Notícias do mês de Julho de 2007

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Nova linha do tempo das distribuições Linux

Por Marcos Elias Picão em 17 de julho de 2007 às 20h08

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Atualizado dia 21/06, o mapa do site Futurist.se traz mais algumas distribuições, exibindo as originais e suas derivadas, em uma difícil tarefa de catalogação, da qual o Kurumin faz parte :)

Além de dar uma visão por cima de "quem é baseado em quem", a tabela inclui o ano de lançamento e término da vida das distribuições. É bem interessante para quem ainda não conhece.

Veja a mais recente diretamente em: http://futurist.se/gldt/gldt76.png

Entrando na página http://futurist.se/gldt/ você pode ver e baixar versões anteriores do mapa.

Sem comentáriosPostado 17 de julho de 2007 às 20h08 por Marcos Elias Picão

Nova versão do Syllable

Por Marcos Elias Picão em 17 de julho de 2007 às 19h47

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Windows? Linux? FreeBSD? Solaris? Unix? DOS? ReactOS? São várias opções, algumas com uma base em comum. Que tal mais um, não tão conhecido?

Saiu ontem uma nova versão do Syllable: 0.6.4, um sistema operacional alternativo, gratuito, e pequeno (ISO atual de 105 MB). Veja a cara dele:

Syllabe

Nesta nova versão ele recebeu, como de praxe, diversas melhorias e correções de problemas, destacando-se:

- Nova versão do ABrowse, que foi reescrito usando o motor do WebKit (a base do Safari, da Apple). Esse motor oferece um excelente suporte padrão e rápido à renderização de HTML.

- Nova versão do Whisper, incluindo agora um catálogo de endereços.

- Diversas melhorias na interface, correções de bugs.

Foram incluídos ainda novos drivers para placas de rede e gerenciamento de energia, drivers atualizados para placas de vídeo Radeon, GeForceFX, SiS e Trident, controladoras SATA da Intel e VIA, HD Audio e placas de rede 8169 da Realtek.

Para quem não conhece, o Syllabe é um sistema diferente, fácil de usar e amigável. Intuitivo, no entanto, com um pouco de prompt de comando durante a instalação. Roda em PCs com 40 MB de memória ou mais, super tranqüilo com 128 MB, sendo uma saída para PCs antigos (apesar de a instalação ser beeem demorada). Entra aí a questão dos softwares disponíveis, claro.

Ele vem com programas básicos para tarefas do dia-a-dia. Se você vive preso no Windows ou no Linux, vale a pena conhecê-lo. Uma dica é rodá-lo numa máquina virtual, assim você não danifica os dados no HD, visto que ele usa um sistema de arquivos próprio, além de poder rodá-lo diretamente do ISO, sem precisar gastar um CD.

Links úteis:

Instalação, recomendo ler antes de instalar:

http://www.syllable.org/docs/users/install.html

Notas de versão (release notes):

http://www.syllable.org/docs/releases/0.6.4/readme.txt

Download:

http://prdownloads.sourceforge.net/syllable/syllable-0.6.4.iso.gz?download

(o ISO está compactado, extraia o arquivo e grave a imagem em CD)

Sem comentáriosPostado 17 de julho de 2007 às 19h47 por Marcos Elias Picão

Core 2 Quad QX6850: 3.0 GHz e FSB de 1333 MHz

Por Carlos E. Morimoto em 17 de julho de 2007 às 08h21

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Em Abril a Intel lançou o QX6800, um novo processador quad-core baseado no core Kentsfield que operava a 2.93 GHz, com 2x 4 MB e bus de 1066 MHz). Embora com 10 meses de atraso, ele conseguiu igualar a freqüência do X6800 dual-core.

Agora é a vez do QX6850 (3.0 GHz, 2x 4MB, 1333 MHz), que apesar do pequeno incremento no clock, trouxe como novidade o uso do FSB de 1333 MHz, suportado pela nova geração de placas soquete 775. No caso do Kentsfield o aumento na freqüência do FSB é importante, pois além de ser usado para o acesso à memória, ele é responsável por toda a comunicação entre os dois chips. Como de praxe, o QX6850 ocupou o posto de processador mais caro da Intel, vendido por US$ 999 (nos EUA), empurrando para baixo o preço dos antecessores.

