Notícias do mês de Setembro de 2007
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Lançada a versão 2.3 do OpenOffice
Criado 18/set/2007 às 12h52 por Marcos Elias Picão
0A versão 2.3 contém várias correções de erros nos componentes-base, trazendo mais estabilidade e eliminando as vulnerabilidades de segurança conhecidas até então. É uma versão recomendada para todos, por conter várias atualizações.
Várias coisas na interface também foram atualizadas, como a janela de exportação de PDFs, janela para desenho de elementos 3D, menus dos gráficos, exportação de HTML para imagem incluindo PNG, textos alternativos para mapeamentos com imagens, entre outros. Vale a pena conferir as notas de versão e baixar:
http://development.openoffice.org/releases/2.3.0.html
Certamente é um conjunto de várias pequenas melhorias, que somadas, fazem a diferença com relação à versão anterior.
Novo recurso na criação de gráficos - Imagem extraída do site oficialDownload e mais informações:
Sem comentáriosPostado 18/set/2007 às 12h52 por Marcos Elias Picão
Nokia atualiza série 'E' com o E51
Criado 18/set/2007 às 12h39 por Júlio César Bessa Monqueiro
0A Nokia atualizou hoje sua série "E" de smartphones, com o E51. O novo visual "metálico" é um dos mais simples dispositivos da empresa a incluir acesso à Internet e Wi-Fi, e é projetado para ser usado como um celular "para negócios", bem como para uso pessoal. O E51 suporta VoIP e pode rodar de maneira fácil o Gizmo, além de outros aplicativos para este segmento.
Além disso, inclui calendário e email, bem como luz de status que indica novo email na caixa do Microsoft Exchange ou outros cliente. Ele ainda possui configuração fácil para contas, além de ícones para os aplicativos mais usados. Para quem gosta mais dos recursos multimídia, ele vem equipado com câmera de 2 Megapixels, rádio FM e tocador de mídia, e memória expansível através de cartões microSD ou miniSD.
A Nokia pretende lançar o E51 mundialmente antes do final do ano, nas cores preto, prata ou vermelho. O preço está na faixa dos 350 Euros (485 dólares), e terá uma versão exclusiva para os EUA.

Veja mais em:
http://www.electronista.com/articles/07/09/18/nokia.e51/
Sem comentáriosPostado 18/set/2007 às 12h39 por Júlio César Bessa Monqueiro
Servidor código aberto de aplicações da Sun é atualizado
Criado 18/set/2007 às 10h44 por Marcos Elias Picão
0A Sun liberou nesta segunda feira a segunda maior versão da sua aplicação de servidores código aberto, o GlassFish, baseado em Java EE-5. Nessa versão foram adicionadas classes avançadas, como clustering e administração centralizada com software baseado em Java.
O GlassFish 2, que já está disponível, foi feito para companhias com opções código aberto para aplicações de alto desempenho nos servidores, disse John Clingan, gerenciador do grupo de aplicações de servidores da Sun.
"Com o GlassFish 2, estamos oferecendo avançados recursos necessários para servidores de produção como clustering... e uma administração avançada e centralizada", ele falou. "A partir de um único ponto de controle, os administradores podem aumentar ou diminuir o tamanho de um cluster. Temos o melhor desempenho da classe."
Essa nova versão também inclui suporte para interoperabilidade entre serviços web rodando com tecnologia Java ou Windows.
A Sun também anunciou cortes significantes no preço da versão suportada do GlassFish 2 - o Sun Java System Applications Server 9.1.
Outra novidade, essa beta, é uma nova versão disponível do NetBeans 6.0 IDE. Foi adicionado um novo editor com suporte para linguagens dinâmicas, incluindo Ruby e JavaScript. A partir da 6.0, os desenvolvedores podem usar Ruby on Rails com o código existente Java, como disse Gregg Sporar, evangelista da plataforma de desenvolvimento NetBeans da Sun.
Fonte:
http://www.linuxworld.com.au/index.php/id;491486513;fp;16;fpid;0
Página do projeto:
Sem comentáriosPostado 18/set/2007 às 10h44 por Marcos Elias Picão
Phenom tri-core?
