Notícias do mês de Janeiro de 2008
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Palm revela futuro Treo
Por Júlio César Bessa Monqueiro em 8 de janeiro de 2008 às 10h08
0A Palm revelou o que poderá ser o futuro Treo, cuja versão é conhecida somente como "Drucker", em exibição na CES. Embora pareça somente um esboço do que será o produto, ele representa visualmente a união entre o antigo Treo e o pequeno Centro, ou seu europeu Treo 500, além dos fones serem mais "magrinhos" que os antigos. Não há mais detalhes sobre o produto, mas espera-se que o mesmo utilize o Windows Mobile 6 (ou 6.1, dependendo da data de lançamento).
Um planejamento revelado pela Vodafone aponta que o dispositivo terá conectividade 3G por HSPDA, bem como câmera de 2 Megapixels, GPS e Wi-Fi. A Treo disse que o novo produto faz partes dos projetos não anunciados, por isso não deu maiores detalhes. O anúncio do mesmo deverá ser feito nos meses centrais do ano.

Veja mais em:
http://www.electronista.com/articles/08/01/07/palm.treo.drucker.leak/
Sem comentáriosPostado 8 de janeiro de 2008 às 10h08 por Júlio César Bessa Monqueiro
AMD anuncia série Mobility Radeon HD 3000
Por Júlio César Bessa Monqueiro em 7 de janeiro de 2008 às 09h27
0A AMD lançou durante a CES a série ATI Mobility Radeon HD 3000, a última com relação à gráficos para notebooks. A placa possui base similar aos modelos Radeon HD 3000 para desktops; a empresa afirma que este lançamento dá aos portáteis efeitos e recursos de interface visual nunca antes vistos, adicionando novos recursos de sombreamento e iluminação para jogos e outros aplicativos que agora podem rodar o DirectX 10.1 ou a versão mais recente do OpenGL 2.0.
Esta nova placa possui compatibilidade com o slot PCI Express 2.0, tendo assim um tráfego de dados muito maior que a versão original, também adicionando suporte ao conector DisplayPort. Ela vem mais eficiente em termos de consumo, com mais recursos e com suporte à definição 1080p. A AMD está atualmente vendendo no exterior a versão mais econômica 'HD 3400' e a mediana 'HD 3600'.

Veja mais em:
http://www.electronista.com/articles/08/01/07/mobility.radeon.hd.3000/
Sem comentáriosPostado 7 de janeiro de 2008 às 09h27 por Júlio César Bessa Monqueiro
Samsung lança novo SSD de 128 GB
Por Júlio César Bessa Monqueiro em 7 de janeiro de 2008 às 09h24
0Há dois meses, a Samsung havia anunciado o SSD (Solid State Disk) SATA-II de 64 GB, com 120 MB por segundo na leitura e 100 MB/seg na escrita. Ontem foi a vez de lançar um SSD com o dobro de capacidade, ou seja, 128 GB, que ao invés de utilizar uma célula de nível simples (single-level cell - SLC), usa células NAND flash multi-níveis (multi-level cell - MLC). Contudo, a velocidade caiu, para 100 MB/seg na leitura e 70 MB/seg na escrita.
A Samsung afirma que o novo produto terá como foco principal os notebooks corporativos, que precisam de maior armazenamento. O lançamento bate de frente com os produtos da BiTMICRO, contudo, a primeira possui a vantagem de estar em nível global, oferecendo melhores preços e disponibilidade. O SSD estará disponível ainda no primeiro semestre de 2008, com um precinho bem salgado, embora oficialmente o valor não tenha sido anunciado.
Leia mais em:
http://www.dailytech.com/article.aspx?newsid=10243
Sem comentáriosPostado 7 de janeiro de 2008 às 09h24 por Júlio César Bessa Monqueiro
Gefen lançará extensor HDMI coaxial
Por Júlio César Bessa Monqueiro em 7 de janeiro de 2008 às 09h14
0A empresa fabricante de acessórios para informática e eletrônicos Gefen está preparando um extensor 'HDMI Over Coax', seu último produto em termos de uso residencial. A companhia garante, através de comerciais, que esta tecnologia permitirá aos usuários enviar conteúdo HDMI de uma sala para outros vários locais dentro de uma casa, através de um cabo coaxial regular.
O padrão HDMI foi criado para evitar a pirataria, e normalmente requer cabos especialmente formatados para conduzir os canais de áudio e vídeo.
