Notícias do mês de Outubro de 2007

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PackageKit, um gerenciador de pacotes universal

Por Marcos Elias Picão em 17 de outubro de 2007 às 13h29

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O problema das diversas versões de pacotes (rpm, deb, etc.), específicas para cada família de distribuição Linux, serve para desapontar alguns usuários na instalação de alguns programas: falta de pacotes para sua distro, versões atualizadas demoradas em distros sem atualizações freqüentes ou não mais ativas, etc. Um programa para Linux veio tentar solucionar, ou pelo menos minimizar essa questão.

É o PackageKit, uma camada de empacotamento do DBUS, que usa uma API independente de distribuição (de Linux) e de arquitetura, para gerenciar os programas no sistema. Resumidamente, é uma forma para atualizar e administrar programas em um sistema GNU/Linux sem se preocupar com a distribuição ou sistema de gerenciamento de pacotes existente. Além de facilitar a instalação de diversos pacotes, isenta o uso da linha de comando (especialmente pelos que temem o terminal ;), ao mesmo tempo unificando os gerenciadores de pacotes de várias distros numa interface só. Veja a interface:

package-kit

Em míseras 6 semanas de desenvolvimento colaborativo intensivo, a versão 0.1.0 já possui backends para conary, yum, apt, box e alpm, como também documentação detalhada e algumas traduções (entre elas, português do Brasil).

O site do projeto é www.packagekit.org, onde você pode ler mais sobre o mesmo e baixá-lo. A idéia é que ele seja aplicado em algumas distribuições no futuro, caso realmente vingue - e tem de tudo para dar certo.

Veja a divulgação e maiores comentários (em português):

http://blog.ogmaciel.com/?p=364

Sem comentáriosPostado 17 de outubro de 2007 às 13h29 por Marcos Elias Picão

YouTube inicia teste público para vídeos copyright

Por Marcos Elias Picão em 16 de outubro de 2007 às 15h14

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Depois de processos e mais processos da indústria de áudio e vídeo, o YouTube agora aplicou um teste público esperado há muito tempo: verificar se os vídeos enviados pelos usuários são ou não protegidos por direitos autorais.

O Google informou que a tecnologia chamada "YouTube Video Identification" é um grande banco de dados que guarda referências sobre arquivos de conteúdo original em vídeo, e os direitos de propriedade intelectual a eles associados. Essas informações serão comparadas com os vídeos enviados para o site, com um software específico.

"Nós estudaremos os arquivos em sua íntegra", disse David King, gerente de produto do Google, a jornalistas, em uma entrevista coletiva na qual discutiu o sistema ampliado de identificação de vídeos. "Um estúdio de cinema pode nos enviar um filme de três horas, e ele será examinado em sua íntegra."

Anteriormente o YouTube havia anunciado um teste privado, envolvendo apenas nove empresas de mídia, como diversos estúdios de cinema. Apenas a Walt Disney e Time Warner foram identificadas como participantes do teste. Agora público, qualquer empresa que se julgue lesada e/ou que publique vídeos, pode participar.

Empresas, gravadoras e cia agradecem. Mas quem não vai gostar nada nada serão os usuários, se um trecho de clipe musical ou desenho animado sem intenção comercial, for removido do site após carregado.

Leia mais em:

http://br.today.reuters.com/

Sem comentáriosPostado 16 de outubro de 2007 às 15h14 por Marcos Elias Picão

Nova versão do Google Desktop para Linux

Por Marcos Elias Picão em 16 de outubro de 2007 às 15h13

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Em junho o Google lançou o Google Desktop beta para Linux. Já lançado bem antes para Windows, ele é um aplicativo de pesquisa de arquivos, que indexa o conteúdo dos arquivos no computador para uma pesquisa rápida. Além disso traz uma forma rápida para execução de aplicativos, criando um meio a mais, uma "barra de ferramentas" similar a uma janela "Executar", digamos, onde você atribui atalhos de teclado para abrir determinados programas.

Agora foi liberada a versão 1.1, ainda beta (comum nos projetos do Google). Usuários do Linux agradecem, reconhecendo que o Google se preocupa em manter aplicativos universais, para várias plataformas (Windows, Linux e Mac).

Entre as novidades da versão 1.1 está uma das mais requisitadas pelos usuários: a indexação do conteúdo de arquivos do MS Office (.doc, .xls, etc), que até então só ocorria na versão para Windows.

Há também uma integração on line, ele faz a busca nas mensagens do GMail também, caso o usuário esteja logado. É uma forma rápida de achar tudo que você tem com determinada palavra ou expressão :)

Baixe a nova versão para Linux em:

http://desktop.google.com/linux/index.html

Nota: ele requer as bibliotecas glibc 2.3.2, e gtk 2.2.0 (estas versões ou mais recentes).

