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    Formatação física?

    F.A.Q HDs, formatação e dados



    "Depois de cair no chão (escorregou ;-), meu HD passou a apresentar vários bad clusters, já marcados como defeituosos pelo Scandisk. Um amigo me disse que eu poderia instalar este disco em uma placa mãe de 386 ou 486, com a opção de HDD Low Level Format e realizar a formatação física do disco rígido, que os bad clusters sumiriam. Isto poderia realmente funcionar?"

    Esta opção de Low-Level Format, encontrada geralmente no Setup de placas mais antigas, destina-se aos antigos discos padrão ST-506 e ST-412, anteriores aos discos rígidos que usamos atualmente. Estes discos eram muito mais simples que os atuais, de modo que a formatação física era feita pelo próprio usuário através do Setup. Inclusive, estes discos precisavam ser periodicamente reformatados fisicamente,devido ao problema de desalinhamento, causado pela expansão e contração da superfície magnética e falta de precisão do motor de passo, usado para movimentar a cabeça de leitura.

    Nestes discos,a quantidade de setores por trilha, era a mesma tanto nas trilhas mais externas, quanto nas internas (como nos disquetes) sendo muito fácil para o BIOS determinar a posição correta das trilhas e setores no disco e realizar a formatação física. A opção de Low Level Format é encontrada mesmo em algumas placas de 486 razoavelmente recentes, apenas com o objetivo manter compatibilidade com estes discos obsoletos.

    Os discos padrão IDE e SCSI atuais porém, usam um recurso chamado Zoned Bit Recording, que permite uma divisão mais racional do espaço, permitindo que as trilhas mais externas, que são mais longas possuam mais setores do que as mais internas. Devido a este recurso é extremamente difícil determinar com precisão quantos setores cada trilha possui para realizar a formatação física, pois isso varia de trilha para trilha. Os discos atuais também não possuem o problema de desalinhamento das trilhas encontrado nos obsoletos discos ST, sendo desnecessária e completamente desaconselhável qualquer tentativa de formatação física, pois muito dificilmente o BIOS seria capaz de determinar com precisão a posição das trilhas e setores do disco, e caso a formatação fosse executada com parâmetros errados, fatalmente o disco seria inutilizado. Na maioria das vezes a formatação sequer é efetuada, sendo exibida uma mensagem de erro.

    Ao rodar algum utilitário de diagnóstico do disco rígido, como o Scandisk, que acompanha o Windows 95 ou 98, são testados os setores do disco rígido, sendo os danificados, marcados como defeituosos numa área reservada do disco chamada de Defect Map, para que não sejam mais usados. Estes setores defeituosos são também chamados de bad-clusters, ou bad-blocks, são marcados como defeituosos, justamente por apresentarem tendência à corrupção dos dados gravados. Formatar fisicamente o disco rígido, no melhor dos casos apenas apagaria o Defect Map, fazendo com que estes setores fossem novamente vistos como bons pelo sistema operacional. Esta tentativa desesperada não solucionaria o problema, simplesmente faria com que as áreas danificadas do disco, antes marcadas, voltassem a ser utilizadas, o que fatalmente causaria corrupção nos dados gravados no disco.

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