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Redes wireless atualizado (Sétima e ultima parte)

Por Carlos E. Morimoto em 17 de novembro de 2011 às 00h45

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Introdução

Nos últimos anos as redes wireless caíram de preço e se tornaram extremamente populares. Configurar uma rede wireless envolve mais passos do que uma rede cabeada e um número muito maior de escolhas, incluindo o tipo de antenas e o sistema de encriptação a utilizar, sem falar no grande volume de opções para otimizar a conexão presentes na interface de administração do ponto de acesso. Este guia concentra tudo o que você precisa saber para se tornar um expert no assunto, incluindo desde noções básicas sobre pontos de acesso, placas e antenas, até detalhes avançados sobre como criar links wireless de longa distância, incluindo dicas sobre a legislação. Entre os dois estremos, você aprenderá sobre os padrões wireless, do 802.11b ao 802.11n, detalhes sobre a configuração de pontos de acesso, configuração de redes wireless no Linux e no Windows, redes ad-hoc, segurança e outros temas.

Usar algum tipo de cabo, seja um cabo de par trançado ou de fibra óptica é, quase sempre, a forma mais rápida de transmitir dados. Os cabos de par trançado cat 5e podem transmitir dados a até 1 gigabit a uma distância de até 100 metros, enquanto os cabos de fibra ótica são usados em links de longa distância. Usando interfaces 10 Gigabit Ethernet e cabos de fibra monomodo, é possível atingir distâncias de até 40 km, sem necessidade de usar repetidores.

O grande problema em utilizar cabos é que o custo do cabeamento cresce exponencialmente junto com o número de clientes e a distância a cobrir. Montar uma rede entre 3 ou 4 micros em um escritório acaba saindo barato, pois você precisa apenas de um switch e alguns metros de cabos, mas cabear uma rede com 500 estações, incluindo um sistema de cabeamento estruturado que se estenda pelos diversos andares de um prédio acaba sendo muito caro.

Além disso, uma rede cabeada oferece pouca flexibilidade; se você precisar mudar alguns micros de lugar, adicionar novas estações à rede, ou qualquer outra alteração que não esteja prevista no projeto original, vai precisar alterar o cabeamento.

Existem ainda muitas situações onde simplesmente não é viável utilizar cabos, como no caso de prédios antigos, onde não existem canaletas disponíveis e em situações onde é necessário interligar pontos distantes, como dois escritórios situados em dois prédios diferentes, por exemplo, onde você precisaria adquirir uma linha dedicada entre os dois pontos com a empresa de telefonia local (o que é caro) ou criar uma VPN, via Internet (o que resultaria em uma conexão lenta e com muita latência).

As redes wireless permitem suprir esta lacuna, permitindo flexibilizar o cabeamento de rede. Você pode então combinar o uso de cabos e de conexões wireless, usando uma ou outra forma de conexão de acordo com a situação.

Além dos PCs, as redes wireless são a forma preferida de conexão para smartphones, tablets e diversos outros dispositivos. Mesmo com um plano de acesso 3G, você vai preferir usar a rede wireless em vez da rede celular sempre que possível, já que ela será quase sempre muito mais rápida, além de consumir menos bateria. Seja em escritório, fábricas, bancos, lanchonetes, escolas ou residências, as redes wireless estão em toda a parte.

Configurar uma rede wireless envolve mais passos do que uma rede cabeada e um número muito maior de escolhas, incluindo o tipo de antenas e o sistema de encriptação a utilizar, sem falar no grande volume de opções para otimizar a conexão presentes na interface de administração do ponto de acesso.  

16 comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 17 de novembro de 2011 às 00h45

Comentários

E a radiação eletromagnética?
por Niva (anônimo) em 26 de dezembro de 2011 às 00h40
Gostaria de sugerir matéria sobre radiação eletromagnética emitida por roteadores caseiros. Ninguém fala sobre isso, mas o assunto é supersério. Grata.
Sr.
por Michel Marlon Pinto de Paiva (anônimo) em 21 de dezembro de 2011 às 18h25
Mano ! parabéns mesmo... conteúdo muito bacana.

É bom conhecer pessoas que tem interesses em compartilhar seus conhecimentos, que hoje em dia é o que vale.

parabéns e muito obrigado cara..
Senhas
por Sirus (anônimo) em 20 de novembro de 2011 às 01h00
Faz anos que não utilizo mais senha so de numeros ou letras com menos de 8 caracteres, as minhas senhas usam um esquema parecido com o que você citou "variações de uma senha-mestra" as unicas que não sequem isso e a do rooteador, NAS e um arquivo do word onde são guardadas as senhas para eu não esquecer.
essas telas são do kurumin
por chapolizinho (anônimo) em 18 de novembro de 2011 às 11h51
essas telas mostradas no artigo são do kurumin.

ah se o Morimoto retornasse...
Parabéns
por Wallace (anônimo) em 18 de novembro de 2011 às 10h12
Está de parabéns o site,
Esse Carlos E. Morimoto é o cara...
antena caseira
por Douglas VR (anônimo) em 1 de novembro de 2011 às 13h33
Essa antena com lata de Pringles é coisa de americano. Antena boa mesmo é a Sinha'ntena 100% brasileira:

http :// www. tocadoelfo. com .br/2007/09/construindo-uma-antena-waveguide-para.html
Obrigado! por Bicho_Eletronico (anônimo)
pringles por ander (anônimo)
por fora por Felipe (anônimo)
Elogio
por Felipe Vieira (anônimo) em 7 de novembro de 2011 às 12h14
Morimoto, quero te agradecer pela existencia deste site e assim ressaltar que é de extrema importancia/ajuda a profissionais da area de TI que utilizam os artigos para solucionar diversos problemas diario(principalmente iniciantes :D "EU")... Grato, Felipe.
Ótimo tutorial
por Thibrun (anônimo) em 5 de novembro de 2011 às 22h20
Gostei muito e aprendi muita coisa
Sou um usuário avançado e gosto muito de aprender algo novo
Parabéns
Netstumbler
por Anderson Zardo (anônimo) em 4 de novembro de 2011 às 13h38
O Conteúdo no geral é muito bom, mas quanto ao Netstumbler, ele está MUITO desatualizado (sua última versão é de 2004) ou seja, ele já não consegue monitorar pontos de acesso com tecnologias mais recentes.

Um excelente substituto para o Netstumbler é o Inssider.
Ótimo Guia
por samuelaltoe em 3 de novembro de 2011 às 11h07
Gostei muito do guia, as explicações e exemplos estão muito bons. Tinha em casa dois roteadores (TP-link e D-link) conectados via cabos, mas com duas redes Wi-Fi diferentes. Com a dica do bridge simples, rebaixei meu Tp-Link em ponto de acesso e agora tenho uma única rede Wi-Fi. Eu imaginava que tinha jeito de fazer isso, mas com a explicação do guia foi molinho. Valeu.