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    F.A.Q

    Linux e Software Livre




    Como fazer o Linux comer menos memória
    "Bom, pessoal, adoro o linux, mas temos que admitir esse sistema, principalmente as distro e os programas atuais devoram a memória, eu estou com 384MB de ram, e ela acaba facinho, tudo bem que posso abrir muitas coisas, porém no windows eu poderia abrir muito mais."

    Não é bem "o Linux" que consome muita memória, mas alguns aplicativos que você está usando. Em geral, inicializar o sistema com o KDE 3 e alguns serviços ativos vai consumir de 50 a 80 MB de memória, dependendo da distribuição que você estiver utilizando. Está mais ou menos nos níveis usados pelo Windows 2000 e XP.

    O que acontece daí em diante depende dos aplicativos que você utilizar. Por exemplo, o Mozilla é um dração devorador de memória, não sei exatamente por que, mas abrir a minha "página inicial" (dois conjuntos de tabs com uns 60 sites :-)) consome quase 300 MB de RAM no Mozilla. Ok, adimito que nem todo mundo é doido a ponto de usar 60 tabs como página inicial, mas o mesmo conjunto aberto no Phoenix consome apenas 50 MB de RAM, uma diferença perceptível...

    O Phoenix é justamente o browser que eu estou recomendando ultimamente, ele é muito rápido, bate de frante até mesmo com o Opera e também é fácil de instalar, basta baixar o arquivo no http://www.mozilla.org/projects/phoenix/, descompactar e executar o arquivo "phoenix" dentro da pasta. Se você descompactar dentro da sua pasta de usuários por exemplo, o comando para abri-lo seria:

    $ ~/phoenix/./phoenix

    Ele também tem versão for Windows, o mais interessante é que ele roda direto em quaquer distribuição Linux, basta copiar a pasta e você tem seu navegador com todas as suas preferências, bookmarks, etc. Se você quiser instalar o suporte a flash, basta baixar a versão for Linux na página da Macromidia, descompactar o arquivo e copiar o conteúdo para a pasta plugins, dentro do diretório do Phoenix.

    Outro grande vilão é o OpenOffice. Ele é a melhor suíte de escritório da atualidade, sem dúvida. Basta olhar um dos documentos gerados por ele: é na verdade um arquivo compactado, com uma página xml, uma folha de estilo e todas as imagens e outros arquivos incluídos organizados por ordem de inclusão. É extremanete limpo e legível para mecanismos de indexação e outros programas, ao contrário da sujeirada gerada pelo Office.

    O problema é que o OpenOffice consome muita memória, isto é o principal motivo dos usuários de máquinas lentas reclamarem tanto do desempenho. Abrir os 12 capítulos do meu e-book em 12 janelas separadas consomem quase 200 MB de memória.

    A solução neste caso seria usar outra suíte mais leve, existem várias opções: Koffice, Abiword, Gnumeric, Siang Office, etc. Todos estes consomem alguns poucos megabytes de memória ao serem abertos.

    Na categoria servidores o pânico fica por conta do Squid. Ele consome muita memória por causa do cache de páginas, numa rede movimentada ele pode facilmente devorar mais de 1 GB de RAM e Swap. Lembre-se que o Squid é útil apenas quando você quer conpartilhar a conexão impondo limites, monitoramente, autenticação, etc. ou quando você quer melhorar a velocidade de consexão com o uso de um proxy com cache de páginas. Se você quer apenas compartilhar a conexão, o Nat é uma alternativa muito mais leve e prática.

    O ideal é que você procure monitorar a quantidade de memória usada por cada programa e ir substituindo os gastadores por similares mais leves. Você pode usar por exemplo o ksysguard que é um monitor de sistema gráfico (no KDE basta pressionar ctrl + esc para abrir).

    Tem algumas dicas de programas leves para o Linux nesta página: http://users.netwit.net.au/~pursang/lofat.html (parte 1) / http://users.netwit.net.au/~pursang/lofat2.html (parte 2).




    Compartilhamentos instáveis do Windows 2000
    Este FAQ não tem pergunta por que o problema era meu :-)

    Meu problema era o seguinte: depois de começar a utilizar arquivos de uma pasta compartilhada numa máquina Windows 2000, montada numa pasta da minha máquina Linux, meus programas começaram a travar constantemente ao salvar arquivos na pasta compartilhada.

    O "constantemente" no meu caso era algo em torno de uma vez a cada uma ou duas semanas, o que não era normal já que esta mesma máquina Linux já estava ligada a quase 5 meses direto antes de começar a usar o compartilhamento.

    Estava claro que o problema era justamente a pasta montada. Faltava descobrir quem era o culpado afinal, se era o cliente SMB do Samba, se era algo na minha rede ou algo com o KDE ou se a culpada era a própria máquina Windows 2000.

    Pra testar, criei um script que ficava continuamente criando, alterando e deletando arquivos dentro da pasta compartilhada. Um shell script simples, só para estar a estabilidade do acesso à pasta compartilhada.

    Foi batata, o script sempre travava depois de algumas horas e eu perdia acesso à pasta compartilhada. A máquina Windows simplesmente parava de responder e eu não conseguia sequer desmontar o compartilhamento ou fechar o processo que tentava acessa-lo sem reiniciar o micro, o mesmo problema que vinha tendo regularmente.

    Ainda não descobri se o problema é com o cliente SMB ou com o compartilhamento de pastas do Windows (embora desconfie do Windows, já que os travamentos em redes Windows-only por causa de problemas ao acessar pastas compartilhadas também são razoavelmente frequentes), mas já pude comprovar que isso só ocorre ao termos uma máquina Linux acessando um compartilhamento do Windows. Fazendo o inverso, ou seja, transferindo os arquivos para a máquina Linux, compartilhando-os através do Samba e mapeando-os na máquina Windows tudo funciona perfeitamente. Foi justamente o que fiz ;-)

    Fica a dica. Se você está tendo o mesmo problema, transfira seus arquivos para um servidor Linux. Além da segurança ser maior (contra vírus e coisas do gênero) a estabilidade da rede será maior.




    Várias dúvidas sobre o Slackware
    "Como não desejo usar nem Gnome nem KDE, tentei instalar somente suas bibliotecas básicas, para que eu possa rodar seus programas tranqüilamente. Entretanto, acho que não instalei corretamente, então vejo duas sáidas: saber quais bibliotecas são realmente necessárias; ou instalar os dois completamente, mas não os usar. Como fazer aquela tela amigável do 'setup' voltar, para que eu possa selecionar os grupos "Gnome" e "KDE" de novo?"

    A tela de instalação não vai voltar, a menos que você resolva reinstalar o sistema :-) Para instalar mais pacotes você deve apenas copiar as pastas "Gnome" e "KDE" do CD de instalação ou de um dos mirrors listados no http://www.slackware.com/getslack para uma pasta no HD e, dentro de cada pasta dar o comando "installpkg *" para instalar de uma vez todos os pacotes.

    "Quais bibliotecas básicas devem estar instaladas para que programas baseados em Gnome ou KDE possam funcionar corretamente em meu BlackBox?"

    Você precisa dos pacotes libqt3, kdelibs e libarts (uma dependência do kdelibs) para os aplicativos do KDE além do gtk+2.0, libgtk+2.0 e gnomelibs para os aplicativos do Gnome. Oppcionalmente você pode instalar também o libqt2 e gtk+1.4, que garantem compatibilidade com vários aplicativos antigos.

    Estes pacotes são relativamente pequenos, juntos eles ocupam cerca de 20 MB e já permitem rodar a maioria dos aplicativos para as duas plataformas. Mesmo assim, se você não tiver problemas de espço em disco eu recomendo que você instale todos os pacotes do KDE e Gnome, eles são tornam o sistema mais pesado se você realmente usa-los não apenas por ter instalado no KDE. Lembre-se que os dois desktops são formados por uma série de aplicativos úteis, não apenas os gerenciadores de janelas.

    "Minha placa de vídeo é uma "Diamond Stealth III S540", com 8 Mb de memória. Que driver eu deveria instalar, já que ela não aparece na lista do 'x86config'? (Parece que seu chipset é o S3Savage4, se não me engano, mas esse chipset aparece lá como não suportado, e por conta disso, não consigo entrar no modo gráfico."

    O Slackware 8.1 em diante vem com um driver Vesa genérico que funciona com a grande maioria das placas de vídeo. Ele pode ser ativado escolhendo a opção "0" na escolha do módulo de vídeo no xf86config. O objetivo deste driver é justamente prover suporte às placas de vídeo antigas que deixaram de ser suportadas no Xfree 4.x. Ele é bem compentente, permite usar 16 bits de cor e tudo mais, ele pode ser usado também quando você simplesmente não souber qual é o chipset da placa.

    "Uso um teclado ABNT2 (com "Ç"), porta PS2. Segui as configurações que você indica, mas os acentos continuam trocados e, às vezes, combinações como "Crtl+X" não funcionam no 'emacs', fazendo o programa ficar louco, como apagando palavras, frases, enfim, fazendo o que não lhe foi ordenado. Alguma sugestão?"

    O Slackware tem um bug histórico que atinge várias versões, o Patrick simplesmente se esquece de incluir o mapa para teclados ABNT2. É por isso que mesmo configurando corretamente o teclado no xf86config as teclas continuam trocadas. Isso não se aplica ao KDE e Gnome, que possuem mapas de teclado próprios, apenas ao terminal e outros gerenciadores de janelas.

    Você pode resolver esse problema instalando o Portuguese, desenvolvido pelo Piter Punk. Basta instalar o pacote usando o comando "installpkg portuguese-2.2-noarch-3.tgz" que ele resolve o problema automaticamente. O link para download é:

    http://www.piterpunk.hpg.ig.com.br/programs/portuguese.html

    Eu coloquei uma cópia do arquivo no link abaixo para o caso da página estar fora do ar: http://www.downloads-guiadohardware.net/download/portuguese-2.2-noarch-3.tgz

    Follow-up: Morimoto, talvez valha a pena incluir esta solução que eu consegui fuçar: dentro de *cada* pasta sob o diretório 'slackware' (do CD ou dos mirrors) há um script chamado 'install-packages'. São esses scripts que, sequencialmente, geram aquela "tela amigável". É isso, basta ir para a pasta em questão (no meu caso, as pastas 'kde' e 'gnome') e rodar './install-packages'. Creio que isso seja um tanto mais seguro que simplesmente 'installpkg *', pois o script parece fazer testes para instalar apenas o que já não está instalado. ;) [ Max Moura ]




    Servidor proxy com o Linux
    "Gostaria de montar um servidor proxy em minha casa, para efeito de aprendizado, já que possuo 4 micros. Possuo um p166 c/ 32 RAM e HD de 30 GD e gostaria de usar o linux (tenho o RedHat 7.1)."

    Você pode usar o Squid, que é bastante poderoso e relativamente fácil de configurar. Já que você ainda não instalou o sistema, o primeiro passo é naturalmente certificar-se que o Squid será instalado junto com o sistema. Para isso, no Red Hat você deve marcar a categoria "Server" quando for escolher os pacotes a instalar. No Conectiva você deve marcar a categoria "Proxy Server" e no Mandrake "Network Computer Server". Se o sistema já tivesse instalado, você deveria procurar o pacote "squid-xxxxx.rpm" (onde o xxxx é a versão) no CD de instalação para instala-lo. Depois de ter instalado o sistema e configurado a conexão com a Web, vamos à configuração do Squid.

    O Squid é um servidor Proxy e cache que permite tanto compartilhar o acesso à Web com outros PCs da rede, quanto melhorar a velocidade de acesso através do cache. Mas, o Squid suporta apenas os protocolos HTTP e FTP, ou seja, não oferece acesso completo, apenas navegação (o protocolo Gopher também é suportado, o difícil é encontrar quem ainda use isto hoje em dia :-).

    O Squid possui muitos recursos, incluindo autenticação de usuários, restrições de acesso, auditoria, etc. tudo o que você precisa para dar acesso à Internet para os funcionários de uma grande empresa, por exemplo, sem perder o controle. As configurações do Squid estão concentradas no arquivo /etc/squid/squid.conf.

    Para edita-lo você precisa estar logado como root. Use o comndo "su" e em seguida "vi /etc/squid/squid.conf" para abrir o arquivo. Pressione "i" para começar a editar.

    A configuração básica, necessária para o servidor funcionar é a "# http_port 3128" que está logo no início do arquivo. é preciso descomentar a linha (apagando o #). Se desejar também você pode alterar a porta TCP em que o servidor irá escutar, para dificultar qualquer tipo de acesso não autorizado.

    Você precisará também mexer nas linhas "http_access"

    Para dar acesso aos usuários, já que o default é recusar todas as conexões. São várias linhas, que estão bem abaixo, no meio do arquivo.



    Você pode alterar a linha " http_access deny all" para "http_access allow all" que vai dar acesso a todos os clientes. Terminado, pressione ESC e depois "ZZ" para salvar o arquivo e sair.

    Para iniciar o serviço, basta dar o comando: /etc/rc.d/init.d/squid start

    Sempre que desejar para-lo, o comando é: /etc/rc.d/init.d/squid stop

    Nos clientes você precisará apenas configurar o Navegador para acessar através do Proxy. Na configuração da conexão, marque a opção de acessar através de um servidor Proxy e dê o endereço IP do servidor e a porta que configurou na primeira opção:



    O servidor pode ser usado por clientes rodando qualquer navegador e qualquer sistema operacional. Você pode ler um excelente tutorial de configuração do Squid no http://www.conectiva.com.br/suporte/pr/squid.html




    Software Livre, economia e oportunidades
    "Muitos dizem que a instalação de um servidor rodando linux pode ter um custo 30% maior do que rodando o win2000 ou NT. Pode até ser que custe mais caro o servidor linux, mas o que eu quero salientar aqui é que o linux é um SO livre, ou seja, a pessoa pode fazer o download gratuitamente da versão Debian e instalar em um computador. Mas as pessoas ficam se perguntando, se a instalação do linux custa mais caro, porque eu vou instalar ele no meu servidor? A grande vantagem para a economia é que todo o dinheiro gasto com a instalação do linux fica no Brasil. Se é gasto R$ 1500,00 na implementação de um servidor linux, esses R$ 1500,00 ficam no Brasil para o técnico que fez a instalação, diferentemente do Windows, se a instalação do servidor com produto Microsoft custa R$ 1500,00, sendo, R$ 1000,00 para o software e R$ 500,00 para quem instalou, provavelmente uns 60% ou mais do valor do software é enviado aos EUA. Acho que através da divulgação é possível mudar o modo de pensar dos gerentes e responsáveis pelas instalações de SO em servidores, mostrar que o Linux além de ser mais estável, confiável, seguro, etc., pode também ajudar na economia do país. Marlon Person Fuchs"

    Oi Marlon. Vamos lá então.

    Em primeiro lugar, uma das únicas empresas que divulga números apontando um TCO para o Linux e o BSD é a própria Microsoft. Se você perguntar para a IBM ou a Sun a resposta já será diferente. Nas palestras e no material divulgado por eles é sempre apontado um TCO mais baixo para os sistemas Unix. É questão de vender o peixe, se você vende um produto naturalmente vai sempre tentar maximizar os pontos fortes e ignorar os pontos fracos na hora de divulgá-lo até por que pelo visto tem muita gente que acredita :-)

    Além da questão do custo do software, existem vários outros pontos positivos no Linux e no FreeSBD que devem ser considerados. Em primeiro lugar vem o grande números de softwares, principalmente servidores incluídos nas distribuições que agregam um valor muito grande ao pacote e tornam a instalação mais rápida. A flexibilidade também é maior, você pode pode instalar o sistema em praticamente qualquer máquina, com um hardware de boa qualidade, o que também ajuda a diminuir os gastos com upgrades. As distribuições costumam ser bastante pesadas, muitas vezes até mais pesadas que o Windows pois instalam muitos programas destinados a desktops, como o KDE, Gnome, vários browsers e ferramentas de escritório, etc. enquanto num servidor você não precisa de nada disso.

    Em geral, uma instalação enxuta de um servidor com o Apache, o Samba, FTP e Sendmail pode ser feita em menos de 200 MB, consumindo pouca memória RAM e recursos do sistema. Isto tem várias vantagens, pois facilita os backups do sistema, que podem ser agendados através do cron e feitos via rede por exemplo; e permite que o poder de processamento do sistema seja destinado às tarefas em sí e não ao sistema operacional. A estabilidade também é muito maior, os servidores não precisam ser reiniciados uma vez por semana, nem quando forem instaladas atualizações, podem ficar ligados durante anos, o que diminui os custos com downtime e monitoramento.

    Outra questão é que com o Linux fica mais fácil desenvolver novas soluções para os problemas da empresa, sem depender de nenhum fornecedor, quase sempre a um custo bastante baixo. Eu já dei algumas idéias nas matérias do GuiadoHardware: servidores de backup, terminais leves, máquinas antigas convertidas em estações de trabalho e por aí vai. É só usar a criatividade :-)

    Você pode confirmar estes argumentos num documento da própria Microsoft, que relata a dificuldade de migrar os servidores Free BSD do Hotmail para o W2K.

    Enfim, na grande maioria dos casos o Linux oferece um custo de propriedade mais baixo, não é à toa que o Apache é usado atualmente em mais de 60% dos servidores Web, na maioria destes rodando justamente sobre o Linux. A grande questão é que se você atualmente trabalha sobre uma plataforma Microsoft, existe um grande custo de migração, que inclui treinamento de funcionários, contratação de alguém de fora, adaptação das ferramentas usadas ou muitas vezes compra de novas soluçõe e assim por diante. Se você considerar o custo da migração, realmente o Linux pode sair mais caro nos primeiros anos, embora possa compensar no longo prazo.

    Mesmo assim, muitas mudanças podem ser feitas de forma quase que transparente para os usuários, como substituir um servidor de arquivos NT por uma máquna rodando o Samba, substituir um servidor IIS por um Apache (com algumas limitações no caso do ASP), substituir um servidor de compartilhamento com o ICS entre outros exemplos.

    O que a maioria das grandes empresas faz é começar usando o Linux nos servidores, onde a migração geralmente pode ser feita sem maiores traumas e em seguida ir implantando em outras áreas conforme aparecem vantages, uma coisa de cada vez. Por exemplo, se você vai migrar 10 estações de trabalho que atualmente estão rodando o Windows 95 e o Office 97 para o Windows e Office XP, vai ter que gastar com novas máquinas e treinamento dos funcionários de qualquer forma, então pode ser vantajoso mudar para o Mandrake 9.0 com o OpenOffice por exemplo, já que o OpenOffice abre os arquivos gerados no Office 97 sem problemas.

    Dentro do aspecto social, que você colocou; é óbvio que é melhor para o país como um todo investir em desenvolvimento de soluções próprias do que importar soluções. É justamente por isso que a União Européia, China, Chile, Índia, vários países da África, Australia, entre outros exemplos estão desenvolvendo projetos para uso de software livre nos sistemas governamentais, universidades e escolas do ensino médio e em alguns casos até mesmo incentivando o uso entre a população, como no caso do governo de Extremadura na Espanha.

    Aqui no Brasil o maior programa é provavelmente o desenvolvido pelo governo do Rio Grande do Sul (http://www.softwarelivre.rs.gov.br/).

    Aqui o projeto diz ter economizado entre 70 e 100 milhões de reais apenas em dois projetos, o Projeto Rede Escolar (para informatização de 3100 escolas) e no DireitoGNU. O Brasil importa mais de 1 bilhão de dólares por ano em softwares, a maior parte disto usada pelo próprio Governo. Daí dá para ver o quanto poderia ser economizado.

    De qualquer forma, as maiores oportunidades acabam ficando com os próprios técnicos que implantam as soluções, afinal eliminando o custo com o software a perspectiva de ganho sobe bastante. Se você implanta um servidor com o Apache Samba e MySQL ao invés de um servidor W2K Server com o MS SQL vai economizar mais de 6 mil reais só em software. Mesmo que você cobre R$ 2 mil a mais de mão de obra, ainda será vantajoso para o seu cliente.




    Compartilhando conexão via rádio no Mandrake Security
    "Estou instalando o Mandrake Security para uma conexão via radio e queria saber qual opção de configuração de acesso devo usar ADSL, DSL ou cabo e como é feito isso? 16MB de memória dá para suportar acessos de 5 máquinas?"

    O tipo de configuração depende do tipo de acesso via rádio que você está utilizando. Por exemplo, nos serviços onde é instalada uma antena no topo do edifício e são puxados cabos até os apartamentos, quase sempre (pelo menos nos que cheguei a conhecer) temos uma simples conexão de rede, com um roteador instalado junto à antena servindo como um servidor DHCP para a "rede". Nestes casos, tudo o que você precisa fazer é configurar a placa de rede da conexão à Internet com a opção "LAN Connection > Automatic IP (bootp/DHCP)".

    Se por acaso o serviço exigir autenticação, então provavelmente vai funcionar com a opção ADSL > PPoE. Isto pode ser diferente caso o modem seja diretamente conectado à sua placa de rede. Pode ser só o caso de escolher a opção Lan ou ADSL > PPoE e configurar da forma tradicional, usando um IP fixo, obtendo o IP via DHCP ou utilizando autenticação ou em alguns casos raros precisar carregar algum módulo do Kernel ou programa especial que ative suporte ao modem. É o caso do serviço da StarONE (que é um serviço de acesso via Satélite, não via rádio, mas que serve como exemplo), onde os modems usados nas primeiras instalações funcionavam perfeitamente no Linux, enquanto os atuais usam um tipo diferente de autenticação que ,por enquanto, não funciona.

    Caso você esteja utilizando uma placa Wireless 802.11b ou outro padrão semelhante, você precisa ativar o suporte à placa, primeiro se certificando de que o pacote kernel-pcmcia está instalado e em seguida verificando se o suporte está ativado no Kernel. Usando uma distribuição recente, se possível o Mandrake 9.0, Red Hat 8.0 (ou outra distribuição que venha a ser lançada a partir de Outubro de 2002) as duas coisas já devem estar ativadas por default.

    Enfim, tente primeiro as opções disponíveis e entre em contato com o provedor ou com outros usuários do serviço caso não funcione para se informar. Claro, lembre-se de informar QUAL serviço você está utilizando, caso contrário fica complicado ajudar... :-)

    Sobre os 16 MB de memória, eles são suficientes caso você use o Mandrake Security para apenas compartilhar a conexão (via NAT), sem utilizar o cache de páginas. Tanto o cache de páginas, quanto os filtros de conteúdo são implementados através do Squid. Ele é bem eficiente, porém precisa de muita RAM para armazenar o cache de páginas. Com apenas 16 MB a navegação vai ficar mais lenta com o cache de páginas do que sem ele.

    Lembre-se que o problema da degradação do desempenho refere-se apenas ao cache de páginas. Não é preciso nenhuma super máquina para simplesmente compartilhar a conexão via Nat. Um simples 486 DX-66 com 12 MB pode compartilhar uma conexão de 256 k entre até 255 máquinas sem perda de desempenho. O Mandrake Security tem requisitos um pouco mais altos que isso por causa dos vários recursos extras, mas utilizando uma opção mais leve, como o Coyote ou o Freesco, a configuração da máquina não faria diferença.




    Linux num Pentium 100
    "Oi Morimoto. Gostaria de saber se há alguma forma de instalar o conectiva linux 7.0 em um Pentium 100, 16 MB RAM, HD 1.6 GB, Video Trident 1 MB, de modo que fique mais enxuto que a instalação padrão. Todas as formas que eu tentei ele ficou mais lento que o Win95, como faço para melhorar isso? Ainda sou leigo em linux. Pretendo fazer com que ele se comunique com o Windows."

    Oi Wandro. Realmente, num Pentium 100 com 16 MB fica difícil. Qualquer distribuição atual do Linux, mais uma interface gráfica pesada, como o KDE ou Gnome tem requisitos de hardware muito mais próximos dos do Windows XP do que do Windows 98. A instalação default do Conectiva 7, usando o KDE consome cerca de 52 MB de memória RAM, ou seja, para ter um bom desempenho você precisaria ter pelo menos 64 MB de memória. Se não tiver como fazer esse upgrade a solução seria utilizar outra interface mais leve, como o Black Box ou o IceWM. Ambos consomem cerca de 16 MB a menos de memória que o KDE, o que já melhoraria muito o desempenho. Desativando os serviços desnecessários através do Linuxconf você conseguiria liberar mais uns 8 MB de memória. Neste caso o sistema passaria a consumir cerca de 28 MB de memória, algo próximo do usado pelo Windows 98. Caso você recompilasse o Kernel, desativando drivers e módulos desnecessários você conseguiria liberar mais 4 ou talvez 8 MB de memória, embora isso já demande um conhecimento um pouco mais avançado do sistema para saber exatamente tudo o que pode ser desativado na sua máquina. O IceWM está incluído no CD do Conectiva, o BlackBox eu não tenho certeza, mas caso necessário, você pode encontrar instruções de como instalar ambos aqui: http://www.linux.trix.net/xwin_blackice.htm

    O Mandrake 8.1 traz as duas interfaces, o que pode facilitar as coisas. Nos próximos dias eu vou publicar um tutorial com dicas sobre esta distribuição. Além de usar uma interface mais leve, você precisaria evitar usar programas muito pesados, como o StarOffice, Netscape 6, etc. Teria que se acostumar a utilizar ferramentas mais leves, porém com menos recursos, como o Abiword, Netscape 4 e lançar mãos de alguns aplicativos em modo texto, que são bem mais leves que os equivalentes gráficos.