Criado 18/set/2007 às 07h15 por Carlos E. Morimoto
0Por enquanto, esta notícia ainda não está confirmada, mas tudo indica que não se trata de um simples boato. A AMD estaria trabalhando em uma versão tri-core do Phenom, com 3 cores em vez de 4. Pode parecer estranho à princípio, mas a organização interna do Phenom faz com que idéia tenha um certo sentido:
Como você pode ver, o Phenom quad-core é composto por 4 núcleos idênticos, cada um contendo seu próprio cache L1 (de 128 KB, dividido em dois blocos de 64 KB, para dados e instruções) e 512 KB de L2. Entre os processadores temos os circuitos referentes ao Crossbar Switch (o componente responsável por dividir as requisições entre os dois cores e controlar o acesso de ambos ao controlador de memória, entre outras funções) e outros circuitos de gerenciamento. No centro temos o bloco referente ao controlador de memória (que é compartilhado por todos os núcleos) e do lado esquerdo temos o cache L3, também compartilhado pelos 4 núcleos. Esta arquitetura modular permite que parte dos núcleos sejam desativados conforme a necessidade.
Veja agora o slide divulgado pela AMD, mostrando o diagrama de blocos do Phenom tri-core:
Como você pode imaginar, a versão tri-core do Phenom nada mais é do que um Phenom quad-core, com um dos núcleos desativados. Pode parecer absurdo a princípio, já que, qual seria a vantagem de produzir um processador quad-core, para no final desativar um dos núcleos? A resposta é que isso permitiria aproveitar um grande volume de processadores com defeitos de fabricação, que de outra forma precisariam ser descartados. Seja em qual dos 4 cores for o defeito, basta desativar o núcleo "ruim" e manter apenas os 3 núcleos "bons". É o mesmo que a Intel faz desde sempre com o Celeron (onde parte do cache L2 é desativado).
Com o Phenom tri-core, a AMD poderia vender os processadores "perfeitos" na linha quad-core e aproveitar os com pequenos defeitos na linha tri-core. Desde que o cache L3 seja mantido, a diferença de desempenho entre as duas versões será muito pequeno, o que tornaria o Phenom tri-core atrativo, já que ele com certeza será mais barato.
Leia mais: AMD's triple threat
Update: A notícia do Phenon tri-core foi confirmada. Agora poderemos escolher entre processadores com 1, 2, 4 e também 3 núcleos... :)
Sem comentáriosPostado 18/set/2007 às 07h15 por Carlos E. Morimoto
iPhone será vendido em breve na Europa
Criado 17/set/2007 às 22h29 por Júlio César Bessa Monqueiro
0Muitos boatos circulam na Internet a respeito de uma versão européia do iPhone. Um jornal inglês chamado "Guardian", no dia 18 de setembro, publicou um artigo dizendo que a O2 seria a operadora oficial do iPhone no Reino Unido, enquanto a T-Mobile seria oficial da Alemanha, e Orange na França. O acordo com o Reino unido foi dito como "complicado" - além da O2, o distribuidor independente "Carphone Warehouse" será permitido para vender iPhones, recebendo comissões e compartilhando com a O2. A empresa pretende ter 40% dos lucros.
De acordo com o jornal, para evitar briga de operadoras, a Apple decidiu então separar por países contratos exclusivos com determinadas companhias. Já o "The Financial Times" publicou que, a T-mobile não serviria somente a Alemanha, mas também a Áustria, Croácia, Hungria e Holanda, com um custo de 10% da entrada do iPhone.
Duas fontes anônimas relataram à um site francês que a Orange não seria a operadora exclusiva do país, onde o iPhone será vendido a 300 Euros, ou 415 dólares, em 29 de novembro. Ao contrário do "Guardian", o as fontes disseram que este será então lançado da 24 de setembro na "Paris Apple Expo". O site publicou fotos do iPhone em francês, identificado como da T-Mobile.

