Notícias do mês de Abril de 2008
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Mundo virtual tipo Matrix pode se realizar em poucos anos
Por Júlio César Bessa Monqueiro em 7 de abril de 2008 às 14h40
0Quando lançada, a trilogia de filmes "Matrix" foi um gigante sucesso do cinema, por tratar-se de um assunto relativamente polêmico e criativo, onde o ser humano poderia entrar em uma realidade virtual paralela à real, vivendo como se fosse nesta última.
Cada vez mais temos simuladores da vida real, a exemplo de "The Sims" e "Second Life", para pessoas que muitas vezes preferem viver em um ambiente abstrato e sem compromissos, assumindo até perfis falsos em sites de relacionamentos como o Orkut, fingindo ser alguém que não é. Agora já imaginou se você pudesse realmente "viver", daqui alguns anos, em um mundo virtual e paralelo, no mesmo grau de realismo como você lê este texto, neste momento?
Conto de fadas ou não, "pelo menos esta é a opinião de Michael McGuigan, do Laboratório Nacional Brookhaven, nos Estados Unidos. Segundo ele, os supercomputadores estão se aproximando de adquirir capacidades que os permitirão criar realidades virtuais 'à la Matrix'. Segundo ele, mundos virtuais que poderão ser confundidos com o mundo real estão há apenas alguns anos de se realizarem.
Em 1950, Alan Turing, o pai da moderna ciência da computação, propôs o teste definitivo para a inteligência artificial - uma pessoa deveria participar de uma conversa conjunta com outra pessoa e com um computador, e não deveria ser capaz de distinguir quem era o computador (...)"

Veja a notícia original em:
http://www.inovacaotecnologica.com.br
Sem comentáriosPostado 7 de abril de 2008 às 14h40 por Júlio César Bessa Monqueiro
A computação em 2020: derrubando as barreiras homem-PC
Por John Timmer em 7 de abril de 2008 às 13h02
0Computing in 2020: erasing the boundary between human and PC
Autor original: John Timmer
Publicado originalmente no: http://arstechnica.com/
Tradução: Roberto Bechtlufft
É natural pensarmos que a interface do computador é um tanto parada. A interação homem-computador (mais conhecida pela sigla HCI, ou Human-Computer Interaction) não mudou muito desde o advento das interfaces com janelas e movidas a mouse, há mais de 20 anos. Mas a proliferação de dispositivos móveis está começando a mudar esse quadro, e como se isso já não bastasse, está em curso uma grande mudança no tipo de informação que é disponibilizada hoje aos computadores, e na maneira como nós a acessamos. Em março de 2007, o centro de pesquisas da Microsoft convidou 45 pesquisadores a especularem sobre o cenário da HCI em 2020; agora, um relatório apresentando as conclusões dos participantes foi liberado ao público.
O relatório é bem abrangente, e é difícil resumi-lo de maneira concisa. Mas para nossa felicidade, há alguns pontos bastante óbvios e fáceis de sintetizar. O relatório conclui, por exemplo, que a interação por gestos e por voz terá um papel de destaque na HCI, e sugere que os impulsos nervosos por si só já poderão começar a ser usados para controlar os computadores, o que seria especialmente interessante para portadores de deficiência. O relatório prevê ainda que, quando combinada a um maior poder de processamento, a conectividade pervasiva que permite aos computadores agirem como substitutos a nossa memória começaria a dar a eles a capacidade de complementar a razão humana.
Mas há conclusões menos óbvias. Os computadores já são capazes de nos identificar por meio de tecnologias como reconhecimento facial e RFID, e de nos seguir usando GPS e circuitos fechados de vídeo. O fato é que quando vamos a um aeroporto nós já estamos interagindo involuntariamente com sistemas computacionais. Os experts dizem que essa tendência deve continuar crescendo em ritmo cada vez mais acelerado, o que levanta questões importantes sobre privacidade. Em alguns casos, como nos implantes médicos, a fronteira entre o homem e o computador praticamente não existe mais - ou há alguma "interface humana" entre o coração e um dispositivo que monitora e manipula suas batidas?