    Se esta é o seu primeiro contato com o Linux, eu recomendo esquecer esse Pentium 100 e instalar em um PC mais atual, de preferência com componentes que são facilmente detectados pelo sistema, como placas de rede PCI, um Hardmodem, etc. Depois que você tiver um maior domínio sobre o sistema, vai ser mais fácil encarar este tipo de aventura.

    È possível conseguir instalações funcionais do Linux em máquinas com 16 MB, na verdade é possível fazer alguma coisa até com 8 MB, mas você precisará ter um domínio muito bom do que o sistema pode fazer para conseguir otimizá-lo a este ponto.

    A integração do Linux com o Windows é atualmente bem simples, já que ele pode atuar tanto como servidor de arquivos quanto cliente de uma rede Windows já existente. Para ambas as funções você precisará instalar o Samba (basta marcar a opção durante a instalação do sistema). Publiquei um artigo sobre ele recentemente: http://www.hardware.com.br/artigos/186/




    i386? i468? i586? i686? Qual a diferença?
    "Olá, no linuxiso.org reparei nas distribuições pra download. Em várias está escrito que é i386 ou i486 ou i586.. Qual a diferença? O que isso significa?"

    Esta é a arquitetura para a qual os pacotes são otimizados durante a compilação. Todos os pacotes que compõe as distribuições estão disponíveis originalmente em código fonte. Os pacotes incluídos nas distribuições são pré-compilados para facilitar a instalação.

    O compilador gcc oferece opções de otimização para vários processadores. Os pacotes i386 funcionam em qualquer processador a partir do 386. Os i486 tanbém funcionam em todos, com excessão naturalmente dos 386. Como o 386 e o 486 são muitwo semelhantes, pois processam uma instrução por vez, o ganho de desempenho ao otimizar um pacote para o 486 gera um ganho de desempenho muito pequeno.

    Como as distros atuais são quase sempre pesadas demais para rodar com um mínimo de usabilidade num simples 486, os desenvolvedores estão optando cada vez mais por otimizar os pacotes para micros Pentium (i586), o que já representa um ganho considerável de desempenho, já que o Pentium já processa duas instruções por ciclo. Além dos 486 estes pacotes deixam de fora os processadores 5x86 da AMD e os 586 da Cyrix .

    Algumas distribuições, como o Gentoo já estão adotando o próximo nível, otimizando os pacotes para a arquitetura i686, ou seja, os processadores Post Risc atuais, derivados da arquitetura do Pentium Pro. Aqui temos mais um salto de desempenho, que em alguns programas pode aumentar em até 50% em relação ao i386, já que os processadores atuais são capazes de processar muitas instruções por ciclo. Infelizmente, os pacotes i686 só funcionam adequadamente em processadores Pentium Pro, Pentium II/III/Celeron, Pentium 4 e Athlon/Duron. Mesmo os K6, que teóricamente são semelhantes aos Pentium Pro apresentam problemas.

    Você pode ler um texto um pouco mais técnico sobre as opções de otimização do gcc e os possíveis problemas no: http://hints.linuxfromscratch.org/hints/optimization.txt




    Mais dúvidas sobre o Coyote Linux
    "Pelo menos (calculo eu) 90% dos usuários que tem Speedy usa algum tipo de programa para compartilhamento de arquivos (WinMX, KaZaA, Morpheus, e etc.). Quando você monta o servidor 486 com o Coyote Linux e configura ele do jeito que vc escreveu, todas as portas são bloqueadas para que ninguém da Internet entre no computador, certo? Mas se eu uso qualquer um dos compartilhadores de arquivo acima citados e estiver com um firewall, ele sempre bloqueia qualquer tipo de acesso. Eu tive que configurar o BlackICE para aceitar conexões da porta TCP 5100 e UDP 5101 p/ qualquer pessoa poder baixar arquivos de mim. Infelizmente para alguém baixar arquivos do Kazaa, eu tenho que desabilitar o firewall, pois não sei qual porta o Kazaa usa... Como eu configuro o Coyote Linux para ele deixar "abertas" as portas desses programas? Também sei que, se eu configurar o Coyote Linux do jeito q eu estou falando, as portas ficarão abertas não somente para os programas de compartilhamento, mas para qualquer hacker, ou mais provavelmente um lamer, invadir meu computador. Não existiria uma outra forma de evitar isso acontecer? Será que colocando um firewall no(s) computador(es) já resolveria o problema?"

    Manter um compartilhador de arquivos habilitado no micro não é uma boa idéia em termos de segurança, mas enfim, se você não está preocupado com isso pode simplesmente fazer com que o Coyote redirecione todas as portas para o micro da rede com o compartilhador. Para isso, abra o utilitário de configuração (o no 486, não no Wizzard que gera o disquete) e acesse a seção 1, e em seguida a opção 4 (IP Masquequerading configuration). Adicione as seguintes linhas:

    # Abrir todas as portas /sbin/ipmasqadm autofw -A -r tcp 1 65535 -h 192.168.0.2 /sbin/ipmasqadm autofw -A -r udp 1 65535 -h 192.168.0.2

    Pressione Ctrl + S < Enter > para salvar o arquivo e em seguida Ctrl +C para fechar o editor. Não se esqueça de voltar ao menu principal e salvar a alteração no disquete, acessando a opção b (backup configuration). Reinicie o roteador para que as alterações entrem em vigor.

    Substitua o "192.168.0.2" nas duas linhas pelo endereço do PC com o compartilhador na rede local. Veja que utilizando isto os demais PCs da rede continuam inacessíveis de fora, mas o PC com o compartilhador vai ficar totalmente aberto, como se estivesse ligado diretamente à internet. é altamente recomendável manter um Firewall habilitado para garantir pelo menos um nível mínimo de proteção.

    Se você souber quais portas o compartilhador utiliza (é só dar uma lida no FAQ ou Read-me do programa) você pode adicionar as linhas abrindo apenas as portas desejadas. Se o compartilhador usa as portas TCP 5100 e UDP 5101 as linhas ficariam:

    # Abrir as portas TCP 5100 e UDP 5101 /sbin/ipmasqadm autofw -A -r tcp 5100 5100 -h 192.168.0.2 /sbin/ipmasqadm autofw -A -r udp 5101 5101 -h 192.168.0.2

    Este mesmo recurso pode ser utilizado quando você quiser jogar online. Basta ver quais são as portas utilizadas pelo jogo e configurar o roteador para redirecioná-las para o PC desejado. Lembre-se que ao redirecionar portas o PC fica vulnerável a qualquer ataque vindo nas portas em questão. Isso pode até mesmo comprometer outros PCs da rede, caso o invasor consiga obter acesso completo ao PC exposto e usá-lo para acessar os demais.

    Os PCs domésticos com conexões de banda larga são muito visados, pois apesar de não conterem arquivos importantes, como no caso das empresas, podem ser utilizados para hospedar servidores de arquivos. A maior parte dos mirrors de sites Warez e de filmes e muitos dos PCs conectados ao Kazaa e outros serviços de compartilhamento são justamente PCs invadidos, cujos donos não sabem o que está acontecendo.

    Isto acontece em escala tão grande justamente por que a maior parte dos usuários domésticos não estão preocupados com segurança.

    "Eu também não estou conseguindo acessar muitos FTPs usando o PC que está conectado através do Coyote. Como resolvo isso?"

    Você precisa habilitar o "Passive mode" no seu cliente de FTP. Isto faz com que o seu cliente apenas responda as requisições do servidor, sem ser acessado diretamente. Esta dica serve não apenas para o Coyote linux, mas para quem utiliza qualquer firewall que tenha problemas com o Active mode.




    Jogos no Linux
    "Gostaria de um help mais detalhado de como instalar programas e jogos no Linux... faça um teste: Entre na área de jogos para linux da infoexame e tente instalar algum. Aqui só dá pau, tem dependência, você entra no site do fabricante para pegar os arquivos que falta, mas o browser não mostra corretamente por que não tem as fontes.... Mesmo com seu artigo não consegui instalar as fontes : (Minha ultima tentativa foi, ao ler seu artigo, tentar instalar o Wolf (que eu sei que a versão antiga e bem leve)... mas baixei um tal de wolf-linux-1.3.x86.run!!! .run????? O q eu faço com isso? Será que tem jeito de dar uma mão pra gente? uso o Conectiva 7.0 do jeito que veio instalado.... não atualizei nada, nem kernel, nem kde nem samba e nem preciso falar porque, né? :-)"

    A melhor forma de resolver os problemas de dependência ao instalar programas e jogos é simplesmente fazer uma instalação mais completa da distribuição, marcando principalmente os componentes da categoria multimídia e desenvolvimento. A primeira vai instalar várias bibliotecas, como por exemplo o Mesa, que é usado por vários jogos 3D e na categoria desenvolvimento estão incluídos os compiladores que você precisará para instalar os programas distribuídos em formato de código fonte.

    Infelizmente pra isso você também vai precisar de um ou dois gigas a mais disponíveis no disco rígido e talvez um pouco mais de RAM. Se você ainda não está bem familiarizado com o Linux o ideal seria instalá-lo numa máquina razoavelmente atual. é igual querer instalar o XP num micro antigo: quem conhece o sistema vai saber otimizá-lo para ficar razoavelmente rápido mesmo numa configuração modesta, mas os novatos vão sair xingando ;-)

    Fora isto, vale à pena dar sempre uma olhadinha no read-me, pois ele conterá detalhes sobre como instalar qualquer pacote incomum de que o jogo necessite.

    Na hora de instalar, existem basicamente três procedimentos padrão:

    Os pacotes .RPM são os mais fáceis você só precisa clicar sobre o arquivo ou usar o comando "rpm -ivh nome_do_arquivo" no terminal. Alguns jogos, como o Quake III incluem um instalador próprio, que também facilita as coisas. Nestes casos basta chamar o programa com o comando "./nome_do_programa", como em "./linuxq3ademo-1.11-6.x86.gz.sh" no caso do Quake. Estes arquivos executáveis geralmente possuem a extensão .sh, mas pode ser outra qualquer, como o .rum que você viu, ou mesmo não ter extensão alguma, mas isso não importa, o jeito de chama-los é o mesmo.

    Depois de instalado, você só precisa chamar o jogo num terminal. No caso do Demo do Quake III por exemplo você digita "q3demo" para jogar. Veja que tudo isto está escrito no read-me. Sem dar uma boa lida nele realmente você não conseguir instalar jogo algum.

    Finalmente, existem os jogos distribuídos em código fonte (os .tar.gz), que são os mais chatinhos de instalar, mas infelizmente os mais comuns. Nestes você precisa descompactar o arquivo baixado com o comando "tar -zxvf nome_do_arquivo.tar.gz" e executar os três comandinhos de instalação como root (digite su antes para virar root):

    ./configure make make install

    Para estes você precisa ter instalado o GCC e muitas vezes também o GTK ou outras bibliotecas, daí a recomendação de sempre marcar a categoria "desenvolvimento" durante a instalação.

    Outra coisa importante é usar uma distribuição atual, ou pelo menos manter os pacotes atualizados. O Conectiva 7 é bem velhinho, você poderia atualizar para o Conectiva 8, ou então usar o Aptget para atualizar os pacotes.




    Dúvida sobre o Coyote
    "Achei interessante o seu tutorial sobre o Coyote Linux e fiquei interessado em testá-lo. Estou montando um roteador com o Mandrake 8.2 usando wireless da Lucent "orinoco" ligado ao provedor. Será que o com o Coyote eu conseguiria fazer um disquete com os drivers do cartão PCMCIA?"

    O Coyote Linux não é muito útil se você precisar utilizar hardwares que não são suportados por ele. Seja uma placa 802.11b, seja um softmodem, você precisará incluir mais pacotes na distribuição e recompilar tudo o que é bastante trabalhoso neste caso. Além disso, ao incluir mais componentes o software não caberá mais no disquete e para poder roda-lo a partir do disco rígido você precisaria adicionar ainda mais componentes, já que o Coyote não oferece suporte a discos rígidos IDE, já que a idéia é rodar apenas a partir do disquete.

    Enfim, o Coyote Linux é muito bom no que se propõe a fazer: transformar um micro antigo, com duas placas de rede ou uma placa de rede e um hardmodem num compartilhador de conexão e firewall. Se você precisa de mais funcionalidade que isto o melhor é ir direto para uma distribuição completa que oferecerá tudo o que você precisa. Você pode tentar por exemplo o Mandrake Security, e oferece mais recursos que simplesmente compartilhar a conexão e mais recursos de segurança. Você pode baixar o ISO no http://mandrakesoftware.com

    "Com um pouco mais de memória no 486 descrito no tutorial, seria possível, compartilhar a conexão entre 10 computadores ou mais?"

    Não existe limitação quanto ao número de PCs que você pode pendurar no 486, apenas quanto ao número de pacotes que ele precisará rotear. Com uma conexão de 256 KB e vários PCs fazendo downloads o número de pacotes roteados será o mesmo com 3 PCs ou com 30 PCs, ou seja, não faz diferença alguma.

    A menos que você tenha um link de 2 megabits ou mais, um 486 está de bom tamanho. A única ressalva é que ao utilizar uma conexão com autenticação via PPPoE a carga sobre o servidor é maior e passa a ser recomendável usar pelo menos um 486 DX2-66 para uma conexão de 256 Kb.

    "Caso seja compartilhada uma conexão via modem o Coyote faz a discagem a cada solicitação de acesso, e desconecta depois, ou ele se conecta e fica ligado direto? Linha telefônica durante o dia fica caro..."

    Ele desconecta sozinho depois de um certo tempo de inatividade. O default é 20 minutos, mas você pode alterar para qualquer valor alterando a opção "Dial on demand timeout" no Wizzard que gera o disquete. A conexão é restabelecida automaticamente sempre que um dos PCs da rede envia alguma requisição de acesso à algum endereço na Web.

    Eu estou usando um modem no meu roteador como uma forma de acesso não tem sido tão frequente, mas é sempre melhor prevenir) para isso eu tenho dois disquete, um configurado para usar as duas placas de rede e o segundo configurado para usar uma das placas e o modem. Assim, sempre que o Speedy cai eu só preciso desligar o 486 e trocar o disquete para continuar acessando.

    "O Coyote protege contra formas indiretas de invasão, ou seja, bloqueia os mails com vírus ou scripts maliciosos e/ou vírus em páginas Web?"

    Infelizmente não. O Coyote protege a rede interna apenas contra conexões entrantes, ou seja, você pode rodar qualquer tipo de servidor dentro da sua rede interna e ninguém será capaz de acessá-los de fora a menos que você redirecione a porta correspondente no servidor. Mas, quando é o cliente que inicia a conexão, ou seja, quando você acessa uma página, baixa e-mails ou até quando algum trojan instalado no seu PC envie sinais para fora da rede ele não faz nada. Ele também não é capaz de examinar os pacotes de dados, sendo assim ele também não protege contra vírus baixados da Web.

    O ideal se você usa o Windows, IE e outlook é manter ativado um antivírus e um Firewall nos clientes, que vão se encarregar dessa parte.

    Mas, de qualquer forma, a máquina com o Coyote por sí só já melhora muito a segurança da rede, anulando a maior parte dos trojans que abrem as portas do PC e a maior parte das falhas de segurança nos serviços do Windows ou nos programas que você mantém ativado. Mesmo que você esqueça o compartilhamento de arquivos e impressoras habilitado, sem segurança alguma, ninguém na Internet será capaz de acessar o seu PC.




    O meu PC é suportado pelo Linux?
    "Prezado Morimoto, Possuo um PC com a seguinte configuração: Placa mãe Asus A7A266, Athlon XP 1800+, 256 MB DDR, Video Asus 7100 (GeForce MX400, com TV out e 64 MB), Monitor Samsung 753 df, Sound Blaster Live, HD Seagate de 40GB, CDR lite-on 16x10x40, DVD-ROM LG DRD-8160b, CD-ROM LG, Iomega Zip drive 100MB (paralelo), Modem lucent 56k e um drive para conexão com memória Compact flash e Smart media - photomate combo fabricado pela dane-elec (usb). Tenho também os seguintes periféricos: Impressora Epson Stylus 777 (USB), Scanner Genius Color-Page HR6 (USB), mouse logitech sem fio (USB).

    Sou estudante de informática e preciso instalar o linux na minha máquina. Minha primeira opção foi pelo Mandrake, que atualmente parece ser o mais amigável,gostaria de saber se terei suporte para meu equipamento, ou se não quais dificuldades poderei encontrar. Sei que posso instalar o Mandrake apartir do boot, com o Windows já instalado, mas este particionará como meu HD? ou terei que particionar previamente com um programa específico? Se mais tarde quiser formatar todo o HD, tenho que unir as partições,como devo proceder?"

    Oi Sérgio,parabém pelo micro, pelo visto vai ser uma prova de fogo para o Mandrake :-)

    Placa mãe, processador e memória não são problema, o HD também não, pois o Mandrake vai ativar automaticamente o UDMA 33 ou 66 caso seja suportado pelo HD e você esteja utilizando o cabo de 80 vias.

    A GeForce vai ser detectada durante a instalação, mas o suporte do XFree para ela é apenas 2D. Depois de terminada a instalação, você precisa baixar e instalar os drivers da nVidia, como eu descrevo neste artigo: http://www.hardware.com.br/artigos/195/ . Quanto ao monitor, basta escolher uma resolução e taxa de atualização suportada por ele, os máximos são 1280x1024 @ 65 Hz e 1024x768 @ 85 Hz.

    A SB Live também é bem suportada, faz parte inclusive do time de Hardware oficialmente suportado. Ela vai ser detectada e instalada durante a instalação sem problemas. O mesmo pode ser dito para o CD-ROM, o DVD e o gravador de CDs, basta usar o X-CD-Roast para queimar seus CDs. O problema em relação ao DVD não é a detecção, mas o software que você irá utilizar para assistir os filmes, o Mandrake acompanha o X-Movie que é bem fraquinho. Você pode pedir ajuda no fórum sobre isso. O Zip também não será problema.

    O Modem Lucent não vai ser detectado, mas você pode instalá-lo depois. Para isso, baixe o arquivo com o módulo precompilado para Mandrake 8.1 aqui: http://www.downloads-guiadohardware.net/download/ltmdk81.tar.gz

    Este arquivo é contribuição do ionmaser@yahoo.com http://maser.cjb.net

    Depois de baixar o arquivo, abra um terminal e logue-se como root: # su $ <senha de root> Crie a pasta /root/lucent # mkdir /root/lucent 4- Abra o Konqueror e copie o arquivo para a pasta criada, basta arrastar e soltar: # konqueror 5- Descompacte o arquivo: # tar -zxvf /root/lucent/ltmdk81.tar.gz 6- Acesse a pasta /root/lucent # cd /root/lucent 7- Dê permissão de execução para o arquivo do driver: # chmod +rwx ltinst 8- Instale o driver: # ./ltinst 9- Se desejar desinstalar depois, escreva no terminal: # cd /root/lucent # chmod +rwx ltunint # ./ltunint

    Depois de instalados os drivers, basta discar usando o KPPP (Iniciar > Rede > Acesso Remoto > KPPP) ou simplesmente digitando "kppp" no terminal. Não é preciso reiniciar.

    Crie a conexão com o provedor, adicionando os números de telefone e outros dados, como faria no acesso à rede dial-up do Windows, clicando em Configuração > Contas > Nova.

    Abra a aba "dispositivos" e na opção "dispositivo do modem" escolha "/dev/modem" e clique em "ok"

    Pronto, agora é so digitar seu login de usuário e senha e clicar em "Conectar"

    Se você receber uma mensagem "No Such Device" ao tentar instalar o drive significa que o seu Modem não possui chipset Lucent. Neste caso, você pode encontrar instruções de como identificar seu modem e baixar os drivers e instruções necessárias no: http://www.linmodems.org

    A Epson 777é bem suportada, você deve instala-la pelo Mandrake Control Center, como eu explico no tutorial Entendendo e Utilizando o Linux: http://www.hardware.com.br/livros/linux/index.html

    Indique que a impressora está instalada em /dev/usb, que corresponde à localização das portas USB no Linux. Se você tiver problemas com a instalação, ainda resta conectar um cabo paralelo aí não tem erro.

    Agora vamos às más notícias. O drive de Compact flash e o Scanner não são suportados, pode ser que nas páginas dos fabricantes ou contatando o suporte você encontre alguma solução, mas é mais provável que você tenha que reiniciar o micro e utiliza-los dentro do Windows. O Linux ainda não possui um bom suporte a scanners paralelos, poucos modelos são suportados mas existem alguns projetos interessantes neste sentido, isso deve melhorar com o tempo.

    O Mouse também é suportado, mas o instalador do Mandrake geralmente tem problemas para detectar mouses USB, o ideal para evitar problemas seria arrumar um adaptador e conectá-lo na porta PS/2 do micro, já que ela está vaga.

    Enfim, espero que estes problemas não façam você desanimar. Não deixe de ler também o tutorial que indiquei acima.

    Sobre o particionamento do HD eu respondi outra dúvida estes dias, está na seção "Windows Linux e Programas" do FAQ, "Instalação do Mandrake".




    Problema com o Samba
    "Instalei o Mandrake 8.1 como você explica no tutorial 'Entendendo e Utilizando o Linux'. Encontrei um problema com a Configuraçao do Samba, tenho uma rede NT 4.0 e maquinas Win 98 e gostaria de utilizar a maquina linux como servidor de disco. Mas, ocorreu um problema: consigo acessar e gravar na máquina Linux apenas do servidor NT. Das máquinas Win 98 não consigo acessar a máquina Linux."

    Oi Silvio. Em primeiro lugar, certifique-se que a opção "OS Level" da seção "Global" do Swat está configurada com um valor alto, 100 por exemplo, como recomendo no tutorial e que as opção Preferred Master, Local Master e Domain Master estão configuradas respectivamente com os valores Auto, Yes e Auto.

    Isto garantirá que a máquina Linux seja sempre o master browser da rede, o que já elimina uma das possibilidades.

    Em segundo, as máquinas Windows 98 devem estar com o "Cliente para Redes Microsoft" instalado e com a opção "Logon principal da rede" configurada como "Logon do Windows".

    Outro detalhe essencial é que você deve cadastrar no Linux e depois no Swat todos os logins de rede utilizados nas máquinas Windows 98, caso contrário ele vai barrar o acesso.

    Se você tiver o Zone Alarm instalado no servidor NT a segurança para a rede local deve estar configurada como "low" caso contrário ele bloqueia o acesso de todas as máquinas da rede aos arquivos compartilhados. Não se esqueça também de configurar no Zone Alarm quais os endereços IP fazem parte da rede local.




    Usuários não conseguem gravar nas partições montadas
    "Olá, colega. Em primeiro lugar, obrigado por presentear a comunidade do pingüim com o excelente "Entendendo o Linux - 2ª ed.". Em segundo lugar, acho que tenho uma dúvida interessante para a qual não encontrei resposta no livro; veja só... Para automatizar o processo de montagem, inseri no "/etc/fstab" a seguinte linha: /dev/hda1 /mnt/win defaults 0 0 O problema é que apenas o root consegue gravar na partição montada; os outros usuários só conseguem ler o conteúdo dela. Minha dúvida, então, é: Como montar a partição do windows de modo que todos os usuários possuam permissão de gravação?"

    Oi Everton. Sempre que você for montar um sistema de arquivos, certifique-se que os usuários que vão acessar possuem permissão de escrita no diretório onde ele será montado. Se você criou a pasta /mnt/win como root por exemplo, por default apenas o root poderá escrever na pasta, os demais usuários terão apenas permissão de leitura.

    Para alterar isso, basta acessar as propriedades da pasta usando o Konqueror e marcar a opção de escrita para "outros"

    Existem mais algumas opções que você pode usar ao montar sistemas de arquivos usando o /etc/fstab. Por exemplo, a opção "user" permite você possa montar e desmontar o sistema, sem precisar usar a conta de root e a opção "auto", monta e desmonta o sistema de arquivos automaticamente quando necessário (como no CD-ROM).

    Adicionando estas opções a sua linha ficaria: /dev/hda1 /mnt/win user,auto defaults 0 0




    Dois gravadores no MDK 8.2
    "O meu gravador foi detectado durante a instalação do Mandrake 8.2 e está funcionando perfeitamente, mas agora quero adicionar mais um gravador, para usar os dois ao mesmo tempo. O problema é que não sei como configurar o segundo gravador. Os dois são IDE."

    Realmente, o Mandrake é capaz de detectar facilmente gravadores durante a instalação, mas caso você precise adicionar mais um gravador, u trocar o gravador antigo por outro jumpeado de forma diferente terá que fazer algumas alterações manualmente.

    O Linux acessa gravadores de CD IDE através de um módulo, chamado IDE-SCSI. Para que ele funcione é preciso adicionar uma linha no arquivo "/etc/lilo.conf", indicando os gravadores de CD presentes na máquina, que serão direcionados ao módulo e através dele acessado pelo sistema. Tudo o que você precisa fazer é editar a linha, adicionando a entrada para o segundo gravador.

