Notícias do mês de Novembro de 2006
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AMD Altair FX - 65 nanometros e 6MB de Cache
Por Pedro Axelrud em 29 de novembro de 2006 às 22h49
0Esta notícia foi publicada originalmente no FórumPCs, clique aqui para conferir a notícia original.
Os nossos colegas do site The Inquirer, publicaram alguns detalhes novos sobre os futuros processadores quad-core da AMD, que atendem pelo codinome Altair FX. Entre outras coisas, eles usarão o processo de gravação de 65 nanômetros, que supostamente é o próximo passo da AMD.
Segundo o The Inq, estes chips funcionarão com uma freqüência que irá de 2,7 a 2,9 GHz, além de dispor de 2 MB de cache L2 dedicado, e outros 2 MB de cache de nível 3 compartilhado. Quando falamos sobre memória dedicada, nós queremos dizer que cada CPU tem 2 MB de memória L2, ou seja, um total de 4 Mbytes de cache L2 para esses dois chips e outros 2 MB compartilhados no cache de nível 3.
A AMD fez realmente uma impressionante mudança neste sentido, uma vez que a companhia fazia uso de somente 1 Mbyte de cache, passando agora para os 6 Mbytes. Este CPU chegará durante o terceiro trimestre do próximo ano. Entretanto, a AMD ainda não está preparada para anunciar quanto ele consome, mas já sabemos que o Altair FX necessita de 120 ampéres para o CPU e outros 20 para o Northbridge. É bem provável que ele dissipe em torno de 125W, mas isso dependerá em grande parte da sua freqüência de clock. A velocidade do bus de entrada/saída subirá para uma taxa de 2000 a 4000 MHz, ou até mais. O CPU terá um controlador de memória integrado seguindo a tradição da AMD e ele suportará outras tecnologias como Cool'n'Quiet, Enhanced Virus Protection ou a virtualização por hardware, AMD-V.
Sem comentáriosPostado 29 de novembro de 2006 às 22h49 por Pedro Axelrud
HP revela HD DVD
Por Luiz Cláudio Corrêa em 28 de novembro de 2006 às 10h57
0A HP entrou no mercado de alta definição e escolheu o lado do HD DVD.

A drive externa, hd100, tem a capacidade de ler HD DVD-ROM, DVDR/RW e discos de dupla face. Ainda lê, igualmente, CDR/RW e CD-ROM. Pensado para ser uma adição ao seu computador invés de um equipamento multimédia para a sala, o hd100 utiliza a interface USB 2.0 para efectuar a transmissão de dados. Esta unidade é, na verdade uma LiteOn, mas há algum tempo que a HP faz o rebranding destes equipamentos. Ainda não há data para a chegada do hd100 ao mercado português.
Sem comentáriosPostado 28 de novembro de 2006 às 10h57 por Luiz Cláudio Corrêa
Adobe doa código do Flash à Mozilla
Por Wesley Caiapó em 28 de novembro de 2006 às 10h30
0A Adobe aproveitou a conferência Web 2.0 Summit, em andamento em São Francisco, Califórnia, para anunciar oficialmente que está doando o engine de scripts do Flash para a Fundação Mozilla.
Na realidade, trata-se da ActionScript Virtual Machine, base do Flash Player 9, mais recente versão do produto, que traz melhor performance. Nas mãos da Mozilla, se transformará em um projeto open source chamado "Tamarin", que implementará o ECMAScript Edition 4 (ES4), que provê a base do JavaScript; do JScript, da Microsoft e também do ActionScript, da Adobe.
O código é a maior contribuição para a Mozilla desde que esta foi fundada, em 2003, e ajudará a acelerar o desenvolvimento da linguagem e promoverá a criação de aplicações multimídia para Web, além de permitir que estas rodem com maior estabilidade no Firefox.
O projeto Tamarin deve ser integrado no chamado SpiderMonkey, o engine JavaScript que roda por trás do navegador open source Firefox, o que não deve acontecer antes do primeiro semestre de 2008.
"Agora os desenvolvedores terão uma virtual machine de alta performance open source para criar e depurar aplicações interativas pelo Adobe Flash Player e pelo navegador Firefox. Estamos entusiasmados com a parceria entre a Adobe e as comunidades Mozilla pelo avanço do ECMAScript", declarou Brendan Eich, CTO da Fundação Mozilla.