Outra tendência vai interagir e se combinar a essa. O relatório sugere que ainda estamos engatinhando na era da computação móvel, mas que em 2020 estaremos na era da computação ubíqua. Isso significa que os computadores estarão em todo lugar, e que ao invés de termos acesso às informações e recursos de uns poucos computadores e dispositivos, nós estaremos conectados a milhares deles por meio de uma rede pervasiva, que estará a nossa volta sem que nós sequer tenhamos consciência disso.
Uma vez que tudo a respeito de uma pessoa seja gravado, copiado e twitterizado, e que essa informação esteja constantemente disponível, o relatório sugere que chegaremos ao fim do efêmero. Ao ter suas informações médicas, fotos pessoais e cada minuto de seus pensamentos armazenados online de forma permanente, as pessoas irão fornecer voluntariamente mais informações do que qualquer espião federal ou agência de publicidade seria capaz de reunir.
Para lidar com essas mudanças, dizem os pesquisadores, é preciso pensar com cuidado em como conscientizar às pessoas das situações em que esse armazenamento pervasivo estará em curso, e dar a elas a decisão de participar ou não dele. Ao se referirem aos sistemas de navegação por GPS, os autores destacam: "se as pessoas parecem tão dispostas a obedecer cegamente às instruções dadas por computadores simples, deveríamos começar a nos preocupar com o relacionamento que as pessoas terão com os computadores mais complexos que serão desenvolvidos até 2020."
Para que tudo dê certo, o relatório sugere a adição de um quinto passo ao tradicional processo de estudar/planejar/construir/avaliar que orienta o design: compreender. Para os autores, não é suficiente desenvolver um objeto para cumprir uma tarefa. Numa era em que as informações sobre aquela tarefa podem ser compartilhadas e armazenadas para sempre, os designers terão que levar em conta valores humanos, como privacidade, segurança pessoal, a distinção entre a vida pessoal e a profissional etc. É um admirável mundo novo este em que entramos, e a interação homem-computador vai ter que se transformar para que seus ocupantes possam navegar por ele.
Créditos a John Timmer - http://arstechnica.com/
Tradução por Roberto Bechtlufft <robertobech at gmail.com>
Sem comentáriosPostado 7 de abril de 2008 às 13h02 por John Timmer
Sobre o caso Microsoft x Yahoo
Por Carlos E. Morimoto em 7 de abril de 2008 às 10h40
0Nas últimas semanas, temos visto uma série de notícias sobre a possível aquisição do Yahoo pela Microsoft. A Microsoft ofereceu nada menos do que US$ 44.6 bilhões pelo Yahoo, uma proposta bem acima do valor de mercado da empresa, que é estimado em pouco mais de US$ 30 bilhões. Apesar disso, a proposta foi recusada pela diretoria do Yahoo que (provavelmente esperando que a Microsoft aumentasse a proposta) alegou que o valor era insuficiente.
Agora, no mais novo capítulo da novela, Steve Ballmer, em sua atitude hostil habitual, ameaçou iniciar uma tomada hostil caso a proposta não seja aceita em 3 semanas. Uma "tomada hostil" consiste em levar a proposta diretamente aos acionistas da empresa, convencendo-os de que a proposta é financeiramente vantajosa. Como são os acionistas que elegem a diretoria, a partir do momento em que os acionistas estão convencidos, é possível fazer com que a diretoria atual seja substituída por outra, favorável à aquisição. Este é um processo relativamente demorado que fica no limite do que pode ser considerado legal e pode prejudicar a (já muito ruim) imagem da Microsoft como empresa.

O motivo de tanto desespero é bastante simples. Com a popularização da web e o crescimento do uso de webapps e do mercado de publicidade via web de uma forma geral, os sistemas operacionais e aplicativos como o Office estão se tornando menos relevantes a cada ano. Cada vez mais pessoas usam apenas o navegador e mais um conjunto de aplicativos básicos, de forma que o sistema operacional deixa de ser importante.
Percebendo que não pode continuar contanto com as vendas do Windows e do Office como principal fonte de recursos, a Microsoft decidiu investir no ramo de serviços e publicidade online. Como conquistar um grande volume de usuários é um processo demorado, decidiram fazer um atalho, comprando o Yahoo e absorvendo sua equipe e sua base de usuários.