    Para isto, abra um terminal e logue-se como root, usando o comando "su" seguido da senha. Abra o arquivo no editor de sua preferência, como por exemplo em "kedit /etc/lilo.conf" ou "vi /etc/lilo.conf" Procure pela linha: append="devfs=mount hdc=ide-scsi" Onde o "hdc" é o endereço do seu CD-ROM. Existem quatro possibilidades: hda: Master da IDE primária, provavelmente o seu HD hdb: Slave da IDE hdc: Master da IDE secundária hdd: Slave da IDE secundária. Se por exemplo os dois gravadores estão ligados na IDE secundária, um é o hdc e o outro o hdd. O hdc=ide-scsi é justamente a entrada que ativa o módulo ide-scsi para o gravador. Para ativar o segundo gravador você precisa adicionar na mesma linha a entrada para ele. Se ele for o hdd a linha fica: append="devfs=mount hdc=ide-scsi hdd=ide-scsi" Salve o arquivo e digite "lilo" no terminal para ativar a mudança e em seguida reinicie a máquina para que entre em vigor.

    Os programas de gravação já reconhecerão o segundo gravador e permitirão escolher entre um ou outro na hora de gravar. Para usar os dois ao mesmo tempo você deve preferencialmente usar dois programas diferentes, X-CD-Roast e gnome-Toaster por exemplo.

    Veja que será muito difícil conseguir queimar dois CDs ao mesmo tempo a 12 ou 16x com um único HD. O ideal seria adicionar um segundo HD, e fazer com que cada gravador grave a partir de um deles. Usando um único HD você provavelmente conseguirá gravar mais mídias usando um único gravador de 32x ou 40x. Eu já gravei mídias a 40x usando um Quantum LCT de 30 GB e um LG 40x12x40 espetados num Celeron 366, usando o X-CD-Roast e mídias da Imation, mesmo navegando e ouvindo MP3 durante as gravações. O Linux faz um bom trabalho ao reservar banda para a gravação do CD e deixar as outras aplicações com o "resto". Você verá que os aplicativos demorarão muito mais para abrir, mas o buffer de gravação continuará quase cheio.




    MDK 8.2 não inicia
    "Meu HD está com 3 partições: Win98SE / Win XP / Linux. Instalei o Mandrake 8.2, ocorreu tudo ok, mas Quando vai iniciar o modo gráfico, a tela fica toda preta. Reseto o micro, aparece a escolha de boot, escolho o Linux, novamente, a tela preta. A placa de video foi reconhecida (Trident 9680). O moniutor é Samsung 550V."

    Pressione Crtl + Alt + F2 para ir para um terminal, logue-se como root e rode o "mcc". Esta é a versão texto do Mandrake Control Center, que quebra o galho quando o modo gráfico não está disponível.

    Acesse a seção "Display Configuration" e baixe a resolução até encontrar uma que funcione. Clicando em cancelar você também terá acesso à configuração do monitor, onde você poderá escolher entre vários modelos de monitores genéricos. Se não me engano o seu 550V suporta até 1024 x 768 a 68 Hz.

    A Trident 9680 é suportada sim, mas provavelmente você escolheu uma resolução ou refresh rate que não é suportado pelo monitor. Por ser uma placa muito antiga a 9680 ainda não oferece suporte ao recurso de plug-and-play do monitor. Se fosse usada uma placa um pouco mais recente o Mandrake teria sido capaz de detectar o monitor e ofereceria apenas as opções de configuração suportadas por ele.

    Se não der certo, existe uma outra possibilidade. Acesse a seção "Service Configuration" e verifique se o serviço "xfs" está ativado. Este é o servidor de fontes do X, sem ele o modo gráfico não roda mesmo. Muita gente o desabilita junto com outros serviços durante a instalação para deixar o sistema mais leve e acaba se dando mal ;-)

    Você pode ver uma descrição dos serviços disponíveis no Mandrake 8.1 e 8.2 para ver o que pode ser desativado com segurança aqui:

    http://www.hardware.com.br/ebooks/linux/index.html




    NTFS no Linux
    "Olá Carlos. Atualmente uso um Pentium 3 com 128 de ram, HD de 20GB, Windows 2000 professional em NTFS. Quando tentei instalar o Winlinux 2000, ele não rodou. Eu sei que ele não roda em NTFS, mas tem alguma previsão pra algum dia rodar? Existe algum emulador que possa fazer isso? Tem alguma solução mais viável estando em NTFS?"

    Oi Fernando. O suporte a NFTS ainda está sendo implementado no Linux. Mesmo o Kernel 2.4.9, que enquanto escrevo, é a última versão estável, permite acesso apenas de leitura. Isto significa que você pode instalar uma distribuição do Linux e acessar um HD formatado em NTFS apartir dela, mas poderá apenas ler os dados, nada de alterar ou gravar novos arquivos.

    Como o Winlinux é instalado na mesma partição do Windows, ele precisa ter acesso de leitura e escrita. Por isso que so é possível instalar o Winlinux caso seu HD esteja formatado em FAT 16 ou FAT 32.

    Existe um projeto para acrescentar suporte completo ao NTFS, o Linux-ntfs. Você pode visitar a página oficial em: http://sourceforge.net/projects/linux-ntfs/. Já existe uma versão estável, mas o programa ainda não está completamente desenvolvido.

    Além do sistema NTFS ser bastante complexo, ele é proprietário, o que significa que a única forma de desenvolver um driver para acessa-lo é através de engenharia reversa, um processo bastante trabalhoso. Mas, pessoalmente eu acredito que não demore muito para que consigam acrescentar suporte completo no próprio kernel, afinal o NTFS é o sistema de arquivos nativo do Windows 2000 e do XP, o que significa que será cada vez mais usado.

    Um suporte completo a ele faz muita falta para quem mantém o Linux e o Windows 2000 em dual boot, já que o Windows 2000 não enxerga partições Linux e o Linux consegue apenas ler, mas não gravar dados na partição do Windows. No final das contas, o usuário acaba sendo obrigado a ou instalar o W2K numa partição Fat 32, ou criar uma terceira partição formatada no sistema FAT para poder trocar facilmente arquivos entre os dois sistemas.

    OBS: A partir do Kernel 2.4 o Linux possui suporte a escrita em partições NTFS, mas ainda em estágio Alpha, onde é relativamente seguro escrever em partições NTFS 4, criadas pelo Windows NT 3.x ou NT 4, mas ainda extremamente arriscado (você pode perder dados) escrever em partições NTFS 5, criadas pelo Windows 2000 e XP.

    Para habilitar o suporte é preciso recompilar o Kernel ativando esta opção, já que este módulo vem desativado por default em todas as distribuições que cheguei a verificar. Mas, é bem provável que em breve o Linux já possua suporte a escrita em NTFS maduro o suficiente para ser usado sem qualquer risco. Para montar uma partição NTFS, basta usar os seguintes comandos (como root): align="left">#mkdis /mnt/ntfs Para criar a pasta onde a partição será montada, pode ser outra qualquer. # mount -t ntfs -o umask=644 /dev/hda1 /mnt/ntfs Para montar a partição /dev/hda1 no diretório /mnt/ntfs recém criado. Substitua o "/dev/hda1" pela localização correta da sua partição NTFS, caso o Windows não esteja instalado na partição primária do HD instalado como master da IDE primária.

    Lembre-se que no Linux os HDs IDE aparecem como /dev/hda, /dev/hdb (slave da IDE primária), /dev/hdc (master da IDE secundária), /dev/hdd (slave da IDE secundária). Dentro de cada HD, as partições primárias recebem um número de 1 a 4 e as extendidas recebem números a partir de 5.

    Por default, o FDISK do Windows criará sempre uma única partição primária (/dev/hda1) e partições lógicas dentro de uma partição extendida (/dev/hda5, /dev/hda6, etc.) caso o HD seja dividido em várias partições.

    Na dúvida, você pode ver todas as partições dos HDs instalados no seu sistema através do kdf. Basta chama-lo num terminal: $ kdf




    Dúvidas sobre Cybercafé
    "Carlos, gostei muito de sua matéria no Guia do Hardware sobre Cybercafé. Só discordei em utilizar uma rede baseado em plataforma Microsoft. As licenças são muito caras, ainda mais de OS voltados para o ambiente corporativo, como o W2k Pro e Server. Acredito que uma solução em Linux seria mais compensador, já que são sistemas altamente confiáveis e estáveis, não acha? Pergunto isso por opinião, não por afirmação. Tenho intenção de abrir uma futuramente. Já vi que jogos On-line iria me complicar na plataforma M$."

    O problema em utilizar Linux no Cybercafé seria com os usuários, já que pouca gente está habituado com a plataforma. Mas, hoje em dia o Linux já pode ser usado sem maiores problemas para navegação, e-mail, ICQ, etc. pois com o KDE os usuários terão uma interface muito familiar e o excelente suporte multiusuário e segurança facilitam bastante as coisas, já que cada usuário pode ter seu próprio login e o sistema é quase invulnerável a vírus.

    A minha experiência é que os usuários que usam o micro pela primeira vez, não tem nenhuma dificuldade em usar uma máquina Linux já configurada, basta você dar as instruções básicas de onde estão os ícones para os programas, ensinar a usar o Browser, o editor de texto etc. A maior dificuldade é com os usuários que já estão habituados com o Windows e ficam desorientados

    Fora isso, o grande problema é justamente com os jogos, que me parece, são o seu principal objetivo. Além dos jogos exclusivos da plataforma, como o Freeciv (um clone do Civilization 2, que pode ser jogado via rede ou via Internet) já existem alguns jogos com suporte ao Linux, como o Quake III e o Descent 3, você pode ainda rodar mais alguns usando o Transgaming, um emulador derivado do Wine, que já possui suporte à maior parte das chamadas do DirectX. Usando o Transgaming você pode rodar o Half Life e Counter-Strike, Diablo 2, Starcraft, entre outros, embora nem sempre a emulação seja perfeita. Você pode rodar ainda o The Sims, caso compre o Mandrake Gaming Edition, que traz uma versão especial do Transgaming e uma cópia original do jogo por US$ 99, incluindo o frete.

    Não existe muito mistério. Depois de baixar e instalar o programa, basta instalar e executar os jogos normalmente. Existem alguns macetes para obter os melhores resultados, que você pode pesquisar na página oficial: http://www.transgaming.com

    O problema é obviamente que fora os títulos que citei, existem poucas opções disponíveis. Além disso, o uso do Transgaming prejudica um pouco o desempenho dos jogos, já que estamos falando de um emulador. Você pode ver um benchmark rápido aqui: http://www.hardcoreware.net/reviews/other/linux_gaming/8.htm que mostra uma perda de 35% no Star Trek Voyager.

    Mas,apesar de tudo, você poderia muito bem criar uma rede mista,com algumas máquinas Linux para o acesso à Web e para alguns jogos que rodem na plataforma e máquinas rodando o Windows 98 SE ou XP Home para os demais jogos.

    Na parte Linux da rede, você pode economizar um bom dinheiro usando máquinas 486 como terminais gráficos de uma máquina mais rápida. Neste caso, os aplicativos rodam no servidor e os 486 apenas mostram a imagem na tela, com o mesmo desempenho de rodar os aplicativos no servidor (já que é lá que eles realmente rodam) e uma velocidade de atualização de tela muito boa. Um monitor, teclado, mouse e gabinete novo seriam suficientes para que os visitantes tivessem a impressão de usar um micro novo. Você pode ver mais detalhes aqui: http://www.hardware.com.br/ebooks/linux/index.html

    Mas, pense com calma qual plataforma vai ser mais interessante para você. As licenças do Windows XP Home custam R$500 cada, mas se você for esperto, vai comprar a versão OEM, que custa metade disto. Antigamente esta versão era vendida apenas junto com PCs novos, mas atualmente você pode comprá-las em praticamente qualquer loja de informática. Com isso, o custo com software não chega a ser tão alto.




    Rede Windows x Linux
    "Instalei o Linux Mandrake 8.2 a 1 semana, estou aprendendo relativamente rapido, acabei de ler o tutorial sobre linux disponivel aqui, tem mais uns 2 para ler, mas ainda não achei o q eu quero.

    Tenho um pc com o Windows e outro PC com o linux, ambos dividem uma conexão adsl, através de um hub. A net ta funcionando beleza aqui no linux, meu problema é a rede. Como eu disponibilizo uma pasta no Linux? Como eu faço para vizualizar a pasta compartilhada no PC com Win? OBS: o tutorial que tem aqui falando sobre o SAMBA diz que para configurá-lo é necessario acessar localhost pela porta 901, aqui isso não funciona. Mas eu nem quero saber de SAMBA (a menos que necessário para responder minhas 2 perguntas)."

    Devil, não existe como compartilhar arquivos do Linux com máquinas Linux a não ser com o Samba. Todos os programas que fazem compartilhamentos com redes Microsoft trabalham sobre ele.

    Vamos por partes então. Em primeiro lugar, você precisa certificar-se que tanto o Samba, quanto o Swat estão instalados e ativos. Você pode fazer isso simplesmente usando os comandos abaixo (como root):

    # urpmi samba

    # urpmi samba-swat

    Se já estiverem instalados os comandos voltarão uma mensagem "tudo já instalado", senão será só fornecer os CDs do Mandrake para fazer a instalação. Estes comandos também funcionam em outras distribuições. O próximo passo é ativar ambos, o que pode ser feito usando os comandos: # service smb start # service swat start Pronto, agora sim, você pode usar o Swat. Abra um navegador qualquer e acesse o endereço "http://localhost:901" para ter acesso às configurações do Samba. Para sua rede funcionar, você precisa apenas:

    1- Cadastrar o(s) login(s) de usuário que está utilizando na máquina Windows na seção "Password".

    2- Acessar a seção "Globals" e configurar o nome do computador (netbios name) e o grupo de trabalho (workgroup). Aproveite também para configurar a opção "Security" com o valor share, o que vai permitir que todos os usuários acessem os compartilhamentos.

    3- Acesse a seção "Shares" e crie os compartilhamentos que ficarão disponíveis na rede.

    Se mais tarde você quiser mais segurança, pode alterar a configuração da opção Security para "User", assim você poderá definir quais usuários terão acesso aos compartilhamentos, quem poderá gravar e quem poderá só ler os arquivos e assim por diante. O Samba oferece tantas opções quanto o Windows NT Server, por isso ele pode parecer um pouco complicado no início. Mas, em compensação, com o tempo você vai descobrir que é possível fazer muitas coisas com ele.

    No MDK você também pode compartilhar pastas simplesmente clicando com o botão direito sobre uma pasta e acessando a opção "compartilhamento", como no Windows. Para ativar este recurso, acesse o Mandrake Control Center ("mcc" num terminal), acesse a seção "pontos de montagem" e em seguida "compartilhamento da conexão". Agora é só marcar a opção "permite a todos os usuários" para que o recurso fique disponível.

    Este recurso nada mais é do que u m front-end para o Samba, para facilitar os compartilhamentos. Por isso, para usa-lo você precisará manter o serviço smb ativado de qualquer forma.




    Recompilar o Kernel? Isso ainda existe??
    "Eu sempre vejo muitos tutoriais sobre Linux na web dizendo que é necessário recompilar o Kernel para coisas mínimas, como habilitar o driver para uma placa de som ou instalar o firewall. Estava lendo o seu tutorial sobre como recompilar o Kernel e não pareceu ser muito difícil, mas é mesmo necessário ter que ficar recompilando o Kernel toda hora?"

    Nas primeiras versões do Kernel do Linux, o sistema era inteiramente monolítico. Você realmente tinha que recompilar o Kernel ao ativar ou desativar qualquer coisa. Você não podia simplesmente compilar o Kernel ativando tudo, pois ele ficaria muito grande e lento, então a solução era passar algumas horas pesquisando sobre os recursos disponíveis e então compilar um Kernel ativando só o necessário para a sua máquina.

    Isso é muito antigo, na primeira metade da última década do milênio passado. Naquela época o Slackware era considerado a distribuição mais amigável e o Linux só era usado por Geeks (muitas vezes nem por eles :)

    Depois dessa rápida idade das trevas o Kernel passou a ser semi-monolítico. Ele continua formando um único bloco de código, mas agora existem "ganchos" que permitem carregar e descarregar pedaços conforme necessário. Estes pedaços são chamados de módulos.

    Cada dispositivo de hardware, cada sistema de arquivos ou mesmo coisas como o iptables é representado por um módulo. Estes módulos podem ser carregados e descarregados conforme necessário. Quando estão descarregados eles não são nada mais do que inóculos arquivos dentro da pasta /lib/modules do HD. É pra isso que servem os comandos modprobe (carrega um módulo) e modprobe -r (descarrega um módulo).

    As distribuições incluem quase todos os componentes na forma de módulos. Apenas alguns destes módulos são necessários na sua máquina (o Kernel 2.4 inclui uns 100 módulos diferentes para placas de som, mas você só vai usar um deles). Como disse, os módulos que não estão sendo usados ficam repousando na forma de inocentes arquivos no HD, apenas ocupando espaço. Se eles são arquivo, significa que você pode deixar pra instalar alguns deles só quando precisar, assim nem espaço eles vão ocupar.

    Se você precisar usar o iptables, que é o firewall titular do Linux, você precisaria apenas instalar o pacote com o módulo correspondente. Se você estiver no Mandrake usaria o comando "urpmi iptables", se estivesse no Debian ou Kurumin daria um "apt-get install iptables" e assim por diante. Não é preciso recompilar o Kernel, você só precisa instalar o arquivo. Rápido e limpo.

    O mesmo acontece se você precisar instalar um softmodem ou os drivers da nVidia por exemplo. Você poderia ou pegar um pacote com um módulo já compilado para a sua distribuição ou baixar aquele pacote genérico e deixar que o instalador gere um módulo adequado para o seu Kernel. De qualquer forma ele irá gerar apenas o módulo e não sair recompilando o Kernel inteiro.

    A exigência neste caso é que você precisará ter instalados no seu micro os pacotes kernel-source e kernel-headers, que incluem o código fonte do Kernel da sua máquina, que o instalador usará para se orientar na hora de gerar o módulo.

    A única grande limitação que ainda existe neste sentido é que, salvo coincidências, um módulo gerado para uma certa versão do Kernel não vai funcionar em outra. É por isso que aquele pacote com o driver do modem Lucent feito para o Red Hat 8.0 não vai funcionar no Mandrake 9.1. É preciso que o pacote seja específico para a distribuição que você estiver usando.

    Hoje em dia você só vai precisar se aventurar a compilar um Kernel se quiser testar as versões de desenvolvimento, que não são muito recomendáveis de qualquer forma por incluírem novos recursos que não foram bem testados.

    Existe um mito de que recompilar o Kernel deixa o sistema mais rápido, que é falso hoje em dia. Basta pensar um pouco: se já ficam carregados na memória apenas os módulos que estão sendo usados, que diferença faz recompilar o Kernel retirando um monte de módulos que não serão usados de qualquer forma? Se o objetivo é economizar espaço no HD seria muito mais prático simplesmente entrar na pasta /lib/modules e sair apagando os arquivos dos módulos que não estão sendo usados.

    Os Kernels das distribuições geralmente incluem vários patches para adicionar recursos e melhorar o desempenho. Ou seja, se você não souber o que está fazendo, vai acabar com um Kernel mais lento e mais limitado do que o original.




    Como instalar o SuSE via FTP
    "Caro Morimoto, Estou com dois problemas relacionados ao Linux Suse: o licenciamento e os requisitos de hardware. - A distribuição do Suse custa uma pequena fortuna! Também não achei no site deles nenhuma "iso" para download. Todas as distribuições do Linux são livres mesmo? Ou alguém pode cobrar a licença como no Windows? Existem alguns SuSe de milhares de dólares! - Meu teclado é um Microsoft Natural USB, e meu mouse é um RCA com Force Feedback USB. Não consegui instalar nenhum Linux aqui, pois nenhum deles reconhece estes periféricos na instalação. Será que eles vão reconhecer depois do Linux instalado?"

    O pacote do SuSe não é exatamente caro, nos EUA e Europa ele custa 69 dólares, com uma opção mais simples por 39 dólares, mais barato que uma caixa do Diablo II por exemplo :-) O problema é que ao chegar ao Brasil, além da conversão para reais temos impostos e o lucro do revendedor, chegando às cifras absurdas que vemos por aí. Se resolvessem abrir uma filial Brasileira (não só importar os pacotes, mas confeccioná-los localmente) provavelmente cairia para a casa dos 100/150 reais.

    Apesar do SuSe ser composto majoritariamente por softwares livres, o instalador é proprietário, é por isso que eles não distribuem ISOs, apenas disponibilizam os pacotes individualmente para download, o que está em concordância com a GPL. Porém, sem o instalador eles não são de muita valia. O SuSe é um exemplo de software livre "free as in speech" e não "free as in beer"

    Existe a opção de instalar o SuSe via FTP, neste caso você teria que baixar e gravar os disquetes de boot e dispor de uma conexão de rede compartilhada, ou ADSL com IP fixo para baixar os pacotes e concluir a instalação.

    Não é complicado. Os disquetes podem ser obtidos no endereço ftp.suse.com/pub/suse/i386/current/disks/onde estão os arquivos modules1, modules2 e modules3 (1.4 MB cada um) . Você pode gravá-los usando o dd no Linux ou o RawriteWin (que comentei em outros artigos) no Windows. Existe também uma imagem de boot para ser gravada num CD, o boot.iso (16 MB), disponível no mesmo diretório.

    Durante o boot você precisa configurar a rede e em seguida usar o comando linux install=ftp://servidor_ftp/diretorio. O servidor FTP pode ser tanto no servidor da SuSe, caso você pretenda mesmo instalar via internet (ftp://ftp.suse.com/pub/suse/i386/current/) ou um servidor FTP disponível na rede local, onde você tenha feito uma cópia dos arquivos do FTP da SuSe. Esta segunda possibilidade é útil para instalar o sistema em vários PCs.

    De qualquer forma, além da instalação via FTP, você pode instalar um único pacote do SuSe em vários micros. No caso de uma rede com 20 ou 40 PCs o custo não seria um problema.

    Para instalar qualquer sistema operacional usando um teclado USB, você precisa ativar a opção "USB Keyboard Support" no Setup, caso contrário o BIOS não o reconhecerá e você não terá como iniciar a instalação. Se a sua placa mãe for antiga e não suportar este recurso então você precisa usar um teclado comum para instalar o sistema, configurá-lo para usar o teclado USB e só então trocar os dois. Quanto ao mouse não há problemas, o SuSe 8, Mandrake 8.x, Red Hat 7.x, etc. são todos capazes de reconhecer o mouse durante a instalação. Lembre-se que só são suportados mouses com três botões e rodinha, caso o mouse tenha mais botões eles ficarão sem função. Existem alguns programas que permitem mapear estes botões, atribuindo a eles algum atalho no Linux, você pode dar uma olhada no http://www.freshmeat.net




    Configurar quotas de disco
    "Como faço para especificar quotas de disco no Linux. No Windows 2000 e XP é super fácil e simples, no Linux não achei nada a respeito."

    Você pode configurar as quotas de disco no Linux através do Webmin. Ele pode ser acessado usando o navegador, basta acessar o endereço https://localhost:10000. Caso a porta não esteja fechada no firewall, você também pode acessar através de outros micros da rede, naturalmente substituindo o "localhost" pelo IP do servidor.

    O Webmin é um utilitário realmente sem preço para a configuração de servidores, pois concentra as configurações de quase todos os serviços em um único lugar e não está limitado a alguma distribuição específica.

    Se você marcou os pacotes da categoria servidor durante a instalação do sistema é provável que já esteja tudo pronto para usar o sistema de quotas. Caso contrário, verifique o seguinte:

    1- O Webmin está instalado? O serviço está ativo?

    2- Verifique se o pacote quotas está instalado no sistema, caso contrário procure-o nos CDs da distribuição e instale.

    3- Edite o arquivo /etc/fstab e verifique se o quotas está ativo para a partição em que ele será usada. Para ativá-lo, basta adicionar os parâmetros "usrquota,grpquota" depois do "defaults,", como na linha abaixo:

    /dev/hda1 / ext2 defaults 1 1 /dev/hda2 /usr ext2 defaults,usrquota,grpquota 1 1

    Depois de salvar o arquivo, é preciso reiniciar ou então desmontar/montar as partições manualmente para que as alterações entrem em vigor.

    4- Use o comando "quotacheck" para verificar se tudo está ok:

    # quotacheck -v /dev/hd6

    Substituindo o "/dev/hd6" pela partição correta, a mesma da linha editada no fstab. Finalmente, ative o quotas com o comando:

    # quotaon -av

    Agora é só voltar ao Webmin e configurar os limites para cada usuário ou grupo do sistema.

    No quotas existem dois limites que podem ser estabelecidos, o "Soft Limit" e o "Hard Limit". O Hard Limit é o limite de espaço em si, digamos 100 MB para cada usuário. O sistema não permitirá que seja gravado nenhum byte acima do limite.

    O Soft Limit é um limite de advertência, digamos 80 MB. Sempre que superar o Soft Limit, o usuário receberá uma mensagem de alerta mas ainda poderá gravar mais dados até que atinja o Hard Limit. Você pode especificar também um "Grace Period", que será o tempo máximo que o usuário poderá ficar acima do Soft Limit (uma semana por exemplo). Passado o período o usuário será obrigado a apagar alguma coisa e voltar a ocupar menos de 80 MB.