A Gefen adicionou também um canal infravermelho, que permite ao mesmo controle remoto da fonte de origem controlar todos os aparelhos que estão usando o cabo. Por exemplo, um leitor Blu-Ray deverá ser capaz de aceitar a função "pausa" na casa em até 4,5 metros, se a saída do comando for a partir de um sensor infravermelho. O "Over Coax Extender' deverá estar disponível em abril.
Veja mais em:
http://www.electronista.com/articles/08/01/04/gefen.coax.hdmi.extender/
Sem comentáriosPostado 7 de janeiro de 2008 às 09h14 por Júlio César Bessa Monqueiro
Arquivos antigos são bloqueados no SP3 do Office 2003
Por Marcos Elias Picão em 7 de janeiro de 2008 às 08h40
0Depois de tantas e tantas críticas recebidas mundo afora de que o Office é inseguro, a Microsoft decidiu ser radical no Service Pack 3 do Office 2003, bloqueando diversos tipos de arquivos antigos.
Ao todo, 23 tipos de arquivos são bloqueados ao aplicar o Service Pack 3. Entre eles, o CDR do Corel Draw (.cdr), gráficos do Excel 4.0 (.xlc), documentos do Word anteriores ao formato Word 6.0 for Windows, entre outros.
Segundo Viral Tapara, evangelista da MS na Inglaterra, o SP3 do Office 2003 bloqueou tais tipos de arquivos por questões de segurança:
"Alguns arquivos antigos, incluindo da Microsoft, são inseguros e não nos satisfaz ter vetores de ataques que podem ser usados para executar código malicioso. A decisão pelo bloqueio se restringe para proteger a máquina a ser comprometida."
A brecha de segurança refere-se à injeção de código malicioso nesses tipos de arquivos, algumas vezes embutidos em outros arquivos do Office.
O SP3 saiu em setembro do ano passado, e as discussões começaram a rolar nos próprios fóruns da MS - afinal, dessa forma, o Office 2003 perdeu a compatibilidade com vários arquivos antigos, incluindo arquivos gerados por programas da própria Microsoft.
A MS divulgou então as instruções para liberar o uso desses formatos bloqueados no Office, mesmo com o SP3. Isentando-se de responsabilidades, o documento diz "Estes formatos foram bloqueados por serem menos seguros. Eles podem significar um risco à você". As modificações são configurações a serem feitas no registro (usando o famoso "regedit").
Veja o documento explicando como permitir o uso dos arquivos bloqueados (em inglês):
http://support.microsoft.com/kb/938810/en-us
Referência:
http://idgnow.uol.com.br/seguranca/2008/01/04/idgnoticia.2008-01-04.3270061573/
Sem comentáriosPostado 7 de janeiro de 2008 às 08h40 por Marcos Elias Picão
Lançado RPM 5.0
Por Marcos Elias Picão em 7 de janeiro de 2008 às 08h37
0Depois de 7 meses de desenvolvimento, a conhecida ferramenta de gerenciamento de pacotes RPM Package Manager (RPM) foi liberada sob uma nova versão estável: agora 5.0.
Nessa versão, o gerenciador de pacotes finalmente pode ser considerado completamente independente de plataforma (cross-platform), com software reutilizável e código limpo.
Algumas das novidades e modificações:
- Os ambientes de compilação automake / autoconf / libtool foram praticamente reescritos do zero, permitindo agora a ligação de bibliotecas de terceiros de maneira bastante flexível. Não há mais suporte para os antigos arquivos "rpmrc", agora tudo pode ser configurado pelo "macros" em tempo de execução.
- A base do código do RPM foi portada para todas as grandes plataformas, incluindo BSD, Linux, Solaris, Mac OS X / Unix, e Windows/Cygwin. O código também está mais limpo, podendo ser compilado em vários compiladores, tais como GNU GCC, Sun Studio e Intel C/C++.
- Os pacotes RPM agora suportam a compressão LZMA, e anda em estado experimental o formato XML Archive (XAR) para determinadas informações dos pacotes. O LZMA normalmente comprime mais do que o zip, bzip2 ou até mesmo do que o rar. Mas o gzip continua como padrão, e o bzip2 como opcional.
- Entre várias outras melhorias, limpezas no código e remoção de recursos obsoletos.