Se você está chegando agora, o Kentsfield é o processador Quad-Core da Intel, vendido sob a marca "Core 2 Quad". Assim como o Pentium D com core Presler, o Kentsfield é na verdade um processador dual-chip, onde temos dois processadores dual-core independentes, colocados dentro do mesmo encapsulamento e interligados através do front-side bus.

O QX6850 é o típico processador de vitrine, lançado para chamar a atenção da imprensa, ganhar benchmarks e gerar alguma renda para a Intel, já que, embora as vendas sejam pequenas, o preço de US$ 999 oferece uma margem de lucro fabulosa. Por outro lado, o QX6850 tem o mérito de ser o primeiro processador quad-core para micros PC a atingir a barreira dos 3 GHz e o de ser o processador mais rápido da safra atual.

O Xbit labs publicou um review do QX6850, incluindo um conjunto completo de benchmarks: http://www.xbitlabs.com/articles/cpu/display/core2extreme-qx6850.html

Como era de se esperar, o QX6850 ganha do antigo QX6800 por uma pequena margem e supera os processadores dual-core, incluindo o recém lançado Core 2 Duo E6850, que também opera a 3.0 GHz. Conseguiram também fazer overclock do processador para 3.70GHz (usando FSB de 370 MHz e tensão de 1.45V).

Sem comentáriosPostado 17 de julho de 2007 às 08h21 por Carlos E. Morimoto

Fim da linha para o PHP 4

Por Marcos Elias Picão em 16 de julho de 2007 às 20h50

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Sexta-feira passada (dia 13) completaram exatamente 3 anos do lançamento do PHP 5. Nesses 3 anos, ele recebeu diversas modificações importantes com relação à versão anterior. O PHP 5 é rápido, estável e pronto para produção. Com o PHP 6 em andamento, o 4 será descontinuado.

O PHP 4 será suportado até o final desse ano, depois de 31/12/2007 não haverão novos releasaes. Os mantenedores continuarão oferecendo correções críticas de segurança para eventuais brechas até 08/08/2008. Recomendam a quem usa o PHP 4 dedicar o restante desse ano para adaptar suas aplicações para o 5.

Para a migração, elaboraram um guia. Veja em: http://www.php.net/manual/en/migration5.php

Informações adicionais podem ser encontradas também nos tutoriais de migração das versões 5.1 e 5.2:

http://www.php.net/manual/en/migration51.php

http://www.php.net/manual/en/migration52.php

O aviso de descontinuidade da versão 4 foi postado no próprio php.net: http://www.php.net/archive/2007.php#2007-07-13-1

Nada impede que você continue usando o 4 (ou até mesmo as versões anteriores) se seu servidor manter o suporte a eles, mas dependendo das suas aplicações, vale muito a pena o upgrade. Tanto para facilitar para o seu futuro como desenvolvedor (não se pode parar no tempo, né?), como por questões de segurança, visto que o PHP é muito usado em aplicações de e-commerce.

Sem comentáriosPostado 16 de julho de 2007 às 20h50 por Marcos Elias Picão

Monitor USB da LG

Por Marcos Elias Picão e Carlos Morimoto em 16 de julho de 2007 às 20h46

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A poucos dias, publicamos aqui no Guia do Hardware um artigo sobre monitores USB, onde o monitor pode ser ligado ao micro diretamente através de uma porta USB, ao invés de ser ligado na placa de vídeo.

A Sansung foi a primeira a anunciar um monitor USB, o Samsung 940UX. Embora tenha chegado um pouco depois, com o LCD Flatron L206WU, anunciado esta semana, ela afirma que ele é o primeiro modelo a realmente entrar em fase de produção. O monitor é um LCD de 20 polegadas, onde o processamento do vídeo é feito por um controlador interno.

Segundo a LG, uma única porta USB 2.0 oferece banda suficiente para plugar até 3 monitores e atualizações futuras prevêem o uso de até 6 monitores por porta.

O monitor usa resolução nativa de 1680x1050 (contra 1280x1024, do Samsung 940UX), contraste 3000:1, tempo de resposta de 2ms e 32-bit de profundidade de cores.

