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Linux dentro do Windows usando uma VM

Por Carlos E. Morimoto em 29 de agosto de 2008 às 18h34

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Este é mais um tutorial introdutório relacionado à virtualização, dessa vez destinado a usuários do Windows que procuram uma forma simples de testar distribuições Linux diversas, sem precisar reparticionar o HD:

Se, assim como a maioria, você possui um único PC ou notebook, uma opção para testar as distribuições Linux sem precisar mexer no particionamento do HD e instalar o sistema em dual-boot, é simplesmente rodar o sistema dentro de uma máquina virtual, no próprio Windows. Com isso, você ganha liberdade para testar o sistema, fuçar nas configurações, instalar e remover programas e assim por diante, sem precisar se preocupar em deixar seu PC fora de operação. Uma máquina virtual nada mais é do que um conjunto de arquivos dentro de uma pasta do HD, de forma que se algo dá errado, você só tem o trabalho de deletar a pasta e começar de novo.

As possibilidades são quase ilimitadas. Você pode testar diversas distribuições Linux, ter um sistema de "backup", para navegar e instalar programas, sem risco de danificar o sistema principal, instalar o Ubuntu, Mandriva, OpenSuSE, Fedora ou outras distribuições sem precisar mexer no particionamento do HD e assim por diante. Usar uma máquina virtual é a forma mais prática de ter Windows e Linux na mesma máquina, pois você pode usar os dois sistemas lado a lado.

Existem vários softwares de virtualização gratuitos para Windows, incluindo versões do VMware e do Virtual Box, mas, para começar, recomendo o VMware Player, que é uma opção bastante prática e fácil de usar. Você pode baixá-lo no http://vmware.com/download/player/ ou diretamente no: http://www.vmware.com/download/player/download.html

Embora seja proprietário, o vmware-payer é um programa gratuito, você precisa apenas fazer um cadastro gratuito para baixar. A instalação é feita na forma usual, no modelo "next > next > finish". Com o VMware instalado, o próximo passo é criar a máquina virtual. É aqui que entra a principal dica deste tópico, já que o VMware Player não permite criar as VMs, mas apenas executar máquinas virtuais previamente criadas.

Para continuar, baixe o linux-vm aqui: http://media.hardware.com.br/press/arquivos/linux-vm.zip

Ele é uma máquina virtual previamente configurada, pronta para usar, que funciona tanto em conjunto com o VMware Player for Windows, quanto na versão Linux. O arquivo compactado tem apenas 7 KB, pois um máquina virtual vazia é basicamente um conjunto de arquivos de configuração. O espaço usado cresce conforme você instala softwares dentro dela.

Dentro da pasta, você encontra 4 arquivos. O "c.vmdk" é o disco virtual, que armazenará o sistema operacional e todos os programas instalados dentro da VM. Inicialmente ele é um arquivo vazio, mas ele vai crescendo conforme o uso. O seguinte é o arquivo "linux.nvram", que aguarda as configurações do setup (sim, por estranho que possa parecer, a máquina virtual tem BIOS, e você acessa o setup pressionando a tecla F2 durante o boot).

O "linux.vmx" é o arquivo de configuração da máquina virtual, na verdade um arquivo de texto, que você pode abir (e até alterar) usando o notepad e o "cd.iso" é outro arquivo vazio, que representa o CD-ROM virtual:

Assim como em um PC de verdade, para usar a VM precisamos carregar algum sistema operacional. A primeira opção é simplesmente deixar um CD-ROM ou DVD gravado no drive. Ao abrir a VM, o VMware Player detecta a mídia e inicia o boot automaticamente. A segunda é usar um arquivo ISO em vez do CD gravado. Esta opção torna o boot bem mais rápido, pois o sistema é carregado a partir de um arquivo no HD, ao invés do CD-ROM. Neste caso, substitua o arquivo "cd.iso" dentro da pasta com a máquina virtual pelo arquivo ISO da distribuição desejada, deletando o arquivo "cd.iso" original e renomeando o novo arquivo.

Inicialmente o VMware roda em uma janela, o que é uma forma prática de usar os dois sistemas simultaneamente. Você pode simplesmente configurar a VM para utilizar uma resolução de vídeo um pouco inferior à do seu monitor e usar o sistema como se fosse outro aplicativo qualquer. Outra opção é usar o sistema em tela cheia, usando o botão de maximizar a janela. Nesse caso, você usa "Ctrl+Alt" para chavear entre os dois sistemas.

Outra configuração importante é a quantidade de memória RAM reservada para a máquina virtual. Por padrão, ela vem configurada para usar apenas 256 MB (o que é pouco para rodar a maioria das distribuições atuais), mas você pode alterar o valor clicando no "VMware Player > Troubleshot > Change Memory Allocation":

Tecnicamente, é possível usar o VMware Player mesmo em micros com apenas 256 MB de RAM, mas isso não é isto não é muito recomendável, pois com tão pouca memória, tudo ficará bastante lento.