    Você pode estabelecer os mesmos limites também para os grupos e inclusive combinar as duas limitações. Você pode por exemplo permitir que cada usuário do grupo "alunos" use 500 MB de disco, desde que o grupo todo não use mais do que 20 GB.

    A administração dos usuários e grupos do sistema pode ser feita através da opção System > Users and Groups do Webmin, ou através de utilitários como o kuser e o userconf, que já devem estar instalados no seu sistema.




    Instalação do Mandrake
    "Tenho um HD de 20 GB, dividido em duas partições, uma de 5 GB (1,5 GB livres) e outra de 15 GB (100 MB livres). Posso instalar esse linux no meu computador? E caso queira remove-lo depois, como faço? Iria afetar em algo o Windows 98 SE?"

    Oi Marcos, antes de mais nada, você precisa de mais espaço livre no HD, pelo menos uns 3 GB para uma instalação tranquila. Se isso não for possível, seria aconselhável comprar mais um HD. Você poderia por exemplo comprar mais um de 20 GB e dividí-lo entre seus arquivos pessoais, que pelo visto não estão mais cabendo no primeiro HD e o Linux. Você poderia por exemplo deixar 15 GB para seus arquivos, 4.5 GB para o Linux e os megabytes restantes para a memória swap.

    Você pode tanto criar a partição de 15 GB pelo FDISK e deixar o espaço restante vago, quanto criar ambas as partições durante a instalação.

    O particionador usado durante a instalação do Mandrake possui uma interface como a do screenshot abaixo:



    Ele mostra um "mapa" do disco, onde os espaços não particionados aparecem em branco e as partições aparecem como blocos coloridos, onde a cor varia de acordo com o sistema de arquivos utilizado.

    Para criar uma partição você deve clicar sobre um bloco em branco, clicar em "create" para criar a partição e depois escolher o sistema de arquivos a ser usado e o tamanho da partição.

    As partições a serem usadas no Windows obrigatoriamente devem usar o sistema FAT, que é o único suportado pelo Windows 95/98/ME, enquanto as partições Linux podem usar vários sistemas de arquivos, entre eles o EXT2, EXT3 e RiserFS. Cada sistema tem seus prós e contras, mas eu recomendo o uso do EXT3 pelo bom desempenho e pela boa tolerância à falhas. Além da partição principal você precisará criar também uma partição de memória Swap.

    Existe ainda uma opção de "Auto Alocate" que automaticamente cria todas as partições necessárias usando o espaço livre do HD. Você pode usá-la depois de criar a partição a ser usada para os arquivos.

    No final da instalação o Mandrake instala um gerenciador de boot, que vai permitir escolher entre o Linux e o Windows cada vez que inicializar o sistema. Ele é capaz de detectar qualquer instalação do Windows, mesmo do Windows 2000 e XP, que não eram suportados por distribuição antigas.

    Se mais tarde você quiser desinstalar o Linux basta abrir de novo o programa de instalação até o particionamento do disco, deletar todas as partições Linux, criar uma partição FAT no lugar, salvar as alterações e abortar a instalação.

    Para remover o Lilo ou o Grub, os gerenciadores de boot instalados pelo Linux basta dar boot usando um disquete de boot gerado no seu Windows 98 e dar os seguintes comandos:

    A:> FDISK /MBR A:> SYS C:

    Uma dica é que os HDs de 40 e 60 GB já estão com um custo por megabyte muito mais baixo que os de 20. Você poderia comprar por exemplo um de 60 GB e depois vender o seu 20 GB usado para recuperar cerca da metade do que gastou no novo.




    Segurança no compartilhamento da conexão
    "Fiquei meio confuso quanto a utilização do Kurumin para compartilhar a internet, pois em alguns de seus tutoriais você mesmo fala que utilizar um micro com o Freesco ou Coyote seria mais seguro do que um acesso direto com o Kurumin. Acontece que eu possuo um pentium 166 que estou utilizando com o Freesco 0.30, funciona muito bem, só que gostaria de utilizar este micro para outros fins, como por exemplo rodar o kazaa via wine, administrando tudo isso através de uma estação Windows via SSH, assim poderia ter mais contato com o Linux e ao mesmo tempo economizaria um micro ligado o dia inteiro para baixar arquivos. Você acha que é possível fazer isso? Tenho também um notebook "capenga", um ibm Thinkpad 486 com 8 MB de ram e HD de 340 MB. Gostaria de ter alguma utilidade para ele, seria possivel acessar o Pentium 166 através dele?"

    Quase sempre é mais seguro usar uma mini-distribuição rodando a partir de um disquete protegido contra gravação para compartilhar a conexão do que utilizar uma distribuição completa. Isso não se aplica apenas ao Kurumin, mas a qualquer outra distribuição. O maior problema não são as configurações default das distribuições, que são quase sempre seguras, mas as coisas que o proprio usuário pode fazer.

    Dois sistemas com exatamente as mesmas configurações não possuem o mesmo nível de segurança caso o primeiro ofereça a opção de habilitar um servidor XDMCP e o outro não por exemplo, simplesmente por que muitos usuários vão habilitar o recurso sem saber exatamente o que ele faz e nem quais riscos de segurança ele pode trazer. É simples, o usuário é sempre o ponto mais fraco de qualquer sistema de segurança, então dar recursos para o usuário, mesmo que estes venham desativados por default significa diminuir a segurança do sistema.

    Mas, se por outro lado você souber o que está fazendo, souber que é preciso ter cautela ao habilitar qualquer tipo de servidor, e que é preciso atualizá-los de vez em quando, então você não vai ter problemas em utilizar qualquer distribuição para esse fim. A escolha vai recair mais sobre qual você tem mais familiaridade.

    O procedimento básico é deixar ativos apenas os servidores de que você realmente for precisar, instalar um conjunto reduzido de programas, novamente apenas o que você for usar e bloquear todas as conexões vindas da Internet usando as regras que mostrei no artigo sobre o iptables (http://www.hardware.com.br/artigos/256/). Deixe abertas apenas as portas referentes aos serviços que pretender usar remotamente, como o SSH. SE possível, coloque estes serviços em portas diferentes da porta padrão, assim fica mais difícil que outras pessoas descubram o que você está rodando.

    Deixe abertas todas as portas apenas para conexões vindas da feixa de endereços da sua rede local.

    Qual sistema você pretende rodar no notebook? Se você conseguir instalar alguma distribuição (o Slackware 7 por exemplo) você pode pode rodar os aplicativos de modo texto, incluindo naturalmente o SSH para acessar o outro micro. Se você estiver usando o Windows 95 você continua com a possibilidade de usar o SSH do Cygwin que citei no artigo, mas de qualquer forma com um desempenho muito ruim.

    Este notebook vem com 8 MB de RAM "onboard" mas tem dois slots de memória, que ficam bem embaixo do teclado. Você pode colocar um pente de memória EDO de 16 MB em cada um, ficando com 40 MB de RAM no total. Qualquer pente de memória para notebook serve, não precisa ser da IBM. Com mais RAM o desempenho já vai ficar muito melhor.




    Problemas com o vídeo da TX-Pro II
    "Eu tenho um Pentium MMX espetado numa TX Pro II com 64 MB, consegui instalar o Slackware 8.1 e configurar o vídeo, mas estou com um pequeno problema com o vídeo onboard. Apesar de funcionar, ficam aparecendo uns chuviscos na tela, como se fosse uma TV com interferência. Tem como resolver isso? E quanto ao modem onboard, dá pra aproveitá-lo?"

    Quanto ao vídeo, o problema é do RAMDAC usado nesta placa, que é realmente de péssima qualidade. Os chuviscos aparecem justamente por falhas na conversão da imagem de digital para analógico. Estes chuviscos aparecem de acordo com a resolução e taxa de atualização usada, em maior ou menor quantidade.

    A solução é entrar no Setup, seção Advanced Chipset Setup e alterar a opção "VGA Frequency" que permite justamente configurar a frequência de operação do RAMDAC. As opções vão de 40 a 70 MHz, sendo que o default são 60 MHz. Baixe a frequência para 50 MHz e carregue novamente o Linux e veja se os chuviscos sumiram. Se eles continuarem volte ao Setup e baixe para 40 MHz que o problema será resolvido.

    Apesar desse problema, o vídeo dessa placa é bem suportado. Você pode configurá-lo tanto com o driver "SiS 620" quanto com o "SiS 6326". Você não deve ter problemas para configurá-lo em qualquer distribuição atual.

    O modem onboard é um PC-Tel. Existem drivers para ele, mas o chip é muito mal suportado. Alguns usuários conseguem fazê-lo funcionar com alguma luta mas outros não. Se você quiser tentar, consulte o tópico sobre configuração de softmodems do capítulo 4 do meu e-book: http://www.hardware.com.br/ebooks/linux/index.html.

    Como esta placa ainda possui slots ISA, você poderia comprar um hardmodem ISA de 33.6 para substituir o modem onboard. A velocidade da conexão pode ser um pouco mais baixa, mas a conexão será bem mais estável e o desempenho do sistema será muito melhor, já que este modem onboard consome mais de 30% do processamento de um 233 MMX ao ser usado. Um modem ISA de 33.6 usado custa bem barato hoje em dia, vale à pena no seu caso.

    Usando um hardmodem você precisa apenas indicar a porta COM usada pelo modem no KPPP (se estiver usando o KDE) ou no pppconfig.




    Dúvidas sobre o Knoppix
    "O Knoppix monta partições formatadas com os sistemas de arquivos ext2 e ext3? Existe alguma incompatibilidade, ou perigo de danos, como acontece com o DemoLinux 3.0?"

    O Demolinux não oferece suporte a sistemas de arquivos EXT3 e, para piorar, ele tenta sempre montar todas as partições disponíveis durante o boot. Isso faz com que seja um verdadeiro perigo tentar usá-lo em máquinas Linux onde o HD está formatado em EXT3 ou ReiserFS pois ele tentará montar o sistema de arquivos como se fosse uma partição EXT2 e acabará passando um fsck o que muitas vezes causa perda de dados. Devido a isso, a recomendação geral ao usar o Demolinux numa máquina com o Linux instalado é desconectar o cabo do HD. Assim não há risco :-)

    Felizmente os desenvolvedores do Knoppix perceberam este problema e criaram uma solução simples para ele. Simplesmente o Knoppix não monta nenhuma partição por default, seja Windows ou seja Linux. Ele apenas detecta o sistema de arquivos de cada uma e coloca os ícones no desktop para que você monte as partições que quiser utilizar. A opção é sua.

    O Knoppix também está bem mais atualizado que o Demolinux 3, ele já suporta os sistemas de arquivos EXT3, ReiserFS, XFS, etc. é possível montar até partições NTFS do Windows 2000/XP em modo somente leitura. Eu testei o Knoppix em várias máquinas, com HDs formatados em FAT32, NTFS, EXT2, EXT3 e ReiserFS sem nenhum problema.

    Inclusive, caso você acesse as propriedades do atalho para uma partição NTFS você verá que existe a opção de ativar também o acesso de escrita. Isso é fortemente NÃO recomendado, pois o suporte a escrita ainda está em estágio alpha, com muitos bugs, mas enfim, os desenvolvedores deixaram a opção para quem souber o que está fazendo.

    As únicas partições que o Knoppix monta por default são partições Linux swap (caso você tenha outra distribuição qualquer instalada no HD) e partições FAT32 (apenas FAT32, não NTFS) que tenham arquivos de memória swap do Windows. Não existe qualquer risco em utilizar estas partições mas, mesmo assim, caso você prefira não utilizar memória swap, basta incluir a opção "knoppix noswap" na linha de opções que aparece no início do boot.

    "Quando eu coloco a resolução em 1024x768, ele usa uma frequência que o meu monitor não suporta. Como eu faço pra mudar isso, ou pelo menos redimensionar o desktop pra 800x600? Eu uso uma GeForce 4 Ti 4200 e monitor Samsung 551v. Eu configurei a minha placa de rede, mas ainda assim não consigo acessar a internet. Eu consigo pingar o gateway, mas qualquer endereço fora da lan fica inacessível."

    Sobre o vídeo é só usar a opção "knoppix xvrefresh=60", ela baixa a taxa de atualização para 60 Hz permitindo que você use 1024x768 em praticamente qualquer monitor de 14 polegadas ou mais. O Knoppix tenta detectar o modelo do monitor durante o boot e usar uma resolução e refresh apropriado, mas nem sempre esta detecção funciona como deveria.

    Se você quiser especificar manualmente tanto a resolução quanto o refresh, basta usar a opção "knoppix screen=1280x1024 xvrefresh=60" substituindo os números pela resolução e refresh (respectivamente) desejados.

    O chato do Knoppix é que ele não salva estes parâmetros no disquete, só as configurações feitas dentro da interface gráfica, então você precisará repetir o comando a cada boot. Mas, creio que o espírito da coisa seja justamente este, poder fazer qualquer besteira e começar do zero no próximo boot :-).

    Sobre a rede, faltou dizer qual serviço você está utilizando. De qualquer forma, presumindo que você está usando algum serviço de banda-larga, existem duas possibilidades.

    Se o serviço usa autenticação via PPPoE, então você deve especifica-los em "Iniciar > Knoppix > Network/Internet > ADSL/PPPoE Conection". Pode ser também que falte especificar o endereço dos servidores DNS do provedor, que você pode configurar em "Iniciar > Knoppix > Network/Internet > Network Card Configuration"




    Problemas com reconhecimento de senhas no Linux
    "Consegui instalar o Conectiva 8, ele detectou quase tudo na máquina já configurou o vídeo, etc. Mas estou com um problema no mínimo estranho: quase sempre, quanto tento me logar no sistema, ele diz que a senha está incorreta. Não importa se como usupario nrmal ou root, no prompt ou no login gráfico. É intermitente, ele recusa a senha em coisa de 4 vezes em 5, mas às vezes aceita. Claro, já me certifiquei que estou digitando as senhas corretas."

    Você está com algum problema sério de estabilidade no micro. Este problema ocorre por que o Linux não armazena as senhas diretamente, mas usa um algoritmo de encriptação de mão única para encriptar as senhas. Quando você faz o login, ele incripta a senha que digitar e compara com a senha armazenada. Se a saída encriptada for a mesma, se a lata estiver amassada igual, ele sabe que a senha digitada é a verdadeira, caso contrário a senha é recusada. Tanto que num sistema Linux não é possível recuperar senhas dos usuários, apenas trocá-las.

    Se você está digitando a senha correta, mas mesmo assim ele está recusando, significa que o seu PC está corrompendo os dados. Pode ser um problema de memória, processador ou placa mãe. Você pode tentar ir substituindo os componentes até achar o culpado, ou então tentar baixar o FSB da placa mãe. Como o underclock pode ser que o sistema consiga trabalhar com estabilidade, em troca da perda de desempenho.




    Instalação do Slackware 8.1
    "Olá Morimoto. Gostaria de saber se você pode me ajudar com um problema em relação ao Slackware. Não sei se ele é compativel com meu computador e se vou conseguir os drivers pra ele, possuo um Duron 1 GHz, MB PCHIPS, 256 ram, com video SIS630/730, som SIS7018, modem LUCENT56K (WIN MODEM), Placa de rede SIS900, HD FUJITSU 10 GB e 5.2 GB (pretendo compartilhar com o windows instalando o slackware no hd de 5.2 GB) eu baxei um arquivo do slackware .iso mas não sei como efetuar a instalação dele (é o sistema completo e sei q vou precisar de um gravador de cds) "

    Oi Nando. A forma mais prática de instalar é gravar este ISO num CD e configurar o Setup do micro para dar boot através do CD-ROM, assim o instalador já abrirá automaticamente. Existem também vários disquetes de boot que você pode baixar na pasta /bootdisks do FTP do slack, que você pode acessar no ftp://ftp.slackware.com/pub/slackware/slackware-8.1/ tem discos de boot para instalar via CD-ROM (caso o seu micro não seja capaz de dar o boot diretamente pelo CD), via rede ou até a partir do HD.

    Você pode encontrar um passo-a-passo da instalação do Slack no http://www.slackware.com/book/. A instalação em sí não é complicada, é como em outras distribuições, você particiona o disco, escolhe os pacotes que deseja instalar e no final configura a rede e o vídeo. Pela configuração da sua máquina você não deve ter nenhuma problema. O vídeo e a placa de rede serão detectadas durante a instalação. Para configurar o som, instale os pacotes do Alsa, que você encontra no http://www.alsa-project.org/ e configure a placa usando o sndconfig (baixe o pacote no http://www.freshmeat.org) ou outro aplicativo que tenha em mãos.

    Para configurar o modem, você deve seguir os passos do meu tutorial Como instalar seu softmodem no Linux, que você encontra no http://www.hardware.com.br/tutoriais/063/. Não se esqueça de usar os drivers disitribúidos em código fonte. Apesar de até ser possível converter os pacotes RPM e instalá-los no Slack, não é a forma mais recomendada.

    Durante a instalação o seu HD de 5.2 GB vai ser detectado como HDB, HDC ou HDD, dependendo de como ele estiver jumpeado. Reparticione apenas ele, sem mexer no HDA que é o seu HD principal.

    O slackware é uma disitribuição recomendada para usuários intermediários ou avançados, pois não contém poucos utilitários de configuração, fazendo com que o usuário tenha que configurar quase tudo manualmente, não é como no Mandrake que você entra no Mandrake Control Center e tem acesso à toda a configuração do sistema. Isso é excelente se você tiver tempo e paciência para estudar sobre o sistema, pois você vai acabar aprendendo muito sobre o funcionamento do Linux. Mas se você quer só "testar" o Linux, comece pelo Mandrake ou outra distribuição mais amigável e passe para o slack depois que já tiver uma boa base sobre o funcionamento do sistema.




    Linux em notebook antigo
    "Aceitei um desafio de um amigo, há alguns dias, mas só agora percebi que não é tão simples como imaginei. Bem, o problema é o seguinte: estou com um Notebook NEC, 486SL 25 MHz, 8MB de memória, HD de 150MB e um Modem PCMCIA de 14,400 Kbps. O cliente usava Win 3.11 nele e disse que queria usar Win95 por que não se acostumou com o 3.11. Ele precisa usar somente um processador de textos razoavelmente bom pra digitar textos da faculdade. Pensei logo no Pulga! Mas não sei como faria pra instalar já que não tem CD-ROM nem placa de rede. Se você puder me dar alguma dica eu realmente agradeço."

    Sempre que eu preciso instalar o Linux num notebook antigo eu instalo ou via rede, usando um disquete de boot ou então abro para retirar o HD e instalo usando outra máquina. Para ligar um HD de notebook num Desktop você precisa de um adaptador que custa em média 40 reais. É uma plaquinha simples que converte a pinagem, devolvendo um conector IDE normal e o plug para a fonte:



    De qualquer forma, você vai precisar de uma placa de rede caso queira utilizar o notebook como um terminal, seja usando o Pulga ou uma instalação personalizada. Atualmente, esta é a melhor aplicação para estes notebooks muito antigos, pois você tem a chance de rodar o KDE e todos os aplicativos de que precisar através de um outro PC mais rápido, via rede.

    Sozinho o notebook servirá no máximo para rodar alguns aplicativos muito simples. É possível rodar o X usando uma interface leve como o Blackbox e um navegador como o Opera mas mesmo assim com um baixo desempenho. Não seria uma boa opção a menos que o seu amigo resolvesse aprender a usar o vi :-)

    De qualquer forma, é possível fazer uma instalação básica do Slackware 7.1 (ou outra versão mais antiga) via disquetes (veja bem, disse que é *possível*, não que é fácil ou prático). Você precisa criar os disquetes de boot e copiar os pacotes da categoria A (que contém os pacotes essenciais do sistema) em vários disquetes e ir instalando um a um. Pode ser uma boa terapia para as horas vagas, assim como fazer crochê ou montar quebra-cabeças... :-)

    De qualquer forma, em 150 MB você pode fazer uma instalação compacta do Slackware 7.1, marcando apenas alguns dos pacotes da categoria A (não esquecendo o pacote "Kernel PCMCIA" que dará suporte ao seu modem), o X, uma interface leve como o Blackbox ou IceWM, a biblioteca GTK (categoria Gnome) e o Abiword. Isso consumiria cerca de 110 MB, o que ainda deixaria algum espaço vago para a partição swap. Você pode encontrar mais alguns detalhes aqui: http://www.hardware.com.br/ebooks/linux/index.html




    Trial bootLilo no MBR ou na partição
    "Estava vendo o artigo 104, sobre vários SOs em um micro só... percebi que na parte de Linux + Windows 2000 + Windows 98, você recomenda que instale o lilo na partição do linux (e não na MBR) e inicie o linux a partir de disco de boot, deixando só o gerenciador do win2k como padrão... Isso é mesmo mais recomendável? Por quê não é necessário não é? Aqui em casa eu tenho os 3 instalados: o lilo está na MBR e o gerenciador de boot do 2k está (eu suponho) na partição do Windows. (mesmo por que já dei um "fdisk /mbr" e só o lilo foi embora, hehehe)... Então, entra no lilo, e do lilo vai pro gerenciador de 2k, se o escolhido for o Windows. Eu nao uso disco de boot não :)"

    Artigo 104? Você faz faculdade de arqueologia por acaso? :-)

    Bom, mas vamos lá. No final da instalação de qualquer distribuição Linux (bem, quase todas... :-), você tem a opção de escolher o local de instalação do Lilo. Ele pode ser instalado no MBR ou na partição onde o sistema foi instalado.

    A instalação na MBR é destrutiva, ou seja, ele subscreverá o gerenciador de boot do sistema operacional anteriormente instalado no HD, seja o Windows, outra versão do Linux, FreeBSD, etc. Hoje em dia isto não é um grande problema, pois as distribuições são capazes de detectar os sistemas operacionais instalados no HD e configurar o Lilo para dar as opções durante o boot. Mas, antigamente o Lilo (através do arquivo /etc/lilo.conf) precisava ser configurado manualmente, aliás costumava ser uma das perguntas mais frequentes nos newsgroups :-).

    A opção de instalar o Lilo na partição por sua vez é mais simples, pois não altera o gerenciador de boot atual. digamos que você tenha apanhado pra instalar o Windows 98/XP e o Slackware 8.1 em trial boot. Já está tudo configurado direitinho. Você estão resolve testar o Mandrake 8.2 usando um restinho de espaço no final do HD. Você não quer arriscar bagunçar a configuração atual, então você opta por instalar o Lilo do Mandrake na partição e inicializar usando o disco de boot criado durante a instalação. Ele fica quieto no canto dele.

    É uma segunda opção para quem não tem muita familiaridade com gerenciadores de boot, ou quer apenas testar alguma distribuição sem arriscar perder a configuração atual.

    Isto naturalmente fica mais prático se você já tiver alguma partição pronta para receber o sistema de teste. Na hora de particionar o disco é interessante sempre criar três partições, a primeira para o sistema operacional, a segunda (maior) para arquivos (montada no diretório /home no Linux) e uma terceira (menor) reservada para sistemas operacionais que você resolva testar. Prático não é?




    Erro na tabela de partição
    "Durante a instalação do Mandrake 8.2 Depois de ter escolhido a Instalação Expert, linguagem, teclado, mouse e o tipo de segurança do sistema (Padrão) o sistema exibe a seguinte mensagem.... "Eu não consigo ler sua tabela de partição, é muito defeituosa para mim :( Eu posso tentar continuar limpando as partições defeituosas (Todos os dados serão perdidos. A outra solução é não deixar o Drakx modificar a Tabela de partição. ( O erro é ask_before_blanking:extended partition:bad magic number )" Sim / Não se eu clico em Sim exibe a mensagem que Ocorreu um erro (O erro é ask_before_blanking:extended partition:bad magic number )."

    Existem duas possibilidades para este problema. A primeira é o setup não estar conseguindo detectar corretamente a geometria do HD, algumas placas recentes apresentam este problema ao lidarem com HDs antigos, geralmente os de 2 GB ou menos. Já vi exatamente este mesmo problema em duas placas mãe, uma Soyo 6VBA133 e uma Asus P2B, em conjunto com um HD IBM de 1.0 GB, que funcionava perfeitamente num 486.

    A segunda possibilidade é a tabela de partição do HD estar corrompida. O FDISK do Windows 98 faz isso com uma certa frequência ao tentar lidar com partições criadas por outros sistemas operacionais.

    A solução neste segundo caso é usar um pouco de força bruta para limpar a tabela de partição do HD. Se você tiver uma outra máquina Linux disponível, você pode simplesmente instalar este HD na segunda IDE e usar o comando "dd if=/dev/hda of=/dev/hdc" (presumindo que o HD do host esteja instalado como primary master e o HD que será apagado estiver como secundary master). Isto forçará uma cópia bit a bit da tabela de partições e dados do HD titular, limpando os problemas lógicos do HD destino. Neste caso não importa se o HD destino for menor que o host, pois queremos apenas forçar a substituição da tabela de partição e do MBR, enchendo o HD com qualquer coisa.

    Você também poderia utilizar o Disk Manager, o Zero Fill, o qualquer outro programa que permita fazer uma formatação "de baixo nível" do HD, que terá o mesmo efeito. Claro que em qualquer um dos dois casos você perderá todos os dados do HD, não se esqueça de fazer uma cópia antes.