Veja mais em:
http://www.electronista.com/articles/07/09/17/european.iphone.confirmed/
Sem comentáriosPostado 17/set/2007 às 22h29 por Júlio César Bessa Monqueiro
Grandes empresas se unem para criação de memória universal
Criado 17/set/2007 às 13h09 por Júlio César Bessa Monqueiro
0A Nokia, Samsung e Sony Ericsson estão unindo suas forças para a criação de um novo padrão de memória. Chamado de "Universal Flash Storage", este será aplicado tanto a memória interna quanto removível. No segundo caso, o novo padrão irá, teoricamente, eliminarão a necessidade de adaptadores para diferentes formatos e tamanhos de cartões de memória, como SD e microSD. O grupo também está trabalhando para melhorar o consumo de energia e densidade de dados, bem como tempos de acesso. Um dos objetivos, por exemplo, é poder copiar um vídeo em alta definição, com duração 90 minutos, em segundos, ao invés de levar minutos normalmente.
O "UFS", seguindo a linha que será universal, terá como foco os celulares, câmeras e vários outros eletrônicos que necessitem de memória desse tipo. O padrão não é para um futuro breve: o prazo estimado para finalização é até meados de 2009.
Veja mais em:
http://www.electronista.com/articles/07/09/14/nokia.memory.standard/
Sem comentáriosPostado 17/set/2007 às 13h09 por Júlio César Bessa Monqueiro
Prévia do primeiro teclado OLED funcional
Criado 17/set/2007 às 09h09 por Marcos Elias Picão
0O primeiro exemplo realmente funcional do teclado Optimus Maximus OLED, da Art Lebedev Studio, começou a aparecer, segundo uma postagem no fotolog da companhia:

Esse teclado usa uma "tela" do tipo OLED para as teclas, sensíveis ao toque, claro, porém sem impressão fixa dos caracteres e teclas de função. As teclas mudam de acordo com o programa em uso, permitindo uma personalização por parte dos programas (claro que exigindo adaptação e os drivers necessários). Certamente um meio diferente de interagir com o computador, dependendo das aplicações o teclado convencional pode se transformar em algo totalmente diferente.
Esse teclado está há um bom tempo em desenvolvimento, e ainda faltam alguns ajustes finais antes da produção em série começar. A estimativa é de que nos próximos meses isso se dê, e de que estejam disponíveis em dezembro deste ano. Funcionariam no Mac ou no Windows, e uma breve estimativa de preço seria na faixa dos $1,564 (tudo isso para um teclado?! Bem, é um teclado "bem" diferente, convenhamos!).
Fonte:
http://www.electronista.com/articles/07/09/14/optimus.maximus.appears/
Postagem no blog/fotolog da companhia:
http://community.livejournal.com/optimus_project/38352.html
Página oficial do projeto, com mais fotos e screenshots de uma interface de configuração do teclado (para Windows):
http://www.artlebedev.com/everything/optimus/
Sem comentáriosPostado 17/set/2007 às 09h09 por Marcos Elias Picão
Crossfire HD 2900 XT x GeForce 8800 Ultra
Criado 17/set/2007 às 08h28 por Carlos E. Morimoto
0O R600, usado na AMD/ATI HD 2900 XT é o concorrente direto do chipset G80, usado na GeForce 8800 Ultra.
O G80 utiliza um conjunto de 8 clusters, com 16 unidades unificadas cada um, totalizando 128 stream processors. Dentro das unidades, as ALUs (os circuitos responsáveis pelo processamento das instruções) operam a uma freqüência maior que o restante do chip (o dobro ou mais), o que representa uma melhoria importante. Com isso, a GPU da 8800 GTX, por exemplo, trabalha a 575 MHz, mas as unidades de processamento trabalham a 1.35 GHz, o que resulta em um aumento expressivo no volume de dados processados.
O R600 adota uma arquitetura similar. Internamente, o chip é composto por 320 stream processors, agrupados em 64 clusters (com 5 unidades cada um) e utiliza um barramento com a memória de generosos 512 bits. À primeira vista, pode parecer que o R600 é muito mais poderoso que o G80 da nVidia, já que ele possui apenas 128 stream processors e utiliza um barramento de apenas 384 bits com a memória. Mas, a arquitetura interna dos dois chips é bastante diferente, de forma que a comparação não é tão simples.
