Índice - Guias

Processadores, da pré-história ao Pentium 4

Por Carlos E. Morimoto em 3 de janeiro de 2011 às 17h26

9

Introdução

Podemos dividir a história dos processadores para a plataforma PC em três atos. O primeiro é o dos primeiros processadores, do 8088 ao 386, que marcaram a infância da plataforma, onde as coisas se consolidaram. Embora sejam importantes do ponto de vista histórico, estes primeiros PCs foram produzidos em pequeno número em relação aos atuais, por isso eles são muito raros hoje em dia.

O segundo ato é a época intermediária, entre o 486 e o Pentium 4, quando os PCs cresceram em popularidade e muitas tecnologias que usamos hoje em dia (como o padrão ATX, as memórias DDR e o barramento PC Express) foram introduzidas. Embora possam ser considerados obsoletos, esses processadores marcaram época e continuam sendo usados em muitos PCs.

O ato final é a era moderna, que começou com o lançamento do Athlon 64, que trouxe a primeira grande expansão nas instruções x86, desde o lançamento do 386 em 1985.

Um dos pontos de destaque sobre esta época, em especial sobre o Pentium 4 e o Pentium D é a enorme variedade de modelos, muitas vezes baseados na mesma arquitetura e com o mesmo clock, diferenciando-se apenas por um pequeno detalhe, como o suporte ao XD bit ou ao Intel VT.

Isso acontece devido à ânsia dos fabricantes em ocuparem cada nicho do mercado, ao mesmo tempo em que tentam aproveitar processadores com pequenos defeitos, desativando seletivamente os componentes. Essa mistureba de modelos não foi uma exclusividade da Intel: a AMD adotou uma postura similar na época do Athlon 64, criando uma linha de modelos tão ou mais confusa.

Como um novo projeto de processador demora de 3 a 5 anos para ser desenvolvido, os fabricantes aproveitam o mesmo projeto básico em diversos modelos de processadores, incluindo pequenas melhorias e mais cache L2 ao longo do processo. Conforme concorrentes surgem no horizonte e o mercado muda, os fabricantes são obrigados a remendar os projetos existentes, fazendo com que projetos de 3 ou 5 anos atrás aprendam novos truques e se mantenham competitivos.

Um dos melhores exemplos foi a plataforma NetBurst, que foi usada pela Intel de 2000 a 2006, englobando desde os primeiros modelos do Pentium 4 até o Pentium D, passando por diversas variações, como os Pentium Extreme Edition e os Celerons.

Ela foi desenvolvida ao longo da segunda metade da década de 90, quando muitos ainda usavam micros 486. Na época, a corrida dos MHz era disputada a todo vapor e parecia que o futuro seria dominado por processadores capazes de operar a frequências de operação muito altas. No meio do caminho, a arquitetura se revelou um beco sem saída, o que obrigou a Intel a mudar os planos e passar a produzir processadores dual-core, cancelando projetos e remodelando a linha de processadores. Vamos então ao resto da história antes da introdução dos processadores modernos, do 486 ao Pentium D:

9 comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 7 de janeiro de 2011 às 17h15

Comentários

favoritismo mais que evidente; imoral
por RonaldBraga (anônimo) em 19 de junho de 2011 às 03h36
Nosso amigo,Marimoto,embora indiscutivelmemnte competente e douto,peca por deixar claro sua predileção exagerada pela AMD,penso que o referido senhor ,como é um formador de opinião,deveria ser nais imparcial,até porque,a Intel é um nomne de respeito indiscutivel.
É ponto pacifico que na plataforma em apreço a Intel é lider apenas por vezes a concorrente ameaça sua liderança.Um comportamento menos tendencioso faria juz a quelidade do conhecimanto do lider de nuitos que aprendem com ele
Moderação faz bem...... por João Carlos (anônimo)
UMA EVOLUÇÃO EXTRAORDINÁRIA
por FERNANDO GIORDANO (anônimo) em 14 de maio de 2011 às 23h04
Parabéns, Marimoto, matéria das mais completas que já li em sites especializados em "hardwaer", me tomou 5 horas de uma boa leitura, que só fez acrescentar ao que tinha de conhecimento sobre o assunto, pois, acompanho esta evolução desde o 8088. E como é bom ver em um relato intenso, como a trajetória desta área do conhecimento se deu ao longo destes 40 anos, e aqui não cabe dizer se A ou B foi melhor ou mais correto, na verdade todos vislumbraram um mundo novo, cheio de possibilidades e a qual traria benefícios inimagináveis para a humanidade, e que no presente nós todos nos beneficiamos com ela. Parabéns mais uma vez, pois, levei 5 hs para lela e analizála, mas você, com certeza levou bem mais tempo para escrevela! abraço.
processadores
por noemia (anônimo) em 12 de maio de 2011 às 11h00
Enquanto a AMD é criticada por alguns por estar sempre atrás no desenvolvimento, mas em compensação eu posso comprar um Semprom 140, Atlhon II x2 ou Phenom II x4/x6 bem mais barato e as mobos custam menos também, obtendo um desempenho aceitável e podendo gastar o que sobra da grana em uma fonte melhor por exemplo. Portanto a AMD na minha opinião é a melhor opção para a maioria dos usuários hoje e a Intel para aqueles que tem grana pra gastar sem preocupações.
brigada valeu use o seu
PROCESSADOR.
não é bem assim
por ronald braga curvello (anônimo) em 7 de maio de 2011 às 13h13
Parece que o senhor Marimoto tem enfoques equivocados pois os AMD foram durante muito tempo meros clones dos Intel que,estes sim são os responsaveis pelo avanço da informatica dos pequenos computadores que deixaram de ser brinquedos e foram levados a serio.Na verdade so depois da compra da Nexgen,Cyrix,etc que a AMD se destacou.Cabe a Intel os louros da vitoria.Quanto a mais bogomips ou menos ';e questão secundaria senhor Marimoto,apesar do apreço que lhe tenho.
Até hoje a intel é inferior no mercado de baixo custo....
por marcrock (anônimo) em 30 de dezembro de 2010 às 14h32
A intel ganha no mercado high-end, mas tá sempre atrás no quesito custo X beneficio, não é possível montar um micro com Core i5/i7 por exemplo sem gastar uma boa grana, só as mobos já são um absurdo!!!
Enquanto a AMD é criticada por alguns por estar sempre atrás no desenvolvimento, mas em compensação eu posso comprar um Semprom 140, Atlhon II x2 ou Phenom II x4/x6 bem mais barato e as mobos custam menos também, obtendo um desempenho aceitável e podendo gastar o que sobra da grana em uma fonte melhor por exemplo. Portanto a AMD na minha opinião é a melhor opção para a maioria dos usuários hoje e a Intel para aqueles que tem grana pra gastar sem preocupações.
... por Ednei P. de Melo (anônimo)
mr. por alf (anônimo)
Comparação incorreta. por Paulo Morbeck (anônimo)