    VNC nas estações
    "Li seu tutorial sobre VNC e gostaria de saber se ele é mais rápido de atualizar que o NetMeeting via modem, e também gostaria de saber se eu instalar o RedHat 7.3 num DURON 1.1GHZ - 256MB - HD 20GB, é possível compartilhar o X satisfatoriamente para 7 equipamentos (486)? É que eu tenho uma aplicação em telnet que os 486 conseguem fazer na boa com boot via disquete, mas estou precisando colocar um browser e não estava querendo adquirir mais equipamentos."

    Usando o algoritmo Tight, com compressão via JPG o Tight VNC consegue taxas de compressão realmente surpeendentes, de mais de 99% em alguns casos. É o suficiente para conseguir algo utilizável numa conexão de 56k. O problema é que a compressão é pesada demais para um 486, neste caso o processador é que vai ser o gargalo. Nume rede local você poderia utilizar o Corre ou mesmo o Raw que apresentariam um desempenho razoável mesmo num 486, mas via modem não existe muita alternativa. Faça um teste e veja se serve para o que você precisa.

    Você também poderia tentar o links, ele é um browser de modo texto que pode ser usado via telnet. Outra opção seria utilizar o compartilhamento do X, ele é bem mais rápido que o VNC e pode ser utilizado via Internet (embora não seja muito seguro...). Veja detalhes no capítulo 6 do meu e-book entendendo e dominando o Linux (a versão mais atualizada) ou neste tutorial: http://www.hardware.com.br/tutoriais/062/

    Lembre-se que para utilizar tanto o compartilhamento do X, quanto o VNC é preciso ter o X instalado nas estações. Eu creio que ele não esteja incluído no disquete de boot que você está utilizando :-) Você poderia ou arrumar alguns HDs e fazer uma instalação compacta do Slackware ou outra distribuição qualquer, ou então experimentar o 2-Disc Xwindow, uma mini-distribuição desenvolvida para o uso em PCs sem HD, que vem com o X e uma série de programas, incluindo o cliente VNC em apenas dois disquetes. O maior problema desta distro é que ela roda a partir de um ramdisk criado na memória RAM, por isso o requisito mínimo é um 486 com 32 MB de RAM. Também é necessária uma placa de vídeo compatível com o padrão VESA (o único driver incluído), o que deixa de fora as placas de vídeo ISA e mesmo alguns modelos PCI. Você pode baixa-lo em:

    http://www.mungkie.btinternet.co.uk/projects/2diskXwin.htm

    Quanto ao servidor não tem problema, ele tem potência para manter pelo menos umas 20 estações rodando o KDE. No maxímo, você precisaria adicionar mais 256 MB de memória, caso os usuários começassem a utilizar muitos programas diferentes.




    Coyote não disca
    "Instalei o Coyote Linux como descreveu na matérias, mas não consigo configurá-lo para fazer a discagem quando os outros PCs acessam a rede. O Coyote está instalado em um K6-2 300 com 32 de RAM, placa rtl8139, e modem US Robotics 1780 56k ISA, jumpeado."

    Oi Luiz, você precisa alterar a string de inicialização no Wizzard que gera o disquete, na aba de configuração do modem. A string default não funciona com vários modelos. Experimente usar "ATZ" ou outra string que funcione com o seu modem.




    Terminal Web com Linux
    "Preciso montar um terminal de acesso a web com um computador antigo, um Pentium 100, 32 RAM e 2GB de disco. Preciso que ao ligar o computador, ele faca login automático (se possivel nem faça login) e start apenas um browser em XWindows, nada mais que isso."

    Oi Daniel, isso é bem simples, você pode fazer com qualquer distribuição. Basta instalar o Linux normalmente, não se esquecendo de configurar a rede e habilitar as opções para iniciar o X automaticamente e também a opção de logar automaticamente um usuário durante o login.

    A partir daí o sistema já inicializa direto no gerenciador de janelas escolhido, sem passar pela tela de login. Você precisa apenas configurar o gerenciador de janelas para também inicializar automaticamente o navegador. No KDE basta arrastar o atalho que inicia o navegador para a pasta .kde/Autostart, dentro do diretório home do usuário. Aproveite para usar seu endereço como página inicial do navegador, assim ao dar boot o sistema já vai abrir direto na sua página :-)

    Outra dica é que você preferencialmente utilize o ReiserFS como sistema de arquivos, pois ele é o que oferece uma maior tolerância contra desligamentos incorretos do sistema. Como disse você pode utilizar qualquer distribuição Linux, mas como a máquina é muito antiga, você conseguiria um melhor desempenho usando o Slackware 8.1 ou o Peanut Linux. O Conectiva 8 também poderia ser uma opção razoável. O Mandrake 9.0 seria o menos recomendável nesse caso, pois com apenas 32 MB de RAM o desempenho será sofrível, mesmo que utilizando uma interface leve.

    Uma solução que você poderia experimentar é ao invés de usar o KDE ou outro gerenciador de janelas, abrir o xinit com uma janela do konqueror (ou outro navegador de sua preferência). Assim os usuários terão acesso apenas à janela do navegador, sem ter como iniciar outros aplicativos nem fuçar no sistema, o que pode ser interessante num terminal de acesso.

    Neste caso você precisa iniciar a interface gráfica usando o comando "xinit -e konqueror http://www.hardware.com.br" naturalmente mudando a URL para a sua página inicial :-). Na maioria das distribuições você pode colocar esse comando no arquivo ~/.xinitrc (dentro da pasta do usuário) para que ele seja executado automaticamente durante a inicialização do sistema. Configure o konqueror para já abrir no modo de tela cheia e você terá uma tela como esta, apenas o navegador aberto, ocupando toda a tela:

    O antialising de fontes do Konqueror do KDE 3 permite um visual bem amigável utilizando apenas a janela do navegador, sem carregar todo o KDE o desempenho do sistema será aceitável mesmo num Pentium 100 com 32 MB como o seu. Alternativamente você pode utilizar o Mozilla ou o Konqueror do KDE 3.1, que oferecem suporte a tabs.




    Como portar aplicações ODBC, Delphi, DOS e outros para o Linux
    "Sou um iniciante em linux e tenho estudado por meio dos tutoriais e e-books aqui publicados sobre o LINUX. Na verdade o meu estudo deve a questao dos custos de licença e pretendo levar aos meus clientes soluções 100% linux. Para tanto no ambito empresarial temos que usar aplicativos desenvolvidos pelo Governo em geral em Delphi e outros em DOS sendo assim pergunto se programas que usando ODBC banco de dados em Access e outros bancos como o "Paradox" e interbase e sao passiveis se rodar no linux sem a necessidade de emuladores e de instalações do Windows (visto que nao pretendo comprar nenhuma licenca).

    Sendo assim, pergunto se ja evetuou testes para rodar os aplicativos da receita federal do ministerio do trabalho da caixa economica federal e de secretarias estatuais da fazenda. Eu preciso estar ciente destes dados para que possa efetuar um trabalho serio em tirar as empresas da pirataria e com isso reduzir algumas dores de cabeca:). Vejo que vc fala muito do Wine, porem ainda estou aprendendo e nao tive a oportunidade de alcançar um nivel técnico para testar essas aplicacoes e se vc ja tiver a resposta agradeco."

    Oi Ronaldo. Existe um driver ODBC for Linux distribuído pela IBM que é gratuíto e você pode baixar aqui, na página você encontrará informações de como trabalhar com ele. Uma segunda opção é o CodeBase SQL-ODBC (comercial). Este artigo da revista Byte também fala sobre este problema e dá algumas dicas interessantes.

    Você também pode rodar os bancos de dados Access através do Adabas, que acompanha o StarOffice. Como você sabe, o StarOffice 6 não é mais gratuíto, mas o preço é bem atrativo: US$ 79 pela licensa para 4 micros. Existe ainda a opção de usar o SO 5.2.

    Para os aplicativos em DOS você pode utilizar o Dosemu (http://www.dosemu.org/), que apesar de ser um emulador, já oferece um desempenho mais que suficiente para rodar os aplicativos de legado que ainda sejam utilizados. O nível de compatibilidade é semelhante ao do Windows NT e XP, ele só não consegue rodar aplicativos que façam acessos diretos ao hardware. Para as máquinas antigas, você pode tentar o DR-DOS, a versão alternativa do DOS, originalmente desenvolvido pela Caldera. Atualmente o DR_DOS não é mais gratuito, mas você ainda pode encontrar algumas das versões antigas, gratuitas, pela Web. A página oficial é: http://www.drdos.com/

    Apesar da má vontade do pessoal da receita, o programa de declaração já roda no Wine a algum tempo, desde que você tenha o Windows numa partição do HD. Pode ser que você já consiga roda-lo sem a ajuda do Windows na versão mais atual, experimente o Codeweavers Wine que tem uma instalação mais amigável. Talvez você tenha que fuçar um pouco, instalando manualmente algumas DDLs ou chaves do registro. Se você conseguir, não deixe de me mandar a dica para que possa publicá-la aqui no site :-)

    Os aplicativos escritos em Delphi 6 podem ser portados sem muitas mudanças com a ajuda do Kylix. Os aplicativos escritos em versões antigas do Delphi exigem algumas modificações significativas, mas você pode encontrar alguns manuais pela Web explicando tudo com detalhes.

    Nem sempre você poderá portar tudo para o Linux sem enfrentar dificuldades, afinal é uma mudança radical. Mas a médio prazo, a economia com licenças vai compensar esse investimento inicial. Além disso, a disponibilidade de tantos aplicativos e bibliotecas open source que temos no Linux, pode ser usada para desenvolver muitas outras soluções, que não estão disponíveis ou são inviáveis na plataforma Windows.

    Procurando pela Web você pode encontrar ferramentas para portar muita coisa. Por exemplo, o meu Psion veio com um software de comunicação que só roda no Windows. Mas, numa pesquisa rápida no Google já achei como não apenas sincronizar com máquinas Linux ( http://www.tldp.org/HOWTO/Psion-HOWTO.html), mas também rodar o Linux no Psion, com interface gráfica e tudo mais ( http://linux-7110.sourceforge.net/). É só questão de procurar.




    Servidor de alta disponibilidade
    "Oi Morimoto, tudo bem? Sou técnico em informática de uma empresa de sistema de segurança (Instala os infravermelhos nos imóveis e controla tudo via modem), gostaria de saber qual é o melhor servidor que eu poderia montar para essa rede (Win2000, Novell, NT, etc.), e tenho uma grande necessidade de um sistema de backup eficiente. Gostaria de uma indicação sobre um sistema (espelhamento, manual, etc.), pois os dados do servidor não podem ficar fora do ar de forma alguma, porque isso "comprometeria o monitoramento de todos os clientes."

    Oi Harlley, você pode montar um servidor de alta disponibilidade usando dois servidores Linux e o Heartbeat. Este programa acompanha várias distribuições, entre elas o Conectiva e o Mandrake. No Conectiva, basta selecionar a instalação personalizada e marcar a opção "servidor de alta disponibilidade" na hora de escolher os componentes que serão instalados.

    Os dois servidores devem estar ligados à rede (ou à Internet) e ao mesmo tempo, ligados entre sí. Cada um deles terá duas placas de rede. As placas principais deverão ser configuradas com os endereços dos servidores na rede, enquanto as duas placas secundárias devem usar algum faixa de endereços reservada, já que servirá apenas para a comunicação interna dos dois servidores. Você pode usar por exemplo os endereços 10.0.0.1 e 10.0.0.2.

    O segundo servidor deve ser um espelho do primeiro, pois o programa monitorará o servidor principal e alternará automaticamente caso ele pare de responder. Sempre que isto ocorrer, o segundo servidor irá assumir suas funções, até que ele volte ao funcionamento normal.

    No seu caso, creio que não será possível manter o segundo servidor atualizado manualmente, já que estamos falando de um banco de dados atualizado constantemente. Você poderia lançar mão então de um segundo programa, o drbd (existem outras opções, como o coda) que se encarregará de manter os dois servidores sincronizados, usando a rede interna estabelecida entre eles. Para que o programa funcione, é necessário que existam duas partições do mesmo tamanho nos dois PCs. Não é preciso que sejam usados dois micros iguais, nem mesmo que os HDs tenham a mesma capacidade. A única exigência é sobre o tamanho das partições.

    Você pode encontrar detalhes sobre como configurar o Heartbeat no http://www.linux-ha.org/ e sobre o drbd no http://www.complang.tuwien.ac.at/reisner/drbd/

    A configuração dos dois programas não vai ser complicada caso você já tenha alguma familiaridade com servidores Linux, mas caso encontre dificuldades, você poderá entrar em contato com a Conectiva, ou outra empresa que implante sistemas Linux. Mesmo considerando o custo da mão de obra, o custo de propriedade dos servidores será muito mais baixo do que seria com um sistema Windows.




    Som onboard da ECS KT7S5A no Linux
    "Tenho uma ECS K7S5A, mas não estou conseguindo instalar o som onboard no Linux. A placa não é detectada durante a instalação e o sndconfig volta um erro, apesar de (aparentemente) conseguir detectar a placa"

    As placas de som onboard que utilizam o chipset AC'97, como a da K7S5A e da maioria das placas mãe atuais são bem suportadas em todas as distribuições Linux que utilizam o Kernel 2.4 em diante, pois o driver já faz parte do próprio Kernel. Se por acaso você está usando uma distribuição antiga, ainda baseada no Kernel 2.2 ou mais antigo (como o Conectiva 6, Mandrake 7, Red Hat 6, etc.), atualize para uma versão atual assim que possível. Assim você terá um suporte muito melhor, não apenas à placas de som, mas a vários dispositivos.

    Geralmente a placa é detectada durante a instalação do sistema, mas se isto não aconteceu, você pode ativa-la com dois comandos simples. Comece dando um modprobe i810_audio (como root) o comando deverá voltar uma série de detalhes sobre a placa de som. Use um programa qualquer para verificar se o som está funcionando e, se tudo estiver ok, use o comando echo "i810_audio" >> /etc/modules para fazer com que o módulo da placa de som seja inicializado automaticamente durante a inicialização do sistema. O comando acima só funcionará se o driver i810_audio estiver ativado no kernel, o que é feito na maioria das distribuições, já que estamos falando de um componente muito comum. Se por acaso você receber uma mensagem de erro, dizendo que não foi possível localizar o módulo, você poderá ou recompilar o kernel do sistema, ativando o suporte a som, junto com o "Intel ICH (i8xx) audio support" ou então tentar os drivers da Alsa, que incluem suporte às placas AC'97 entre vários outros modelos. Para instalar os drivers Alsa, comece baixando o driver no http://www.alsa-project.org. Enquanto escrevo a versão mais atual está disponível no ftp://ftp.alsa-project.org/pub/driver/alsa-driver-0.9.0rc2.tar.bz2. Para instalar o pacote abra um terminal e digite: $ su (para virar root) # bzip2 -d alsa-driver-0.9.0rc2.tar.bz2 (substituindo o nome do pacote caso seja diferente) # tar -zxvf alsa-driver-0.9.0rc2.tar.bz2 # cd alsa-driver-0.9.0rc2 # ./configure # make # make install # ./snddevices (para criar o diretório do dispositivo de áudio) Esta sequencia de comandos é um pouco longa, mas é só seguir tudo na sequência que você não terá problemas com a instalação. Terminado você pode usar novamente o sndconfig para detectar a placa, ou adicionar as linhas que a ativam no arquivo /etc/modules.conf. Se optar pela segunda opção, abra o arquivo no kedit usando o comando "kedit /etc/modules.conf" (como root) e cole as seguintes linhas (basta selecionar o texto e colar no arquivo usando o botão do meio do mouse): alias char-major-116 snd alias char-major-14 soundcore alias sound-slot-0 snd-card-0 alias sound-service-0-0 snd-mixer-oss alias sound-service-0-1 snd-seq-oss alias sound-service-0-3 snd-pcm-oss alias sound-service-0-8 snd-seq-oss alias sound-service-0-12 snd-pcm-oss alias snd-card-0 snd-card-intel8x0

    Depois é só salvar e sair.




    Free Software x GNU x Open Source x GPL
    "Olá Morimoto. Eu estou estudando programação, já aprendi um pouco de Clipper no técnico e agora estou aprendendo Delphi. Eu estou pensando em estudar também sobre programação no Linux, mas estou com várias dúvidas: Em quais linguagens eu posso programar no Linux? Qual é a diferença entre Free Software, Software GNU, Open Source e GPL? Achava que era tudo a mesma coisa."

    Oi Fernando, acho que esta dúvida é bem mais comum do que parece. Vamos lá:

    A maior parte dos programas for Linux são escritos em C ou C++ e compilados com o compilador GCC, desenvolvido pela Free Software Fundation. Os programas em C podem ser desenvolvidos em qualquer editor de texto, mas o ideal é usar um editor especializado, como o Emacs, Vi ou tantos outros que estão disponíveis em qualquer distribuição Linux. Para compilar o código basta salvar o arquivo com a extensão ".c" e usar o comando "gcc nome_do_arquivo.c" num terminal do Linux.

    Existe também um editor visual para programação em C, o Kdevelop, que faz parte do pacote KDE e consequentemente também é incluído em praticamente todas as distribuições atuais. O Kdevelop lembra um pouco o MS Visual C, mas oferece uma flexibilidade bem maior. Você pode encontrar alguns tutoriais sobre ele no: http://www.kdevelop.org/

    Além do C você pode utilizar inúmeras outras linguagens, como o Java, Perl, Python e muitos outros. Para instalá-los basta marcar os pacotes na seção "Development" (desenvolvimento) ao instalar o Linux. Outro muito badalado é o Kylix da Borland, que equivale ao Delphi 6 for Windows. Além da interface e recursos serem muito semelhantes, ambos são compatíveis, o que permite que você compile programas desenvolvidos no Delphi 6 no Kylix e vive-versa, o que permite desenvolver um programa simultâneamente para as duas plataformas.

    A versão Open Edition do Kylix é gratuita para uso pessoal e para o desenvolvimento de programas de código aberto. Para desenvolver software comercial você precisa comprar o pacote Desktop Developer ou Server Developer. Sobre a segunda parte da pergunta, os quatro termos são mesmo completamente diferentes. Free Software é o nome da fundação criada em 1980 pelo Richard Stallman, com o objetivo de desenvolver softwares livres e de código aberto e dar uma opção aos desenvolvedores, até então presos a pacotes proprietários.

    A Free Software Funtation desenvolveu então o compilador GCC e o Emacs, seguidos por vários outros programas, que podem ser utilizados não apenas no Linux, mas em vários sistemas Unix, como o Free BSD e o GNU Hurd, o Kernel desenvolvido pela própria FSF.

    Todos os programas desenvolvidos pela Free Software Fundation são chamados de softwares GNU. O próprio Kernel do Linux foi desenvolvido usando o Emacs e o GCC, inicialmente usando o Minix, que era um mini Unix gratuíto. Quando o sistema se tornou utilizável, acabou incorporando os programas desenvolvidos pela FSF. é por isso que muitos defendem o uso do termo "GNU/Linux", o que dá o crédito devido ao trabalho da Free Software Fundation.

    Existe ainda a licença GPL, também criada pela FSF, que permite que outros desenvolvedores desenvolvam software livre. A GPL garante que os usuários do programa tenham: a) A liberdade de usar o programa com qualquer finalidade b) A liberdade de ter acesso ao código do programa e alterá-lo, de acordo com as suas necessidades c) A liberdade de distribuir (ou até mesmo vender) cópias do software. d)A liberdade de aperfeiçoar o programa e distribuir ao público as melhorias, de modo que outras pessoas se beneficiem do seu trabalho. e)A obrigação legal de não negar aos que adquirirem cópias do programa todos os direitos que você recebeu.

    Ou seja, software livre significa que você têm o direito legal de usá-lo, alterá-lo, ou até mesmo vender cópias, por "um preço razoável" (na licença não é estabelecido um limite para o "razoável", o que na prática significa que isso fica a cargo do bom senso de cada um) mas não pode impedir que outras pessoas façam a mesma coisa.

    Você pode por exemplo gravar CDs com o Linux e vendê-los pelo preço que seus clientes estiverem dispostos a pagar, mas não pode impedir que eles instalem o sistema em vários micros, ou mesmo que também vendam cópias dos mesmos CDs. Isso é feito em escala mundial através das distribuições Linux, como o Mandrake, Red Hat, Conectiva, Debian, etc. que nada mais são do que pocotes com vários aplicativos (cobertos ou não pela licença GPL) que contém um instalador, programas de configuração, manuais, suporte e outros facilitadores, para que você tenha um mínimo de dificuldade para instalar o sistema.

    Existem algumas peculiaridades no negócio das distribuições. Já que elas são baseadas em software GNU significa que eles podem ser copiadas livremente e que você pode instala-las em quantos computadores quiser. Por que então alguém paga por uma distribuição Linux ao invés de copia-la de alguém, baixá-la pela Web etc.? O diferencial aqui é primeiro a praticidade.

    Ao invés de ficar procurando pela Web e esperar dias para conseguir baixar todos os arquivos necessários, você recebe uma caixa com todos os CDs, manuais impressos, guias de instalação, etc. Outro diferencial importante (sobretudo pelas empresas) é o suporte. Ter a quem chamar quando o sistema der qualquer problema antes que ele comece a causar prejuízos ao negócio. Existem até mesmo casos de contratos onde a distribuição se compromete (mediante pagamento, claro) que o sistema será capaz de manter um certo nível de confiabilidade ou recursos, se comprometendo a indenizar a empresa caso as condições não sejam cumpridas.

    O fato de licenciar um programa sob a licença GPL não impede que o desenvolvedor possa ganhar dinheiro com ele. Ele pode cobrar pelo desenvolvimento do programa, caso ele se destine a alguma empresa ou a um cliente, ou cobrar pelas cópias distribuídas.

    As vantagens em desenvolver sob a GPL são que o desenvolvedor pode utilizar o código de qualquer outro programa GPL como base para o programa e adicionar bibliotecas ou partes de outros programas cobertos pela GPL sem custo, desde que inclua os créditos para os autores originais. Isto permite reduzir bastante o tempo de desenvolvimento dos programas, principalmente nos casos em que já existe um programa com recursos próximos do que você é contratado para desenvolver.

    As desvantagens são as condições impostas pela GPL, que em tese limitam um pouco o que você pode fazer com o programa. Se você pretende desenvolver um software e vender cópias de uso individual (como no caso do Windows e da maioria dos software comerciais) não é uma boa idéia licenciá-lo sob a GPL, muito menos utilizar partes de outros programas cobertos pela GPL, o que tornaria seu programa GPL também.




    Inicializar o linux a partir do Windows
    "Instalei um outro HD no meu micro de 4 GB e começei instalando o SuSe. O problema é: quando eu ligo o micro ele inicia o Windows.. é claro, como eu faço pra ele iniciar o SuSe pelo outro HD? Tem algum programinha, macete ou vou ter que criar um disquete de boot e usá-lo toda vez? Eu queria de preferência poder inicializar o Linux a partir do Windows"

    Normalmente o SuSe teria instalado o Lilo durante a instalação, já configurado para dar a opção de inicializar Linux ou Windows durante o boot. Você deve ter abortado a instalação do Lilo, por isso o sistema continua inicializando no Windows:



    Mas, sem problemas. Abrindo o Yast, a ferramenta de configuração do SuSe (o atalho está em algum lugar do iniciar) você tem a opção de instalar o Lilo, o que fará aparecer o menu de boot durante a inicialização, onde você poderá escolher qual sistema usar a cada boot ou gerar um disquete de boot. Neste caso o PC continuaria dando boot no Windows e você poderia inicializar o Linux através do disquete.

    Se você preferir mesmo inicializar o Linux a partir do Windows, você pode usar o loadlin.exe, um programinha que pode ser encontrado na pasta /dosutils do CD de instalação das distribuições.

    Você precisa copiar o loadlin.exe, junto com o arquivo vmlinuz, que estará na pasta /boot da partição do Linux para o diretório raiz da sua partição C: no Windows. O arquivo vmlinuz é o Kernel do Linux, enquanto o loadlin.exe é um programa que permite carregá-lo a partir do MS-DOS ou Windows. Para carregar o Linux você só precisa abrir o prompt do MS-DOS e dar o comando (a partir do diretório C:):

    loadlin c:vmlinuz root=/dev/hda5 ro

    O loadlin.exe carrega o Kernel que se encarrega de iniciar o carregamento do restante do sistema. Você pode criar um atalho no Windows para não precisar digitar o comando toda vez. Note que isso fará com que o Linux assuma o controle da máquina, para voltar ao Windows você precisará reiniciar. Substitua /dev/hda5 no comando pela localização correta da sua partição Linux, caso diferente. Este dado aparece durante a instalação, mas, caso você não tenha prestado atenção, use o comando "df" no Linux para ver uma lista das partições do seu HD.

    Outra observação é que em algumas distribuições o arquivo vmlinuz é só um atalho para o arquivo verdadeiro do Kernel, que recebe um nome como "vmlinuz-2.4.18-6mdk" (no caso do Mandrake 8.2) mas é fácil perceber qual é o correto pelo tamanho do arquivo. O Kernel tem sempre coisa de 800 ou 900 kb.




    Restaurando imagens via rede em estações sem disquete nem CD
    "Tenho 6 estações identicas e 1 servidor. Periodicamente sou obrigado a passar o ghost nas maquinas. Só que existe o inconveniente de abrir e fechar todas as máquinas. Imagine! Não existiria uma forma de restaurar os HD's apartir do servidor? Detalhe: nenhuma estação possue drives de disquetes ou cd room."