A Microsoft ainda não fez qualquer declaração a respeito da novidade, porém a Adobe indicou que gostaria que o navegador concorrente Internet Explorer também incorporasse o ActionScript.
Sem comentáriosPostado 28 de novembro de 2006 às 10h30 por Wesley Caiapó
Primeiras impressões do Laptop de US$ 100
Por Pedro Axelrud em 27 de novembro de 2006 às 23h42
0O site IDG Now! conseguiu testar uma unidade do laptop de US$ e escreveu uma matéria com as primeiras impressões. Confira abaixo alguns trechos da reportagem:
Visualmente, o XO confirma as ironias de que o aparelho seria um notebook de brinquedo, tal qual modelos da Barbie oferecidos pela Oregon Scientifics, pelas chamativas cores (branco e verde) e por ser bastante pequeno.
O XO é bastante leve - um quilo e meio reportado no site da OLPC chega a parecer exagero -, o que facilita seu transporte por crianças, principalmente por meio de sua alça plástica.
Brinquedo ou não, o notebook funciona muito bem para algo dito tão limitado pelo próprio Negroponte.
XO por dentro
Os demorados minutos de "boot" - "outra mudança futura", segundo ele - revelam a interface padrão do sistema Sugar, desenvolvido em Linux por uma equipe da Red Hat, da qual faz parte o brasileiro Marcelo Tosatti.
Se o "boot" é demorado, não se pode dizer o mesmo do sistema. A idéia de Negroponte de "enxugar" o Linux aparenta ter dado resultado, com desempenho excepcional do XO ao alternar entre aplicações.
Sem comentáriosPostado 27 de novembro de 2006 às 23h42 por Pedro Axelrud
Zune no Linux e no MacOS X
Por Pedro Axelrud em 27 de novembro de 2006 às 23h36
0O Zune usa o formato MTP de armazenamento. É similar ao UMS porém mais sofisticado. Através desse sistema o Zune guarda as informações sobre as músicas como a classificação, o gênero, os artistas, as playlists. Ele também serve para coisas ruins, como o DRM. É como se o formato tivesse um banco de dados misturado com os arquivos armazenados.
Fora do Windows, o libmtp é o único jeito de se comunicar com o dispositivo. Libmtp é uma biblioteca Open Source que funciona no Linux e no Mac OS X (e em alguns outros sistemas). Existe um programa chamado XNJB, desenvolvido por Richard Low, para Mac OS X que usa essa biblioteca, o amaroK também tem suporte ao MTP no Linux. Mas, o XNJB foi escrito para funcionar com o Player Nomad da Creative, e não para o Zune. Um usuário de Mac resolveu tentar o XNJB com o Zune, e conseguiu somente ler o conteúdo, nada de transferir arquivos. O libmtp possui suporte parcial ao Zune até agora, o pessoal do site Zune Online convida donos de Zunes a ajudarem na implementação do suporte a ele no libmtp.
Sem comentáriosPostado 27 de novembro de 2006 às 23h36 por Pedro Axelrud
Contrapeso à ABES: Computador para Todos reduz pirataria
Por Carlos E. Morimoto em 27 de novembro de 2006 às 13h12
0Semana passada, pipocaram nos meios de comunicação uma série de matérias alardeando que 73% dos compradores de computadores do programa PC Conectado haviam substitutuído a instalação do Linux por uma instalação pirata do Windows XP. Sinceramente, estes números não me impressionaram, pois a qualidade de muitas das distribuições usadas (Insigne, Fenix, Fredows...) é realmente sofrível e o plano de negócios parece ser realmente o de oferecer um produto ruim, de forma que os compradores mudem de sistema e não usem o suporte, que é pago com base no número de micros vendidos e não no número de chamados.
