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Peculiaridades e dicas sobre o i5/i7 e placas LGA1156

Por Carlos E. Morimoto em 6 de outubro de 2009 às 18h29

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O bom e velho soquete LGA775, que tem acompanhado os processadores Intel desde a época do Pentium 4 está chegando ao final da sua vida útil.

A linha atual de processadores Intel é dividida em duas famílias, representadas pelos processadores baseados no core Bloomfield e os novos modelos, baseados no Lynnfield. É fácil diferenciar as duas famílias, já que os processadores baseados no Bloomfield utilizam o soquete LGA1366 enquanto os baseados no Lynnfield utilizam o LGA1156, que é bem menor, quase do mesmo tamanho do LGA775 a que estamos acostumados:

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O Bloomfield é a geração inicial, que utiliza o controlador de memória triple-channel e faz par com o chipset X58. Embora ele inclua o controlador de memória e todos os outros recursos introduzidos no Nehalem, ele não inclui as linhas PCI Express, que fazem parte do chipset e são interligadas ao processador através do barramento PQI. A série inclui os modelos:

Core i7-975 XE: 3.33 GHz, 8 MB, DDR3-1333, TDP de 130W, multiplicador destravado
Core i7-965 XE: 3.20GHz, 8MB, DDR3-1333, TDP de 130W, multiplicador destravado
Core i7-950: 3.06 GHz, 8 MB, DDR3-1066, TDP de 130W
Core i7-940: 2.93GHz, 8MB, DDR3-1066, TDP de 130W
Corei 7-920: 2.66GHz, 8MB, DDR3-1066, TDP de 130W

Em seguida temos os processadores baseados no Lynnfield, uma versão desktop do Nehalem, que deu origem ao Core i5 e aos Core i7 da série 8xx. Eles são processadores quad-core mais baratos, que complementam os modelos da série 9xx e 9xx XE baseados no Bloomfield. Eles utilizam um controlador de memória dual-channel, abandonam o suporte a múltiplos processadores e são vendidos sob frequências ligeiramente mais baixas. Os três modelos iniciais são:

Core i7-870: 2.93 GHz (2.4 GHz para o uncore), 8 MB, DDR3-1333, SMT, TDP de 95W.
Core i7-860: 2.8 GHz (2.4 GHz para o uncore), 8 MB, DDR3-1333, SMT, TDP de 95W.
Core i5-750: 2.66 GHz (2.13 GHz para o uncore), 8 MB, DDR3-1333, TDP de 95W.

Como pode notar, existem tantos modelos do Core i7 baseados no Bloomfield quanto no Lynnfield. Ao contrário do que se esperava inicialmente, a divisão entre os Core i5 não é feita com base na arquitetura, mas sim com base no número de núcleos e no suporte a SMT (o Hyper Threading).

Basicamente, com 4 núcleos e o suporte a SMT ativo você tem um Core i7 e com 4 núcleos e o suporte a SMT desativado você tem um Core i5. Por enquanto o único modelo do Core i5 é o i5-750, mas teremos novos modelos nos próximos meses. Futuramente serão lançados também os Core i3 (a linha de baixo custo, com apenas dois núcleos) e os Core i9 (a linha high-end, com 6 ou 8 núcleos).

Com as mudanças, o chipset perdeu muito de sua importância, assumindo um posto secundário. O primeiro chipset para a plataforma LGA1156 é o P55, que é basicamente uma versão atualizada do antigo chip ICH10 que era usado como ponte sul nos chipsets anteriores. Ele é fabricado usando uma técnica de 65 nm (a Intel sempre aproveita o maquinário usado na geração anterior de processadores para fabricar chipsets) e utiliza um encapsulamento similar ao usado nos processadores Pentium-M com core Dothan:

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O P55 é um chip relativamente simples, que concentra as portas USB, SATA e 8 linhas PCI Express adicionais, que é conectado ao processador através de um link DMI de 2 GB/s. Seguindo a mudança, o chip passou a ser chamado de Platform Controller Hub (PCH), indicando a redistribuição das funções.

