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Curso Redes e Servidores em SP, primeira aula
Por Carlos E. Morimoto em 30 de abril de 2007 às 19h37
0Durante esta semana, está acontecendo em São Paulo mais uma edição do curso Redes e Servidores Linux, que estamos anunciando aqui no guiadohardware.net desde o início do ano. A procura do curso foi bem acima do esperado, tanto que turma acabou lotando no final de Fevereiro, dois meses antes do início do curso, com alunos de todo o país.
A idéia central é oferecer um curso intensivo de uma semana, abordando um grande volume de conteúdo. Neste ponto, o curso é único, pois em nenhum outro são abordados tantos temas num espaço tão curto de tempo. No total, temos 53 horas de curso, divididos entre o curso "Linux, uma visão prática", que é ministrado pelo Júlio Bessa, das 8:00 às 11:00 e o curso principal, Redes e Servidores Linux, ministrado por mim (Carlos Morimoto), na parte da parte, das 12:00 às 18:00 e no sábado das 9:00 às 18:00.
Nesta primeira aula, tivemos uma introdução geral sobre o uso do Linux, as distribuições e o crescimento do sistema, com um bate papo e espaço para tirar as dúvidas iniciais na parte da manhã e a primeira aula do curso de redes na parte da tarde. Como ele mesmo disse:
"Na aula de segunda, falamos brevemente sobre a história do surgimento do software livre, avançando aobre a evolução visual, usual e tecnológica do Linux, apresentando depois tecnicamente os ambientes gráficos mais usados no mundo: o KDE, GNOME, XFCE, Fluxbox e Enlightenment, também explicando sobre as linguagens visuais GTK e QT, além de uma introdução à história e recursos do Kurumin."
Voltando ao curso de redes, a função de uma rede é transportar dados de um ponto ao outro, de um aplicativo rodando no micro A, para outro rodando no micro B. Quando você envia um e-mail, por exemplo, o Thunderbird ou Outlook rodando na sua máquina se comunica com um servidor de e-mails, como o Postfix, rodando no servidor. Até aí as coisas parecem muito simples. O grande desafio é entender o que acontece entre os dois pontos. :)
Chegamos então ao modelo OSI, que é uma explicação teórica sobre as camadas que compõe a rede. No nível mais baixo temos os cabos e hubs e no mais alto temos os aplicativos. O modelo OSI é interessante para ajudar a entender como a rede funciona. O grande problema é que na maioria dos livros e cursos ele é abordado de forma puramente teórica, o que além de cansativo e demorado, acaba tendo pouca utilidade na prática.
Durante a primeira parte da aula, que serve como uma introdução ao restante do curso, fiz uma "exposição prática" do modelo OSI, explicando os componentes da rede e mostrando em que camada cada um se enquadra. Aproveitei para incluir explicações sobre redes wireless, antenas, encriptação, etc.
Depois do primeiro intervalo, passei a falar sobre o endereçamento IP, incluindo exemplos de uso de máscaras complexas, como no caso de datacenters, onde um link de classe A é dividido em diversas pequenas redes, com 8 endereços cada uma (onde 5 são utilizáveis) com máscara 255.255.255.248, além de falar sobre compartilhamento da conexão e NAT.
Depois do segundo intervalo, começamos no tema principal, a configuração de servidores Linux. Um dos objetivos do curso é ser agnóstico com relação à distribuição usada, permitindo que você consiga aplicar o que aprendeu à distribuição mais adequada para a tarefa. Com excessão de alguns aspectos superficiais, como o gerenciador de pacotes usado, ou pequenas diferenças no nome ou componentes de cada pacote, a configuração de servidores nas diferentes distribuições é muito similar. Afinal, você não configura o "Debian" ou o "Fedora", mas sim servidores como o Squid, Apache ou Samba, que são essencialmente os mesmos, independentemente da distribuição usada. O curso é focado no uso da linha de comando e na configuração dos serviços direto nos arquivos de configuração, abordando ferramentas como o Webmin e o Swat como um complemento. Afinal, quem entende as opções e sabe como configurar manualmente em geral não tem problemas para se adaptar a um dos utilitários de configuração, ao contrário de quem aprende apenas a trabalhar com o Webmin ou outro utilitário e acaba "preso" a ele.
O uso do modo texto consome menos recursos do sistema (por isso a maior parte dos servidores dedicados sequer possuem o X instalado) e é ideal para administração remota via SSH. O uso do SSH é atualmente tão difundido que existem clientes para todas as principais plataformas, incluindo Palm, Symbian e Windows Mobile, permitindo que você administre servidores Linux remotos até mesmo a partir do seu celular, como demonstrei durante a aula.
Concluindo, dei uma introdução à escrita de scripts em shell, criando um script para iniciar e parar o compartilhamento da conexão, aceitando os parâmetros start e stop, como um serviço de sistema:
#!/bin/bash
iniciar(){
modprobe iptable_nat
echo 1 > /proc/sys/net/ipv4/ip_forward
iptables -t nat -A POSTROUTING -o eth1 -j MASQUERADE
iptables -A FORWARD -p tcp --tcp-flags SYN,RST SYN -m tcpmss --mss 1400:1536 -j TCPMSS --clamp-mss-to-pmtu
}
parar(){
iptables -F -t nat
}
case "$1" in
"start") iniciar ;;
"stop") parar ;;
"restart") parar; iniciar ;;
*) echo "Use os parâmetros start ou stop"
esac
Sem comentáriosPostado 30 de abril de 2007 às 19h37 por Carlos E. Morimoto


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