    Se as estações tivessem disquete ou CD-ROM você poderia usar o G4U que comentei neste artigo: http://www.hardware.com.br/artigos/215/

    Para gerar um CD-ROM com o G4U basta gravar um CD com boot, apontando a imagem do disquete. O recurso de boot via CD-ROM dos Bios nada mais é do que um sistema de emulação que carrega a imagem de um disquete gravada nos primeiros setores do CD-ROM. Do ponto de vista do sistema operacional nada muda, ele continua achando que está rodando a partir do disquete. Daí surgem até alguns casos curiosos, um sistema que dá boot normalmente através do CD-ROM, mas depois trava por não conseguir acessar o CD... ;-)

    Bom, mas voltando ao problema, o G4U não é a única solução, pelo contrário. Você pode usar qualquer distribuição Linux para gerar as imagens, gravá-las no servidor e depois recuperá-las via rede.

    A minha sugestão é a seguinte: Divida os HDs nas estações em duas partições, uma menor para instalar um sistema de recuperação e outra ocupando o restante do HD para instalar o sistema principal, que pode ser qualquer um, inclusive Windows.

    O sistema de recuperação pode ser uma instalação compacta da sua distribuição preferida, algum mini-linux, enfim, qualquer coisa com que você tenha familiaridade.

    O particionamento do HD ficaria assim:

    MBR : Lilo configurado para inicializar os dois sistemas HDA1 : Sistema de recuperação HDA2 : Sistema principal HDA3 : Partição Swap (caso necessário)

    Você pode encontrar informações sobre como instalar vários sistemas operacionais no mesmo HD neste artigo: http://www.hardware.com.br/artigos/238/

    Finalmente, você vai precisar de um servidor com bastante espaço em disco, compartilhando uma pasta via NFS, onde você armazenará as imagens de sistema das estações. Tem uma explicação básica sobre os compartilhamentos via NFS neste artigo: http://www.hardware.com.br/artigos/185/. É bastante simples. Você pode ler uma explicação mais detalhada no capítulo 5 do meu e-book: http://www.hardware.com.br/ebooks/linux/index.html

    Com tudo pronto, chegou a hora de gerar as imagens de sistema que serão armazenadas no servidor. A ideia é que você use o sistema de recuperação instalado nas estações para gravar a imagem da partição onde está instalado o sistema principal no servidor e recupera-la sempre que necessário.

    Para isto bastam alguns poucos comandos. Dê um boot no sistema de recuperação, configure a rede e monte o compartilhamento NFS do servidor. O comando seria algo como:

    # mount -t nfs 192.168.0.1:/home/imagens /pasta_local

    Neste exemplo o "192.168.0.1" é o endereço IP do servidor, o "/home/imagens" é a pasta compartilhada no servidor, ue pode ser alterada de acordo com a conveniência, enquanto o "/pasta_local" é um diretório qualquer na estação onde a pasta do servidor ficará disponível.

    A partir daí tudo o que você precisa fazer é usar o "dd" para gravar a imagem no servidor ou recuperar uma imagem previamente gravada.

    Para gravar uma imagem o comando seria (presumindo que o sistema principal esteja instalado no /dev/hda2):

    # dd if=/dev/hda2 of=/pasta_local/estacao3_07-02-2003.iso

    Este comando grava todos os dados da partição no arquivo "estacao3_07-02-2003.iso" dentro da pasta montada do servidor. Naturalmente a saída vai direto para o HD do servidor, copiada via rede, em momento algum fica na estação.

    Para recuperar a imagem gravada basta repetir o procedimento, dando boot no sistema de recuperação, montando a pasta compartilhada e usando novamente o dd para recuperar a imagem:

    # dd if=/pasta_local/estacao3_07-02-2003.iso of=/dev/hda2

    Prontinho :-)

    Veja que o dd é um pouco diferente do Ghost, pois ele não faz uma cópia dos arquivos, mas sim uma cópia bit a bit de todos os dados da partição. Se você tiver uma partição de 4 GB ele gerará uma imagem de 4 GB, mesmo que a partição esteja com 3 GB livres. O que você pode fazer é compactar as imagens no servidor para economizar estaço e descompactá-las antes de regravar nas estações.

    As imagens também podem ser recuperadas da forma antiga, ou seja, tirarando o HD da estação e instalando-lo no servidor onde está a imagem.

    Existe uma lenda sobre uma certa limitação do Linux quanto a arquivos maiores que 2 GB. Esta limitação realmente existiu nos Kernéis da série 2.2. A partir do Kernel 2.4 esta limitação foi superada, permitindo que sejam criados arquivos com vários petabytes. É verdade que alguns sistemas de arquivos obsoletos (cof, cof, ext, cof...) ainda possuem algumas limitações de tamanho um pouco acima disto, mas usando partições formatadas em reiserfs, jfs, etc. não é preciso se preocupar com isso.

    Além do dd você pode utilizar também o partmage, um programa que já oferece muito mais recursos, incluindo a possibilidade de compactar as imagens geradas em gzip (o que reduz em média o tamanho para apenas 40% do original) e também de quebrar a imagem em múltiplos arquivos, o que é útil se você pretende fazer backups em CD por exemplo. Outra diferença é que o partiimage copia apenas os dados das partições, não faz uma cópia bit a bit como o dd, isso também ajuda a reduzir o tamanho das imagens. O partimage é um programinha realmente formidável, recentemente ele ganhou também um front-end gráfico. No site está disponível também um CD bootável que pode ser usado caso você esteja fazendo uma imagem do HD inteiro.

    O link é fácil de lembrar:

    http://www.partimage.org/






    Rede virtual usando o VMware
    "Tenho no momento uma idéia meia maluca de  criar uma  internet caseira e, com isso, construir um servidor web, servidor de BD, servidor de aplicação , e algumas estações, tudo isso utilizando maquinas virtuais (VMWare na cabeça!!!). É um desafio pra mim e estou a um bom tempo estudando o ambiente linux, tcp/ip, sistemas operacionais e agora pretendo estudar o funcionamento do servidor Apache (ufa!!!). Gostaria de te pedir uma dica: no momento tenho um pentium 733 com 256 MB de memória e pretendo comprar outra maquina que me ajude a construir o máximo de maquinas virtuais possiveis.  Com esse meu 733 consegui instalar na boa 2 maquinas virtuais com linux e funciona muito bem. Pretendo agora comprar um micro com uma configuração eficiente para suportar o máximo de máquinas virtuais possíveis. Acontece que no momento tenho 2500,00 reais para comprar uma boa maquina, porém existem tantas ofertas que eu gostaria de uma opinião mais balisada sobre a melhor configuração que atenda a este meu propósito de construir uma infra-estrutura baseada em maquinas virtuais."

    Como você já deve ter percebido, o quesito fundamental para rodar várias máquinas virtuais simultâneamente dentro do VMware é a quantidade de memória RAM e, até certo ponto, também o espaço no HD. O desempenho do processador em sí é secundário pois na maioria do tempo você estará trabalhando em uma máquinas virtuais e as outras ficarão ociosas.

    Ter um processador rápido seria importante caso você pretendesse construir por exemplo um servidor Web com 20 máquinas virtuais, cada uma hospedando um site muito acessado com zilhões de scripts e um banco de dados com 500.000 entradas, o que não parece ser o seu caso.

    Se você for comprar uma máquina nova, um Athlon Thoroughbred 1700+ (ou outro modelo barato que você consiga encontrar) junto com uma placa mãe que suporte 2 GB de memória DDR (que hoje em dia já estão mais baratas que as SDR) e um HD de 80 GB já estaria de bom tamanho. Você não precisa investir muito na placa de vídeo, já que afinal as máquinas virtuais só tem acesso a um driver 2D genérico fornecido pelo VMware. A idéia básica é economizar o máximo possível no processador, vídeo e som e gastar em pelo menos 1 GB de RAM, um HD grande e uma boa placa mãe.

    Um Athlon Thoroughbred de baixo clock é a melhor opção pois é um processador relativamente barato, mas que suporta grandes overclocks, um potencial de que você pode lançar mão se mais pra frente achar que precisa de mais desempenho.

    Antes de mais nada, verifique quanta memória esta sua placa mãe atual suporta. As placas com os chipsets i810 e i815 da Intel suportam apenas 512 MB de RAM, o que é pouco para o seu caso, mas algumas placas com chipsets Via suportam até 1.5 GB (3 pentes de 512 MB), neste caso você nem precisaria trocar de máquina, dois pentes de 512 MB já resolveriam o problema.

    Um detalhe importante é que o Kernel do Linux suporta até 64 GB de memória RAM, recurso suportado pelos processadores Pentium Pro e Xeon, junto com uma placa mãe adequada. Porém, existe uma perda considerável de desempenho ao ativar o suporte a mais de 1 GB de memória RAM, opção que aparece no momento da compilação. Juntamente por isso a maioria das distribuições vem com suporte a apenas 1 GB ativado por padrão.

    Existem três possibilidades: suporte a até 1 GB, suporte a até 4 GB (com uma pequena perda de desempenho) ou suporte a até 64 GB (com uma perda bem maior). Esta é uma das coisas que não podem ser ativadas através de módulos, se você estiver usando uma distribuição com suporte a apenas 1 GB, você terá que verificar se existe um Kernel alternativo disponível ou então compilar manualmente um novo Kernel.




    Problema ao acessar servidor X
    " Prezado Sr. Carlos Eduardo Marimoto. Após ler seu e-book sobre redes me interesseu pelo item citado acima, porém estou tendo problemas e não estou conseguindo rodar o Desktop do Servidor em uma estação convencional. A distro que estou usando no Servidor é Mandrake 8.2 e na estação é um Conectiva 4, em relação ao servidor é um Duron 750, 256Mb, e à estação é um Pentium 166MHz com 64Mb, HD 1,8Gb. Está dando o seguinte erro: _XSERVTransSocketINETCreateListener: ...SocketCreateListener() failed _XSERVTransMakeAllCOTSServerListener: server already running Fatal server error: Cannot establish any listening sockets - Make sure an X server isn't already running When reporting a problem related to a server crash, please send the full server outup, not just the last messages. This can be found in the log file "/var/log/XFree86.0.log". Please report problems to xfree86@distro.conectiva.com.br"

    Oi Luciano, esse problema é simples. O que está acontecendo é que a máquina já está com um servidor X aberto, provavelmente está configurada para já iniciar o X automaticamente durante o boot, assim, quando você usa o comando "X -query servidor" ele tenta abrir novamente o mesmo servidor X, aí dá este erro, afinal, dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar ao mesmo tempo :-) É a mesma coisa que acontece quando você tenta dar startx duas vezes.

    Para evitar isso, você deve especificar no comando que está abrindo um segundo servidor X. Para isso, basta usar o comando "X :2 -query servidor". Você pode até mesmo abrir um terceiro ou quarto servidor X, contatando servidores diferentes, para isto basta substituir o "2" por outro número.

    Se você preferir que o cliente já abra automaticamente a tela de login do servidor durante o boot ao invés de ter que dar o comando manualmente, basta editar o arquivo /etc/inittab como explico no livro. Além do comando "X -query servidor", você pode usar o "X -broadcast" que procura um servidor automaticamente. Esta segunda opção é ideal para redes onde existe mais de um servidor e eles não ficam sempre ligados. O cliente neste caso manda um pacote de broadcast e se contata ao primeiro servidor que responder.

    "Gostaria que você me explicasse também o seguinte: acabei de fazer o KDE rodar via ssh do servidor, eu queria saber qual é à vantagem de rodar tudo do servidor ou rodar somente alguns programas via ssh."

    Na prática é quase a mesma coisa. As desvantagens, em usar o SSH ao invés de pegar direto a tela de login, são:

    1- É preciso dar mais comandos (xinit, xhost +, ssh servidor, login e o comando pra abrir o KDE). Ao pegar a tela de login você dá apenas um comando, ou então configura o cliente para já contatar o servidor durante o boot.

    2- No SSH os dados são encriptados, o que torna a atualização de tela mais lenta. Num micro de 400 MHz ou mais você provavelmente nem vai perceber, mas num Pentium 1 ou 486 já começa a incomodar bastante.

    Por outro lado o SSH é incomparavelmente mais seguro. Se você pretende liberar o acesso remoto via Web por exemplo, o SSH é a melhor escolha.




    Recuperando o Lilo
    "Sou iniciante no linux e já baixei o seu livro na 4ª edição. Estou com um pequeno problema, e preciso de sua ajuda. Já tinha instalado o Windows 98 em meu HD de 20GB, depois instalei o conectiva linux 8, e por último instalei o Mandrake 9 e ai começou meu problema. Ao instalar o gerenciador de Boot do Mandrake fiz a opção pelo Grub no MBR, logicamente as informações anteriores foram apagadas e com isso não consigo mais acessar o meu Conectiva Linux. Existe alguma saída para esse problema que não seja instalar tudo de novo? Sem querer abusar da sua paciência (desculpe!) poderia me ensinar também como desinstalar o linux sem prejuízo para algum outro sistema no HD? Ficarei muito grato pela sua cordial ajuda."

    Sempre que for instalar outra distribuição Linux, seja em dual boot com o Windows ou outras distribuições Linux, opte sempre pela instalação automática do gerenciador de boot, dando apenas uma olhada nas configurações para checar se está tudo ok.

    As distribuições são sempre bem espertas neste sentido, detectam tanto instalações do Windows quanto outras distribuições pré-instaladas e configuram o lilo de acordo. No seu caso o problema aconteceu justamente por que você rejeitou a instalação automática :-)

    Bom, de qualquer forma, não é difícil resolver o problema. Tudo o que você precisa fazer é gerar um arquivo de configuração do Lilo manualmente e em seguida gravá-lo no seu HD usando o comando "lilo" como root.

    Presumindo que você esteja conseguindo inicializar pelo Mandrake, comece dando um "urpmi lilo" para instalar o Lilo, caso ele ainda não esteja instalado (já que você optou pelo grub).

    Em seguida, abra o seu arquivo /etc/lilo.conf, que é onde fica a configuração do Lillo:

    # kedit /etc/lilo.conf

    O arquivo do Lilo é dividido em seções. Tudo começa com uma seção geral, que engloba opções válidas para o próprio Lilo. No Mandrake deve ser algo parecido com isso:


    boot=/dev/hda
    map=/boot/map
    install=/boot/boot.b
    vga=normal
    default=linux
    keytable=/boot/br-abnt2.klt
    lba32
    prompt
    nowarn
    timeout=100
    message=/boot/message
    menu-scheme=wb:bw:wb:bw


    As opções que você talvez queira mudar são o "default=linux" que permite escolher qual sistema operacional será o default. Adiante teremos uma seção para cada sistema operacional, cada uma com um nome escolhido por você. Basta substituir o "linux" pelo nome do sistema que você desejar ser o default.

    O "timeout=100" define o tempo que o lilo ficará esperando antes de iniciar o sistema default, em décimos de segundo. O default "100" equivale a 10 segundos. Se você colocar "0" o timeout é desativado e ele fica esperando até que você escolha uma opção.

    Em seguida você terá a seção que permite o boot do Mandrake, no seu micro provavelmente deve estar assim:


    image=/boot/vmlinuz
    label=linux
    root=/dev/hda3
    initrd=/boot/initrd.img
    append="quiet devfs=mount hdc=ide-scsi"
    vga=788
    read-only


    Para inicializar o Conectiva você deve incluir no arquivo uma seção como esta (o copiar e colar facilita as coisas :-), mudando apenas o "label=linux" para "label=conectiva" ou outro nome qualquer. O label é justamente o "nome" do sistema, a opção que aparecerá durante o boot.

    Em seguida, você deve mudar o "root=/dev/hda3", substituindo o /dev/hda3 pela partição onde o Conectiva está instalado. Se você instalou logo depois do Windows, provavelmente deve ser o /dev/hda2, na dúvida abra o "kdf" que mostrará todas as partições do seu HD. As outras linhas não precisam ser alteradas neste caso.

    Finalmente você deve incluir mais uma seção para o Windows. Esta é mais simples pois você precisa apenas especificar a partição onde o Windows está instalado. Se você o instalou primeiro então ele estará no /dev/hda1 other=/dev/hda1 label=windows

    No final o seu arquivo ficará mais ou menos assim:

    boot=/dev/hda
    map=/boot/map
    install=/boot/boot.b
    vga=normal
    default=linux
    keytable=/boot/br-abnt2.klt
    lba32
    prompt
    nowarn
    timeout=100
    message=/boot/message
    menu-scheme=wb:bw:wb:bw
    image=/boot/vmlinuz

    label=linux
    root=/dev/hda3
    initrd=/boot/initrd.img
    append="quiet devfs=mount hdc=ide-scsi"
    vga=788
    read-only

    image=/boot/vmlinuz
    label=conectiva
    root=/dev/hda2
    initrd=/boot/initrd.img
    append="quiet devfs=mount hdc=ide-scsi"
    vga=788
    read-only

    other=/dev/hda1
    label=windows


    Depois de salvar o arquivo basta chamar o executável do lilo (como root) para que as alterações sejam salvas no MBR do HD:

    # lilo

    Esta mesma receita vale também para os casos em que você precisar reinstalar o Windows e ele apagar o Lilo, ou caso ocorra qualquer acidente como este do Mandrake :-)

    Lembre-se de ter à mão um disquete de boot de cada distribuição que instalar, assim você consegue dar boot mesmo que o Lilo tenha se perdido. Em alguns casos o próprio CD de instalação lhe dá a opção de inicializar uma instalação no HD.




    Problema para instalar um SB Live no Red Hat 8.0
    "Eu estava usando uma placa de som ISA antiga que funcionava perfeitamente no meu Red Hat 8.0 depois de detectada pelo sndconfig. O problema é que fiz um upgrade para uma SB Live Value e não consigo instala-la de jeito nenhum. Sempre li que as SB Live eram suportadas, você tem alguma dica?"

    Eu tenho duas placas SB Live, uma delas é reconhecida normalmente pelo sndconfig, tanto no Mandrake quanto no Red Hat, mas a outra não é detectada de jeito nenhum, sempre recebo uma mensagem de que a placa não é suportada. Não sei dizer por quê o sndconfig detecta uma e a outra não, mas a solução é simplesmente instalar a placa manualmente como você faria se estivesse no Slackware:

    Abra um terminal, logue-se como root e dê o comando:

    # /sbin/modprobe emu10k1

    Teste a placa de som. Se tudo estiver funcionando, abra o arquivo /etc/rc.d/rc.local e insira o mesmo comando no final do arquivo. Salve o arquivo e a mudança se torna definitiva. Isso se aplica também a outras distribuições, incluindo o Mandrake 9.0 e o Slackware.

    O modprobe simplesmente testa e carrega o módulo que ativa o suporte à placa de som (ou outro dispositivos qualquer). Ele pode ser usado sempre que você souber o nome do módulo a ser usado. Se você tivesse uma placa SB 16 antiga por exemplo o comando seria "/sbin/modprobe sb".

    A moral da história é que apesar do Mandrake e o Red Hat serem mais recomendáveis para quem está começando no Linux devido à praticidade, depois de pegar um pouco mais de intimidade com o sistema é recomendável começar a estudar um pouco sobre o Slackware ou Debian, onde a configuração do sistema é feita de forma mais manual. Isto dá uma base melhor para resolver problemas, independentemente da distribuição.




    Vídeo tremendo no Knoppix
    "Tenho um Celeron 266 com uma placa Xcell2000 e 128 MB. Bom, o Knoppix funcionou direitinho, reconheceu o vídeo, o som e a rede onboard, e já entra no KDE, aliás eu acesso através de um ADSL compartilhado (graças ao meu vizinho) e o Knoppix já consegue configurar a conexão sozinho. Só o modem onboard não foi reconhecido como era de se esperar. O problema é que a imagem do monitor fica tremendo, parece uma gelatina, ehehe. Tem alguma idéia que possa ajudar?.

    Eu tenho uma placa desse modelo também, mas no meu caso o vídeo treme até dentro do Setup, bem esquisito :-)

    Bom, mas no caso do Knoppix eu consegui resolver usando a opção:

    knoppix xmodule=fbdev

    Que deve ser dada na tela inicial de boot, onde aparece o logo do Knoppix. Isto habilita o acesso à placa de vídeo via frame buffer, onde o sistema atualiza a imagem escrevendo direto na memória de vídeo, sem depender de drivers.

    O vídeo fica um pouco mais lento, mas pelo menos resolve o problema da tremedeira. Se você preferir usar resolução de 1024x768 use a opção:

    knoppix xmodule=fbdev fb1024x768

    Esta opção também pode ser usada em micros onde o Knoppix não consiga detectar a placa de vídeo. Este modo funciona em uns 80% das placas.

    A XCell2000 tem um desempenho bem ruim por causa do chipset e da memória compartilhada com o vídeo, mas pelo menos parace ser bem suportada no Linux. Só o modem que realmente é bastante problemático, mas você pode aproveitar o (único :-) slot disponível para espetar um modem mais amigável. Como já recomendei em outros artigos, uma boa opção para quem não consegue instalar seu softmodem no Linux é comprar um modem de 33.6 ISA usado, eles custam muito barato, coisa de 20 a 30 reais e são muito fáceis de instalar, basta abrir o kppp e indicar a porta COM onde o modem está instalado.




    Monkey Linux
    "Gostaria de uma pequena ajuda sua. Baixei o Monkey Linux do seu site ele rodou estavelmente no meu micro. Porém não consegui habilitar o mouse na interface gráfica. Só consigo movimentar o cursor segurando Ctrl+Shift e pressionando as setas do teclado. Como faço para habilitá-lo? Se não tiver como, teria como simular o uso do mouse pelo teclado? A interface gráfica parece com o modo de segurança do Windows. É assim mesmo ou eu tenho que baixar algum driver? Há também como habilitar o som?"

    Oi Jair, para configurar o mouse, assim como opções relacionadas à interface gráfica, você deve usar o "xf86config", basta digitar o comando no terminal. Este utilitário faz várias perguntas, basicamente você deverá dizer qual o tipo de mouse está usando, serial ou PS/2 e a qual porta o mouse está conectado. A interface que acompanha o Monkey é uma versão antiga do Xfree86, uma interface extremamente simples se comparada com as interface das distribuições Linux mais atuais.

    O Monkey é um mini linux, não é uma distribuição completa. Apesar dele ser interessante para quem quer se familiarizar com o Linux, não é um sistema recomendável para uso normal. A proposta do Monkey é que você possa aprender os comandos e ver como o sistema funciona e em seguida partir para uma distribuição mais completa. Aliás, qualquer distribuição atual do Linux será muito mais fácil de usar do que o Monkey, pois o sistema é tão compacto que você precisa instalar e configurar quase tudo :-)

    Nada impede porém, que você possa usar o Monkey num PC antigo, já que ele tem suporte a redes e alguns aplicativos interessantes, como o Apache, o suficiente para transformar um 386 num servidor de páginas. Você pode ver uma lista dos pacotes que compõe o Monkey, exatamente o que ele faz e não faz no link abaixo. Os arquivos com um "*" são os executáveis. http://ftp.ru.xemacs.org/pub/Linux/distributions/monkey/docs/ls-r.txt




    Servidor de FTP em um Pentium 133
    "A algumas semanas li o tutorial do coyote para compartilhar internet. Montei um PC com peças usadas (um P133, 16mb de RAM) e passai uma tarde configurando-o e instalando o coyote (foi a 1ª vez q instalei um linux, mesmo q não seja completo). Funcionou perfeitamente (está ligado até agora). Entusiasmado, instalei o kurumin numa partição do Pentium III 650 aqui de casa. Muito bom mesmo, sem problema algum. Mas estou interessado em ter um server FTP, e gostaria q o P133 desempenhasse esta função, assim como a de compartilhar internet (por ppoe), pois ele está permanecendo ligado dia e noite. Gostaria q o SO fosse linux, pois realmente é muito estável e seguro ao que me parece. Você poderia me dar umas dicas de como fazer o servidor, qual Linux utilizar, etc?"

    Você pode usar qualquer distribuição, basta configurar a conexão com a Internet e instalar o proftpd. Só não tente instalar diretamente nesse micro com 16 MB, leve o HD junto com a placa de vídeo e as placas de rede para o Pentium III e devolva para o Pentium 133 depois de terminar toda a configuração.

    Para instalar o proftpd no Mandrake marque a opção "Servidor FTP" durante a instalação ou use o comando "urpmi proftpd" para instalá-lo posteriormente. No Kurumin você pode usar o ícone mágico. A porta padrão do FTP é a 21, que fica bloqueada no Speedy e outros serviços de banda larga. Você pode configurar o seu servidor para escutar em uma porta diferente editando o arquivo /etc/proftpd.conf. Procure pela linha "Port 21"

    Você pode configurar a conexão via ADSL PPPoE no Mandrake usando o DrakConnect disponível no Mandrake Control Center e depois compartilhar usando o DrakGw. No Kurumin você pode usar o "Configurar ADSL/PPPoE" do menu de configuração do sistema e o "Compartilhar conexão via modem ou ADSL/PPPoE".

    Andei resolvendo alguns problemas no acesso via ADSL para o Kurumin 2.02. Antes ele não estava criando corretamente o arquivo /etc/resolv.conf onde vão os endereços DNS do provedor e a conexão não era reestabelescida automaticamente depois de reiniciar o sistema.