Além disso, existem graves falhas por parte do hardware fornecido pelos fabricantes. Um número muito grande de micros estão vindo com modems Motorola, que não possuem suporte no Linux. Naturalmente, o comprador que precisa usar o acesso discado, acaba sendo obrigado a trocar de sistema, já que o modem não vem pré configurado e não existem drivers. Outro caso são os micros de uma determinada marca, que vem com apenas 6 GB do HD particionado (o restante vem como espaço livre), já "preparados" para receber uma instalação pirata do Windows. Existe ainda o caso de muitos vendedores, que abertamente indicam "técnicos" que fazem a instalação do Windows e Office piratas a preços módicos, só para citar três exemplos de muitos.
É a velha história do copo meio cheio ou meio vazio. Por um lado, segundo a pesquisa da ABES, 73% substituíram a instalação Linux por uma cópia pirata do Windows, o que indicaria o fracasso do programa.
Mas, por outro lado, apesar de todas as falhas, da sabotagem dos fabricantes, do descaso dos responsáveis pelo programa e da falta de qualidade de muitas das distribuições usadas, 27% dos consumidores mantiveram o sistema original!
Este artigo do Rafael Evangelista, publicado pelo Dicas-L (que reproduzo na íntegra, com autorização) aborda o tema de forma bastante detalhada e lúcida, contestando a metodologia usada na pesquisa da ABES e chegando à conclusão de que na verdade o PC Conectado está ajudando a reduzir a pirataria.
Computador para Todos reduz pirataria
Por Rafael Evangelista
No último dia 21, circularam fortemente pelos veículos de comunicação dados de uma pesquisa encomendada pela Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) ao instituto Ipsos. O objetivo era avaliar o programa Computador para Todos, do governo federal. A Abes, que é brasileira no nome, é uma associação formada também por empresas estrangeiras, entre elas a Microsoft e tem feito, desde o início, críticas ao programa.
O Computador para Todos oferece redução de impostos e boas condições de financiamento para facilitar a compra de PCs pela classe C. Uma das exigências feitas aos fabricantes, que ganham com a redução dos impostos, é que esses computadores sejam vendidos somente com softwares livres. A Abes é contra essa exigência e tem afirmado que cabe ao comprador o "direito de escolha" do sistema operacional e aplicativos. A Microsoft chegou a oferecer o seu Windows Starter Edition, aquela versão bastante limitada do sistema, que abre no máximo três aplicativos simultaneamente.
De uma maneira geral, o que a imprensa destacou foi que 73% dos entrevistados afirmaram que trocaram o sistema operacional livre pelo Windows da Microsoft. O título das matérias não variou quase nada, foi de dizer que "Usuários do Computador para Todos trocam Linux por Windows" (Estadão) a "Computador para Todos: 73% trocam Linux por Windows" (IDGNow), passando por "Pirata domina programa de inclusão" (Gazeta Mercantil/InvestNews). No corpo das matérias, quase invariavelmente apareceram declarações do presidente da Abes, Jorge Sukarie, afirmando que o programa priva os usuários de opções. A declaração mais repetida nas matérias derivou ou foi transcrita literalmente de um comunicado do presidente da Abes: "A Abes, em diversas oportunidades, já havia se manifestado no sentido de que a oferta de uma solução única, cerceando a liberdade de escolha do sistema operacional por parte do usuário do programa Computador para Todos, acabaria induzindo e estimulando o consumidor ao grave crime de pirataria de software, cujas penas estão previstas pela legislação federal".
Observando-se as matérias e a pesquisa original, publicada no site da Abes (http://www.abes.org.br/computadorparatodos.pdf), é possível fazer alguns comentários sobre as características da circulação da informação jornalística e sobre a força de alguns atores na promoção de uma determinada leitura dos dados. Não que os dados divulgados não comportem as interpretações que foram divulgadas, mas muita coisa interessante ficou de fora e há a predominância de uma determinada leitura, a da Abes, que é reproduzida em diversas matérias. O resultado são vários artigos tecnicamente corretos - alguns amplos, ouvindo também fontes do governo e empresariais, o popular "outro lado" - só que todos mais ou menos iguais.
Ao que parece, funcionou mais ou menos assim: a Abes divulgou a pesquisa e um comunicado, dizendo que os resultados mostravam que o Computador para Todos com software livre levava à pirataria - praticamente um "eu te disse". Ninguém procurou olhar a pesquisa com mais atenção, buscando outro ponto de vista que não o da indústria. Os entrevistados, por sua vez, muito provavelmente pegos de surpresa, também não conseguiram - ou não tiveram chance - de questionar a visão da Abes. Depois de espalhada as primeiras matérias pelos veículos principais, outros apenas parafrasearam o que foi divulgado.
