME?

Muito se diz nisso, que a Microsoft prepara o Windows 7 sem muitas ligações com a estrutura atual do Windows, porque ela já teria dado o que tinha que dar.

Com ou sem expectativas de um novo Windows realmente "diferente", com ou sem apoio a uma ou outra empresa, alguns fatos existem: o Windows Vista perde feio em várias coisas, pecando em atividades que nem num Windows 98 ocorriam.

A lenta adoção do Vista nas empresas e lares, e mais, a quantidade de downgrades oficiais e informais para o Windows XP, mostra que os consumidores não estão satisfeitos mesmo com o último sistema da Microsoft. Vamos analisar alguns pontos.

Confusão de marketing. Para que tantas versões? Geralmente se quer o melhor, a versão com mais recursos, então para que lançar várias edições sendo que as mais básicas seriam chamadas de "ruins"?

Tamanho do sistema. Simplesmente um exagero, muito grande! Só comparando, muitas distribuições Linux vêm em um ou mais DVDs, mas considere que trazem uma gama praticamente completa de software, para as mais diversas atividades e gostos. O Vista ocupa vários GB no disco rígido exclusivamente para o sistema operacional, e traz bem poucas aplicações "nativas". Com isso o sistema fica inviável mesmo para a nova onda de micro-notebooks, os UMPC (ultra mobile PC, ultraportáteis), que em sua maioria vêm com discos de estado sólido (SSD, usando memória flash) de baixa capacidade.

Falta de componentes. O WinFS prometia revolucionar a forma como o Windows guarda os arquivos no HD, sendo um sucessor do sistema de arquivos NTFS. Ele viria com a base do Windows Vista, logo nas primeiras divulgações do Longhorn (nome de desenvolvimento do Vista). Depois foi anunciado como um produto à parte, e por fim, descontinuado. E as promessas? E as inovações? O Vista não traz algo de realmente novo dessa forma.

Vida da bateria e boato dos discos híbridos. Em portáteis, o Vista ainda sofre com o peso e consumo de energia. Isso seria solucionado com alguns códigos especiais e discos híbridos (HHD), que usam parte de um HDD convencional, e parte de um SSD. Ainda não tem nada de muito concreto no mercado em massa, a tecnologia se mostra cara para a maioria dos usuários. Há cerca de dois anos se comenta, mas cadê? Já estamos há alguns meses sem ouvir falar no assunto como se deveria. Nada de expandir a tecnologia. Esses HDs trariam benefícios para muitos sistemas, é certo, mas enquanto isso... O Vista sofre em desempenho e consumo de energia.

Falsidade na propaganda do "Windows Vista capable". Vários PCs eram apresentados como capazes de rodar o Vista (mesmo que com menos recursos), e não o são. No dia-a-dia, satisfatoriamente, em muitas máquinas que trazem o logo "Windows Vista capable" torna-se impraticável o uso do Windows Vista.

Falta de drivers. É surpreendente que nem todos os drivers que funcionam no Windows XP podem funcionar no Vista. No Windows 2000, XP e Server 2003 se manteve uma base similar, quase tudo funciona nos três sistemas, os drivers desenvolvidos para um quase sempre rodam no outro. No Vista a quantidade de drivers intercompatíveis cai bruscamente. Por quê? Fazer upgrade para rodar o Vista algumas vezes é até inviável, sendo necessário uma nova máquina - mesmo que os componentes da anterior sejam relativamente "robustos"; sem drivers escritos para o Vista, nada feito.

Conflitos nos aconselhamentos. Os usuários ficam perdidos. Alguns dizem que podem instalar o Vista como atualização, outros apenas como uma nova cópia. A Microsoft poderia ter lançado alguma ferramenta mais prática, que informasse se seria possível a atualização, e para quais versões do Vista. Sem isso, muita gente evitaria tentar instalar o sistema para depois simplesmente voltar para o XP. Sem contar que alguns PCs que vêm com o Windows Vista instalado (em regime OEM) podem ser atualizados para outro sistema (como o Windows XP ou Linux), enquanto que outros apresentam tantos problemas que praticamente impossibilitam a retirada do Vista.

Performance. Por mais parrudo que seja seu hardware, ninguém esperaria que um sistema que levou mais de 4 anos para ser desenvolvido, tivesse um desempenho tão pior do que a versão anterior. Além do consumo de memória e espaço, que é de certa forma "aceitável", o Vista perde feio em diversas atividades - como na cópia de arquivos. Será que não testaram o sistema antes de liberá-lo comercialmente? E mesmo assim, aguardar um ano para o SP1 (que saiu recentemente) para algumas poucas melhorias, é muita coisa. Ainda mais por algo que você pagou para usar.

Enfim, a lista continuaria e seria enorme. Só o tempo dirá, mas tudo indica que o Vista terá um final trágico, mais demorado do que o do Windows Me, mas ainda assim trágico. Um ano se passou, e a negação ao sistema se mantém a mesma - para não dizer crescente.

Referência para a base desse artigo:

http://www.pcmag.com/article2/0,2817,2286065,00.asp

Sem comentáriosPostado 24 de abril de 2008 às 12h37 por Marcos Elias Picão

Linux ainda é o SO mais usado em dispositivos embarcados

Por Júlio César Bessa Monqueiro em 24 de abril de 2008 às 12h02

0

"Linux" foi a resposta dada por 18% de engenheiros de dispositivos embarcados em uma pesquisa, fazendo do sistema o mais usado entre SOs livres e comerciais. Vale lembrar que entre os "sistemas livres", encontram-se o eCos, BSD, FreeRTOS e TinyOS, estes que somados geram 5% da pesquisa. Os dados (imagem abaixo) são da pesquisa "Embedded Software Market Intelligence 2008", feita pela VDC, via internet. O estudo analisa as respostas juntamente com a região geográfica e o mercado vertical de onde se localiza o engenheiro.

O Linux é o sistema operacional mais popular dos embarcados em pesquisas desde 2004, quando 15,5% reportou estarem usando-o. Naquele tempo, os itens que conseguia o primeiro lugar nas pesquisas era "SO informal" e "Outros".

De acordo com os pesquisadores do VDC, oa popularidade do Linux ascendente se deve ao fato das vantagens de custo; flexibilidade de acesso ao código; familiaridade; ambiente maduro de aplicativos e ferramentas; e o cultivo à experiência de desenvolvimento com o Linux como um sistema embarcado. Além disso, o fato de grandes melhorias no kernel, adoção de novas tecnologias, entre outros, ajudaram o Linux a integrar novos mercados.

img1 Leia em mais:

http://www.linuxdevices.com/news/NS4920597981.html

Sem comentáriosPostado 24 de abril de 2008 às 12h02 por Júlio César Bessa Monqueiro