A aquisição do Yahoo por parte da Microsoft lembra um pouco a aquisição da ATI pela AMD. Na época, AMD considerou comprar a nVidia, mas, depois de fazer as contas, perceberam que a compra seria inviável, pois o valor de mercado da nVidia era bem maior do que o valor que tinham disponível. Partiram então para a segunda opção, que foi a compra da ATI, que possuía um valor de mercado muito menor. Da mesma forma, o que a Microsoft gostaria mesmo seria poder comprar o Google, que é atualmente o número 1 no ramo de pesquisas e anúncios online. Como o Google é grande demais para ser comprado pela Microsoft, partiram para a segunda opção, que é a compra do Yahoo.
É difícil prever o resultado de fusões como esta, mas me parece óbvio que a Microsoft perderá dinheiro. Embora o Yahoo tenha uma grande base de usuários nos EUA, ele é relativamente pouco usado no restante do mundo. Pelas estatísticas do Alexa (que não são lá muito confiáveis, mas são o melhor que temos) você pode ver que a maior parte dos usuários utilizam o mail.yahoo, enquanto apenas 14% utilizam o mecanismo de busca propriamente dito. O Yahoo só não está pior do que o próprio MSN, que apesar de ser a página default do Internet Explorer em todas as instalações do Windows, é ainda menos usado. Para ter uma idéia, o msn.com.br é o 97° site mais visitado do Brasil segundo o Alexa, enquanto o Guia do Hardware é o 109°. Ou seja, por pouco não perdem para nós, que somos um site especializado :).
Mesmo que a Microsoft consiga manter toda a base de usuários atual do Yahoo, continuarão ocupando um distante segundo lugar, atrás do Google, e terão que correr atrás do prejuízo de qualquer forma. A curto prazo, nada mudará, com a diferença de que a Microsoft terá US$ 44.6 bi a menos em caixa (que corresponde a quase 1/6 do valor total da empresa) e terão o trabalho de digerir uma empresa de cultura bastante diferente, comprada à força.
Sem comentáriosPostado 7 de abril de 2008 às 10h40 por Carlos E. Morimoto
eBox630-821-FL, computador embarcado potente da Axiomtek
Por Marcos Elias Picão em 7 de abril de 2008 às 09h18
0A Axiomtek apresentou seu novo computador projetado para automação e equipamentos embarcados. Isento de ventoinhas, o eBox630-821-FL roda Linux, oferece duas portas gigabit Ethernet, quatro USB, quatro COM e placa de vídeo de alto desempenho.


Ele fornece processamento mais rápido do que o eBox600-FL, anunciado em novembro passado. O novo suporta processadores Socket 478, como o Intel Pentium M, com clock de até 2 GHz, assim como também processadores mais lentos e menos poderosos. Os clientes podem optar por DVI ou VGA como saída gráfica, e há um segundo painel com saída DVI opcional.
Mede 280 x 150 x 67 mm, tem tons de cinza metálico e é facilmente acoplado a qualquer lugar. O gabinete tem uma entrada para HD de 2,5" (tamanho dos usados em laptops e notebooks). Com um drive, ele suporta até 1Grms (root mean square), suportando 2Grms sem HD. O aparelho suporta temperaturas de até 0º a 50º C (32 a 122 graus Fahrenheit).
Deverá estar disponível comercialmente até o final de abril.
Algumas especificações do eBox630-821-FL:
- Processador Socket 478 (Intel Pentium M 2GHz com 2MB cache, ou Celeron M 1.5GHz com 1MB cache, ou Celeron M 600MHz com 512KB cache).
- Memória até 1 GB, via SODIMM DDR2 de 200-pin.
- Saída gráfica VGA, com porta DVI opcional.
- 1 HD de 2,5".
- Duas interfaces de rede Ethernet 10/100/1000.
- 4 portas USB 2.0.
- 4 conexões COM, 1 PS/2, entrada e saída de áudio.
- Temperatura de operação: 0º a 50º C.