Divulgação e notas de versão:
http://rpm5.org/pressrelease.php
Download e mais informações no mesmo site:
Sem comentáriosPostado 7 de janeiro de 2008 às 08h37 por Marcos Elias Picão
Intel abandona o OLPC
Por Marcos Elias Picão em 7 de janeiro de 2008 às 08h36
0A Intel não se deu bem com a turma do OLPC, o projeto do laptop de 100 dólares, e acabou saindo do projeto. Em julho de 2007 mais ou menos, foi anunciado que a Intel participaria do projeto, possivelmente colaborando com desenvolvimento do produto baseado em seus processadores - até, por questões óbvias, querer tirar a AMD da jogada.
Mas não deu certo. A Intel mantém seu próprio projeto de notebook pequeno e barato, o Classmate PC. O pessoal da OLPC queria exclusividade, não daria para a Intel manter os dois projetos, de certa forma "concorrentes" (mesmo com o XO tendo em vista pessoas de baixa ou baixíssima renda, enquanto que o Classmate PC tem lá o seu "charme" para quem quer algo muito compacto).
Assim sendo, a Intel deixou o conselho de diretores do OLPC, se recusando a abandonar seu projeto do Classmate para ficar só com o OLPC. Agora fica claro que não haverão mais esforços para colocar processadores Intel no XO, ficando este provavelmente a cargo da AMD. Nick Jacobs, porta-voz da Intel, confirmou a saída da empresa do projeto sem dar mais detalhes.
Walter Bender, presidente da OLPC, disse que vários fatores influenciaram para o fim do acordo, incluindo uma "completa falta de cooperação da Intel em software, educação, etc." [...] "A Intel continua a tratar nossa missão simplesmente como outro mercado", disse ele.
Originalmente o XO rodaria Linux, e é feito pensando-se nessa plataforma. Como visam permitir a execução de Windows também, a Microsoft mantém negociações com o OLPC e até chegou a anunciar, no final de 2007, o desenvolvimento de uma versão especial e mais leve do Windows XP para rodar no laptop de 100 dólares.
Enquanto isso, aqui no Brasil, o Classmate PC da Intel leva a melhor com o leilão para a compra de 150 mil notebooks educacionais bancados pelo governo. A Positivo está vencendo o contrato com a Intel para produzi-lo por aqui, mas o governo ainda pressiona por preços menores.
Referências:
http://idgnow.uol.com.br/computacao_pessoal/2008/01/04/idgnoticia.2008-01-04.6958211393/
http://info.abril.com.br/aberto/infonews/012008/04012008-3.shl
Sem comentáriosPostado 7 de janeiro de 2008 às 08h36 por Marcos Elias Picão
Por que optar pelo ODF e não por outros formatos de arquivo?
Por Marcos Silva em 5 de janeiro de 2008 às 11h53
0Por Marcos Silva (http://open2tech.comopiniao.com/)
Muito tem-se falado nos últimos dias a respeito do ODF (Open Document Format), ou "formato de documento aberto", e gostaria de comentar algo a respeito por aqui. Li alguns artigos bem interessantes a respeito (os quais recomendo) no Void Life (dentre eles, recomendo em especial o "Aberta a temporada de FUD contra o ODF"), no blog do César Taurion, da IBM, e também a entrevista concedida por este ao ZumoBlog. Realmente recomendo a leitura, pois trata-se de ótimos artigos, esclarecedores e que vão "direto ao ponto".
Bom, não vou falar muito a respeito do abandono do ODF por parte da "Open Document Foundation" no restante deste artigo, pois acredito realmente que tal desistência não interfere em nada no futuro do ODF, uma vez que a mesma era simplesmente uma organização composta por pouquíssimas pessoas que, de alguns tempos para cá, passaram a apoiar cada vez menos o ODF e optaram finalmente por apoiar o CDF, formato de arquivos proposto pelo W3C, ou "World Wide Web Consortium", entidade que promove, desenvolve e incentiva a criação e utilização de padrões web.
E por que digo que a Open Document Foundation não faz falta alguma ao ODF, e que o ODF tem vida longa (bem como enormes desafios pela frente)? Vejamos:
- Existem duas grandes e totalmente operacionais organizações apoiando o formato, a OASIS e a ODF Alliance (esta última, inclusive, presente também no Brasil).