Há vários fatores que levam a essa dinâmica da notícia pasteurizada e que responde ao interesse de alguns poucos: as redações estão enxutas demais; o jornalista é obrigado a produzir muito e em pouco tempo; é mais fácil seguir a visão de um grande anunciante (ou de uma associação deles) do que buscar um ponto de vista alternativo; as assessorias de imprensa são fortes e entregam releases que são matérias praticamente prontas; entre outros. A tudo isso, soma-se o mito de que, ao jornalista, cabe somente ouvir os "dois lados" que sua missão está cumprida, foi produzida uma matéria "imparcial". Porém, dessa forma, a análise e a reflexão, que servem para basear a abordagem e o recorte a serem dados ao fato noticiado, ficam à cargo de quem emitiu o release. Tentando ser "neutro", o jornalista acaba por reproduzir uma interpretação dominante.
Sucesso ou fracasso?
Então vejamos os dados do levantamento encomendado pela Abes. Em primeiro lugar, é preciso falar do método de pesquisa utilizado. Foram realizadas 502 entrevistas por telefone e os entrevistados foram divididos em dois grupos: os responsáveis pela compra e os principais usuários da máquina adquirida. Cada entrevista levou, em média, 25 minutos. Apenas os estados do Paraná e de São Paulo foram objeto da pesquisa - e o relatório não informa a quantidade de entrevistados em cada um. Isso significa dizer que os dados não podem ser extrapolados diretamente para o resto do país, embora sejam indicativos de um processo geral. A margem de erro é de 4,3 pontos, para cima ou para baixo.
Dos entrevistados, 86% afirmaram ser esse o primeiro computador da casa. Do total, a maioria pertence às classes C (56,4%) e D (13,3%), público-alvo do programa, e poucos (dois entrevistados, 0,4%) à classe E. O restante pertence às classes B e A.
É interessante notar que os dois atrativos principais declarados para a compra foram as condições de parcelamento e o preço do produto. Apenas um dos entrevistados declarou ter comprado à vista. Em quinto lugar foi declarado o sistema operacional GNU/Linux pré-instalado como chamariz para a aquisição do produto.
O dado mais explorado da pesquisa foi lido de modo superficial, dando origem à idéia equivocada de que o programa incentiva a pirataria. Dos entrevistados, 73% afirmaram ter substituído o sistema livre por Windows. Porém, destes, somente 1% declarou ter pago mais de R$ 150 pelo sistema. Assumindo-se, como na pesquisa, que um Windows custa pelo menos R$ 400 reais, é evidente que trata-se de uma cópia ilegal. No entanto, isso não significa que é o programa que está levando as pessoas a cometerem a ilegalidade. Na verdade, o Computador para Todos está fazendo com que 30% da pirataria seja evitada, pelo uso de sistemas livres.
Para uma população que tem, de acordo com a pesquisa, renda familiar média entre R$ 2500 (classes A e B) e R$ 1150 (classe C), um sistema de computador que custa, pelado, sem os aplicativos mínimos, R$ 400 não é uma opção. No programa, o GNU/Linux concorre com um sistema que, na prática, ou é gratuito ou custa muito pouco, já que é obtido ilegalmente. E, some-se a isso, o fato de o Windows ser amplamente disseminado e contar com uma rede ativa de "técnicos informais". Dos entrevistados, 18% trocaram de sistema usando serviços da própria loja em que o computador foi vendido, ou seja, o próprio vendedor foi até à casa do comprador e instalou o sistema ilegal.
O Computador para Todos é um programa com deficiências. A principal delas talvez seja a má qualidade de algumas distribuições livres que equipam as máquinas e de parte do suporte técnico oferecido. Mas dizer que o programa é ruim está muito longe da realidade. Ninguém bateu nessa tecla, mas a primeira conclusão destacada na pesquisa Ipsos é que "Computador para Todos tem atingido seus objetivos gerais de incentivo à venda de computadores para a população menos favorecida, através da redução do seu preço primário e da facilidade das condições de pagamento do computador. O programa, de fato, tem atingido a classe C, o público-alvo do programa.".