Continuando, existem duas formas de configurar a rede e acessar a internet de dentro da máquina virtual. A mais simples (e usada por padrão na VM) é o modo "NAT", onde o VMware Player cria uma rede virtual entre o sistema principal e a máquina virtual, permitindo que ela acesse a internet usando a conexão do sistema principal. Nesse modo, a máquina virtual recebe um endereço interno, atribuído automaticamente, como "192.168.150.129". Você só precisa deixar que o sistema configure a rede via DHCP. Além de acessar a web, ela pode acessar outras máquinas na rede local, mas não pode ser acessada diretamente.

A segunda opção é o modo "Bridged", onde a máquina virtual ganha acesso direto à rede local, exatamente como se fosse outro micro. Neste caso, você precisa configurar a rede manualmente (ou via DHCP), como se estivesse configurando um novo micro. Este modo é muito bom para estudar sobre redes, testar a configuração de servidores e assim por diante, pois você pode rodar várias VMs simultaneamente e simular uma rede completa, mesmo tendo apenas um micro. Para usar o modo Bridged, clique sobre a setinha ao lado do botão da placa de rede e mude a opção (é preciso reiniciar o VMware Player para que a mudança entre em vigor).

Instalar o sistema dentro da VM não difere em nada de uma instalação normal. A VM pré-configurada usa um disco virtual de 20 GB, que você pode particionar a gosto, inclusive com a possibilidade de criar várias partições ou instalar dois ou mais sistemas em dual-boot.

Naturalmente, ao "formatar" o HD virtual e instalar o sistema, nenhuma alteração é feita no seu HD. Tudo é feito dentro do arquivo "c.vmdk" dentro da pasta da máquina virtual. O VMware faz com que o sistema rodando dentro da VM enxergue e particione este arquivo, achando que está manipulando um HD de 20 GB. Na verdade, é tudo simulado. Este arquivo começa vazio e vai crescendo conforme são copiados dados. Logo depois de instalar o Ubuntu, por exemplo, ele estará com cerca de 2.8 GB.

Se quiser fazer um backup do sistema instalado ou copiá-lo para outra máquina, é só copiar a pasta. Ela pode ser usada inclusive em máquinas rodando a versão Linux do VMware Player. Você pode também tirar cópias da pasta, de forma a criar várias VMs diferentes, de forma a testar várias distribuições. Se o micro tiver memória suficiente, é possível inclusive rodar várias VMs simultaneamente, simulando uma rede e trocando arquivos entre elas.

» Leia mais: Linux dentro do Windows usando uma VM

7 comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 23 de março de 2011 às 15h43

Comentários

 
por Alvim (anônimo) em 16 de março de 2009 às 14h18
Muito bom... evita instalação do VMware Workstation.
 
por Everton Costa (anônimo) em 3 de outubro de 2008 às 16h50
Boa Tarde,
Gostaria de Saber se a Iso que agente substitui é uma iso que agente cria com o instalador do Linux, ou agente copia para algum lugar a iso que agente tira do arquivinho baixado.
Essa parte eu não entendi direito.

Obrigado,

Favor responda. tonzim@gmail.com
 
por jose pinto (anônimo) em 23 de setembro de 2008 às 19h02
nem sempre se escreve para apresentar problema.
desta vez e para elogiar o bom nivel DESTA CASA.
DE FACTO aqui fala quem sabe - e mais uma vez encontrei oq procurava há leguas .

OBRIGADO.
PELO BOM NIVEL.
 
por Phiron (anônimo) em 30 de agosto de 2008 às 11h12
Eu também prefiro o Virtualbox, e quanto a usar o windows dentro de uma máquina virtual, as versões Starter e Home não podem ser utilizadas dessa forma...
 
por Tux (anônimo) em 30 de agosto de 2008 às 08h54
Tem vmware pra Linux também, é igualzinho o pra Windows. Mas eu gosto mais do VirtualBox...
http://www.gdhpress.com.br/blog/virtualbox-no-mandriva/
http://www.gdhpress.com.br/blog/virtualbox-no-ubuntu/
 
por Jorge (anônimo) em 30 de agosto de 2008 às 08h38
Eu acredito tanto no Kurumin e demais "LINUX Sabores" (e a estabilidade do sistema Linux) que quero colocar um Win (que tenho licença) dentro de uma Máquina Virtual para acabar com o dual boot. Alquém tem a receita do bolo?
 
por Diego (anônimo) em 29 de agosto de 2008 às 19h16
Como sempre muito bom!

Estava precisando de um artigo assim sobre o wmware player :D