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Novo Vaio P da Sony

Por Carlos E. Morimoto em 10 de maio de 2010 às 11h33

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Ano passado, a Sony surpreendeu ao lançar o Vaio P-series, um netbook (que eles relutam em chamar de netbook) com apenas 636 gramas. A tela tinha apenas 8", mas usava um formato panorâmico, com nada menos do que 1600x768 (bastante desconfortável de usar, a menos que você use ícones e fontes gigantes) e o uso de um trackpoint no lugar do touchpad:

Além de vir com 2 GB de RAM, ele incluía também um receptor GPS integrado (que pode ser usado em conjunto com o Google Earth e com softwares de localização). A versão disponível nos EUA vinha também com um modem 3G integrado da Verizon, em um acordo para subsidiar parte do custo, que permitiu que ele fosse lançado por "apenas" US$ 899. No Brasil, ele foi lançado por R$ 3594, e sem o modem 3G.

Embora ele utilize um HD magnético, ele tem apenas 60 GB de espaço. Isso tem um bom motivo: a Sony optou por utilizar um HD de 1.8" (em de 2.5"), o que permitiu reduzir o espaço e o consumo, ao custo da capacidade. Era possível substituí-lo por um SSD de 128 GB, mas isso aumentava o preço em US$ 600.

Assim como no caso do Inspiron Mini 12, o P-series é baseado no Atom Z520 e o chipset US15W. Como pode ver, existe uma forte tendência no uso da dupla nos netbooks mais finos ou leves, já que, embora o desempenho seja fraco, o consumo é quase três vezes mais baixo que o do N270+945GSE, o que permite usar um dissipador passivo.

Não é preciso dizer que o P-series foi um modelo de luxo, que acabou vendendo poucas unidades. O design era interessante, mas o preço é muito alto e a ergonomia sofrível. Os problema é o baixo desempenho, exacerbado pela decisão da Sony em utilizar o Windows Vista, que simplesmente se arrastava nessa configuração.
Apesar das fracas vendas do modelo inicial, a Sony decidiu insistir, lançando versões atualizadas da família. O formato continuou o mesmo, com o mesmo teclado e a tela de 8" com 1600x768, mas houveram algumas mudanças no projeto e o preço foi reduzido para "apenas" US$ 799 nos EUA, dessa vez já com um SSD de 64 GB:

Uma das novas funções é o uso de um acelerômetro, que é capaz de controlar a orientação da tela. Ao girá-lo, o desktop automaticamente muda para o modo portrait. O principal objetivo, da função é que ele possa ser usado também como um leitor de e-books, roubando um pouco do espaço do Kindle e outros leitores.
O touchpad foi substituído por um sensor óptico, que é operado de maneira muito similar ao trackpoint dos Lenovo Thinkpad, mas é bem mais sensível.

O processador continua sendo o velho Atom Z500, com opções que vão do Atom Z530 (1.6 GHz) ao Z560 (2.13 GHz). Ele continua utilizando os mesmo 2 GB de memória, mas o desempenho geral é agora melhor devido à substituição do HD magnético por um SDD de 64 a 128 GB, de acordo com o modelo. Foram mantidos também o modem 3G e o GPS, o que permite que ele seja usado também como terminal de acesso à web e como localizador, muito embora a segunda função possa ser executada de maneira bem mais prática por um smartphone.

Além da versão preta (que é provavelmente a que a maioria das pessoas vai ter interesse), existem também versões brancas, laranja, rosas e até mesmo verde limão.

O principal argumento a favor do Vaio P é o fato de ele ser o menor netbook do mercado, pesando apenas 600 gramas. Ele é pequeno o suficiente para entrar no bolso de algumas calças, muito embora o formato não seja muito confortável de usar. É sem dúvidas um gadget que muitos gostariam de ter, muito embora a utilidade seja discutível, devido ao baixo desempenho é à ergonomia sofrível.