- O ODF é totalmente suportado, implementado e apoiado por projetos e empresas tais como o OpenOffice, o BrOffice.org (comunidade brasileira responsável por adaptar, traduzir e distribuir o OpenOffice no Brasil, que mudou de nome apenas devido à marca OpenOffice, sabe-se lá por quais motivos, ter sido registrada anteriormente por uma outra empresa brasileira) e a IBM, com a sua recém-lançada suíte para escritórios Lotus Symphony.
- Diversas empresas e governos já perceberam que é primordial optar por um formato aberto de arquivos e se ver livre de formatos proprietários, garantindo assim a "continuidade" (vou falar bastante disso neste artigo :) ). Podemos citar as recentes adoções ou planos neste sentido por parte, por exemplo, de governos como o da África do Sul e da Malásia, e empresas como Red Hat, Novell, Sun e a própria IBM, dentre outras.
- Podemos também citar casos de empresas e órgãos brasileiros, como por exemplo a ABNT e alguns setores do governos que começaram a pensar mais sériamente sobre o assunto.
Após tantos exemplos (e casos de sucesso, por que não?), é hora de tentarmos chegar ao "porquê" do ODF ser a melhor opção em termos de interoperabilidade compatibilidade, confiabilidade e diversos outros quesitos que fazem, muitas vezes, a disponibilidade da documentação independente da ferramenta utilizada para "abrí-la" ser um fator tão importante.
O problema dos formatos fechados/proprietários
O uso de formatos fechados, proprietários, implica em sermos escravos "para sempre" da empresa detentora dos direitos sobre tal formato e sobre a solução que gera/abre/edita tal formato de arquivo (entenda-se o "para sempre", aqui, apenas "enquanto assim desejarmos"). Significa que sempre teremos de utilizar a ferramenta desenvolvida por tal empresa para termos a capacidade de manipular nossos documentos. No caso de documentos mais simples como *.docs, por exemplo, até se consegue abrí-los (algumas vezes com alguns problemas) através de outras ferramentas, mas existem casos em que isto não é possível. Alguém já conseguiu abrir um arquivo CDR (nativo do Corel Draw) em outra aplicação qualquer, e editá-lo como se estivesse no próprio Corel Draw?
Aí reside o problema: a escravidão a um padrão, bem como a uma empresa e seus ditames. Se determinada empresa fornecedora do software "X", que gera arquivos no formato "Y" (ambos proprietários) resolver amanhã ou depois mudar radicalmente seus aplicativos e também alterar o padrão dos arquivos gerados, teremos um problema: ou compramos a nova solução, ou ficamos com uma solução desatualizada nas mãos. Ou aceitamos por "livre e expontânea pressão" efetuar a compra da nova versão, ou teremos de amargar a convivência com uma solução desatualizada (e algumas vezes com inúmeros bugs).
E, pior ainda: e se a tal empresa de uma hora para outra simplesmente "fechar as portas", não abrindo o código de seus aplicativos para uma "hipotética" comunidade, e deixando todos os usuários simplesmente, na mão? Neste caso, literalmente, "a vaca foi pro brejo", principalmente caso tenhamos perdido por qualquer razão que seja os aplicativos instalados e também os cds de instalação dos mesmos (nem vou comentar a respeito de possíveis bugs neste caso :( ). E, além do mais, pode ser que esta aplicação torne-se totalmente incompatível com uma futura e necessária atualização no sistema operacional utilizado.
Este é o problema com formatos proprietários e/ou fechados: você está sempre "nas mãos de alguém". Se você é um escritor, por exemplo, e a situação acima ocorrer, todo o seu trabalho intelectual foi perdido. Se você possui uma empresa e usa aplicativos proprietários para criar e editar seus documentos, e a mesma situação acima citada ocorrer, você está com um sério problema nas mãos.
O uso de formatos proprietários implica em sermos apenas sócios (em maior ou menor grau), e não "donos", daquilo que produzimos. Implica em não termos o direito, muitas vezes, de escolhermos entre esta ou aquela maneira de fazer determinada tarefa. Implica em contarmos com o constante risco de mudanças e impedimentos, mudanças e impedimentos estes que, muitas vezes, se refletem em maiores custos e cada vez mais reduzidas (ou dificultadas) possibilidades de adaptação. E que empresa ou pessoa física hoje em dia optaria "conscientemente" por conviver com algo assim?