Calcula-se que tenham sido vendidas, só no início deste semestre, 256 mil máquinas pelo programa. Se imaginarmos que 30% continuam usando GNU/Linux são quase 80 mil computadores por semestre que passam a usar sistemas livres. É um número alto, que contribui para diminuir a diferença entre os sistemas proprietários e livres. Historicamente os sistemas livres nunca corresponderam a mais de 10% dos sistemas instalados. De acordo com outra pesquisa recente, divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (http://www.nic.br/indicadores/usuarios/tic/2006/rel-geral-04.htm), somente 1,45% dos desktops brasileiros são equipados com GNU/Linux. E essa pesquisa mostra outro dado interessante, que a maior porcentagem de uso está na classe C (1,95%), e a menor na classe A (0,18%).
O uso ilegal de sistemas deve sim ser combatido. No entanto, não cabe ao governo ajudar a distribuir ou oferecer facilidades a um produto que já monopoliza o mercado. Principalmente porque já existe uma alternativa de qualidade, que funciona muito bem, e que institui um sistema de circulação de bens intangíveis muito mais ético e solidário, o software livre. Tendo o computador em mãos, cabe ao consumidor decidir se quer continuar usando o sistema livre ou se quer obter uma licença proprietária a preços exorbitantes. O governo deve fiscalizar e punir as cópias ilegais, mas não pode emperrar ou encarecer um programa de inclusão digital só porque uma empresa quer. Esse programa, inclusive, dá acesso único às funcionalidades do computador, pois inclui não só o sistema operacional, mas também um conjunto grande de aplicativos e seus códigos, livres. Se as máquinas fossem distribuídas somente com o sistema operacional, sem os aplicativos, aí sim haveria incentivo à pirataria, não do Windows, mas dos aplicativos proprietários.
Além do mais, a possibilidade de a Microsoft integrar o programa nunca esteve fechada. Basta oferecer seus softwares com uma licença livre.
- Sobre o autor:
Rafael Evangelista é cientista social e linguista. Sua dissertação de mestrado tem o título Política e linguagem nos debates sobre o software livre. É editor-chefe da revista ComCiência e faz parte de algumas iniciativas em defesa do software livre como Rede Livre, Hipatia e CoberturaWiki
Sem comentáriosPostado 27 de novembro de 2006 às 13h12 por Carlos E. Morimoto
Estudante desenvolve sistema de armazenamento em papel
Por Pedro Axelrud em 26 de novembro de 2006 às 23h34
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A notícia abaixo foi publicada no site Meio Bit
Sainul Abiddeen criou o RVD (Rainbow Versatile Disc), um sistema que permite usar papel para armazenamento de dados.
Em um pedaço de papel com 26 cm² ele conseguiu armazenar 432 páginas que podiam ser lidas por um scanner.
Com um preço 10 vezes menor que o CD, capacidade de armazenamento 131 vezes maior e ecologicamente correto, a invenção tem tudo para dar certo.
Ele já está estudando como criar um leitor para notebooks e consultando uma empresa britânica para criação de um SIM card com capacidade para 5GB.
Clique aqui para conferir a notícia completa.
Sem comentáriosPostado 26 de novembro de 2006 às 23h34 por Pedro Axelrud
Novidades para o Ubuntu 7.04
Por Pedro Axelrud em 26 de novembro de 2006 às 23h29
0Neste blog, foi publicado um resumo das novidades que virão no Ubuntu 7.04 (Feitsty Fawn), abaixo uma tradução resumida.
Desktop
Para os usuários, provavelmente a maior mudança será o uso ativo da aceleração 3D para desenhar o desktop até onde o hardware conseguir suportar (o problema com os drivers binários ainda não foi resolvido).
As janelas serão mais distintas visualmente umas das outras graças as sombras e a transparência das janelas não ativas. O relacionamento entre os diferentes Desktops será muito mais limpo e a transição entre eles será animada em um cubo
Ainda não se sabe se o recurso do desktop 3D será usado com o compiz ou com o beryl, iremos decidir de acordo com as melhorias, o desenvolvimento e o suporte de cada projeto.