15 comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 23 de março de 2011 às 12h33

Comentários

Esse computador é uma perda de dinheiro
por Ana Carolina (anônimo) em 14 de janeiro de 2012 às 00h09
Eu tenho um desses laranjas, que comprei ha menos de um ano, desde então foi só arrependimento. Comprei pela portabilidade, mesmo sabendo de sua baixa performace, ja que eu só uso coisas basicas como internet e word. Mas a quest~ao é que ele não consegue nem abrir tres paginas ao mesmo tempo sem travar. Isso sem contar que quando o processamento chega um pouco mais alto ocursor do mouse se mexe sozinho e sai clicando por ai. É a pior compra que eu ja fiz na vida.
 
por viva (anônimo) em 13 de fevereiro de 2011 às 06h37
ESse modelo nao poderia subistituir um TAblet? Nao seria melhor ter um computador de bolso como estes do que ter um tablet?
 
por Netbooks (anônimo) em 30 de outubro de 2010 às 20h54
Parabéns pelo blog e pelas dicas, todas sensacionais!
 
por wagnerw (anônimo) em 8 de julho de 2010 às 15h59
Tentei usar este note pouco depois do lançamento e não foi uma experiência boa. Para o win xp não existiam os drivers essenciais (gerencia de energia, por ex). O modelo que usei tinha Tv digital (1seg) e a recepçao era muito boa, pelo o que entendi, ou voce tem 3G ou a tv digital, pois só existe um slot interno.
Outro recurso é uma tecla que liga um modo semelhante ao "express gate" da asus. Com a interface XMB da sony ele permite navegar na net, ver fotos videos e ouvir musica.
 
por mubane (anônimo) em 28 de maio de 2010 às 04h24
Ja fiz assistencia a um desses, k vem com hd magnetico, e win vista home basic.
e olha ele se arrasta mesmo, e' muito mais facil fazer sleep muitas das vezes, a autonomia e' boa, mas o problema do tamanho da tela e' serissimo, na mesa muitas das vezes tive que baixar a cabeca para estar mais proximo,(eu nao uso oculos).
e ainda vem com adaptador para saida VGA e entrada RJ45, num conector proprietario.
eu sinceramente prefiro um dos ACER ASPIRE ONE.
 
por pcfaria (anônimo) em 14 de maio de 2010 às 17h58
Alguns falam em por linux nisto? Não, o linux merece hardware melhor que o deste brinquedo.
Precisamos esquecer essa política que o linux roda em qualquer coisa que tenha bits , um sistema bom merece coisa boa (teoria apple).
 
por Nunes (anônimo) em 12 de maio de 2010 às 16h23
Totalmente off-topic: Morimoto, estou sentindo falta de um post seu ou de algum dos colaboradores habituais do Guia do Hardware sobre o fato da Mandriva S.A. ter sido posta à venda, e sobre o que isso significa para o mundo Linux. O que aconteceu com a empresa? Má gestão, erro estratégico (devia ter focado em servidores), o Linux como negócio não da pé, é impossível competir com Ubuntu (no marketing, que fique claro...), a computação em nuvem e os dispositivos dedicados (iPad, etc.) estão tornando o desktop obsoleto e o Linux para desktop idem. O que vai acontecer com a distro?Eu sou usuário de Mandriva, mas estou considerando alternativas (PCLOS, Mepis, OpenSuse, Sabayon).
por Carlos E. Morimoto
 
por gilvane.neo (anônimo) em 12 de maio de 2010 às 12h04
Comprar esse brinquedo com o windows e depois formatar e instalar o linux é perder dinheiro duas vez, a primeira que esse troço é caro para o que oferece e segundo pagaria pela licensa do windows, o certo mesmo é como o MarceloDC disse, seria ter a opção de ele vir ou não com windows.
 
por MarceloDC (anônimo) em 11 de maio de 2010 às 20h09
A questão não é a simples troca p/ Linux e sim EXIGIR os direitos de consumidor não aceitando o vínculo de um produto ao outro ("venda casada") já q vindo c/ a tralha MS-Windows original estará inclusive pagando por ele qdo não se quer.
 
por MarceloDC (anônimo) em 11 de maio de 2010 às 20h07
A questão não é a simples troca p/ Linux e sim