- Dimensões: 280 x 150 x 67 mm.
- Sistemas suportados: Linux, Windows CE e Windows XP Embedded.
Mais informações em:
http://www.axiomtek.com/products/ViewProduct.asp?view=554
Fonte:
http://www.linuxdevices.com/news/NS7864029987.html
Sem comentáriosPostado 7 de abril de 2008 às 09h18 por Marcos Elias Picão
Novo alpha do BrazilFW: um Linux firewall/roteador
Por Marcos Elias Picão em 7 de abril de 2008 às 08h39
0Foi liberada uma nova versão alpha pública do BrazilFW, um sistema firewall e roteador baseado em Linux. Ele vem ficar no lugar do Coyote Linux, da Vortech, que foi descontinuado.
O BrazilFW 2.31.1 Alpha foi liberado para testes no final de março, ainda não para uso em produção. Entre as novidades e modificações, estão:
- Não há mais suporte à instalação em disquete: rodará apenas de CDs ou pen drives. Com isso, o utilitário gerador de disquete para Windows também deixa de existir.
- Não há mais suporte para placas de rede ISA.
- Processadores 486 também foram deixados de lado, tornando o projeto otimizado para os processadores atuais.
- Instalação automática das placas de rede: sem perguntas, sem problemas, praticamente todas as placas são suportadas.
- Traz suporte inicial a discos SATA (ainda para ser testado melhor).
- Agora o sistema é configurado depois da instalação, podendo ter as configurações alteradas facilmente.
- É fácil transferir um sistema instalado para um pen drive ou outro HD, mantendo todas as configurações e add-ons.
Um firewall é sempre importante, e quando em rede, ajuda a proteger os micros internos de uma só vez, além de facilitar o compartilhamento da conexão.
Leia mais e faça o download em:
http://www.brazilfw.com.br/forum/viewtopic.php?f=12&t=63724
Sem comentáriosPostado 7 de abril de 2008 às 08h39 por Marcos Elias Picão
Google vende parte da DoubleClick
Por Júlio César Bessa Monqueiro em 4 de abril de 2008 às 16h44
0O Google anunciou que vai vender uma parte da DoubleClick, para diminuir o monopólio no segmento de anúncios. Chamada de Performics, a divisão está sendo separada da gigante das pesquisas para convencer os usuários que os anúncios acompanhantes de resultados de pesquisas não serão influenciados por um conflito de interesses. "Os anunciantes terão de saber que o Google é objetivo e não vai permitir que os anúncios sejam exibidos por qualquer anunciante", disse Tom Phillips da DoubleClick.
A venda é considerada mais um gesto amigável do que essencial aos US $ 3,4 bilhões da aquisição, já que a União Européia e a "Federal Trade Commission" dos EUA aprovaram a compra da DoubleClick em seu estado atual.
Como era de se esperar, a maior oposição ao acordo veio da Microsoft, que argumentou que a compra iria criar uma rede monopolista no ramo. A empresa então comprou a anunciante rival aQuantive, e planejou comprar o Yahoo em um "movimento hostil" que iria ajudá-la a concorrer mais diretamente com os sistemas Google AdSense e AdWord.
Veja mais em:
http://www.electronista.com/articles/08/04/04/google.splits.doubleclick/
Sem comentáriosPostado 4 de abril de 2008 às 16h44 por Júlio César Bessa Monqueiro
Celular com TV da Motorola é movido a Linux
Por LinuxDevices.com em 4 de abril de 2008 às 16h12
0Linux powers TV-enabled mobile phone
Autor original: LinuxDevices.com
Publicado originalmente no: http://www.linuxdevices.com/
Tradução: Roberto Bechtlufft
Celular com TV da Motorola é movido a Linux
A Motorola usou o Linux para criar um celular 3G com tela sensível ao toque, que recebe e grava transmissões de vídeo DVB-H - o Digital Video Broadcasting Handheld, padrão para transmissão de vídeo para dispositivos móveis adotado pela União Européia. Segundo a Motorola, o MobileTV DH02 oferece uma interface baseada em gestos - movimentos específicos que você faz com o dedo sobre a tela para realizar ações. Traz ainda bluetooth, GPS e um programa de navegação por voz.