Sem comentáriosPostado 16 de outubro de 2007 às 15h13 por Marcos Elias Picão

Análise do Windows Home Server

Por Marcos Elias Picão em 16 de outubro de 2007 às 15h12

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O site Ars Technica publicou um review sobre o Windows Home Server. Anunciado no começo desse ano, ele trouxe grandes expectativas e muitas dúvidas: o que realmente ele teria de novo que não pudesse ser feito com as soluções atuais?

Ele vem para gerenciar dados em grande quantidade em casas, similar ao que um servidor faria em empresas. Centralizar backups, acesso e administração. O público alvo é bem específico, segundo a Microsoft: famílias com conexão banda larga de 2 MBps ou mais, e computadores compartilhando a conexão. Essas famílias muitas vezes têm também câmeras digitais, impressoras coloridas e consoles de jogos, mas muitas não se sentem seguras com o backup dos dados.

Com o Windows Home Server, a Microsoft pretende simplificar como os arquivos são armazenados. Até aí, tudo bem, mas onde entram tarefas como compartilhamento de mídia, acesso remoto, etc? Entra na era das "casas digitais", lembra bem o Windows Media Center.

Interligar equipamentos e gerenciá-los com um único computador, acessando-o remotamente dos mais diversos aparelhos (celulares, TVs, controle remoto e claro, o próprio PC).

Apesar de suas características lembrarem sistemas para servidor de pequenas empresas, ele é totalmente voltado aos usuários domésticos.

Na análise são apresentados e comentados os recursos de backup e armazenamento, além de alguns screenshots. A interface dele torna bem fácil a administração, afinal é um "servidor doméstico" e será operado por pessoas comuns:

winhs

Tela do estado da rede doméstica, indicando se há problemas ou tudo ocorre bem.

Veja a análise completa em:

http://arstechnica.com/reviews/os/Windows-Home-Server-the-Ars-Technica-review.ars/1

Sem comentáriosPostado 16 de outubro de 2007 às 15h12 por Marcos Elias Picão

LG-Philips anuncia tela LCD com 1mm de borda

Por Júlio César Bessa Monqueiro em 16 de outubro de 2007 às 11h14

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A joint-venture LG-Philips anunciou na segunda uma nova tecnologia LCD que pode resultar em telas maiores, em todos os dispositivos que usam este tipo de tela. Integrando o circuito principal dentro do painel LCD, ao invés de requerer uma placa separada, a tela pode ser muito reduzida, ficando com somente 1 milímetro de espessura de borda. Isso permite deixar a tela 10% maior que os antigos LCD na mesma área física, segundo a empresa.

A produção destes LCDs não atingirá o mercado antes de 2008, contudo, a LG-Philips afirmou que o avanço resultará em telas maiores em celulares, realçando o fato da tela demonstrada ser de 2,4 polegadas, sendo possível implantá-la na maioria dos celulares e pequenos tocadores multimídia. Telas maiores, como de monitores e TVs estarão disponíveis mais futuramente, afirma a empresa.

imagem

imagem2

Veja mais em:

http://www.electronista.com/articles/07/10/15/lg.philips.1mm.bezel.lcd/

Sem comentáriosPostado 16 de outubro de 2007 às 11h14 por Júlio César Bessa Monqueiro

Mozilla planeja Firefox para portáteis em 2008

Por Júlio César Bessa Monqueiro em 16 de outubro de 2007 às 10h47

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O "Mozilla Foundation" revelou planos para criar uma versão para portáteis do Firefox, sendo este disponível para os fabricantes de celulares, PDAs, smartphones e outros a partir de meados de 2008.

Mozilla recentemente recrutou pessoais de alto nível, como o Christian Sejersen, desenvovledor do Openwave, navegador web para portáteis, e Brad Lassey, da France Telecom R&D. O Sejersen será responsável por criar um novo centro R&D que será localizado em Copenhagen, na Dinamarca, enquanto Lassey focará no desenvolvimento do novo Firefox para móveis.

"Pessoas perguntam para nós o tempo inteiro quando o Mozilla irá para o segmento de web portátil, e estou muito feliz em anunciar este plano", disse Mike Schroepfer, vice-presidente de engenharia do Mozilla.

Entre outros pontos, o novo Firefox será capaz de gerenciar extensões e navegação por abas similar aos recursos tradicionais da versões desktop. Ainda são desconhecidos os modelos de portáteis que poderão utilizar o navegador.