O preço e a data de lançamento exata no mercado norte americano ainda não foram divulgados, entretanto a LG salienta que a versão USB requer o Windows, suportando tanto o XP quanto o Vista. Garantem que o controlador incluído no monitor e o algoritmo de compressão usado possuem fôlego para manter a interface gráfica do Vista (Aero), com aceleração 3D e tudo mais o que têm direito, mas é sempre bom ser um pouco cético com relação às promessas dos publicitários ;).

Veja a notícia original do Electronista: http://www.electronista.com/articles/07/07/16/lg.l206wu.display/

Sem comentáriosPostado 16 de julho de 2007 às 20h46 por Marcos Elias Picão e Carlos Morimoto

Rodando o Linux dentro do Windows "nativamente"

Por Marcos Elias Picão em 15 de julho de 2007 às 06h22

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"Se o Linux roda em tantas arquiteturas, porque ele não poderia rodar dentro de outro sistema operacional?"

Na verdade pode ;)

Veja:

colinux1

Uma grande idéia: rodar o Linux dentro do Windows. Um meio diferente de trazer familiaridade a quem quer conhecer o Linux mas não quer formatar o HD nem correr o risco de perder os dados, além de servir para aqueles que usam o Windows como sistema principal, poderem rodar os aplicativos Linux dentro do Windows.

Existem máquinas virtuais, como o VMware (que já tem versão gratuita ;), QEMU ou o próprio Microsoft Virtual PC. Mas surgiu uma idéia diferente, garantindo um desempenho em geral melhor do que rodar o sistema numa máquina virtual: rodar "nativamente" dentro do outro sistema, como se fosse "um programa" feito para o mesmo.

O Cooperative Linux se define como o primeiro método livre e open source ideal para rodar o Linux "nativamente" no Windows. Falando por cima, o

CoLinux (como é chamado, abreviadamente) é um kernel Linux portado para rodar cooperativamente ao lado de outro sistema operacional, numa mesma

máquina. Ele permite, por exemplo, rodar o Linux dentro do Windows 2000/XP, sem usar nenhuma solução comercial de softwares de virtualização, e nesse sentido acaba dando conta muito bem do recado, onde o objetivo não é simular um PC completo, mas sim rodar o outro sistema e os programas feitos para ele.

No comecinho desse mês saiu a versão 0.6.4, basicamente com correção de bugs da versão anterior. Aventure-se:

http://www.colinux.org

Na área dos downloads há o instalador (tradicional NNF, "Next > Next > Finish"), ferramentas para o sistema e também algumas imagens de disco

prontas, com algumas distribuições de Linux já instaladas. Na página do projeto há várias informações sobre o mesmo. Realmente recomendo aos

aventureiros de plantão!

Obs.: A opção de baixar uma imagem a partir do instalador não funcionou aqui nos meus testes. Você pode baixar a imagem de uma distro já

instalada e otimizada manualmente, na página de download do projeto. Cuidado, pois os arquivos compactados são relativamente pequenos, mas depois de extraídos poderão ocupar 512 MB, 1 ou 2 GB, dependendo do sistema escolhido.

Dica: para testar logo depois de instalar, você pode rodar um Linux em modo texto rapidinho, dando o comando:

colinux-daemon kernel=vmlinux initrd=initrd.gz root=/dev/ram0

E terás à sua disposição um prompt de uma distro Linux minimalista. Experimente comandos como ls, passwd ou halt.

Para ver como instalar ou rodar outros sistemas, consulte o arquivo "colinux-daemon.txt", que ficará na pasta dele. Uma recomendação é instalá-lo

na pasta "C:coLinux", assim você não precisará modificar os caminhos nos arquivos de configuração. O método de chamar o sistema Linux é similar ao Bochs, criando um arquivo de configuração (texto puro) e então chamando o daemon passando o nome do arquivo como parâmetro.

Explore, você irá gostar :)

Sem comentáriosPostado 15 de julho de 2007 às 06h22 por Marcos Elias Picão

BeleniX 0.6.1, live-CD do OpenSolaris

Por Marcos Elias Picão em 15 de julho de 2007 às 06h17

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O "The OpenSolaris LiveCD", como se denomina o BeleniX, está na versão 0.6.1, trazendo várias melhorias: atualizado para a compilação 67 do OpenSolaris, GIMP 2.2.16, entre outras melhorias mais técnicas.

