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GNU/Windows

Por Carlos E. Morimoto em 5 de fevereiro de 2009 às 17h45

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Muitos dos aplicativos tipicamente usados no Linux, como o Pidgin, OpenOffice, Firefox, Gimp e muitos outros possuem também versões nativas para Windows. O uso deles, abre diversas portas, já que você pode rodar os mesmos aplicativos nos PCs com Linux e nos com o Windows, compatibilizando as duas plataformas.

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Eles são também uma excelente alternativa para criar um sistema suave de migração, já que, uma vez que você consegue migrar os aplicativos, dar o passo final e migrar o sistema operacional acaba sendo muito mais fácil. Vamos então a uma pequena lista das opções disponíveis:

OpenOffice: Embora a história seja pouco conhecida hoje em dia, o OpenOffice teve suas origens no StarOffice, que era originalmente uma suíte de escritório para Windows, desenvolvida pela StarDivision. Por ter sido desenvolvido em C++, o StarOffice era bastante portável, o que levou à criação da versão Linux. Esta suíte de escritório multiplataforma atraiu a atenção da Sun, que decidiu comprar a StarDivision em 1999, abrindo o código da suíte e dando origem ao OpenOffice que conhecemos.

Apesar das mudanças, o OpenOffice continua disponível em versão Windows, que oferece o mesmo conjunto de recursos e o mesmo look and feel. Não é preciso dizer que com as melhorias no suporte a documentos, suporte nativo a PDFs, corretor ortográfico atualizado e assim por diante, ele é uma excelente alternativa ao MS Office. Você pode escolher entre baixar o OpenOffice da Sun, disponível no http://download.openoffice.org ou o BrOffice, disponível no http://broffice.org/download.

Firefox: O Firefox é a jóia da coroa entre os aplicativos open-source. Com o crescimento no uso de wep-apps e no acesso à web de forma geral, o navegador se torna um componente cada vez mais importante e mais estratégico.

Há quem preveja que em um futuro próximo quase todos os aplicativos rodarão dentro do navegador e que o próprio sistema operacional se tornará algo secundário. Se as previsões virem a se realizar, o Firefox tem tudo para assumir uma posição de ainda mais destaque. Você pode baixar a versão em Português do Brasil diretamente no: http://pt-br.www.mozilla.com/

Para os poucos sites que ainda são compatíveis apenas com o IE, existe a opção de usar o IE Tab (http://ietab.mozdev.org/), uma extensão que permite abrir uma aba com o Internet Explorer, deixando que ele lide com o site problemático. Naturalmente, essa extensão é apenas para Windows, já que ela simplesmente utiliza a instalação do IE disponível nele.

Entre os projetos da fundação Mozilla estão também o Sunbird, que é um aplicativo de calendário e organizador pessoal, e o Thunderbird, que atende a quem prefere um cliente de e-mail local.

Filezilla: Além de ser um excelente cliente de FTP, o Filezilla é um dos poucos clientes Windows que oferece suporte à transferência de arquivos via SFTP, o que o torna uma ferramenta indispensável em redes mistas e também para quem administra servidores Linux. Além do cliente (que possui também versão para Linux) está disponível também uma versão servidor. Faça o download no: http://filezilla-project.org/

VLC: O mesmo VLC usado no Linux ao lado do Gmplayer, Totem, Xine e Kaffeine, possui também uma versão Windows, que oferece a mesma interface e o mesmo conjunto de codecs que está disponível no Linux. Ele é uma excelente opção de player de vídeo para instalações "virgens" do Windows, poupando-o de precisar instalar players e codecs manualmente: o VLC sozinho resolve o problema. Ele está disponível no: http://www.videolan.org/vlc/

PuTTY: O PuTTY é mais conhecido que o Elvis, mas mesmo assim não poderia deixar de citá-lo, já que ele resolve o problema da falta de um cliente SSH no Windows:
http://www.chiark.greenend.org.uk/~sgtatham/putty/

Na página está disponível também o PSFTP, que é um cliente SFTP de linha de comando, mas o Filezilla é bem mais prático de usar. Outra opção de cliente SFTP open-source é o WinSCP, disponível no: http://winscp.net/

Pidgin: O Pidgin possui uma versão portada para Windows desde a época do Gaim. Ele é uma excelente opção de mensageiro multiprotocolo, que pode se conectar simultaneamente a praticamente todas as redes conhecidas. Ele é também bem mais leve que a maioria dos outros aplicativos similares para Windows e, naturalmente, livre de pragas e propagandas. Ele está disponível no: http://www.pidgin.im/download/

Ekiga: Apesar de ser um projeto relativamente novo, o Ekiga já possui uma versão Windows, disponível através do http://wiki.ekiga.org/index.php/Windows_Users. Ele é uma boa opção de cliente SIP, que pode ser configurado para trabalhar em conjunto com diversos serviços de VoIP.