A fundação Mozilla está investindo em um campo que cresce a cada dia, com bilhões de handhelds disponíveis no mercado. De acordo com as últimas pesquisas, o Firefox tem entre 75 e 100 milhões de usuários, possuindo a fatia de 15% de participação global em navegadores.

Veja mais em:

http://www.dailytech.com/article.aspx?newsid=9252

Sem comentáriosPostado 16 de outubro de 2007 às 10h47 por Júlio César Bessa Monqueiro

Intel lançará arquitetura especial para OLPC

Por Júlio César Bessa Monqueiro em 16 de outubro de 2007 às 10h34

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A Intel não se contentou com o fato de ceder porção de seu mercado para a rival AMD, principalmente no âmbito do OLPC.

Por isso, a empresa decidiu lançar uma nova arquitetura, especial para o OLPC e outros laptops deste segmento, concorrendo diretamente com o AMD Geode LX-700 de 433 MHz. Não foram divulgadas especificações técnicas do novo produto.

O que se sabe, é que será um chip de baixo custo, será bem parecido com o Geode, e segundo o Yahoo! News, será baseado usando outro processador para portáteis da empresa, a saber versões modificadas do Celeron M, e dos futuros Silverthorne.

Estes processadores são podem ser implantados diretamente no OLPC, pois segundo a Intel, o laptop precisa de um chip de baixo custo, pequeno tamanho e baixo consumo de energia, sendo esses garantidos somente com uma nova arquitetura. Ao mesmo passo, vale lembrar que a Intel equipa laptops similares, como o Classmate PC e o Asus Eee.

Veja mais em:

http://www.dailytech.com/article.aspx?newsid=9277

Sem comentáriosPostado 16 de outubro de 2007 às 10h34 por Júlio César Bessa Monqueiro

Preview do KDE 4

Por Marcos Elias Picão em 15 de outubro de 2007 às 19h23

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Está quase chegando a versão final do KDE 4. O site PolishLinux publicou um review dos recursos do KDE 4 com muitas imagens de tela, vale a pena conferir.

Ambiente mais limpo e um menu "Iniciar" bem diferente:

fig1

Esse menu já é usado nas versões do KDE em algumas distros (como o Open Suse 10.3). Há um projeto parecido também para o Gnome. A idéia lembra um pouco o menu "Iniciar" do Windows Vista, não dá pra negar (só "lembra", mas é bem diferente). A navegação pelos programas e menus se dá selecionando uma categoria e então depois o item, sem aquela longa lista comum nos menus "Iniciar" de vários sistemas. Além disso vem um campo de busca em cima, que pode dar uma de "Executar" também, exibindo os resultados (programas e/ou arquivos) enquanto se digita:

fig2

O kget, gerenciador de downloads do KDE, recebeu várias melhorias visuais, com gráficos que mostram melhor a porcentagem baixada de um arquivo:

fig3

O editor Kate também ficou mais sofisticado:

fig4

Entre várias outras coisas, incluindo um novo gerenciador de arquivos que está mais para o Nautilus do Gnome do que para o próprio Konqueror.

Muitos usuários mais clássicos não gostam dessas novidades no KDE, dizendo que ele ficará cheio de enfeites e mais pesado, talvez querendo competir visualmente com o Windows Vista. Independente dessas briguinhas, é certo que o KDE 4 virá mais bonito, funcional e provavelmente, um pouco mais pesado.

Veja a apresentação completa aqui: http://polishlinux.org/kde/kde-4-preview-rev-723381/

Sem comentáriosPostado 15 de outubro de 2007 às 19h23 por Marcos Elias Picão

The One Page Manual do Slackware

Por Ednei Pacheco em 15 de outubro de 2007 às 19h21

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Quem se lembra da documentação The One Page Linux Manual, um simples arquivo em PDF que é datado de maio/1999? Ele continha os principais comandos em apenas 2 únicas páginas, tornando-se um eficiente guia de consulta rápida! Pois bem: os anos se passaram, as ferramentas com interfaces gráficas evoluiram; nos dias atuais, esta documentação se tornou desnecessária e obsoleta...

No entanto, é interessante notar que o Slackware, uma distribuição classificada na categoria expert-user, fazendo da linha de comando uma ferramenta essencial para a sua administração. Em se tratando da linha de comando, onde muitos destes são difíceis de memorizar, ter uma "colinha" à disposição (além da ajuda eletrônica) certamente ajudará muito. Eis que então, surge o The One Page for... Slackware!

http://www.4shared.com/file/26357581/1ab90d20/onepageforslack.html

Como todo o desenvolvimento deste trabalho é focado exclusivamente para o uso em desktops, os comandos relacionados nesta nova versão - o One Page for... Slackware! - são essencialmente baseados na literatura que desenvolvo, o "Guia do Linux Desktop": consta tanto os comandos de uso geral para os sistemas GNU/Linux, quando os comandos especiais disponíveis exclusivamente para o Slackware e seus derivados. Portanto, este trabalho certamente necessitará da revisão dos usuários, pois inseri apenas as informações que consideramos importante até o presente momento.