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Acompanhando a mudança no chipset, as placas baseadas no P55 são bem mais simples e possuem um layout mais limpo que as placas de plataformas anteriores, com a posição central onde ficaria a ponte norte do chipset dando lugar a um espaço quase vazio com apenas alguns chaveadores ou reguladores de tensão.

Um bom exemplo é a MSI P55-GD65, onde os dois grandes dissipadores com o heat-pipe são destinados aos reguladores de tensão, e o P55 propriamente dito (posicionado entre os dois slots PCIe) recebe apenas um dissipador simples:

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Assim como todas as placas baseadas no P55 que utilizam dois slots PCIe, ela utiliza uma configuração compartilhada, onde cada slot recebe 8 linhas. A divisão é feita por um quarteto de switchs PCIe instalados na placa:

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A ideia de dividir as linhas PCIe entre dois slots nunca soa muito bem, mas como o P55 utiliza o PCIe 2.0, a perda acaba não sendo muito grande, já que com o dobro da banda por linha, um slot PCIe 2.0 x8 oferece a mesma taxa de transferência que um slot PCIe x16 antigo.

O uso dos switchs PCIe aumenta o custo da placa, por isso os fabricantes geralmente os utilizam apenas em placas de médio e alto custo. No caso das placas mais baratas a solução mais comum é ligar as 16 linhas oferecidas pelo processador ao primeiro slot e equipar o segundo slot com apenas 4 linhas roubadas do chipset P55 (x16, x4). No caso delas você encontrará um "PCIEX4" decalcado no segundo slot:

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Apesar do Lynnfield utilizar um controlador PCIe 2.0, a Intel optou por utilizar um controlador PCIe 1.x no chipset P55 para não precisar atualizar o parramento DMI que interliga os dois. Com isso, o segundo slot possui uma banda de apenas 1 GB/s (equivalente à de um slot AGP 4x), o que limita severamente o desempenho de qualquer placa 3D de médio ou alto desempenho instalada nele.

Algumas placas, como por exemplo a Gigabyte P55-UD6 combinam o uso dos switchs com o uso das 4 linhas roubadas do chipset para oferecer 3 slots x16. Nesse caso, os dois primeiros oferecem 8 linhas PCIe 2.0 e o terceiro oferece 4 linhas PCIe 1.x.

É importante enfatizar também que o fato de usar dois ou três slots não torna a placa automaticamente compatível com o SLI, já que é necessário que o fabricante submeta a placa ao processo de certificação e pague os royalties à nVidia. Sem isso, uma flag no BIOS bloqueia a ativação do SLI por parte dos drivers, muito embora você ainda possa usar a segunda placa para o processamento dos efeitos de física (Physics). O processo de suporte ao CrossFire X por outro lado é bem mais simples, o que faz com que quase todas as placas dual-slot ofereçam suporte a ele.

Voltando às questões mais mundanas, o soquete LGA1156 utiliza um layout um pouco diferente, com apenas três pontos de suporte, fixados a uma chapa grossa na parte inferior da placa. O soquete é preso por dois parafusos e o terceiro serve como apoio para a tampa do soquete quando ela está fechada:

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O parafuso de suporte é fixo. A tampo do soquete simplesmente desliza sob ele quando a alavanca é aberta. À primeira vista o sistema parece menos sólido do que o usado no soquete LGA775, mas na prática ele acaba sendo uma solução mais simples e elegante:

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Assim como no LGA775, a posição correta de encaixe do processador é indicada por dois chanfros, mas eles estão agora posicionados à esquerda e à direita do processador, com o objetivo de tornar mais difícil encaixar processadores LGA775 por engano.

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Diferente dos processadores baseados no Bloomfield, os Core 15 e i7 soquete LGA-1156 utilizam um controlador de memória dual-channel, o que desobriga os fabricantes de oferecerem placas com 6 soquetes. Em vez isso, eles podem escolher entre oferecer placas com 4 ou 6 slots, de acordo com a conveniência.