O desconhecimento e o comodismo
O grande problema é que a maioria dos usuários de computadores e tecnologia em geral é condicionada, deste seu primeiro contato com tecnologia, a utilizarem "somente" determinados produtos e soluções, na maior parte das vezes proprietários. Compra-se um computador naquele grande e famoso magazine e o mesmo já vem com sistema operacional pré-instalado, prontinho para uso. E adivinhem qual é o tal sistema operacional?
Aí o usuário sai da loja feliz e sorridente com seu novo produto e vai "à caça" de aplicativos, pois só com o sistema operacional ele não consegue fazer muita coisa. Muitos até podem chegar a pesquisar valores de uma suíte para escritórios proprietária, por exemplo (acredito que a grande maioria não o faz), mas quando verificam que a tal suíte custa quase o mesmo ou até mais do que o equipamento recém comprado, acabam sendo levados às tais "barraquinhas" de camelôs e compram os mesmos softwares proprietários, por valores agora irrisórios. Fácil, não? Totalmenteilegal, mas extremamente fácil, infelizmente.
O fato acima ocorre simplesmente porque o usuário não tem conhecimento de que pode facilmente obter um produto similar com "custo zero". Um produto livre, de qualidade senão igual, pelo menos próxima do pago. O desconhecimento, como vemos, acaba gerando prejuízos a ambas as partes: o usuário, que acaba praticando pirataria, a empresa desenvolvedora da suíte de escritórios proprietária (sim, vivemos em um mundo capitalista, todos têm que ganhar dinheiro, só estou defendendo aqui a liberdade de escolha e a continuidade sob diversos aspectos) e a comunidade do software livre, que acaba perdendo um usuário e potencial divulgador de ótimas soluções (e quem sabe até, um possível colaborador).
Agora, será que existem culpados nesta situação? Se sim, quem são eles? O usuário, que poderia ter pesquisado melhor (mas será que mesmo pesquisando ele iria optar pela alternativa livre?)? A comunidade de software livre, que poderia ter pensado em melhores e mais efetivas maneiras de divulgar seu trabalho? Talvez sim, talvez não, mas uma coisa é certa: nem sempre o que é livre e/ou gratuito gera interesse.
Basta olharmos para aquele projeto do governo chamado "computador para todos". Não conheço nenhum caso onde a distribuição linux contida no computador tenha sido mantida. Simplesmente, o pessoal acha mais fácil ir até o técnico(?) mais próximo, mandar formatar a máquina e instalar o tal sistema das janelas (mas com a licença de uso "alternativa", é claro). Por que isto ocorre? Acredito que por simples porém efetivas razões: comodismo e costume. O usuário teve seu primeiro contato com computadores através de uma máquina que rodava windows. A primeira suíte para escritórios que usou foi o MS Office. Conheceu a internet através do Internet Explorer (embutido no próprio windows). E, resumindo, não quer mudar, não quer quebrar este ciclo, simplesmente por já estar acostumado.
O que pode ser feito para mudar tal quadro? Talvez as medidas anti-pirataria promovidas pelas grandes empresas da área sejam uma parte da resposta, pois na medida em que cada vez mais dificultam o uso de suas soluções de forma "alternativa", acabam conscientizando (vamos sonhar :) ) o usuário, e forçando-o a procurar alternativas livres e/ou gratuitas. A maior disponibilidade de acesso à informação também é um fator positivo, e a tão falada inclusão digital, talvez, também ajude. Talvez o fato de mais pessoas terem acesso à internet faça também com que mais pessoas, um dia ou outro, acabem "topando" com sites, comunidades e/ou listas de discussão a respeito de software livre, e aí, pode ser que uma pequena semente seja plantada, e esta um dia com certeza irá germinar, crescer e gerar mais frutos (ou sou muito otimista neste ponto?).
Enfim, toda mudança drástica como a que estamos discutindo aqui requer a quebra de paradigmas. Algo muitas vezes traumático, mas uma vez iniciado, pelo menos no tocante à tecnologia da informação, é como uma bola de neve, só tende a crescer.