O BeleniX é uma distribuição do OpenSolaris em live-CD, que roda sem precisar instalar. Inclui todos os recursos do OpenSolaris e adiciona uma grande variedade de pacotes open source. Ele também pode ser instalado no HD, se você quiser. Ele é livre para uso, modificação e redistribuição. Como ele é live-CD você pode testá-lo em menos de 2 minutos. :)

belenix1

Ele pode ser instalado também em um pendrive, para você ter um sistema portátil, com todas as suas aplicações e arquivos. Ao ser instalado no pendrive, ele passa a inicializar mais rápido do que a partir do CD, devido aos tempos de acesso mais baixo e maior taxa de transferência.

Página do projeto: http://www.genunix.org/distributions/belenix_site/?q=home

Download da imagem ISO: http://www.genunix.org/distributions/belenix_site/?q=download

Mais screenshots: http://www.genunix.org/distributions/belenix_site/?q=screenshots

Sem comentáriosPostado 15 de julho de 2007 às 06h17 por Marcos Elias Picão

Intel se junta ao projeto do OLPC

Por Marcos Elias Picão em 15 de julho de 2007 às 06h13

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Na última sexta-feira (dia 13, por sinal ;) a Intel anunciou oficialmente que irá apoiar o projeto do laptop de 100 dólares, o OLPC ("One Laptop Per Child", "Um Laptop Por Criança").

Isso representa uma grande mudança no desenvolvimento desses projetos de laptops educacionais. Até porque a Intel era a principal rival do OLPC, com o seu ClassMate, um projeto parecido, mas com hardware Intel.

No começo desse ano, o diretor da OLPC (Nicolas Negroponte) afirmou que a Intel se usava de concorrência desleal ao supostamente oferecer o ClassMate por um valor abaixo do seu custo, só para tomar a liderança.

Atualmente, os laptops da OPLC usam processadores AMD Geode de 433 MHz. Com a participação da Intel, as influências ficam divididas, ainda não se sabe ao certo como ficará o projeto (pelo que dá a entender, o que a Intel quer é tirar a AMD da jogada, não apenas colaborar). Apesar disso tudo, a Intel diz que continuará trabalhando no ClassMate.

Originalmente, o Classmate custava na faixa dos US$ 400, mas as versões atuais já são mais baratas. O Asus Eee (noticiado ontem), por exemplo, está planejado para custar na faixa dos US$ 250 e é baseado no Classmate. É sem dúvidas uma aliança estranha, no melhor estilo "morde e assopra".

Leia mais em: http://www.electronista.com/articles/07/07/13/intel.joins.olpc.project/

Sem comentáriosPostado 15 de julho de 2007 às 06h13 por Marcos Elias Picão

Asus P5K3: Placa com 2 GB onboard

Por Carlos E. Morimoto em 15 de julho de 2007 às 06h02

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Conforme os chipsets foram evoluindo, as placas passaram a incorporar cada vez mais componentes. As primeiras placas para 486 não traziam sequer interfaces IDE, enquanto as placas atuais trazem praticamente tudo, com excessão do processador e da memória.

O principal motivo dos fabricantes de placas não terem resolvido incorporar estes dois últimos componentes é que a redução de custo não compensa a perda da possibilidade de atualização. Mais de 90% do custo de um módulo de memória é referente aos chips; a placa de circuito, que seria o único componente poupado ao integrá-los diretamente à placa mãe responde por uma parcela muito pequena do custo.

A Asus resolveu se aventurar, cruzando a fronteira com a P5K3 Premium, uma placa LGA775, baseada no chipset P35, que além dos componentes onboard de praxe vem com 2 GB de memória DDR3 onboard:

p5k3

Ao contrário do que poderia parecer à primeira vista, a integração dos módulos de memória não foi feita para reduzir o custo. Pelo contrário, a P5K3 é uma placa para entusiastas que deve custar por volta de US$ 400 (nos EUA!). Ela é uma placa cara, mesmo se descontarmos o custo da memória.