Outra diferença é que a configuração do X deverá ser bem mais simples e mais robusta, evitando com que qualquer probleminha de configuração jogue o usuário em um console sem ajuda nenhuma.
Rede
O suporte rede, principalmente a rede wireless, deverá ser muito mais agradável, o gerenciador de rede finalmente virá habilitado por padrão na instalação. Fazendo com que a troca entre rede cabeada e wireless seja muito mais fácil e rápida, e a configuração da rede wireless, incluindo WEP e WPA seja muito mais simples.
Além disso, será muito mais fácil a criação de redes wireless entre computadores, e o compartilhamento de arquivos também deverá ser melhorado e facilitado, através do projeto Avahi.
Customização
Um dos maiores problemas encontrados com o Edgy Eft (6.10) é a dificuldade de instalar pacotes que não fazem parte da instalação padrão, especialmente codecs. Projetos como o Automatix devem solucionar isso, o problema é que eles podem causar problemas na hora de fazer o upgrade para outros releases.
Boot
Uma idéia que está sendo levada com muita importancia, é diminuir o tempo de boot e o tempo de desligamento do sistema. Se você acha que o Edgy Eft (6.10) boota rápido, espere para ver o Fetsy.
Sem comentáriosPostado 26 de novembro de 2006 às 23h29 por Pedro Axelrud
Mandriva aposta no Linux Plug & Play
Por Carlos Machado em 26 de novembro de 2006 às 10h15
0A Mandriva apresentou em evento em São Paulo, uma "inovação", para o mundo da informática. Um sistema Linux que roda completo com aparência atraente em um pendrive de 1 GB conectado ao computador.
"Essa é a aposta da Mandriva Conectiva, uma das maiores distribuições do pingüim no Brasil. "Há cinco anos atrás, apenas 2% dos usuários que compravam computadores com nosso sistema operacional não o trocavam por outro", disse Paul Guillet, novo gerente geral da empresa, apresentado em evento esta semana em São Paulo. "Em 2003, esse percentual foi a 5%. Se com o 'PC Para Todos' conseguimos atingir 27% de pessoas que estão usando Linux, é um crescimento em progressão geométrica. Ficamos muito felizes, as perspectivas são as melhores possíveis."
Linux plug'n'play
Uma das apostas de Guillet e da Mandriva para essa popularização do sistema de Linus Torvalds no Brasil é o pendrive USB de 1 GB de capacidade, um gadget bastante comum hoje em dia. A diferença é que esse dispositivo contém um sistema operacional Linux que pode ser usado em qualquer computador.
Basta que o pendrive seja conectado à uma porta USB do PC. O usuário escolhe a opção de carregar o sistema pelo gadget, e em alguns segundos o computador está pronto para ser usado com o sistema operacional Linux, como o UOL Tecnologia pode observar em teste feito pelo próprio Guillet.
Nota do editor: Embora tenha sido anunciada como "novidade", a idéia de rodar distribuições Linux a partir de um pendrive não é nova. A anos distribuições como o DamnSmall oferecem imagems prontas para serem usadas em pendrives. Mesmo aqui no GDH, publicamos uma matéria ensinando a rodar o Kurumin a partir de um pendrive em agosto de 2005! ;) A notícia apenas informa sobre a iniciativa da Mandriva.
Sem comentáriosPostado 26 de novembro de 2006 às 10h15 por Carlos Machado
Slides das palestras do Tchelinux
Por Carlos E. Morimoto em 24 de novembro de 2006 às 22h15
0A alguns dias, o Leonardo Vaz poustou um convite para o Tchelinux, evento que foi realizado em Porto Alegre.
O grande problema dos eventos é que eles conseguem reunir apenas algumas centenas ou milhares de pessoas e, bem, somos 170 milhões de brasileiros e nem todos moram no Rio Grande do Sul ;)
Pensando nisso, a organização do evento tomou a iniciativa de disponibilizar todos os slides das palestras ministradas. Eles são uma boa forma de acompanhar o que foi apresentado, mesmo sem ter participado no evento.
Os arquivos podem ser baixados aqui:
http://media.hardware.com.br/tchelinux.tar.gz
Sem comentáriosPostado 24 de novembro de 2006 às 22h15 por Carlos E. Morimoto