A solução: conhecimento e uso de formatos e soluções abertas

Os três conceitos acima apresentados, "conhecimento", "formatos abertos" e "soluções abertas", estão interligados, são interdependentes, e dependem um pouco também do fator "interesse", ou "curiosidade". Acredito que o mundo nos dias de hoje está estagnado em alguns aspectos. Não temos mais a curiosidade de nossos antepassados, pois quando nos lembramos de que passamos milhares de anos utilizando animais como meio principal de transporte e como "geradores de energia" para diversas aplicações no dia a dia, e depois em apenas alguns poucos séculos passamos da "força animal" como propulsora a "motores", "circuitos" e similares, somos obrigados a crer que uma certa inércia toma conta (ou faz parte?) de todos nós em alguns momentos de nossa história/vida.
Atualmente, por exemplo, está tudo aí, à mão. A tecnologia ao mesmo tempo em que gera facilidade, também gera inércia em alguns (ou muitos), e isto faz da "procura" e do "desejo de mudança", conceitos meio que esquecidos.
É mais fácil utilizar o que já está pronto do que criar. É mais fácil utilizar o controle remoto do que levantar-se da poltrona e ir até o televisor mudar o canal ou reduzir o volume. É mais fácil tirar o carro da garagem para ir até a padaria que fica ali na esquina do que ir andando e fazer um enorme bem a si próprio. É mais fácil "engolir" algo que vem pré-instalado em seu novo computador, e aceitar as limitações que isto irá lhe impor (alguém lembrou do Windows Starter Edition aí? pois é, conheço gente que usa "isso" há muitos meses), do que efetuar uma busca no google e facilmente encontrar uma solução diferente e que não irá lhe limitar em nada, muito pelo contrário. É mais fácil aceitar ou "engolir", do que recusar e ir à busca.
Isto acaba gerando um enorme prejuízo, tanto intelectual quanto monetário, a todos: desenvolvedores (seja de software livre ou proprietário), usuários e empresas. O usuário, como "parte final" do processo, acaba perdendo ainda mais, pois corre riscos quando pratica pirataria ou quando instala algo de procedência duvidosa em seu computador e acaba ganhando de brinde alguns "malwares", que podem tanto infectar apenas sua máquina quanto se propagarem e causarem danos a outros (basta vermos as recentes estatísticas a respeito dos botnets e as enormes redes de "computadores zumbis").
Podemos mudar isto? Sim, claro. O tempo é um dos melhores remédios, e com o tempo (de novo?) todos iremos perceber as implicações a curto, médio e longo prazo de tudo aquilo que estamos praticando, seja para o bem ou para o mal. E isto vale não só para o lado tecnológico da coisa (viajando um pouco aqui :) ).
O óbvio por trás de tudo

Resumindo, o que gostaria de dizer é que os padrões abertos são melhores não só devido à filosofia por trás de tudo, não só pela boa vontade que permeia muitas das comunidades de software livre espalhadas pelo mundo, não só pela bondade, não só pela gratuidade, não só pela liberdade, mas também pela "continuidade".
Eu jamais quero passar pela situação de não poder abrir um documento primordial, durante uma reunião de negócios, simplesmente por não ter em meu notebook o único software proprietário que abre tal documento, e que está licenciado "apenas" para os desktops de minha empresa.
Eu jamais quero passar pela situação terrífica de não poder mais abrir o mesmo documento primordial em minha própria empresa devido ao fato de ter formatado os computadores onde a solução necessária estava instalada, não possuir mais os cds de instalação (que relapso sou eu :) ) e a empresa desenvolvedora já ter ido, literalmente, para o "beleléu", sem sequer ter aberto o código de suas soluções e formatos.
Resumindo, e falando por mim: jamais vou ficar preso a algo. Se o OpenOffice desaparecer (o que duvido), temos aí o Lotus Symphony, que abre, edita e salva arquivos no padrão ODF. Se também este desaparecer (o que também duvido), existe também o KOffice, que trabalha da mesma maneira no tocante ao formato dos arquivos. Se este também desaparecer (duvido novamente), sei que devem existir outras soluções similares, e sei também que existem maneiras de se abrir documentos ODF "manualmente", e obter-se acesso a todo o conteúdo do mesmo. Um processo meio complicado no início, mas é melhor do que perder anos e anos de trabalho duro. Ou seja, continuidade é primordial, e não pode ser obtida para sempre quando o padrão é fechado.