Em primeiro lugar, os stream processors usados no R600 são muito mais simples do que os usados no G80 (justamente por isso foi possível incluir um número tão grande deles). Dentro de cada cluster, temos 4 stream processors capazes de processar apenas instruções simples e uma única unidade capaz de processar instruções complexas, diferente da arquitetura usada pela nVidia, onde todos os stream processors podem processar tanto instruções simples quanto instruções complexas. Isso faz com que o desempenho dos dois chips varie muito de acordo com o tipo de instruções predominantemente usadas em cada situação.
Outra questão importante é que as unidades de processamento do G80 trabalham ao dobro ou mais do clock da GPU, enquanto que no R600 eles operam na mesma freqüência do restante do chip. A grande diferença na freqüência de operação acaba revertendo a vantagem que o R600 teria com relação ao processamento bruto e fazendo com que, na maioria das aplicações, o G80 seja mais rápido (considerando duas placas com a GPU operando à mesma freqüência e com o mesmo tipo de memórias). Apesar disso, a ATI conseguiu equilibrar as coisas fazendo com que o R600 atingisse freqüências mais altas e reduzindo os preços.
Embora perca para a GeForce 8800 Ultra por uma boa margem em quase todos os aplicativos, a ATI HD 2900 XT é mais barata, custando US$ 400, contra US$ 700 da concorrente. A diferença de preço é tão grande que você poderia comprar duas HD 2900 XT gastando apenas um pouco a mais do que gastaria em uma única GeForce 8800 Ultra.
Já que o preço é similar, como seria o desempenho das duas ATI HD 2900 XT em modo crossfire, se comparado com o desempenho de uma única GeForce 8800 Ultra?
É justamente essa pergunta que é o tema deste review do TweakTown: Crossfire HD 2900 XT vs. 8800 Ultra
Como era de se esperar, duas HD 2900 XT em modo crossfire superam uma única GeForce 8800 Ultra na maioria das situações. No gráfico com os resultados dos testes no FEAR, por exemplo, as duas 2900 XT são capazes de manter um FPS médio de 210 quadros, a 1600x1200, contra 162 quadros da 8800 Ultra. Isso mostra que o desempenho não é o único fator a se levar em contra ao comprar uma placa 3D de ponta, afinal o velho custo-benefício ainda é um fator importante.

Sem comentáriosPostado 17/set/2007 às 08h28 por Carlos E. Morimoto
Serviços de banda larga: patéticos e miseráveis
Criado 17/set/2007 às 08h01 por Carlos E. Morimoto
0Todos os dias, milhões de brasileiros navegam felizes usando conexões de apenas duas operadoras diferentes: a empresa de telefonia e a empresa de TV a cabo. Apesar de muitos estarem relativamente satisfeitos com a qualidade do serviço, a indústria como um todo se tornou preguiçosa e ineficiente. Enquanto muitos brasileiros estão começando só agora a ter acesso a opções de conexões de 10-20 mbps (assimétricas), em muitos casos compartilhadas entre toda a vizinhança, os japoneses navegam utilizando conexões (simétricas) de 100 megabits.
Enquanto no Brasil a maioria dos assinantes precisam escolher entre duas ou três operadoras regionais, assinantes do Reino Unido, mesmo os que moram longe de Londres, podem escolher entre 20 ou 30 operadores diferentes, ou mais.
Além de sofrerem com as baixas velocidades de conexão, os usuários brasileiros enfrentam um terrível atendimento ao cliente, não importa a qual operadora recorram. Seja um representante do U*L lutando por seu bônus se recusando a cancelar assinaturas, Técnicos do T***a literalmente dormindo durante as reclamações de um cliente ao telefone ou a *********a acidentalmente criando um princípio de incêndio durante a instalação do cabeamento, muitos usuários sofrem para conseguir fazer contato com as empresas que lhes prestam serviços.

Acredito que pouca gente discordaria do texto acima. Apesar das melhorias nos últimos anos, os serviços de banda larga no Brasil deixam bastante a desejar, principalmente se compararmos a serviços em países com o Japão, onde conexões de 100 megabits já são comuns. Os EUA, sendo o país mais rico do mundo, deve ser também o campeão em infra-estrutura de acesso à web, com opções ainda mais rápidas, certo? Errado! :) Por incrível que possa parecer, os serviços de banda larga nos EUA são tão ruins, ou até mesmo piores que os brasileiros, tanto que a enorme maioria dos usuários ainda acessa através de conexões discadas, através da AOL, uma operadora tão ruim que não conseguiu sequer sobreviver aqui no Brasil.