Audacity: Apesar da interface simples, o Audacity é um editor de áudio bastante poderoso, que se sai bem mesmo quando comparado a muitos aplicativos comerciais. Uma das grandes vantagens de aprender a trabalhar com ele é justamente o fato de possuir versões para Linux e Windows, em vez de rodar sobre apenas uma das duas plataformas: http://audacity.sourceforge.net/download/

Gimp: O Gimp é outro veterano entre os aplicativos multiplataforma. O desenvolvimento do Gimp para Windows deu origem à versão Windows da biblioteca GTK, que é atualmente usada por um grande número de aplicativos open-source para a plataforma.

Como o Gimp for Windows é mantido por uma equipe muito menor, ele fica muitas vezes uma ou duas versões atrás e alguns poucos recursos não está disponíveis, mas apesar disso ele é bem mais poderoso que outros editores de imagem gratuitos. A página oficial (que oferece apenas os pacotes para desenvolvedores) é a http://www.gimp.org/windows/ e a versão instalável está disponível para download no http://gimp-win.sourceforge.net/.

Para usar os scripts em Python, é preciso instalar também o interpretador Python, que você pode baixar no http://www.python.org/download/.

Inkscape: Embora não ofereça todos os recursos encontrados em aplicativos especializados, como o Corel ou o Illustrator, o Inkscape possui a seu favor o uso de uma interface simples e de uma excelente documentação: http://www.inkscape.org/download/

Scribus: Completando o time, temos também a versão Windows do Scribus, que serve como uma boa opção de aplicativo de desktop publishing. Ele é um aplicativo que vem evoluindo em um ritmo bastante acelerado. http://www.scribus.net/?q=downloads

Migrando as configurações: Na maioria dos casos, é possível migrar as configurações dos aplicativos em um PC com Windows para uma instalação do Linux, uma vez que a estrutura de arquivos de configuração usada pelos aplicativos é a mesma nas duas plataformas. Para isso, localize a pasta com as configurações do aplicativo no "C:\Documents and Settings\nome\Dados de aplicativos" no Windows e copie o conteúdo para dentro da pasta de configurações correspondente dentro do home, no Linux.

48 comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 23 de março de 2011 às 11h19

Comentários

 
por Zord (anônimo) em 8 de fevereiro de 2009 às 01h42
Realmente vocês tem razão. Esses aplicativos devem seu sucesso ao Windows. E que seria um fator natural essa multipla portabilidade.

Então no caso, no futuro, não vai ter muita graça, vantagem, você dizer que usa Linux só por que é livre e de graça. Já que apesar de errado, a pirataria é pouco combatida aqui no Brasil (ainda bem, por que se não, ninguém mais iria se divertir por aqui, sem jogos pra baixar, MP3, filmes, e nem o OS mais prático, forjadamente, iria dar pra ser usado :-\) e o Windows é instalado fortemente nos PCs, querendo ou não (quando já vem com Linux); por que, vejam o exemplo do Google Chrome e do Skype suas novas versões sairam primeiro para Windows, quem é "do Pinguim" chupa o dedo, literalmente.

Vangloriar que no Linux você pode compilar o seu próprio Kernel (pergunte para um novato o que é isso), que pode enchê-lo de programas de graça (com a tecnologia BitTorrent isso também é viável no Windows :-), que ele roda do CD; enfim, esses motivos estão aos poucos se tornando em desculpas esfarrapadas, coisa de garoto mimado para afirmar que o Linux é melhor. :-\

O Windows também não é melhor, mas também não é um excreto de programação dos piores programadores do mundo. Há gente que pensa que há puras gambiarras no código do Win, mas se fosse assim, como iriam fazer um jogo como o Crysis no Windows?

Falous!
. por Sara (anônimo)
 
por Manabu (anônimo) em 19 de fevereiro de 2009 às 11h40
Para mim, o windows ainda é a melhor plataforma para rodar software livre.

Na área de vídeo tem MUITO software livre exclusivo para windows, pois desde há muito tempo existem APIs padrão de vídeo para windows: VFW e depois o DirectShow. No linux só recentemente tem aparecido o GStreamer, mas por não garantir estabilidade da API ainda, entre outros problemas, não é a opção preferida de muitos desenvolvedores. O linux por muito tempo tem se concentrado em soluções monolíticas como mplayer, ffmpeg, xine... cada uma com sua pá de problemas e pouca cooperação e interoperabilidade.

Como resultado disso, no windows temos VirtualDub, MeGUI, MPC, Avisynth (com suas centenas de filtros e scripts, a maioria livre), Vsfilter, ffdshow, Aegisub, etc. Não há praticamente nada que substitua eles no linux. O Avidemux até que pode ser comparado com o Virtualdub, mas tenho aversão à ele devido ao quanto é monolítico e isolado. O mesmo posso dizer dos tocadores de vídeo para linux, em relação ao MPC. E asa e libass são praticamente inúteis para efeitos de karaoke em relação ao VSFilter, apesar de que no resto já estão bastante avançadas.