Por isso, pense bem quando for criar e salvar seu próximo documento. :) Procure manter seu trabalho livre de quaisquer grilhões, e jamais hesite em mudar, para melhor. Resolvi não comentar a respeito do OpenXML da Microsoft neste artigo por diversas razões, dentre elas o fato de que nem a "Microsoft se entendeu com ele ainda", muitos países já disseram "não" ao formato, o formato não é totalmente aberto apesar do "Open" contido no nome (ou seja, seria uma "liberdade assistida?" :) ), e sua implementação e utilização é complicadíssima (vale ressaltar que gente do mais alto gabarito encontrou dificuldades em entender as milhares de páginas que compõem a documentação do formato).
Prefiro comentar, elogiar e incentivar o uso de soluções que utilizam o ODF como formato de arquivos padrão, bem como o próprio padrão em si, este sim realmente livre e funcional. O ODF (e quaisquer outros padrões abertos) veio para ficar, e o tempo irá comprovar tal fato. A continuidade é uma necessidade, e tal necessidade só pode ser garantida quando se fala em formato de arquivos, se o formato for aberto.
Posso estar sendo repetitivo neste ponto, mas sugiro mais uma vez: converta seus arquivos para ODF. O próprio OpenOffice faz isso, de forma simples e rápida (doc para odt, por exemplo). Não tenha "sócios" no tocante à armazenagem de seus dados. Tenha total certeza de que irá conseguir abrir um documento criado hoje daqui a 5 ou 10 anos, independentemente da ferramenta que irá utilizar naquele momento. Muitos governos e grandes empresas já pensam desta forma, então, por que não aplicarmos esta maneira de pensar também às nossas vidas?
Pense "livremente". "Abra" sua mente. Daqui a 10 anos poderemos estar lamentando ou comemorando as decisões tomadas hoje. Pense nisso. :)
Sem comentáriosPostado 5 de janeiro de 2008 às 11h53 por Marcos Silva
Rocket gOS 2.0 está próximo
Por Lucas Rodrigues da Palma em 5 de janeiro de 2008 às 10h56
0Rocket gOS 2.0, o último casamento Ubuntu-Google, está próximo Data: 03/01/2008 Autor original: Steven J. Vaughan-Nichols Fonte: http://www.desktoplinux.com/news/NS3820763454.html
Essa foi rápida. Há apenas dois meses atrás, Good OS, um distribuidor de Linux iniciante, surgiu em cena com o gOS 1.0, um distribuição Linux baseada no Ubuntu com links dedicados para as aplicações Google. Agora, a empresa anunciou que vai liberar a próxima versão, gOS 2.0, Rocket, na CES (Consumer Electronics Show, ou Mostra de Eletrônicos para os Consumidores, em português) em Las Vegas, no próximo 7 de Janeiro.
gOS 1.0 da Good OS surpreendeu a todos por se tornar rapidamente uma distribuição Linux extremamente popular e sem prevenções. Apresentada por 199 dólares na Wal-Mart PC, o Everex Green gPC TC2502, gOS se tornou uma história assim como o PC com preço super acessível da Everex.
Assim como o gOS 1.0, gOS 2.0 é feito sobre o Ubuntu Linux 7.10. Ao invés das populares interfaces KDE ou Gnome, gOS usa a leve interface do Enlightenment E17.
O que está diferente nesta versão não é nenhuma alteração importante com o sistema operacional; é o novo chrome que ele coloca sobre o desktop do Linux. Por exemplo, como só faz sentido para um Linux que depende tanto da Google e do acesso à Internet, Rocket vem com o Google Gears. Esta é a tecnologia beta de sincronização online/offline da Google. Com o Gears 0.2, desenvolvedores podem usar JavaScript API (Application Programming Interfaces, ou Interfaces para Programação de Aplicações, traduzindo para o português) para criar aplicações online que vão ter alguma funcionalidade até mesmo quando a Internet estiver desconectada.
O Gears faz essa "mágica" instalando um Web server de uso somente local em seu computador, um banco de dados baseado em computadores para armazenar os dados dos aplicativos e uma ferramenta de sincronização chamada WorkerPool para manter seus dados locais e suas configurações andando lado a lado com as do Web server do aplicativo. Um complemento (extension) do Firefox e do Internet Explorer faz uma matriz para que a API JavaScript junte tudo isso. No gOS é claro que o Firefox que é usado.
Neste momento, entretanto, há ainda muito trabalho a ser feito no Gears. Para nosso melhor conhecimento, não há uma central para as aplicações da Google, exceto pelo Google Reader, o blog da Google e o leitor RSS, os quais atualmente usam o Gears. Para torná-lo mais útil, Good OS vai ter uma lista atualizada das aplicações com o Gears ativado para seus usuários do gOS.