    Nas versões anteriores do Kurumin você pode resolver o problema executando os comandos abaixo como root:

    cp -f /etc/ppp/resolv.conf /etc/ echo "pon dsl-provider" >> /tmp/S98adsl echo "route del default" >> /tmp/S98adsl echo "route add default ppp0" >> /tmp/S98adsl cp -f /tmp/S98adsl /etc/rc5.d/ chmod +x /etc/rc5.d/S98adsl

    Você pode aproveitar pra instalar outros servidores, Apache, Samba, Squid, DHCP, DNS ou o que mais for usar. Estes serviços são relativamente leves, não existe problema em mantê-los ativos ao mesmo tempo no Pentium 133. No Kurumin 2.01 em diante você pode instalar tudo isso fácil usando os scripts que estão no menu de configuração do sistema. Aproveite para já deixar tudo configurado, pois antes de devolver o HD para o Pentium 133 você deve parar a inicialização do modo gráfico, caso contrário ele vai ficar se arrastando durante horas para conseguir abrir o KDE.

    O jeito mais fácil de fazer isso é:

    No Mandrake: Desative o serviço "DM" (display manager) no Mandrake Control Center.

    No Kurumin: rode os comandos "chmod -x /etc/init.d/kdm" e "chmod -x /etc/init.d/xdm"

    Embora não seja fácil rodar o KDE e outros programas atuais em micros antigos, você vai descobrir que os servidores Linux são bastante ágeis e estáveis, mesmo em máquinas antigas. Eu mesmo uso um Pentium 133 com 24 MB como como servidor de backup, compartilhamento de conexão, proxy, dns, dhcp, apache, ftp e bittorrent, tudo ao mesmo tempo.




    Kurumin rodando do CD em Cybercafés
    "Trabalho numa firma de soluçoes para tecnologia. Nos ultimos 4 meses tenho enfrentado um problema que beira o insustentavel. Sou o administrador de 3 redes com acesso a internet e jogos (lan house) e estou a ponto de cometer suicidio pois meu sossego acabou. Meu caso e o seguinte:  

    Minhas 3 redes tem configuraçoes iguais - Estaçoes de trabalho IBM 300GL - PII 350mhz/128mb RAM/Hd 3,2gb/Placa de Rede 3COM 10/100mbps - Servidores (?) AMD Duron 1.3GHz/256mb RAM/MB 810lmrt (urgh!)/HD 30gb - Em toda a rede e utilizado o Windows98SE + OfficeXP + Acrobat Reader + Icq 2003 + Msn Messenger 5.0 - Meus servidores alem de rodarem um programa de controle e tarifacao dos micros ainda rodam um programa de tarifacao de cabines telefonicas ( as redes estao instaladas em Centros de Produtos e Serviços Telemar) Taritron Evolution da Leucotron Telecom.

    Minhas perguntas sao as seguintes - Qual a possibilidade de rodar o Kurumin em minhas estaçoes de trabalho atraves do CD (eliminando o HD) e compartilhar o link de internet via radio com servidor dedicado que temos aqui? - neste caso teria uma soluçao para que nao fosse necessario reconfigurar todas as maquinas a cada reboot? - meu servidor conseguiria rodar o Windows dentro do Kurumin e dentro deste mesmo Windows rodar o taritron?

    Alem de ter ficado impressionado pelo Kurumin, meu interesse advem do fato de que por mais restriçoes feitas no ambiente windows (como hide drives, bloquar acesso ao painel de controle, etc...) alem de chatear os usuarios que nao tem acesso total as maquinas, ainda estou sofrendo com scripts maldosos, dialers pornograficos, gator.com, casinos e todo tipo de situaçoes que me exigem muito tempo para reparar as estaçoes acarretando um alto custo de manutenção. Em minha visao simples tais problemas nao aconteceriam em um sistema operacional que na verdade nao existe, ja que a cada reboot em tese estaria utilizando um novo sistema."

    Eu acho que o Kurumin (junto com outros sistemas que rodam do CD) são uma excelente opção para ambientes assim, justamente pelo baixo custo de manutenção e pela segurança proporcionada aos clientes. Muita gente não navega em Cybercafés justamente por medo de keytraps e outras coisas que outros usuários podem instalar nos micros sem conhecimento do dono. Pouca gente arriscaria entrar no home banking para fazer uma transação por exemplo. Oferecer um ambiente "seguro" para os clientes pode ser inclusive uma ferramenta de marketing.

    Para tornar as alterações definitivas você precisaria remasterizar o CD do Kurumin, fazendo as alterações e gerendo um novo CD com os programas e configurações que você desejar utilizar. Você pode fazer desde coisas simples como trocar o papel de parede até mudanças mais profundas, de acordo com o seu conhecimento no sistema. Tem instruções de como remasterizar o CD no manual do Kurumin: http://www.hardware.com.br/livros/kurumin/

    Você pode rodar o Windows num servidor Linux através do VMware, mas para isso você continuaria tendo que ter uma licença do Windows, junto com a licença do proprio VMware. Financeiramente eu não creio que valha muito a pena. Acho que antes de decidir entre comprar o Vmware ou manter o servidor atual com o Windows você deve tentar rodar o programa dentro do Wine, pode ser que ele rode direto, mas você vai ter sempre melhores resultados se tiver o Windows instalado numa partição do HD.

    O Kurumin vem com um servidor SSH, se você deixar o servidor SSH ativo e alterar as senhas de root e do usuário Knoppix quando remasterizar o CD, você vai poder ter acesso às maquinas através do micro do caixa. Você pode reiniciar as máquinas, fazer aparecer avisos na tela, etc. com isso talvez você nem precise do programa de tarifação. Você pode ler mais sobre o SSH no capítulo 7 do meu e-book: http://www.hardware.com.br/ebooks/linux/index.html

    Outra dica importante é que para rodar o Kurumin nas estações sem HD você vai precisar de 256 MB de RAM, caso contrário os usuários vão reclamar que não conseguem abrir mais que alguns poucos aplicativos simultâneamente. Hoje em dia memória RAM custa muito barato, é um investimento que vale à pena. Também não deixe de reiniciar os micros depois que cada cliente terminar de usar (você pode fazer remotamente pelo SSH) assim você previne qualquer tipo de gracinha com os micros.




    Três longas dúvidas sobre migração para o Linux...
    "1) Pretendo instalar uma versão do Linux em meu computador, mas ainda não decidi por qual. A dificuldade é que compartilho o PC com mais duas pessoas, que ao contrário de mim, elas mal sabem mexer no Windows. Basta alterar um ícone ou mudá-lo de lugar que eles não sabem achar aquilo que queriam. Nesse caso terei que instalar em Dual-Boot. Além disso, teria problemas com dois drivers (modem e impressora). Não saberia da compatibilidade. tenho um modem com chipset Intel (536EP) e uma impressora Stylus Color 777i. No caso do modem, a Intel disponibilizou driver que podem ser compilados em várias distribuições como o Mandrake, RedHat, Debian e Suse, mas não há informação se poderia utilizá-lo com o Conectiva. Aliás, no site da Intel, fala-se que suporta o kernel 2.4.x até 2.4.18. Mas as versões mais novas das principais versões já possuem o kernel mais novos que esse. Haveria problemas?"

    A Epson Stillus é suportada sim e já faz um bom tempo. O suporte a impressoras é uma coisa que tem me surpreendido no Linux ultimamente. No Mandrake 9.1 você pode até escolher qual driver quer usar. O Kurumin 1.4 em diante também suporta este modelo rodando direto do CD. O Conectiva 8 é um pouco antigo, por isso não sei até que ponto o suporte a impressoras está atualizado, mas o 9 também suporta com certeza.

    Esse driver da Intel foi testado por ele até o Kernel 2.4.18, mas isso não significa que não funcione em Kernels mais novos. O Kurumin usa o Kernel 2.4.20 e ele compilou sem problemas, é só questão de ir testando. Lembre-se que para compilar qualquer driver você vai precisar ter instalados o gcc, kernel-headers e kernel-source. Nem todas as distirbuições instalam estes três pacotes por default, mas eles sempre podem ser encontrados nos CDs de instalação.

    Quanto aos outros usuários, sempre é preciso um pouco de ajuda ou algum tipo de treinamento, mas a interface do KDE pode ser personalizada para ficar bem parecida com o Windows, inclusive os botões, cores, etc. Você também pode alterar os ícones dos aplicativos para usar ícones parecidos com os do Windows (compre um daqueles CDs com 200 milhoões de icones... :)

    "2)Estive pesquisando e percebi que os CDS como o do RedHat, e do Slackware, quando comprados na caixa, possuem 6 e 4 CDs respectivamente. vamos tomar o exemplo do Redhat, os 3 últimos cds se referem as fontes. No caso de eu precisar recompilar o Kernel, eu não precisaria desses três últimos CDs?"

    Não, estes CDs contém os fontes dos aplicativos, o código fonte do Kernel, que é o que interessa nesse caso sempre faz parte dos CDs "padrão" da distribuição, muitas vezes logo no primeiro CD, já que se trata de uma coisa que quase todo mundo precisa.

    O código dos aplicativos é incluído mais para respeitar a GPL, você só vai precisar deles se quiser brincar de desenvolvedor, alterando coisas dentro do código e depois recompilando o programa para ver o que mudou... :) Mas, mesmo neste caso você sempre vai conseguir encontrar os fontes na página oficial do programa.

    "3)A situação mais complicada é esta última. Faço mestrado na *****, e nosso núcleo de pesquisa está com um Pentium IV, com 256MB de Ram e HD de 40GB. Já recebemos a máquina com softwares pirateados (Windows e cia). esta máquina está conectada diretamente a rede da *****, transformei-o em um servidor Web e de e-mail, utilizando o windows 2000 server que já estava instalado. Na verdade, eu gostaria de instalar já uma versão do Linux, mas há um pequeno problema, aliás vários. Além de funcionar como um servidor, esta máquina tb é utilizada em algumas atividades do nosso núcleo de pesquisa. Os outros usuários poderiam sentir-se intimidados com a mudança de sistema. bem, sei que o Office pode muito bem ser substituido pelo OpenOffice, assim como quase todos os aplicativos que utilizamos também poderiam ser substituidos por algum equivalente. Mas, além da dificuldade de migração por parte doa outros usuários, utilizamos um software que não tem correspondente  em Linux. É o DataCapes, software de coleta de dados para a avaliação dos programas de pós-graduação da Capes (disponível no site da capes - www.capes.gov.br). Ele só possui uma versão para Windows, e que não sei se o Wine poderia ser compativel, e que sendo compatível, esmo assimteriamos que manter uma cópia ilegal do windows instalada para que o programa funcionasse. A situação complicou no momento em que todos os setores da universidade foram comunicados de que até julho, todos os softwraes piratas deverão ser apagados. A substuição de sistema não seria problema para mim, mas poderia ser para o grupo. E o grupo não possui recurso para a legalização dos softwares, assim como toda a universidade pública atualmente."

    Acho que quase ninguem tem recursos para legalizar todos os softwares que usa. Geralmente compram apenas o Windows e/ou o Office, AutoCAD ou outro aplicativo especializado que utilizam e pirateiam o resto. Em situações onde a pirataria não é uma opção elas acabam simplesmente não usando muitos outros programas.

    No seu caso eu creio que você possa tentar rodar o DataCapes dentro do Wine, eu não tenho uma cópia para testar aqui, mas hoje em dia o Wine já está começando a ficar relativamente maduro. Muita gente está tendo sucesso em rodar programas bem mais complexos, como o Office 2000 (o 97 ja roda a um bom tempo), AutoCAD, FlashMX, Dreanweaver e até mesmo o Photoshop (eu mesmo já instalei uma vez usando a versão de evaliação do Cross-over-Office). Pode dar um certo trabalho pra ficar caçando as dlls de que o programa precisa e descobrir as configurações necessárias, mas se você tiver paciência acaba conseguindo fazer rodar quase tudo.

    Se o programa utilizar uma versão antiga do Install Shield ou outro instalador mais simples, existe uma chance de que você consiga instala-lo diretamente através do Wine e já roda-lo direto, sem maiores dores de cabeça. É o caso do ICQ 2003 por exemplo.

    Caso o instalador falhe dentro do Wine, então você terá que descompactar o arquivo de instalação, copiar as dlls's e vxd's usados pelo programa para as pastas corretas e inserir entradas para estes arquivos no arquivo de configuração do Wine para conseguir utilizá-lo. Em alguns casos você pode precisar também das dll's do Visual Basic ou de outros pacotes, mas na maioria dos casos elas podem ser baixadas e usadas gratuitamente.

    No http://www.frankscorner.org/ você vai encontrar receitas para rodar vários programas. Comece instalando estes para ir pegando prática e ir entendendo melhor como o processo funciona para depois começar a trabalhar nas suas próprias receitas. Ha sim, não se esqueça de postar em algum lugar (ou mandar para mim) para ajudar quem estiver querendo rodar os mesmos programas.




    Dúvida sobre o dd
    "De acordo com a sua matéria http://www.hardware.com.br/artigos/215/ eu fiz alguns testes com o dd (para copiar partições e tudo mais), consegui copiar 3.5 GB de uma partição NTFS do XP sem nenhum problema para outra partição e tudo estava lá, sem problemas. Acho que os desenvolvedores do Kernel já atualizaram para esta opção. Minha pergunta é bem simples. Se fosse copiar a mesma partição seria assim, como você bem mesmo explicou no tópico acima: # dd if=/dev/hda1 of=imagem.img Como eu posso copiar o conteúdo "imagem.img" para outra partição ou outro HD. Como é o comando de linha neste caso? Obs.: Eu tentei "dd if=/dev/hda1 of=/dev/hda2/imagem.img" e não deu certo. Também dá para, ao invés de ser .IMG, ser .ISO? Se não, como fazer o conteúdo de um CD-ROM .ISO e colocá-lo no HD?"

    Bom, vamos por partes. Em primeiro lugar, a limitação de arquivos com mais de 2 GB apontada pelo Wooky na atualização da matéria existe apenas nas distribuições antigas que ainda utilizam Kernels da série 2.2. Nos Kernels da série 2.4 a limitação passou a ser de 4 Petabytes (pelo que lembro :-) ou seja, um número muito longe de ser atingido. Existe uma outra limitação, desta vez de 4 GB que atinge os sistemas de arquivos EXT2 e EXT3, por isso o ideal hoje em dia é usar ReiserFS ou JFS que não possuem problemas com arquivos grandes. Você pode fazer uma imagem de um HD de 80 GB num HD formatado em ReiserFS sem problemas.

    Agora vamos ao problema da cópia dos arquivos. No comando "dd if=/dev/hda1 of=/dev/hda2/imagem.img" está confundindo um dispositivo com um sistema de arquivos. No Linux as duas coisas são diferentes. O /dev/hda2 é um dispositivo, uma partição no disco rígido. Para que você possa escrever coisas nesta partição, gravando o arquivo "imagem.img" por exemplo, este disponisito precisa estar montado num diretório do sistema. Se o dispositivo /dev/hda2 estiver montado na pasta /home por exemplo, o comando correto seria "dd if=/dev/hda1 of=/home/imagem.img".

    Se por acaso o /dev/hda2 não estiver montado, se for uma partição que você acabou de criar por exemplo, você precisa primeiro montá-la em algum lugar usando o comando mount. Se monta-lo no diretório /home/imagens, usando o comando "mount /dev/hda2 /home/imagens" o comando para fazer a imagem seria "dd if=/dev/hda1 of=/home/imagnes/imagem.img".

    A extenção ".img" serve apenas para seu próprio controle, para que você saiba que o arquivo é uma imagem. Para o Linux a extenção do arquivo não significa nada. Você poderia salvar a imagem como "imagem.iso", "imagem.verde", "imagem.cor.de.rosa" e não faria a menor diferença.

    Se você quiser fazer uma imagem de um CD-ROM basta usar o comando "dd if=/dev/cdrom of=imagem.iso" (ou .raw, .img, etc. não importa). Depois basta usar o X-cd-roast ou outro programa de gravação gravar a imagem criada para criar uma cópia fiel do CD-ROM original.




    Windows, Linux e gerenciadores de janelas
    "1 - Como utilizar meu Windows dentro do linux ao mesmo tempo, tendo instalado os dois no mesmo HD? Só via VMware ou há outro software que permita isso?"

    Tem também o Win4Lin, que permite rodar uma seção do Windows 98 dentro do Linux. Ele também cria uma máquina virtual, mas ao contrário do VMware é capaz de rodar apenas o Windows 98. Este é um tema que não mudou muito desde o artigo que publiquei em Junho: http://www.hardware.com.br/artigos/212/

    Você pode rodar alguns aplicativos instalados na partição Windows através do Wine, desde que tenha um pouco de paciência para pesquisar receitas para rodar cada programa. O VMware é a solução mais completa, mas em compensação ele demanda uma máquina um pouco mais poderosa, principalmente na quantidade de RAM, já que você precisa dividir a memória disponível entre os dois sistemas, 128 MB para cada um por exemplo.

    O principal problema do VMware é o preço, 400 dólares não é pra qualquer um. Mas, se você for cara de pau, pode usar a versão Trial por um mês e depois que ela expirar voltar ao site e se cadastrar novamente para usar por mais um mês, e assim por diante.

    Tem também a opção de arrumar uma segunda máquina, sem monitor, e acessá-la via VNC. Assim você gasta com hardware e não com software.

    "2 - No artigo sobre Linux em PCs antigos você deu como sugestão alguns gerenciadores de janelas leves, contudo, não falou sobre alguns como Blanes (www.blanes.com.br), Icewm, CDE (www.opengroup.org/cde/). O blanes é mais leve que o blackbox? Por que você prefere o Window Maker ao blackbox ou mesmo Icewm? "

    Gerenciador de janelas é igual carro, cada um gosta mais de um modelo em particular, nem sempre tem uma razão lógica para isso.

    A diferença de uso de recursos entre os gerenciadores leves é pequena, o Window Maker é o mais parrudo, consome cerca de 4 MB de memória RAM, além do gasto pelo X. O IceWM e o BlackBox são os mais leves, consumindo pouco mais que 800 KB. O Blanes é uma adaptação do IceWM então deve consumir mais ou menos nesta mesma base. O FWVM e o TWM ficam no meio, consumindo cerca de 2 MB.

    Ou seja, não faz mais sentido discutir qual gerenciador é mais leve, pois a menos que você esteja usando um micro com 16 MB, a diferença é muito pequena. O embate fica por conta das preferências pessoais.




    Compartilhar conexão Wireless
    "Eu tenho uma conexão de internet via antena mini parabólica de 8dbi, usando uma placa Samsung 11Mbs WLAN PCI CARD e quero compartilhar esse acesso com outras 34 máquinas que tenho na rede da empresa onde trabalho. Atualmente estou usando um computador com Win98se com Winroute para fazer este compartilhamento. Gostaria de saber se vc sabe como configurar esta placa no Mandrake 8.1, 8.2 ou Conectiva 6 e se a melhor opção de compartilhamento é usar o Squid. Hoje para eu me conectar não necessito de nenhuma senha, pois o meu computador funciona como se fizesse parte da rede do provedor."

    Você pode começar pelo Mandrake 9.0 que tem suporte a mais placas que o 8.1 e 8.2. O Conectiva 6.0 é muito antigo, sequer oferece suporte a placas Wireless. Se for o caso, você deve usar o Conectiva 8.

    Os únicos casos em que pode ser recomendável utilizar distribuições antigas é quando você precisa instalar o Linux num PC antigo, que não tenha hardware suficiente para rodar uma distribuição atual. Vale muito mais à pena baixar os ISOs ou comprar o CD gravado de alguém do que ficar perdendo tempo tentando configurar uma placa que já possui suporte nativo na versão mais recente.

    A Samsung já disponibilizou alguns drivers binários para esta placa, creio que você não deve ter problemas. De qualquer forma, você pode dar uma olhada no http://archives.neohapsis.com/archives/dev/linux-wlan/. Este é um grupo dedicado à este modelo de placa que cobre o lançamento de novas versões dos drivers da Samsung, suporte nas distribuições, problemas, etc.

    Uma vez configurada a rede, você só precisa habilitar o compartilhamento da conexão no Mandrake Control Center, especificando qual é a placa conectada à Internet e qual é a placa da sua rede local. É basicamente a mesma coisa que no Windows.

    Este compartilhamento via NAT é sempre mais aconselhável, pois permite que os clientes acessem de forma quase que transparente. O Squid é vantajoso apenas nos casos em que você precisa limitar ou fiscalizar o acesso dos usuários. É o caso da empresa em que os chefes não querem que os funcionários fiquem perdendo tempo em páginas pornográficas por exemplo.

    Para usuários domésticos as possíveis vantagens do Squid são o cache de páginas, que permite agilizar o acesso às páginas que você acessa frequêntemente e a possibilidade de barrar alguns banners de propaganda no servidor proxy (basta filtrar imagens vindas de domínios como o doubleclick.com por exemplo). Vai da utilizadade que estes recursos possam ter para você.

    Hoje em dia, o compartilhamento da conexão é uma coisa tão trivial que você encontrará a opção disponível em todas as principais distribuições. Usando o Linux também existe a possibilidade de você desenvolver seu próprio script de firewall, controlando as portas e tipos de arquivos que podem passar pelo servidor. Outra opção é utilizar uma ferramenta como o Guarddog ou o Bastile que facilitam a configuração do firewall.




    Mais sobre terminais leves
    "Eu estou planejando montar uma Lanhouse em minha cidade e navegando pela internet visitei o Guia do Hardware e vi um artigo seu lá explicando como montar uma rede com 10 terminais usando o Linux e tal, gostei do jeito que você se dispôs a explicar... E como para montar uma Lanhouse é necessário uma rede eu gostaria de saber se você tem alguma informação sobre esse assunto.

    Como economizar com softwares, os programas de gerenciamento que é utilizado nisso é como se daria a configuração da rede..."

    Oi Pedro. No LTSP estão disponibilizando muita coisa relacionada com o uso comercial dos terminais leves. Da última vez que visitei já tinha até um software que contabiliza as horas de uso de cada usuário para facilitar a cobrança. Vale à pena dar sempre uma olhada para ver as novidades: http://www.ltsp.org

    A administração da rede é relativamente simples, já que uma vez configurado o servidor raramente você terá problemas. Como as estações também só contém o software necessário para dar boot através da rede, os problemas se resumiriam a panes causadas por problemas de hardware. Você precisaria apenas ir criando novas contas de usuários para os clientes, fazer backups de vez em quando etc. O mais difícil é mesmo a configuração do sistema. Como o sistema é todo baseado em Linux, o custo com software também não é um problema.

    Quanto à montagem da rede, valem as dicas que já dei em outros artigos. Não tem muito mistério, basta comprar uma placa de rede para cada estação, um hub ou switch para interligar tudo e os cabos necessários. Você pode usar placas com chipset Realtek 8039 nas estações, que são baratas e usar uma placa (ou várias placas, dependendo do seu projeto de rede) um pouco melhor no servidor.

    Outra questão fundamental é a conexão com a Internet. Para uma rede com 10 micros o ideal seria uma conexão via Speed ou cabo de 1 megabit. Uma conexão de 256 k ainda vai servir, mas os usuários não vão conseguir navegar com muito mais velocidade que em casa, usando modem de 56k.




    Mais dicas sobre Cybercafé
    "Tenho um pequeno Cyber Café com um servidor Pentium 166 MHz, 64 MB RAM, HD de 10 GB, etc. e 3 estações Pentium 133MHz, 32 MB RAM, HD 1 GB e estou compartilhando a internt através do ICS do Win 98, através da linha telefônica. Bom não preciso nem falar que a conexão não agrada.

    Entramos em reforma e vamos melhorar tudo visual e principalmente a conexão. Agora vai ser via Satélite da UOL SAT, e o servidor pretendo por um Pentium III off board, 256 MB RAM, HD 40 GB, Placa video 32 MB 3D, e pretendo colocar 06 estações. Agora que peço as dicas, pois estava lendo sobre estações diskless, no Guia do Hardware, mas não entendi muito.

    Gostaria de saber se é possível um Cyber café com essas estações, se coloco no servidor o Linux e se tem como colocar Windows nas estações, bom de uma opinião sobre que máquinas ficariam legal nem pesadas nem gastando muito e o tipo de SO para o Servidor..."

    Oi Vanderlei. Realmente, compartilhar uma conexão via modem entre 4 micros fica um pouco complicado, mas com a conexão via satélite as coisas já vão melhorar bastante. Mas, seria realmente um desperdício usar um Pentium III com 256 MB só para compartilhar a conexão, principalmente considerando que a configuração dos terminais não é lá grande coisa.

    Em primeiro lugar, seria interessante que você fizesse um sistema de contas, onde cada usuário tivesse sua própria conta de usuário, com privacidade, espaço no servidor para guardar seus arquivos, liberdade para configurar seus programas a gosto etc.

    Se você for usar Linux no servidor isso fica fácil, pois basta criar as novas contas conforme os usuários fossem usando o Cybercafé. Não importa que o usuário useuma vez hoje e só volte daqui a dois meses. Com um HD grande no servidor você vai ter espaço para criar milhares de contas. No Windows 2000 Server isto também não seria problema.