Enfim, opiniões, críticas e sugestões serão bem-vindas! :-D

Fonte: http://www.linuxhome.eti.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=573&Itemid=1

Sem comentáriosPostado 15 de outubro de 2007 às 19h21 por Ednei Pacheco

Veja por que não usar o Windows Vista agora

Por Marcos Elias Picão em 12 de outubro de 2007 às 08h32

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Primeiramente digo que o título está errado. Sim, ninguém "deve" ou "não deve" usar um sistema. Mas já que você está aqui, vamos lá. Vai de Windows Vista ou XP? Tem críticas ao Vista? Elas têm fundamentos? Uma vez que o Windows XP vai sendo reconhecido e tendo a vida ampliada com o aval da própria Microsoft, vale a pena uma comparação entre eles, mas sem exageros.

Especulações e mais especulações sobre a sobrevida do Windows XP mesmo com o Vista aí, já perto de completar um ano do seu lançamento, são cada vez mais freqüentes. E isso torna o Vista de certa forma inferiorizado, afinal ele é o queridinho atual da MS.

A MS aumentou o prazo de venda do XP por duas vezes, para fabricantes de computadores (OEM), liberou o Internet Explorer 7 sem validação (abrangendo muito mais usuários, os das versões "piratas"), entre vários outros incentivos ao XP. Enfim, o XP pode valer mais a pena do que o Vista? Afinal, quem compra um computador hoje com o XP espera poder rodar o XP por vários anos, anos estes em que o Vista estaria concorrendo com um sistema da mesma produtora?!

Sabe-se ainda que o Vista não é ideal para muitos jogos e não roda legal em qualquer máquina. Se só o sistema já consome muita memória, imagine então ao rodar aplicações pesadas. Isso pode ser facilmente resolvido com 1 ou 1,5 GB de RAM, onde o fato do sistema ocupar bastante memória será insignificante, visto que ainda sobrará memória suficiente para os programas. O peso do Vista afasta muita gente. Incompatibilidade com boa parte do hardware existente em vários países (como o Brasil, visto a situação financeira da maioria das pessoas); para colocar o Vista praticamente tem que trocar de computador. Tudo bem que muitos novos já vem com o sistema instalado, mas mesmo assim muita gente não gosta do Vista. O que o Windows Vista tem de tão ruim assim?

Bom, "o que o Windows Vista tem de ruim" é um tanto subjetivo, já que varia do gosto de cada um. Não existe sistema "bom" nem "ruim", depende do que o usuário quer fazer, do nível de adequação a ele, etc. Seria melhor falarmos então... "O que o Windows XP tem de tão bom"?

Aí sim, chegamos num ponto que pode preocupar a Microsoft. Ela fez um Windows tão bom e estável que concorre diretamente com seu novo lançamento, o Vista (!). Críticas a parte, todos entendidos em informática hão de concordar que o XP foi o mais estável de todos os Windows, o que mais durou, e merece esse mérito. Mesmo com todas as falhas e problemas, críticas, etc.

Com a vida aumentada, um sistema já consolidado e em uso em boa parte dos PCs no mundo todo, é certo que o XP vai reinar ainda por muito tempo, mesmo com o Vista sendo usado por uma outra boa parcela dos usuários.

O Service Pack 3 do XP promete várias atualizações e recursos novos em segurança, alguns herdados do Vista. Ontem o site Beta News publicou um texto comentando possíveis recursos que viriam do Vista pro XP, por exemplo.

Esse artigo (entre tantos outros ultimamente) comenta possivelmente a implantação de novos recursos de segurança em redes, além das tradicionais correções acumuladas desde o lançamento do SP2 até agora. Isso tornaria o XP mais atualizado e mais "forte", ou seja, daria menos motivos para quem está com ele fazer a atualização para o Vista. Com o SP2, várias coisas já foram melhoradas. Não digo em termos de interface, ou programas visuais, mas por trás dos panos: o suporte a HDs maiores do que 128 GB (com ativação do LBA de 48 bits), suporte ao IPv6 (permitindo o uso da Internet como é no XP mesmo quando o IPv4 deixar de ser aplicado, o que mais cedo ou mais tarde, irá ocorrer), etc. Recursos esses que um Windows 98 fica de fora, por exemplo.

