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O que é LAMP?

Por Carlos E. Morimoto em 5 de novembro de 2010 às 15h35

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Os servidores web são a espinha dorsal da Internet, são eles que hospedam todas as páginas, incluindo os mecanismos de busca e servem como base para todo tipo de aplicativo via web, incluindo os webmails. No futuro, esta tendência deve se acentuar, com páginas web dinâmicas e aplicativos via web substituindo cada vez mais os aplicativos desktop.

Segundo a Netcraft, pouco mais de 50% dos servidores web do mundo rodam o Apache (http://news.netcraft.com/archives/web_server_survey.html), a maior parte deles sobre o Linux. O percentual real é na verdade um pouco maior, pois um grande número de administradores configuram seus servidores para divulgarem informações falsas sobre o servidor web usado, de forma a não fornecer qualquer informação que possa facilitar ataques. Estes servidores não-identificados aparecem na pesquisa como "other".

Nos primórdios da internet, eram utilizadas apenas páginas html estáticas e scripts CGI. O Apache em si continua oferecendo suporte apenas a esses recursos básicos, mas ele pode ser expandido através de módulos, passando a suportar scripts em PHP, acessar bancos de dados MySQL, entre inúmeros outros recursos. Sempre que é solicitada uma página em PHP ou outra linguagem, entra em ação o módulo apropriado, que faz o processamento necessário e devolve ao Apache a página html que será exibida. Entram em ação, então, os gestores de conteúdo e fóruns, que combinam os recursos do PHP com um banco de dados como o MySQL, acessado através dele. A combinação de tudo isso forma a solução que é popularmente chamada de "LAMP" (Linux + Apache + MySQL + PHP).

O Apache e o MySQL, juntamente com o suporte a PHP podem ser também instalados sobre o Windows (formando o "WAMP"), uma solução relativamente popular entre administradores Microsoft que não se sentem à vontade em usar o IIS.

Além de ser um dos servidores web mais antigos e um dos mais seguros, o Apache possui inúmeros módulos, que adicionam suporte aos mais exóticos recursos. A maioria das páginas atuais utiliza uma estrutura em PHP, freqüentemente com um banco de dados MySQL ou PostgreSQL.

Existem, inclusive, muitos sistemas prontos, como o phpBB (fórum) e o WordPress (para gerenciamento de conteúdo), que podem ser instalados sem muita dificuldade depois que o servidor web já estiver rodando. Outros recursos populares são a encriptação de páginas em SSL, necessário para a criação de páginas seguras (usadas em lojas virtuais, por exemplo) e sistemas de geração de relatórios de acesso, como o Webalizer.

Além do servidor web em si, você quase sempre vai precisar configurar também um servidor DNS, que responde pelo domínio do seu site ou empresa. Aprender a configurar o DNS corretamente é importante, caso contrário você pode ter problemas ao enviar e-mails (pela falta do DNS reverso), ou mesmo ter problemas mais graves com o registro do domínio.

A Apache permite hospedar vários sites no mesmo servidor, recurso chamado de virtual hosts. Apenas os sites mais acessados são capazes de saturar os recursos de um servidor dedicado de configuração razoável, por isso hospedar vários sites no mesmo servidor é uma forma de economizar recursos e trabalho.

Ao hospedar vários sites, passamos a ter dois novos problemas: precisamos oferecer alguma forma de acesso aos arquivos, para que os responsáveis possam atualizar suas páginas sem alterar arquivos dos vizinhos, e precisamos de um sistema de quotas, para que cada um tenha sua fatia justa de espaço em disco.

Criamos, então, vários logins de acesso e configuramos um servidor FTP, para que cada um tenha acesso a seus próprios arquivos, mas sem ter como alterar os demais. Apesar de muito usado, o FTP é inseguro. Ele é na verdade um servidor de arquivos de uso geral, que não está limitado ao uso em conjunto com um servidor web. É muito comum usar um servidor FTP para disponibilizar arquivos para download público, por exemplo.

Completando o time, temos o Quota, que permite limitar o espaço em disco usado por cada usuário, garantindo uma divisão justa dos recursos disponíveis. Ao atingir seu limite, o usuário recebe uma mensagem de "disco cheio", mesmo que ainda existam vários GB's livres no HD do servidor.

7 comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 5 de novembro de 2010 às 15h35

Comentários

LAMPP? LAMP? o.O
por Jeremy (anônimo) em 6 de novembro de 2010 às 10h08
na realidade é LAMPP e não LAMP e o projeto depois migrou para XAMPP na plataforma Windows.
comparativos por admin_marvardo (anônimo)
MAMP para Mac OS X por Marcelo (anônimo)
ERRATA no Texto
por David Rocha (anônimo) em 8 de novembro de 2010 às 11h19
"uma solução relativamente popular entre administradores Microsoft que não se sentem à vontade em usar o IIS."
Acredito que o correto seja não se sentem a vontade em usar o APACHE.
Rede Social
por Marcelo (anônimo) em 7 de novembro de 2010 às 21h21
Sera que Mark Zuckerberg usou LAMP ? ao criar seu prototipo do FaceBook ?
Melhor forma de instalar no Ubuntu
por André Gondim (anônimo) em 5 de novembro de 2010 às 16h46
Uma forma bem fácil de instalar no Ubuntu e no Debian é:

http://andregondim.eti.br/?p=1998

Abraços!! ;)
 
por Marcelão (anônimo) em 5 de março de 2010 às 18h30
Muito bom e informativo o texto. Uma experiência legal que eu fiz foi justamente isto. Montei um servidor LAMP em casa mesmo, só para experiência. No mesmo servidor eu instalei Squid e compartilhei a internet (com duas interfaces de rede). Só não configurei o DNS.
Mas o servidor LAMP funcionou que é uma beleza. Tipo intranet em casa.
Isso prova mais uma vez que o Software Livre não tem limites.
Obrigado Morimoto por mais um texto espetacular.