    Agora vem a escolha mais importante, qual sistema rodar no servidor? Windows ou Linux? Como já falei sobre os prós e contras do uso de cada um em Cybercafés, vamos à prática.

    Windows

    A melhor opção seria o Windows 2000 Terminal Server, que permite usar as estações como terminais gráficos do servidor, o que acabaria com o problema de lentidão ao rodar o Explorer e outros aplicativos mais pesados. Nas estações você pode tanto rodar o Windows 98, junto com o cliente fornecido pela Microsoft, quanto o Linux, rodando o cliente da LTSP e o rDesktop. Naturalmente é um pouco mais complicado de configurar, mas em compensação usando esta solução você não precisa de HD nas estações e só precisa pagar a licença do Windows para o servidor. As instruções de configuração estão aqui: http://www.ltsp.org/contrib/diskless-windows-howto.htm

    Linux

    Usando um servidor Linux você também tem a opção de manter os HDs nas estações, ou criar estações diskless usando o Etherboot e o LTSP.

    Se você não chegou a ler meus outros artigos sobre o assunto, o LTSP é um conjunto de pacotes que permite usar um servidor Linux como servidor de boot remoto. Você instala a sua distribuição preferida no servidor, instala os pacotes do LTSP, configura tudo adequadamente e pronto, você não precisa mais configurar nada nas estações. Basta usar um disquete de boot, ou gravar a ROM da placa de rede com um software de 50 KB para dar boot através do servidor e poder rodar todos os aplicativos que estão instalados. O LTSP é um pouco chato de instalar, mas o resultado compensa. Se você achar muito complicado, existe a opção de contratar alguém para fazer a configuração para você.

    Para instalar o LTSP os procedimentos são os seguintes:

    1- Antes de mais nada, verifique se os serviços DHCPD, TFTPServer, NFS-Utils e Portmap Estão ativos no seu servidor. Caso não estejam, instale-os com os seguintes comandos: urpmi tftp-server urpmi nfs-utils urpmi portmap urpmi dhcpd-server Sem estes serviços rodando no servidor o LTSP não vai funcionar.

    2-Vá no http://www.ltsp.org/ e, na área de download baixe os pacotes:

    ltsp_core-3.0.0-1.i386.rpm ltsp_kernel-3.0.1-1.i386.rpm ltsp_x_core-3.0.1-1.i386.rpm ltsp_x_fonts-3.0.0-0.i386.rpm

    Para instalá-los basta clicar sobre eles no gerenciador de arquivos,ou usar o comando "rpm -ivh nome_do_pacote.rpm" no terminal.

    Depois de instalar os pacotes, acesse o diretório /opt/ltsp/templates (cd /opt/ltsp/templates) e rode o script que finalizará a instalação com o comando: ./ltsp_initialize Preste bastante atenção nas mensagens que o scrip vai retornar. Se ele indicar um erro em alguns dos serviços por exemplo significa que ele não está instalado ou está desativado. Neste caso corrija o problema e rode o script novamente. 3- Feito isso, faltam configurar mais três arquivos. Você pode altera-los usando o Kedit, Vi, ou qualquer outro editor de textos. Lembre-se que você precisa estar logado como root: a) /etc/dhcpd.conf Abra o arquivo /etc/dhcpd.conf.example que será criado pelo LTSP e substitua todos os endereços "192.168.0.224" pelo endereço IP do servidor. Você precisa substituir também o endereço Hardware Ethernet pelo endereço MAC da sua estação. Esta configuração fica no final do arquivo: host ws001 { hardware ethernet 00:E0:18:E0:04:82; fixed-address 192.168.0.1; filename "/lts/vmlinuz.ltsp";} Você deve duplicar estas 5 linhas uma vez para cada estação, substituindo o "ws001" pelo número da estação (002, 003, etc.) o endereço MAC da placa rede de cada um e também o endereço IP que cada uma utilizará. Para descobrir o endereço MAC da placa de rede de cada uma, basta dar boot usando o disquete do Ethernet (veremos como gerá-lo a seguir), ele mostrará o endereço na penúltima linha da mensagem exibida durante o boot. b) /etc/hosts Neste arquivo você precisará colocar o nome de cada estação ao lado do endereço IP correspondente. Também é necessário para o LTSP funcionar. As linhas ficam assim: 192.168.0.1 servidor 192.168.0.3 micro1 192.168.0.4 micro2 E assim por diante. c) /opt/ltsp/i386/etc/lts.conf Este arquivo concentra a maior parte das configurações do LTSP. O principal é novamente substituir os endereços "192.168.0.224" pelo endereço IP do servidor. Também é possível configurar o servidor X, o tipo de mouse, etc. Para cada estação, caso a configuração default não funcione. 4 -Depois de configurado o servidor, você precisa gerar o arquivo se será gravado no disquete ou na ROM da placa de rede no http://rom-o-matic.net/ . Basta escolher o modelo do chipset da placa de rede e o formato da ROM (escolha Floppy Bootable ROM Image para dar boot através de um disquete) e clicar em Get ROM. No Windows você pode gravar o arquivo no disquete usando o Rawwritewin

    ( http://www.downloads-guiadohardware.net/download/rawwritewin.exe ) e no Linux usando o comando. "cat nome_do_arquivo >/dev/fd0" .

    Se o servidor estiver corretamente configurado, ao dar boot através do disquete você já verá a tela de login do LTSP. Basta usar um dos logins de usuários cadastrados no servidor. Depois do login a estação já entra direto em modo gráfico. Você só precisará ensinar os usuários a dar logout depois de usar e organizar os ícones dos aplicativos de uma forma que os usuários possam encontrá-los facilmente. Ao invés de "Kword" a legenda pode dizer "Editor de texto" por exemplo.

    Não deixe de dar uma lida também na documentação do LTSP, esta é apenas uma explicação resumida. http://www.ltsp.org/documentation/ltsp-3.0.0/ltsp-3.0.html




    Linux num 486
    "486 DX4-100, 32 MB RAM. Qual versão será q eu instalo nessa beleza? Com um HD pré-histórico de 800 MB. O Mandrake 8.1 é muito pesado? Dá para utilizar o KDE"

    O Mandrake 8 em diante não roda em micros 486, pois o Kernel foi compilado utilizando instruções do Pentium. Isso garantiu algum ganho de desempenho para quem utiliza máquinas mais atuais, até 30% segundo o pessoal da Mandrake (quem ninguém consegue descobrir aonde... :-).

    Quem ainda roda é o Mandrake 7.1 que ainda está disponível no FTP da Mandrake. Esta versão tem a vantagem de caber em um único CD e consequentemente permitir que você faça uma instalação padrão num HD de 800 MB. Você pode baixar o ISO aqui:

    http://www.linux-mandrake.com/en/ftp.php3

    Nãose esqueça de baixar a versão "Linux-Mandrake 7.0 ISO image for i486". Nesta mesma página você encontrará versões destinadas a outros processadores, como as versões Alpha e SPARC.

    Com 32 MB de memória você pode até se arriscar a utilizar o KDE, mas o desempenho como era de se esperar não será dos melhores num 486, bem inferior ao do Windows 95 + IE por exemplo. Depende do seu nível de tolerância a ampulhetas de espera :-)

    O ideal em termos de desempenho seria utilizar o Blackbox, Window Maker ou QVFM como interface gráfica, o Opera como navegador, Abiword + GNUMeric como editor de texto e planilha, e utilizar aplicativos de linha de comando ao invés de aplicativos gráficos sempre que possível, já que eles são bem mais leves. Com isto o seu 486 já vai apresentar um desempenho razoável, o suficiente para navegar e fazer outras tarefas básicas sem maiores transtornos.

    Outro detalhe importante é que para navegar você vai precisar de um hardmodem. Não importa que seja um de 33.6 ou mesmo um de 14.4, mas tem que ser um hardmodem. Um 486 não tem potência para manter um softmodem e ao mesmo tempo rodar outros programas, mesmo no Linux.




    Como instalar programas no Linux
    "Estou tentando instalar alguns aplicativos para o Linux como o Lineware Kxicq, Licq, Gnapster e outros mas não estou conseguindo. Como observei aqui no GHD tem várias pessoas com o mesmo problema. Como faço para instalar? Se puderem coloquem com detalhes pois sou iniciante."

    Calma,a instalação de novos programas no Linux não é tão complicada como parece. Pelo contrário, muitas vezes é até mais simples que no Windows, pois raramente você precisará perder tempo registrando o programa, retirando banners de propaganda, como no caso do ICQ, etc.

    Em primeiro lugar, baixe os programas em RPM, que são pacotes prontos, fáceis de instalar. Em muitos casos são disponibilizadas várias versões diferentes, uma para cada distribuição, ou para cada versão do Kernel. Basta pegar a correta. Por exemplo, as distribuições atuais, como o Mandrake 8.x, Red Hat 7.2, etc. utilizam o Kernel 2.4. O antigo, o 2.2 é utilizado pelo Red Hat 6, Mandrake 7, Conectiva 6, etc.

    Para instalar os pacotes RPM, simplesmente clique sobre o arquivo (no konqueror ou outro gerenciador de arquivos que estiver utilizando) e siga as instruções.



    Se preferir, use os comandos abaixo num terminal: $ su (para virar root) # rpm -ivh nome_do_arquivo.rpm (para instalar o pacote)

    Depois de instalado basta apenas chamar o programa pelo terminal. Quase o comando é o próprio nome do programa em minúsculas. Por exemplo: Licq= "licq" Opera = "opera" XMMS= "xmms"

    Tem uma lista um pouco mais extensa aqui:

    http://www.hardware.com.br/ebooks/linux/index.html

    Não se preocupe, pois no Linux você pode chamar programas gráficos através do terminal e vice-versa, sem qualquer impedimento. Se você tiver em mãos um arquivo .tar.gz, ou seja, um programa distribuído em forma de código fonte, a instalação será um pouco mais complicada. Mas basta seguir os passos abaixo: 1-Acesse o diretório onde o arquivo foi salvo (cd /diretorio) e descompacte o arquivo: $ tar -zxvf nome_do_arquivo.tar.gz 2-Isso vai descompactar o arquivo num diretório com o mesmo nome. $ ls (para ver a lista dos diretórios e ver qual foi o diretório criado pelo programa) $ cd diretorio_do_programa (para acessá-lo) 3- Para finalmente instalar o programa, faltam apenas mais quatro comandos: $ ./configure $ make $ su (para virar root e ter permissão para instalar o programa) # make install O ./configure roda o script de configuração do programa, que também se encarrega de checar se você tem todos os compiladores necessários instalados. O make compila o programa e gera os módulos a serem instalados enquanto O make install finalmente conclui a instalação.

    Depois de instalado basta chamar o programa, como no caso dos pacotes em RPM. Para facilitar, crie um atalho no iniciar. Se estiver usando o Mandrake, basta chamar o "menudrake" o programa que permite personalizar os atalhos do iniciar.

    Alguns programas, como o StarOffice e jogos como o Quake III são distribuídos em formato binário, já com um instalador. Estes programas quase sempre usam a extensão ".sh" e são os mais fáceis de instalar.

    Basta abrir um terminal e chamar o programa, colocando um "./" antes do nome, como em: # ./linuxq3ademo-1.11-6.x86.gz.sh

    Não se esqueça que para instalar qualquer programa você precisa estar logado como root. Use sempre o comando "su" antes.

    Isto abrirá o instalador gráfico, a lá Windows que se encarregará de instalar o programa. Como nos outros casos, depois de instalado basta chamar o programa num terminal ou criar um atalho para ele no iniciar. No caso do demo do Quake 3 que instalamos com o comando anterior, o comando para abrir o jogo é: "q3demo", informado pelo instalador.

    Os "$" e "#" que usei antes dos comandos são uma nomenclatura comumente usada em documentação sobre Linux. O "$" indica que o comando pode ser executando por qualquer usuário do sistema, nquanto o "#" indica que o comando pode ser executado apenas pelo root, ou seja, que antes de executa-lo você precisa usar o comando "su".

    Outro detalhe importante, sempre leia o read-me antes de instalar qualquer programa, isto não vale só para o Linux, mas para qualquer sistema operacional que você pretenda usar. No caso do Linux o read-me pode indicar algum comando extra que possa ser necessário (no caso dos programas .tar.gz) ou algum outro programa que seja necessário para rodar. Se você não receber o read-me junto com o programa, visite a página do desenvolvedor e veja o que ele tem a dizer. No caso dos arquivos em RPM por exemplo você verá o link na segunda tela do instalador.




    Linux em micros 386
    "Li que uma certa empresa instalou o Linux em seus antigos 386 tornando-os "novos" pela melhoria de desempenho. Isto é possível? Por quê?"

    Realmente, uma instalação limpa do Linux, operando em modo texto pode rodar bem até mesmo em um 386. Diferente do que vemos no DOS, que atualmente não passa de uma espécie de acessório do Windows 98, tendo como objetivo apenas rodar programas antigos, o prompt de comando do Linux é extremamente poderoso. Se você estiver disposto a encarar alguns comandos mais complicados, toda a configuração do sistema pode ser feita diretamente pelo prompt.

    A versatilidade é tão grande que existem até alguns aventureiros que preferem usar o Linux em modo texto, já que existem programas em interface texto para quase tudo. Esta versatilidade toda, somada com o fato do modo texto ser extremamente leve, permite que o Linux em modo texto, rodando programas leves seja usado satisfatoriamente até num 386 com 4 MB de memória, que poderia passar a ser usado até mesmo como um servidor de páginas Web, um roteador de pacotes, um firewall para um rede pequena, ou algo do gênero.

    Porém, lembre-se que o Linux é tão leve apenas usando um interface texto e sem muitos serviços habilitados, caso contrário ele pode tornar-se até bem mais pesado que o Windows. O mínimo para rodar satisfatóriamente muitas distribuições atuais, rodando o KDE, Netscape 6 (ou Mozilla) e StarOffice é um Pentium II com 128 MB, um requisito parecido com o do Windows XP. Atualização: Outra solução possível seria transformar os micros 386 ou 486 em terminais leves de um servidor com uma configuração mais poderosa. Neste caso todos os programas rodariam no servidor e você poderia utilizar o KDE e programas pesados nos 386. Leia a matéria aqui.




    O que é o Linux?
    O Kernel do Linux começou a ser desenvolvido por Linus Torvalds nos anos 90 e acabou atraindo as contribuições de um enorme número de desenvolvedores espalhados pelo mundo. A versão atual do Kernel é a 2.4, enquanto a versão 2.5 já está em estágio avançado de desenvolvimento.

    As versões terminadas em números pares (2.0, 2.2, 2.4...) são as versões estáveis, prontas para uso, enquanto as versões ímpares (2.3, 2.5...) são versões de desenvolvimento, que não são completamente estáveis e por isso não recomendadas para uso micros de trabalho ou servidores.

    Além do Kernel temos inúmeros outros programas, mantidos por programadores autônomos ou empresas, que formam o que podemos chamar de "Linux" ou "GNU/Linux".




    O que é uma distribuição Linux?
    Uma distribuição é um pacote com uma versão atual do Kernel, junto com um grande número de programas, um instalador, ferramentas de configuração, etc. As distribuições variam de pequenos conjuntos de programas, destinados a alguma aplicação específica a pacotões com vários CDs, destinados ao uso geral.

    A maioria das distribuições são mantidas por empresas, mas existem várias excessões, como por exemplo o Debian, que é inteiramente desenvolvido por voluntários.




    Qual a diferença entre as principais distribuições?
    Cada distribuição tem um público alvo diferente. O Mandrake e o Lycoris por exemplo, têm como principal objetivo a facilidade de uso e por isso são recomendados para usuários iniciantes no sistema. O Slackware é o oposto, um pacote desenvolvido para usuários avançados, que desejam o máximo de opções e não têm medo de lidar com arquivos e scripts de configuração.

    O Conectiva têm ênfase no mercado nacional, incluindo pacotes e configurações úteis para nós Brasileiros, enquanto o Debian tem como principal objetivo a estabilidade e o ideal de incluir apenas softwares livres.

    Existem ainda mini-distribuições, como o Tomsrtbt e o Coyote linux, que cabem num único disquete e são dedicadas a tarefas específicas. O Coyote Linux por exemplo permite usar um velho 486 para compartilhar a conexão entre os vários PCs da rede. Você pode ver uma lista com todas as distribuições disponíveis em: http://www.linux.org/dist/list.html




    O que é software livre?
    A filosofia do software livre é a base do desenvolvimento do Linux. Significa que além de utilizar o programa você tem acesso ao código fonte e permissão para estudá-lo e alterá-lo conforme suas necessidades, desde que as alterações sejam devolvidas aos mantenedores do programa e outros usuários interessados.

    É graças ao predomínio de softwares livres que as distribuições linux são quase sempre gratuítas, embora um programa não precise necessariamente gratuíto para ser livre. O programador pode perfeitamente cobrar pelo seu trabalho ou até mesmo pelo uso do programa, desde que o código possa ser visto e alterado.




    Como acesso meu CD-ROM?
    Digite "mount /mnt/cdrom" num terminal ou clique sobre o ícone do Cd no KDE. Para trocar o CD digite primeiro "umount /mnt/cdrom". A maioria das distribuições modernas suportam o automount, um recurso que dispensa o usuário de digitar os comandos. O CD-ROM é acessado através da pasta /mnt/cdrom .




    Como acesso o drive de disquetes?
    Em geral você precisará apenas monta-lo com o comando "mount /mnt/floppy" e desmontar com o comando "umount /mnt/floppy". Para montar um disquete formatado no Windows, use o "mount -t vfat /dev/fd0 /mnt/floppy". Assim como no caso do CD-ROM, a maioria das distribuições já suporta o automount, que automatiza também o acesso ao drive de disquetes.




    Como altero a resolução do vídeo?
    Na maioria das distribuições é preciso mudar para o modo texto, pressionando Ctrl + Alt + F2 e em seguida digitar "Xconfigurator". No Mandrake o comando é o "mcc" que pode ser dado tanto em modo texto quanto num terminal dentro do modo gráfico. Se você estiver usando uma distribuição que não ofereça nenhum dos dois, experimente o "xf86config".




    Como instalo novos programas?
    Existem basicamente duas maneiras. A primeira, e mais fácil é baixar o programa no formato .RPM, onde você precisará apenas clicar sobre o arquivo sobre o gerenciador de arquivos, ou usar o comando "rpm -ivh nome_do_arquivo.rpm" para instalá-lo.

    Mas, muitos programas são distribuídos apenas em formato .tar.gz, um arquivo compactado que inclui o código fonte do programa. Para instala-los você deverá geralmente usar os comandos:

    $ tar -zxvf arquivo.tar.gz (descompacta o arquivo) $ ./configure (roda o script de configuração) $ make (compila o programa) $ su<senha> (para virar root) # make install (finalmente instala o programa)

    Para instalar qualquer programa .tar.gz você precisa ter instalado o compilador GCC, que aparece dentro da categoria "development" durante a instalação. Se esta é a sua primeira vez no Linux, é altamente recomendável marcar todos os programas dentro desta categoria, pois muitas vezes os programas precisam do GTK ou outras bibliotecas durante a compilação.

    Depois de instalado o programa, basta chamá-lo num terminal. Leia o arquivo "install" ou o "read-me" incluído no pacote, ou disponível na página do programa para ver qual é o comando correto (geralmente é o próprio nome do programa). Por exemplo, para inicializar o Opera, você deve digitar "opera". Para facilitar, crie um atalho para ele na interface gráfica. Finalmente, alguns programas incluem instaladores gráficos, à lá Windows. Nestes casos você precisará apenas descompactar o arquivo e chamar o instalador, geralmente com o comando "./install.sh". Exemplos desta categoria são o Star Office, o Netscape e o Quake 3 Demo.




    Como acesso a internet?
    Se você utiliza uma conexão de banda larga, onde a conexão com o modem ADSL ou cable modem é feita através da placa de rede, basta instalar a versão mais recente do Mandrake, Red Hat, Debian ou Conectiva, que já oferecem suporte nativo.

    Durante a instalação na parte de configuração do sistema, indique o tipo de conexão (ADSL, Cabo, etc.). Se o serviço exigir autenticação, o que é mais comum atualmente, escolha a opção PPPoE. Configure com o login, senha e outros dados fornecidos pelo provedor e pronto. Se você estiver utilizando uma distribuição antiga, experimente usar o "adsl-setup".




    Como instalo meu modem?
    Se você utiliza um Hardmodem, ou um modem externo, basta abrir o kppp (basta digitar "kppp" num terminal") configurar a conexão com o número do provedor, login e a porta COM utilizada pelo modem. Se você não souber, basta ir na tentativa e erro, afinal são apenas 4 portas :-)

    Mas, as coisas ficam bem mais complicadas se você utiliza um softmodem. Como estes modems fazem a modulação de dados utilizando o processador, é necessário instalar um driver completo, e não apenas utilizar comandos AT como no caso dos Hardmodems. Acontece que fora a IBM nenhum fabricante de softmodems liberou o código dos seus drivers e por isso eles não podem ser incluídos no kernel do Linux, nem podem ser aperfeiçoados pela comunidade. Resta-nos então os drivers fechados, oferecidos pelos fabricantes, que nem sempre funcionam adequadamente.

    Os melhor suportados são os modems com chipset Lucent ou Agere. Os Motorola possuem suporte oficial apenas no Red Hat, enquanto os PC-Tel são bastante problemáticos. Você pode se informar sobre os drivers disponíveis no: http://www.linmodems.org

    Ou ler o meu tutorial no: http://www.hardware.com.br/tutoriais/softmodem_no_linux"




    Como queimar CDs?
    Use o X-Cd-Roast ou o Gnome-Toaster. Qualquer distribuição atual (Mandrake 8.2, Conectiva 8, Red Hat 7.3, etc.) inclui pelo menos um destes programas e é capaz de configurar seu gravador automaticamente durante a instalação.




    Como ligar máquinas Windows e Linux em rede?
    Você precisa utilizar o Samba. Certifique-se de ter instalado tanto o Samba quanto o Swat durante a instalação. Se necessário, habilite o serviço digitando "service swat start".

    Abra um navegador e digite: http://localhost:901/. Forneça a senha de root e você está dentro da configuração do Samba. Veja detalhes de como configura-lo em: http://www.hardware.com.br/artigos/186




    Minha placa de som não foi detectada durante a instalação...
    Experimente instalar a versão mais recente do ALSA no http://www.alsa-project.org/ o pacote inclui drivers de som que não estão disponíveis no Kernel.

    Você precisa baixar e instalar os pacotes Driver, Library e Utilities disponíveis no site. Depois de instalado o ALSA, rode o "sndconfig". Se mesmo assim a sua placa não for detectada, volte no site do ALSA, pois pode existir alguma receita para fazê-la funcionar.

    Se a placa for detectada pelo sndconfig, mas mesmo assim o som continuar mudo, use o aumix para ajustar o volume do som. Basta chama-lo com o comando "aumix". Se ele não estiver instalado, procure pelo pacote aumix.x.x-x.i386.rpm (onde o x.x-x é a versão) no CD da distribuição (está geralmente na pasta RPM) e instale-o.




    O programa xxx travou...
    Abra um terminal e digite "xkill". O cursor do mouse virará uma caveira. Basta clicar sobre o programa travado para fecha-lo sem dó. Se por acaso o mouse e o teclado travarem, pressione ctrl + alt + backspace para reinicializar toda a interface gráfica.




    Como abrir mais terminais gráficos?
    Este recurso é bem interessante. Pressione Ctrl + Alt + F2 para mudar para o modo texto e digite "Xinit -- :2". Você verá uma tela cinza com uma janela de terminal. Agora é só chamar a interface gráfica que deseja usar: "startkde" abre o KDE, "gnome-desktop" o Gnome, "wmaker" o Window Maker, "blackbox" o Blackbox e assim por diante.

    Para voltar ao primeiro desktop pressione Ctrl + Alt + F7, para voltar ao segundo pressione Ctrl + Alt + F8. Para abrir um terceiro terminal pressione Ctrl + Alt + F3 para abrir um novo terminal em modo texto e repita o processo.

    Você pode abrir até seis terminais gráficos, que são acessados usando Ctrl + Alt + F6 - F12. Em algumas distribuições, como o Red Hat 7.3 você precisa estar logado como root para utilizar este recurso.




    Que programas substituem o Office?
    Existem várias opções. Se você utiliza o KDE, pode tentar o KOffice, que na versão 1.1 já inclui suporte ao Português BR e é muito fácil de usar, contendo todos os recursos essenciais dos programas do pacote Office e até um programa de desenho vetorial á lá Corel Draw, o Kontour. Outra opção é o Gnome Office, que inclui o Abiword, Gnumeric, Gimp (que substitui o photoshop) e outros programas, que oferecem um conjunto de recursos muito bom. Existe ainda o bom e velho StarOffice, que apesar de não ser mais gratuíto a partir da versão 6 é o que tem mais recursos.

    Por US$ 54,95 você pode comprar o Cross-Over Office, que permite rodar o próprio Microsoft Office no Linux. A emulação é quase perfeita: http://www.codeweavers.com/products/office/




    É possível rodar programas Windows no Linux?
    Sim. Além do Cross-Over Office, a maioria dos bons jogos roda com a ajuda do Transgaming: http://www.transgaming.com/

    Alguns outros programas podem ser executados com a ajuda do Wine, embora ele ainda esteja em desenvolvimento e rode poucos títulos: http://www.winehq.com



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