Com tudo o que há de "ruim" no Vista, seria mesmo o XP SP3 melhor que o Vista? Há quem diz que sim, e são muitos. O Vista é bonito, tem lá seus méritos e efeitos, acabou ficando no geral mais intuitivo para os iniciantes. E é relativamente seguro, pois boa parte da segurança no sistema depende do usuário.

Quando eu digo que não uso anti-vírus no Windows, muita gente me repreende. Mas é a verdade. O Windows XP é estável e seguro desde que se saiba usar, salvo as falha comuns em quase todos os softwares, falhas essas que fogem à responsabilidade do usuário. De tantas críticas recebidas, boa parte da segurança do Vista veio no controle do usuário: mais alertas, mais mensagens, como ao tentar executar um programa baixado da Internet ou um arquivo qualquer pego por aí. Melhor proteção no auto-run do CD, que não abre o executável diretamente, mas pergunta ao usuário o que fazer, e por aí vai. O Vista é "mais seguro", porque impede que o usuário faça "mais cagadas", que antes ele faria sem saber que estava fazendo. Mas isso não vai resolver, muitos vão continuar fazendo por não ler, e simplesmente clicar em todo e qualquer "OK" que ver na tela. Se o usuário rodar programas suspeitos com todos os avisos, o problema é dele! O Windows Vista só tentou ajudar. E resultados parecidos podem ser obtidos no XP com a conscientização das pessoas.

Enfim, mais vida para o XP, talvez não valha a pena o upgrade para o Vista. Bem que a Microsoft poderia voltar atrás e recomeçar o desenvolvimento a partir do XP, ou mesmo do Windows 2000, como alguns fãs sugerem.

Sabe que não é bem por aí? Use o sistema com o qual você se sentir melhor. Seja ele qual for :) Voltar o desenvolvimento a partir de um ponto anterior nem sempre é bom. Talvez tecnicamente até pudesse ser, "quem sabe", mas você acha que a Microsoft iria "se humilhar" ao mundo e chegar ao ponto de dizer que errou no Vista? Algo parecido ocorreu com o Windows Millennium, uma versão piorada do Windows 98. Mas ali os objetivos eram outros, a idéia era terminar o XP e deixar só ele, e como a versão "Home" do 2000 não ficou legal, preferiram manter mais um tempinho a linha do 98 atualizada (no Me). Agora é diferente, afinal o Vista vem a ser a continuação direta do XP.

Aí entra essa questão, "quem diz que ela errou"? Quem gosta do Vista vai continuar usando o Vista, mesmo com todas as críticas. Ele, apesar de tudo, funciona, acreditem!

Quem está de fora, ou comprou seu primeiro computador nessa época de popularização dos PCs, onde o Windows XP já reinava (a partir de 2002), não acompanhou isso. O Windows XP, quando foi lançado, foi criticado por muita gente. Foi amaldiçoado, todo mundo falava que o Windows 2000 (anterior) era melhor, e até mesmo os fiéis usuários do Windows 98 ficavam com ele. E hoje veja o XP onde está.

Se a Microsoft não enchesse o Windows 95 de bugigangas até chegar no praticamente nunca lançado Windows 97 e depois no 98, várias coisas existentes hoje no XP não existiriam. Se ela não incluísse recursos das versões domésticas no NT, criando o 2000 e depois o XP, os usuários domésticos continuariam usando o antigo e ruim (para os padrões de hardware) MS-DOS com Windows 9x. E cada versão consumia mais recursos e espaço do que a anterior. E agora foi a vez do Vista. Ela (a MS) precisava se arriscar. O que se ouve falar hoje do Vista não é muito diferente do que se ouvia falar do XP na época do seu lançamento. Mesmo com o XP nas prateleiras e no alvo da mídia, dos entusiastas e dos PCs novos, no lançamento dele muita gente preferia ficar com o Windows 98 ou Me (mais o 98, dado o insucesso merecido do Me). Agora só mudaram os nomes, é a vez do Vista, tendo a diferença que houve um bom intervalo de tempo, o maior no mundo Windows, da vida do XP.

É tudo questão de hardware para rodar o sistema e gosto. Até certo ponto, claro. Daqui algum tempo (não falta muito, acredite também!) qualquer programa comercial grande vai requerer o Vista, ou o XP SP3. Isso estamos acostumados a assistir. E vai ser sempre assim no mundo Windows :)

Qual é a sua opinião sobre o assunto? Comente no fórum: http://www.hardware.com.br/comunidade/windows-vista/792180/

1 comentárioPostado 12 de outubro de 2007 às 08h32 por Marcos Elias Picão