Em janeiro a Motorola anunciou um modelo semelhante, o DH01, portátil que também é compatível com o DVB-H mas que não apresenta as funções de telefonia. A empresa diz que o uso do novo modem compatível com as redes HDSPA e GPRS vai permitir às operadoras oferecer os chamados "serviços ricos de interação."
As vantagens do DH02 sobre o DH01 incluem o navegador GPS e a tela sensível ao toque com suporte a gestos, que permite "clicar, arrastar e rolar" na interface baseada em ícones. A tela WQVGA com resolução de 480x272 agora tem 4,8 polegadas (contra 4,3 do modelo anterior), e como no DH01 pode renderizar o DVB-H a uma taxa de até 25 quadros por segundo, de acordo com a Motorola. O aparelho é compatível com os formatos de vídeo H.264 AVC QVGA e MPEG-4 SP nível 3 QVGA, e com os formatos de áudio AAC e MP3.
O Motorola MobileTV DH02A Motorola não revelou detalhes sobre o processador do DH02, mas disse que o aparelho conta com 64MB de RAM e 64MB de memória flash, sendo que esta última pode ser expandida até 512MB. Ele traz um conector mini USB A/B, um leitor de cartões USIM/UICC, fone de ouvido e entrada para a rede elétrica. A conectividade bluetooth está disponível, permitindo conexão sem fio a equipamentos de som. O aparelho mede 13,5 x 8 x 1,5 cm (altura x largura x profundidade),e pesa aproximadamente 240 g.
O DH02 também funciona como um gravador de vídeo digital (DVR), trazendo um slot para cartões de memória flash SD/MMC para a gravação. De acordo com a Motorola, cabem cerca de 90 minutos de vídeo em um cartão de 256MB. Mesmo sem o cartão, há uma memória interna de cinco minutos para as funções de timeshift, que incluem pausa, avanço e retrocesso de transmissões ao vivo de TV. A Motorola afirma que a bateria dura até quatro horas.
Outros recursos anunciados incluem:
- Recepção de TV no padrão DVB-H com capacidades PVR - timeshift, pausa em transmissões ao vivo e captura de quadros
- Mapas da Tele Atlas, com itinerário controlado por voz e chamadas hands-free para diversos estabelecimentos
- Busca automática de canais
- Renderização de vídeos, músicas e fotos armazenados em cartões microSD
- Tecnologia POI (Pontos de Interesse) por voz, que permite localizar os estabelecimentos que você procura e fornece informações sobre o trânsito e o limite de velocidade.
- Chamadas de emergência (e-call) e suporte a SMS
- Alternador automático de visualização retrato/paisagem - use o modo retrato para fazer ligações POI e navegar, e o modo paisagem para assistir a TV e vídeos
A interface baseada em ícones do DH02O padrão DVB-H é uma ramificação dos padrões DVB-T (terrestre) e DVB-S (via satélite), e é um dos três padrões que competem pela transmissão sem fio de TV para dispositivos móveis. Os outros dois são o Digital Multimedia Broadcasting (DMB), bastante usado na Coréia do Sul, e o MediaFlo da QualComm, que está sendo testado nos Estados Unidos pela Verizon Wireless.
O DVB-H já se entrincheirou em dezenas de países, e está firmemente estabelecido na Europa, dispondo de diversos serviços comerciais na Itália, Finlândia e em outros países. De acordo com o porta-voz da Motorola, os principais mercados do aparelho serão a Europa, o Oriente-Médio e a África. A empresa também vende equipamentos para a transmissão de DVB-H, e junto com a Nokia é a maior defensora do padrão.
O anúncio foi realizado uma semana depois da Motorola divulgar que estaria se dividindo em duas empresas independentes em 2009: a Mobile Devices, focada na venda de portáteis e acessórios, e a Broadband & Mobility Solutions, que vende equipamentos de rede, conversores de sinal e outros produtos.
Disponibilidade
A Motorola não divulgou o preço nem a data de lançamento do MobileTV DH02. A empresa está fazendo demonstrações do aparelho em seu stand (nº 1806) na CTIA Wireless 2008 esta semana, em Las Vegas.