O principal objetivo foi reduzir os tempos de acesso, desenvolvendo um design onde o controlador de memória tem acesso individual a cada par de módulos, ao invés de acessar todos através de um barramento unificado, como no design tradicional. Isso permite que os módulos DDR3 operem com latência de 7 a 10 tempos, o que é uma boa marca para módulos DDR3.

p5k3-2

Em compensação, o design elimina a possibilidade de adicionar módulos externos. Você precisa se contentar com os 2 GB da placa até o final da vida útil do equipamento. Se a idéia encontrar seu lugar no mercado, é provável que passem a lançar placas com mais memória, mas por enquanto os 2 GB da P5K3 são uma aposta arriscada para um PC high-end.

Leia mais sobre ela:

http://www.asus.com/news_show.aspx?id=7819

http://www.asus.com/products.aspx?l1=3&l2=11&l3=534&l4=0&model=1729&modelmenu=1

http://www.dailytech.com/article.aspx?newsid=8048

Sem comentáriosPostado 15 de julho de 2007 às 06h02 por Carlos E. Morimoto

Preview do Asus eee (notebook de US$ 250)

Por Carlos E. Morimoto em 14 de julho de 2007 às 08h30

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Atualmente existem várias opções de notebooks abaixo dos R$ 2000. Alguns até funcionam... :) Que tal então um notebook ultra-portátil, com 512 MB de RAM, rede wireless, HD de estado sólido e que pesa apenas 910 gramas por US$ 250?

O Asus Eee é um projeto derivado do Intel ClassMate, destinado ao uso geral. Ele é baseado em uma versão de baixo consumo do Celeron, baseada no core Dothan (o mesmo usado no Pentium M). O processador opera a 900 MHz e faz par com um chipset Intel 910 e 512 MB de RAM. O NotebookReview publicou um preview do Eee:

eee1

Para cortar custos e reduzir o tamanho do aparelho, optaram por utilizar uma tela de apenas 7", com resolução de 800x480. Assim como no caso dos processadores, o preço das telas de LCD é diretamente relacionado ao tamanho. Isso faz com que a tela de 7 polegadas do Eee custe quase um quarto do preço de uma tela de 19", como as usadas em monitores para desktops. Se calcularmos que hoje ja é possível comprar um LCD de 19" (ou EUA) por menos de US$ 300, vemos que a tela usada no Eee pode ser muito barata se produzida em quantidade.

O Eee inclui também uma placa wireless, placa de rede, modem, som e portas USB como qualquer notebook. Ele usa uma bateria de três células (a maioria dos notes usa baterias de 6 células), mas devido ao baixo consumo geral, ela dura cerca de 3 horas.

O HD foi substituído por uma unidade de estado sólido de 8 GB. A memória flash caiu muito de preço nos últimos meses (já temos pendrives de 2 GB por menos de 70 reais, mesmo aqui no Brasil) de forma que, apesar da redução na capacidade, usar 8 GB de memória flash já é mais barato do que usar um HD.

O lançamento do Eee havia sido originalmente agendado agora para Julho, mas acabou sendo adiado em algumas semanas e agora está planejado para Agosto. Aparentemente a Asus desistiu da versão com 4 GB de memória flash, que custaria US$ 199 e optou por partir direto para a versão de US$ 249, com 8 GB.

Como era de se esperar, o Eeee roda uma distribuição Linux otimizada para o aparelho. Diferentemente dos PCs de alguns integradores picaretas que temos aqui no Brasil, ele vem corretamente configurado para utilizar o modem, placa wireless e recursos de aceleração 3D do aparelho, tornando-o um sistema realmente utilizável. A proposta é que ele seja fácil de usar, dai o nome "Eee" (Easy to work, Easy to learn, Easy to play):

eee2

Vendo apenas pelos aspectos técnicos, parece que a Asus fez realmente um bom trabalho. Falta só esperar mais algumas semanas até que ele esteja realmente à venda para poder traçar um retrato mais realista. Na minha opinião, ele é um lançamento mais importante e potencialmente mais "revolucionário" que o iPhone, que tem monopolizado as atenções nas últimas semanas.

Leia o artigo do NotebookReview (com várias fotos) no: http://www.notebookreview.com/default.asp?newsID=3829

Sem comentáriosPostado 14 de julho de 2007 às 08h30 por Carlos E. Morimoto