O texto aí de cima é originalmente uma crítica aos serviços e operadoras dos EUA, eu apenas fiz uma tradução livre e troquei algumas palavras. Como pode ver, não somos só nós que sofremos com serviços ruins. Veja o texto original:
"Every day, across millions of homes in the United States, most Americans are happily surfing along with high-speed internet from one of two different providers: the cable company, or the phone company. While most users have been relatively satisfied with the service itself, the industry as a whole has become fat and lazy: whereas American consumers are just now beginning to receive asymmetrical speeds of 10-20 Mbps, in many cases shared amongst their neighbors, Japanese consumers are surfing along at symmetrical connections of 100 Mbps.
In the United States, where most consumers get to choose service plans between two or three regional providers, customers in the UK - even far away from London - have a choice between 20 and 30 different providers, or more.
On top of suffering slow connection speeds, U.S. consumers face terrible customer support no matter who they turn to: whether it's an AOL representative fighting for his bonus by preventing cancellations, Comcast technicians sleeping on a customers' couch during a service call, or Verizon accidentally setting fires during FiOS installations, many consumers loathe having to actually interface with the companies they receive their service from."
Leia a crítica completa no DailyTech: American Broadband: Pathetic and Disgraceful
Recomendo que imprima e dê uma lida sempre que achar que os serviços de banda larga no Brasil são ruins. O texto serve de consolo, lembrando que por pior que esteja a situação, existe sempre alguém pior, nesse caso os Americanos. :-)
Sem comentáriosPostado 17/set/2007 às 08h01 por Carlos E. Morimoto
A história do SOI
Criado 17/set/2007 às 07h30 por Carlos E. Morimoto
0O SOI, ou "Silicon On Insulator" é uma tecnologia originalmente desenvolvida pela IBM, que permite usar uma fina camada de material isolante entre os transístores e o wafer de silício do processador. Com isso, o sinal elétrico passa a ter um isolamento bem melhor, melhorando sua estabilidade e diminuindo o nível de interferências. O material isolante impede que os impulsos elétricos usados para mudar o estado dos transístores e fazer o processador funcionar, sejam absorvidos pelo silício. Com o isolamento, os sinais elétricos podem ser bem mais fracos, o que economiza energia, que fatalmente seria transformada em calor. Considerando que muitos processadores atuais consomem acima dos 70 watts, este é um avanço importante. Estima-se que o SOI é capaz de reduzir o consumo elétrico do processador em 35% e permitir que ele trabalhe a frequências até 35% superiores.
AMD utiliza o SOI na maior parte dos Athlon X2 e Turion X2 produzidos usando a técnica de 0.09 micron, além de utilizar a tecnologia em todos os novos processadores produzidos usando a nova técnica de 0.065 micron. Muitos apontam o uso do SOI como uma vantagem estratégica importante, que permitiu que a AMD conseguisse se manter competitiva com a Intel (que realizou a migração da técnica de 0.09 micron para a de 0.065 micron muito antes) mesmo utilizando uma técnica de produção ultrapassada. O SOI é usado também por fabricantes como a Freescale e a TSMC, que produzem um enorme volume de controladores e processadores diversos.
Apesar disso, o SOI está longe de ser uma unanimidade. A Intel, por exemplo, ainda não utiliza o SOI em nenhum de seus processadores, limitando-se a usar o Strained Silicon, técnica que consiste em "esticar" a superfície do wafer de silício, colocando-o sobre um substrato especialmente desenvolvido. Aumentando a distância entre os átomos do wafer, é reduzida a resistência à passagem dos impulsos elétricos. Essa técnica não tem nenhum efeito direto sobre o desempenho, mas ajuda a reduzir o consumo e a dissipação térmica do processador.
Este artigo do Digitimes fala sobre a história do desenvolvimento do SOI, as técnicas usadas, as vantagens e também as desvantagens de sua utilização, uma leitura interessante: http://www.digitimes.com/news/a20070913VL202.html
Sem comentáriosPostado 17/set/2007 às 07h30 por Carlos E. Morimoto