GOS 2.0 vai incluir também uma nova aplicação de webcam baseada em navegadores, o gBooth, que foi escrita especificamente para o gOS. Ela foi feita para funcionar com o Facebook, a popular rede social. Ela também não vai ter o problema de compatibilidade de hardware por ter sido produzida com a Ezonics, uma fábrica de webcams, para criar a "gCam", uma webcam compatível com o Linux e o gBooth. Este dispositivo também vai estar disponível no dia 7 de janeiro.
Em uma reunião de imprensa, o CEO da Ezonics Liu Ping disse, "Nós estamos renovando a Ezonics em 2008 para ser focada com a 'Web-2.0' e também consciente do 'Linux'. Nós estamos felizes em trabalhar com o gOS para lançar a gCam como o primeiro de muitos, dispositivos obscuros agora amigáveis ao Linux."
Além disso, o novo gOS vem com atalhos dedicados ao Google Reader, Talk e Finance e pesquisa integrada à Google no próprio desktop. Ele também provê acesso para armazenamento online via Box.net.
A nova versão do gOS vai estar disponível para download dia 7 de Janeiro pelo site da Good OS. Desenvolvedores podem pegar o gOS Rocket Developer Kit (Kit de Desenvolvimento do gOS Rocket, em português) com placa-mãe VIA e CPU da ClubIT.com. Everex vai lançar o gOS 2.0 para computadores mais potentes -- o Everex CloudBook, gPC, gPC mini e o gBook -- no Wal-Mart.com e em outros vendedores em Fevereiro. Enquanto o preço não foi anunciado para os novos PCs gOS, é esperado que, assim como o Everex Green gPC TC2502, eles vão ter o preço bem baixo.
Sem comentáriosPostado 5 de janeiro de 2008 às 10h56 por Lucas Rodrigues da Palma
Análise sobre o Asus Eee PC 2G Surf
Por Júlio César Bessa Monqueiro em 4 de janeiro de 2008 às 17h10
0O site Dailytech publicou uma análise desmontando todo o notebook, no modelo 2G Surf.
O Asus Eee PC foi uma das grandes novidades do ano de 2007. Pequeno, compacto e barato, baseado no Intel Classmate, o laptop põe em larga escala esse novo conceito em computadores. Para quem deseja lembrar mais, segundo Marcos Elias Picão, em 10/07/2007 (http://www.hardware.com.br/noticias/2007-10/4716398F.html):
"São 4 modelos baseados num padrão composto por: tela de 7 polegadas; processador Intel Celeron 900 MHz; porta de rede ethernet 10/100 Mbps e rede sem fio 802.11b/g; "HD" de memória flash; 3 portas USB; slot para cartão de memória SD; auto-falantes estéreo e microfone embutidos; e uma versão do Linux Xandros.
O modelo básico, 2G Surf, vem com 2 GB de memória flash e 256 MB de memória DDR2. O 4G tem o dobro de espaço e memória (4 GB e 512 MB, respectivamente).
As máquinas superiores incluem também uma webcam de 0.3 megapixel no topo da tela. Também superam em tempo de bateria - 2,8 horas com uma bateria de 4400mAh, e 3,5 horas com uma unidade de 5200mAh. Os modelos 2G Surf e 4G Surf são os mais básicos, e o 4G (sem o "Surf") e 8G são os mais avançados. O topo de linha da série, 8G, vem com 1 GB de memória DDR2 e 8 GB de memória flash.
E, segundo Carlos E. Morimoto (http://www.hardware.com.br/noticias/2007-09/46F8E88F.html:
"A construção interna é bastante simples, lembrando um pouco a de muitos consoles. Todos os componentes são montados sobre uma única placa, incluindo os chips de memória e os chips de memória flash, que são soldados diretamente. A única excessão fica por conta da placa wireless, que é instalada em um slot Express Mini e pode ser removida."
O interessante da análise é que o redator não fica somente mostrando cada peça; ele mostra as especificações, drivers, e toda a experiência como usuário, em cada tarefa do dia-a-dia.

Confira toda a análise em:
http://www.anandtech.com/mobile/showdoc.aspx?i=3191
Sem comentáriosPostado 4 de janeiro de 2008 às 17h10 por Júlio César Bessa Monqueiro