A principal vantagem de uma placas com 6 slots é a possibilidade de usar 12 GB de RAM utilizando 6 módulos de 2 GB, que são atualmente os mais comuns e baratos. Por outro lado, mais soquetes significam mais trilhas que encarecem o custo da placa, fazendo com eles fiquem relegados às placas mais caras.

Em placas com 4 slots de memória, o primeiro e o terceiro slots formam o canal A, enquanto o segundo e o quarto formam o canal B. Para usar dois módulos em dual-channel, você deve instalar o primeiro módulo no primeiro slot e o segundo módulo no segundo, populando simultaneamente ambos os canais:

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7 comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 23 de março de 2011 às 12h37

Comentários

 
por staionof (anônimo) em 8 de janeiro de 2010 às 18h38
Existiu algum outro momento em que a Intel lançou com alarde uma nova plataforma inferior a lançada anteriormente?
Posso estar enganado, mas isso me parece inédito.
Afinal, que entuasiasmo a plataforma 1156 gerou em quem já tinha aderido à plataforma 1366?
Talvez gere até um sentimento de traíção, ver o 870 e em alguns casos até o 860 se saindo melhor que o 920, algo já divisado pela própria Intel que mudou o nome desses dois modelos de I5 para I7 às vésperas do lançamento, talvez para diminuir o impacto. Isso sem falar em quem pagou caro por C2Q 8X.
A meu ver isso gera um momento de incerteza para o consumidor Intel: quem tem um Core 2 Duo 8X ou Quad 9X, é o momento de migrar? E quem vem de plataformas mais antigas, para onde ir (claro que pensando em CxB) 775, 1156 ou 1366?
 
por Rafael (anônimo) em 3 de dezembro de 2009 às 20h14
Exatamente o que estava procurando para atualizar o PC.
Faltou falar que agora é DDR3, creio que alguns podem não saber disso ainda.

Mesmo sendo visitante assíduo do site, esse artigo eu achei no google.
 
por Vinicius (anônimo) em 23 de outubro de 2009 às 10h08
Claro que não, o LGA 1336 é que não vai alcançar o grande público uma vez que o 1156 é que vai ser de baixo custo. O 1156 por sua vez vai continuar sendo usado no clarkdale que é a próxima arquitetura da intel.

E não é um "pouco" a mais, a diferença de preço de um x58 para um p55 é absurda.
 
por Daniel Bernardon (anônimo) em 15 de outubro de 2009 às 22h37
Concordo com o Edgard, não faz sentido pagar um pouco menos e perder a opção de upgrade no futuro, além disso o SMT emula 8 núcleos o que deve dar uma boa diferença nos aplicativos que fizerem seu uso! Parabéns pela matéria, muito esclarecedora!
 
por Edgard Simões (anônimo) em 13 de outubro de 2009 às 22h29
Para mim o LGA1156 já nasceu morto! Não quero dizer que ele não terá impacto no mercado, já que será destinado ao nicho de baixo custo assim que a Intel forçar a extinção do soquete 775, mas pra quem faz uma compra consciente ao escolher a placa-mãe pensa sempre na possibilidade de upgrade e as melhores opções estarão voltadas para plataforma LGA1366. Isso tudo é jogada de marketing para expremer o consumidor. Esse tipo de atitude e essas guerras de patente fazem a Intel merecer uma nova rasteira como na época das memórias RAMBUS.
 
por Omar (anônimo) em 8 de outubro de 2009 às 16h55
Parabéns pelo post, muito bem explicado e de forma sucinta e clara.

Vou aproveitar e pedir que coloquem posts relacionados as novas tecnologias de placas de video.

Parabens novamente.
 
por DivisionByZero (anônimo) em 7 de outubro de 2009 às 10h29
Morimoto

Eu sei que o que peço não tem nada com o tópico mas seria possível discutir algo sobre meios de Backup(Medias,métodos,etc),pois hoje fui verificar um arquivo num dvd-r de um ano atras e tive a ingrata surpresa de ver que do meio do disco em diante não era possível a leitura ou cópia do Arquivo.

Para vocês que leem a media era DOTCOM uma cor salmão