Créditos a LinuxDevices.com - http://www.linuxdevices.com/
Tradução por Roberto Bechtlufft <robertobech at gmail.com>
Sem comentáriosPostado 4 de abril de 2008 às 16h12 por LinuxDevices.com
Primeiras impressões: Adobe AIR alpha lançado para o Linux
Por Ryan Paul em 4 de abril de 2008 às 15h42
0First look: Adobe AIR alpha unleashed for Linux
Autor original: Ryan Paul
Publicado originalmente no: http://arstechnica.com/
Tradução: Roberto Bechtlufft
A Adobe anunciou recentemente a disponibilidade da versão alpha do Adobe AIR para Linux. Ainda que a versão alpha não traga todas as ferramentas do AIR, ela já é capaz de executar alguns aplicativos de peso e é robusta o suficiente para facilitar o desenvolvimento com o AIR no Linux. Para completar, a Adobe agora é parte da Linux Foundation e pretende colaborar com o grupo para trazer aplicativos ricos para internet e tecnologias web 2.0 ao sistema operacional de código aberto. "A decisão da Adobe de se unir à LF é uma extensão natural de seu comprometimento com os padrões abertos e de código livre, e demonstra a visão e a liderança da Adobe na indústria de software," declarou o diretor executivo da Linux Foundation, Jim Zemlin. "O ingresso da Adobe na LF vai contribuir para nosso objetivo de aprimorar o desenvolvimento de aplicativos no Linux, com ênfase nos aplicativos Web 2.0."
Eu faço parte do grupo de testes fechado do AIR para Linux desde o começo de março, e já fiz vários testes com o ambiente de execução do AIR para Linux. A implementação no Linux é muito boa, e foi claramente desenvolvida tendo em vista uma integração efetiva com a plataforma. É bastante impressionante, por exemplo, a integração do instalador do AIR ao sistema de gerenciamento de pacotes nativo. No Ubuntu, onde realizei a maior parte dos testes, pude instalar os aplicativos do AIR pelo Synaptic como se fossem pacotes comuns do Linux.
A integração com o gerenciador de pacotes é significativa porque pode garantir, no futuro, que aplicativos do AIR seja consistentemente atualizados pelos mesmos mecanismos que mantém atualizados os demais programas do sistema. Ainda não testei isso em outras distribuições, mas alguns usuários já me disseram que tudo funciona igualmente bem nelas.

A versão alpha para Linux tem suporte a alguns dos efeitos gráficos mais sofisticados do ambiente de execução do AIR, como janelas com formatos diferentes e efeitos de transparência. Ele também é capaz de lidar com outros detalhes da integração com o desktop, como a área de transferência e o arrastar-e-soltar. Uma base sólida foi fundada, mas ainda faltam muitas funções como o suporte à instalação automática via browser (similar à do ActiveX e do Flash Player), ícones na barra de tarefas, aceleração por hardware, renderização de SWF em HTML e suporte a DRM.
Apesar disso, a versão alpha para Linux se sai melhor que a versão para MAC OS X em algumas situações. Por exemplo, o demo que PenguinSteve preparou para nossa primeira espiada no AIR no início de março rodou bem no Linux com um pequeno ajuste, mas o Mac OS X Leopard não conseguiu renderizá-lo corretamente.

Quem quiser experimentar o Adobe AIR no Linux pode baixar a versão alpha do site da Adobe. Uma versão alpha do SDK também está disponível aos desenvolvedores que quiserem criar e testar novos aplicativos para o AIR. Testamos vários aplicativos populares, com o Spaz, um cliente para o Twitter, e eles até que se saíram bem.

O compromisso da Adobe em trazer o ambiente de execução do AIR para o Linux pode ser extremamente benéfico ao sistema operacional de código aberto, especialmente se a Adobe vier a usar o AIR para tornar multiplataformas seus aplicativos de edição gráfica profissional, como o Photoshop. Ambientes de execução multiplataformas nativos como o AIR são parte de uma crescente tendência de amarrar os aplicativos a tecnologias que sigam padrões web, e não a tecnologias proprietárias específicas de cada plataforma. O crescimento dessa tendência pode acabar facilitando, por tabela, a transição de muitos usuários do Windows para o Linux.