PARA VÁRIAS DESSAS APLICAÇÕES, PORTAR PARA LINUX SIGNIFICA UMA RE-ESCRITA PRATICAMENTE TOTAL, E SUPORTAR DUAS BASES DE CÓDIGO (já que o gstreamer ainda não é utilizável no windows). Não é surpresa que poucos projetos tentaram, e dos que eu mencionei, só o Aegisub está progredindo no port para linux. Mas tem alguns poréns: a manipulação de vídeo representa apenas uma pequena parte desse programa de legendagem, o que facilita o port, foi escrito desde o começo em WxWindows, o que tb facilita o port, e ele não está usando o gstreamer no linux, e sim o ffmpeg.

Espero ter clarificado porque existem softwares livres de ótima qualidade para windows, que usam padrões proprietários (mas com API aberta e bem documentada), e sem equivalente para linux, pelo menos na área de vídeo. Pode ser "chato" como disse o Cárlisson, mas não é maldade nem má vontade, como implicou o Zord. Tem mais a ver com simples inviabilidade e histórica incompetência e falta de visão da comunidade linux em certos pontos.

Também poderia fazer um post parecido sobre aplicativos de audio ou sobre games.
 
por welington Paiva (anônimo) em 12 de fevereiro de 2009 às 00h43
Morimoto.

O SSH funciona para Windows é isso que vc quiz dizer??

Obrigado
por Carlos E. Morimoto
 
por henrique-jdn-ce-br (anônimo) em 8 de fevereiro de 2009 às 18h49
Linux, Windows,Mac interoperabilidade é isso sistema diferentes interagindo entre si, vamos aprender e usar todos que purdermos e hoje em dia que existem vorios virtualizadores como Virtulbox,Vmware,Xen etc facilta bastante.

È isso aprender e usar tudo que purdermos.
 
por Valerio (anônimo) em 8 de fevereiro de 2009 às 14h49
Vejam o Samba, por exemplo. Como foi concebido seu funcionamento? Não foi através de interceptação das chamadas do protocolo SMB da Microsoft? O Samba seria o que é hoje se não tivesse sido possível interceptar essas chamadas, ou ainda, se utilizar das especificações públicas que a MS abriu sobre o protocolo SMB por algum tempo? Igualmente pode-se dizer que foi o SMB que permitiu que máquinas Linux entrassem em redes Windows, ou o vice-versa dito pelo Morimoto nos temas sobre o Samba. O Linux/Unix pode estar mandando nos servidores, mas nas redes corporativas o Windows ainda domina.

Não adianta. Por mais que os puristas ou aficcionados Linuxistas digam que não, o Windows é usado como modelo para atrair novos usuários. Senão porque o BigLinux tem um esquema de janelas inspirado no Aero? Isso só para citar um exemplo. Até mesmo para falar nas facilidades do Linux é utilizado ataques ao Windows no assunto, ou seja, é necessário até mesmo espizinhar o Windows para que se consiga trazer novos usuários para o Linux. E a quem diga (e já li algo semelhante) o seguinte: "Bons tempos em que o Linux só era usado por quem sabia usar um computador e tinha poucos usuários".
 
por Elias (anônimo) em 8 de fevereiro de 2009 às 10h08
Mais dois programas, open sources e gratuitos, que são para windows, e linux.

Klavaro: e um programa para ajudar no treinamento, de digitação.

Gnu cash: e para finaças pessoais.

Sites:

Klavaro: klavaro.sourceforge.net

Gnu cash: www.gnucash.org
 
por Paulo Ricardo (anônimo) em 8 de fevereiro de 2009 às 02h00
- Avidemux (Lin/Win)
- VirtualDub (Win)
 
por Daniel (anônimo) em 8 de fevereiro de 2009 às 00h05
Acredito que a melhor forma de se acostumar com o ambiente Linux no Windows seje instalando a versão Windows do kde4 http://windows.kde.org/
 
por Valerio (anônimo) em 7 de fevereiro de 2009 às 20h45
O software livre pode ter mais força de sucesso se justamente possuir sua versão Windows. Por exemplo o Firefox seria o sucesso que é hoje se ficasse restrito ao Linux e seus 5% de participação no mercado de desktop? É melhor para os desenvolvedores terem suas aplicações mais bem divulgadas ao portarem para o Windows do que apenas rodarem em OSes igualmente livres. E na minha opinião (avaliação subjetiva) alguns desses programas portados para o Windows rodam bem melhor neste. SuperTux é um exemplo. A versão 0.3.0 do jogo roda de forma horrível no Ubuntu, enquanto a versão 0.3.1 Development roda magistralmente no Windows. Sauerbraten, OpenOffice e Gimp são outros exemplos.
 
por Cárlisson Galdino (anônimo) em 7 de fevereiro de 2009 às 17h38
Zord, não penso que você esteja de todo errado, mas esta briga só tem lugar no plano das idéias. Não tem como você controlar o todo. Se você desenvolve um software livre e investe muito nele, seu orgulho é vê-lo sendo usado. E se ele for pra plataforma mais utilizada hoje em dia brigar pelos que já estão lá e ganhar espaço, melhor ainda! É natural como o movimento das águas de um rio em busca do mar.

O que acho mais chato é software livre que seja exclusivo do Windows, principalmente quando dependem de tecnologias proprietárias (além do próprio Windows)...