A disposição da Adobe em trabalhar em parceria com a Linux Foundation para aprimorar o suporte a aplicativos ricos para internet no Linux é um sinal bastante promissor do interesse da Adobe em construir tecnologias baseadas em padrões, mas a natureza proprietária do ambiente de execução e da tecnologia Flash que ele contém devem prejudicar sua adoção pelos desenvolvedores Linux, que provavelmente irão preferir alternativas de código aberto como o ambiente de execução XULRunner da Mozilla.
Créditos a Ryan Paul - http://arstechnica.com/
Tradução por Roberto Bechtlufft <robertobech at gmail.com>
Sem comentáriosPostado 4 de abril de 2008 às 15h42 por Ryan Paul
Lançado GoboLinux 014.01, um Linux com a estrutura diferente
Por Marcos Elias Picão em 4 de abril de 2008 às 12h08
0Foi lançada a versão 014.01 do GoboLinux. Essa distro se diferencia das demais pela sua estrutura de diretórios, que é armazenada de forma lógica, lembrando mais a forma "Windows" de ser.

Cada programa é armazenado na sua própria pasta. Em vez de ter seus arquivos dispersos em pastas como /usr/bin, /etc e /usr/share/alguma/coisa, todos os arquivos de um mesmo programa ficam sob /Programs/Programa/Versão.
A versão mais recente é uma atualização da versão 014, visando estabilidade desta que fora liberada há três meses.
O CD pode ser usado sem instalar, como liveCD, assim como também pode ser instalado no HD usando um instalador gráfico ou em modo texto. Vem com o KDE 3.5.8, OpenOffice.org 2.3.1 e uma série de aplicações comuns no mundo Linux. A detecção de hardware é boa, fazendo quase tudo automaticamente.
Ele é compilado para rodar em processadores da classe i686. Recomenda-se 256 MB para uso satisfatório como liveCD, apesar de iniciar o KDE com apenas 128 MB, e pode rodar em PCs com 32 MB de RAM no modo texto.
A distribuição não inclui pacotes ou codecs proprietários, mas o usuário poderá instalá-los posteriormente.
Mais informações, download e screenshots:
Sem comentáriosPostado 4 de abril de 2008 às 12h08 por Marcos Elias Picão
Intel anuncia Cliffside, nova tecnologia wireless
Por Júlio César Bessa monqueiro em 4 de abril de 2008 às 11h49
0A Intel recentemente anunciou a sua nova tecnologia Cliffside, que em resumo divide um único adaptador de rede em dois. Isso permite a um computador se ligar a um roteador wireless, enquanto este também fornece um ponto de acesso baseado em software.
A tecnologia permite um único adaptador WiFi servir como dois de forma independente: a primeira "metade" ligará o PC ao roteador da rede Wireless, enquanto a outra parte se encarrega de criar uma rede WiFi pessoal (PAN), fazendo com que dispositivos portáteis, como tocadores e algumas câmeras, se conectem ao PC. A Intel afirma que a tecnologia vai tornar o uso de rede pessoal de forma muito parecida com a tecnologia Bluetooth. PCs com o Cliffside detectarão automaticamente outros com o mesmo recurso na região, cabendo ao usuário aceitar ou não o dispositivo. O Cliffside também suportará diversos métodos de segurança, tais como WEP ou WPA, valendo lembrar que, se um dos métodos for ativado, todos os dispositivos da rede pessoal também deverão ser compatíveis com a tecnologia.
A empresa não forneceu informações sobre como e quando planeja lançar a tecnologia, citando que está em fase de pesquisas atualmente. Outros projetos da Intel que estão em pauta incluem o Tera-Scale, que poderá ser um dos precursores das arquiteturas da GPU Larrabee e CPU Gesher.
Leia mais em:
http://www.dailytech.com/article.aspx?newsid=11347
Sem comentáriosPostado 4 de abril de 2008 às 11h49 por Júlio César Bessa monqueiro

